Pessoas lindas, peço perdão pela demora, tive uns perrengues brabos! Mas, ta aí o capítulo final para vocês!
Queria agradecer à Taka-san, ale-san, Shikatema, Natii-chan, Nara F.C., N Tonks Lupin e a minha Nee-chan Sabaku no T. que leram e fizeram uma criança feliz *-* Pq sem reviews num sai nada, galere D:
Enfim, sem mais, lá vai xD
Capítulo III - Now you're gone
A música começava a subir aos ouvidos de todos da pista, da pista, não do bar, e com ela o silêncio tomou conta do espaço entre eles dois. É, ele fez uma pergunta e queria uma resposta, uma resposta que ela não conseguiria formular tão depressa.
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-Oe, Nara, acorde! – Chamou o professor.
Levantou os olhos, com o rosto um pouco inchado e vermelho por conta do cochilo que estava tirando.
O professor seguiu e parou ao lado dele, e sua fala causou alguns risos aos demais colegas.
-Bom dia.
O Nara continuou olhando, ainda tentando se situar, "terceira aula!", pensou. Realmente o efeito de noites mal-dormidas não ajudava nos estudos, definitivamente não.
Antes que o jovem Nara pensasse em algo inteligente, ou no mínimo educado para responder...Salvo pelo gongo, literalmente. O sinal tocou e com ele os demais alunos foram guardando seus cadernos e indo em direção a porta.
Naruto, Kiba e os demais amigos o disseram que na aula de educação física iriam jogar, e que o esperariam depois do intervalo.
Espreguiçou-se e foi caminhando a passos lentos até a porta, Chouji havia faltado, Ino havia faltado, e o restante da quadrilha de problemáticos ainda estava lá.
Praticamente todos haviam saído da sala enquanto ele ainda chegava à porta, mas foi só colocar seu corpo para fora desta que foi recebido com calorosas trombadas vindas das simpaticíssimas pessoas do segundo ano. Bem apropriado não? Ele esperar todos saírem para não encarar a multidão desesperada por uma liberdade de pouco mais de vinte minutos e acabar arrastado por uma dúzia de rostos o encarando.
Não sabia se se sentia mais aliviado ou mais tenso quando sentiu uma mão, fina, mas que lhe causou uma dor levemente suportável ao apertar seu ombro.
-Yo, chorão – Novamente ela, Sabaku no Temari, a melhor das piores, ou a pior das melhores, era difícil classificar aquela que seria a mais problemática na qual ele havia convivido.
Respirou, para então encarar os olhos verdes dela, que o olhavam de uma forma divertida, sim, ela estava tirando sarro dele, mas que droga.
-Achei que você soubesse meu nome, doce ilusão a minha, hã?
Tirou a mão de cima do ombro dele e começou a andar, passando ao lado dele, junto com os demais colegas de sua sala que iam em direção ao pátio.
-Pode ser – Foi andando mais rapidamente, e ultrapassando não só a ele, mas mais alguns retardatários.
Ele a viu se afastar, de novo. Sempre ia embora daquela maneira, sempre deixando um ar...Diferente.
-Tsc, essa...- "problemática", pensou, até se dar conta de que as pessoas iam sumindo e só ele sobrara no corredor.
__
O sinal tocou, e logo Kiba e Naruto se aproximaram dele, já vestidos para a educação física. Sendo seguido logo por todo o primeiro ano 'problemático'.
-Oooooe, Shikamaru! – Gritou Kiba – Por que não está vestido ainda?
-Shikamaru, você está no meu time, então é melhor se apressar! – Berrou Naruto.
Virou os olhos, como poderiam ser tão agitados? Se levantou e desceu as escadas laterais, viu todas as garotas irem para a outra quadra, iriam jogar vôlei; mas ele não gostava de esportes. Até gostava de ver, mas praticar era cansativo demais, preferia jogos de tabuleiro, o que poderia parecer bem cafona, mas ajudava com o raciocínio.
Continuou descendo, malditas escada. Enquanto descia, reparou que algumas meninas do segundo também estavam na quadra, e também acabou esbarrando em algumas que subiam a escada que ele descia. Estranho.
