Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem à Masashi Kishimoto.

Cap 16: Torpor

Por Kappuchu09

- Onde demônios nós estamos indo? – questionou Temari, ao ver o Uchiha conduzir o carro calmamente, cada vez mais longe da Suna Corp. – E por que diabos nós tivemos que passar na Suna? – indagou a loira, finalmente desviando o olhar da janela, para a face impassível do moreno ao seu lado.

- Demônios, diabo... Você, por acaso, pratica algum culto satânico Temari? – perguntou sarcasticamente.

- Uchiha vai se foder.

- Palavriado inadequado para uma donzela – Temari rodou os olhos – Bem, talvez isso não se encaixe para você... – a loira estreitou os olhos – Enfim, deixo isso pro Uzumaki e meu querido irmãozinho. – o moreno esboçou um meio sorriso enigmático como o de quem, sadicamente, se diverte com alguma piada interna.

- Não me enrrole, quero respostas. – disse simplesmente.

- Fomos a Suna porque eu precisava pegar um documento. – o moreno olhou de canto de olho para um envelope de papel pardo, sobre o painel do carro, do qual foi rapidamente pego por Temari, e aberto.

Os olhos esverdeados da mulher correram pelas letras, para logo após, olhar confusa para o homem ao seu lado.

- Mas isso é... Por que demônios...?

- Você verá.

- Hn... Você ainda não me disse aonde íamos... Ou melhor, onde estamos?! – completou a loira, ao ver o carro negro do chefe adentrar no estacionamento subterrâneo de um edifício desconhecido.

- Digamos que iremos fazer uma pequena... Visita de cortesia ao meu querido pai. – outro daqueles sorrisos enigmáticos se formou nos lábios bem feitos e finos do Uchiha, e Temari limitou-se a apenas morder seu próprio lábio inferior.

Aquele Uchiha a poria insana, completamente insana. Se é que já não estava.

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- Você tem certeza que é isso que você quer fazer? – perguntou Hinata timidamente, ao sentir os braços fortes de Gaara abraçarem sua cintura, e o hálito quente do ruivo sobre seu pescoço.

- Tenho. – disse simplesmente – Itachi tem condições suficientes para assumir esta empresa, ainda mais que, ele se casando com a Temari tudo ficará em família.

- Você não tem que falar sobre isso como o Naruto? Se eu bem me lembro, desde que a Suna e Konoha Corp. unificaram-se, ele também tem direito a voto. – questionou em dúvida, apoiando sua cabeça contra o ombro forte do homem atrás de si. – Talvez ele queira...

- Itachi é a pessoa mais qualificada para esse trabalho, até mesmo Naruto sabe disso. Fora que ele nunca se interessou pelo comando da empresa. Ele prefere estar por trás, tratar com os clientes, conseguir publicidade para a empresa, ficar atrás das câmeras, digamos assim. Eu questionei Jiraya, ele foi designado pelo Naruto para responder por ele nesse tipo de assunto. – explicou o ruivo ao ver a expressão de dúvida da namorada - E ele está totalmente a favor.

- E você realmente quer isso? – perguntou rodando nos braços do Sabaku e ficando de frente para o homem, enlaçando seu pescoço com os delicados braços.

- Eu quero sôssego, um pouco de paz, ou eu me tornarei um viciado em café como o Uchiha. – o ruivo pôs uma mecha de cabelo negro da mulher, atrás da orelha da mesma – Além do que, com o Naruto e o Uchiha daquele jeito, a única coisa que eu terei serão dores de cabeça, por: ou eles não trabalharem por estarem se agarrando ou destruindo a sala deles porque estão tendo uma discussão de relação. – o ruivo rodou seus olhos verde água, ganhando uma risada envergonhada de mulher a sua frente.

- Eles se amam – comentou corada.

- Sim, eles se amam e eu... – o Sabaku respirou fundo –... E eu te amo.

Os olhos perolados da mulher se arregalaram diante da declaração. Gaara nunca havia lhe dito aquilo, em nenhuma circunstância, e estava quase resignada a aceitar que nunca ouviria, mas agora... A mulher esboçou um amplo sorriso e suas bochechas se tingiram de rubro.

- Eu também te amo. – o ruivo limitou-se a esboçar um meio sorriso.

- Eu quero te fazer feliz.

- Você sempre me fará, não importa onde ou como.

- Ainda bem, porque eu estava realmente ficando com medo das ameaças do seu primo.

- COMO? – os olhos se arregalaram e a mulher corou ainda mais.

- Brincadeira, quer dizer... Pelo menos a parte do medo. – concluiu o Sabaku. Claro que havia sido ameaçado por Neji, que em todas as palavras lhe dizia "Faça-a chorar e nunca mais poderá reproduzir", mas medo? Medo era uma palavra inexistente no dicionário de Sabaku no Gaara, ou ao menos até o momento em que conheceu Hinata, porque agora o que mais temia era perder ou decepcioná-la. Isso sim seria imperdoável.

O ruivo aproximou ambas as faces, e segurou entre suas mãos o rosto delicado de Hinata. Os lábios se selaram em um doce beijo, delicado, calmo e inteiramente apaixonado.

Finalmente Sabaku no Gaara sabia que seu lugar sempre seria onde estivesse Hyuuga Hinata e isso lhe bastava para ser excepcionalmente feliz ao lado daquela mulher.

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- Uchiha, isso não é uma boa ideia. – comentou Temari, enquanto seguia quase correndo o moreno pelo corredor.

- Por que não?

- A última pessoa na face da terra que eu quero fazer uma 'visita' é o seu pai.

