Yooo Minna-san!
Peço miiiiiil desculpas por demorar para postar, pois agora estou trabalhando e trabalhar e estudar é tenso, tenho muito pouco tempo pra net agora :/
Mas queria agradecer a todo mundo que está lendo e a Sabaku no T, Taka-san, ale-san, Tzara Tristan, Shikatema e a Natii-chan, que me deixaram reviews e me fizeram um ser mais feeliz õ//
Tnks pessoas 3
Enfim, segue o capítulo dois, espero que gostem *o*
Capítulo II – Decisão
Silêncio, eles não emitiram nenhum som além do dos passos em direção à recepção, mas ela notou que ele foi desviando tal caminho e foi até a sala de espera, ele notou que ela o seguiu, com os braços cruzados, ele só não sabia se era de irritação ou de frio, por conta da noite gelada de sábado.
-Você..Não precisa ficar aqui – Seguiu mais alguns passos, não havia mais ninguém lá, talvez por conta do horário, o relógio marcava quinze para meia noite. Se sentou.
Um banco encostado à parede, um espaço até a outra parede e, encostada a ela, mais um banco. Não era conveniente nem necessário que ela sentasse ao seu lado, afinal ele não era mais uma criança que precisasse de colo, pelo menos não ao ver dela. Caminhou até o banco da parede contrária a dele, e nele sentou, antes de pronunciar.
-Quero saber como os outros estão, eu quero, então eu fico.
-Você quem sabe. – Colocou os cotovelos sobre os joelhos e mirou o chão.
Silêncio. Nenhuma maldita alma passava por ali. Temari o encarou, ele fazia gestos irritantemente circulares com os dedos indicadores; cruzou as pernas então o chamou.
-Shikamaru.
Ele não respondeu, só mudou a direção do olhar, do chão branco para a moça a sua frente. A olhou, se condenou e repreendeu mentalmente por ter pensado tal besteira, afinal a saia roxa e curta que a moça usava era..Era... "Tão contrastante com seu tom de pele" bom, talvez não fosse isso, mas bastou essa suposição para aquietar sua voz da consciência que insistia em pensar coisas indevidas para o momento.
-Poderia fazer o favor de parar com isso? – seguiu com os olhos até os dedos do Nara, que seu deu conta do que fazia com os dedos, parou. – Obrigada.
-Tsc – Agora seu olhar estava fixado na porta da emergência.
-Não precisa se culpar, a culpa não foi sua, ou foi? – Descruzou as pernas e inclinou seu tronco para frente.
-Bom...Não, mas...Bem, eu era o mais velho deles..e, não deveria ter deixado Kiba pegar o carro...Não deveria ter...- O viu socar o banco com uma das mãos.
Ela voltou a jogar o corpo para trás, encostando as costas na parede.
-Você é mesmo um fracote. – Rui baixo enquanto coçava a testa com a mão direita.
-...Me desculpe se eu não bato em valentões do terceiro, ou salvo 'crianças' de acidentes de carro. Me desculpe se por minha causa meus amigos estão machucados. É, Temari, eu sou um fraco, e daí?
-É, você é realmente fraco – o Fitou, com um olhar sério, mais do que o normal – Ao invés de agradecer por estar todo mundo vivo fica aí lamentando o quanto a vida é dura e como o mundo é injusto com você.
Ele a olhou surpreso, é, apesar de sempre pensar em mil coisas ao mesmo instante, não conseguiu tirar dois segundos do seu tempo para refletir que todos estavam –ao menos- vivos, de que não corriam risco de morte, pelo menos não agora, e que não havia ao menos agradecido por ela ter o salvado, de novo.
-A vida não é cor-de-rosa, coisas ruins acontecem, acontecem para nos deixar mais fortes, é como um treinamento emocional. – Cada palavra que saia da boca dela entrava como um prego na sua cabeça pelos ouvidos. Ela estava certa, ele sempre reclamando do quanto a vida é dura, mas..Sua vida era tão...Normal.
Ele se levantou, deu dois passos à frente, ficando na metade do corredor, abaixou a cabeça e então indagou.
-Me pergunto como você amadureceu tão rápido, isso é problemático.
-Um dia eu te conto uma história.. –Se levantou também, passou ao lado dele e seguiu o corredor em direção a recepção.
A passos lentos ele foi indo, até dar de cara com seu pai, Shikaku, com quem teve um curto e duro diálogo, até uma das médicas vir com notícias, contando que seus dois companheiros, CHouji e Neji –que foram os mais lesados com o acidente- já haviam acordado e estavam bem. Não sabendo se era de alívio, felicidade ou qualquer outro sentimento 'imbecil' sentiu lágrimas grossas percorrerem sua face.
Tudo estaria bem, se Temari não tivesse esquecido sua bolsa, e na volta acabar o vendo chorar.
-Mas se não é um bebê-chorão!
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Temari virou o banco e passou a fitar a pista de dança, ainda com seu copo em mãos, alguns acenos até ver o Jovem ruivo se aproximar.
