Cap 2: Vazio

Por Kappuchu09

- Meu caro, quanto tempo. – dizia um homem que aparentava ter mais de 50 anos, de cabelos brancos e olhos negros, usando um terno riscado prata. Sorrindo ele ia em direção ao loiro, que estava arrastando pelo solo de um dos mais prestigiados aeroportos do Japão, uma grande mala de cor vermelha, o mesmo vinha com um aberto sorriso no rosto e usava um terno preto.

- Realmente muito tempo Ero-sannin. – disse o loiro com um sorriso maior que o anterior, ao ver o homem a sua frente enrugar as sobrancelhas e lhe depositar sobre a cabeça um soco.

- Já disse pra não me chamar assim moleque.

- Bah, que recepção – afirmou pondo uma das mãos sobre o local onde havia recebido o golpe.

- Teria preparado algo melhor, com algumas mulheres e... Isso me lembra cadê a dona daquela voz sexy que atendeu seu celular outro dia?

- Ahh, era a Cecilie – se pronunciou retorcendo o rosto.

- Que cara é essa? Não me diga que ela era mal de cama?!

- Não, não. Ela era muito boa. – disse com um sorriso malicioso. – Mas não era nada sério, por isso não a trouxe junto. – comentava o loiro se lembrando da inglesinha que havia lhe roubado dezenas noites suas em motéis ou em casas noturnas em Londres, e dá cena que havia feito há exatas doze horas atrás quando lhe disse que iria voltar para a terra natal.

Flash Back on:

- B..But, I love you… - dizia a moça em desespero, com diversas lágrimas brotando de seus belos olhos esverdeados.

- But I don't love you. – falava o loiro com a voz tão gélida, capaz até de congelar o deserto do Saara.

- You can't do this with me! – esperneava como uma criança que havia acabado de perder o seu brinquedo, segurando firmemente na camisa pólo do loiro.

- I can. I'm sorry, but my airplane arrives. Bye. – dizendo isso o loiro tirou sobre sua blusa as mãos da moça se virando e andando até o seu ponto de embarque, deixando para trás a ruiva chorando em completo desespero. – Desculpe, mas não são os seus olhos que eu procuro.

Flash Back off:

- Naruto, Naruto... Sempre dizendo que não é a pessoa certa e quando vai ser? – perguntou o homem mais velho a um pensativo loiro.

- Eu... – a primeira coisa que veio em sua mente foram os olhos negros. - Hey! Do que está falando velho pervertido? E você que até hoje não se arrumou? – Disse saindo de seu transe.

- Okay, Okay, got me! – falou levantando os braços em gesto de rendição.

- Ohhh não! Tudo menos inglês sim? Japonês, por favor, japonês. – diz com um suspiro brincalhão.

- Tudo bem, vamos tomar um café em um bar aqui por perto e você me conta o porquê decidiu vir pra cá tão de repente.

- Se me lembro bem, foram vocês do conselho que pediram que eu viesse. – afirmou enquanto caminhava em direção a um carro preto no estacionamento do aeroporto.

- Sim, mas outra coisa era você aceitar. Se bem me lembro, você tinha dito "eu não vou voltar, se virem bando de velhotes".

- Bem, eu posso ter mudado de idéia.

- Se bem me lembro, Uzumaki Naruto nunca muda de idéia. – disse o velho, fazendo Naruto praguejar mentalmente, droga, como poderia dizer que estava lá porque sonhou com um homem de olhos negros com traços nipônicos? No mínimo o chamaria de louco.

- Isso não importa agora. Quero que me conte o porquê daqueles velhos me quererem aqui. – tentou mudar drasticamente de assunto.

- Bem, esse não é assunto pra se tratar em pleno estacionamento de aeroporto. Conto-lhe tudo no bar.

- Hm... Okay. – concordou sem se importar muito com o fato. A única coisa que sua mente podia pensar durante as malditas doze horas de viagem eram os olhos negros que o amaldiçoavam dizendo que o amava, dizendo que tudo daria certo. Mas droga, o que tinha que dar certo? O que? E quem era aquele homem? Isso era o que o Uzumaki mais queria saber.

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- Ahhh Sa-Sasuke.,,

No quarto só se era ouvido os fortes gemidos de uma mulher de cabelos negros e olhos na mesma tonalidade, enquanto um homem também moreno de olhos negros, porém muito mais profundos, passava a língua entre a curvatura de um dos seios da mulher, logo o abocanhando sem dó nem piedade. A mulher gemeu mais fortemente quando sentiu seu outro seio ganhar a atenção de uma das mãos do ágil moreno.

O homem era excitante, seus olhos, sua boca, suas mãos, seus braços, seu corpo em total o era. O moreno manteu a mão que se encontrava no seio da mulher e depositou a outra mão no outro seio dela enquanto sua boca se ocupava em descer pela barriga da jovem, lambendo e mordendo a região perto do umbigo, logo chegando ao cós da roupa intima da mesma, retirando-a com a boca.

Começou depositando leves beijos na virilha da moça, antes de partir pra tórridas mordidas e chupadas. Penetrando a língua na cavidade úmida da morena, fazendo-a gemer mais alto do que anteriormente.

Ele sentia a mulher tendo espasmo e soube que ela estava quase chegando, por esse motivo parou todos os seus atos e se sentou na borda da cama, com os pés depositados no chão. A mulher se levantou, e ajoelhando-se no chão com a ajuda do homem retirou a cueca do último, revelando um membro levemente excitado, porém ainda flácido. Logo ela pôs o membro do homem na boca e começou a succioná-lo.

O moreno apenas pensava como era possível aquilo, ele conseguia deixar qualquer mulher em um estado de excitamento absurdo com apenas um sorriso, quando nenhuma delas conseguia o mesmo com ele. Não que ele tivesse problemas de ereção. Longe disso, ele modéstia parte possuía um 'amiguinho' bastante animado. Mas de uns dias pra cá era como se nenhuma mulher conseguisse 'animá-lo'.

