AROMAS E ZUMBIDOS
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Presente para Pink Ringo
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Capítulo 2 – Samambaias Têm Pernas.
Hoje já é sexta-feira. Já se passaram cinco dias desde a segunda-feira fatídica em que eu coloquei a placa de "Aluga-se Quarto" na vitrine da floricultura e ninguém ainda entrou aqui para saber sobre o quarto. O que há de errado com as pessoas hoje em dia? Como se estivesse muito fácil para todo mundo comprar uma casa ou um apartamento só pra si.
E eu moro perto do hospital! Claro que eu imaginei que um dos residentes ou dos novatos internos ou até um enfermeiro quisesse alugar um quarto perto do local de trabalho, mas parece que não. Claro que não! Eles ganham bem, eles salvam vidas! Eles não precisam dividir apartamento com um florista!
Eu acordei muito feliz na segunda-feira, depois que falei com Sakura. Nem parecia que o dia anterior fora um daqueles malditos treze dias em que eu tenho que visitar os meus pais. Levantei, me troquei, tomei café, abri a floricultura, agüei as plantas e me sentei atrás do balcão para revisar uma papelada e fazer a placa de aluga-se. Eu a fiz toda bonitinha e simpática, mas também bem simples escrito somente "Aluga-se quarto. Tratar aqui". Assim a pessoa que entrasse e estivesse procurando pelo quarto era só vir até mim e perguntar as referências. Nada de mais.
Voltei e sentei atrás do meu balcão terminando de fechar umas contas e pedidos e sabendo que dentro em breve eu teria que ir ao banco pagar todas aquelas coisas, mas eu impus a mim mesma que somente iria ao banco se alguém viesse ver a placa. Não precisava nem ficar com o quarto, era só ler a placa, entrar e fazer algumas perguntas sobre ela.
Passei a segunda-feira toda sem receber nenhum cliente referente ao quarto. Algumas pessoas entraram e quiseram comprar flores e balões para seus parentes e amigos que tinham sofrido um acidente de carro e estavam no hospital próximo daqui. Também entrou o carteiro com uma propaganda de eletrodomésticos e um catálogo de lingerie, mas nada importante e nenhuma camisinha. Não que eu quisesse que tivesse uma no meio da minha correspondência, esse cara é louco! Ergh!
Até que a tardezinha, quando eu já estava indo trancar a porta e fechar a loja, passou um senhor pela vitrine que ficou olhando a placa, depois seguiu em frente. Eu suspirei. Eu não quero morar com um velho, mas ele nem ao menos viera perguntar qualquer coisa. Peguei o molho de chaves e sai de cima do banquinho atrás do balcão onde estava fazendo laços quando vi o tal senhor andar de marcha ré até a vitrine, olhar bem para a placa, depois andar de marcha ré mais um pouco e entrar na loja fazendo o sininho de cima da porta tilintar. Ele andou por entre as prateleiras de flores, analisou algumas mudas no chão e os meus vários tipos de rosas parecendo muito perdido, até que eu me aproximei e perguntei:
- Olá, em que posso ajudar?
- Isso não é um antiquário? – antiquário? Olha bem pra mim e vê se eu tenho cara de quem trabalha em antiquário? Senhor, o meu cabelo é azul! Bem, uma mecha dele é.
- Não, senhor, é uma floricultura – eu tentei ser bem amável.
- Oh, certo. Desculpe, entrei no lugar errado – e então saiu voltando a seguir seu caminho.
Sabe, velho... Morra!
Eu tranquei a loja maldizendo aquele velho todas as pragas que eu conhecia, ou melhor, que minha mãe me ensinara. Cretino! Como ele ousa vir aqui e perguntar se é um antiquário? Será que ele não reparou em todas as plantas e flores? Ou no toldo vermelho e branco com as palavras Floricultura Yamanaka em amarelo? Meio impossível!
