Parte 6.
Gregory atravessou a porta do banheiro, dando de frente com a sala; instintivamente, percorreu todo o cômodo com os olhos à procura da mulher. Não a encontrando, resolveu adentrar a cozinha, mas não a avistou; as roupas retiradas e jogadas pelo chão não estavam mais no local.
"Será que ela foi embora sem se despedir?" Indagou-se mentalmente. "Não! Impossível alguém se arrumar tão rápido!" Concluiu adentrando seu quarto.
Ao entrar no cômodo, a primeira visão do homem foi a da bela mulher, usando apenas o sutiã, desenrolando a minúscula calcinha de renda ainda embolada; sobre a cama estavam todas as roupas da médica pelo avesso. Gregory riu aproximando-se dela lentamente e abraçou-a por trás; Lisa fechou os olhos ao sentir a quente pele do médico ainda umedecida tocando-lhe as costas. As mãos do infectologista deslizaram sobre a delicada pele da barriga de Cuddy e subiram até os braços, percorrendo um caminho até os pulsos da mesma; ao alcançá-los, retirou a pequena lingerie dos dedos dela e jogou a peça na cama.
- Não vá embora... – Sussurrou respirando no pescoço da endocrinologista, fazendo-a arrepiar com o contato. – Demoramos tanto para realizar esse sonho que cheguei a imaginá-lo como minha eterna utopia. – Concluiu virando-a para ficarem frente a frente e beijou-a suavemente nos lábios.
Cuddy riu ainda com seus lábios saboreando os dele. Docemente, ela afastou-o com a mão direita empurrando o peitoral e fitou-o; as gotículas da água caiam do cabelo molhado sobre os delicados dedos da mulher.
- Você aceitaria viver uma utopia? – Indagou pondo a mão esquerda sobre o peitoral, do lado da outra, e subindo as duas simultaneamente até o pescoço do médico; enlaçou-o e colou seus corpos sem quebrar o contato visual. – Você nunca aceitou perder nada por mais insignificante que fosse e aceitaria viver uma eterna utopia? Qual o meu nível de insignificância para você? – Questionou com um sorriso brincalhão.
House demonstrou um semblante sério e desviou o olhar para a porta do quarto. Percebendo o quão incomodado o homem ficou com a pergunta, Lisa abaixou o braço direito e colocou sua mão sobre a face dele, girando-a para que pudesse fixar os seus olhos no do mesmo. O infectologista inspirou o ar fortemente antes de encará-la.
- Não tem mesmo idéia do seu valor, não é? Talvez até tenha, e por isso nunca ficamos juntos... Porque você sabe que eu não sou verdadeiramente correto para você. – Desviou o olhar para concluir timidamente em um murmúrio. – Sua significância é inestimável para mim...
Cuddy sentiu uma angústia bloquear-lhe a garganta, impedindo-a de respirar e esmagando-lhe o coração a ponto de possibilitar a ela a imagem desse músculo explodindo em seu interior, levando-a a morte. Na verdade, seu desejo naquele momento era realmente morrer, pois somente seu falecimento poderia recompensar todos os erros cometidos pela mesma durante sua vida; nem o maior padecimento do mundo castigá-la-ia pelo sofrimento o qual causou em House. A médica engoliu uma grande quantidade de saliva a fim de desobstruir o esôfago antes de falar algo; abriu a boca duas vezes, mas sem conseguir pensar em nada além de "eu te amo" para dizer, calou-se em sua agonia interior.
- Eu apenas gostaria que esse dia não acabasse... – Gregory falou olhando-a de soslaio; ele tentava a todo custo evitar os azuis acinzentados dos tênues olhos dela.
- Eu preciso de... – Ela parou abruptamente, piscou os olhos e continuou com um tom mais suave. – Eu preciso ir... Deixar essa casa antes que o Wilson chegue. Seria constrangedor se ele nos encontrasse nessa situação. – Concluiu aconchegando-se ao homem como uma gata pedindo carinho e atenção; foi a melhor forma encontrada por ela para não deixá-lo chateado por ser novamente uma covarde em não assumir o quanto necessitava dele.