Enfim as escadas acabaram, e ele se viu de frente para o vestiário, a porta estava entreaberta, estranho, pois os meninos sempre a deixavam fechada, apesar de serem cabeças-ocas.
Entrou e encostou a porta, ouviu um barulho estranho, mas não ligou. Seguiu até seu armário, pegou sua roupa e sentou-se no banco.
Espreguiçou-se e logo depois tirou a camiseta, estava um dia quente, seria tão bom para descansar; Seria.
Toda a tranqüilidade do momento foi quebrada quando ele ouviu aquela voz o repreendendo, e o pior, quando olhou de onde vinha tal voz.
-Oe! – Ela novamente, por um momento pensou em falta de sorte, o que ela estaria fazendo ali? – Chorão! – Virou para ela, e acabou se assustando, ali, na sua frente com aquele short vermelho e com a blusa nas mãos. Neste momento começou a pensar em sorte demais. – O que está fazendo aqui?
Perguntou-se mentalmente se havia corado. Não era pra menos, ela, uma garota, uma garota bonita, com um corpo realmente bonito e quase nu em sua frente. Se fosse dos seus amigos, provavelmente já estariam com o nariz escorrendo sangue.
Agora sua missão era parar de olhar, e tentar não gaguejar.
-E-eu é que pergunto, Temari...-Virou a cabeça para frente, para o armário gélido e sem vida a sua frente – Aqui é o vestiário masculino...-Involuntariamente olhou para ela – E pare de me chamar assim, problemática – A viu dar risada então voltou a olhar o armário.
-Seus amigos não te avisaram? – Começou a andar, e no caminho vestiu sua blusa – que era de frio, e tinha o brasão da escola estampado no peito - O vestiário feminino está em reforma, vocês agora tem que se trocar no banheiro. – Ela notou a expressão dele quando ela passou em sua frente - Semana que vem vamos trocar, pois vão reformar este aqui, convenhamos que é necessário.
Ele, ainda sem camisa e sentado agora compreendia o que estava acontecendo.
-Yare yare – Se levantou e pegou seu uniforme de futebol – Eu gosto daqui, está em bom estado.
-Nem tudo, a porta está um lixo! Hoje de manhã Genma-sensei ficou preso aqui por mais de uma hora, tudo por causa da maldita porta – Olhou para a dita porta, e em seguida para Shikamaru – Você a fechou, imbecil?
-Fechei, geralmente ela fica fechada – Ia colocar a camiseta do uniforme, mas então na metade do fito olhou para Temari – Não me diga que...
-Está trancada, seu idiota! – Esbravejou a loira, dando um passo a frente, e colocando as mãos na cintura –Agora, abra essa porcaria.
-Se você parar de rosnar, eu abro – Colocou a camiseta – E eu ainda torço para que um dia você lembre meu nome.
-O que quer que eu diga "oh chorão-kun, abra a porta que você teve o dom de travar, sim?" Ah, por favor, Nara.
Ele nada falou, só seguiu até a porta e tentou abri-la. Empurrou, puxou, chutou.
-Kuso! – Fez um pouco mais de força – Kuuusoooo – Viu que não adiantaria, então tentou chamar - Oooe, alguém ai? Estamos presos!
Ela o olhava de braços cruzados, e batia o pé, por Deus, como era birrenta.
-Ah, me dê licença – o empurrou com o ombro e começou a murmurar – Como se um fracote chorão conseguisse abrir uma porta.
A porta era estreita, e ao lado dela havia um banco, e ao outro começavam os armários, Shikamaru estava ao lado do banco, por sorte, pois com a trombada de Temari quase caiu sentado. E realmente se irritou, pois concluiu que ela era uma mulher que nunca iria respeitá-lo. O que era compreensível, pelo fato de ela ter o salvado de uma briga, de um acidente, o ter visto chorar e não conseguir abrir uma maldita porta velha.
O fato da porta, nem mesmo ela conseguiu resolver, pois realmente aquela porta velha era problemática.
Ele riu, afinal, pelo menos desta vez ele não havia 'perdido' para ela.
-Do que está rindo, chorão? – o olhou, ainda com a mão na maçaneta, notando que ele parava de rir.
-Temari, pare de me chamar assim, que inferno. – A olhou sério, aquilo estava começando a o irritar.