- Pensei que fosse eu. – disse irônico.

- Pai, filho, pra mim é o mesmo. – rodou os olhos, contudo foi surpreendida ao bater em cheio contra as costas de Itachi, que repentinamente havia parado. – O que...

- Nunca, entendeu? Nunca diga que eu e ele somos a mesma coisa. – a voz soou fria.

- O que...?

- Eu tenho motivos para ter te trazido aqui Temari e eu pretendo chegar até o fim. – com um gesto rápido o Uchiha abriu a porta que estava a sua frente, da qual Temari nem ao menos havia notado.

Ignorando por completo os chamados da secretária, Temari seguiu o Uchiha para dentro da sala e cerrou a porta logo após passar. Atrás da grande mesa, sentado sobre uma confortável cadeira, encontrava-se Uchiha Fugaku revisando um papel qualquer. A Sabaku arrepiou-se ao sentir os olhos negros, tão parecidos com os de Itachi, sobre si.

- O que estão fazendo aqui? – questionou rudemente.

Itachi estava correto. Não eram parecidos, não eram minimamente parecidos. Itachi podia ser frio, carrasco, arrogante ou qualquer outra coisa. Mas aquele homem a sua frente passava disso. Fugaku expelia uma aura de superioridade e arrogância ilimitadas. Porém, acima de tudo, seus olhos expeliam desejo por poder, por ser soberano. Tão obssionado pelos seus objetivos que seria capaz de mentir, roubar, trair e... Matar.

- Fugaku – saudou friamente o pai, o que fez os pelos de Temari se eriçarem

- O que você quer aqui?

- Eu vim para tirá-lo da presidência da Uchiha advogácias.

- O que? – o mais velho riu de forma seca e sarcástica – Me tirar daqui? Você? Itachi, você pode ser considerado um prodígio, mas é tão burro quanto qualquer outro. Eu não sairei daqui, não enquanto estiver vivo. – ergueu-se da cadeira e bateu a mão contra a mesa elegante de mármore.

- Nem mesmo quando estiver sendo processado e com toda a sua fortuna em minhas mãos?

- O que... – sorriso murchou – O que você fez? – os olhos se estreitaram perigosamente ao ver o filho retirar de dentro de um bolso interno do paletó uns papeis dobrados e os entregar. Fugaku passou os olhos rapidamente pelas palavras e o único que lhe restou foi cair sentado novamente sobre a cadeira. - Como você pôde? Eu sou o seu pai.

- Como eu já disse anteriormente, posso ter seu sangue, o que é uma lástima, mas nada mais que isso. – disse calmamente. – Todas as provas foram entregues ao governo – o patriarca esboçou um meio sorriso vitorioso – Na parte honesta, devo acrescentar. – o sorriso logo que imediatamente se desfez.

- O que está acontecendo? – perguntou Temari arqueando uma das sobrancelhas.

- Fugaku possui muitas contas na Suécia, América, etc.

- E? – indagou sem entender.

- Contas cheias de somas de dinheiro inexplicáveis. Sem declaração ao governo. – ao compreender o que o Uchiha queria lhe dizer, Temari abriu a boca em um perfeito 'o' surpreso – Além claro, de décadas de sonegação de impostos, roubos por de baixo dos panos, sumiços incrivelmente estranhos dos chefes de outras empresas de advogácia do país...

- Isso é...

- Dívidas de jogo nunca pagas, suborno, tentativa do mesmo, agressões tanto físicas, como psicológicas... – os olhos do pai se estreiram ainda mais – E mais recentemente tentativa de dar um golpe em duas grandes empresas do país, Suna e Konoha Corp., e em uma estrangeira em Londres. E por mais de uma década o inclausuramente, injusto, da...

- Meu Deus, você está listando os crimes de um homem ou de toda uma cidade? – questionou descrente - É impossível que alguém...

- Cale-se sua bastardinha. – explodiu Fugaku, levantando-se da cadeira e indo em direção a Temari com a mão erguida, pronta para desferir um tapa na mulher, que nem ao menos piscou, o olhando desafiante. Contudo antes mesmo de chegar ao seu objetivo foi impedido por um certeiro golpe no estômago deferido por Itachi, que tinha a expressão completamente calma e inalterável.

- Isso foi pelo "bastardinha" – a voz soou sádica, o que fez Temari se arrepiar por uns segundos. Adorava o jeito sádico do Uchiha, aquele perigo que emanava constantemente dos poros dele – E isso... – desferiu um forte chute contra as partes baixas do pai, o que fez até mesmo Temari se encolher de dor, por apenas ver a expressão horrorizada de Fugaku, que não conseguiu bloquear o golpe por ainda estar tentando se recuperar do soco no estômago recebido anteriormente. - ...Foi pela mamãe.

- Itachi, você... – começou Temari, contudo foi interrompida, ao ver Itachi puxando os cabelos do pai, fazendo a cabeça do mesmo pender para trás em uma expressão dolorosa.

- Isso... – o moreno desferiu um forte golpe contra o nariz do pai, do qual, até mesmo Temari pôde ouvir o som do osso do nariz se rompendo e uma grande quantidade de sangue começar a escorrer – ... Foram lembranças do Sasuke. – um sorriso sádico apareceu nos olhos de Itachi, que largou os cabelos do pai, deixando seu corpo cair contra o solo em um baque surdo – Ah, ele também gostaria de dizer que não irá para Londres – disse sarcasticamente – E isso... – Itachi pisou fortemente sobre o esterno do patriarca Uchiha, recebendo um gemido de dor em troca - ... É por mim.

