Disclaimer: Naruto e seus personagens pertencem à Masashi Kishimoto.
Avisos: Possui lemon (relação sexual entre homens), se não gosta, limite-se a não ler. Obrigada.
Cap 17 – Epílogo: Para todo o sempre juntos
Por Kappuchu09
Semanas depois...
As minúsculas gotas d'água caiam dos cabelos negros molhados, e percorriam todo o pescoço, clavícula, peito, abdômen, nus e se perdia na aveludada toalha branca, presa fortemente na cintura do Uchiha. A mão direita levava à boca uma fatia de pão torrado, coberto por algo parecido com cream cheese. Sasuke passou a língua em torno dos lábios, limpando os pequenos vestígios brancos da cobertura.
Tudo havia passado, tudo estava bem. Sakura permanecia internada na clínica, contudo parecia se auto-ajudar comendo, bebendo e tomando seus remédios regularmente, ações insentivada pelo Uchiha que toda a semana ia visitá-la, cumprindo exemplarmente sua promessa. Contudo, ainda haviam as crises e a última - e mais forte -, foi na presença de Sasuke, que ganhou um pequeno arranhão no bíceps esquerdo, que com sorte já havia desaparecido.
Fugaku, permanecia trabalhando como faxineiro na Suna & Konoha Indústrias, enquanto esperava seu julgamento. O que Sasuke acreditava ser muito justo, afinal depois de tudo o que aquele homem foi capaz de fazer para obter poder, nada mais irônico do que trabalhar no cargo onde antigamente ele menosprezava e ofendia. Por sua vez, Mikoto se encontrava em liberdade, e curiosamente tendo pequenos jantares e almoços com um dos médicos da clínica, a morena podia muito bem dizer que não havia nada entre eles, mas Sasuke e Itachi sabiam perfeitamente que aquilo era mentira. Talvez dessa vez a mãe pudesse ser feliz, claro isso se o homem passasse pelas inspeções dos filhos, o que seria muito difícil.
Sasuke esboçou um meio sorriso, ainda podia se lembrar da expressão do médico ao ver Itachi e seu olhar maligno... Itachi. Sasuke tinha muito a agradecer àquele homem, ao seu irmão. Sozinho o mais velho dos Uchihas juntou provas o suficientes para tirar tudo de Fugaku, e para libertar a mãe. Mais que isso, foi Itachi que insistiu para que quem fosse naquela festa fosse Sasuke, para que quem trabalhasse com Naruto fosse o irmão mais novo.
E Sasuke achava que nada era mais justo do que Itachi ser o presidente da Suna & Konoha indústrias, assim como aquele que comandava os escritórios de advogácia Uchiha, e por fim poder finalmente ter Temari como noiva. Sasuke seria tio em breve, o que fazia o moreno crer que o sobrinho seria uma pessoa traumatizada. Um pai como Itachi, exigente, sarcástico e sádico, uma mãe mandona, de personalidade forte, e desbocada. E como se isso não fosse o suficiente, ainda haviam seus padrinhos: Um casal de homossexuais. Não. Um casal composto por Sasuke e Naruto, - o que era bem pior - escolhidos por Itachi. E Gaara e Hinata, que se dedicavam como pequenos colaboradores da empresa, aparecendo somente em reuniões importantes, escolhidos por Temari. Com certeza seria uma criança traumatizada, e Sasuke pensava seriamente se já não deveriam marcar uma consulta adiantada para a criança em um renomado psicólogo.
Ainda podia se lembrar da reação explosiva de Temari e do olhar de Itachi, que prometia claramente inflingir uma profunda dor em seu irmãozinho, algo como castrá-lo, ou coisa parecida. Fato que não agradou muito Naruto, por razões óbvias...
Sasuke quase gargalhou com o pensamento, contudo foi interrompido pelo som da campainha. Com passos seguros o moreno caminhou em direção a porta, dando outra mordida na torrada. Chegando ao destino o homem a abriu e se deparou com um belo loiro de olhos azuis, vestindo um eximínio terno, escolhido pelo próprio Uchiha, negro.
Os olhos azuis esquadrinharam todo o corpo do moreno, e um pequeno sorriso se formou nos lábios finos. Sem nem ao menos esperar algum convite, o loiro adentrou a casa, e tirou da mão do outro a torrada, a mordendo. Sasuke limitou-se a arquear uma das sobrancelhas e fechar a porta.
- Você come! – disse espantado Naruto, voltando a morder a torrada. – Estou impressionado.
- O que quer dizer com isso? É óbvio que eu como, sou um ser humano, dobe. – disse Sasuke simplesmente, pegando sua torrada novamente e pondo o pouco que restava da mesma na boca, a mastigando.
- Não é óbvio. – falou estarrecido - Não tenho culpa se eu nunca te vi comendo. – o loiro deu de ombros.
- Certo – o Uchiha rodou os olhos e se dirigiu até a cozinha, sendo seguido alguns passos atrás por Naruto – Por que você está aqui? – perguntou sem nem ao menos olhar para o homem.
- Eu vim ver se você já estava pronto para o casamento. – disse Naruto, apoiando-se contra a mesa, enquanto observava o moreno abrir um armário e pegar um dos seis pequenos potes, que continham um pó marrom.
Arqueou uma das loiras sobrancelhas. Viciado.
- O casamento é só daqui a quatro horas. – falou Sasuke, como quem diz para uma criança. Finalmente virando-se, e aproximando-se do loiro.
- Eu sei, mas... – os olhos ônix olharam profundamente para os azuis – Óh, okay. Por Deus, eu admito. Queria te ver, satisfeito? – rodou os olhos, sendo recompensado por um meio sorriso malicioso do moreno.
- Quase. – respondeu enlaçando a cintura do loiro, e o prensando contra a mesa com seu próprio corpo.
Segundos depois ambos os lábios se encontraram, provando um ao outro, reconhecendo o sabor do cream cheese mesclado com seus sabores naturais, em uma das dezenas de beijos que os dois homens tem estado trocando desde o dia em que acordaram no hospital. Contudo, por mais beijos que trocassem, por mais amassos que dessem, nunca se cansavam de os repetir mais uma vez, e mais outra, e mais outra. Era viciante, era como uma droga. Que os tornavam dependentes um do outro, que os faziam carrascos de seu próprio amor.