-Quer que eu pare de te chamar de que? De chorão? De fracote? Ou de imbecil, ou mesmo de inquieto por não deixar uma maldita porta quieta!
Descontrole: s.m. Falta de controle¹; Ato de perder o controle². Irritação: ato de irritar ou o estado de estar irritado; algo que irrita; Raiva: Privação de raciocínio lógico, falta de calma, distúrbio do equilíbrio emocional¹.
Irritação. Irritação leva à raiva. Raiva. A raiva leva ao descontrole.
Ela sentiu suas costas baterem contra o armário, mas só se deu conta disso quando o encarou, tão de perto.
-O que você...
-Te mostrando que não sou um fracote. – Agarrou com uma das mãos a cintura dela – Que não sou um chorão – Com a mão livre levou um dos pulsos dela contra o armário – E que definitivamente não sou imbecil. – E terminou a ação a beijando, sem que nem desse tempo de ela retrucar algo.
Ela poderia, e até deveria xingá-lo, ou mesmo quebrar a cara dele. Mas não o fez, muito pelo contrário, retribuiu o beijo da melhor forma possível.
Segurou com força os cabelos negros do jovem Nara, -tanto que acabaram sendo soltos com a ação - e ele a puxou mais para perto de si, agora com a mão que a segurava o pulso nas costas da moça, e a outra ainda em sua cintura.
Se fossem substâncias, Temari seria gasolina. Se fossem objetos, Shikamaru seria um fósforo, que é inofensivo até que seja aceso.
E uma vez que os dois se unem, temos fogo, muito fogo.
Sentiam-se quentes, mas não era para menos, só foram lembrar de respirar quando já estavam em um momento crítico, com Shikamaru sentado no banco ao outro lado da porta, e Temari...Sentada sobre ele e de frente para ele.
Só se lembraram de respirar, se lembraram do resto do mundo, e de que este ainda girava quando escutaram batidas na porta, e viram que alguns colegas e os professores sentiram falta deles.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
- E então? - Parou de a encarar, virou-se novamente para frente, admirando o copo que reluzia devido a uma luz fraca que insistia em rodar até ali.
-Você... – Apertou a as mãos contra as pernas e desceu os pés do banco até o chão – Bom... – Abriu a boca, as palavras pareciam não querer sair – Acho que isso não é da sua conta.
Riu fraco, aquele sorrisinho de canto que só ele sabia dar.
-Não é da minha conta, então. – Pegou o copo que já estava vazio e ficou o olhando mais de perto – Claro que não é da minha conta você e eu termos tido algo tão forte, e um dia depois de se formar você sumir sem dar notícia. – Colocou o copo novamente na mesa – Claro que não me interessa.
Ela se sentiu mal por um instante, realmente o que fez foi errado, mas tinha seus motivos. Mesmo que Shikamaru sendo importante, mesmo que ela estivesse sentindo tudo aquilo, novamente.
Viu ele afastar o banco, se levantar e começar a caminhar. Só não sabia se deveria ir atrás dele. Olhou para seu pulso e viu aquele pequeno pingente em forma de leque, prata que ela gostava tanto. E que toda vez que ela olhasse se lembraria do dia em que ele lhe deu.
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Foram muitas às vezes em que os dois pularam os muros da escola à noite, apesar de Shikamaru sempre protestar, ela não ligava, pois sabia que no fim das contas ele acabava indo. Ela adorava ver o céu de noite – assim como ele gostava de ver de dia - , e do gramado da escola se tinha uma bela vista.
Pelo menos três vezes na semana ela fazia isso, se sentia bem lá. E, como agora eram 'amigos', ele a fazia companhia, já que seus irmãos achavam isso besteira, além não se poder trocar uns beijos de vez em quando com um irmão.
Era 22 de outubro quando eles foram lá pela ultima vez, e ela se surpreendeu quando Shikamaru tirou aquela caixinha com a pulseirinha prata, com um pingente pequenino em forma de leque. Ela gostou de cara, mas ficou extremamente sem-graça.
-Por que isso? – Disse alternando olhares para a pulseira que segurava e o dito Nara.
-Preciso de um motivo pra te dar um presente? – Deitou suas costas na grama fofa e colocou as mãos atrás da cabeça – Aceite logo.
