Parte 3.
Cuddy sorriu ao ver o membro do homem já exposto e completamente ereto. Observar que ela era o motivo de tamanha excitação despertava um sentimento de satisfação e até felicidade, pois naquele momento descobriram o quanto se desejavam mesmo depois de décadas. Com os pensamentos numa noite a qual ocorreu há vinte anos, Lisa passou a ponta do seu indicador no meato do homem, fazendo-a arrepiar com o toque. House levantou-se da cadeira e abaixou a calça juntamente com a cueca até os joelhos, e a médica empurrou-o para continuar sentado. A perna do homem respondeu pelo movimento inesperado, mas diante das circunstâncias nenhuma sensação dolorosa superaria o anseio por um dia de realizações com aquela mulher.
Lisa levou seu polegar até a língua, umedecendo-o com sua saliva e, sensualmente, mordeu o lábio inferior enquanto guiava a mão até o sexo do homem. A médica roçou o dedo sobre a cabeça do órgão, levando a umidade para o local. O contraste térmico entre o membro fervente e o líquido frio devido ao contato com o oxigênio fez o pênis do infectologista pulsar ao passo que um arrepio ansioso espalhava-se desde o fim da barriga até o coração, fazendo-o refletir sobre como se tornava vulnerável diante de qualquer toque daquela mulher.
Sorrindo, Cuddy pegou o spray no chão e cobriu todo o sexo do homem; como se enfeitasse um bolo, a mulher deixou o creme cair ao redor do órgão, cobrindo-o até a cabeça. House riu satisfeito com o fetiche. A médica deslocou-se ajoelhada até a cadeira com o prato de cerâmica branco, pegou uma das frutas e retornou a sua antiga posição: de frente ao infectologista. Com um olhar malicioso, Lisa passou o morando no meato do médico, limpando o chantilly do local e levou até a boca, onde mordeu metade da frutilha. Gregory soltou um gemido abafado e ela percebeu um pouco da excitação dele sair do orifício do pênis e escorrer pela cabeça, formando uma mistura menos homogênea ao unir-se com o creme.
Satisfeita, Cuddy levou a fruta – já pela metade – até o sexo do homem novamente e passou desde a extremidade do escroto até o meato, absorvendo assim grande parte do creme e da excitação corrente dele. House arregalou os olhos para contemplar cada ato da médica e segurou na borda do acendo da cadeira ocupada por ele. Lisa levou o morango coberto de chantilly e libido até a boca, devorando-o em segundos ao passo que emitia um gemido de aprovação daquele sabor. Sem conseguir controlar seus desejos, Gregory levou a mão direita até a cabeça da mulher, emaranhou seus dedos nos negros cachos dela e, com um olhar suplicante, implorou-a silenciosamente por mais enquanto puxava-a lentamente para perto de seu membro ereto. A endocrinologista deixou-se ser guiada pelo médico; quando estava bem próximo de seu pênis, ela colocou a língua para fora e deu uma leve lambida na lateral, sugando um pouco do creme, e afastou-se rapidamente a fim de desvencilhar-se das mãos dele.
- Devagar... – sorriu sedutoramente enquanto se afastava alguns centímetros do médico.
House fechou os olhos e bufou exausto enquanto erguia uma das sobrancelhas e fazia uma de suas caretas peculiares; quem o visse, consideraria a hipótese de estar lembrando-se de algo muito ruim.
- O que foi? – Lisa indagou com um riso desconfiado.
- Estou imaginando o Bush seminu fazendo um strip em rede nacional.
Cuddy gargalhou.
- Que nojo! Por que está imaginando isso?
Ele abriu um olho e permaneceu com o outro fechado.
- Ainda pergunta? – Abriu o outro e aproximou-se dela. – Se você continuar com essa tortura ou você me mata, ou terei um ejaculação precoce, portanto...
A gargalhada dela ecoou pelo apartamento.
- Adorei a técnica de autocontrole... – Sorriu. – Mas não precisa disso... Se quiser é só dizer que eu paro... – Exibiu um semblante inocente enquanto passava a ponta do dedo sobre a cabeça do membro dele, retirando todo o creme do local e levando-o a boca.
House gemeu.
- Nem pense nisso! – Alertou de olhos fechados enquanto ainda sentia o recém toque da mulher sobre seu sexo.
Lisa sorriu e passou dois dedos sobre seu sexo, absorvendo toda excitação corrente; o homem apenas fitava-a admirado. A mulher passou os dedos melados sobre seu lábio, sem ingeri-lo, e levantou a fim de aproximar-se do homem para beijá-lo. O sabor dela espalhou-se pelas bocas através do beijo, despertando em ambos uma ânsia crescente pela unção de seus corpos.
