Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem à Masashi Kishimoto.

Cap 08: Insanidade

Por Kappuchu09

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A respiração do homem parou repentinamente e seus olhos azuis se esbugalharam em surpresa. Definitivamente, cabeças iriam rolar e seria uma de cabelos loiros.

- Vamos Uzumaki, me responda. O que esta fazendo aqui? – repetiu o moreno friamente estreitando os belos olhos negros.

- Err... Visitando? – indagou meio incerto o loiro, sentindo seus pêlos da nuca se eriçarem ainda mais pelo tom de voz do homem.

- Dobe, me poupe. – um longo suspiro, pressionando com seus dedos pálidos suas têmporas.

- Okay, eu sei. Eu não devia ter err... Te seguido. Foi errado, eu admito. – disse o loiro estendendo os braços, os balançando de forma exagerada. – Mas não me mate, nem me torture certo?

- Vou pensar sobre a morte, agora a tortura... – o comentário do Uchiha poderia gerar risos se seus olhos ônix não estivessem estreitados de forma sutilmente... Perigosa. O que fez o loiro engolir em seco.

- Certo... Errr... Desculpa. Mas eu precisava falar contigo, quer dizer você não pode negar tudo o que 'ta acontecendo com a gente. É impossível negar! Mas daí... – murmurou o loiro que olhava para as mãos, agora ao lado do corpo, que se fechavam em punhos.

- Você ficou curioso demais e me seguiu. – disse sarcástico, girando os olhos.

A natureza do Uzumaki nunca fora curiosa ao extremo de seguir pessoas ou coisas do gênero, mas o que ele poderia dizer agora? O que o moreno havia dito com tanta convicção não passava da mais pura verdade. Mas o que o loiro poderia fazer? Algo no moreno o chamava, como um imã, ele tinha a necessidade de estar perto do moreno, necessidade de conversar, de ver seus meios sorrisos, de poder... de poder estar nos pensamentos dele.

Segui-lo ate aquele sanatório e depois até aquele quarto, foi inevitavelmente necessário para a sanidade do loiro.

- Sasuke querido? Esta tudo bem? – os homens ouviram uma voz de mulher que provinha do quarto.

"Querido?" questionou mentalmente o loiro.

- Esta tudo bem. Já estou voltando... – falou o moreno sem desviar dos olhos azuis. – Olha aqui Naruto, vamos conversar sobre isso depois. – completou em um sussurro.

- Mas... Quem é ela?

- Isso não é do seu interesse. – disse o moreno friamente.

- Fazendo caridade Sasuke?

- Fale baixo, inferno. – exclamou exasperado Sasuke.

- Querido? Quem esta ai com você? É um amigo? Venha, mande-o entrar. – soou a voz feminina novamente.

- Vá embora. – sibilou entre dentes.

- Eu acho que ela quer me conhecer. – disse o loiro com um sorriso hipócrita. Antes de passar pela barreira física, que era o corpo de Sasuke em frente a porta, e começar a adentrar ao quarto. Porém antes que pudesse dar o segundo passo seu braço direito sofreu um forte aperto, o paralisando.

- Preste bastante atenção, você só tem duas escolhas, ainda que eu prefira a segunda. Primeira: da meia volta e vai pra empresa. – o loiro esboçou uma careta - Segunda: Entre e fique de boca calada.

- Boquinha de siri. – disse o loiro em uma falsa animação, o que fez o moreno soltar um ele muxoxo.

- Não fale a ela NADA sobre a empresa, nem coisa do gênero, ouviu?

- Mas o que... – antes que a frase pudesse ser concluída o loiro se viu empurrado pelo Uchiha para dentro do quarto, para logo após ouvir o baque da porta cerrando-se.

- Olá! – disse a mulher amigavelmente. Parecia ainda mais bonita vista de perto.

- Errr. Oi! – disse timidamente Naruto, vendo o Uchiha sentar-se na cadeira ao lado da cama.

- Qual seu nome querido? – indagou novamente a mulher, pegando uma das mãos de Sasuke, as prensando contra seus dedos frágeis e delicados.

- Uzu... Uzumaki Naruto. – falou nervosamente o loiro, apoiando-se na parede branca em frente à cama. Manchas avermelhadas começavam a aparecer nas bochechas do homem. – ...E o seu?

- Uchiha Mikoto, prazer. – disse a mulher vendo uma clara expressão de confusão na face bronzeada do loiro, o que há fez sorrir levemente. – Sou a mãe de Sasuke.