Sempre acabava daquele jeito, tendo que receber um oral para poder penetrar. E o pior de tudo era que nem sempre funcionava, como naquele momento. Ele tentava se concentrar e sentir o imenso prazer que aquele ato deveria provocar, mas ele se sentia vazio, ele precisava de algo a mais. Mas não se enganem em pensar que aquele vazio era ocasionado pela falta do dito sentimento 'amor'.

Se perguntassem ao moreno o que aquela palavra significava, ele diria que é apenas um sentimento inventado por alguém muito inteligente, com a intenção de ocupar o povo com besteiras para que não pensassem em seus problemas, era como se fosse o pão e circo na antiga Roma. Davam ao povo comida e diversão e eles aceitavam qualquer coisa. Ignorando tudo e a todos que se opusessem.

E a maior prova disso era o dia dos namorados. O homem moreno não conseguia se convencer de que pilhas e pilhas de chocolates, flores e ursinhos de pelúcia, que eram vendidos com preços extremamente altos eram para simbolizar o 'amor'. Aquilo era só um dia ridículo que o capitalismo aproveitava da melhor forma possível: roubando os idiotas. O homem não era assim, ele era frio e racional demais para se deixar enganar por aquele tipo de besteira.

O moreno decidiu deixar de lado esses pensamentos e fixar o olhar, antes esquecido sobre uma parede branca, na mulher abaixo dele. Ele via os cabelos negros dela, os olhos negros que o miravam de forma maliciosa e via a boca dela sobre seu membro.

Mas como em um estalo, ele não podia mais ver os cabelos negros e sim uns loiros como o sol na sua mais bela e suprema força, os olhos negros foram substituídos por doces olhos azuis como o céu mais limpo e puro, despercebido de toda a sujeira humana. Diferente dos negros que estava inundado de malicia, esse lhe transmitia paz, lhe transmitia... Amor? Isso, amor. Sasuke não acreditava nisso, mas naquele momento essa palavra foi a mais apropriada que havia encontrado.

O que estava havendo com ele? Por que imaginava um homem lhe succionando ao invés de uma mulher com um belo par de peitos? Ele sabia que não era real, sabia que sua mente cansada do trabalho estava lhe pregando uma peça, mas não conseguia parar de olhar aqueles olhos tão azuis e límpidos. Eles lhe prendiam. E o faziam imaginar que aquilo não era uma alucinação. Mais espantado ficou ao perceber que seu membro de uma hora pra outra se ergueu em uma ereção e excitação que nunca havia tido ou sequer imaginado que um dia poderia ter.

Não agüentando mais puxou a mulher para seu colo e sem prévio aviso a penetrou com tudo que tinha, podendo ouvir um urro de prazer vindo da boca da mulher. Ele a fazia cavalgar, rebolar, sair e entrar dele. Ela fechava os olhos com tamanho prazer que sentia. Mas Sasuke não queria aquilo, ele queria ver os olhos azuis brilhando em prazer, pedindo por mais, implorando por mais.

- Abra os olhos, abra-os. – ordenou um pouco ofegante, a mulher lhe obedeceu prontamente revelando um par de negros olhos, como a mais densa escuridão. Sasuke olhava pros olhos da mulher e se perguntava onde havia ido os doces e puros olhos azuis.

Ambos sentiram a ereção de Sasuke ir diminuindo dentro da mulher, o que estava havendo?!

- Merda, cadê os olhos azuis? – sussurrou baixo, porém audível à mulher, que logo percebeu que o homem fantasiava com outra mulher, ela saiu do colo do moreno, e se vestiu rapidamente.

- Você pensa que eu sou quem? Hein? Responda-me! Maldito! Acha que eu sou essa sua putinha de 'olhos azuis'? – falou a última parte usando uma voz doce e cínica - Pois está muito enganado. Acabou! Nunca mais me procure! Eu te odeio Uchiha Sasuke – Disse a morena em lágrimas, saindo do quarto de motel batendo a porta.

Sasuke se encontrava sentado na cama, completamente desnudo, passando as mãos pelos sedosos cabelos negros nervosamente, que ainda se encontravam suados pela recente atividade.

- O problema é que não é ela, é ele. – Esse era o problema. O Uchiha não se importava se a mulher o odiava ou o amava, ela era só mais uma diversão de uma noite, nada mais nada menos que isso. O que incomodava o Uchiha era o fato de ter se excitado por um homem, que nunca havia visto e que a única coisa que conhecia era seus olhos e cabelos.

Mas de fato o moreno devia admitir. Aquilo que aconteceu há poucos minutos foi muito intenso, naquele momento ele tinha se sentido como se já tivesse acontecido aquilo antes, como se já conhecesse aquele loiro, com se já tivesse sentido o corpo dele perto do seu, o cheiro, o gosto, o calor. Só de se lembrar se arrepiava e se excitava automaticamente.

O moreno olhou pra baixo, e se deparou com o seu membro completamente rígido e excitado, simplesmente por pensar no homem misterioso. O Uchiha se levantou e se dirigiu ao banheiro acoplado a suíte do motel. Antes de ir embora ele teria que tomar um banho, um longo banho e com água preferencialmente fria, fria o suficiente para apagar a calentura que os olhos azuis o deixavam. Droga precisava parar de pensar naquilo.

- Merda. – com essa última palavra entrou no banheiro fechando logo atrás de si a porta.

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O Uzumaki observava o local aonde o amigo havia lhe trazido, era um local aconchegante, limpo, calmo e completamente... Monótono. Mas também extremamente apropriado para se falar de negócios. As paredes do estabelecimento era todas na cor marfim, contendo alguns quadros famosos nelas. As mesas eram de mármore de tonalidade escura. Requintado, esse foi o primeiro pensamento do loiro.

Após o 'reconhecimento da área' foram levados por um garçom a uma mesa em um canto reservado do bar, onde foram atendidos. O loiro pediu apenas uma Martine e o homem mais velho um cappucino.

- Há essa hora e já bebendo? – diz irônico.

- Você não é minha mãe. – falou emburrado.

- Ainda bem. Por que se fosse mulher nunca iria parir uma coisa feia como você. – diz o homem de cabelos brancos com um sorriso sacana no rosto. Logo após o comentário o pedido foi entregue.