-Eu não lembro de ter dito que não ia aceitar – Deu um sorriso largo e aberto, daqueles que ele não via quase nunca, mas toda vez que via, valia a pena. – Bom, obrigada.
-Tsc. – Passou a olhar para cima, para o céu, e o lago que havia em frente a sua escola, já estava quase na hora dos dois irem.
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O irmão mais novo de Temari, Kankurou havia acabado de chegar ao salão, enquanto descia as escadas, se deparou com Shikamaru subindo estas; estranhou, por que ir embora tão cedo, em sua própria formatura?
Mas não pode deixar de dar um pequeno sorriso quando viu sua irmã, sentada ao bar – logo concluiu o porquê de Shikamaru ter ido embora, assim tão irritado, foram poucas as vezes que os colegas o viram exaltado-. Seguiu em direção ao bar, onde a loira estava, ainda olhando para aquele pequeno pingente.
-Yo Onee-chan – Deu um leve tapinha nas costas,da moça – Você veio mesmo então!
-Kankurou – Sorriu fraco, mas o irmão notou uma ponta de frustração na face da irmã mais velha.
-Yare, então você falou com o maldito porco-espinho, não? – Apoiou um dos cotovelos no balcão, olhando para a pista.
Ela o olhou, surpresa. Logo olhou para baixo.
-Sou tão previsível assim? – Falava sorrindo, mesmo com o semblante triste no rosto.
-Sabe – Ele se virou de costas para o balcão, agora apoiando os dois cotovelos neles – Na verdade não, é que eu o vi indo lá para o estacionamento...E aquele imbecil não estava com a melhor expressão na cara. – Olhou de canto para ela – Qualé Nee-chan, eu diria que você é a mulher mais imprevisível que eu conheço.
Estreitou os olhos, levou uma das mãos à testa e passou pelos cabelos.
-Você é um idiota.
-Eu sei, e você também por gostar dele. – Com uma das mãos apontou para as escadas, abanando – Anda logo, vai lá.
Olhou para Kankurou, bufou, mas ainda sim se levantou, ajeitou seu vestido e foi em direção às escadas, passando por todos os ex-colegas e desconhecidos que estavam dançando, não pode deixar de ouvir um loiro escandaloso gritar um "Vai lá, Temari-san". Imaginou se todas aquelas pessoas estavam todo o tempo os observando.
Aquilo a fez lembrar da última vez que havia visto todos aqueles rostos, no dia de sua formatura, um ano antes.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*
Ela trajava um vestido vinho, com decote em V e um corte na coxa direita, estava definitivamente linda. Arrebatou olhares dos colegas e dos colegas dos colegas aquela noite. Mas, foi somente um o sortudo com quem ela passou toda a festa.
Nara Shikamaru.
Não dançaram muito, aliás, não dançaram. Só uma vez que as colegas de turma chamaram Temari para uma rodinha e ela acabou dançando com elas, apesar de inicialmente ter sido para não fazer desfeita, ela achou divertido.
Voltou a sentar ao lado de Shikamaru, ora conversavam, ora se xingavam, mas nada de carícias em público. Por mais descarado e notório que fosse os dois estarem juntos, preferiam não levar isso muito a público. Seria problemático demais.
Ainda estava cedo, não era nem meia-noite ainda, mas estava quente lá dentro. Como Diria o professor de Educação física, talvez fosse pelo fogo da juventude. Realmente quente a quadra da Escola.
Sim, o terceiro ano decidiu que o melhor lugar para fazer a formatura seria na própria escola, afinal o lugar era enorme. Mas a festa era restrita apenas para a quadra e o salão. Não poderia ser utilizado o restante do prédio tanto do espaço, pois afinal era uma escola.
Mas estava realmente muito quente, Temari então se levantou, o cabelo estava preso, mas a franja insistia em lhe cair aos olhos; fez um sinal com a mão, e logo Shikamaru se pôs a segui-la.
Do lado de fora, muitos casais, definitivamente aproveitando a noite, se privacidade, ou menos calor era o que eles queriam, não iam conseguir.
-Temari, - como sempre, as mãos nos bolsos da calça, e a expressão desinteressada - Vamos lá pra dentro...Aqui está meio cheio.
Ela parou por um instante, parecia estar pensando. Dito e feito. O pegou pela mão e mandou.