- Devia ter imaginado. Sasuke é muito parecido com a senhora. – soltou o loiro, querendo morder a própria língua após perceber o que realmente havia dito.

O loiro olhava para Mikoto zonzo, agora sabia de onde o moreno havia herdado tamanha beleza, não que ele pudesse ser comparado com uma mulher. Longe disso, Sasuke possuía traços fortemente masculinos, mas... Aquele brilho no olhar, os raros, porém existentes sorrisos sinceros, aquela aura de eterna paz. Definitivamente, havia sido um completo idiota por não ter cogitado aquela possibilidade...

... Mãe. Um alivio correu pelo corpo do loiro no mesmo instante, o que o permitiu respirar verdadeiramente aliviado.

- Esta dizendo que eu pareço com uma mulher? – indagou furiosamente o moreno, enrugando a testa.

- Não seja bobo Sasuke. – comentou a mulher

- É... Eu não quis dizer isso, só quis dizer que...

- ...Ele te acha bonito. – falou Mikoto com um brando sorriso, o que acabou fazendo ambos os homens arregalarem os olhos e logo após corarem fortemente com tamanha descontração da mulher.

- Mãe! – repreendeu Sasuke.

- Ai querido, brincadeira. – disse ela balançando a cabeça. - Mas me conta Sasuke o que anda fazendo? Esta se alimentando direito? Lavando atrás da orelha? – um riso escapou dos lábios do loiro, que acabou recebendo um olhar mortal de Sasuke.

- Mãe, por favor! – disse o moreno escondendo o rosto entre as mãos.

- Por favor digo eu menininho. Ai, ai, ai... – suspirou - Você não anda lavando atrás das orelhas ne? – perguntou bem humorada a mulher, o que acabou arrancando altos risos de Naruto e olhares malignos de Sasuke.

No final das contas, mãe sempre seria mãe. Mesmo a de um bastardo egocêntrico como Sasuke.

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- Escritório do Senhor Itachi, no que posso ajudar? – perguntou Temari ao atender ao telefone.

- Me passe para o Itachi. – disse rudemente uma voz masculina do outro lado.

- Desculpe-me senhor, mas ele está ocupado e não acho que...

- É o pai dele.

- Um instante senhor Fugaku. – disse de olhos arregalados a loira. Passando imediatamente a linha ao Uchiha.

"Que mal humorado esse meu... sogrinho" pensou a mulher, reprimindo-se imediatamente. Que besteira! Ela e Itachi podiam ter uma relação, mas não poderia, jamais, esperar que ele a apresentasse à família em um jantar e a pedisse de joelhos em namoro. Itachi não era assim, e muito menos ela queria que ele fosse daquele jeito.

A Sabaku sempre quis conhecer ou então falar com o progenitor Uchiha, mas nunca teve muitas oportunidades. Itachi parecia querer esconder o pai dela. E o irmão... Bem, esse parecia querer vê-la a quilômetros de distância do sobrenome Uchiha, mas por quê?

As dúvidas rondavam a cabeça da loira e sem poder se conter mais, lentamente a mulher pôs o fone no ouvido, e com uma das mãos sobre o local onde deveria-se falar, a secretária apertou na tecla 'quatro' e seu pavimento auditivo preencheu-se pelas vozes do pai e do filho.

A expressão da mulher variava conforme o que ouvia, assim como a cor de sua face. Primeira branca de susto, depois vermelha de raiva e por fim tudo parou, e seu rosto voltou à inexpressividade. Pelos olhos esverdeados corriam amargas lágrimas, que escorriam por toda sua face, borrando a maquiagem.

Então era isso? Era para isso que ele se esforçava tanto para dar os seus deslumbrantes, meios sorrisos?

... Interessante.

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O silêncio era mórbido na sala de espera do sanatório, o café das duas térmicas haviam acabado cerca de dez minutos depois que ambos os homens, sentaram-se nos cômodos sofás brancos, à espera da chegada do médico.

O loiro brincava com os próprios dedos da mão, enquanto olhava discretamente de soslaio para o moreno ao seu lado que esmagava sem remorso algum o pequeno copinho de plástico entre as mãos. Seus olhos negros estavam fixos no corredor branco.

Desde que havia saído o Uzumaki se perguntava se aquilo tudo era real. Quer dizer, um Sasuke calmo, obediente e amoroso; até onde era possível para um Uchiha. Depois Mikoto que parecia ser o tipo de mulher, mãe e ser humano perfeito, presa em um quarto branco de um sanatório.