- Okay, sem rodeios Jiraya. Por que me querem aqui? – perguntou levando a taça de Martine a boca.

- Nervoso? – perguntou vendo o loiro passar as mãos sobre os olhos.

- Cansado. – Jiraya apenas entornou um gole de seu cappucino e adquirindo uma expressão séria começou o monólogo.

- Você sabe que as indústrias Konoha estão em baixa no mercado certo?

- Li algo a respeito nos jornais ingleses. – falou desinteressadamente.

- Pois bem, o problema é mais grave do que estamos divulgando. Konoha corp. está passando pela maior crise financeira jamais enfrentada antes. Nossos sistemas de segurança são de última geração, mas estão parados no mercado. Não vendem mais.

- Motivo?

- Suna corp. – o mais velho esboçou um meio sorriso.

- Pensei que essa era uma empresa de pequeno porte, se comparada com a Konoha.

- E realmente era, mas as coisas mudaram depois que um homem assumiu o controle dela. Desde que se tornou o presidente da sessão de vendas da Suna corp, digamos que tudo desabou pra nós, ele tem um poder de fechar negócio muito parecido com de certa pessoa. – falou direcionando um significativo olhar ao loiro.

- Deixe-me ver se entendi. – o loiro se arrumou na elegante cadeira – Me chamaram aqui pra competir com esse cara e tirar a Konoha da lama?

- Falando de modo simples, sim, exatamente isso. – o loiro tomou mais um gole de sua Martine.

- E por que eu? Existem muitos outros negociadores e...

- Você é o melhor nisso. Sem contar que é o herdeiro. – o loiro depositou os cotovelos sobre a mesa, entrelaçando as mãos.

- Qual o nome dele? – ao ouvir o questionamento do loiro, Jiraya esboça um pequeno sorriso de lado.

- Uchiha Sasuke.

- Um Uchiha é? Por isso que estão todos alarmados. – diz o Uzumaki com um sorriso debochado.

- Fazer o que, eles são sempre os melhores, não importa em que. Uchiha é sinônimo de perfeição e você sabe disso. Em especial esse. Sasuke já fechou centenas de contratos importantes, sendo alguns deles com os clientes da Konoha. Estamos em apuros moleque, e precisamos de sua ajuda. O que me diz?

O loiro sabia que não deveria aceitar. Ele tinha aberto mão de tudo que estava relacionado à Konoha corp. há muito tempo, mas algo lhe dizia que era hora de voltar, não só para prezar o patrimônio que seus pais tanto lutaram para construir, mas também para mostrar àquele Uchiha quem é que mandava. Por algum motivo já o considerava um rival.

Com um dissimulado sorriso o loiro se levantou elegantemente da cadeira e estendeu sua mão ao homem a sua frente.

- Espero que ele tenha aproveitado o tempo de reinado, porque Uzumaki Naruto entrou no jogo, e eu nunca entro pra perder. Veremos quem ganhará. Aguarde-me Uchiha Sasuke – Jiraya também se levanta e aperta a mão do jovem.

- Ótima escolha moleque.

Jiraya algumas vezes tinha medo de Naruto. Apesar de tê-lo visto crescer e ser praticamente o segundo pai pra ele.

O loiro era carismático, animado, contagiava qualquer pessoa que se aproximava dele, animava qualquer recinto em que pusesse os pés, mas quando se tratava do trabalho ou de um desafio, ele podia ser cruel e mais frigido que um iceberg. Pisa e esmaga quem quer que fosse para alcançar seus objetivos, mesmo que depois os remorsos lhe corroessem.

Por esse motivo que ele foi chamado, ele seria o melhor oponente para o poderoso Uchiha. Ele era a última esperança de que a Konoha corp. se reerguesse, e Jiraya faria o que o Uzumaki mandasse se isso garantisse a vitória. O homem mais velho se recusava a deixar o sonho de Minato e Kushina, os pais de Naruto, irem por água a baixo, por causa de um pirralho mimado como o Uchiha.

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Era o sexto café que o Uchiha tomava em menos de uma hora. Algo estava muito errado nele. Ele não estava bem. Talvés fosse o excesso de trabalho, o estresse acumulado com o fechamento dos recentes negócios, o irmão, é. Só podia ser isso...

O moreno ingeriu o último gole da sexta xícara de café do dia. Depositando a xícara vazia sobre a mesa, e com um pequeno impulso girando o corpo na cadeira giratória, ficando agora de frente para as grandes janelas de sua sala, e por através delas observava uma bela imagem do sol brilhando com toda a sua intensidade amarelada nos altos do céu, com o mesmo completamente azul sem qualquer tipo de nuvens.

Aquele sol, aquele céu tinham amanhecido tão belos, puros, inocentes. Sasuke não se importava muito com isso, na verdade ele nunca olhava para o céu. Ele achava e acha que era perda de tempo. Perda do seu valioso tempo, olhar para algo inanimado como era aquilo. Mas se perguntassem ao Uchiha se já havia visto algo mais belo do que aquela imagem que estava diante de seus olhos, Sasuke só teria uma resposta: Sim. Apenas uma coisa mais bela que aquilo.

- Ele... – sussurrou o executivo. O homem passou as mãos pelos cabelos pela enésima vez naquela manhã antes de girar o corpo sobre a cadeira novamente, desta vez para se posicionar corretamente em frente a sua mesa. Logo após isso ele pegou o telefone, apertando a tecla 'três' – Sakura me traga um café.

- Mas... De novo Sasuke-sama? – pergunta receosa uma voz feminina do outro lado da linha. Como resposta recebeu apenas o barulho do telefone sendo desligado na sua cara.

O moreno tinha que tirar o homem loiro de sua cabeça, ele precisava e ele iria. Não importava como, mas iria. Uchiha Sasuke nunca perdeu para nada nem para ninguém e essa não seria a primeira vez. Ele sabia se controlar, ele sabia como ganhar. E ele iria ganhar, iria conseguir se livrar da imagem daquele homem loiro. O moreno ouviu leves batidas na porta de sua sala, e se endireitando na cadeira, com uma voz inexpressiva emitiu um "entre".