- Itachi, pare! – exclamou Temari, vendo o quão longe Itachi estava indo.

- Co...Como você... – começou a dizer o moreno entrecortadamente, segurando o tornozelo do filho, tentando tirá-lo de sobre si, contudo sem êxito.

- Você realmente achou que durante todos esses anos eu fiquei lhe obedecendo por nada? Eu tinha isso planejado há um bom tempo Fugaku. – estreitou os olhos – Desde o momento que você pôs a Mikoto naquele lugar, desde o momento que você ousou usar o Sasuke como uma moeda de câmbio, para que eu fizesse o que você queria. – pressionou o pé mais contra o peito do homem - Eu sempre estive um passo a sua frente, recolhendo dados, provas. Tapando os buracos que você deixava no caminho. Eu fiz você crer que era perfeito. Mas ninguém é perfeito, Fugaku. E o golpe final veio a poucos minutos, quando meu detetive...

- Hyuuga? – perguntou incerta Temari.

- Exato. Eu encarreguei ele desse outro assunto – a loira abriu a boca, mas antes mesmo que o som saísse, Itachi a respondeu – Sim, o Sabaku sabia.

- Aquele...

- Enfim, meu detetive conseguiu reunir uma última prova, e agora Fugaku, você está reduzido a nada. – o homem sob si, cerrou as mãos em punhos. Havia sido enganado pelo próprio filho. Sempre soube que Itachi seria pergigoso, mas nunca imaginou o tanto que seria – Mas, como eu sou um filho muito caridoso... – Temari rodou os olhos ao ver o meio sorriso sarcástico do chefe – Temari, me passe o envelope. - o moreno estendeu um dos braços, esperando o envelope pardo, do qual foi relutantemente entregue por Temari.

- Mas isso é... É para ele? – questionou surpresa, recebendo apenas um aceno de cabeça por parte de Itachi.

- Como eu sou um ótimo filho, estou lhe dando um cargo na Suna, para que não morra de fome até que o julgamento saia. Espero que saíba aproveitar minha generosidade – Fugaku esboçou um meio sorriso, claro que aproveitaria. Aproveitaria e tomaria conta da Suna, como sempre desejou. – Vamos Temari – disse por fim Itachi, retirando o pé de sobre o homem e jogando o envelope sobre o abdômen do mesmo. – Nunca mais chegue perto de Mikoto e do Sasuke. – disse com ódio, fazendo Temari se perguntar quem seria Mikoto. Uma namorada?

Itachi cuspiu asquerosamente sobre o rosto do pai e deu meia volta puxando Temari para fora da sala pelo braço.

- Hey, para... Para onde vamos agora?

- Libertar alguém. – disse enigmaticamente.

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Naruto suspirou e se aconchegou mais nos braços de Sasuke e apoiou sua cabeça contra a curva do pescoço do moreno recebendo em troca um aperto mais forte em sua cintura.

Logo após a saída dos companheiros de trabalho, Sasuke se sentou recostado contra a cabeceira da cama do hospital e surpreendentemente enlaçou a cintura do loiro com cuidado.

- Você acha que vai demorar muito para nos liberarem?

- Hn... Acho que mais uns dois ou três dias. – Sasuke suspirou cansado. – Odeio hospitais. Eles não deixam a gente tomar café – o loiro limitou-se a rir diante da careta que o moreno fez.

- Só você mesmo para se preocupar com isso estando em um hospital.

- Hn...

- Sasuke, o que acontece conosco agora?

- Como assim? – arqueou uma das sobrancelhas.

- Bem, nós... Nós sabemos o que um sente pelo outro, sabemos que tivemos seis vidas anteriores, sabemos que essa é nossa última chance, sabemos que todas as outras seis vezes foram falhas...

- Por que temos uma história tão dramática assim? – o moreno fechou os olhos, cansado.

- Eu não sei, mas adoraria ser como as outras pessoas, sabe? Ter uma única vida, encontrar uma mulher com um belo par de peitos, ter uns quatro filhos e morrer em um acidente de carro. – Sasuke sorriu.

- Quatro filhos? O que você precisa não é de uma mulher, é de uma égua.

- Ha-ha, muito engraçado. – Naruto depositou um fraco soco na barriga de Sasuke. – Mas enfim, sabemos que isso não vai acontecer... Quer dizer, somos homens, e temos nossa última chance livre de psicopatas loucos. O que faremos das nossas vidas agora?

- Eu não sei você, dobe. Mas eu não estou disposto a perder essa última chance. Quando eu descobri que você tinha sido sequestrado pelo Orochimaru, eu não conseguia nem ao menos respirar direito.

- Sasuke...

- E mesmo que nós sejamos homens, nós dois sabemos muito bem o que sentimos um pelo outro, e eu estou disposto a tentar algo contigo, nem que seja às escondidas... Eu só sei que...

- Eu também. Eu também te amo muito, teme. – o loiro empurrou delicadamente o rosto de Sasuke para o lado e ambos os olhos se encontraram – E que se dane as mulheres e seus peitos. – ambos os homens sorriram, e os lábios se encontraram. O beijo começou calmo, com um simples roçar, e logo passou a uma intensidade alucinante.

Tão alheios estavam um no outro que nem ao menos perceberam quando a enfermeira adentrou no quarto e pigarreou, os fazendo se separarem. Naruto engoliu um riso ao ver a quão envergonhada estava a mulher e Sasuke limitou-se a lhe enviar o mais maligno olhar que um Uchiha poderia produzir, o que fazia o Uzumaki acreditar que aquela mulher não conseguiria dormir por semanas de tanto medo, já que podia vê-la tremer ligeiramente.