A médica finalizou o beijo e ajoelhou-se novamente na frente dele; abrindo as pernas do infectologista cuidadosamente, ela se encaixou entre essas. House fechou os olhos e pousou as mãos entre as coxas tentando retrair o impulso de jogá-la sobre a mesa e penetrá-la de uma vez a fim de saciar seu desejo. Cuddy, por sua vez, demonstrava tranqüilidade e paciência; estar no controle realmente a fazia bem e, pela segunda vez na vida, o médico admitiu gostar de ser dominado. Lisa colocou a língua para fora e, apenas com a ponta, fez um caminho de uma extremidade a outra, ingerindo todo o chantilly do espaço percorrido; apenas com o contato de seu músculo bucal sobre o membro do homem, ela pôde perceber o latejar do sexo dele diante de tanta provocação.
Sorrindo, Lisa lambeu toda a raiz do pênis do infectologista a fim de liberar um espaço para segurá-lo; ao finalizar, ela agarrou a parte inferior do órgão e apontou-o para si. Uma nostalgia dominou-a; rever aquele vulnerável sexo branco - com a cabeça levemente avermelhada - e sempre muito bem higienizado e aparado fez a médica relembrar a tão inesquecível noite. Fitando-o, Cuddy abriu a boca para abocanhar a cabeça, sugando-a a fim de limpar todo o creme sobre ela. House gemeu e emaranhou os dedos novamente sobre os cabelos dela, mas dessa vez não a puxou; apenas acariciou o couro cabeludo enquanto aproveitada a sensação da boca da endocrinologista saboreando seu membro.
Com a língua, Cuddy pressionava a ponta do órgão, sugando-o com veemência. Sua própria cabeça fazia movimentos de vai e vem enquanto ela chupava até a metade do pênis ereto e pulsante. A excitação de Gregory misturou-se a saliva da mulher, transformando-se no líquido mais saboroso e libidinoso já experimentado pela mesma. Usando pouca força, o médico pressionou a cabeça da endocrinologista contra seu sexo; percebendo a ansiedade dele por um contato completo, Lisa engoliu todo o membro a ponto de sentir a ponta dele roçar em sua glote, impedindo-a de continuar aquele ato por muito tempo e fazendo-a voltar a chupar apenas até o meio do órgão.
Lisa sugou mais uma vez o pênis e parou, afastando sua cabeça do local. Fitando o membro, ela lançou um pouco de saliva sobre ele, lubrificando-o e, com a mão direita, iniciou rápidos movimentos para cima e para baixo, masturbando-o. A médica apertava-o a cada fricção feita por suas mãos, podendo sentir o pulsar da principal veia do local. House apenas gemia e puxava levemente os cabelos dela diante do tamanho prazer sentido. Com o sexo completamente livre de qualquer açúcar, Cuddy ficou de pé ainda sem deixar de onanizar o infectologista e fechou as pernas dele, sentando-se cuidadosamente sobre as coxas do médico e de frente para o mesmo. Com um sorriso, a endocrinologista beijou-o ao passo que esfregava sua genitália sobre a dele, sem permitir uma penetração.
O roçar dos sexos foi altamente provocante para ambos, no entanto, o desejo de comandar da mulher fez com que sua força de vontade superasse seu tesão. O líquido corrente da genitália dela entrou em contato com o órgão do homem, lubrificando-o e deixando-o pulsante diante de tamanha libido. Altamente excitado, Gregory não suportou tamanha tentação e, em um impensado instinto sexual, ele levantou da cadeira puxando-a consigo e virando-a rapidamente para abraçá-la por trás. Cuddy sorriu ao ver a falta de controle dele. House, ainda abraçando-a, segurou nos pulsos da médica e colocou-os sobre a mesa. O infectologista subiu as mãos pelos braços dela até os seios; com a esquerda, agarrou a mama do mesmo lado e, com a direita, agarrou seu próprio sexo e posicionou-o sobre a vagina dela, penetrando-a de uma só vez por trás. Um gemido misto de dor e prazer exacerbado saiu dos lábios de Lisa.
