Finalmente mais um cap \o\ *-* bgsmeinterfona, Regina Swan Cullen, Izabeelly, gby00, OBRIGADA PELOS REVIEWS! Estou mto feliz q todos estão gostando *-* Bem, espero que gostem desse tbm! Não se esqueçam de comentar ok?

Bjss \o\

Cap. 3

POV. Bella

- Tem certeza de que ele não machucou você? – perguntou Jacob pela enésima vez. Revirei os olhos.

- Não, Jake! Ele é um amigo. – respondi anotando o que a professora colocava no quadro.

- Um amigo de quem você nunca me falou. – ele continuou num tom magoado. Olhei para o seu rosto largo e moreno e fiz uma careta.

- Ah! Deixa disso! – rebati balançando a mão. – Você sabe que eu te conto tudo. Provavelmente, eu esqueci dessa vez, foi isso.

Ele me encarou profundamente. Claro que Jacob me conhecia melhor do que eu mesma. Éramos, praticamente irmãos! Eu poderia falar de qualquer coisa para ele, eu sabia disso, mas, tinha uma coisa da qual eu não me sentia à vontade em conversar: garotos. Natural, né? Ele era um homem. E definitivamente não sabe o que é ficar afim de outro homem. Não que ele não fosse me apoiar, ou me ouvir, até poderia tentar me compreender, e sempre me dei melhor com amigos homens do que com mulheres, mas a sensação de aconchego nessas horas, nunca seria completa com um amigo, um irmão.

Durante toda a nossa infância, passamos juntos. Meu pai era muito amigo do pai dele, e nós crescemos praticamente na mesma casa. Conclusão, nós éramos unha e carne, éramos os melhores amigos do mundo e, Jake, não era só isso, ele era o meu "porto-seguro", como eu costumava dizer, o "meu sol", aquele que eu poderia confiar, chorar, rir, estar sempre. Esse era o meu Jacob.

Mesmo assim, eu não me sentia à vontade para falar de outros garotos com ele. Jake até já tinha me visto ficando com alguns caras, ou chorando por outros, mas chegar e falar diretamente sobre alguém, eu não conseguia e ele sabia disso, porque nunca pergunta. Ou melhor, suas perguntas eram na base das indiretas, como aquelas.

- Onde vocês se conheceram? – ele começou o interrogatório. Fechei meu caderno revirando os olhos novamente.

- Você vai mesmo começar com aquelas perguntas?- questionei com vontade de rir da cara de chocado que ele fez.

- Perguntas? Ora, Bells, não posso querer saber com quem minha irmãzinha fica?- ele perguntou dando aquele sorriso largo que fazia metade das garotas da faculdade babarem, inclusive eu.

- Ficar? – indaguei corando subitamente. – Quem disse que eu fico com o Edward?

Ele me olhou, dessa vez sério, e sorriu, dessa vez um pouco menos intensamente.

- Ainda bem, porque eu não gostei dele. – ele comentou e eu fiquei quieta.

Suspirei sem que Jacob notasse e olhei para a janela. Edward... que garoto misterioso! Naquele dia em que o vi no ônibus, não consegui evitar as sensações que, de repente, me atingiram. Se algum dia eu tivesse lido sobre uma paixão à primeira vista, provavelmente não acreditaria, mas quando meus olhos focalizaram aquela imagem perfeita, sentado na janela, pensativo, distante... Parecia um quadro. Não consegui segurar, um impulso mais forte que eu me forçou a ir até lá, e tentar falar com ele. Qualquer coisa servia, contanto que eu ouvisse o som da sua voz, que, aliás, era ainda mais linda do que eu imaginava. Respirei pesadamente fechando os olhos, me esquecendo que Jake estava do meu lado e notaria minha mudança.

- Bells? – chamou ele olhando fixamente para mim.

- Sim? – perguntei forçando um sorriso, que é claro que ele não acreditaria.

- Você está bem?

- Sim, só um pouco cansada. – menti.

- Bells... você é péssima com essas coisas... – ele balbuciou com um olhar dolorido.