O loiro mordia a língua para não perguntar, mas não importava quantas hipóteses formulasse sobre o motivo da mãe do Uchiha estar ali, nenhuma se encaixava com o que vira naquele quarto... Era tudo tão... Estranho.

- Por que ela 'ta aqui? – perguntou sem poder mais esconder a curiosidade. Fazendo com que no mesmo instante o Uchiha trincasse os dentes.

- Você não tem nada haver com isso.

- Eu não acho. Sério Sasuke, pare de ser um bastardo e me conte. Eu quero ajudar, quer dizer...

- Ajudar? – a voz soava incrédula

- É, eu gostei da sua mãe ela é legal e...

- Legal?

- ...Bondosa. Eu não acho que ela tenha realmente algum...

- Não acha?

- Porra dá pra parar de repetir o que eu digo, teme?

- Hn. – um rápido meio sorriso pareceu cruzar pelos lábios do moreno, porém sumiu no mesmo instante que apareceu.

- O que eu 'to querendo dizer é que se a minha mãe estivesse viva... Ela seria assim como a sua e eu...

- Se apegou a ela. – concordou compreensivo

- É. Por isso eu quero entender um pouco disso tudo. Quer dizer, ela não parece ser...

- Maluca? – indagou o Uchiha com um meio sorriso sarcástico nos lábios.

- ...É. – disse sem momento algum desviar os olhos da bela face do Uchiha, que apesar de continuar a olhar para o corredor o brilho angustiado dos ônix foi substituído por um melancólico.

- Olha Naruto, eu não sei se...

- Deve me contar? Deus, Sasuke. Acho que você sabe tanto quanto eu, que estamos ligados de uma forma... Estranha, não sabe?

- Não fale besteiras. – o copo destruído em sua mão foi apertado fortemente, mais uma vez.

- Isso não é...

- Com licença, senhor Uchiha? – questionou um homem de vividos cabelos avermelhados e olhos caídos de uma tonalidade acastanhada muito rara, vestido totalmente de branco.

- Dr. Akasuna. – cumprimentou o moreno, erguendo-se do sofá, colocando dentro da lixeira o que havia sobrado do copo plástico. – Como esta a minha mãe?

- A senhora Mikoto, está bem. Acredite em mim, estamos cuidando o melhor possível dela. – asseverou o ruivo.

Naruto que naquela altura já havia se erguido assim como o Uchiha, via com a melancolia dos ônix havia se transformado em uma raiva contida.

- Claro que cuidam, aplicando dezenas de calmantes... – disse friamente

- Não é minha culpa, o senhor sabe. Apenas cumpro ordens. – disse o médico sem alterar nem sequer uma centímetro seu rosto.

- É eu sei. Era só isso que você queria falar comigo?

- Hn, não. Avise ao seu pai que este estabelecimento não fará mais isso. Que ache outro local. – disse friamente.

"Não fará mais o que?" pensou o loiro, que tentava entender tudo, porém sem sucesso.

- Diga isso a ele pessoalmente. – falou o moreno, virando o corpo em direção a saída.

-Como? Ele não vem aqui a mais de meses.

- Como? – incredulidade transpassava a voz do moreno.

- A última visita que sua mãe recebeu foi do seu irmão, no mês passado.

- Eu não...

- Sasuke? – questionou o loiro, ao ver o rosto do Uchiha se tingir de vermelho assim como os cabelos do medico, tamanha era a raiva que sentia.

- Filho de uma puta... – sussurrou – Eu darei o recado. – sem dizer mais nada o moreno bateu retirada em direção à porta. Sendo seguido por um loiro confuso.

- O que foi danna? – questionou um homem de brilhantes olhos azuis e longos cabelos loiros, com uma longa franja que encobria uma parte de seu rosto. Assim como o ruivo vestia-se totalmente de branco.

- Nada Deidara. – disse com um suspiro.

- Tenho pena da senhora Mikoto. – comentou o loiro ao ver o olhar do ruivo dirigido aos negros cabelos de Sasuke.

- Eu também, eu também Deidara. – sem mais palavras o ruivo adentrou novamente ao corredor por onde havia saído, sendo seguido pelo loiro.

Por quanto tempo mais aquela mulher teria de sofrer?

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- Seu chá. – disse calmamente a loira, enquanto depositava a xícara em frente ao moreno.

