The Evil Witch

Blaise seguiu diretamente para o palácio após o ocorrido. Lá o rei conversava calmamente com sua rainha.

- Majestade!- chamou o tritão, afogueado.

- O que houve Blaise?- respondeu o rei, se aproximando.

- Foi o Nott, majestade!

- E... O que ele fez com meu filho?

- Forçou-o a acasalar! Mas por sorte, Pansy e eu chegamos a tempo...

O rei parou um instante para pensar e por fim acabou segurando o filho no colo,para sentar-se de volta ao trono.

-Sinto muito por você e por Pansy.

- Está tudo bem alteza... Nosso dever é proteger o nosso príncipe!

Narcisa parecia querer chorar, mas as lágrimas não deixavam seus olhos. Aproximou-se do filho e tristemente começou a afagar-lhe os cabelos.

- Filho... Consegue falar?- perguntou Lucius.

- Uhm...

- Respire fundo, meu filho.

O menor obedeceu, tentando se levantar para tomar fôlego. Foi então que pôde sentir o pólen deixando seu corpo.

- Papai! Ele tentou me forçar... E eu fiquei muito assustado... Não soube o que fazer!

- Tudo bem... Está tudo bem agora. Perdoe seu velho pai... Fui tolo em crer que Nott tinha boas intenções mesmo quando me disse que não.

- Não tem problema, papai... – disse o loiro, abraçando seu pai fortemente.

- Blaise! Traga Nott até aqui imediatamente!

- Num minuto, Majestade!

Logo, o tritão moreno voltou acompanhado de Theodore e Pansy.

- Alteza! Por favor! Imploro seu perdão! Não consegui me controlar! O cheiro dele estava me matando!

- Theodore Nott. Vejo que excedeu-se com meu filho e isso de modo algum me agrada.

Não só desrespeitou seu noivo, como também seu próprio príncipe e futuro rei!

- Por favor, alteza! Peço perdão! Eu sinto muito!

- Não, Theodore... Sou eu quem sente muito... Será devidamente punido por tal audácia.

- Nãooo! Por favor, Alteza! Me de mais uma chance! Eu imploro!

- Seu castigo será o de se tornar um mero coral. Por toda a eternidade. Jamais conseguirá se desprender do solo e jamais conseguirá olhar para qualquer lado, a não ser para cima. Por toda a eternidade! Que assim seja!

Num movimento rápido, Lucius sacou seu tridente e um enorme raio atingiu o tritão, tranformando-o num coral que flutuou para fora do palácio até se fixar no chão.

- Obrigado Papai...

- Era meu dever, filho. Quanto à vocês, Pansy e Blaise,tem minha permissão para casar.

- Ma-Majestade!

- Pelos deuses, majestade! Não temos como agradecer!

- Ambos têm minha eterna gratidão. Cuidem dessa criança. Dêem-lhe um lar, amor e arinho.

- Pode deixar Majestade.

Draco ainda estava um pouco zonzo, então resolveu sair para relaxar e nadar livremente. Como de costume, seus dois melhores amigos o seguiram até a tão conhecida costa.

- Estou livre! Nem posso acreditar!

- Sim! Finalmente Draquinho!

- Agora posso ter quem eu quiser... Isso não é maravilhoso?

- De fato...

- Sabem no que eu estava pensando?

- Oh não... Lá vem...

- Não seja tão chato, Blaise.

- Está bem. Fale-nos a sua "brilhante" idéia.

- Eu vou até a bruxa do mar!

- Você o que?- perguntou o casal em uníssono.

- Foi exatamente o que ouviram. Vou visitá-la.! Tenho quase certeza de que ela pode me arranjar um par de pernas!

- Mas para que isso, Draquinho?

- Não é óbvio? Para eu poder encontrar aquele rapaz...

- Eu sabia! Sabia que ter ido até a superfície ia fazer isso com você! Então está mesmo apaixonado pelo humano?

- Não consigo deixar de pensar nele desde cedo...

- Pelos deuses! Não podemos deixá-lo fazer uma coisa dessas! Ela é má, lembra? E se faz algo de ruim com você?

- Não tenho medo da bruxa.

- Por todos os deuses, Draquinho! Tem certeza?

- Tenho... Tenho sim... Apenas peço que me acompanhem.

- Tu-Tudo bem então... - gaguejou Blaise, que entrelaçou os dedos nos da noiva e juntando-se ao loiro para entrelaçar-se a ele também.

Chegar até a casa da bruxa não seria tarefa fácil. Ela morava além das barreiras da profundeza das águas, onde nenhum ser marinho seria corajoso ou estúpido suficiente para nadar por aqueles lados.

A água foi se tornando cada vez mais gelada. Um local infestado de tubarões nada amigáveis e peixes abissais assustadores. Não soltaram as mãos nem por um segundo, até encontrar uma pequena caverna escura. Parecia muito sombria, principalmente pela enorme quantidade de ossos antigos, deixados pelo caminho. Porém, o único pensamento que habitava a mente do príncipe era o de estar fazendo isso por seu humano. Logo estaria em seus braços.

Uma risada profunda e assustadora se instalou no local, fazendo com que o trio se arrepiasse. Foram se aproximando devagar e pararam ao se depararem com tal criatura.

Na parte superior, parecia um humano, de curtos cabelos negros e olhos vermelhos como sangue. Mas na parte inferior, o corpo de polvo negro que possuía tentáculos que se estendiam-se por metros. Esse ser e aproximou dos três com um sorriso estranho no rosto.