Fingi que não tinha ouvido. Eu sabia bem que ele estava falando do fato de eu não conseguir mentir. Mas o que ele queria que eu dissesse? Eu já sabia no que daria os meus pensamentos. Desde o dia em que falei com Edward, ele não me saía da cabeça. No começou, eu tinha alguma esperança de que ele viesse falar comigo, mas depois de semanas de silêncio, comecei a pensar que o melhor era evitar encontra-lo.

O sinal tocou, me arrancando dos meus pensamentos, e vi Jake pegando minha mochila, e colocando junto com a sua nas costas.

- Ei! Eu posso carregar, sabia? – exclamei indo atrás dele.

- Até parece que vou te deixar carregar isso comigo por perto! – ele rebateu sorrindo, e eu tive que rir.

- Sabia que assim vou ficar mimada? – brinquei dando o braço a ele.

- Senhoria Isabella Swan, é uma honra fazer você ficar mimada. – brincou ele em contrapartida.

- Senhor Jacob Black, é um absurdo o que está dizendo. Não posso aceitar isso! – disse enquanto caminhávamos pelos corredores, deixando as garotas loucas de ciúmes para trás.

Era uma das minhas diversões. Todas as garotas da faculdade eram loucas pelo Jake, por três motivos básicos: ele era lindo, carinhoso e heterossexual. Sim! Isso mesmo: Heterossexual. Digo isso, porque quando você entra numa faculdade de letras, a primeira coisa que você nota é que 80% dos garotos são homossexuais, para o pesadelo das garotas que aqui estudam. Então quando um garoto lindo e carinhoso aparece por aqui, pensamos logo: ah! Mais um desperdício para a raça humana... Agora, imagina se esse pedaço de mau caminho é hetero? Claro que chove mulher até pelos bueiros da faculdade atrás dele. Mas o melhor de tudo, é que ele vive do meu lado, já que nos amamos mais do que tudo, o que deixa, pelo menos metade da faculdade, com vontade de me matar. Sorrio com esse pensamento. Eu devo ter uma tendência suicida para gostar disso.

- Do que você ta rindo? – ele perguntou confuso.

- Do ódio que eu provoco nas garotas da faculdade. – respondi.

- Ódio?

- É! Elas morrem de inveja de eu estar de braços dados com o garoto mais lindo da Letras. – sorri presunçosa, e ele corou completamente.

- Ah! Que isso, Bells! Deixa de bobagem!

Ri da sua expressão atrapalhada. Alguns homens não sabem a fama que têm.

- É a verdade! Ou vai dizer que nunca reparou?

- Hã...

- Que isso, Jake! Não acredito que nenhuma garota tenha pedido para ficar com você! – insisti morrendo de rir por dentro. Outra "característica Black", como eu chamava, era não querer falar de garotas comigo. Nisso éramos muito parecidos mesmo, para não dizer idênticos. Assim como eu, ele não se sentia à vontade em falar dos seus relacionamentos. Mas eu suspeitava de que tinha alguém começando a conquistar aquele "meu sol", e vou confessar, tinha vezes que eu não gostava dessa idéia.

Não que eu tivesse algum interesse nele. Não era isso, mas, como eu vou dizer... Meus motivos eram totalmente egoístas. Eu sabia que se ele se apaixonasse por alguém, os meus momentos, como aquele, iriam sumir. E eu não queria perder o "meu Jake".

- Que foi? – perguntou ele estranhando meu silêncio.

- Nada... – menti. Ele fez uma careta. Não tinha sido convincente.

- Você não me engana, o que você tava pensando? – Jake insistiu e eu suspirei vencida.

- Tava pensando em quando você se apaixonar...

- Quê? – falou ele surpreso parando no meio do caminho.

- É, quando você se apaixonar, Jake... eu vou perder o "meu sol". – balbuciei sem vontade.

Jacob segurou os ombros e me puxou para ele. Meus olhos continuavam baixos. Eu não podia evitar, como iria conceber a idéia de perder para outra garota o meu porto-seguro?