- Hn, obrigado. – agradeceu ao ver a mulher de belas curvas virar-se e seguir em direção à porta. - Srta. Sabaku? Já está pronto o contrato que eu te pedi mais cedo?

- Primeira pasta da segunda gaveta à direita. – disse a mulher abrindo a porta.

Claro que o Uchiha sabia estava pronto e naquela maldita gaveta. Mas precisava ouvir a voz da mulher loira, precisava saber se tinha algo errado ou se havia interpretado seus gestos errados.

Sem pensar muito mais sobre o assunto o moreno ergueu-se da confortável cadeira e com passos rápidos e leves, levou o corpo da loira contra a porta, fazendo com que a última se fechasse.

- Temari, está tudo bem? – questionou imparcialmente, enquanto apoiava uma mão de cada lado da porta, criando um tipo de gaiola, de onde a mulher não poderia escapar.

- Hn.

- O que aconteceu? – indagou arqueando uma das sobrancelhas, algo muito mal havia ocorrido, só esperava que não fosse o que estava pensando...

- "Esta tudo sobre absoluto controle" – falou a mulher com um meio sorriso dissimulado, fazendo os olhos ônix se arregalarem levemente, quase que imperceptivelmente.

Aquelas palavras... Elas haviam sido pronunciadas há alguns minutos atrás, pelo próprio Uchiha durante uma conversa ao telefone com seu... Pai.

... Ela havia ouvido.

- Eu posso...

- O que? Explicar? Não, obrigada. Poupe sua saliva, você vai precisar quando contar ao seu adorado papai que o plano sujo e miserável de vocês dois, saiu pela culatra. – disse a mulher entre dentes, enquanto suas mãos se fechavam em punho. Correntes de raiva, ódio e principalmente magoa corriam em quantidades industriais pelo corpo feminino.

- Temari...

- Senhorita Sabaku para o senhor. Ouça bem Uchiha, não se atreva a dirigir a palavra a mim, exceto se for estritamente necessário para o trabalho. Entendeu? – sem mais palavras à mulher empurrou com toda sua força o peito de Itachi, que sem reação, foi empurrado para trás. O suficiente para que a mulher pudesse escapar da 'gaiola' que os braços másculos exerciam em volta de si, e com movimentos bruscos abriu a porta e saiu da sala, fechando-a com um estrondo logo atrás.

Deixando para trás um Itachi total e completamente sem reação.

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Cem quilômetros por hora, não. Cento e dez quilômetros por hora, e o ponteiro continuava a subir.

Os dedos já pálidos apertavam com toda sua força o volante do carro, parando por instantes quase que toda a circulação sanguínea na região, porém nem isso era capaz de fazer o moreno afrouxar o agarre ou reduzir a velocidade, era exatamente o contrário. Quanto mais branco ficavam os dedos e mais o ponteiro do velocímetro aumentava, mais ganas o Uchiha tinha de apertar o volante mais fortemente e pisar fundo no acelerador.

Era insana a sua raiva. Sua raiva pelo maldito bastardo que lhe doou cinquenta porcento de seus genes: Seu pai. Mas ainda mais raiva de si próprio, por não ter o poder suficiente para salvar sua mãe das mãos daquele crápula... Daquele monstro. Sim, monstro. Por que um ser que é capaz de fazer o que ele faz com Mikoto não era digno de ser chamado de ser humano.

Sasuke podia se lembrar como se fosse ontem, os sorrisos de sua mãe na cozinha enquanto entregava uma merendeira para si e outra para um Itachi frívolo. Ambos respectivamente com cinco e dez anos. Aquela era uma das únicas recordações realmente felizes que o moreno possuía.

Ao menino de cinco anos não lhe foi dado muito tempo para aproveitar os sorrisos e doces olhares de sua mãe, já que quando o Uchiha mais velho completou treze anos, sua mãe foi considerada...

Louca. Desequilibrada. Insana. Um perigo para a família e para toda a sociedade. Naquela época mesmo relutando, Sasuke havia concordado com o pai em declarar sua mãe incapaz e perigosa, apesar de ver os olhares raivosos do irmão, realmente acreditava ser o melhor para a mãe.

Mas então o menor dos Uchiha cresceu e aprendeu sua primeira real lição: Uchiha Fugaku era um bastardo, que não se importava com mais ninguém além dele.

Mikoto caiu nas garras do predador Uchiha. Foi apenas mais uma das tantas vitimas que o homem conquistou durante sua vida. Era um cafajeste sem escrúpulos, traia, roubava, mentia, e se necessário matava para ter o que queria: Poder, poder e mais poder.