Subi as escadas quase quebrando cada degrau. Eu estava mesmo muito irritada. Nem sequer limpei o quarto que eu pretendia alugar e planejara limpar na noite se segunda de tanta raiva daquele velho. Queria mesmo é que ele fosse atropelado ao atravessar a rua e, se desse, eu ia lá apontar a rir da cara esmagada dele.
Tá, eu não sou assim tão perversa.
Troquei de roupa sem fechar as janelas novamente e taquei tudo dentro do cesto do banheiro enquanto colocava minha roupa de ginástica, colocava os fones de ouvido e subia na esteira para perder todas as calorias que eu tinha adquirido com aquela caixa de chocolates na noite anterior. Depois daquele exercício todo eu fiquei dentro da minha banheira até estar enrugada até a alma e a água, fria.
O dia de terça-feira foi um pouco mais promissor. Não que alguém tenha vindo aqui e ficado com o quarto, mas pelo menos as pessoas entraram e perguntaram sobre ele. Foram sete pessoas ao todo dizendo que iriam ligar em resposta depois de darem uma olhada em mais alguns imóveis. Três deles eram uns enfermeiros muito gostosos. Eles tinham aqueles braços fortes para conseguirem mover as pessoas nas macas e fazer os primeiros socorros de uma taquicardia ou seja lá o que eles tenham que fazer. Ah, e sabe aquele velho que perguntou se aqui a minha floricultura linda era um antiquário na segunda? ELE VOLTOU NA TERÇA TAMBÉM! E fez a mesma coisa que na segunda. Entrou, olhou e soltou aquela maldita pergunta. Eu tive que me segurar muito pra não mandar ele pro inferno.
Quarta-feira. Eu recebi uma visita bem interessante na quarta-feira, sabe. Eu estava fazendo uma coroa de flores em homenagem a um falecimento quando eu ouvi o sino da porta tocando melodioso e depois uma voz fraca tão melodiosa quanto o sino.
- Olá, Ino – foi o que a voz de sino disse. Eu me virei para ver uma Hinata sorrindo pra mim e um Sasuke sempre de cara séria atrás dela. Cara, como eles fazem um casal bonito!
- Hinata! Sasuke! – eu disse largando imediatamente a coroa. Aquilo podia esperar, visitas não – O que estão fazendo aqui?
Hinata sorriu corando um pouco. Ela sempre sorria e corava, acho mesmo que foi isso que fez o Sasuke se interessar por ela. Ele é um cara sério e imponente, que gosta de proteger, enquanto Hinata é uma garota suave e delicada, que precisa ser protegida. Eles foram feitos um para o outro. Eu me lembro que no colegial eu tinha uma inveja imensa dela, especialmente no baile de formatura, quando ele a convidou e deixou bem claro para a escola inteira que aquela Hyuuga pertencia a ele. Outra coisa que Sasuke Uchiha é: possessivo.
Ela tirou da bolsa um cartão pequeno dobrado ao meio e me entregou. Era todinho branco e dentro tinha a letra de Hinata em tinta nanquim e caneta tinteiro. Ela sempre gostou dessas coisas, sabe, coisas velhas. Ela é quem deveria ter um antiquário, mas se contentou em ser professora de história em um colégio. Sinceramente eu não sei como ela consegue dar aula com essa timidez toda.
"Você está convidada para o Chá de Cozinha de Hyuuga Hinata no próximo sábado. Espero sua presença!".
Chá de cozinha? Eu olhei bem para o cartão. Esse tipo de coisa não é ocidental demais? Nós no Japão não temos o costume de fazer chá de cozinha. Ah, que se dane, nós também não tínhamos o costume de comer McLanche Feliz até o McDonald's aparecer e devo dizer que eu não fez nenhum grande favor as balanças da humanidade.
- Você pode ir, Ino? – perguntou Hinata depois que eu não respondi nada ao ler o convite.
- Claro que eu vou, Hinata.
- Que bom... Sakura disse que vai, também. E Tenten. E... Temari.
- É uma boa chance de rever todo mundo.