House segurou-a pelos pulsos a fim de quebrar todo o contato e, com o rosto baixo fitando o chão, afastou-se da mulher para sentar-se na cama. Lisa permaneceu de pé, apenas observando-o dobrar todas as roupas as quais jaziam sobre o leito. A angústia subiu-lhe para os olhos fazendo-os lacrimejar; tentando disfarçar seu estado emocional, ela vestiu a calcinha e sentou ao lado do infectologista. Colocou sua mão sobre a dele e fitou-o em um silêncio perturbador. Demorou exatamente dois minutos para que a fala de um deles invadisse o local, no entanto para ambos pareceu uma eternidade.
- Eu apenas gostaria que esse dia não acabasse... – Gregory falou olhando-a de soslaio; ele tentava a todo custo evitar os azuis acinzentados dos tênues olhos dela.
Gregory afirmou com a cabeça, juntou todas as peças dobradas sobre a cama e entregou-as a mulher ainda desviando o olhar.
- Como ficaremos depois de hoje? – Ele indagou fitando o chão e massageando a coxa a qual havia começado a doer.
- Bom, eu acho que depois de hoje... – Lisa foi interrompida por dois dedos de House sobre os lábios dela. – O que aconteceu? – Indagou em um sussurro ao percebê-lo escutar atentamente algum som inaudível pela mesma.
- O Wilson chegou! – Falou levantando da cama e mancando até a cômoda; abriu-a rapidamente e retirou um estetoscópio da gaveta; fechou-a em seguida.
- Mas como...? Eu não ouvi... – Lisa tartamudeou nervosa enquanto caminhava ao lado da cama.
House abriu a porta, colocou o objeto preso na maçaneta e fechou-a em seguida, passando a chave no trinco. Cuddy fitou-o assustada; como sairia da casa sem ser notada? Percebendo o nervosismo da mulher, o médico apenas riu e encostou-se na parede, observando a ira dominar o semblante da endocrinologista devido ao seu deboche. Lisa abriu a boca para bradar alguma reclamação, porém o som de um molho de chaves tilintando na entrada do loft fez a médica silenciar-se.
- Merda! Como eu vou embora agora, House? – Sussurrou.
- Calma, Lisa... – Respondeu aproximando-se para abraçá-la por trás. – Ele vai almoçar, ver televisão por mais ou menos uma hora e depois volta para o hospital. – Sorriu.
- Uma hora? – Bradou e colocou a mão na boca imediatamente. Fechando os olhos, temerosa de ter sido escutada, ela desvencilhou-se do abraço, fitou o homem e murmurou. – Uma hora? É muito tempo! Eu não apareci no hospital hoje, Greg!
O infectologista sorriu envolvendo-a em seus braços novamente.
- Adoro quando me chama de Greg... – Sussurrou sedutoramente, passando a língua sobre a orelha e mordendo o lóbulo em seguida. Com uma inspiração forte e sonora, respirou no ouvido dela, fazendo-a arrepiar-se. – Estava com tanta saudade de sua voz pronunciando meu apelido.
- Greg... – Murmurou em um tom aveludado e provocante. – Também sentia falta de chamar você assim. – Sorriu virando a cabeça para o lado a fim de beijá-lo no queixo. – Confesso que nunca gostei de formalidades... Principalmente te conhecendo tão intimamente! – Mordeu o maxilar dele, sentindo a barba arranhar-lhe os lábios.
- Hum... – Gemeu roucamente fechando os olhos e apertando-a em um abraço caloroso. Lisa pôde sentir uma leve pressão um pouco acima de sua nádega segundos antes da toalha a qual envolvia a cintura do homem desprender-se e escorregasse até o chão; o objeto que a pressionava logo foi revelado.
- Greg... Não! – Sussurrou cerrando os olhos enquanto sentia sua pele, em contato com o membro meio enrijecido do médico, queimar em uma excitação nascente.