Mesmo com o passar dos anos o encaixe entre eles foi perfeito; a cada centímetro invadido, o membro ajustava-se facilmente aos anéis vaginais os quais eram responsáveis pela deliciosa pressão sobre a sensível pele daquele músculo. Assim que a penetração tornou-se completa, Lisa sorriu e empinou a nádega enquanto virava o rosto para tentar contemplar a expressão dele; o médico sempre fora apaixonado pelos seus glúteos e possuí-la naquela posição a qual permitia a tão desejada visão com certeza o deixaria louco. Ao perceber o movimento executado pela mulher, House parou de movimentar-se dentro dela e, com a mão que antes segurara o pênis, ele alisou a nádega direita, podendo sentir a maciez daquela região. Cuddy riu e, a fim de provocá-lo ainda mais, rebolou vagarosamente provocando sensações indescritíveis ao seu órgão ainda coberto pelo sexo dela. Gregory abafou um gemido ao morder o lábio e, novamente perdendo o controle, acariciou a glúteo e deu uma leve tapa no local.
Lisa surpreendeu-se com o ato; não haviam feito isso da outra vez! No entanto, receber aquela tapa foi altamente excitante, pois na segunda vez de sua vida estava sendo dominada de verdade. Querendo um próximo, a médica novamente rebolou sedutoramente, porém sentiu que a penetração quase foi interrompida pela velocidade de sua ação e, para impedir, ela pôs a mão sobre seu próprio sexo a fim de garantir a permanência do órgão dele em sua genitália. Gregory fechou os olhos, colocou a cabeça para trás, gemeu alto e, mais uma vez, depositou uma tapa na nádega da endocrinologista. Um estalo ecoou pelo ambiente. Quem escutasse imaginaria ser uma briga, no entanto aquele ato apenas despertou uma libido exacerbada em ambos.
Gregory massageou o seio da mulher com a mão esquerda enquanto subiu, com a direita, pelas costas da mulher até a cabeça, onde emaranhou seus dedos sobre os negros cachos e puxou-a pelo cabelo para trás. Movimentando seu membro lentamente para dentro dela, o infectologista lambeu o ombro da médica até o ouvido.
- Eu sempre desejei você Lisa. Acima de tudo, você sempre foi meu maior sonho... – Sussurrou. – Se eu sempre fui infeliz foi por nunca ter tido coragem de dizer o quando a anseio... Hum... – Gemeu movimentando-se dentro dela.
Lisa sorriu em meio aos arrepios os quais percorriam toda extensão de sua pele após cada palavra murmurada. Os movimentos feitos pelo homem foram aumentando gradativamente enquanto, levada pelo desejo, a endocrinologista incitava seu clitóris ao passo que sentia as estocadas mais fortes e velozes dentro de si. A cada movimento executado por seus dedos em sua masturbação, Cuddy pressionava inconscientemente o membro do médico em sua genitália, proporcionando-o um prazer maior. House, sedento por um maior prazer, movimentou o seu quadril tão rápido que emitiu um som gerado pelo atrito da pele de sua barriga com a da nádega da endocrinologista.
A mulher cerrou os dentes tentando, inutilmente, abafar os gemidos enquanto House continuava com as velozes investidas. Ele apoiou a mão sobre as costas da médica a fim de fazê-la erguer mais as nádegas, permitindo uma melhor visão e posição para penetrá-la. O homem mordeu o lábio inferior e depositou mais uma tapa, enquanto as estocadas permaneciam numa velocidade alta e constante. Lisa pôde sentir a cabeça do pênis dele bater na parede de seu útero, fazendo-a ter a sensação de um choque interno, porém altamente excitante. Os gemidos emitidos por ela tornaram-se crescentes em todos os simples movimentos dele; seu órgão parecia saber exatamente onde incitar. Cuddy começou a sentir os espasmos nascerem em seu interior ao passo que sua boca simplesmente ficou seca com tentos gemidos e não mais salivava; todo seu corpo parecia estar fora de controle – desde seu coração descompassado aos seus movimentos involuntários. A mulher estava prestes a sentir o orgasmo acontecer quando Gregory saiu dela bruscamente, interrompendo qualquer sensação.
Lisa fitou-o sem compreender, e imaginou que a posição deveria ter cansado sua coxa. No entanto, ela logo se recordou de como Gregory House gostava de explorar diversas posições antes de permitir um orgasmo; segundo ele, "quando mais se prende, mais gostoso torna-se." A médica riu ao lembrar-se dessa frase sendo dita há décadas por um jovem estudante de medicina.
House abraçou-a e beijou-a com veemência; ela pôde sentir o membro ereto dele sobre sua barriga enquanto suas bocas devoravam-se. As mãos do homem desceram até as nádegas dela, onde ele acariciou o local o qual antes havia dado a tapa e depois a apertou; como aquela mulher conseguia ser tão perfeita? A mão esquerda permaneceu nos glúteos enquanto a direita segurou o seio, massageando-o. O médico abaixou-se um pouco e abocanhou a mama.