- Com licença, Sasuke-sama. Seu café. – era a voz da mulher que havia atendido ao telefone recentemente. Ela era dona de belos olhos esverdeados, um corpo razoável na opinião de Sasuke, não era nem magra nem gorda apenas... Normal. E tinha incomuns cabelos róseos.

- Ótimo. Deixe-o sobre a mesa e depois...

- Otouto. – falou um homem com os mesmos traços de Sasuke só que com feições mais maduras com uma voz fria, que entrava sem bater na porta no escritório do Uchiha, logo após sentando-se em uma das cadeiras em frente à mesa do mesmo.

Sakura ao ver uma veia saltada na testa do chefe e um tic nervoso no olho esquerdo, soube que era hora de se retirar, antes que sobrasse para si. Com um fraco 'com licença' a rósea se retirou da sala deixando os dois homens se encarando firmemente.

- O que quer aqui Itachi? – perguntou Sasuke tomando o primeiro gole de sua sétima xícara de café do dia.

- É assim que trata o seu irmão? – perguntou o visitante sarcasticamente.

- Me poupe de sua ironia nii-san! – falou debochadamente a última palavra.

- Irmãozinho estúpido, era sarcasmo.

- Que seja... Nem pense nisso! – diz o mais novo, vendo o irmão pegando na alça de sua xícara de café, assim tirando a xícara de perto do outro.

- Viciado em cafeína e egoísta.

- Okay Itachi, sem enrolar. O que você quer?

- Não posso vir visitar meu querido otouto?

- Não em uma plena quarta-feira as... – ele olha no relógio de pulso - ... 11:30 da manhã. Pode ir me falando Itachi.

- Mas o dia está tão belo e... – o homem percebeu o outro girar os olhos - Otouto sem graça. – suspirou o mais velho, agora tomando um ar sério, esquecendo por completo o sorriso irônico de antes. – Hoje à noite a Konoha corp. organizou uma 'festa' para promover a empresa e o novo agente de vendas e convidou a Suna corp...

- Hn.

- Ou se preferir dizer: 'a volta do herdeiro que irá reerguer a Konoha corp, esta festa é para jogar na cara da Suna que eles vão nos superar. '

- Melhor. – diz Sasuke com um sorriso de canto. – Mas o que eu tenho haver com isso exatamente? Você que é responsável por ir nesse tipo de eventos.

- Sim, sou eu. Mas o presidente decidiu que quer você lá. – o mais novo arqueou a sobrancelha. – Você é o nosso agente de vendas, é você que vai 'bater de frente' com o herdeiro pro fechamento de negócios.

- Mesmo assim...

- Sorry Otouto. Mas uma ordem do presidente é uma ordem. Eu tentei reverter à situação, mas ele esta decidido. – diz Itachi com um suspiro. Logo após isso o homem se ergueu da cadeira e marchou para fora da sala do irmão mais novo. Fechando a porta logo após.

Muitas pessoas acham uma saída para seus problemas se matando, Sasuke achava o final de seus problemas matando o Sabaku. Maldito presidente, infeliz, ruivo de farmácia. Tanta gente que era paga para esse tipo de coisa. E ele mandava o moreno ir naquela festa. Ele sempre soube que não era saudável para sua racionalidade vir trabalhar com o maldito ruivo sádico, enviado do demônio, como ele mesmo costumava dizer. Se ele pusesse as mãos no Sabaku com certeza ele iria arrancar fio por fio daquela cabeleira vermelha e pendurá-lo de cabeça pra baixo sobre um precipício...

Reformulando. Não era saudável para a sua racionalidade e especialmente para a dos outros funcionários obedecerem a dois sádicos e assassinos killers em potencial.

Sasuke apenas suspirou, tomando o restante de seu café. Ao ver a xícara vazia suspirou novamente. Pegou o telefone e apertou a mesma tecla que anteriormente.

- Sakura...

- Eu sei, eu sei 'me traga outro café'. – diz a moça do outro lado da linha entediada.

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- Eu não vejo necessidade pra essa festa.

Após a conversa da noite passada no bar requintado, o Uzumaki foi levado ao seu novo apartamento, para descansar. Mas logo às oito e meia da manhã do dia seguinte um carro muito sofisticado veio buscá-lo para levá-lo a empresa Konoha.

E agora ele se encontrava frente a uma janela no décimo quinto andar da Konoha corp em uma sala gigantesca e bem decorada, com cores entre marfim e vinho. Na sala estava apenas Jiraya e ele discutindo sobre a organização da festa.

- Mas eu vejo. Temos que mostrar que podemos dar a volta por cima.

- E também que somos uns exibicionistas e que precisamos desesperadamente de clientes.

- E essa não é a verdade? – o Uzumaki apenas suspirou.

- É por isso que essa empresa 'ta indo pro buraco.

- Encare essa festa como um modo de conhecer o seu inimigo.

- Provavelmente não será o Uchiha que irá à festa.

- Ahhh, eu não creria muito nisso. Foi confirmada a presença da Suna corp., sendo representada por Uchiha Sasuke. – o loiro apenas arqueou uma sobrancelha antes de expor um belo sorriso.

- Talvez está festa não seja tão inútil à final.

- Ótimo! Arrume uma acompanhante bem sexy e ponha seu melhor smoking.

- Óhhh droga! Eu vou ficar parecendo um pingüim... O que me consola é que ele também. – diz com um sorriso sádico.

- Você me dá medo.

- Thanks.

Apesar de sempre estar sorrindo, o loiro constantemente se lembrava dos olhos negros que lhe diziam que o amava se angustiava ao se lembrar da lamina separando a cabeça do pescoço do homem e a insuportável dor no peito que sentia ao se lembrar do sonho.

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Sakura se via no espelho da penteadeira pela enésima vez em menos de duas horas. Tudo tinha que estar perfeito, ela tinha que estar perfeita. O Uchiha estaria em menos de vinte minutos na porta de seu apartamento, para buscá-la. Era sempre assim, quando o chefe se via obrigado a comparecer nesse tipo de festas, sua acompanhante sempre era ela.