- Não adianta, Lisa... – Sorriu enquanto escorregava as mãos até a cintura dela para pressioná-la contra seu sexo. – Eu não ouço mais nada após o seu "Greg". – Concluiu imitando-a ao murmurar a última palavra em meio a um gemido.
- Gr... – Mordeu o lábio inferior e riu ao passo que ponderava se deveria mesmo pronunciar aquele apelido. – House, o Wilson está em casa! – Falou em um tom de obviedade.
- E daí? – Indagou passando a língua em movimentos circulares no ombro dela sem deixar de pressioná-la com as mãos. – Ele já sabe o que estamos fazendo mesmo... – Mordeu-a.
- O que? – Bradou desvencilhando-se do homem e fechando os olhos ao perceber o alto som de sua voz ecoar pelo ambiente. Recuperando-se, continuou. – Com ele sabe? Você não poderia ter contado e...
- Estetoscópio! – Interrompeu-a. Percebendo o questionamento presente na expressão de espanto da mulher, explicou-se. – Temos um código de colocar um estetoscópio na porta quando estamos transando. – Deu de ombro aproximando-se para abraçá-la; Lisa afastou-se.
- Então ele não sabe que é comigo?
- Não! – Responder dando um passo a frente para tocá-la, mas a endocrinologista novamente afastou-se.
- E vocês usam muito esse código? – Indagou cruzando os braços.
A última visão a qual Gregory House imaginaria presenciar era Lisa Cuddy com ciúmes, no entanto ali estava ela questionando-lhe algo tão pessoal em uma expressão de pura indignação. Pensando que nunca mais poderia vivenciar essa experiência novamente, o infectologista resolveu provocar.
- O suficiente para deixá-lo sempre afastado do meu quarto.
A médica exibiu seu sorriso mais prepotente, demonstrando superioridade.
- Então você restringe a transa apenas ao quarto? – House ergueu a sobrancelha e, impedindo-o de responder, ela prosseguiu. – Tudo bem para mim. Contanto que eu não acabe nessa cama no fim do dia, não me sentirei como uma de suas mulheres... Afinal, eu usei a casa toda!
O médico gargalhou.
- Nunca tinha visto você com ciúmes... – Falou sedutoramente enquanto, em um movimento rápido e inesperado, puxava-a pelo braço e colava seus corpos. Erguendo-a e forçando-a a ficar na ponta dos dedos do pé, ele pressionou seu sexo sobre o dela, podendo sentir a renda da calcinha sobre a cabeça de seu pênis.
- O que? – Empurrou-o com força, obrigando-o a dar um passo para trás a fim de não perder o equilíbrio. – Eu não estou com ciúmes!
- Ah, claro! – Ele revirou os olhos. – Não precisa mentir, Lisa... – Falou aproximando-se enquanto ela caminhava para trás, tentando manter a distância. – Eu sei que morre de ciúmes quando descobre o sexo selvagem o qual eu fiz com aquela loira dos seios quarenta e oito, paciente da clínica da terça passada...
Cuddy sentiu suas pernas chocarem-se com a cama e, em seguida, percebeu seu corpo sendo jogado sobre o leito. O homem imediatamente deitou-se sobre ela e prendeu-a pelos pulsos acima da cabeça da mesma, imobilizando-a.
- Tudo bem, Lisa... – Mordeu o lábio inferior dela, soltando-o imediatamente. – Eu também não gosto de imaginar você transando com aquele projeto. – Beijou rapidamente o local antes mordiscado. – Imaginar-te tendo um orgasmo proporcionado por outra pessoa que não seja eu é realmente irritante... – A mulher riu e ele prosseguiu. – Entretanto, pelo seu fogo de hoje, aposto como nunca gozou com ele... Sabe? Isso me tranqüiliza! – Gargalhou usando a mão direita para prender os dois pulsos dela e a esquerda para acariciá-la a face.
- Você é um canalha! – A endocrinologista declarou seriamente.
- Se dissesse: "Oh, mestre Greg. Você está certo." Ainda pareceria que estava defendendo o potencial do seu namoradinho, mas seu elogio só prova minha grande capacidade de interpretar isso que chama de relacionamento.