- Ora, ora... A que devo a honra de três "peixinhos" em minha caverna?

- Quem é você?

- Sou Tom,conhecido como a Bruxa do mar! Muito prazer, pequeno príncipe marinho.

- Não seria... Bruxo?- Disse o loiro, reparando que era de fato um macho e não uma fêmea.

- Sim... Foi isso que eu quis dizer. - Contornou o polvo. - Mas então me diga o que deseja.

- Quero um par de pernas!

- Oh! Mesmo? Não me diga que o príncipe dos mares foi fisgado por um humano?

- Isso não interessa! Por favor, só me de um par de pernas! Eu faço qualquer coisa...

- O amor custa caro, não?- disse o bruxo, pegando alguns frascos de sua estante de pedra.

- Então conseguirei minhas pernas?

- Sim, sim. Com certeza peixinho. Mas vou pedir algo em troca, obviamente.

- Qualquer coisa!

- Uhm... Acho que então ficarei com a sua bela voz.

- O QUEE?- exclamou o casal, que estava ao fundo.

- Está tudo bem, gente! Se esse for o preço, eu pago.

- Peixinho esperto. Muito bem então. Abra a boca.

- Pan... Blaise... Não importa o que aconteça... Não contem para o meu pai! E lembre-se que jamais vou esquecê-los!

- Não, Draquinho!

- Prometam!

- Nós prometemos!- responderam em uníssono mais uma vez.

O feiticeiro então deu início ao ritual. Recitou palavras em uma linguagem antiga, desconhecida pelos presentes. Um tentáculo que segurava um pequeno frasco foi depositado os lábios do príncipe e logo sugaram sua voz. Depois outro frasco foi levado por outro tentáculo, que dessa vez despejou um líquido esverdeado.

Draco titubeou para um lado e para o outro com as mãos na garganta. A dor parecia ser insuportável. Queria gritar quando sentiu sua cauda partir-se ao meio para dar lugar a finas pernas. Após o que pareceu uma hora de "tortura", finalmente o feitiço havia se concluído. Logo o príncipe sentiu duas coisas diferentes abaixo do torso e sua respiração começou a se esvair.

- Levem-no para a superfície antes que ele morra afogado! Agora ele é humano e assim será! Mas eu logo aviso! Se em três dias o humano não lhe fizer amor, sua voz será minha para todo o sempre!

Por um momento o loiro chegou a se arrepender, mas não quis pensar muito nisso, pedindo para que o levassem até terra firme. Com grande pesar, levaram o amigo e o deixaram sobre a beira da praia para logo sumirem nas profundezas.

O não mais príncipe tentou puxar o ar que lhe faltava e acabou desmaiado.

Como era de costume, Harry andava pela orla da praia ao nascer do sol. Não conseguira dormir a noite inteira, pensando naquela figura. Estava tão absorto em seus pensamentos que não viu algo no chão, acabando por tropeçar e cair. Já estava preparada para praguejar sobre a "pedra" no caminho até perceber realmente o que era aquilo. Um belo rapaz desmaiado, completamente nu, deitado na areia.

Engoliu a seco, não acreditando no que via. Ajoelhou-se ao lado dele, retirando alguns fios loiros que estavam grudados em seu rosto, só então lembrou-se daquela face delicada...Era ele. Seu salvador.

Pensou rápido no que poderia fazer, lembrando-se da aula de salvamentos, juntando os lábios no do outro para fazer-lhe respiração boca à boca. Contou até cinco e separou-se para apertar o esôfago e logo voltar a tomar os lábios avermelhados.

Draco tossiu expelindo a água, acordando finalmente. Era ele. O rapaz pelo qual se apaixonara. Não podia acreditar.

- Você está bem?

O silêncio veio em resposta.

- Ah... Você não fala.

O loiro concordou com a cabeça, tentando se sentar na areia. Os olhos se cruzaram num dado momento e pareciam sair faíscas de ambos.

- Você é tão lindo... Oh céus o que estou dizendo? Bem... Eu queria agradecer por ter me salvado... Eu não sei nadar e quase morri...

Draco concordou com a cabeça.

- Er... Mas onde estão meus modos? Muito prazer! Me chamo Harry e sou o príncipe daqui. Você não é daqui, é?

Mais uma vez o loiro acenou só que negativamente.

- Qual o seu nome? Ah... Esqueci-me de que não fala... Posso chamá-lo de... Sunshine?

Mesmo sem entender,Draco concordou,gostando do apelido que recebera.

- Vou chamá-lo de sunshine por que parece um raio de sol. Seus cabelos se assemelham ao brilho dele... Assim como seu rosto...

Corado, o ex príncipe concordou,sorrindo timidamente.

- Venha, vamos até o palácio para eu lhe dar alguma coisa para vestir...

O loiro tentou levantar, mas ao sentir os pés no chão, quase pareceu que estava pisando sobre lâminas.

- Oh perdão! Está machucado! Deixe-me levá-lo.

Sendo assim, o jovem príncipe pegou o frágil rapaz em seu colo para levá-lo até o palácio.

Aquele seria um longo dia.

CONITNUA...


By Vicky

Ahá! Nott se ferrou lalalaaaaa;33

Oh parece que nosso príncipe fisgou um peixão,diga-se de passagem ;3

Veremos o que acontece!

Thanks pelos reviews

Simon de Escorpião, Samarakiss, Kimberly Anne Evans Potter,Totosay de Cueca e Raquel Draco Potter ;33

Até o próximo capítulo ;33

Jya