-Vamos. – começou a andar rápido, arrastando o pobre Nara.
"Recebendo ordens de uma mulher..."
-Temari, espere, aonde você vai? – Desorientado, ele ia sendo puxado pelo pulso até onde haviam aquelas fitas amarelas, lá, onde não haviam mais pessoas.
-Fique quieto e me siga! – A viu levantar o vestido e passar por cima da faixa, e em seguida pular o pequeno muro da quadra que levava ao pátio da escola. Ele sabia que ela era boa com isso, sempre pulavam os portões da escola para ver o céu, mas...De salto alto era uma novidade.
Parou de pensar quando ouviu ela berrar do outro lado do muro, ao mesmo tempo que tentava falar baixo as palavras saiam altas.
-Você! Vai ficar ai parado feito uma porta?
Suspirou alto, "yare yare" e logo pulou também.
-Temari, para quê tudo isso? – Perguntou coçando a nuca com uma das mãos.
-É porque hoje é sua noite de sorte – O puxou pela camisa branca que ele vestia para perto de si – Afinal, temos a escola toda só para nós dois.
E entre beijos ora sedentos ora tranqüilos que eles desceram as escadas, e se trancaram – no já arrumado- vestiário.
Shikamaru gostava verdadeiramente de Temari, mas depois daquela noite definitivamente teria a mais absoluta certeza de que a amava.
Pois nada, nada além de poucas peças de roupa a impediam de fazê-la sua, de tê-la só para ele. Difícil esconder o nervosismo, pois ele afinal só tinha meros 16 anos.
Depois de ver sua calça ser atirada contra um dos armários, não pode deixar de estremecer ao vê-la sobre seu corpo, sentada com tão pouca roupa.
-Acabei de completar 18, isso não seria pedofilia? – O lançou um sorrisinho sarcástico.
Respirou fundo, afinal não deixaria ela o deixar mais nervoso ainda. Não iria dar mais motivos para ela o chamar de fracote.
-Tsc – a apertou mais contra seu corpo, e foi inevitável sentir um pedaço específico da anatomia de Shikamaru contra sua feminilidade - Você fala demais...É por isso que as mulheres...
Não pode terminar, ela encostou o dedo indicador nos lábios finos de Shikamaru, dizendo para ele parar de falar.
-Hoje, agora...Não precisamos discutir, precisamos? – Disse enquanto sentia as mãos dele desenganchar o fecho de seu sutiã e mordia o lábio inferior
Ele nada respondeu, a beijou com toda a vontade que já não estava mais cabendo em suas calças e depois de alguns instantes...Já não havia nada os impedindo.
Estavam ali, Shikamaru não tinha certeza se devia, apesar de estar sendo completamente domado pelo desejo, ainda conseguia raciocinar.
A olhou, e o que recebeu em troca: Um olhar de aprovação, seguido de um aceno com a cabeça, era tudo o que ele precisava.
Numa investida, levou o corpo para frente e Temari, abaixo dele encostada à parede soltou um gemido abafado. Ele só não soube distinguir do que era. Mas não pararia ali, naquele momento, era a hora de provar para Temari sua masculinidade – o que não seria um trabalho difícil, contando com a vontade e falta de hesitação de ambos-.
Ele aproximou seu rosto do dela, enquanto fazia movimentos medianos, para frente, para trás; fazendo com que os dois corpos começassem a suar.
O escuro e frio vestiário masculino estava em chamas, chamas vinda das duas figuras dentro deste, desta vez a combustão destrutiva que os dois tinham desde aquele dia, naquele mesmo lugar onde tudo começou.
Em um deslize de Shikamaru, Temari forçou o tronco para frente, o fazendo deitar sobre o banco e ficar por cima dele. Lá eles ficaram por um longo período de tempo. Tempo o suficiente para fazer a aquela noite ser inesquecível.
Aproveitaram o dito vestiário, tomaram um banho – juntos - afinal lá ainda rolava uma formatura, deveriam estar no mínimo, apresentáveis, apesar de estarem pouco ligando para os demais.
Decidiram que era hora de sair de lá, afinal, o ar já estava ficando escasso, pelo fato de não haver janelas. Saíram e subiram o lance de escadas –agora vestidos-, estava muito silêncio, só se podia ouvir a música que estava tocando longe, na festa.