Vendo que eu não olharia para ele, Jake delicadamente segurou meu queixo o erguendo, carinhosamente. Seu sorriso era o meu sorriso favorito, nunca nenhum outro sorriso tomaria o lugar daquele em meu coração.

- Bella... – ele balbuciou. – Você nunca vai me perder...

Sorri ao ouvir isso, mesmo sabendo que era cedo para saber, mas não tinha vontade de contesta-lo. Em vez disso, o abracei forte, fechando meus olhos.

- Eu acredito em você, Jacob... – sussurrei, e ele me apertou em seus braços quentes. Mas uma sensação estranha me fazia sentir que isso não duraria para sempre.

POV. Edward

Já estava quase na hora de ir para casa, pensei aliviado. Aquele tinha sido um dia cansativo. Além de todas as loucuras que tinha feito, e ir atrás de Bella era uma delas, a aulas tinham sido mais pesadas do que eu me lembrava, ou talvez era o fato de eu não conseguir tirar aquele sorriso, que não era meu, da minha mente. Suspirei me jogando na carteira, fazendo Jasper olhar para mim.

- Edward, você parece em outro mundo! – falou ele, depois do meu milésimo suspiro. – O que aconteceu com você? Você está estranho desde quando voltou para a aula.

- Eh... eu sei... – respondi passando a mão no rosto. – Você acreditaria que fui procurar aquela garota que conheci no ônibus?

- Aquela que você chamava de chata? – perguntou Jasper surpreso.

- Essa mesmo.

- E por quê?

- Isso é que é estranho. Não sei! – exclamei passando as mãos nos cabelos. – Não sei por que. Eu simplesmente fui!

- Estranho, você não é disso. – ele comentou. Concordei com a cabeça. – E ela?

- Ela? Ficou surpresa, claro. – continuei. – Imagina, eu nunca falava com ela, mesmo depois dela ter tentado iniciar uma conversa comigo, aí de repente, do nada, eu vou até ela e começo a querer conversar, o que você acha?

- Que você ficou doido, ou então está afim dela. – foi a resposta.

- Quê? Não! Afim? Não, não é pra tanto. – retruquei imediatamente. - Ela não faz meu tipo. – completei. Jasper apertou os olhos sem acreditar.

- Então você realmente ficou doido. – ele concordou.

- É, acho que fiquei mesmo... – falei por fim, suspirando alto e ficamos em silêncio.

Olhei para pela janela. Já estava entardecendo, deveria ser mais ou menos umas 16h00min. Meu horário de saída não demoraria muito e só o que eu queria era deitar na minha cama, me fechar no meu mundo e parar de pensar nas coisas estranhas que estavam acontecendo comigo. Fechei os olhos. Aquela garota era tão estranha... Me peguei pensando, de repente e balancei a cabeça tentando afastar a imagem dela da minha mente. Que droga! O que estava acontecendo comigo?

Resolvi me fixar em outra coisa. Abri os olhos e avaliei minhas possibilidades. Meu olhar caiu em Tânia, vindo em minha direção. Desviei imediatamente. Se eu me levantasse, talvez conseguisse escapar. Peguei minhas coisas enquanto a idéia estava se formando. Mas se eu saísse assim, o escândalo seria maior... Droga, ela já está aqui!

- Edward, eu te perdôo. – ela falou com um ar superior.

- Hã? – perguntei sem entender. – Perdoar o quê?

- Você ter saído da sala naquela hora. – ela continuou dando um sorriso confiante.

Fiquei olhando para a cara dela com a pior expressão do mundo. Do que ela estava falando? Desde quando eu pedi desculpa?

- Eu não sabia que tinha que te pedir autorização pra sair da sala. – comentei friamente, colocando a mochila nas costas. Ela me olhou chocada.

- Não, eu sei... mas eu disse que se você saísse, tudo estaria terminado entre nós. – ela continuou sem graça.

- E o que que tem? – indaguei já pronto para sair dali. Se tinha uma coisa que eu não agüentava mais era mais uma discussão com Tânia. Aquela garota já tinha me enchido.