- Greg? – Fitou-o. - Cala a boca, porque se eu tenho de suportar você por no mínimo uma hora aqui dentro, prefiro que fique calado...
House riu e tomou os lábios da mulher nos seus enquanto posicionava seu sexo sobre o dela numa libidinosa pressão.
...
Wilson adentrou a casa tranquilamente enquanto ensaiava mentalmente as palavras exatas as quais seriam ditas no dia seguinte para a Sra. Stuart; noticiar um câncer em metástase para uma mulher de oitenta anos era doloroso para o médico, principalmente quando o tumor maligno não era nela, mas sim no neto da mesma. O menino completaria dezenove primaveras no final daquela semana, e a comemoração do aniversário seria feita juntamente com uma festa para parabenizá-lo por ter ingressado em Oxford. Relembrar o brilho nos olhos da senhora ao divulgar as conquistas do amado neto cortou o coração do oncologista, no entanto esse era o preço que pagaria eternamente por ter optado por aquela profissão.
Distraído com suas dores, James sequer percebeu o estetoscópio na porta do amigo; seguiu diretamente para sala e, sem encontrá-lo, bradou:
- House? – Jogou seu casaco sobre o braço do sofá e colocou sua pasta no chão, ao lado do móvel. - Está em casa?
Sem obter resposta, o homem caminhou até a cozinha em busca de alimento.
- Hum... Morangos! – Exclamou ao ver as frutas sobre a cadeira e logo se apoderou de uma, levando-a a boca imediatamente.
Wilson encostou-se na mesa – sentando-se aparentemente no mármore – e abaixou o tronco para pegar outra frutilha. Nesse momento, a visão do médico alcançou o chão, possibilitando-o contemplar vários alimentos espalhados pelo piso de madeira e, um pouco mais a frente, as roupas do infectologista caídas ao lado de um spray de chantilly.
Os olhos do oncologista esbugalharam-se em um espanto visível o qual, em seguida, foi substituído por uma náusea estonteante. Ele correu para pia da cozinha e cuspiu a fruta triturada no momento em que percebeu o ocorrido com aqueles – aparentemente – saborosos morangos.
- Droga, House! – Gritou.
...
Gregory riu ao ouvir seu nome ser proferido em um tom tão exaltado, porém sem abandonar o seio direito da mulher o qual ocupava sua boca. Lisa mordeu o lábio inferior num misto de excitação por sentir a barba do homem por fazer arranhar-lhe a auréola do seio enquanto a língua do mesmo massageava-lhe o mamilo com libidinosos movimentos circulares; a ânsia por um contato maior tomou-a juntamente com um arrepio que percorreu todo o seu corpo. Dominar. A real vontade da médica era ter o controle em suas mãos... Sentir-se responsável pelo futuro daquela situação assim como um doutor em uma operação de risco. Com esse pensamento, Cuddy sorriu e chamou o homem em um gemido:
- Greg... – Murmurou.
- Hum? – Emitiu um som como resposta sem abandonar o seio da mulher.
- Greg... – Repetiu desvencilhando-se das mãos dele as quais seguravam as dela sobre a cabeça da mesma. – Para! Um minutinho só... – Ele fitou-a. – Vem cá... – Sorriu indicando com o dedo os próprios lábios.
O médico riu e escorregou pelo corpo da endocrinologista até alinhar seus rostos. Suavemente, ele acariciou a boca da mulher com seu dedo indicador e, em seguida beijou-a. Gregory apenas sentiu as torneadas pernas envolvendo-o pela cintura e girando-o em uma velocidade inimaginável. Quando o infectologista percebeu, a médica já estava sobre ele com as mãos passeando desde seu peitoral definido até o membro enrijecido.
- Lis... – Gemeu sorrindo enquanto fitava-a com um olhar pervertido.
- Shiii... – Respondeu-o indicando silêncio com o dedo em frente a boca ao passo que retribuía o olhar. – Quem decide agora sou eu! – Olhou-o maliciosamente e riu. – Desisto! Eu não sei fingir ser experiente...
- Não, não, não! Não pare! – Bradou. – Continue, mulher!