- Errr... Eu preciso refazer seus curativos senhor Uchiha e examinar vocês dois.

Sasuke soltou a cintura do loiro e bufou recebendo em troca um riso abafado do loiro.

Definitivamente, odiava hospitais.

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Temari se via uma vez mais quase correndo por corredores brancos, de uma clinica psiquiátrica, a mesma clinica onde se encontrava Sakura, tentando alcançar de alguma forma Itachi.

- Itachi – a loiro puxou o homem pelo braço, o fazendo parar a caminhada, quase corrida, e girar ficando de frente para ela – Você pode, por favor, me explicar o que está acontecendo?

- Pensei que você tivesse entendido.

- Eu entendi o quão canalha o seu pai é, coisa que eu já sabia. Entendi também que ele ameaçava você, o pirralho do Sasuke e uma tal de... Mikoto. – a mulher mordeu o lábio inferior – O que eu não entendo é por que estamos aqui. E o que eu tenho haver com tudo isso?

- Eu vou te apresentar a uma pessoa.

- A... Uma pessoa?

- A Mikoto.

- Mas...

- Venha – Itachi a puxou pelo braço e a levou em direção a um quarto, onde na porta havia uma placa com os dizeres: Uchiha Mikoto. Uchiha? Por acaso Itachi era... Casado? Os olhos esverdeados da mulher se arregalaram.

- Senhor Uchiha – cumprimentou um homem vestido todo de branco, um médico.

- Os papeis já estão prontos? – perguntou friamente.

- Sim, só esperávamos que viesse buscá-la.

- Certo, vamos. – disse Itachi, abrindo a porta do quarto e levando Temari para dentro do mesmo, de forma que ela pôde ver uma bela mulher de longos cabelos negros e olhos ônix. A mulher parecia ter mais de quarenta e mesmo assim sua beleza era reconfortante, como de uma mãe. Havia algo nela que lembrava intensamente Itachi, não só Itachi, Sasuke também.

- Sua mãe... – sentenciou em um sussurro. Recebendo em troca um amplo sorriso da mulher e um aceno de cabeça de Itachi. Como havia sido idiota, achando que Mikoto era a esposa de Itachi. Agora as coisas se faziam tão óbvias que Temari queria bater a cabeça na parede por sua burríce.

- Uchiha Mikoto, prazer. – disse a mulher amavelmente lhe dando um abraço materno, que Temari tanto sentia falta desde a morte dos pais, e logo após um amplo abraço para o filho.

- Mãe, esta é Sabaku no Temari. – apresentou Itachi.

- Finalmente estou te conhecendo, Itachi falou muito de você.

- Muito? – arqueou uma das sobrancelhas.

- Bem, você sabe, para os padrões de um Uchiha foi, realmente, muito. – ambas as mulheres sorriram com a pequena piada.

- Prazer em conhecê-la, mas... Itachi eu não estou entendendo.

- Temari, eu...

- Foi tudo minha culpa – interrompeu Mikoto, ignorando os olhares de Itachi – Eu escolhi um péssimo marido, querida. Uma péssima pessoa para se amar, e por minha culpa meus dois filhos vêm sofrendo por anos. Peço perdão por toda a dor que o meu esposo lhe causou. – se desculpou a morena, curvando-se levemente.

- Não, imagina. Você não precisa se... – Temari se via completamente encabulada pelas ações da mulher – Você não tem culpa, o que aconteceu, aconteceu e... Alguém pode me explicar o que está acontecendo aqui? Por que a senhora está aqui? Desculpe a indiscrição, mas a senhora não me parece doente, nem nada assim.

- Por favor, me chame de Mikoto. – disse amavelmente.

- Temari, há alguns anos atrás Fugaku queria que eu fizesse certos trabalhinhos sujos para ele, eu não aceitei... Ele precisava de algo com o que me subornar, então ele teve uma facinante ideia – disse a última frase com tanto ódio como quando estava socando o pai – Ele decidiu prender a Mikoto neste lugar e declará-la louca, subornou médicos.

- O que? – se exaltou Temari arregalando os olhos. Como alguém poderia fazer algo assim?

- Eu e Sasuke tentamos diversas vezes tirá-la daqui, mas... Cada tentativa fracassada, Fugaku fazia os médicos injetarem substâncias perigosas, substâncias que poderiam matá-la a qualquer momento ou enlouquecê-la. – a expressão no rosto amável de Mikoto se tornou sombria, magoada, dolorida pelas lembranças – Então eu e Sasuke aceitamos fazer os desejos dele, sob a promessa de que parariam com isso. Sujeitamo-nos a ele, esperamos pacientemente dia após dia que ela fosse libertada. – suspirou cansadamente – Nunca acontecia, ele nunca a libertava. Mas em contra partida, minhas investigações estavam quase terminando, eu só precisava de mais algum tempo, então veio o último desejo dele, um dos piores... – o morneo olhou diretamente para a Sabaku.

- Óh meu Deus! Você disse que era para proteger alguém! – exclamou Temari, ao entender o que o Uchiha queria dar a entender.

- Ele me pediu para me relacionar com você e conseguir a Suna para ele. Mas...

- Mas ele não conseguiu. – interviu Mikoto seriamente – Itachi se apaixonou por você querida.

- Mãe!