-Shikamaru...- Ele, que estava de mãos dadas com ela, a olhou, ele estava se sentindo tão leve, talvez se a soltasse flutuaria.
-O que foi? – Sorriu leve e a trouxe mais para perto, o que quase a fez tropeçar em um dos degraus.
-Você está feliz? – O encarou séria.
Ele passou uma das mãos pelo ombro dela, e assim chegaram ao todo da escadaria.
-Estou - Disse olhando para cima – Estou muito feliz, e o mais irônico é que uma problemática como você me deixou assim. – Passou a olhá-la – E você, está feliz?
Ela sorriu de canto, e afirmou com a cabeça.
-Estou feliz, por causa de um idiota feito você – lhe deu um soco fraco no peito – O que acha de ir para o gramado?
-Seria uma ótima idéia, estou cansado.
-Seu preguiçoso.
___
Deitaram na grama fofa, Shikamaru com as costumeiras mãos atrás da cabeça e Temari com a sua encostada em seu peito.
Ela parecia estar dormindo, olhou no relógio, "Duas para meia-noite". A olhou uma última vez antes de pegar no sono também. Só não imaginava que quando acordasse ela não estaria lá.
*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~*~
Now you're gone
I can feel my heart is breaking,
An' I can't go on
When I think of the love that you've taken.
Subiu as escadas rapidamente, e logo que saiu do salão, pode ver os carros no estacionamento. Andou uns metros, agora com calma, até avistar uma figura com cabelo peculiar e um cigarro na boca, encostado em um carro vermelho.
-Vá embora – Deu uma tragada em seu cigarro – Você faz isso com freqüência mesmo.
-Você não tinha parado de fumar? – colocou uma das mãos na cintura, e com a outra começou a procurar algo em sua bolsa.
-...Desde quê meu padrinho morreu, só fumo quando estou nervoso...- Deu a última tragada antes de jogar a bituca no chão – Pensei que você soubesse.
-Você tinha parado, da ultima vez que nos vimos, só estranhei – Ela continuou andando, o barulho do scarpim preto contra o solo deixava isso evidente.
-Não ficava nervoso, quando você estava lá...E agora, você está aqui e eu estou nervoso, estou irritado, estou puto. – A olhou, estava de frente para ele, a pouco mais de um metro de distância – Por que agora você não vai de vez e me deixa em paz?
Ele a viu tirar da bolsa uma chave, e apertar um botão, fazendo com que o carro que estava encostado apitasse.
-Porque você está na porta do meu carro, é por isso que não vou embora.
Olhou sobre um dos ombros um tanto surpreso, se pegou imaginando o que ela teria feito no último ano para ter um carro desses. Preferiu ignorar todas as opções que lhe vieram em mente.
-Oh – Desencostou, levantando as mãos – Me desculpe, pode ficar a vontade.
Ela cruzou os braços e bateu um dos pés, fazendo um barulho alto ao bater contra o solo, então abriu a porta do passageiro.
-Largue de ser marrento, não combina com você – Fez sinal apontando para dentro – Vamos, vamos dar uma volta.
-Você não está em posição de me mandar fazer algo – Cruzou os braços.
-Não estou mandando, seu idiota – Bateu a porta com força – Estou sugerindo – começou a andar para dar a volta no carro – Se quiser, fique ai, mas se quiser pelo menos uma carona para casa, entre logo.
Ele revirou os olhos, passou uma das mãos no rosto e decidiu por ignorar o orgulho. Entrou no carro, muito confortável por sinal.
-Não sabia que você dirigia – Disse ele colocando o cinto.
-Há coisas que se aprende, certo?
-Yare yare.
Ela ligou o carro, engatou a primeira e manobrou, indo em direção a rua. Um silêncio incomodo se estabeleceu, nenhum dos dois dizia nada. Até ela perguntar.
-Ainda mora no mesmo lugar? – Engatou a segunda para passar uma lombada, e todos os processos cotidianos, embreagem, primeira, terceira, e uma breve olhada para ele.
-Sim. – apontou com uma das mãos – Se você virar à direita...