Ela acenou que sim com a cabeça. Olhou para Sasuke com seus olhos translúcidos e, sem dizer nada, ele foi circular pela loja. O que foi isso? Telepatia? Fala sério, quando na minha vida eu vou achar um cara que consiga me entender no nível que esses dois se entendem. Ela só precisou olhar pra ele. Assim como quando eu estava voltando para casa depois de uma festa e, com somente um sorrisinho meigo pra ele, ela conseguiu que o Sasuke me emprestasse à limusine que ele contratara para ela.
- Ino, está tudo bem pra você?
- Eu converso regularmente com a Temari, Hinata, não tem problema – ela sempre se preocupa demais.
- Se você diz, tudo bem.
E assim eles foram embora. Sabe, não é porque o meu ex-namorado era irmão da Temari que eu não posso ter uma relação legal com ela. Porque eu tenho. Nós nos apoiamos bastante quando ele morreu. Mas mesmo assim o meu coração não descansa quando eu lembro disso. O Gaara era... Ele era diferente.
Sabe o cara do antiquário? Bem, ele voltou aqui na quinta e na sexta. Esse cara tem algum problema? Amnésia? Distúrbios? Sei lá, alguma coisa deve ser, com certeza. Ele entrou, fez a pergunta de sempre e saiu seguindo para a esquerda, mas de repente eu o vejo voltando de ré.
- Maldição! – me enfiei depressa atrás de várias samambaias que eu estava aguando na parte mais aberta da loja, logo em frente a uma janela.
O sino da porta.
Droga! Eu tenho pernas!
Eu esqueci por um momento que eu tenho pernas e que as minhas samambaias não são nem um pouco tão compridas assim. Convenhamos, não é? Eu tenho pernas incrivelmente longas. Tudo bem, hora de sair do meu esconderijo muito bem elaborado, já que ninguém perguntou nada. E, se for o tal cara do antiquário, vou dar a ele a ilusão de que samambaias têm pernas.
Sorria, Ino, sorria. Seja carinhosa com o homem, mesmo querendo enforcar ele para depois arrasta-lo no asfalto quente e arrancar as células restantes com um pinça. Lembre-se, ele deve ter fugido de um centro de reabilitação de amnésias e/ou distúrbios incuráveis.
- Olha, senhor, você vem aqui todos os dias, eu já disse que não é um antiquário!
- Eu sei, aqui é uma floricultura.
- Ah, eu... Me desculpe, pensei ser outra pessoa – certo, agora eu tô mesmo envergonhada. Quer saber por quê? No lugar do velho que habitualmente vem aqui perguntar pela droga do antiquário está um cara alto, moreno e completamente cheiroso de óculos escuros e um casacão que eu meio que acho demais para nossa estação – Então, o que deseja?
Agora sim eu posso ser simpática sem ser falsa. Quem sabe eu não descolo um encontro? Deixe-me ver quando minha agenda está livre. Oh, vejam que surpresa, todos os dias pelo resto da década!
- Vim pelo quarto – o quarto! Eu sabia que essa história iria acabar bem. Foi uma idéia brilhante e, mesmo detestando admitir, que a Sakura teve. Mas ele não precisa saber disso.
- Ah, o quarto, certo – tudo bem, moço, essa pose toda sombria está começando a me incomodar. Isso me intimida, sabe. E me faz falar do jeito que você está ouvindo. Voltei pra trás do balcão enquanto ele andava pelas prateleiras observando todos os tipos de flores desabrochadas – Está para alugar.
- E também vim pelas flores.
- Estão todas a venda – eu disse sem pensar. Não, Ino, sério? Pensei que algumas fossem pra aluguel!
Esse rapaz se virou para mim com a mesma cara que eu faria para alguém que dissesse que todas as flores de uma floricultura estão à venda. As duas sobrancelhas arqueadas e apertadas. Ele colocou as mãos dentro do casaco enorme e se aproximou do balcão. Ele tem mesmo um cheiro muito gostoso, parece ser um perfume daqueles caros e importados. Como alguém que tem dinheiro para comprar um perfume caro e importado pode estar querendo dividir um apartamento em cima de uma floricultura? Será que ele é o herdeiro de uma fortuna, mas perdeu tudo na jogatina e só sobrou o tal perfume caro e importado? Se ele pechinchar o preço do apartamento eu vou descobrir.