A ameaça constante, com aplicação em excessos de sedativos na mulher, as fotos com as camisas de força que eram colocadas nela durante suas visitas. As marcas de violência feitas a ela, por ele, e depois ditas como resultados de sua loucura.

Aquele monstro tramou tudo tão bem feito que quando os irmãos perceberam o que estava acontecendo, já era tarde demais para salvá-la. Apartir daquele dia as chantagens começaram.

Primeiro com coisas pequenas, como consultorias em empresas suspeitas, que fabricavam coisas suspeitas, depois para grandes como aceitar trabalhar para Suna corp. com apenas um objetivo em vista: Transformá-la em Uchiha corp.

Um completo absurdo, de uma mente doentia como a de Fugaku. Mas o que fazer? Rejeitar e ter que suportar a dor da mãe em meio a overdoses de medicamentos e possíveis sequelas ou aceitar e poder ver a mãe sorrindo, mesmo que superficialmente?

A opção era lógica. Os irmãos fariam, iriam até o inferno se isso ajudasse a mãe.

- Hn, não. Avise ao seu pai que este estabelecimento não fará mais isso. Que ache outro local.

Uma esperança surgiu no peito do moreno. Talvez o pai decida libertar a mãe... Sim, os irmãos Uchiha aceitariam qualquer condição para que aquilo acontecesse.

-Como? Ele não vem aqui a mais de meses.

A raiva tomou o lugar da esperança. Por mais que fosse difícil aceitar e entender, a mãe ainda nutria um sentimento de amor e compaixão, talvez pela loucura do homem pela sede de poder. E sentia, por mais absurdo que fosse, saudades daquele crápula. O que podia fazer? A mulher era bondosa demais, compreensiva demais, apaixonada demais.

... Apaixonada demais. Repentinamente na mente do moreno se formou a imagem do loiro de olhos azuis... Naruto.

- O que? Não se importa? Mesmo sabendo que eles, todos eles, todas eles das visões são idênticos a nós? Mesmo sabendo que aquela voz disse que era a nossa maldita última chance? E mesmo assim você acha que nós não temos nada haver com isso? 'Ce 'ta louco Sasuke?

As palavras do loiro ainda ecoavam pela cabeça do moreno. E apesar de não querer, concordava com elas. Eles tinham algo forte, um elo. Algo praticamente inquebrável, um elo que os unia de uma forma intensa demais, poderosa demais, perfeita demais. As visões, o beijo, os olhares... Suas mentes, seus corações, seus corpos, suas almas estavam ligadas e...

O moreno balançou a cabeça.

Não! Não iria se apaixonar pelo loiro, nunca, em hipótese alguma. Apesar de admirar a mulher, não seguiria os mesmos passos da mãe. Não ficaria cega de paixão, de amor, a ponto de não perceber as burradas que faria para conseguir estar do lado da pessoa amada. Não seria um descerebrado como tantos, fora o fato que Naruto é um homem...

... O homem mais sexy e perfeito do mundo.

Sasuke foi tirado de seus desvaneios por um som muito alto: A buzina do carro de trás. Olhando rapidamente pelo retrovisor viu sentado no banco do motorista o loiro: Naruto.

Só naquele momento que o Uchiha foi verificar o velocímetro: Cento e trinta e cinco quilômetros por hora.

"Certo, o dobe deve odiar dirigir rápido" pensou Sasuke com um meio sorriso sarcástico nos lábios.

A grande questão era: Será que o Uchiha já não estava apaixonado pelo loiro?

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- Como estão às coisas Kabuto? – questionou o homem de olhos amarelados.

- Estou quase conseguindo acesso ao sistema deles, senhor Orochimaru. Aquele CD foi de grande ajuda. – disse Kabuto enquanto teclava letras e números sem sentidos aparentes, compulsivamente.

- Perfeito... Perfeito. – o homem esboçou um sorriso vitorioso.

As coisas pareciam estar correndo tão maravilhosamente bem que a vitória se via quase que nítida diante dos olhos âmbares.

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Ao estacionarem os carros, cada qual em suas vagas, coincidentemente lado a lado, ambos os homens se olharam e antes que a coragem se esvaísse, o loiro agarrou o braço do moreno que calmamente já se dirigia ao prédio.