Um dos braços do loiro enlaçaram o pescoço pálido do moreno, enquanto que a outra mão percorria toda a extensão das costas nuas do homem, delineando com as pontas dos dedos músculo por músculo, que já pareciam terem sido decorados anteriormente.
Ainda não haviam tido relações sexuais, o que surpreendia ambos os homens, já que como tudo na relação deles era intenso demais, rápido demais, era de se supor que o sexo aconteceria logo, rápido, forte, intenso. Mas não, e ambos os homens agradeciam por isso, porque o que eles fariam não era sexo, era amor. O mais puro e belo amor.
O moreno apertou mais fortemente seu agarre na cintura do loiro, colando ainda mais os torsos, fazendo Sasuke arrepiar-se singelamente ao sentir o tecido macio do terno roçar contra seus mamilos nus. A mão livre do moreno se apoiou na base da nuca do loiro, puxando e sustentando o encaixe perfeito das bocas.
Quando o ar faltou para ambos, as bocas se descolaram ligeiramente e o ambos os homens sorriram. Sasuke prensou ainda mais o loiro contra a mesa, fazendo o mesmo abrir um pouco as pernas, para ficarem em uma posição mais confortável. Com um sorriso malicioso o loiro impulsionou seu quadril para frente, o chocando contra a pré-ereção, por sob o tecido da toalha, de Sasuke. Sensação essa que fez seu próprio corpo tremer.
- Oi – ronroneou Naruto, com um amplo sorriso.
- Oi – retribuiu o moreno, jogando todo o seu peso para frente, fazendo com que o corpo do loiro se deitasse sobre a mesa, tendo o corpo pálido de Sasuke sobre o seu.
Sasuke começou a distribuir mordiscos, beijos e lambidas, pelo canto da boca do loiro, passando pela bochecha, queixo, se detendo na pequena parte exposta do pescoço bronzeado, se dedicando a dar pequenas mordidas, e chupadas na região, arrancando leves suspiros do loiro, que em desespero por mais contato, enlaçava suas pernas em torno do quadril do moreno.
Ambos os homens gemeram ao sentirem suas pré-ereções se chocarem por sob os tecidos. E com quase desespero, Sasuke começou a desfazer o nó da gravata de Naruto, sem nunca descolar os lábios do pescoço bronzeado. Por sua vez, Naruto mordia e lambia o lóbulo do moreno, puxando com força algumas mechas do cabelo negro, pressionando o rosto do outro ainda mais contra a curva do seu pescoço. Fazendo o Uchiha abafar alguns gemidos excitados em seu pescoço. Quando Sasuke finalmente se viu livre da gravata, que foi jogada de qualquer forma sobre o chão, o moreno passou a abrir os botões da camisa branca, com ímpeto.
- Sasu...ke, cuidado. Roupa. Casamento. – disse Naruto entre arfadas, fazendo com que o moreno, contra sua vontade, desabotoasse os quatro primeiros botões com cuidado, expondo assim a pele bronzeada composta por músculos de Naruto.
Com um sorriso, Sasuke desceu suas lambidas e chupões até a clavícula exposta de Naruto, depois até a metade do esterno. Com cuidado o moreno empurrou o tecido de cima dos mamilos eriçados e eretos de Naruto e lambendo os lábios, Sasuke mergulhou sua cabeça sobre um dos mamilos do homem sob si, os mordendo, chupando e lambendo, enquanto que com a mão brincava com o outro.
Naruto gemeu sonoramente ao sentir a língua do homem sobre seu mamilo, e sem pensar muito se agarrou fortemente aos braços do moreno, e impulssionou seu quadril contra o do outro, começando um movimento de vai e vem por sob os tecidos da toalha e da calça. Sasuke gemeu e soltou o mamilo de Naruto, começando a ajudá-lo nos movimentos de seus quadris, os tornando ritmados, compassados. Em um determinado ponto as bocas voltaram a se unir, e o beijo se tornou mais intenso, mais insaciável do que jamais foi.
O loiro sentia-se cada vez mais excitado, e podia sentir claramente a mesma coisa em relação a Sasuke. Suas mãos apertavam tão fortemente os braços de Sasuke, em busca de apoio, que podia ver os nós de seus dedos brancos, e temendo ferir o Uchiha, Naruto o soltou e jogou os braços para trás, se segurando firmemente nos cantos da mesa.
Ambos os homens podiam sentir o êxtase chegando, quase os alcançando. Faltava tão pouco, tão pouco para sentirem aquela sensação de plenitude. Tal foi a pressa em busca desse final que os movimentos se intesificaram, se tornando mais bruscos, fortes e rápidos. Mais alguns roces e tudo terminaria...
Os homens gemeram na sensação de pré-orgasmo, contudo o dito nunca chegou, já que segundos depois o pote com a substância marrom, caiu da mesa, liberando todo o seu conteúdo no chão.
- Meu... Meu café! – exclamou Sasuke, em uma expressão de puro horror, o que fez Naruto rodar os olhos.
- Teme...
- é.dobe. – disse em quase desespero, saindo de cima do loiro, ficando entre as pernas do homem, enquanto olhava com pesar seu café, agora todo espalhado pelo chão.
- Só você mesmo – o loiro rodou novamente os olhos, e sentou-se sobre a mesa – Acho que acabou o clima. – suspirou e levou as mãos até os botões da camisa com a intenção de fechá-la, contudo foram interrompidas, por Sasuke e seu sorriso malicioso.
- Quarto, agora. – disse simplesmente, puxando o loiro de cima da mesa e capturando seus lábios em outro necessitado beijo, roçando suas ereções uma na outra, e recebendo em troca um suspiro do loiro.
O loiro se deixou ser arrastado para fora da cozinha, pelos corredores do amplo apartamento. Sasuke prendeu com os dentes o lábio inferior do loiro e o succionou, ao mesmo tempo que o Uzumaki levava uma de suas mãos até as nádegas de Sasuke e as apertava com força, ganhando um gemido, que foi abafado pela sua própria garganta.