Cuddy sorriu.
- Se você insiste... – Respondeu mordendo o lábio inferior em seguida.
A mulher levantou-se, ficando de pé sobre a cama, e virou-se. De costas para o homem, a médica empinou as nádegas e desceu rebolando sensualmente até aproximar seus sexos; sem deixá-los entrar em contato, ela se afastou e ajoelhou. Suas pernas envolviam-no pela barriga, permitindo que o infectologista pudesse notar, através da pele do abdômen, a excitação nascente na genitália da mulher.
Gregory estava hipnotizado com o que presenciava. Apesar de estar com aquela mulher durante toda manhã, ainda não conseguia acreditar possuí-la, mesmo que por algumas horas, apenas para ele. Observá-la metamorfosear de dominada para dominante – e vice e versa - despertava no homem o desejo de permanecer com ela por toda eternidade para, assim, poder acompanhá-la nessa transmutação infinita a qual exemplificava a ânsia da carne. No entanto, no caso deles, o físico não passava de conseqüência de um sentimento avassalador.
Perdido em seus pensamentos, House esticou os braços a fim de tocar os glúteos da médica, no entanto, quando menos esperava, sentiu uma tapa sobre seu pulso.
- Sou eu quem dar as ordens... – Falou em um tom sedutor seguido de um sorriso malicioso. – Portanto... – Rebolou sensualmente sobre o abdômen contraído de excitação do homem. – Eu decido que só eu posso pegar.
O médico gargalhou divertido enquanto Lisa, por sua vez, passava as unhas carinhosamente pelo membro já ascendido. Distraída em sua brincadeira excitante, a mulher ergueu o quadril assumindo uma posição parecida com a de uma gata e, para assemelhar-se ainda mais ao animal, balançou a anca de um lado para o outro ao passo que se divertia ao arranhar o sexo já pulsante. House soltou um gemido abafado, fechou os olhos e cerrou os punhos a fim de controlar a vontade de possuí-la. Definitivamente, permanecer naquele jogo de sedução estava sendo torturante.
Afastando as mãos do pênis do médico, Lisa passou o polegar sobre sua língua, umedecendo-o e passando-o em seguida sobre o meato. Um líquido foi expelido pelo membro do homem para comprovar a intensidade de sua libido. Um desejo de saboreá-lo invadiu a endocrinologista e, querendo saciá-lo, ela arrastou-se para trás sensualmente. Percebendo o atrito entre os corpos, House abriu os olhos e contemplou as nádegas da médica bem próximas de seu rosto; antes do infectologista conseguir pensar na maravilhosa sensação de ter aquela imensidão de prazer tão próxima, o mesmo invadiu-o ao sentir a boca de Cuddy devorar-lhe o sexo.
Sem reação e prometendo a si próprio obedecer as regras de um jogo criado por ele mesmo, House fechou novamente os olhos e levou as mãos até os cabelos, puxando-os como se a ínfima dor daquele ato superasse a indescritível satisfação sentida no momento. Lisa tentou conter o sorriso; ela sabia a paixão do homem pelo seu corpo, principalmente pela parte tão próxima dos olhos do mesmo, e imaginar a dificuldade de não poder tocá-la excitava a mulher.
Lisa levantou e abaixou a cabeça, saboreando o sexo do médico e aproveitando a maravilhosa sensação causada pelo atrito da macia pele do membro sobre sua língua. House, por sua vez, tentava aprisionar os urros que o prazer forçava-o a soltar; tudo foi em vão quando a médica começou a gemer bem alto para demonstrar o quanto estava adorando devorá-lo. Sem conseguir segurar seus instintos, o infectologista apertou a nádega direita da mulher, deu-lhe uma tapa e, em seguida, acariciou o local avermelhado. Repetiu o ato após ouvir o riso da endocrinologista abafado pelos gemidos da mesma.