- Tem, que você saiu! – ela exclamou começando a ficar alterada. – Estaria tudo terminado se eu não te perdoasse, mas eu pensei melhor e resolvi perdoar.

- Mas quem disse que eu queria seu perdão?

Meu olhar deveria ser fuzilador, porque ela ficou vermelha, primeiro de vergonha e depois seu olhar passou do pasmo para o furioso. Mas quer saber? Eu não estava mais me importando com isso. Comecei a caminhar para a porta.

- Eu não acredito que você está fazendo isso comigo! – ela gritou correndo atrás de mim. – Edward, você não pode estar falando sério!

- É? E se eu estiver? – questionei, me virando para encará-la.

- Mas... e tudo que passamos juntos... e... – ela começou com as falsas lágrimas começando a cair. Eu já mencionei que Tânia era uma artista?

- Me poupe de seu choro, Tânia. – continuei impassível.

- Você é um estúpido! – ela gritou e eu abri a porta, resolvi ir embora, mas senti minha mão ser puxada e tive que encará-la novamente. – Eu não vou deixar barato isso, você sabia?

- Tânia... – respirei fundo. – Sabe que papel ridículo você tá fazendo? Toda a sala tá olhando pra sua cara, e devem estar sentindo pena de você. O caso é que eu já tava cheio de tudo isso, e você me fez um favor terminando tudo entre nós, antes que eu fizesse. Mas, tenha amor próprio. Eu odeio garotas que se humilham. – finalizei abrindo a porta e saindo por ela.

Não quis olhar para trás e ver o estrago que tinha feito. Eu sei que ela tinha ficado incrivelmente ofendida, principalmente porque depois do que eu disse, aqueles que ouviram ficaram ou dando risadinhas, ou num silêncio mórbido. Mas eu não queria pensar nisso, tudo que eu desejava era ir para casa. Minha cabeça estava uma pilha, e o pior, a imagem de Bella sorrindo para aquele garoto não saia da minha cabeça. Droga... Por que eu queria tanto matá-lo?

POV Bella

- Vai me levar pra casa? – perguntei a Jacob pegando a minha mochila. Estava exausta demais e só de pensar que um ônibus lotado estaria me esperando já me deixava desanimada.

- Claro que vou Bells! – respondeu ele como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo. – Você achou que eu ia deixar você andando por aí sozinha à essa hora?

- Ah! – retruquei mordendo os lábios. – Não é sempre que você pode me levar de carro, né Jake?

- Só quando alguma coisa acontece com meu pai e eu tenho que voltar correndo, o que quase nunca acontece! – ele rebateu pegando as chaves. – E você sabe que eu adoro te levar pra casa...

Corei totalmente. Sorri mexendo nos cabelos sem jeito. Eu sempre ficava sem graça quando Jake falava essas coisas... Sempre me parecia que tinha algo por trás daquelas palavras, algo que eu não queria compreender. Sorri pensando em alguma outra coisa para falar e mudar de assunto.

- Quem está cuidando do seu pai? – perguntei, rapidamente.

- Leah... – ele respondeu fazendo uma careta. Fechei a cara. Eu não gostava da Leah nem um pouco, ela vivia dando em cima do Jake de uma maneira até nojenta, se me permite dizer. Não suportava nem ficar por muito tempo no mesmo lugar que ela.

- Ah, Bells, não faz essa cara! – ele falou rindo da minha cara. – Você sabe que com a Leah não tem jeito.

- Ah, desculpa Jake... – forcei um sorriso. – Tá tão na minha cara assim a minha repulsa por ela?

- Você ainda duvida? – Jacob perguntou chocado, e eu tive que rir da cara que ele fez.

- Tudo bem, tudo bem... Tenho que confessar, não gosto dela. Mas isso não vem ao caso! – continuei. – Por que ela tá lá com seu pai?

- Eu queria que minha irmã ficasse com ele, mas ela teve que viajar a trabalho. Aí, eu pensei em pedir pra Emily, mas Leah praticamente implorou pra ficar com ele e não pude recusar. – ele explicou enquanto andávamos até o estacionamento.