- Não Itachi. Chega de meias palavras. É o mínimo que eu posso fazer por vocês agora. – disse em um tom repreendedor, como uma mãe – Eu acompanhei como o coração fechado dele foi se abrindo para você Temari. Ele vinha me visitar quase toda a semana e cada vez mais ele tinha coisas para me contar, coisas que nunca contava por completo, mas eu podia ler nos olhos dele, afinal eu sou a mãe de dois pequenos Uchihas, se eu não soubesse fazer isso, não saberia mais nada. – um pequeno sorriso brotou dos lábios de Mikoto, assim como nos de Temari. – Eu pude ver o quanto doía para ele ter que te enganar, sabia que ele mesmo estava sofrendo por se ver pela primeira vez amando, mas... Então um dia ele veio até mim, Temari. Desesperado daquele jeito contido dele, mas desesperado. Pedindo-me desculpas, desculpas por não conseguir cumprir a promessa de não me fazer sofrer mais.

- Mãe, por favor... – pediu Itachi, sentindo como aquela conversa era incômoda.

- Ele já tinha jogado todas as cartas, todas as barreiras dele desapareceram e restou apenas você e ele, sem mais nada no meio, mas então você descobriu tudo, e aconteceu... Eu sei que o que ele fez foi imperdoável, sei que não tem desculpas, mas se é para você odiar alguém, odeie a mim, porque fui eu que escolhi a pessoa errada, fui eu que levei Sasuke e Itachi a agirem como bandidos por tanto tempo. – se desculpou humildemente, contudo com um porte altivo, o que declarava sutilmente o quão "Uchiha" Mikoto era.

- Eu... Não há nada a ser desculpado. – começou Temari esboçando um pequeno sorriso. – Vamos apenas... Esquecer. – os olhos esverdeados de Temari se chocaram contra os negros de Itachi e antes que percebesse seus lábios já estavam se colando aos do Uchiha e seus dedos entrelaçando alguns fios dos negros cabelos.

Mikoto sorriu ao ver o surpreso que estava Itachi ao ser beijado, contudo sorriu mais ainda ao ver o beijo ser retribuído. Havia conseguido ajudar seu filho, era isso que importava. Seu coração estava cálido ao perceber que seus dois bebês, que agora eram homens, estavam com as pessoas certas. Itachi com Temari, uma garota de temperamento forte e decidida, o certo para alguém como Itachi. Sasuke com Naruto, que mesmo sendo homem era um perfeito complemento para seu filho mais novo.

Mikoto manteve o sorriso ao se lembrar das visitas que o loiro lhe fizera sozinho, alguns dias depois que veio com Sasuke. Recordava-se do sorriso radiante do homem, dos seus olhos que brilhavam quando falavam de Sasuke, se lembrava também da seriedade que o homem havia tomado o seu pedido para cuidar de Sasuke, conseguia recordar com perfeição a careta que Naruto fez ao implorar que não contasse a Sasuke sobre suas visitas, que fosse um segredo apenas dos dois, e Mikoto compreendeu o porquê.

Naruto conhecia Sasuke tão bem quanto ela, como que para saber que o orgulho do moreno iria se ferir se alguém mais soubesse o porquê dela estar ali, se ferir por se sentir incapaz de tirá-la de lá.

Temari separou-se de Itachi e apoiou-se em uma cadeira, ligeiramente tonta. Se não fossem os braços de Itachi seguramente cairia ao chão, cena que chamou atenção de Mikoto.

- Saudades é Sabaku? – perguntou Itachi sarcástico.

- Nos seus sonhos Uchiha. – Temari sorriu. Era bom voltar aos velhos tempos – Eu estou tendo essas tonturas e enjoos desde ontem. – comentou, fazendo Itachi franzir o cenho.

- Então precisamos ir no médico e...

- Não é necessário – comentou Temari rodando os olhos. Uchihas podiam ser muito super protetores quando queriam.

- Na verdade você realmente precisa ir no médico – interviu Mikoto com um pequeno sorriso, o que fez os dois jovens a olharem preocupados.

- Você acha que eu tenho algo? – perguntou temerosa

- Certamente você tem algo, mas nada mal.

- Mas, como...?

- E eu que pensava que nunca teria netos... – disse como quem não quer nada, indo em direção a porta.

- O QUÊ? – os olhos da loira se arregalaram ao mesmo tempo que Itachi se deixou cair displincente sobre a cadeira que anteriormente a loira se apoiara.

- E não é óbvio? Enjoo, tonturas...

- Isso pode... Pode ser porque eu comi algo que... – tentava se justificar gaguejando.

- Pode ser. Mas... Você não sente seus seios doloridos?

- Bem, sim... Mas...

- E sua menstruação não está atrasada?

- Sim, mas... Óh meu Deus, eu estou grávida! – exclamou a mulher entre surpresa e alegria.

- Como a senhora sabia? – questionou Itachi um tanto quanto apavorado.

- Eu já passei por duas gravidezes, acha realmente que eu não saberia? – um sorriso enigmático se instalou nos lábios da mulher e finalmente Temari entendeu de onde Itachi havia herdado ele. – Então, vamos logo? Creio que eu já possa sair. Estou louca para ir para casa e ver como está o Sasuke. – disse por fim, saindo do quarto.

- Temari, eu...

- Eu sei que não foi proposital. Você sempre me perguntava sobre a pílula, camisinhas... Fui eu que esqueci de tomar justamente no dia em que voce nao tinha levado preservativo. Desculpa. Você vai querer... Querer essa criança? – perguntou incerta.

- Não faça perguntas idiotas, senão vou ter de ser grosseiro. É óbvio que sim. – um amplo sorriso se formou nos lábios de Temari.