Sem abandonar o pênis do homem, Cuddy arrastou seu corpo para trás até sentir sua genitália encostar na barba por fazer dele. Um calafrio percorreu todo o corpo da médica ao perceber o contato, no entanto foi quando sentiu a aquecida e úmida língua invadir-lhe que a mulher afastou-se do sexo do médico e emitiu um inesperado e prolongado gemido:
- Greeeg...
Gregory adorou ouvir seu nome de forma tão sedutora e vulnerável. Afastou-se da genitália, segurou, cuidadosamente, nos dois tornozelos da endocrinologista e levou-os até seu ombro. Sem compreender, ela virou-se para fitá-lo e pôde visualizar o sorriso malicioso o qual tanto amava. House ergueu o tronco rapidamente, forçando-a a segurar-se no colchão. Lisa riu da posição.
- E isso se chama...? – Indagou.
- Essa posição é a famosa "surra da Cuddy". – Respondeu com naturalidade.
Lisa riu e empinou as nádegas.
- Então essa é a hora que eu acabo com você? – Perguntou sedutoramente.
- Você já acabou comigo há tempos, chefa! – Piscou.
A mulher mordeu o lábio inferior e virou para frente, fitando a porta. Agarrou firmemente nos lençóis e aproximou seu sexo da face do homem lentamente; House podia sentir o adorável cheiro da genitália ficando mais intenso a cada centímetro que a mesma se aproximava, no entanto seus olhos continuavam focados nas nádegas tão próximas. Quando o quadril da médica finalmente cerrou no nariz do homem, o mesmo não suportou esperar nem um milésimo de segundo pelo contato e, seguindo seus instintos, agarrou a anca de Lisa e puxou-a para sua boca.
Com a língua já esticada e à espera, House ergueu o quadril da endocrinologista e abaixou um pouco a cabeça para que fosse capaz de lamber o clitóris; assim o fez. Lisa soltou um abafado gemido, deixando-o mais excitado. Gregory esticou a língua e passou-a ao redor da genitália da mulher, aparentando algumas vezes penetrá-la, porém sempre recuando para saborear-lhe a vulva. Cuddy apertou os lençóis entre os dedos e cerrou os dentes a fim de controlar seu corpo e impedir os incessantes gemidos os quais teimavam em sair pelos seus lábios.
- Você é uma delícia, Lisa... – Falou entre gemidos e lambidas. – Como vivi tanto tempo sem seu sabor? – Penetrou-a com a língua rapidamente e voltou a lambê-la.
House apertou as nádegas da médica, esticou a língua e abaixou o quadril dela lentamente à medida que seguia lambendo todo o períneo da mesma. Assim que o músculo bucal passou pelo ânus da mulher, essa contraiu todo seu corpo; Gregory sorriu e mordeu levemente o glúteo direito enquanto percorria com o dedo indicador esquerdo pelo mesmo caminho antes feito com a língua. Utilizando a mão livre, o médico separou uma nádega da outra e começou a beijar todo o períneo para, em seguida colocar a ponta do dedo na anilha da endocrinologista; Cuddy afastou-se dele, sentando-se na cama. Sentindo a tensão no local, House segurou-a pelo braço e puxou-a para um beijo.
- Hey... O que houve? – Indagou sabendo a resposta.
- Já fomos longe demais. – Respondeu a mulher, de cabeça baixa. Afastou-se dele.
- Engraçado; eu acredito que entre nós os sentimentos não têm limite.
- Desde quando isso tem haver com sentimentos? – Riu.
- Vem cá. – Puxou-a para um abraço. – Deixe-me mostrar como é bom... Se você não gostar eu paro.
- Greg! Não!
- Vamos, Lisa... Vai ser legal ser seu primeiro pela segunda vez. – Piscou.
Cuddy fitou-o por alguns segundos. "Por que não?" Indagava-se a si mesma. Afinal, vontade e curiosidade não faltavam, mas... Nada. Não tinha explicação para não conhecer mais um prazer nas mãos do homem que sempre amou.