Antes que ambos os homens percebessem, Naruto já estava imprensando Sasuke contra uma das paredes, passando uma das pernas por entre as do Uchiha, pressionando o joelho contra a ereção coberta do moreno. Uma das mãos de Naruto percorriam os músculos dos braços e peito do homem, enquanto que a outra se direcionava até a toalha, bem presa na cintura, e a retirava. Deixando dessa forma Sasuke completamente nu e a mercê do loiro, que com um sorriso malicioso, passou a curta unha por toda a extensão do membro ereto do outro, fazendo o moreno jogar a cabeça para trás, a batendo levemente contra a parede, gesto acompanhado por um gemido.
O loiro acariciou toda a extensão do membro de Sasuke, percorrendo a veia saliente que pulsava fortemente sobre seus dedos, parando na cabeça do mesmo, lambusando os dedos com o líquido pré-seminal, e logo após passando em torno do resto do membro. Com a boca, começou a distribuir diversos beijos e chupões pelo pescoço do moreno, do qual provavelmente ficaria marcado. Ao chegar no ombro do homem, Naruto depositou um carinhoso beijo sobre o local onde sabia que havia sido o ferimento, o ferimento que salvou a vida de Naruto. Sasuke gemeu e impulsionou o quadril para frente, pedindo por mais, coisa que rapidamente foi atendida pelo loiro, que começou a masturbar o moreno com esmero.
As bocas voltaram a se encontrar, e Sasuke entre fortes gemidos abriu os dois botões do paletó de Naruto, e os restantes da alva camisa. Liberando todo o dorso de Naruto para suas curiosas mãos, que logo se aventuraram a passear pelo peito, costas e por fim no abdômen, onde havia uma pequena trilha de raros pelos loiros, que seguiam apartir do úmbigo até sumirem completamente no cós da calça.
O moreno abriu o botão da calça social negra e logo após desceu o zíper, colocando a mão por dentro do tecido e massageando o membro ereto de Naruto, por sobre a cueca bóxer negra. Naruto gemeu surpreso, o que consequentemente o fez apertar mais fortemente Sasuke, que gemeu junto ao loiro.
Ambos os homens se olharam intensamente e voltaram a se beijarem. Naruto soltou o membro do outro e tratou de livrar-se por fim do paletó e da camisa, junto com as calças, sapatos e meias, as jogando de qualquer forma no chão da sala. Sasuke apertou as nádegas do loiro, e prensou seu corpo contra o do outro, os fazendo gemerem ao sentirem ambas as ereções se chocarem.
Naruto sorriu amplamente em uma densa malícia, e pôs-se de joelhos, distribuindo pequenos beijos na parte interior da coxa do Uchiha, o fazendo suspirar audivelmente. O loiro lambeu o lábio inferior em desejo, e colocou a cabeça do membro do moreno em sua boca, passando a língua ao redor da dureza, arrancando de Sasuke amplos gemidos. O Uzumaki sorriu com o pênis do outro na boca, e penetrou todo o membro do outro, fazendo-o raspar em sua garganta. O Uchiha gemeu ainda mais fortemente, e agarrou os cabelos do loiro, o ajudando nas succionadas, as agilizando para depois as retardar.
- Naruto... – ofegou Sasuke, e antes que o orgamos pudesse vir, Naruto afastou sua boca do membro do homem e ergueu-se.
- Hn... Você é gostoso, Sasuke. – comentou Naruto, lambendo o líquido pré-seminal de seus lábios. – Muito gostoso.
Sasuke começou a empurrar o loiro, o fazendo andar de costas, indo em direção a algum lugar que provavelmente seria o quarto, e entre beijos, lambidas e chupões, os homens chegaram ao corredor principal, que dava para os quartos.
Contudo, inesperadamente, Sasuke girou Naruto e o imprensou contra uma superficie plana e gelada: Um espelho de corpo inteiro, do qual Naruto com seus olhos semi-cerrados, podia ver com perfeição ambas as faces ruborizadas de excitação, podia ver como os cabelos de ambos estavam mais bagunçados que o normal, podia até mesmo ver as recentes marcas que um aflingiu ao outro.
Sasuke pressionou seu corpo contra as costas do loiro, fazendo o Uzumaki sentir sua ereção entre suas pernas, por sobre o fino tecido da boxer. Ambos os homens gemeram com o contato.
- Você é sexy, Naruto. – sussurrou Sasuke, contra o ouvindo do loiro, o lambendo logo após. – Muito sexy.
- Sasuke! – gemeu Naruto ao sentir seu membro ser prensado contra o espelho e o pênis de Sasuke contra suas nádegas.
- Te amo. – disse o moreno, passando a língua pela nuca do loiro, enquanto suas mãos se ocupavam de retirar a bóxer negra, a fazendo descer até os pés do loiro e por fim, deixando à vista as partes baixas do homem.
- Eu... Eu também... AHHHH – gritou Naruto em uma surpresa excitada ao sentir o homem atrás de si ajoelhar-se, e a língua de Sasuke pecorrer a distância das suas costas, passando por cada músculo bem torneado, até chegar na região coccigêneana, da qual não o intimidou.
O Uchiha percorreu a língua por sobre as duas nádegas do loiro, enquanto suas mãos passeavam pelos lados do seu corpo. O Uzumaki empinou o máximo que pôde seu quadril. A língua aveludada do homem, percorreu a curva entre a perna e as nádegas, depositando beijos e mordidas, arrancando ainda mais gemidos de Naruto. Com um amplo sorriso malicioso, Sasuke enterrou sua cabeça na fenda entre as duas nádegas e pressionou os lábios contra a pequena abertura, para logo após distribuir beijos.