Sua família estava começando naquele momento.

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Dias depois...

Depois de anos andando sozinho pelos mesmos corredores daquela clinica psiquiátrica, pela primeira vez na sua vida sua direção era diferente. Os corredores eram diferentes, a área para onde ia era outra e estava acompanhado. Naruto estava com ele.

Sasuke nem mesmo sabia explicar o porquê de terem decidido irem visitar Sakura. O mais sensato, com certeza, era manter a distância da rósea, mas por algum motivo ambos os homens não podiam deixar de se sentirem culpados. Afinal, Sakura chegou onde chegou porque se apaixonou por Sasuke.

- Senhor e senhora Haruno? – indagou Naruto ao seu lado, chamando sua atenção para um homem de cabelos castanhos e olhos verdes abraçando uma mulher de cabelos róseos e olhos castanho-claros.

- Quem são vocês? – indagou o homem desconfiado.

- Eu sou Uzumaki Naruto e este é Uchiha Sasuke – o loiro apontou para o Uchiha. Antes mesmo que Sasuke pudesse dizer algo, foi recebido por uma forte bofetada na face direita pela mulher.

- Você! É tudo sua culpa. Se não fosse voce nada disso teria acontecido, minha filha estaria.. Estaria... – a mulher ia esbofetear Sasuke novamente, quando sentiu seus braços serem segurados e foi afastada do moreno pelo esposo.

- Controle-se. Você se lembra o que o médico disse, nós temos que manter a calma. – sussurrou para a esposa, logo após olhando seriamente para os homens – Me desculpem pelo ocorrido, andamos muito tensos com tudo isso. Eu soube que ela feriu vocês... Está tudo bem? – questionou hesitante.

- Óh sim, inclusive a cicatriz do Sasuke está quase sumindo. – disse com um sorriso Naruto.

- Hn... O que vocês querem aqui?

- Queríamos saber como ela está. Depois de tudo, ela era a nossa secretária. – disse o Uchiha seriamente, cravando os olhos negros nos verdes do homem.

- Eu vou chamar o médico para que ele possa explicar para vocês a situação. – disse simplesmente, chamando a mulher para junto de si e ambos desapareceram pelos corredores.

Ambos os homens suspiraram e caminharam em direção a um vidro espelhado, por onde era possível ver uma Sakura sentada de pernas cruzadas, ainda usando o vestido de noiva sujo. Em torno dela havia dezenas de copos de isopor, repletos de café, intocáveis. A rosada olhava para um ponto qualquer do quarto branco, com os olhos brilhando, provavelmente pensando em algo.

- Ela não pode nos ver, não é? – perguntou Naruto.

- Creio que não. – respondeu o moreno, recebendo em troca um suspiro do loiro.

- Por que todo mundo se apaixona por você? – indagou o loiro, sem desviar o olhar da mulher dentro do quarto, assim como Sasuke que botava as mãos nos bolsos.

- Por eu sou irresistível?

- Por que todo mundo quer me matar? – tentou novamente Naruto, em busca de uma melhor resposta, contudo sabendo que a mesma não existia.

- Por causa de mim.

- Bastardo egocêntrico – rodou os olhos e Sasuke esboçou um meio sorriso.

- Só disse a verdade.

- Eu sei. É por isso que me assusta. Estou cansado disso.

- Voce não é o único. Mas não vai acontecer mais nada do tipo.

- Eu nao sei não, com a nossa sor...

- Senhor Uchiha, Senhor Uzumaki? – chamou o médico aproximando-se do vidro, com uma prancheta em mãos. – Os pais de Sakura me avisaram sobre a visita de vocês. Em que posso ajudá-los?

- Como ela está? – começou Naruto.

- Diria que melhor do que pensávamos... Ela tem alguns surtos...

- Surtos?

- Gritos, tenta agredir os enfermeiros, coisas típicas. Pelo menos ela não tenta se auto-flagelar. – suspirou cansado – O estágio da doença dela é relativamente avançado. Tudo se desencadeou apartir de uma obsseção – os olhos do médico se travaram em Sasuke – Daí em diante a coisa foi piorando. Ela diz que tem uma voz que a ajuda a saber o que tem que fazer, diz que vocês marcaram o casamento, disse inclusive que estava grávida. – os olhos dos homens se arregalaram – Tudo mentira, mas como vocês podem ver ela fica delirando. Claro, os delirios sempre envolvendo o senhor Uchiha. Contudo, há momentos em que ela realmente parece estar consciente de onde está e qual o motivo que a levou a isso tudo.

- Por que tanto café no quarto? Até onde eu saiba café agita e ela precisa ficar calma, não é? – indafou intrigado Naruto.

- Sim. Mas ela não bebe o café, o que é o mais curioso. – franziu o cenho - Ela todo o dia exige café e põem os copos em volta dela sempre dizendo a mesma coisa "O senhor Sasuke, gosta de café bem amargo e quente". É como um frenesi. Provavelmente ela pegou alguma coisa que ela fazia de vez enquando para o senhor e transformou em uma obsseção, só não entendo porque café.

- Bem, digamos que o Sasuke é um viciado em café.

- Dobe.

- Em duas horas ele é capaz de tomar uns quatro litros. É apavorante. E... Ai! – gemeu de dor ao sentir um soco sobre sua cabeça – Teme, por que fez isso? – o médico arqueou uma das sobrancelhas.

- Você mereceu, enfim, não vamos desviar do assunto. – disse Sasuke simplesmente – Tem cura para ela?