A primeira vez que ele solicitou sua companhia em um desses eventos, a rosada tinha ido às nuvens e tocado o céu. Naquela época ela era ingênua e cegamente apaixonada pelo moreno, não que ela não fosse mais, era exatamente ao contrário.

Na primeira vez, em que ela serviu de acompanhante para ele, pensou que era especial por ter sido escolhida entre tantas, afinal o chefe tinha um fanclub gigantesco, composto por mulheres e até homens que dariam tudo por apenas um olhar de escárnio do Uchiha.

Ela se lembrava com um sorriso doce todas as vezes que o acompanhou, e dos olhares desejosos dos homens e os invejosos das mulheres que recebia. Todos sempre pensavam que a rosada era namorada, noiva ou até mesmo esposa do moreno, afinal o acompanhava sempre, e isso a alegrava. Mas não importavam quais fossem as especulações ou perguntas referentes ao relacionamento da rósea com o moreno. O último sempre dava à mesma resposta: "Apenas minha secretária.".

O sorriso doce foi substituído por um deprimido, ela lhe devotava um amor puro e até infantil. Tentava sempre ser útil, agradá-lo mesmo sabendo que ele só a considerava uma simples secretária. Mas ela não se importava com isso, ela não podia se importar com aquilo, para sua própria sanidade. Ela sabia que menos dia mais dia o chefe iria perceber seu real valor, não como uma excelente funcionária como era e sim como uma mulher, que o ama acima de tudo e todos.

E quando esse dia chegasse, ela veria estampado no rosto dele o mais doce e pulcro sorriso, sem sarcasmo, escárnio, superioridade ou então falsidade, como ele costumava esboçar. Seria um sorriso verdadeiro. Essa seria a prova de que ela havia conseguido chegar e tinha entrado no coração de gelo do homem. Seria seu prêmio.

Ela ouviu o som da campainha, e com uma última e apressada olhada no espelho sorriu. Foi até a porta calmamente, tentando não parecer nervosa com a presença do homem em sua casa. Abriu a porta e deu de cara com o chefe escorado no batente da porta, usando um smoking e sapatos negros, assim como seus olhos que agora demonstravam um ar de irritação.

"Provavelmente não quer ir à festa" pensou Sakura. Ela conhecia o homem, sabia que para ele festas como essas eram profundamente irritantes e entediantes. Mas mesmo com aquela expressão de desagrado não pode deixar de notar o quão lindo ele havia ficado com aquele smoking. O moreno era elegante e charmoso por natureza, isso não era uma opinião própria. Era um fato. Perguntasse a quem perguntasse todos diriam isso.

Porém, vestindo aquele smoking ela se convencia cada vez mais daquilo. O Uchiha era a personificação da perfeição. Isso era outro dos fatos indiscutíveis a respeito do chefe.

- Vamos logo Sakura. – diz o moreno friamente já virando de costas e marchando ao elevador. Ao ouvir o chefe, a rósea pisca os olhos de cor esmeralda saindo do transe e em um movimento rápido, pega a bolsa e as chaves, trancando a porta, e seguindo o Uchiha.

- H-hai!

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Para a decoração não havia sido economizado nenhum centavo. Tudo estava no mais alto requinte e luxo, sobre as mesas havia uma toalha de linho cor creme, as cadeiras eram estofadas e tinham a mesma coloração da toalha, o chão era similar a um mármore muito claro, tão limpo e reluzente que muitas das mulheres utilizavam ele para se admirarem. A orquestra tocava a mãe de todas as óperas, o ambiente era iluminado por luzes amareladas, dando a impressão de aconchego e luxo.

Os convidados bebiam seus drinques e conversavam entre si enquanto esperavam os verdadeiros convidados, assim como os repórteres autorizados a cobrir o evento. Todos estavam ansiosos para ver o primeiro encontro cara-a-cara entre Suna e Konoha corp, entre o Uchiha e o Uzumaki. Ambos os homens de sucesso, atraentes, inteligentes e agora inimigos.

Não que algum deles fosse de fazer 'barraco', muito pelo contrário, ambos eram cultos e sigilosos, eles cuidavam de sua vida pessoal sem intrometê-la na profissional, mas como dizem sempre há uma primeira vez para tudo. E era isso que os repórteres achavam, se acontecesse algum escândalo, discussão, ofensas ou até mesmo olhares feios entre eles, os fotógrafos estariam prontos para registrar junto com um belo artigo redigido pelo repórter, seriam muitos exemplares de revistas vendidas no dia seguinte.

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Cerca de uma hora depois do inicio da festa, na porta do salão se encontravam o Uchiha e a Haruno, que entregava o convite ao porteiro, assim adentrando no salão prendendo o olhar dos convidados e os flashs das câmeras fotográficas.

Sakura sempre sorria, esse era seu dever naquelas ocasiões, mostrar-se feliz por trabalhar para Suna corp e para o Uchiha, do qual a última não era mentira. Demonstrar estar feliz não seria tão difícil naquela noite, não depois de ter recebido um elogio do moreno.

Esse vestido lhe caiu bem Sakura.

Todas as vezes que se lembrava das palavras dele sentia um arrepio percorrendo seu corpo, mas pelo jeito aquele elogio não era só gentileza, não quando todos os homens no salão a olhavam com desejo.

O vestido longo da rósea era negro como os olhos do chefe, um belo tomara que caia que ressaltava os seios medianos da jovem. O vestido era justo ao busto e cintura, porém apartir do quadril se alargava não delineando as pernas da moça, possuindo uma pequena fenda, mostrando assim uma boa parte de sua coxa. Nos olhos apenas uma sombra e um lápis negros, para delinear os olhos esverdeados, o cabelo preso em um belo coque possuindo algumas mechas encaracoladas caindo. Estava linda, e isso ninguém poderia negar.