A mulher riu e puxou-o para levantar da cama; o médico obedeceu sem entender. Lisa empurrou-o na parede, ficou de costas e, em seguida, colou seu corpo no dele. O infectologista sorriu maliciosamente. Cuddy esfregou suas nádegas no sexo de House, provocando-o. Ela se afastou e caminhou até a cama, onde apoiou os cotovelos e empinou o quadril. Gregory respirou fundo e caminhou até a médica; observou todo o corpo da mesma, sorriu e acariciou os glúteos. Quando o homem estava preparando-se para aproximar seu sexo, ela protestou:
- Lubrificante!
House riu e caminhou até a mesa de cabeceira.
- Okay, eu esqueci!
Ela sorriu, ergueu o corpo, deu um suave selinho e tirou o óleo das mãos dele.
- Obrigada pela paciência e... Deixa comigo! – Piscou.
Lisa abriu o lubrificante, derramou uma grande quantidade nas mãos e levou-as até o membro do homem, lambuzando-o com o óleo. Gregory sorriu excitado com o que estava prestes a acontecer e, com a mão esquerda virou Lisa de costas enquanto usava a direita para acariciar seu pênis. Puxou-a pelos cabelos e sussurrou em seu ouvido:
- Eu sou o chefe aqui, Lisa... – Murmurou enquanto mordiscava o pescoço dela.
- Aham... – Gemeu.
- Você sabe disso, não sabe? – Indagou lambendo a orelha dela enquanto usava a mão direita melada de óleo para passar entre as nádegas dela.
- Sei... – Gemeu ao sentir o frio lubrificante em seu corpo.
- Então diz... – Mordeu o lóbulo da orelha da mulher. – Diz que vai me obedecer; que eu mando! – Ordenou enquanto colocava o dedo indicador lentamente na anilha da médica.
- Você que manda... – Gemeu um pouco tensa. Estava excitada com aquilo e reconhecia o tesão sentindo apenas com a ponta do dedo, mas simplesmente não controlava a repulsão de seu corpo pelo ato.
- Relaxa, linda... Relaxa que você terá o maior prazer da sua vida... – Sussurrou docemente.
Cuddy inclinou o tronco pra frente até pôr novamente os braços na cama; ergueu o máximo o quadril e deu um rebolado convidativo. House sentiu seu membro latejar ao visualizar a cena e precisou fechar os olhos para lembrar como deveria ser carinhoso ao possuí-la; algo muito difícil no estado da libido do mesmo. Gregory acariciou novamente as nádegas da mulher e afastou-as enquanto utilizava a mão direita para passar o membro por todo períneo; flexionou um pouco a perna para penetrá-la rapidamente na vagina e voltou para o ânus. Cuidadosamente, o médico pressionou seu sexo sobre a anilha de Lisa, penetrando-a alguns poucos centímetros; a endocrinologista soltou um gemido de prazer. Ele, no entanto, recuou.
- Mais... – Ela gemeu.
- Calma... – Gemeu. – Vamos devagar aqui. – Falou cerrando os dentes a fim de conter sua própria vontade de possuí-la de uma só vez.
House novamente segurou membro e começou a penetrá-la, dessa vez indo um pouco mais longe e colocando toda a cabeça de seu pênis. Um gemido, agora com uma ponta de dor, saiu dos lábios da mulher. Percebendo, ele permaneceu parado por alguns segundos; sentindo o corpo da médica relaxar novamente, Gregory iniciou movimentos de "vai e vem", porém sem introduzir mais que o inicio do seu sexo. Lisa movimentou seu quadril um pouco para trás, forçando mais a penetração. Gregory riu da ansiedade dela e, para provocar, retirou seu órgão.
- Greg! – Protestou.
O médico apenas riu, derramou um pouco mais de lubrificante na mão e acariciou seu pênis para espalhá-lo.
- Se for pra brincar sozinho, avisa que eu vou embora! – Reclamou a mulher em um tom divertido, levantando-se para encará-lo.
Antes de Lisa poder virar de frente para ele, Gregory empurrou-a na cama, fazendo-a cair deitada e pôs-se ao lado dela; puxando-a para ficar de lado, ele segurou seu membro e guiou-o para penetrá-la por completo. A mulher bradou em um grito de dor e prazer que, com certeza, qualquer pessoa no apartamento poderia se essa não fosse calada pela mão do médico.
