Genteeee obrigada pelos reviews \o\ *-* Esse foi um cap. super curtinho, mas eu tava com tanta vontade de escrever que resolvi postar logo. O próximo talvez demore mais um pouquinho, por causa das provas. Final de semestre é uma loucura! Mas espero que gostem \o/
Não se esqueçam de comentar!
Bjs!
Cap. 4
POV. Bella
Peguei meus livros rapidamente. Eu não sabia por que meu coração batia tão rápido perto daquele garoto, mas aquele olhar, aquele jeito, mesmo que eu soubesse que era debochado me fazia perder completamente o compasso, tanto que eu precisava, como agora, reenviar o comando de respirar, para que os meus pulmões não se ressentissem da falta de ar.
Respirei fundo antes de responder.
- Obrigada. – falei e me virei de costas. Se eu continuasse olhando para ele, provavelmente acabaria morrendo por falta de oxigênio.
- De nada, de novo. – Edward falou sublinhando bem o "de novo". Revirei meus olhos, suspirando.
- Obrigada, de novo. – corrigi e ele deu uma risada.
- Não sabia que você saía da faculdade a essa hora. – ele comentou tentando puxar assunto.
- Você nunca perguntou. – respondi num tom de queixa. – Não vi porque falar.
- Ah! Mas, você me falou muitas coisas na vez que nos conhecemos. – ele lembrou provocativo.
Olhei para Edward incrédula. Ele precisava ficar jogando na minha cara o tempo todo, que eu como uma tagarela, falei tudo o que eu fazia, simplesmente porque queria puxar assunto com ele? Resolvi ficar quieta. Não valia à pena responder. Virei o rosto, irritada. Nunca me arrependi tanto de falar com alguém na minha vida!
- Desculpe... – ele sussurrou mudando o tom. – Não quis ofender.
- Tudo bem, eu também me arrependo de ter falado com você naquele dia. – comentei me afastando.
Vi de relance sua expressão mudar para uma surpresa e algo que não entendi. Seria dor? Não, claro que não! Ele deveria estar querendo me irritar por algum motivo, talvez quisesse me encher para que eu soubesse o que era falar no ouvido de alguém sem ser convidada.
- Por quê? – ele perguntou cortando meus pensamentos.
- Por que, o quê?
- Por que você se arrependeu de falar comigo? – ele insistiu e eu me virei para encará-lo.
- Hã... porque você fica sempre jogando isso na minha cara...?- minha pergunta era mais uma resposta irônica do que uma pergunta.
- Sério, desculpe... não era isso... só que...
- Edward, falando sério. – interrompi. – Porque você de repente veio falar comigo?
- Você caiu em mim! Não fui falar com você! – ele se defendeu erguendo as mãos.
- É? Então, depois do obrigado, você não puxou conversa? – perguntei quase chocada. Ele não iria negar, né?
- Sim, mas...
- Então, fala sério, por quê? – emendei, não deixando-o concluir. – Sim, porque se você sempre vier com essa conversa de que eu falei um monte quando nos conhecemos e tal... Fique sabendo, que eu entendi que você não queria ser meu amigo, nem nada do gênero, e não falei com você. Não entendo o porquê de você continuar falando isso, ou melhor, falando comigo!
- Quem disse que não quero ser seu amigo? – ele perguntou.
- Acho que tá na sua cara. – respondi irritada.
- Agora, você sabe ler a expressão dos outros? – ele debochou.
- Não, só sou uma boa observadora.
- Pois saiba que essa observação está errada. – Edward falou por fim, como uma voz mais séria e baixa. – Eu quero ser seu amigo.
- Modo estranho de fazer amizades... – balbuciei.
- O seu também é! Afinal, por que você veio falar comigo naquele dia? – ele perguntou e eu me senti de repente encurralada.
O que eu iria responder? Ah! Você estava tão lindo lá que eu tive que falar com você! Péssimo! Ou, fiquei afim de você, queria te conhecer melhor. Horrível! Ou, não sei, estava sozinha, precisava falar com alguém... Não, essa também não vai colar. Mas, aliás, por que eu fui falar com ele? Sim, eu achei ele lindo, sim, eu fiquei afim dele, não, eu não precisava falar com ninguém, mas senti algo que me ligava a ele, e precisei falar com ele. Agora, dizer isso, estava fora de questão!
- Não sei... – respondi. Esperando que ele não perguntasse mais sobre isso.
- Então, eu também não sei porque quero falar com você agora! – ele rebateu e deu um sorriso torto. - Mas, naquele dia, não era porque não queria ser seu amigo... Eu expliquei...
- Sim, você estava de mau humor... – completei.
- É! E...
- Sei, eu fui a vítima... – completei de novo, vendo que sua expressão começava a ficar irritada.
- Se você sabe, por que, ainda fica na defensiva?
- Não fico na defensiva! – exclamei surpresa. – Você que já chega me provocando!
Edward revirou os olhos.
- Você parece uma criança sabia? – ele falou com ar de cansado.