- Então, você quer saber sobre o quarto?
- Hoje, não – ele me cortou – Deixe o quarto vago e em boas condições, eu volto segunda.
Epa! Quem é que você tá pensando que é? Meu pai? Meu futuro namorado? O imperador? Quer saber? Bem que eu queria que ele fosse! Enfim, ele não pode simplesmente me dar uma ordem dessas, e se aparecer uma super-oferta pelo quarto, tipo, cinco segundos antes de eu fechar a loja? Como alguém oferecendo uma fortuna semanal simplesmente para poder desfrutar da minha boa companhia? Eu vou ter que recusar?
- Você poderia fazer isso? – ele já estava na porta. Quando foi que ele chegou lá? Mas não importa, ele me desarmou. Isso foi mesmo gentil. Não o quê ele disse, mas como ele disse. Foi... Calmo e sereno como se soubesse o tempo todo que eu não poderia recusar se ele dissesse desse jeito.
- C-claro – balancei a cabeça para dar ênfase que o quarto esperaria por ele, mas o que eu queria mesmo era sair do torpor daquelas palavras gentis.
- Obrigado – ele abriu a porta e o sininho tocou – Meu nome é Aburame Shino.
- Ahn... – ele ainda estava na porta, então eu deduzi que ele queria saber o meu nome, certo? – Sou Yamanaka Ino.
E saiu. Simples assim.
Eu bem que gostaria que as coisas fossem simples assim com todos os outros eventos da minha vida, sabe? Porque agora eu tenho um potencial inquilino, mas eu continuo chocólatra, falida e solteira. Será que, além de inquilino, ele não é um namorado em potencial? Eu sei que ele é meio esquisito vindo aqui pelo apartamento e pelas flores e dizendo que só vai poder voltar para resolver tudo na segunda e não tirar os óculos de sol, mesmo o tempo estando levemente nublado desde domingo e aquele casaco maior que o recomendado, mas ele é muito cheiroso. E, se ignorar os óculos, ele parece ser bonito e com um cabelo legal.
Passei todo o resto da sexta-feira pensando nesse tal Aburame Shino. Aburame. De onde eu conheço esse nome? Sei lá, tem alguma coisa no fundo da minha mente que apita esse nome, mas não lembro onde foi que eu ouvi. E o que será que ele quer com as minhas flores? Entrei na banheira ainda pensando nisso e pensando nisso eu voltei para a sala e liguei a televisão. E se ele tem algum fetiche estranho e goste de comer as flores? Não, senhor, minhas flores ninguém vai fazer de salada!
Tudo bem, eu preciso contar isso pra alguém, porque nem um bom episódio de Gray's Anatomy está me ajudando a parar de pensar em Aburame Shino e seus potenciais dotes e fetiches. Só pra constar: a sineta da minha memória toda vez que eu penso no nome Aburame continua apitando.
Agarrei o telefone e apertei a discagem automática. Eu não podia ligar para Sakura, hoje é dia de folga dela e não quero incomodar. Até parece. Quem é que eu quero enganar? Eu liguei pra ela da banheira e sabe o que a secretária eletrônica dela me disse: "Olá, aqui é Haruno Sakura, é o meu dia de folga, então não vou atender ligações nem ver mensagens. Especialmente se você for Yamanaka Ino! Obrigada".
Como ela é um amor! Não vou nem pensar em ligar para a Hinata, ela tá dando aula uma hora dessas e não seria nem um pouco legal se ela virasse para os alunos e dissesse: "Hei, será que vocês podem me dar licença, minha amiga precisa me contar sobre o cara gostoso que quer morar com ela!". Não que eu acredito que a Hinata um dia venha a dizer algo desse tipo. Tenten não tem celular. Como alguém em pleno século XXI não tem um celular? Ela não tem vida, fala sério.