O casal recém chegado pegou uma champagne e marcharam em direção a alguns sócios de Suna. As mulheres dos sócios e Sakura conversavam sobre futilidades, e os sócios e Sasuke sobre negócios. Em certo ponto de vista aquilo era machismo, Sakura poderia muito bem estar na roda dos homens conversando sobre assuntos importantes para a impresa, afinal não estudava administração por nada, mas sabia que naquele tipo de festa e na posição de secretária deveria se contentar a falar sobre sapatos e jóias.

O Uchiha escutava os homens falando e uma ou outra vez lhes respondia dando-lhes uma curta resposta, mas ele realmente não estava prestando muita atenção na conversa, ele só tinha um foco em mente: modos de torturar o Sabaku e o irmão. Por que doce ilusão era acreditar que o irmão era inocente, ele nunca era inocente. Ele sempre aprontava as suas e quem tinha que arcar com as conseqüências era Sasuke. O moreno tinha certeza que o irmão havia falado com o presidente sobre a festa, mas não para livrar Sasuke, na verdade pensava exatamente o contrário.

Sasuke saiu do transe ao ver todos os convidados e repórteres dirigindo o olhar para a entrada do salão. O moreno virou o corpo ficando assim de frente para a porta, vendo que por ela adentrava ao salão moreno virou o corpo ficando assim de frente para a porta, vendo que por ela adentrava ao sals conversando sobre assuntos impo uma bela ruiva de olhos castanhos usando um provocante vestido tomara que caia de coloração azul celeste.

"Pelo jeito a Sakura perdeu o titulo da mais bela" zombou mentalmente o Uchiha, o ver os olhares abobados dos homens sobre as curvas sinuosas da ruiva, os repórteres lhe tapavam a visão do homem que estava de braços dados com a mulher, mas pela euforia, o moreno logo soube que devia ser o Uzumaki.

Dando de ombros o Uchiha entorna mais um gole de sua champagne, enquanto virava-se novamente para continuar a 'conversa' com os outros homens.

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Naruto definitivamente odiava aquelas festas, odiava ter que ficar se exibindo nelas com mulheres lindas mas que no momento em que abrissem a boca só sairia ar. Ele não podia negar a ruiva ao seu lado era lindíssima, tanto quanto era burra. Mas também não podia esperar muito, ela foi a primeira que achou na lista. A única coisa que o interessava nesta festa era conhecer seu 'inimigo', o Uchiha.

- Pensei que iria se atrasar mais Naruto. - dizia Jiraya nervosamente.

- Atrasar é sempre parte do show. - dizia o loiro sorrindo para mais uma das centenas de fotografias que certamente seriam tiradas dele naquela noite. O loiro estava deslumbrante, o smoking tinha a coloração branca assim como os sapatos, o que junto com os olhos azuis e os cabelos loiros formavam a aparência de um anjo no meio da luxuria. - Mas bem, cadê meu querido Uchiha-chan? – perguntou após os repórteres e fotógrafos se retirarem.

- Sem brincadeiras pirralho, essa festa é uma declaração de guerra. Não um chá da tarde com bolinhos e bonecas.

- Okay, Okay... Que mau humor.

- Aquele é o Uchiha. - disse o mais velho apontando para um homem de cabelos negros. - o que esta de costas pra nós.

- Hm... Vamos Yumi-chan? - pergunta o Uzumaki com um sorriso no rosto e um brilho de desafio nos olhos.

- Claro Naru-chan. - de braços dados ambos caminham até o grupo de homens mais à frente.

- Se isso não der certo, eu vou quebrar a sua lápide Minato - dizia Jiraya em tom de ironia, antes de dar as costas ao afilhado e marchar para outra parte da festa.

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Sasuke continuava absorto em pensamentos não dando atenção para os homens a sua frente, ele daria tudo para poder estar em casa, recostado em sua sacada olhando para o céu daquela noite, que estava repleto de estrelas, não que ele gostasse de ficar as olhando, mas o brilho delas é muito parecido com o brilho daqueles olhos azuis.

- Com licença senhor Uchiha?! - ao ouvir uma voz doce e até certo ponto infantil de um homem, o moreno girou o corpo na direção da mesma, encontrando-se com a mulher ruiva que havia visto anteriormente, ela era realmente linda, pensou o Uchiha.

Certamente ao lado dela devia estar o Uzumaki, seu querido 'inimigo'. Desviando o olhar da jovem, para o homem ao lado que o havia chamado. O homem estava de smoking branco, era uns centímetros mais baixo que si, e possuíam um corpo até certo ponto atlético pelo que podia ver sobre o tecido do smoking. Mas o que o impressionou e o fez estancar qualquer pensamento foi ao olhar para seu rosto, era levemente bronzeado, tinha cabelos loiros como o sol, bagunçados propositalmente, e era dono daqueles olhos.

O loiro possuía os olhos mais azuis até que o céu, mais puros e belos. Ele possuía os olhos que levavam o Uchiha a um mundo diferente. O moreno só pode arregalar os olhos de espanto, quando o viu.

Porém a reação foi recíproca. O Uzumaki achava que estava preparado para tudo, mas tinha se enganado. A tez pálida, os cabelos negros azulados, os olhos negros como a mais fria e densa noite. Ele não tinha dúvida, era o moreno de seu sonho, era a razão de não conseguir dormir à noite, e quando dormia sonhava com aqueles olhos, os olhos que o perseguiam a mais de semanas.

Ambos eram diferentes, ambos seguiam caminhos diferentes, escolhas diferentes, oportunidades diferentes, mas tinham apenas um único desejo em comum: o de preencher o vazio que sentiam. Do qual havia se realizado, o vazio que ambos sentiam tinha se esvaído na presença no olhar do outro. Eles se sentiam completos.

O negro e o azulado estavam conectados, a disputa não existia, as pessoas não existiam, o mundo não existia mais. Apenas existiam os dois, que se reconheciam em uma conversa muda com olhares cúmplices. Nenhum dos dois entendia o porquê daquele sentimento, mas ambos o sentiam mais intensamente possível. E como em um estalo os olhos de ambos pareceram perder o brilho, mergulhando ambos em lembranças desconhecidas...