Naruto gemeu alto, em um quase grito ao sentir os beijos, e gemeu ainda mais ao sentir os lábios serem trocados pela língua que delineava em torno de sua entrada, a molhando, excitando ainda mais o loiro, que como brinde extra podia ver tudo de relance pelo canto do espelho. O loiro mordeu fortemente o lábio inferior, se impedindo de gritar mais uma vez, quando sentiu a língua do homem o penetrando, suavemente, lentamente, para logo ser substituído pela brusquedão de movimentos e pela pressa. Sasuke retirou a língua da abertura do homem, e soprou na região sensível, antes de erguer-se e colar seu pênis, ainda mais duro que antes, se é que era possível, contra a fenda das nádegas do loiro.
Ambas as respirações falharam.
- Sasuke... Quarto, por favor. – disse Naruto em um gemido, do qual foi prontamente atendido, já que segundos depois o loiro se viu adentrando em um quarto decorado com muito bom gosto, contudo não teve tempo de analisar o ambiente, pois logo ao entrarem já se viu sendo atirado contra a ampla cama de casal, e pressionado entre ela e o corpo nu de Sasuke.
O moreno encaixou seu corpo entre as pernas do loiro, e pegou dentro de uma das gavetas do criado-mudo, um pequeno vidrinho cotendo um líquido transparente. O homem abriu o vidrinho e mergulhou seus três dedos no líquido, os tirando logo após, fazendo o loiro ver o quão viscosos estavam. Sem esperar muito mais, Sasuke acariciou o ventre de Naruto, como em uma massagem, e penetrou um dos dedos, com cuidado, na apertada entrada do loiro, que mordeu o lábio inferior e fechou os olhos, tenso.
Sasuke continuou com as carícias, e passou a distribuir beijos e mordiscos pelo pescoço do loiro, o fazendo relaxar os músculos. Com mais cuidado que anteriormente, Sasuke penetrou um segundo dedo e Naruto gemeu baixamente em dor, com pequenos movimentos circulatórios e calmos, o Uchiha foi alargando a entrada do loiro, até que Naruto gemeu em puro prazer, foi nesse momento que Sasuke penetrou o terceiro dedo, e com a outra mão começou a acariciar o membro ereto do outro.
Com a mesma paciência que havia tido com os outros dois dedos, Sasuke logrou fazer Naruto gemer, e para sua maior surpresa o loiro até mesmo impulsionou-se contra os seus dedos. Sasuke gemeu com a visão de um Uzumaki Naruto, deitado sob si na cama, com o rosto corado, os olhos cerrados, e a boca entre aberta.
- Na...Naruto. – gemeu, e retirou os dedos de dentro do loiro, ganhando em troca um resmungo reprovatório, unido ao brilho luxurioso dos olhos azuis, que agora pareciam ter adquirido uma coloração mais escurecida. O moreno se afastou mais uma vez do corpo do loiro, e pegou de dentro da gaveta do criado-mudo uma pequena embalagem preta, da qual começou a rasgar com os dentes.
- Sasuke? Vo... Você tem um espelho no teto? – perguntou um excitado de divertido Naruto, ao ver o próprio corpo nu refletido contra o espelho. – Seu pervertido. – mordeu o lábio inferior em excitação, ao ver o membro ereto de Sasuke pelo reflexo.
- Não é como se você não estivesse gostando. – disse com um meio sorriso malicioso, enquanto colocava o preservativo em volta de seu membro, o que arrancou uma pequena sobrancelha arqueada do loiro.
- O que você está fazendo?
- Camisinha? – perguntou como se fosse óbvio, voltando a se recostar sobre o loiro, dando ao último uma privilegiada visão de seu traseiro, o que fez Naruto suspirar em excitação.
- Você quer usar ela?
- Bem... Não, mas você...
- Nem eu. – disse olhando diretamente nos olhos negros. – Eu confio em você e sei que nada de mal me aconteceria com você.
- Naruto... – sussurrou emocionado.
- Apenas, esqueça isso. – falou o loiro, levando ambas as mãos até o membro duro e inchado do homem, e retirando a camisinha inutilizada e a jogando no chão. – Eu quero você. Só você. Agora. – o loiro abriu ainda mais as pernas, dando mais espaço para Sasuke que sem questionar colocou a cabeça de seu membro contra a entrada do loiro, fazendo seu pênis ir penetrando centímetro a centímetro, com todo o cuidado possível, contudo sem poder evitar os gemidos de dor de Naruto.
"É o meu maior desejo..."
Sasuke gemeu longamente ao sentir-se inteiramente dentro do loiro, que sob si arfava, e receiava sequer mover-se. A dor era estraçalhante, parecia lhe rasgar ao meio, lhe cortar em dois. Mas quem estava alí dentro dele, com ele, fazendo amor com ele, era Sasuke, e isso era mais que o suficiente como que para sentir-se feliz pela dor.
"Você realmente é diferente."
Sasuke sentia como a entrada do loiro se apertava em torno de si, sentia como o calor o acolhia, como o tragava para uma dimensão que nem ele mesmo sabia existir. O Uchiha não negaria que estava inseguro, não negaria que tinha medo de ferir o loiro. Nunca havia feito algo assim com um homem antes, era a primeira vez de ambos, mas algo dentro de si lhe dizia que estava fazendo o certo, que não o machucaria.
"Almas gêmeas estão unidas para todo o sempre..."
Não o machucaria, porque o amava acima de tudo, acima até mesmo de si próprio, porque sabia que ele e Naruto sem completavama, eram perfeitos um para o outro, porque sabia que se amavam, porque sabiam que depois de tudo o vínculo deles era muito mais forte do que o de simples almas gêmeas.
"É o meu maior desejo..."
Naruto mordia com força o lábio inferior, e apertava os bíceps de Sasuke com ímpeto. A dor era lacinante. Ao olhar para o rosto normalmente inexpressivo do Uchiha, observou como a testa de franzia em concentração, como os lábios estavam fortemente apertados um contra o outro, como a pele normalmente pálida se encontrava ruborizada, como os cabelos estavam mais bagunçados que o normal, como os lábios estavam incrivelmente inchados e vermelhos, e como o membro dentrod e si pulsava. Era mais que óbvio que Sasuke estava fazendo uma tremenda força para não se mover e não o machucar.
"Eu... Infernos. Por que você sempre tem que tornar tudo mais difícil, hem?"