- Errr... Sasuke... Você quer err... Ir jantar comigo hoje? Pra gente poder conversar sobre o que ta... Acontecendo e... – o loiro suava como um louco, tendo o lábio inferior preso pelos dentes que apertavam com tanta força que pareciam perfurar a sensível carne.

Ambos os homens se olhavam, tentando ignorar o rosto avermelhado e sem jeito que se refletia nos olhos um do outro.

Internamente Sasuke queria gritar um insano: Sim. Aos quatro ventos. Mas por que ele faria uma besteira daquelas? Dizer sim era mais do que insano era irracional e divinamente maravilhoso.

A imagem da mulher de cabelos rosados cruzou por sua mente, assim como o convite que havia feito. Sentia-se em certos momentos sujo por não sentir-se no mais o mínimo atraído ou coisa do gênero pela mulher, usando-a só e somente só para afastar o loiro. Claro que poderia cancelar tudo e aceitar o jantar com o loiro, mas se fosse fazer isso seria a mesma coisa que dar de bandeja a vitória ao inimigo, dar de bandeja seu coração a Naruto.

- Eu já tenho compromisso essa noite.

- Então quem sabe...

- Esqueça. Eu... – apesar de não saber o porquê, sabia que seria difícil. -... Estou saindo com a Sakura.

- O que? – a voz era falha e os olhos arregalados

- Dobe, entenda... Tudo o que aconteceu...

- Pelo menos admite que tenha acontecido algo. – falou o loiro fechando as mãos em punhos e enviando um olhar dolorido ao moreno.

- Vamos trabalhar Uzumaki. – disse por fim Sasuke, dirigindo-se ao prédio empresarial, sem sequer olhara para trás.

Às vezes o Uchiha tinha uma vontade masoquista de socar a cabeça contra um muro até que seu corpo implorasse para que parasse tamanha eram as besteiras que dia após dia fazia, seria tudo mais fácil se pudesse mandar tudo para o espaço e continuar o que não haviam terminado naquele maldito corredor do hotel no Canadá.

Empurrá-lo em uma cama, ou de baixo de uma mesa. O lugar não importava, só importava estar com ele, tocando ele, acariciando ele e sendo acariciado de uma forma quente, desejante, amorosa, de...

Um grunhido gutural escapou da garganta do moreno, sendo seguido por um longo suspiro.

Ele precisava de café, de muito café. Pelo menos o suficiente para dissipar uma incomoda dor na virilha.

Infernos, as coisas pareciam cada vez piores.

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Notas da Autora: Olá!

Eu sei, capitulo aparentemente chato e muito irritante de ler, mas foi necessário. Bem, algumas descobertas feitas, ou quase isso. Era realmente Mikoto no sanatório, mas sobre que plano exatamente Temari mencionou?

Well, esse cap era para ser muitoo maior e teria um fim impactante, mas Deus iria ficar gigante. Então saiu isso, sem muitas emoções, mas percebam as emoções de Sasuke, parece que nosso bastardo está percebendo as coisas, claro isso não quer dizer que esteja aceitando.

Claro, há motivos para isso que em parte eu deixei subentendido e em outra bem explicito. Well, apartir do próximo cap a coisa começa a se agitar (realmente se agitar, orochimaru entra em verdadeira ação xD.) Por isso, mandem reviews, sim? Se vcs forem pessoas bondosas eu talvez consiga postar o cap 09 antes de 1 mês, como sempre. /chantagem. Aoskaoksoaks

Ps: não pude revisar, então desculpa pelos ocasionais erros de português.

Beijos ;**

Resposta as Reviews: Well estou respondendo apartir de agora pelo "reply review", ou seja, as respostas estarão em seus e-mails XD

Exceto claro, as anônimas que irei responder logo abaixo (ps: aos anônimos gostaria de pedir que mandassem o e-mail de vcs anexado a review para poder respondê-los diretamente. Obrigada XD)

Inu: Olá! aqui está a continuação, espero que tenhas gostado. Beijos ;*

Kuchiki Rukia: Olá! certo, talvez eu tenha exagerado, ela nao é boazinho... só é um pouquinhoo desequilibrada d:
Gaara torturando alguem deve ser sexy *-* /parei
noo D: nao consigo ver o naruto com ninguem sei lá.. é tãoo estranho. O loirinho é do sasuke u.u
A hora esperada se aproxima, mas ainda tem que acontecer algumas coisas até lá, sorry D:
oskaosksa
Well, espero que tenha gostado do cap 8. Até.
Beijos ;*