-Tema – Gaara ficou de frente para a moça e deu um aceno com a cabeça para Shikamaru – Você...Vai ficar, não vai?
-Bom, pretendo – Cruzou as pernas e deixou o copo sobre o balcão – Não deram meu quarto para alguma vadia-meliante enquanto eu estive fora, não é? – Sorriu debochada para o irmão, que a respondeu com o mesmo olhar sem emoção de sempre.
-Idiota – A deu as costas – Seu quarto está do mesmo jeito desde que você saiu dele – Colocou as mãos nos bolsos e voltou à mesa em que estava com alguns colegas e uma garota morena e consideravelmente mais baixa do que ele.
-Ele não muda mesmo, hein? – Perguntou Shikamaru, ainda na mesma posição em que estava há uns minutos atrás.
Ela nada falou, só negou com a cabeça.
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Depois daquele incidente, daquele dia, levou um certo tempo até Chouji voltar para a escola, Neji voltou logo, apesar de desde o ocorrido usar uma espécie de lenço em sua testa, ora um lenço, ou algum adorno que escondesse a cicatriz causada pelo acidente.
Shikamaru tentava ficar com os colegas de classe nos intervalos entre as aulas, mas era diferente do que ficar com Chouji, não que a companhia deles fosse ruim, ou tivesse menos afeto...Só que...Eram problemáticos demais.
Uma mescla de pessoas barulhentas e escandalosas, choronas, tímidas e empolgadas demais. Definitivamente problemático.
Acabava ficando sozinho, aliás, nem sempre. Pois muitas vezes uma certa moça loira acabava o fazendo companhia; lá, naquele mesmo degrau na extremidade da arquibancada. Ela era, como ele poderia descrevê-la? Problemática demais para o seu raciocínio compreender.
Poderia ser um bom amigo, se ela não fosse uma garota, e se ele às vezes se pegasse olhando demais para ela. No final das contas, problemático, complicado.
-Akimichi volta semana que vêm, não é? – Perguntou ainda sentada com as pernas cruzadas, apoiando o caderno na qual terminava um dever de física.
-Hai – Respondeu com as mãos encostadas à testa e os cotovelos nos joelhos – Dou graças a Kami-Sama por isso – Fala arrastado, provavelmente estava com sono.
-Ah sim, muito obrigada pela parte que me toca, bebê-chorão – Continuou a olhar para o caderno, escrevendo e resolvendo equações neste, um pé no saco para todos os artifícios.
Ela notou que ele tirou as mãos do rosto.
-Você...Me entendeu.
-Entendi o que você deu a entender – Ele a encarou e ela nem se dava ao luxo de olhar de volta. Aquilo era...Era... "Problemático", pensou, um pouco alto demais.
-Tsc, às vezes eu não compreendo por que você ainda me faz companhia – Recostou ao final do degrau e passou a olhar para o céu pelas frestas da árvore que havia sobre eles.
-Se eu não estiver por perto – Levantou num pulo – Quem vai te salvar das coisas? – Olhou ao redor, para as pessoas que passavam – E todo mundo é problemático demais para você, não é? – Virou seu rosto para ele –ainda sentado-e sorriu, em seguida começou a andar na direção de seus irmãos, que passavam mais à frente.
-Você fala demais – Falou baixo, ali, parado vendo ela se afastar, ficou ainda alguns segundos a olhando e fez uma nota mental de vê-la sorrindo mais vezes, mas logo se corrigiu, quando notou que o sorriso largo da moça havia feito ele sorrir, se viu carregando um sorriso idiota, também notou que ela sempre ia daquela forma.
Shikamaru era uma pessoa inteligente, com um poder de percepção fora dos padrões, e o que o deixava frustrado, curioso talvez era compreender tantas coisas e pessoas, mas não conseguir entender...Uma simples garota.
Ela mexia com ele de certa forma, só não sabia exatamente descrever em que, pois haviam tantas coisas, o físico, o temperamento, o modo de agir, era diferente das outras que conhecia, que via, diferente das suas amigas e colegas . Sacudiu a cabeça, seus pensamentos sobre aquela simples garota sempre o confundiam, sempre o faziam ver que ela não era só mais uma simples garota, era uma mulher. Uma mulher na qual ele poderia se interessar. Mas de que adiantaria, afinal, ela era uma mulher... E ele só um garoto.
Efeitos, efeitos diferentes, efeitos complicados.
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-Vai ficar então? – Ele direcionou seu olhar para ela, fixamente e um tanto apreensivo, foi uma das poucas vezes que ele a olhou nos olhos desde que ela havia se sentado ao seu lado.
-Vou – retribuiu o olhar e não disse mais nada, olhou para o garçom e pediu mais um drinks.
Segundos se passaram, a música mudou e com ela Shikamaru chegou perto de Temari, então perguntou.
-Se você vai ficar, poderia ao menos me explicar por que você foi embora daquele jeito, não pode, Temari?
Revieeeeeews para fazer a Shinodinia mais feliz? *---*