Naruto gemeu em prazer, e rodeou os quadris de Sasuke com suas pernas, aproximando ainda mais ambos os corpos, Sasuke também gemeu e não demorou a perceber o pedido mudo para que se movimentasse. Sem aguardar um segundo pedido, o Uchiha começou um vai e vem lento e compassado, com medo de ferir Naruto.
O loiro era apertado, difícil de se mover e por isso mesmo mais prazeroso. Pouco a pouco a intensidade foi aumentando, até que ambos estavam envolvidos em estocadas cada vez mais fortes, bruscas, duras e intensas.
"Eu também. Eu também te amo muito, teme."
Sasuke estocou em um determinado ponto que fez Naruto gritar de prazer, e apertar suas paredes em torno do membro do moreno, o fazendo gemer em coro com o loiro. Era incrível como podiam estar daquela forma, juntos, felizes, sem preocupações. Era incrível saber que o amor deles era possível, era incrível saber que tudo parecia se encaminha para um final feliz.
"Eu...Eu tenho certeza que já nos encontramos antes, e eu... eu sei que na próxima vida nós poderemos..."
O moreno continuou a estocar naquela mesma área onde estava a prostata do loiro, cada vez mais forte, mais intenso. Uma das mãos do moreno foram para o membro de Naruto o masturbando na mesma velocidade que o penetrava, fazendo o loiro gemer ainda mais e soltar-se dos braços de Sasuke, e passar a acariciar com ímpeto o peito e o abdômen bem feito do homem. Ambos os lábios se encontraram com ímpeto, com força, com paixão, desejo, confiança, arrogância, com amor.
"Eu estava preocupado."
Ambos os homens sentiam um calor percorrer seus corpos por completo, sentiam seus braços e pernas queimarem em excitação. Em uma última e forte estocada, ambos os homens arquearam as costas e expeliram seus sêmens ao mesmo tempo.
"Nós vemos na próxima meu amor. Amo-te."
Sasuke se deixou cair sobre o corpo de Naruto. Ambos os homens arfavam violentamente, a intensidade do orgasmo fora tanto que ambos duvidavam que um dia poderiam voltar a se mecherem.
- Wow, isso foi... – começou a dizer Naruto, vários minutos depois.
- É, eu sei. – disse Sasuke, impulsionando-se para o lado e saindo de cima de Naruto.
- Que horas são? – perguntou o loiro repentinamente.
- Hn... – o moreno inclinou a cabeça para o relógio que havia sobre o criado-mudo. – Temos ainda duas horas e meia antes do casamento do Itachi e da Temari.
- Hn... – Naruto olhou para Sasuke com um amplo sorriso, que foi retribuido pelo moreno. – Deveriamos tomar um banho – comentou o loiro inocentemente.
- Sim, um longo banho. – ambos os homens ergueram-se da cama.
- Hey, teme!
- Uhn? – indagou Sasuke indo em direção ao banheiro acoplado ao quarto, sendo seguido pelo loiro.
- Você tem lubrificante, é? – questionou sarcástico, podendo ver uma leve cora aparecer nas faces do moreno.
- Cala a boca, dobe. – bufou contrariado, rodando os olhos.
E Uzumaki Naruto tinha certeza, que seguir o traseiro nu, de um irritado Uchiha Sasuke seria extremamente... Prazeiroso.
0o0o0o0
Oitenta anos depois...
- Você já soube sobre o quatrocentos e doze? – perguntou uma mulher de baixa estatura, e aparência jovem, vestida toda de branco, com um pequeno crachá indicando seu nome e sua função como enfermeira do horpital.
- Quer dizer, do casal Uchiha-Uzumaki? – uma outra mulher, muito parecida com a anterior, questionou com um amplo sorriso, enquanto sorvia um gole de seu café.
- Sim. Soube que eles decidiram se 'desligarem'? – indagou ansiosa por uma fofoca.
- Soube, a Dr. Rukia comentou algo. – disse com um sorriso ainda maior – Acho tão lindo isso!
- Nya, eu também. Afinal não é todos os dias que vemos algo do tipo, quer dizer, eles são um casal gay que está junto a quase oitenta anos, e mesmo assim continuam se amando... Porque para fazer tal coisa... É lindo. – os olhos da mulher brilharam.
- Uhum. Mas eu sinceramente pensava que os sobrinhos não iam permitir, afinal a decisão estava nas mãos deles, mas depois do contrato izentando o hospital de qualquer coisa que viesse acontecer...
- Bem, desde o início eu sabia que eles permitiriam. Quer dizer, apesar da idade aqueles dois ainda estão bem sãos, além do que o sobrinho e os sobrinhos netos deles parecem realmente entender que esse é o maior presente que eles podem dar para os tios, até juntaram as camas deles, imagine só...
- Bem, talvez você esteja certa, mas... Deus, eles podem ter mais de cem anos, mas continuam... Esqueça, você vai me chamar de tarada. – a enfermeira suspirou resignada, enquanto que a outra limitou-se a rir.
- O que? Que eles são incrivelmente lindos? E que quando eram mais jovens deviam ser dois pedaços de mal caminho? Querida, se isso você chama de ser 'tarada', sinto te avisar que todas as funcionárias deste hospital também são.
Ambas as mulheres riram, sabendo o quão corretas eram suas palavras.
0o0o0o0
Dentro do quarto, onde a porta sustentava uma pequena placa com o número quatrocentos e doze, haviam dezenas de aparelhos espalhados, com diversos fios se entrecruzando até chegarem ao seu destino nos dois homens deitados nas camas unidas.
O homem de cabelos branquíssimos, olhos incrivelmente negros, pele extremamente pálida e repleta por pequenas rugas e saliências, tinha seu braço livre dos aparelhos médicos, rodeando os ombros do outro homem de cabelos igualmente brancos, expressivos olhos azuis, e pele nas mesma circunstancias, se não fosse pelo ligeiro tom bronzeado. O último tinha sua cabeça apoiada contra o ombro do outro.
Depois de muito discutirem nos últimos dois meses em que estavam naquele quarto de hospital, finalmente os médicos cederam aos pedidos dos sobrinhos e os haviam permitido unir ambas as camas hospitalares de solteiro, formando uma única. Grande e ampla cama.