- Calma... Acabou, Lis... Agora é só prazer. – Sussurrou no ouvido dela enquanto tirava a mão da boca da mulher e levava-a até o seio da mesma.
House parou por alguns segundos completamente dentro da endocrinologista, fazendo-a acostumar com seu membro para, em seguida, iniciar movimentos leves. À medida que ele se mexia, gemidos vagarosos e doloridos eram emitidos pela mulher, no entanto, após alguns poucos minutos a sensação desagradável dissipava-se enquanto um prazer indescritível dominava-a.
Lisa não conseguia traduzir para si mesma o prazer que sentia naquele momento. Era um misto de dor com satisfação onde deleite sexual não se resumia ao sexo; era como se todo o corpo fosse penetrado, e não apenas uma parte dele.
Ao passo que a mulher relaxava, os movimentos do médico intensificavam-se.
House segurou-a pelo quadril e empurrou-a para frente e para trás, fazendo seu órgão penetrá-la e abandoná-la quase por completo em uma velocidade sempre crescente. Lisa agarrou-se no lençol com uma mão enquanto a outro excitava seu próprio clitóris; não que o prazer proporcionado não fosse suficiente, mas pela primeira vez ela sentia algo tão intenso. A mulher sentia seu tesão duplicado, assim como sua satisfação. Gregory cerrava os dentes tentando conter os gemidos os quais quase saiam como urros enquanto movimentava-a; o suor escorrendo por todo o corpo.
- Vem! – House falou quase que como uma ordem enquanto levantava da cama. A mulher obedeceu.
O homem levou-a até um canto do quarto; ela colocou as mãos sobre a parede, apoiando-se enquanto ele massageava seu órgão. Sorrindo maliciosamente, Lisa empinou o quadril esperando por mais. Gregory aproximou-se rapidamente, lambeu o suor nas costas da mulher, segurou nos cabelos da mesma e puxou com força ao passo que a puxava com a outra mão pela cintura e penetrava-a. Cuddy começou a rebolar sedutoramente, fazendo o homem gemer com a sensação.
Impedindo que ela parasse de rebolar, o médico voltou a penetrá-la enquanto acariciava os mamilos intumescidos da mulher. Ambos gemiam em uma sinfonia sincronizada onde nada no mundo importava a não ser a melodia de satisfação dos dois.
House segurou com as duas mãos no quadril da médica e começou a movimentá-lo em um vai e vem posto mobilidade da sua própria anca. Enquanto o homem penetrava-a, puxava o quadril para si a fim de intensificar o prazer. Cuddy, antes apenas com as mãos, passou a apoiar todo o antebraço para suportar a intensidade das estocadas do infectologista. Gregory aumentou a velocidade, copulando-a com impetuosidade enquanto ela sentia um arrepio percorrer seu corpo. O médico, percebendo o calafrio, levou a mão até o clitóris dela e começou a excitá-lo, escorregando seus dedos para introduzi-los no sexo da endocrinologista.
Lisa soltou um alto gemido ao perceber a dupla penetração e, em seguida, sentiu suas pernas bambas. Pensou em pedir que ele fosse devagar; não queria parar de sentir aquela sensação nunca, porém a visão embaralhada juntamente com a falta de ar deixou-a inerte ao prazer inexplicável sentido no momento levando-a ao mais delicioso orgasmo de sua vida. Percebendo o corpo da mulher tremer e relaxar, House deixou-se perder o controle e apenas relaxou para sentir o prazer - antes aprisionado - jorrar de dentro para fora de seu corpo. Exausto, descansou sua cabeça sobre o corpo de Cuddy sem deixar de penetrá-la. De olhos fechados e entregue a leveza proporcionada pelo clímax, ela se afastou de House, virou de frente para ele e beijou-o suavemente. Nada precisava ser dito; tudo o que fizeram e sentiram só foi possível por causa de um único sentimento o qual mesmo sem nunca ser comentado era tão real quanto qualquer ser palpável nesse planeta.
Fim da Parte 6.