- Finalmente os gêmeos voltaram para o papai. – Sorriu voltando a sugá-los.
Lisa riu descendo sua mão pelo peitoral dele até o sexo, deixando todo o caminho levemente avermelhado pelo contato de suas grandes unhas na pele sensível. Gregory segurou a mão dela antes de chegar ao destino previsto e mancou o mais rápido que sua perna permitiu até a sala, levando-a consigo.
- O que? – Indagou rindo. – Para onde vamos, Greg?
- Eu quero você aqui! – Ele falou encostando-a na porta de vidro ao lado da lareira a qual dava para a varanda.
- Você está louco? – O tom dela soou preocupado. – Daqui todos os vizinhos podem ver!
- Lisa, são umas nove e meia da manhã; quem não está no trabalho está dormindo! – Argumentou beijando o pescoço da mulher já encostada na porta.
Cuddy soltou um gemido baixo e balançou a cabeça tentando desvencilhar-se dos pensamentos libidinosos os quais assolavam sua mente. Em um movimento rápido, desvencilhou-se dele caminhando para frente da lareira.
- E as empregadas domésticas? – Indagou com um semblante preocupado.
Gregory riu.
- Onde está seu espírito aventureiro? – Perguntou com um olhar malicioso.
House estendeu a mão e a endocrinologista segurou. Inesperadamente, o homem puxou-a para próximo de seu corpo e empurrou-a na porta novamente - fazendo o vidro tremer com o impacto. Ele se aproximou dela imediatamente para colar seus corpos de novo; Gregory não conseguiria perder o calor daquela mulher nem um por segundo. Alternando entre beijos suaves e ríspidos chupões no pescoço da mesma, o médico penetrou-a novamente, sentindo o escorrer da excitação dela percorrer desde a cabeça de seu membro até seu escroto.
- Greg... Não! - Lisa sussurrou entre altos gemidos. - Os vizinhos... Eles... Podem ver... - Tartamudeou enquanto agarrava-se à parede com intuito de utilizá-la como suporte para equilibrar-se diante das investidas do médico em seu sexo fervente de excitação.
House sorriu com a vulnerabilidade dela e, satisfeito com seu poder, ele agarrou a coxa direita da mulher erguendo-a e segurando a perna ao lado da sua para possibilitar uma penetração maior com essa nova posição. Lisa enlaçou-o com a perna levantada e usou a canela para pressionar o quadril do homem a fim de intensificar as investidas sobre seu próprio sexo. Gregory gemeu em um sussurro no ouvido da endocrinologista e desceu os lábios até o pescoço, onde chupou a delicada pele levemente suada; o sabor salobro do suor despertou no médico uma ansiedade instintiva nunca sentida antes. O infectologista beijou-a ainda em meio a gemidos; a alternância entre a batalha das línguas sedentas e as sedutoras mordidas nos lábios de ambos demonstrava o desejo exacerbado dos dois... Anseio o qual os impossibilitou de perceber o espectador de oito anos quem assistia tudo da janela de seu quarto do outro lado da rua. Bendito o dia que o garoto inventou uma gripe para faltar o colégio...
House agarrou a outra perna da médica, fazendo-a enlaçá-lo pelo quadril agora com os dois membros inferiores. Com as pernas completamente abertas, Lisa sentiu o pênis invadi-la com maior intensidade, colidindo com o colo de seu útero. Gemidos mistos de uma incômoda dor e de um prazer exacerbado saíram dos lábios da mulher, aumentando a libido do infectologista. Com a nova posição, Gregory utilizou uma força maior ao penetrá-la, fazendo o corpo de Cuddy subir e descer a cada forte investida. A pele dela atritando com o vidro emitiram um som irritante, porém nenhum dos dois conseguiam concentrar-se em mais nada além daquela união tão perfeita.
A perna do homem latejou numa dor incômoda; ele tentou esquecê-la, porém Lisa percebeu o semblante dolorido dele e soltou-se daquele abraço com as pernas ainda sem quebrar a penetração. Ela beijou-o docemente e afastou-se; caminhou sedutoramente até o sofá e debruçou-se sobre o braço do móvel, ficando com a nádega erguida e a cabeça encostada no assento. Gregory sorriu maliciosamente ao contemplar a maravilhosa visão; o médico olhou rapidamente o vidro embaçado pelo suor de sua amada e percebeu uma cabecinha escondida no canto da janela do outro lado da rua. House riu e piscou para o garoto antes de virar-se para endocrinologista a fim de fitá-la novamente e maravilhar-se com a imagem. Cuddy sorriu e rebolou ainda com as nádegas erguidas, convidando-o.
Fim da Parte 3.
