Parte 5.

Gregory caminhou com dificuldade até o banheiro social e colocou-a no chão em frente ao boxe fechado; o verdadeiro desejo dele era levá-la ao quarto de Wilson para usar a banheira, mas imaginou o amigo chegando em casa e pegando os dois transando em sua banheira, afinal, quem disse que o infectologista queria apenas banhar a mulher? Na verdade, ele ansiava continuar os prazeres iniciados na cozinha horas antes.

O médico aproximou-se de Cuddy e, com um sorriso, a mesma deu um passo para trás a fim de fugir dele. Gregory puxou-a pela cintura com a mão esquerda, colocando seus corpos, e beijou-a com voracidade enquanto com a direita abriu a porta do boxe. Eles andaram para o interior do compartimento sem quebrar o ósculo; a mulher passou ambos os braços ao redor do pescoço do infectologista, permanecendo com a mão contendo o gozo virada para cima, em forma de concha. House, ainda devorando-a com seus lábios, agarrou-a pelos cotovelos – obrigando-a a afastar-se – e empurrou a mão suja da médica em seus próprios seios, deixando-os mais sórdidos.

- House! – Repreendeu-o com uma falsa raiva, colocando a mão na cintura.

- Antes era Greg, agora... – Falou com um enganoso tom de tristeza enquanto imitava o famoso "bico" de uma criança prestes a chorar.

Cuddy riu.

- Era Greg quando não estava aprontando... – Olhou para o próprio corpo e, em seguida, fitou-o. - Você me sujou! – Exclamou apontando para a região dos seios.

- Mas... Como sou um bom, obediente, responsável e sentimental menino, eu irei limpar! – Contemplou-a com seu sorriso mais malicioso.

Lisa riu e tentou dar um passo para trás, mas percebeu a fria parede de cerâmica branca tocar-lhe as costas. Gregory estendeu o braço em direção ao rosto dela e, receosa, a médica fechou os olhos esperando pela maior perversão já vista pela própria, no entanto, o que percebeu foi quente água cair pelos seus cabelos e escorrer por todo seu corpo; ele apenas havia aberto o registro do chuveiro. Ainda com os olhos cerrados, evitando o contato deles com o líquido, Cuddy percebeu o toque de uma macia bucha na região do seu colo; a endocrinologista inclinou a cabeça para direita, liberando espaço para o objeto limpar-lhe em uma sensual massagem o pescoço. Em seguida moveu-a para esquerda e contemplou a suavidade do esfregão sobre o outro lado da região banhada.

House deu um passo à frente e beijocou cada pálpebra cerrada da mulher enquanto descia a bucha por entre os seios da mesma. Lisa sorriu e, como estava impossibilidade de enxergar, tateou desde o ombro do médico até o rosto do mesmo, onde acariciou a bochecha, podendo perceber a barba por fazer arranhar-lhe a palma da mão. O homem cerrou os olhos com o suave contato ao passo que a médica abria os seus para contemplá-lo. Pela primeira vez em anos, a mulher pôde notar algo diferente na expressão do infectologista; ele estava menos misantropo após voltar de Mayfield, mas mesmo depois da terapia não se mostrou tão vulnerável e feliz para ninguém, a não ser para ela naquele momento. Amor... A palavra invadiu a mente de Cuddy, intrigando-a sobre a possibilidade daquele sentimento na vida de Gregory.

"O House é incapaz de amar alguém". Refletiu negando imediatamente seu pensamento anterior.

- É engraçado... – Gregory falou com um sorriso de lado ao abrir os olhos, tirando a mulher de suas reflexões. – Nós conseguimos esquentar em dezembro, quando na verdade tudo inicia em maio.

Lisa mordeu o lábio inferior e lembrou-se de uma conversa tida com o homem três anos antes sobre a dificuldade de encontrar a pessoa certa... Sobre a efemeridade dos relacionamentos.

- Então, nesse critério, nós seremos dezembro-dezembro? – Indagou sorrindo e entrando na brincadeira do médico.

