Capitulo 15 – Amor verdadeiro.

Eu me levantei e comecei a dizer tudo o que sentia em meu coração para Michael.

- Sabe Michael...As coisas...Elas...Elas não são simples assim! Olha só...O fato de eu amá-lo não convém só a você, mas também a mim! Puxa, eu lutei anos e anos pra poder ficar ao lado dele e...

- Talvez seja o momento de parar de lutar e apenas ser feliz.

- NÃO...Não...Eu o amo desde o colegial...Não é simples assim...Eu tomei tapas, surras, ouvi humilhações, me afastei de meus amigos, fui para um colégio interno, fui enganado, sofri, vim parar aqui...Porque o amo. Não me importo se você acha que ele não me ama, eu acredito no amor dele...Mesmo que pra ele as coisas sejam mais simples tendo pais mais fáceis de lidar, alias bem mais fáceis...Mas eu prometi a mim mesmo que enfrentaria tudo o que surgisse pra ficar com ele. Não me importo de ficar aqui um ano...Porque quando eu sair daqui eu já não vou precisar voltar para a casa do meu pai, vou viver com ele...Vou amá-lo e ser amado por ele.

Michael me olhou por alguns instantes, parecia engasgado e querendo me dizer algo, mas permaneceu calado e foi dormir.

Alguns dias se passaram e Michael não tocou mais no assunto, e assim se seguiu por semanas.

Um dia logo cedo um soldado bateu na porta de nosso quarto enquanto de costume Michael me ensinava as línguas dos paises que enfrentariamos na guerra.

- Com licença.

- Pois não?

- Avise o Roy que o coronel quer vê-lo.

- Ok.

O soldado ficou parado a porta enquanto eu me trocava ao lado da beliche, e quando vi que ele me observava corei. Michael logo fechou a porta.

- Esses soldados...

- O que será que o Coronel quer comigo?

- Bem...Já faz um mês que você está aqui não é?

- Sim...

- Então...Ele provavelmente quer ver como você está.

Michael disse aquilo de forma muito estranha, como se estivesse me escondendo algo.

- Michael?

- Sim.

- É só isso mesmo? Não sabe demais nada?

- Claro...Claro.

Ainda desconfiado resolvi ver o que o coronel desejava comigo. Antes de sair dei uma olhada pra trás e vi que Michael parecia muito nervoso.

Chegando em sua sala logo que bati ouvi sua voz me mandando entrar.

- Pois não senhor?

Logo que entrei na sala, percebi que aquele não era o mesmo coronel que eu havia visto aquele dia, porem achei melhor não falar no assunto. O coronel que estava de cabeça baixa lendo um papel, ao levantar seu rosto ficou parado por instantes me olhando.

- É mesmo como dizem...Perfeito.