Então só me restou:
- Alô, Ino?
- Ah, como sabia que era eu? – porque todo mundo sempre sabe que sou eu?
- Identificador de... Ahn... Chamada.
- Está tudo bem com você, Temari?
- E-está, sim... Shikamaru, quer parar com isso?
- O que diabos... AH, EU NÃO ACREDITO!
- Ino, não grita.
- Vocês estão TRANSANDO enquanto nós falamos no telefone?
- Não! – ouvi alguma coisa resmungada atrás da voz de Temari – Estamos nas preliminares.
- Você não devia atender ao telefone em momentos como esse... Aliás, você devia é ter espatifado ele na parede.
- Você é um dos meus números na sessão "emergência".
- Sério? Ah, que legal, Temari!
- SHIKAMARU! Nem pense em dormir e é bom manter-se ativo, entendeu?
Cara, credo!
- Temari, credo!
- Preguiçoso! – acho que ela não me ouviu – Então, o que aconteceu?
- Tudo bem, eu vou ser rápida antes que o Shikamaru despenca – que duplo sentido terrível implícito aqui – Veio um cara perguntando sobre o quarto, hoje. Ele parecia ser gostoso e cheiroso, mas eu não sei se devo alugar o quarto pra ele, porque ele perguntou das flores e pode ter fetiches estranhos como querer fazer delas salada, mas ele disse que voltava na segunda e que era pra eu manter o quarto vago e ele falou de um jeito tão meigo que eu não sei o que fazer. Então, o que eu faço?
Sem resposta. Será que ficou mudo? Ou será que ela largou o telefone e eles estão se atracando legal enquanto eu fico aqui tagarelando comigo mesma?
- Temari?
- Como você fala rápido! Quer saber o que eu entendi de tudo que você falou? "Cara, quarto, gostoso, flores, fetiches, voltava na segunda, vago, meigo, de aço".
- É, mais ou menos.
- Agora posso te explicar o que eu deduzi disso? "Cara gostoso de aço no quarto vago com flores que volta na segunda cheio de fetiches meigos".
- Porque é que você só pensa por esse lado?
- Cala a boca, você tá super-necessitada de sexo!
- Você não está ajudando, Temari!
- Você não disse que ia ser rápida?
- Ah, quer saber? Esquece!
Desliguei o telefone.
É, talvez eu precise de um namorado.
Amanhã é o chá de cozinha da Hinata. E eu esqueci de comprar a panela de arroz e a calcinha fio dental com cheiro de morango! Eu andei pesquisando na Internet e vi que dar presentes estranhos para a noiva e fazer brincadeiras que incluam ovos e farinha são bastante comuns. Amanhã de manhã, antes de ir lá para o almoço, eu vou dar um pulinho no shopping. Quem sabe eu não pego alguma liquidação?
Sabe, aquele Aburame Shino realmente podia ficar com o quarto. Mas só depois de dizer o que diabos ele quer com as minhas flores, claro.
Olá!
Pessoal, me desculpem a demora para postar a fic! Parte é culpa do destino – se existir um – que não deixou eu postar antes e parte é por minha negligência. Eu sou um pouquinho preguiçosa, me desculpem!
Espero que tenham gostado do Capítulo! O Shino apareceu rapidinho, assim como a Hinata e o Sasuke. Acredito que o próximo capítulo vai ser legal de escrever, com uma Ino contando o que aconteceu no chá de cozinha e sobre o tal fetiche estranho do Shino por flores! Peço desculpas, também, pela fic estão tão parada agora, mas prometo que isso vai mudar!
Espero que tenham gostado, agradeço infinitamente todas as reviews, os hits e aqueles que favoritaram a fic! Obrigada!
AGRADECIMENTOS:
Thaay-chan, Hanari, Pink Ringo, FranHyuuga, Sweet-kun e Lust Lotu's.
OBRIGADA POR LEREM!