Nenhum dos dois homens se imaginou poder viver por tanto tempo, nem ao menos planejavam viver mais do que quarenta anos, e lá estavam ambos com seus cento e sete anos, lúcidos, capazes de falarem por si sós, por pensarem por si sós, e até mesmo caminharem por si sós, com dificuldade, mas conseguiam. Contudo, a única coisa que sabiam que iria acontecer e que sorriam por se verem certos, era o fato de permanecerem juntos mesmo depois de todos esses anos.
Ambos puderam ver os primeiros fios brancos surgirem um no outro, as primeiras rugas brincarem em suas peles, outrora tão lisas. Claro, que nenhum dos dois homens negariam que quando tal coisa ocorria sempre era motivo para piadinhas, para brincadeiras. Mas acima de tudo, ambos os homens nunca negariam que sentiam-se preenchidos toda a vez que descobriam uma nova marca que a velhice lhes proporcionava, quando descobriam pequenas marcas de expressão onde antes não haviam, quando viam o quão debilitados ficavam com o passar dos anos, como podiam observar o mundo mudar a sua volta, sempre juntos, sempre unidos, sempre recordando tudo o que havia se passado, sempre deixando na memória a vívida lembrança de um passado que por mais atribulado que tenha sido, permanecia sendo seus passados, algo que apenas eles compartiam.
Ninguém poderia descrever as emoções que Sasuke e Naruto sentiram quando seguraram nos braços pela primeira vez o primogênito de Itachi e Temari, nem quando seguraram o segundo filho do casal. Ninguém poderia descrever os sentimentos de Sasuke quando viu pela primeira vez em anos sua mãe livre, quando viu seu pai pagando por tudo o que fez, quando viu que Naruto sempre estaria ao seu lado. Ninguém poderia descrever as sensações que ambos os homens sentiram quando o filho de Gaara e Hinata nasceram, ou então quando Gaara admitiu à Sasuke o quão viciado se tornara em café. O que gerara diversos risos por parte de Naruto.
Ninguém poderia descrever o quão angustiante fora ver Sakura se debater em uma camisa de força quando que por acidente havia visto Naruto enlaçando a cintura de Sasuke pela porta esquecida entre aberta. Ninguém poderia descrever o quão duro fora para ambos os homens irem ao enterro de cada uma das pessoas que lhes foram importantes: Primeiro Jiraya, depois Mikoto, logo foram Itachi, Temari, Gaara, Hinata, o primogênito Uchiha-Sabaku. O quão duro fora ver Sakura em seus últimos momentos de vida rogando para que encontrasse Sasuke, para seja lá onde ela fosse, implorando a Naruto perdão por ter feito o que fez, em seu último lapso de sanidade.
Ninguém poderia descrever, o quão gratificante fora receber o amor e o apoio de seus sobrinhos e sobrinho-netos, o quão gratificante fora para Naruto ter sido aceito pelos Uchihas como parte da família, como realmente o companheiro de Sasuke.
Os anos que se passaram não foram apenas risos, muito menos apenas lágrimas, mas com certeza foram anos tão incrivelmente importantes, onde ambos os homens amadureceram, entenderam muito mais da vida, compreenderam o quão efêmeros podem ser os seres humanos, e o quão duradouros podem ser os verdadeiros sentimentos.
Os olhos ônix chocaram-se contra os safiras, tão intensamente que nem ao menos se lembravam que estavam em um hospital, mergulhados em algo muito mais profundo, em uma conversa muda, que sempre tiveram o dom de ter, e que os anos apenas aperfeiçou.
As lembranças giravam dentro das mentes dos homens como um turbilhão prestes a explodir, as recordações de tudo o que passaram para chegarem aqui, de tanto horror que suportaram, e tudo por terem dado o estouro inicial. Mas por muitos anos não havia mais existido Orochimaru e sua obsseção, nem mais sequestros, nem mais separações.
Cada briga que ambos tiveram durante todo o tempo em que permaneceram juntos ainda eram lembradas, mas não como fraquezas em sua relação, e si como combustíveis que davam impulssão a algo tão real e verdadeiro, que fortaleciam os laços, que não os deixavam cair na monotônia.
Nada havia sido flores, mas muito menos apenas espinhos. Havia um equilibrio, havia algo que passava do carnal, que passava do emocional, era como se o que eles tivessem fosse celestial, e era isso que os faziam sorrir quando viam o quão perto estavam da eminente morte. Morte da qual agora queriam abraçar.
- Os senhores estão prontos? – questionou uma enfermeira que adentrava ao quarto, chamando finalmente a atenção dos homens, que apenas assentiram. – Teem certeza? Acredito que seus sobrinhos-neto não se oporiam em cancelar a papelada e... – perguntou em uma última tentativa de os fazerem desistir.
- Sobrinhos-neto? – perguntou o ex-loiro, em uma voz enrouquecida, contudo não menos musical – Quem demônios diz sobrinhos-neto? Não é mais fácil dizer apenas... sobrinhos? Se bem que se fosse só sobrinhos, não poderíamos distinguir entre os sobrinhos e os filhos dos sobrinho, mas mesmo assim...
- Dobe, a enfermeira não quer saber suas divagações – o ex-moreno rodou os olhos.
- Afff, teme. – os olhos safira rodaram.
- Não faça 'aff' para mim, dobe.
- Pare de resmungar, isso é coisa de velho. – disse Naruto olhando diretamente para o outro.
- Óh, sério? – o Uchiha arqueou uma das sobrancelhas para o loiro - Bem, então só para te informar: Nós somos velhos, idiota. – a enfermeira mordeu o lábio inferior, tentando a todo custo segurar a gargalhada.
Sempre era assim, não importava qual enfermeira estivesse os atendendo, sempre presenciavam cenas hilárias como aquelas. Ao princípio se preocupavam que pudessem se tornar brigas realmente sérias, mas com o passar dos dias perceberam que nada mais era do que o jeito dos homens se tratarem, jeito de se expressarem, de manterem a vida alegre.