As janelas do quarto estavam sendo encobertas por grossas cortinas azuis marinho, da qual impedia que a luz do sol e os olhares das pessoas pudessem penetrar no quarto, e observar a consumação do amor que ambos os homens deitados na cama realizavam.

O possuidor de olhos da cor do céu estava deitado sobre a cama vestindo apenas suas calças, que naquele momento estavam sendo abertas pelo homem moreno que estava sobre ele, esse último ainda tinha sua calça abotoada. Ambos estavam claramente excitados, mas naquele quarto, naquela cama, não fariam sexo, fariam amor.

Ambos sabiam que todos consideravam o ato de amar uma pessoa do mesmo sexo um pecado, um ultraje. Mas eles eram diferentes, eles não se importavam com aquilo, eles só queriam ser felizes, só queriam poder sentir o corpo do outro perto do seu, mesmo que fosse escondido de outras pessoas, mesmo sabendo que o moreno tinha uma aliança na mão esquerda, mesmo sabendo que o loiro teria que se casar no dia seguinte, mesmo sabendo que os dois se separariam em breve e por tempo indeterminado, por causa da guerra. Ambos sabiam.

Eles achavam injusto não poderem ficar juntos, como realmente queriam. Mas se escondido fosse o único jeito que poderiam se ver e suprir a necessidade do coração, de preencher o vazio que se formava toda a vez que via o outro virando de costas e indo embora, eles o fariam.

O moreno depositava beijos pela testa, nariz, boca, bochecha, queixo, até chegar ao pescoço onde mordiscava e beijava de forma apaixonada, arrancando do outro suspiros e gemidos altos.

- N..Não deixe marcas... – dizia o loiro com a respiração entrecortada.

- Eu sei, mas... Mas... Eu quero te marcar como meu... Eu queria...

- Eu sei, eu também quero isso. – com um doce sorriso o loiro deposita as mãos uma de cada lado da face do moreno e levanta-a, para assim poderem se olhar nos olhos. – Agora não vai ser possível, você sabe. Mas um dia vai, um dia poderemos ser felizes, sem nos preocuparmos em nos esconder.

-É o meu maior desejo...

- Quando você vai partir?- pergunta o loiro quebrando o silencio, enquanto afundava o rosto na curva do pescoço do moreno.

- Daqui a cinco dias... Eu vou para a linha de frente meu amor. – disse o moreno, afagando os cabelos do loiro.

- Linha de frente? Mas você podia ter escolhido...

- Sim, eu poderia. Mas nas circunstâncias em que estamos esse reino precisa de seu general. – dizendo isso o loiro levanta a cabeça, olhando para o moreno.

- Eu também queria ir para a guerra, mas esse maldito casamento...

- Não fale sobre isso, por favor... E também caso você fosse eu não conseguiria me concentrar no trabalho. – ambos sorriram.

-... Não tem medo de morrer? – o loiro passava uma das mãos na bochecha do moreno a acariciando. Ele sabia que em pleno século XVIII a França mais do que nunca precisava de seus soldados, mas mesmo assim...

- Teria se pudéssemos ficar juntos. – o moreno sorriu – Mas como não é esse o caso, a morte seria um alivio, eu me livraria dos meus medos e do vazio de estar longe de você. – o moreno faz o mesmo gesto que o loiro só na bochecha dele, quem sorriu dessa vez foi o loiro. – A morte nos traria a chance de podermos ser realmente felizes em outro tempo...

-... Sem ter que nos esconder. Eu quero morrer antes de você... Eu não conseguiria agüentar ver você morto. – uma lágrima correu pela bochecha do loiro, da qual foi apartada pela língua do moreno, sentindo a substância salgada tocar sua língua.

-Eu também não agüentaria. – os dois trocaram olhares cúmplices

- Eu quero você dentro de mim uma última vez então.

- Sim, senhor. Seu pedido é uma ordem, passarei o resto da tarde dentro de você, com você. – ambos sorriram e aproximando os rostos até que os lábios se roçassem, para finalmente se beijaram, era um beijo inicialmente calmo, apaixonado, que demonstrava tudo o que tinha que esconder, tudo o que não poderiam expressar. O beijo logo foi ficando luxurioso, e as mãos já não paravam, elas agarravam, arranhavam, apertavam. Era a última vez deles... Pelo menos naquela época.

O baque da porta sendo aberta fez com que ambos parassem o beijo e dirigissem o olhar para a mesma. Nela se encontrava um homem alto, de cabelos negros e olhos amarelados. Ele trazia no rosto um sorriso de escárnio, e um olhar de nojo. Os olhares dos jovens na cama, logo se depositaram sobre as mãos do visitante inesperado, ele portava uma espingarda nas mãos, e pela expressão dele ela estava carregada. Os dois jovens se levantaram, sendo que o moreno pôs o loiro atrás de si, para protegê-lo.

- Demônios... – estreitando os olhos perante a cena o homem sorriu diabolicamente e com rapidez apertou o gatilho e a bala foi disparada, em uma ação rápida o loiro que estava atrás do amante, se jogou na frente da bala. No que a bala atingiu o peito do loiro ele caiu, sendo apartado pelo moreno que caído de joelhos o segurava no colo.

- Até a próxima... Amo-te. – sussurrou o loiro com um singelo sorriso no rosto, antes de cair morto nos braços do amado.

- Sim, até meu amor. Amo-te também. – disse o moreno com um leve sorriso enquanto lágrimas corriam de seus olhos. Ele olhou desafiante para o homem que portava a arma, que ainda mais enojado, apertou o gatilho novamente, desta vez atingindo o peito do moreno, que caiu, sobre seu loiro morto.

- Sasuke-kun! Hey! Sasuke-kun! – chamava Sakura puxando o braço do moreno com força ele sentia os flashs de câmeras em volta de si. Até que os olhos dele e do loiro, que ainda se encontrava em sua frente, voltaram a ter brilho e atônitos olhar um para o outro, para logo após corarem. – Sasuke-kun, você esta bem?

- Hm...

- E você Naru-chan? – pergunta docemente à ruiva. Fazendo com que Sakura contraísse o cenho ante a voz melosa.

- Também...