- Dificilmente, provavelmente ela permancerá o resto da vida presa ou aqui ou na casa dela, já que no momento em que ela for solta tentará seguí-lo, senhor. – Sasuke mordeu o lábio inferior – Eu gostaria de deixar bem claro que você não possui culpa alguma, pois até onde eu descobri, o senhor nunca nem ao menos a tratou de forma diferente que um chefe trata uma secretária.

- Eu...

- Gostariam de conversar com ela? – perguntou inesperadamente – Se quiserem, sintam-se a vontade, talvez seja até bom ela poder ver os senhores. Tentem fazê-la comer. – o médico saiu, os deixando sozinhos em frente ao vidro.

Sasuke respirou fundo e foi em direção a porta do quarto, sendo seguido por Naruto que alguns passos depois foi impedido pela mão do Uchiha sobre seu peito.

- Eu vou entrar sozinho.

- Mas...

- Eu não quero arriscar a saúde dela, nem que aconteça algo com você. Ela tentou te matar antes...

- Eu estava dopado e fraco antes, agora...

- Naruto, por favor. – quase implorou, o que convenceu por completo Naruto, que com um sorriso consciliador, se afastou da porta e foi em direçãoa o vidro novamente.

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- Eu acho melhor não.

- Uchiha, todos nós estamos de acordo que voce assuma a impresa. – disse simplesmente Gaara, vendo o moreno olhar diretamente para Temari, que se limitou a suspirar.

- Itachi, eu sei que voce não planejava que eu engravidasse, muito menos se tornasse o presidente da Suna, mas... Eu sei que isso foi o caso, eu nunca te culparia.

- Mesmo assim...

- Uchiha, eu quero que você assuma o cargo – afirmou retundantemente Temari.

- Hn, certo. Eu aceito.

- Ótimo. – sorriu amavelmente Hinata enquanto que ao seu lado, Gaara sorvia um pequeno gole de café e suspirou. Alguns vícios Uchihas eram realmente transmissíveis. O Sabaku só esperava que Sasuke nunca descobrisse isso.

Itachi esboçou um meio sorriso sádico e discretamente empurrou a xícara repleta de café para o chão, fazendo a louça se fragmentar e o café se perder.

- Uchiha!

- Opa? – se justificou o moreno sarcasticamente, pegando o telefone e teclando um número qualquer – Precisamos de alguém da limpeza na sala da presidência. Obrigado. – desligou o aparelho sem poder conter um meio sorriso.

- Por que você fez isso? – perguntou quase exasperado Gaara, arrancando alguns pequenos risos de Hinata.

- Bem, eu... – ouviu-se uma leve batida na porta e o sorriso de Itachi ampliou-se – Entre. – pronunciou.

Segundos depois pela porta da sala da presidência, adentrou um homem de olhos e cabelos negros, vestindo um macacão azul-acinzentado discretíssimo.

- Você é mal, Uchiha. – sentenciou Temari com um meio sorriso, ao ver o funcionário abaixando-se e começando a limpar a sujeira feita pelo noivo. O homem nem ao menos erguia o olhar. – Muito mal.

- Esfregue com mais força... Fugaku. – disse Itachi, para logo após esboçar uma sonora gargalhada, que por muitos dias assustou os sonhos de Hinata e de outras dezenas de ouvintes.

Fugaku estava no lugar onde sempre deveria estar, sob os pés de Itachi. Fazendo a única coisa que nunca se imaginou fazer. Sua ambição o levou tão longe e tão alto, que sua queda foi mais do que fenomenal e dolorosa.

- Hn... Alí não ficou bem limpo. – a Sabaku apontou para um ponto ainda sujo, recebendo alguns olhares – O quê? Eu sempre gostei de vilões mesmo. – deu de ombros Temari, entrelaçando uma das mãos com as de Itachi.

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- Sakura? – os olhos esverdeados repentinamente ergueram-se e se focaram nos traços aristocráticos do moreno a sua frente, que caminhava em passos curto até ela, com as mãos nos bolsos da calça.

- Senhor Sasuke. – disse em um tímido sorriso ao ver o homem sentar-se a sua frente com as pernas cruzadas. – Eu preparei uma pouco de café para o senhor. – a rosada extendeu o pequeno copo de isopor para o moreno, que redundante aceitou.

- Obrigado. – sorveu um gole do líquido e suspirou complacido, café deveria ser considerado o mais eficaz remédio. Sakura sorriu com a cena.

- Os documentos para a reunião de amanhã logo estarão prontos, é só o tempo de a impressora ser arrumada. – o sorriso nos lábios finos da mulher se manteve.

- Hn.

- Você já ajustou o terno, não é?

- Como? – os olhos ônix chocaram-se com os verdes.

- O terno para o nosso casamento, Sasuke. Eu mal posso esperar pelo dia. – a rosada passou as mãos pela cauda do vestido e o sorriso diminuiu um pouco – Você não devia ver o vestido antes do casamento, dá má sorte. – disse em quase um sussurro.

- Eu não acredito nessas coisas, é besteira.

- É, eu já imaginava. - sorriu.

- Como... Como voce está, Sakura?

- Eu? Maravilhosamente bem. Por que Sasuke? Aconteceu algo? – inclinou a cabeça em dúvida.

- Eu... Não, não aconteceu nada.

- Não se esqueça que hoje à noite você tem uma importante festa para ir.

- Festa? – sorveu outro gole do líquido negro.

- Sim. O jantar de confirmação da união entre a Suna e a Konoha corp. – sorriu – Tente ser educado com o tal Uzumaki.

- Sakura isso...

- O café está bom?