- Eu não sou velho. – o Uzumaki fez um biquinho emburrado.
- Não? E esses cabelos brancos são o que?
- Hn... Charme? – tentou Naruto.
- Velho esclerosado – Sasuke rodou os olhos, e a enfermeira levou um dos dedos a boca, o mordendo, a todo custo tentando segurar o riso.
- Velho caquético. – mostrou a língua.
- Caquético, é? Pensei que até alguns dias atrás você dissesse "óh, Sasuke, mais rápido, mais forte, Hn, assim mesmo". – o sarcásmo era palpável, assim como a malicia.
- TEME! – exclamou o loiro corado, ao mesmo tempo em que a enfermeira desatava a rir, gargalhando o mais forte que seus pulmões suportavam, fazendo ambos os homens finalmente se lembrarem da mulher ao lado da cama.
- Eu... – a enfermeira respirava agitadamente por culpa do riso, que aos poucos cessava – Me desculpem, mas é que...
- Compreendemos. – disse Sasuke rapidamente, em um tom gélido, o que fez a moça relembrar-se de seu trabalho.
- Enfim, podemos começar?
- Sim. – respondeu seriamente o Uzumaki, pela primeira vez desde que a mulher havia começado a tratá-los.
- Bem, como foi avisado anteriormente, eu irei aplicar uma generosa dose de morfina diretamente no pulso de vocês e desligarei os aparelhos. Logo após, haverá um aceleramente nos batimentos de vocês e por conclusão segundos depois um infarto – a mulher suspirou – Vocês tem realmente certeza? Vocês ainda podem viver por muito tempo.
- E arriscarmos de um morrer antes do outro?
- Nunca. – respondeu o ex-loiro. – Estaremos felizes sabendo que nossos últimos momentos foram juntos. – a enfermeira limitou-se a sorrir compreenssivamente.
- Espero um dia encontrar alguém que eu ame e que me ame, como vocês dois se amam.
- Você encontrará. – assegurou Naruto sorridente.
- Obrigada. – sorriu amavelmente, logo após repondo sua expressão profissional – Vamos começar. – afirmou, começando a desligar aparelho por aparelho, e retirando todas as agulhas e fios conectados nos corpos dos homens.
- Será que nossos sobrinhos vão vir? – questionou Naruto, fazendo uma careta com a sensação da agulha sendo retirada de sua veia.
- Acho que não. – deu de ombros levemente – Eles acham que esse último momento é só nosso, eles me disseram ontem. – completou o ex-moreno.
- Bem, eles tem razão.
- Sim. Eles tem. – esboçou um meio sorriso torto.
- Muito bem. Irei injetar a morfina. Desejo para vocês sorte, para onde quer que vocês forem.
- Obrigado. – lhe sorriu Naruto.
A mulher pegou duas seringas cheias de um líquido incolor, e aplicou em cada um deles uma das seringas, diretamente na veia da pulsação de ambos os homens.
- Vocês devem ter cerca de três minutos antes que... Bem, vocês sabem. – disse um tanto reticente - Acho melhor os deixarem a sós. Com licença. – sem mais palavras a mulher retirou-se do quarto, deixando os dois homens a sós.
- Sasuke... – Naruto se aconchegou melhor nos braços do Uchiha.
- Uhn? – questionou Sasuke, olhando para um ponto qualquer na parede branca em frente a ele, assim como Naruto.
- Para onde você acha que vamos?
- O que quer dizer com isso? – o agarre no ombro do ex-loiro se intensificou.
- Você se lembra daquela visão, não é? Daquela mulher falando para o Orochimaru.
- Sim, eu me lembro. – suspirou com a lembrança.
- Ela disse que todos aqueles que tem conhecimento de suas vidas passadas, terão suas almas aprisionadas e...
- Se arrepende de escolher morrer ao meu lado?
- NÃO. Nunca me arrependeria disso, você sabe. – um pequeno sorriso se formou nos lábios do loiro, para logo após se desfazer - Mas eu realmente penso nisso... O que acontecerá com nós? Teremos nossas almas aprisionadas, ou reencarnaremos novamente? E se reencarnarmos será que será juntos, mesmo depois de esgotadas as malditas sete vidas? Eu tenho medo de ficar longe de você – mordeu levemente o lábio inferior.
- Naruto, não pense tanto. Ninguém pode saber qual será seu destino ao morrer. Lembra o que a velha disse? Apenas o destino sabe os seus próprios designos.
- Eu sei, mas... – os olhos safira se encontraram com os ônix, e tudo lhe pareceu fazer sentido. – Entendo. Você tem razão. Não importa para onde iremos, nem o que acontecerá. A única coisa que importa é que continuaremos...
Ambos os homens sentiram seus batimentos acelerarem repentinamente, de forma que até mesmo respirar lhes parecia difícil.
- ... Para todo o sempre... – continuou o Uchiha.
Os homens sentiam seus corpos se amortecerem, e perderem a sensibilidade. A pulsação aumentar vertiginosamente.
- ... Juntos. – concluiram em uníssom, dando as mãos.
E por fim, o coração desacelerou, a pulsação cessou, e ambos os olhos se fecharam. Se fecharam pela última vez, e mesmo não sabendo para onde iriam, de algo ambos os homens estavam certos: Seja onde for, eles estariam juntos, e era isso, somente isso que importava. Nada mais.
No dia sete, do mês sete, do ano de dois mil e oitenta e sete, jaziam mortos os corpos de Uchiha Sasuke e Uzumaki Naruto.
Ambos os homens tiveram sete chances, sete escolhas, sete oportunidades e apenas um motivo para continuarem a viver: O desejo de poderem se reencontrar. Mas acima de tudo, Sete foram seus carmas, Sete foram suas perdições, Sete... Sete eram suas redenções.