Também? Como assim também? Ele havia entendido o que o 'Hm' do outro significava? No mínimo... Estranho.

- Errr... – respirando fundo o loiro ainda sem conseguir desconectar os olhares se apresentou. – Sou Uzumaki Naruto, ou se preferir como os repórteres estão nos chamando, seu inimigo. – diz com um sorriso.

- Inimigo é? – o Uchiha deu um sorriso sarcástico. – Não vejo como um dobe pode ser meu inimigo.

- Dobe? – o Uzumaki arqueou sua sobrancelha loira. – Ora seu... Seu... Teme! – os olhos de ambos brilharam novamente em desafio.

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- Orochimaru-sama as notícias sobre a festa de ontem. – disse um homem de cabelos prateado que usava óculos, depositando sobre a mesa uma pilha de jornais e revistas que cobriram a festa da noite passada.

- Pode ser retirar agora Kabuto. – Com uma reverência o grisalho se retirou da sala. Deixando assim o homem sentado na cadeira sozinho na sala escura.

O mesmo se inclinou sobre a mesa e pegou a primeira revista da pilha, onde na capa se encontrava o Uzumaki e o Uchiha um na frente do outro se olhando cara a cara. O homem deu um sorriso, e seus olhos dourados brilharam de nojo.

- Então vocês voltaram... – disse antes de pegar a revista e rasgá-la – Demônios. – disse sombrio. Recostando-se novamente sobre a cadeira e olhando fixamente para a parede branca da sala.

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Notas da Autora: Oiá eu aqui de novo :D'

Aqui esta o segundo capitulo de "7 Vidas". Ao contrário do primeiro esse ficou bem maior, tipo umas 22 páginas o.o oaskaoskas' Isso me lembra que vai demorar pro 3 ser postado '-' [/aulas ç_ç

Beem, o que dizer desse cap? Só que eu ADOREI escrever o Sasuke brochando *-* (e sim, foi proposital o hentai ter sido tão mal descrito, sem muitos detalhes, eu me foquei mais nos pensamentos do Sasu-chan :D). A vaca rosa... digo a Sakura apareceu ;x' e como podem ver uma coisa ela ta igual ao manga/anime, ela continua apaixonada pelo Sasuke o.o' Sasuke e Naruto finalmente se encontraram, e tiveram recordação de outra vida deles. Já explicando um pouco sobre a fic ela vai falar sobre reencarnação (meio óbvio ¬¬), e vocês viram que alguém sempre acaba matando eles ne? 1º na idade média (cap 1), depois a 2ª vez na idade moderna (revolução francesa, sorry não ter detalhado isso ;x). Também gostaria que vcs reparassem nas pessoas que matam eles na 1ª e na 2ª. No caso, eu esqueci de detalhar o padre no cap anterior, mas para esclarecer ele tem as mesmas características que o cara da espingarda :D' oaskaoskaoska''

Bem, nota mais do que grande ¬¬ peço reviews *-*

Agradecimento: Uzumaki. Nah-chan pela ótima betagem *-* Arigato :D

Resposta das Reviews:

Isabix: Obrigada pela review e aqui esta o cap 2. beijos.

Vicky: oaskaoskaoksaos,, não me mate senão não posso escrever :O'

Pra ser sincera nem sei como pude escrever algo tão pequeno mesmo o.o

Bem, obrigada pela review e aqui esta o cap 2 MUITO maior. Beijos e obrigada.

Uzumaki. Nah-chan: minha beta *-*

Oskaoskaosa, que bom que você gostou, pq continuo achando que não sei escrever '-' e acredite eu tbm quero saber no que vai dar essa história [/naosabe.

Beijos.

Uchiha Mique: é triste mesmo, mas foi necessário para a historia ;x'

Nusss,, pelo jeito tu já foi uma bruxa na outra vida...ou tu só sonhou mesmo por causa do filme oaksaoskaos' pior é sonhar que cai de um precipício (?)

Beem, aqui esta a continuação, bom proveito deste cap e espero que ele lhe agrade. Beijos.

Hyde-Ky-Kyuubi no Yoku: fico muito feliz por vc ter gostado da fic, e para provar que não quero que você morra postei o cap 2 oaskaoska. Obrigada e beijos.

Kiryu Yuuki: Isso ai *-* morte e dor (não necessariamente nessa ordem o.o) ao padre \o ele merece :D kaoskaoskasa' aqui ta o cap 2, espero que goste, beijos.

Kuchiki Rin: Aqui esta a continuação, fico feliz que tenha gostado, beijos.

Bom Bom *-*: Meu amor, eu sou má sim, mas esses dois juntos causa uma nosebleed em qualquer um xD beijos.

Jessi-chan-e-Dani-chan: Realmente até eu queria me matar por ter assassinado os dois, mas aí eu me lembrei que eles tinham outra vida :O" oaksaoksaoksa Mas realmente não houve justiça, mas era daí para pior os castigos para quem praticava o homossexualismo na idade média, ainda mais na época da inquisição... odeio inquisição cara ¬¬'

Respondendo as tuas dúvidas, realmente deveria ter sido hipérbole (exageiro). Mas na minha idéia louca no momento de escrever ele tava se referindo ao fato de que aquelas palavras bonitas e delicadas não eram intencionais, não eram para deixar o termo "morte" mais agradável, mas sim que aquilo era realmente o que ele sentia (eu disse, e sou anormal ¬¬) e sobre se o naruto morreu, bem como ele diz que "Pois no mesmo instante em que a lamina cortou a garganta do moreno o coração do loiro parou, e ambos caíram mortos no mesmo momento." Dá idéia de que o naruto tbm morreu, provavelmente por um infarto ao ver o sasuke morrer, por ter sido uma emoção muito forte. :D

Beem, aqui esta o cap dois, BEM maior :D espero que goste, beijos.

Schetine's-Lyra: Nyaa, fico tão feliz que voce tenha 'amado' a fic *-*' aqui esta o cap 2, espero que tenha gostado, e não se preocupe eu não pararei a fic :D beijos.

É isso gente, então?! Reviews? *-* aoskaoska

Bye =*