- Digo o mesmo de você! – rebati e ficamos olhando um para a cara do outro, com um olhar provocativo. Quase pensei que iríamos mostrar a língua um para o outro, e acho que ele pensou o mesmo, porque nesse exato momento começamos a rir juntos.
- Bella, você é a melhor! – ele falou enxugando os olhos, enquanto literalmente chorava de rir.
- Eu? – falei incrédula. E ele riu mais ainda. De repente, aquele clima pesado tinha passado, o que me deixou aliviada. Eu não queria ficar discutindo o tempo todo. E o ônibus chegou, lotado como sempre. Suspirei. Odiava pegar aquele ônibus de tarde. Simplesmente não tinha lugar nem para se segurar, pior que lata de sardinha.
- Acho que agora vai ser dureza. Vamos lá pra trás, que é melhor – ele falou ficando na minha frente. Apenas balancei a cabeça concordando.
A porta se abriu e uma manada de búfalos começaram a invadir o ônibus, me separando de Edward. À medida que todos entravam, me sentia sendo levada como numa avalanche, e eu não sabia nem aonde iria parar, se continuasse assim. Então, de repente, senti uma mão me puxando. A mão dele. Enquanto passava entre a multidão dentro daquele coisa de lata e rodas, até chegar lá no fundo, onde tinha um espaço para deficientes físicos. Claro, que, também, aquele espaço estava cheio, mas havia um cantinho perto da janela que daria para ficar, praticamente sem se mexer. Foi onde ficamos.
Edward me colocou, não sei como encostada na janela, e ficou de frente para mim. O espaço era ínfimo, se fosse realmente considerado um espaço, e os solavancos muitos. Deixando-nos, praticamente, encostados um no outro. Respirei seu perfume e fechei os olhos, um pouco tonta. Que cheiro ele tinha! Um aroma doce, de hortelã e alguma coisa que eu não conseguia identificar. Senti seu hálito fresco perto da minha boca, e olhei para os seus olhos, fixos nos meus, quase me perdendo.
- Desculpa... – ele sussurrou perto de mais. – Mas não dá pra sair daqui. – ele comentou.
- É... eu sei... – foi tudo que consegui responder e ele sorriu. Que sorriso, meu Deus!
- Então, você é de qual período? – ele perguntou e eu tive que piscar pelo menos umas quatro vezes para entender.
- Ah! É... 3º...
- Eu tô no 4º. – ele comentou e acho que ia falar alguma outra coisa, mas o ônibus virou e ele caiu em cima de alguém. – Desculpa. – falou para a pessoa que derrubou. E eu ri. – Caraça, isso aqui ta difícil.
- Você nunca tinha vindo a essa hora? – perguntei contendo o riso.
- Não, exatamente. – Edward comentou fazendo uma careta. – Eu sempre volto de carona pra casa.
- Ah! Entendi. Eu também ia voltar hoje. Mas o Jake teve que resolver uns problemas. – falei pensativa.
- Jake... – ele repetiu com um tom de desagrado que eu não entendi. – Deve ser melhor voltar com o seu namorado do que num ônibus lotado...- continuou.
- Namorado? Eu e Jake? – perguntei quase chocada. O quê? – Não! – exclamei corando. – Não! Somos praticamente irmãos! Claro que não, de onde tirou isso?
Ele arregalou os olhos e sorriu ficando sem graça.
- Não, eu achei... porque... sei lá. – ele riu e eu mordi o lábio. Como ele era lindo...
- E você, com quem volta? – perguntei sorrindo.
- Ah! Com a Tânia... – ele falou e meu sorriso murchou. Uma garota... Sabia que um cara lindo daquele deveria ter alguém.
- Namorada? – indaguei fingindo não me importar.
- É... – ele falou e meus olhos baixaram. – Mas não... – ele emendou rapidamente. – Não é mais! Terminamos já.
- Ah! – falei disfarçando o sorriso que começou a voltar, mas acho que não disfarcei o suficiente porque ele também sorriu olhando para mim.
Ia pergunta por que eles tinham terminado, mas me contive. Talvez ele não quisesse falar sobre isso, não sei. Melhor seria mudar de assunto, até para que ele não percebesse o quanto aquela notícia tinha, realmente me deixado feliz. Porém, quando pensei em falar, o ônibus deu uma guinada, e todos (e quando digo todos, é todos mesmo!) voaram de seus lugares. Fazendo com que Edward, à minha frente, caísse com tudo em cima de mim, e seus lábios se encontrassem com os meus, sem que nada os impedissem.
Arregalei meus olhos, no mesmo minuto, enquanto sentia sua boca na minha. Vi surpresa também em seus olhos, que começaram a se fechar, lentamente, e senti sua língua forçando a passagem entre os meus lábios. Não conseguia mais pensar em nada. Uma onda de eletricidade tomou todo o meu corpo, e minhas pálpebras começaram a ficar pesadas. Fechei os olhos também, sem saber se o que estava acontecendo era realmente real, mas resolvi me entregar ao momento. Nada mais importava, apenas aquele beijo.