Fim
0o0o0o0
Notas da Autora: E aqui acaba 7 Vidas, meu Deus acho que vou chorar. Um ano e quatro meses depois 7 Vidas se encerra, eu sinto que esse epílogo poderia ter sido melhor, mas enfim. Sei também que muitos queriam um final feliz, e bem, na minha opinião este foi. O que pode ser mais 'happy end' do que morrer junto com o seu amor? /dramática. Mas enfim, mesmo não tendo ficado como eu quis, sinto por esse epílogo um sentimento reconfortante, não sei porque. Deols, nunca cheguei a pensar que um dia 7 Vidas terminaria D: /fato.
Quero pedir desculpas por qualquer erro de português, pois esse cap foi betado por mim em uma madruggada, então... Vocês devem imaginar o quão acordada eu estava d:
Bem, eu quero agradecer a todos que acompanharam 7 Vidas. Em especial a Nah-chan – quem me incentivou a escrever – a Kisa por ter me suportado em meio as minhas crises oaksoas, a Vick que nos últimos tempos me aguentou/betou alguns caps para mim, mas acima de tudo quero agradecer a todos aqueles que comentaram, até mesmo aqueles que não o fizeram, mas que ao menos leram. Verdadeiramente obrigada. É muito gratificante saber que eu terminei a minha primeira fic e que houve gente que me acompanhou nessa caminhada, mais uma vez Obrigada.
Então, só para não perder o costume: Reviews? XD
Beijos ;*
Respostas as Reviews: Através do reply review, exceto as anônimas a baixo, das quais eu pediria que deixassem seus e-mail – com espaçamente para o ff não deletar – para que eu possa respondê-las caso mandem neste último cap. Obrigada \õ
: Olá! Bem, eu não sei se deixei pontas soltas, mas espero ter 'amarrado' todas elas D: Eu tbm, odeio quando estou lendo algo e no final eu digo "puts, mas e aquela personagem..." sempre enlouqueço D: Admita, fugaku merecia u.u afinal, que pior final para aquele que queria tudo acabar sem nada? Foi irresistível fazer o itachi humilhar/socar ele *-*
OAKSOAKSAOK Itachi hetero? ... Cara, admito que o Itachi para mim é bi u.u tipo, ele encaixa com homens e com mulheres... Itachi safadenho -
Bem, sobre a Sakura eu só tenho uma coisa a dizer: Sinto mta pena mais erronea que ela tenha sido, ela fez pelo sonho de um dia vir a ser feliz d:
Obrigada por comentar e espero que vc tenha gostado do cap 17. Afinal ele é o último e arg, nem me fale em dor, nunca cheguei a pensar que 7 vidas um dia fosse terminar D:
Beijos ;*
I'м. ̽ Λмα'αн: Olá! Nya, Itachi não é mal. Só vingativo/sexy/perfeituoso. Arg, nem fale em saudades, eu nem posso acreditar que 7 vidas tenha acabado, sério, eu tinha a ilusão de que ela se tornaria eterna ç.ç mas acho que o deus do yaoi não quis atender a essa pobre autora e decidiu salvar as leitoras disso oaksoaksa Enfim, pelo menos fica o gostinho de: Ahhh, a fic está completa pelo menos oaksoaks! Sobre a Sakura, pena era o que eu queria realmente passar, e bem, acho que esse finale ra inevitável para ela, mas sabe, no final das contas eu admiro muito a Sakura, pq ela entrou tudo pro sasuke até a sanidade só para se iludir que teria um final feliz. E Fugaku limpando o chão foi uma das cenas que eu mais adorei fazer, pronto falei! oaskaoksa E coitada da enfermeira mesmo... Se bem que ver uchiha sasuke e uzumaki naruto não é questão de sentir pena é mais de se dizer 'sua sortuda', enfim, eu quero agradecer por todos os comentário e tudo mais. Eu espero que vc tenha gostado do epílogo e obrigada por acompanhar tão assiduamente a fic. Esta leitora agradece. Beijos ;*
Nikamura Madoka: Olá! Wow, tudo em um dia? Certo, acho que posso dizer para mim mesma 'ela gostou' oaskaoksa A ideia não foi brilhante, na vdd foi até clichê, mas admito que a ideia me encanta .falar! Bem, a minha intenção era realmente fazer os leitores sentirem pena da sakura, mas a cima de tudo fazer todos perceberem que ela corajosa, corajosa ao ponto de aceitar se entregar nos braços da loucura para tentar acreditar em um happy end. Espero que vc tenha gostado do cap e obrigada por comentar e tudo mais. Beijos ;*
Paula: Olá! Faz tempo que não 'vejo' vc por aqui XD Obrigada pela review, espero que vc goste do final dado a 7 vidas. Beijos ;*
Caio-kun: Olá! Oin, fico feliz que 7 vidas e sua estória tenha lhe agradado, feliz mesmo XD A cena da Sakura te comoveu? Bem, ainda bem! Essa era minha intenção, sabe? Mostrar uma Sakura indefesa, entregue as mãos de um sanatório e tudo mais, e bem eu não sei se essa é a única fic com um final do tipo para a sakura, mas uma coisa eu sei: Não conseguiria ver outro final para ela a não ser a loucura completa e por isso mesmo que eu sinto dizerte, mas eu não consigo ver uma sakura recuperada, na minha visão a loucura é a única forma dela achar que tem um final feliz, por isso ela mesma não luta contra isso, ou algo assim d: OAKSOAKSA Bem, vc pode mandar reviews em qualquer cap eu sempre respondo, posso demorar, mas a resposta sempre vem, acho injusto alguém perder o tempo escrevendo uma review e o autor não responder, injusto e mto egocêntrismo D: Tbm fico feliz que vc tenha aprovado o assunto da reencarnação, admito que eu fiz mtas, mtas mesmo mudanças na crença original e por isso eu tinha medo dos leitores rejeitarem '-' Eu espero que vc tenha gostado deste epílogo e da fic em geral, e quero agradecer por ter lido e comentado. Obrigada mesmo. Beijos ;*
A.B.M. Potter: Olá! Fico feliz que vc tenha gostado da fic e não, eu não irei quebrar a promessa. Cap 17 tem lemon sim, e um lemon de umas 11 páginas, aoskaoskaoksaoksa Ui *-* Bem, 7 vidas está att, espero que gostes e obrigada por ler e comentar a fic. Beijos ;*