- Sakura, por que você não está comendo? – perguntou o Uchiha, movendo o olhar para o prato incocado de comida.

- Ahhh, não estou com fome. Sabe como é, enjoo de grávida é terrível – emitiu um riso disfarçado.

- Hn... Eu imagino. – o moreno pegou o prato – Mas você agora está comendo por dois, pense no nosso... No nosso bebê. – disse relutante, entrando no jogo.

- Sasuke... – os olhos da mulher encheram-se de lágrimas. – Voce se importa conosco? – depositou as mãos sobre o ventre plano.

- Sim. – disse sinceramente.

'Mentira, ele quer sua morte'

- Não ele não quer. SASUKE ME AMA! – gritou Sakura repentinamente.

- Sakura, o que...

- É a voz, Sasuke. A voz está mentindo para mim, eu sei que está...

'Ele só sente pena por você'

- Sasuke, você me ama, não me ama? – perguntou a mulher exasperada, segurando o moreno pelos ombros.

- Eu... – o que responder? Mentir e prejudicá-la? Ou dizer a verdade e prejudicá-la? – Eu te amo, Sakura.

'Mentira'

- Cale-se, você ouviu o que ele disse. Ele me ama. Eu sabia que me amava. – a rosada abraçou o Uchiha fortemente, gesto que foi retribuido.

- Sakura?

- Uhn?

- Eu preciso sair – o moreno se separou da mulher, para apenas encontrar dois intrigados olhos verdes - Para... Para resolver os últimos detalhes do casamento. – a rósea sorriu.

- Promete que volta? – disse em um lapso de consciência, como se soubesse onde estava e por qual motivo.

- Volto, eu prometo. – o moreno ergueu-se – Coma, Sakura. Pelo nosso bebê. – o moreno abriu a porta.

- Sim. Por nós. – o moreno já ia saindo do quarto – Sasuke... – chamou em um baixo sussurro – Me perdoe. – foram as últimas palavras que Sasuke ouviu antes de fechar a porta e respirar fundo.

Do lado de fora se encontravam a mãe de Sakura chorando, sendo consolada pelo esposo, que parecia estar a ponto de chorar também, enquanto viam a filha do outro lado do espelho comendo alegremente seu almoço, esboçando um amplo sorriso como quem acabara de ganhar na loteria... Não, muito mais que isso. Como quem acabara de ganhar o melhor presente do mundo: A preocupação de Sasuke.

Ao lado deles, vindo em sua direção encontrava-se Naruto, com uma expressão de pesar.

- Vamos embora Naruto. – disse o moreno simplesmente, recebendo em troca um aceno de cabeça.

Havia prometido, e uma promessa de Uchiha Sasuke sempre seria cumprida. Voltaria a visitar Sakura, até o fim. Até o dia em que ela se recuperasse, ou então que morresse. Porque Sakura, fazia parte de sua vida, como a irmã que o moreno nunca teve.

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Notas da Autora: Olá! Tivemos muitos desfechos neste cap, não? Fugaku foi desmascarado por Itachi e perdeu tudo. Tornou-se faxineiro (um trabalho incrivelmente importante e honesto), contudo para ele sujo e baixo, já que sua ambição era a presidência, o poder sobre Suna... Um final bem irônico para ele.

Gaara e Hinata, tiveram sua pequena parte, pelo jeito ambos vão largar tudo e viverem tranquilamente. Mikoto finalmente se viu livre e Temari e Itachi juntos e formando uma família *-* Admito que o capítulo foi bem mais focado em Fugaku, Itachi e Temari, mas acho que era necessário, já que eram as 'pontas soltas' dos outros núcleos da fic. Algumas pessoas acertaram: Sakura acaba indo para uma clinica psiquiátrica. E eu devo dizer, que o amor/obsseção que ela sente pelo sasuke é inteiramente admirável, em minha opinião pelo menos.

Enfim, o próximo capítulo é o epílogo e eu já vou avisando: Haverá lemon SasuNaruSasu. Deus, já estou com saudades de 7 Vidas. Mereço Reviews? XD

Beijos ;*

Agradecimento: Obrigada a Vick por ter, bondosamente, betado esse cap. Você é um anjo *-*

Respostas as Reviews: Respostas através do 'reply review', exceto as anônimas, que estão abaixo. Obrigada \õ

Rafaela: Olá! Lendo no trabalho? Aiaiaia, que feio aoskaoksa Brincadeira! Fico feliz por saber disso, me dá a sensação que minha fic é importante xD (?) Partes kawaiis é o que não faltaram apartir de agora (mas tbm, estamos no fim ne, não tem mais lugar para dor). Enfim, espero que tenhas gostado deste cap e obrigada por ler e comentar. Beijos ;*

Hanajima-san: Olá! Koskaoksa Ae, finalmente! Estava começando a achar que você iria ter um infarto de tanto medo D: Mas enfim, Sakura assustadora? Você não foi a primeira a me dizer isso, mas... Eu achei tão interessante, mas admito estava um pouco apavorante mesmo, mais pelo de fato de não sabermos se sasuke e naruto continuariam vivos, bem fico feliz que meu intento tenha dado certo. Ufa, fico feliz que vc tenha achado uma atitude 'esperta' eu ter pulado para a cena no hospital, quer dizer... Eu realmente pensei em fazer todo um drama e tals, mas... Parecia tão inútil e problemático '-' Parecia intediante e bem pouco chamativo, enfim acho que dei uma dentro \õ

Bem, eu espero que você tenha gostado deste cap e obrigada por ler e comentar. Beijos ;*