- Não sei como você agüenta aquela garota! – comentei sem me conter. Mas, sorri balançando a cabeça. O que eu estava dizendo? Ela amiga do Jake, mesmo que eu não gostasse dela.

- Bells... – ele começou carinhosamente, mas não pode continuar; seu celular começou a tocar "In the End" do Link Park. – Falando no demônio... – ele começou e eu fiz uma careta. – Oi Leah! O quê? Mas você não sabia que era pra ele tomar de 2 em 2 horas? Não! Não! Eu já tô indo pra aí. Tchau.

- Já sei, já sei... – falei balançando a cabeça. Aquele telefonema tinha anulado minha carona. Sorri em compaixão, eu sabia o quanto Jake estava preocupado com o pai doente em casa, eu nunca iria segurá-lo por causa de uma carona.

- Desculpe... – ele sussurrou chateado.

- Não se preocupe Jake! – falei sorrindo. – Não vou morrer por voltar de ônibus.

- Eu sei... mas eu realmente queria te levar. – ele continuou desviando o olhar. Sorri ainda mais. Ele era mesmo um amor!

- Olha... – falei me aproximando. – Não se preocupe, sério. Eu vou ficar bem, você sabe disso. E se você quiser quando eu chegar eu te ligo, aliás, vou te ligar mesmo, porque também estou preocupada com o seu pai.

- Ah! Ele não estava tão ruim quando eu saí. Só que a Leah não ficou de olho o suficiente e ele, mesmo com esse problema de pressão, deixou ele comendo besteira... Cara, eu vou matar a Leah! – ele exclamou ficando irritado. Tive que rir. Matar a Leah não seria uma má idéia.

- Se quiser ajuda pra isso... – eu comentei e ele riu da minha expressão diabólica.

- Pode deixar, eu te chamo. – ele comentou pegando as chaves.

- Então, vou lá Jake, pegar o busão. – falei abraçando-o forte.

- Desculpe de novo. – continuou ele meio triste. – Amanhã eu juro que te levo pra casa. Não! Melhor, eu te trago e te levo de volta!

- Não precisa disso, Jake! – sorri. – Tchau então, e melhoras lá pro seu pai, viu?

Ele sorriu e entrou no carro, minutos depois vi o seu Honda Civic sumindo na estrada, enquanto meu braço, até então estendido dando adeus, caia lentamente. É... vida de pobre não é fácil... pensei, e comecei a caminhar até o ponto de ônibus.

Eu não sei o que há comigo, às vezes, sabe? Eu devo ser muito desequilibrada, porque quando estava caminhando até o ponto, meu pé conseguiu ficar preso em uma pedra no meio de um caminho todo liso (sem nenhuma outra pedra, só aquela!) e lá se foi meus livros, minha bolsa e claro, lá estava eu caindo que nem uma jaca madura. E pior, em cima de alguém, que serviu de amortecedor da minha catastrófica queda!

- Desculpa... – falei completamente envergonhada com tudo aquilo. – Realmente, me desculpa eu...

- Bella, você está bem? – perguntou uma voz extremamente familiar.

Eu juro que quis morrer! Não, isso não poderia estar acontecendo! Essa voz não poderia ser... Encarei um par de olhos muito verdes me olhando com uma expressão que variava entre a surpresa, a preocupada e a cômica. Definitivamente, eu quero morrer!

- Se continuar andando sem olhar aonde pisa, vai acabar se machucando feio. – ele comentou com um sorriso cínico. – E talvez eu não esteja por perto pra te salvar. – continuou deixando escapar um risinho.

Maldita sorte! Pensei, morrendo de raiva daquele sorriso lindo, extremamente sedutor e ao mesmo tempo humilhante. Deus deveria estar me castigando, porque exatamente quando eu decidi nunca mais encontrá-lo, ele insiste em aparecer na minha frente. Por que isso está acontecendo? Pensei, enquanto o via pegar meus livros e estendê-los para mim.