House permaneceu em silêncio; fitou-a intensamente nos olhos e apoiou suas mãos sobre a mandíbula da mulher, como se desejasse proteger uma preciosa e única peça de porcelana. A imensidão azul presente na face do médico funcionou como um objeto de hipnose o qual fez Cuddy sentir suas pernas tremularem diante de tamanho encanto. Gregory inspirou uma grande quantidade de ar sem parar de contemplar a face da endocrinologista e, após expirar e novamente encher os pulmões de oxigênio, respondeu:

- Não. Nós iniciamos em dezembro... Quem é você para prever algo tão intenso e avassalador? – Riu ao perceber o tom "meloso" de sua voz, a fim de quebrar qualquer encanto. – Você errou há vinte anos ao apostar nunca mais me encontrar... – Desviou o olhar e depois a fitou com uma expressão brincalhona. – Aposto cem pratas que errou novamente sobre sermos um dezembro-dezembro.

Cuddy gargalhou. O que teria sido aquilo? Uma tímida declaração? Acreditar nessa hipótese era realmente difícil, porém a mulher não pôde negar a si mesma o quanto a idéia de um sentimento recíproco ao seu amor por House deixava-a repleta de felicidade.

- Então... – Lisa colocou o dedo sobre o colo do homem e começou a percorrer todo o peitoral dele com o indicador. – Quer dizer que, para nós, o dezembro nunca acabará? – Indagou descendo seu toque em direção ao sexo do homem.

- Aham... – House respondeu em um sussurro fechando os olhos para aproveitar o toque.

- E viveremos eternamente esse dia de dezembro? – Questionou ao apertar o membro do homem. – Pena que não poderemos revivê-lo agora... Você não tem mais condições físicas para isso! – Riu esnobemente, dando uma leve tapinha sobre o órgão ainda encolhido pela exaustão do recente gozo.

- Não tenho? – Abriu os olhos, surpreso. – Claro que tenho! Você é a única fraca incapaz de reacender todo o meu tesão ainda adormecido. – Respondeu sensualmente e mordeu o lábio inferior enquanto fitava-a provocante.

Lisa gargalhou.

- Isso é um desafio? – Indagou aproximando-se do homem; fitando-o intensamente, ela mordiscou o lábio do médico e apertou o membro, sentindo um quase imperceptível "crescimento" do mesmo.

- Você sabe como eu adoro desafios... – Falou erguendo a mão direita e entrelaçando seus dedos sobre os cabelos da mulher; ele puxou as madeixas com força, fazendo-a ficar com o rosto bem próximo ao seu e lambeu-a nos lábios. – Tente vencer esse! – Concluiu quebrando a distância entre as bocas e beijando-a com veemência.

Cuddy quebrou o ósculo e afastou-se para encará-lo. Estendeu o braço até o registro para fechar o chuveiro sem sequer para de fitar os provocantes olhos azuis do médico; com um sorriso desafiador, ela apertou novamente o pênis e ajoelhou no chão, deixando seu rosto a mesma altura do órgão. A médica colocou a língua para fora e lambeu seus lábios sensualmente antes de colá-los na cabeça do membro, beijando-o. Gregory exibiu um sorriso satisfeito e acariciou os cabelos da mulher.

Lisa distanciou-se do sexo e abriu a boca colocando a língua para fora a fim de abocanhar seu indicador direito, chupando-o; com esse movimento, pôde visualizar o pênis do médico ascender alguns centímetros. Sorrindo, ela retirou o já molhado dedo da boca e passou-o sobre o meato do homem, umedecendo-o; com a unha, arranhou levemente o orifício antes de, novamente, abocar seu indicador.

Gregory gemeu ao imaginar aquela ação ocorrendo em seu pênis ao invés de em um simples dedo. Cuddy retirou o umedecido indicador da boca e segurou firmemente a raiz do órgão do homem, o qual latejou ao ser agarrado e proporcionou a mulher um sorriso de vitória ao perceber suas provocações tendo efeito. Ela colocou a língua para fora e aproximou-se lentamente; com a ponta de seu músculo bucal, contornou o meato do médico, podendo sentir o sabor salobro da lubrificação dele tocar-lhe os lábios.

