Capitulo 2 – Ruínas (Editado)
- Eu...
- Vamos...Diga que quer fazer comigo... – Ele sussurrava em meu ouvido, aquilo me arrepiava.
De repente fomos interrompidos por um barulho na porta, eram os pais de Peter.
- Filho, comprei um tênis pra você, acho que você vai gostar, pega lá na sala Steve.
Os pais de Peter eram simplesmente perfeitos. Eram compreensivos, carinhos, atenciosos, e alem de tudo eram gays! Aquilo era fascinante.
Por um lado eu até gostei dos pais de Peter terem chegado naquele momento, mas logo em seguida me arrependi de não ter me entregado a Peter, eu sentia algo inexplicável por ele...Antes eu pensava que era uma atração, mas uma semana depois do nosso primeiro beijo eu percebi o quanto eu estava apaixonado por ele.
Era aniversario de Peter, e apesar da festa estar muito divertida nós não nos sentíamos a vontade.
Estávamos na mesa e Peter passava suas pernas entre as minhas, aquilo me deixava corado, mas eu adorava.
- Roy...Vem cá...- Ele disse se levantando e pegando na minha mão.
- Hã?
- Vamos até a cozinha. – Peter me levou até a cozinha e logo que chegamos percebi que estávamos sozinhos, Peter me jogou sobre a mesa e me beijou ligeiramente.
Conforme os dias se passavam, eu e Peter estávamos cada vez mais próximos, porem, numa segunda-feira Peter simplesmente me virou a cara.
Eu estava no pátio quando o vi chegando, ele me olhou e seguiu em outra direção. Assim seguiu durante o dia todo, Peter me evitava, logo não atendia o celular, me ignorava na Internet e o pior de tudo, fingia não me ver.
Aquilo foi repentino demais, nos estávamos perfeitamente bem e do nada ele simplesmente muda completamente, fiquei arrasado.
Dali em diante as coisas começaram a piorar, eu dizia a meus pais que ia estudar na casa de um amigo quando saía com Peter, e eles começaram a pensar que eu havia relaxado no colégio e passaram a pegar ainda mais no meu pé.
Mas eu não conseguia parar de pensar em Peter, e principalmente no porque daquele comportamento.
Durante uma aula de educação física, me envolvi numa briga com um aluno, seu nome era Kelvin ele muito popular na escola e pior, era amigo dos garotos mais perigosos.
Tudo começou quando eu ataquei a bola de vôlei em Kelvin que estava na arquibancada.
- Seu idiota, ta cego?
-...
- HEIN? – Disse Kelvin se aproximando e me encarando. - Eu não era de brigar, mas naquele dia...
- Foi mal.
- Foi mal? Seu retardado vai se fuder! Não pense que isso ficará assim!
E sem pensar eu o empurrei e gritei:
- JÁ DISSE QUE FOI SEM QUERER CARALHO!
E começamos a discutir, porem Kelvin era forte e andava sempre em grupo, e me avisou:
- Te pego na saída! Você me paga!
Droga estava tudo indo de mal a pior, e ainda por cima eu ia apanhar! Ninguém mexia com Kelvin, ele era extremamente briguento e sempre fazia o que falava.
Bate o sinal, enrolei um pouco antes de sair...Mas logo que saio da escola do de cara com Kelvin e uma banca...Céus.
Continua...