-Eu me lembro bem onde fica – Ligou o som numa rádio qualquer onde tocava uma música, Whitesnake se a memória não lhe falhasse. – Você não sabe quantas vezes nesse ano eu parei com o carro na frente de sua casa.
Surpresa. Ele definitivamente não esperava isso vindo dela.
-Você não...
-Eu fui, mas tive meus motivos. – Freou, o sinal vermelho a obrigava – Isso não quer dizer que me esqueci de você, não seria coerente.
-Pensei que fosse só sexo, para você. – Encostou as costas no banco novamente, olhando pela janela.
-Claro que seria só sexo, transamos apenas uma vez, se é que me lembro bem. – O olhou, séria – E pelo que eu me lembre, você foi o único imbecil com quem eu dormi.
Ele se espantou em ouvir tais palavras, sua tentativa de ser irônico falhou de todas as formas possíveis.
O sinal abriu, e ele a olhou, mas só se deu conta de que deveria seguir por causa das buzinadas do carro de trás. Arrancou e entrou a primeira à direita.
-Você não sabe o quanto foi difícil. – Disse ela olhando fixamente para frente.
Ele não pode deixar de a encarar.
-Difícil? Você acha que foi difícil ir embora sem dizer nada? E Passar um ano sem notícias? Perguntar para os seus irmãos e eles não me responderem nada. Você não sabe como foi difícil, Temari.
A música que tocava não amenizava em nada a tensão que estava se formando entre eles.
In the night I pray for your embrace,
Every time I close my eyes
I can't escape your face.
You're out of sight,
But, always on my mind,
I never realised
My love could be so blind.
Ele colocou uma das mãos na testa, novamente estava irritado, e isso era extremamente difícil, vindo dele, o mais tranqüilo e desinteressado...o dito preguiçoso.
-Desliga essa merda, sim?
Ela respirou fundo, uma, duas vezes, então deu uma freada brusca.
-Kami-sama! – Reclamou ele.
Ela desligou o carro e pegou sua bolsa.
-Faça o que bem entender, eu tentei conversar. – Ele a viu sair do carro, andando rápido, havia uma pequena praça, com uma igreja, e ela parecia não saber para onde estava indo, mas estava indo para algum lugar.
Ele não agüentaria vê-la ir de novo, e aquela maldita música em nada ajudava. Decidiu o que faria.
But, now you're gone
There's an emptiness closing around me,
An' I can't go on
When all I have left is the memory.
Abriu a porta do carro, e andou rápido, praticamente correu para a alcançar. Ela estava a mais de dois metros dele.
-Temari! – O grito dele a fez virar de súbito. Ele apoiou as mãos os joelhos por conta da pequena corrida, então a olhou. – Se você voltou...Se veio mais de uma vez pra cá, quer dizer que se importa, não é? – Ofegante, levantou o tronco.
-Você é mesmo um idiota. – Colocou uma das mãos na cintura – Se não fosse importante, eu não estaria aqui! – Começou a andar e se aproximar dele. – Não teve um dia que eu não me sentisse um lixo por ter ido sem falar com você...Mas eu... Eu odeio despedidas e não...Eu...-Falava gesticulando com as mãos, estava colocando tudo para fora.
Já estavam perto o bastante para ele falar baixo.
-Você é mesmo uma problemática. Agora é inegável, sempre foi.
You're all I want,
Can't you feel the love
In this heart of mine?
You're all I need,
So maybe we could turn back
The hands of time,
Maybe we could give it another try
One more time.
-Mas você tem sorte, Temari – Se aproximou e pegou uma das mãos dela – Eu te amo, afinal. E não quero saber o porquê você foi, ou quanto tempo ficou, só quero você comigo, agora, de novo.
Ela abriu a boca para dizer algo, mas não foi preciso, pois ele a calou com um beijo repleto de saudade, repleto de desejo e, repleto de amor.
Yaaare yaaare, fim do capítulo, fim de Fic :D
MAS CAAAALMA que ainda tem mais 8D
Sábado trarei um epílogo digno que esclarecerá todas as dúvidas que tenho certeza que ficaram xD
Bem, a todos (as) que leram, muuuuito obrigada xD
Aos que deixaram review então, AAH *-*
Nee-chan, espero que tenha gostado da fic 3
Fui õ/