Lisa envolveu a extremidade da cabeça do pênis com seus beiços a fim de umedecer a região; a saliva da médica misturou-se com a lubrificação dele, formando um líquido menos espesso o qual escorreu pelo órgão dele até atingir seu escroto já quente devido à excitação. Gregory entrelaçou novamente os dedos nos cabelos a mulher e pressionou-a contra seu membro, forçando-a a abocanhá-lo por completo rispidamente; a sensação dos dentes da mulher passando pela fina pele de seu sexo despertou-o uma sensação mista de dor e prazer.

A pressão exercida pelo infectologista fez com que o pênis dele tocasse a glote da mulher, quem imediatamente afastou-se pelo incômodo no local. Lisa engoliu a saliva para aliviar o desconforto na região e novamente abocanhou o sexo, porém com mais calma. A médica deixou a língua escorregar pelo órgão a cada centímetro abocado do mesmo; seu músculo bucal pôde sentir a pulsação insistente da veia dorsal do membro a qual promovia a libidinosa ereção. House fechou os olhos a fim de controlar seu exacerbado desejo de possuí-la com veemência. Cuddy ergueu a cabeça, dando um sonoro e delicioso último chupão ao tirar a boca do falo; fitando o infectologista, questionou:

- E agora? Quem é o fraco? – Riu.

A frase adentrou o ouvido do médico como uma chama a qual se alastrou por todo seu corpo já fervente de excitação; ignorando todo seu autocontrole, o homem puxou a mulher pelo ombro e empurrou na parede do boxe rispidamente, gerando um estrondoso som. Com o olhar penetrante e sedento por um contato maior, House virou-a e empuxou-a nos azulejos para, finalmente, penetrá-la por completo com uma força desnecessária. Lisa sentiu o pênis invadi-la como uma tocha em chamas; não estava preparada para aquilo, por isso seu corpo não a lubrificou o suficiente e, consequentemente, a ação causou-lhe uma dor intensa. Percebendo a expressão dolorida no rosto da médica, Gregory retirou seu membro lentamente a fim de não machucá-la; nunca foi sua intenção fazê-la sofrer, no entanto resistir a possuí-la sem piedade era um tormento. Cuddy era como um vício incurável, pois mesmo sem consumi-la por duas décadas a abstinência nunca cessou. Um pequeno ardor invadiu a parede da genitália da médica após a retirada do órgão dele do local.

- Desculpa. – Gregory falou escondendo o rosto no pescoço dela. – Acho que perdi o controle.

Lisa sorriu. Apesar da dor inicial, foi muito prazeroso vê-lo invadi-la de forma selvática e sem piedade... Ela precisava admitir ser uma mulher selvagem! Tentando confortá-lo, Cuddy enlaçou-o pelo pescoço enquanto murmurava no ouvido dele:

- Tudo bem... Eu gostei! – Sorriu sinceramente ao erguer a face do homem pelo queixo e fitá-lo nos olhos. Gregory abaixou o canto da boca em uma expressão triste.

- Eu queria você na banheira. – Confessou em um sussurro.

Lisa gargalhou e, em seguida, puxou-o pelo pescoço para um rápido beijo.

- Então vamos até lá... Desde minha primeira visita ao loft eu desejei estrear aquela banheira! – Piscou.

- Não podemos! – Falou erguendo o pulso esquerdo para olhar o relógio. – Já é quase meio dia e o Wilson está com poucos pacientes, portanto está almoçando em casa essa semana. – Concluiu abaixando o braço antes levantado e levou-o até a nádega da mulher a fim de apertá-la.

- O que? – Lisa bradou. – E você fala com essa naturalidade? – Indagou pegando a tolha do homem estendida no boxe e secando-se. – Eu preciso ir embora agora!

- Mas... Por quê? – Gregory indagou, porém sua pergunta ficou sem resposta; a médica já havia estendido a toalha novamente no boxe e saído do banheiro.

House pegou o tecido e enxugou seu próprio corpo rapidamente; enrolou a toalha em sua cintura e mancou o mais rápido que pôde pelo caminho recém percorrido por Cuddy a fim de tentar impedi-la de ir embora, afinal, para ele o dia estava apenas começando...

Fim da Parte 5.