Capitulo 33 - Transtornos

- Serio?

De repente ele veio pra cima de mim, rapidamente, me encurralou na parede e me beijou. Foi tão rápido, tão empolgante, tão quente e muito excitante. Parecia nosso primeiro beijo.

- Feliz natal Roy...Eu te amo.

- Feliz natal...Peter.

Quando entramos no apartamento de Peter, estavam todos na sala olhando pra nós e sorrindo, com uma cara de "até que enfim".

- Pai...

- O que?

- O que? – Disseram Steve e Brian juntos.

- Pai S... – Disse Peter sorrindo pela confusão. – que cheiro booom! O que vocês estão fazendo lá?

- Um bolo filho.

- Bolo? Hoje?

- É.

- Mas você mesmo diz que bolo só se faz quando se tem algo importante pra comemorar.

- Hoje é natal né Peter! – Eu respondi.

- Não, não é porque é natal Roy. – Disse Steve.

- Então porque?

- Porque vocês reconciliaram.

- Atá! E o que você faria senão voltássemos? Não ia assar o bolo?

- É.

- Que?!

Todos caíram na risada.

- Falando nisso, vamos voltar pra cozinha Brian, você que é a mulher da casa, trate de fazer um bom jantar!

- Eu? Quem disse que sou a mulher da casa?!

- Ta bom ta bom, eu que sou.

- E eu sou uke né. – Disse Peter rindo.

- Bobo.

- Vem cá quero te mostrar uma coisa. – Peter me pegou pela mão e me levou até seu quarto, tudo continuava da mesma maneira, exceto por um mural ao lado de sua cama cheia de fotos nossas...E minhas.

- Nossa! Essa foto é do seu aniversario de 15 anos!

- É sim amor.

- Nossa, você revelou todas, essa aqui é de quando ficávamos deitado na cama o dia todo tirando fotos, na época que eu morava no colégio interno ainda...Falando nisso...Nunca mais vi James.

- James? O que ajudou seu pai?

- Sim...Ele desapareceu.

- Que bom né?

- Realmente...

- Roy?

- Sim?

- Eu não sei viver sem você. Eu preciso ter você do meu lado. Eu te amo tanto.

- Eu também te amo Peter. – Respondi com os olhos lagrimejando. Peter me jogou na cama, correu encostou a porta e apagou a luz. Logo voltou sobre mim.

- Eu não posso mais, eu preciso ter você só pra mim. Isso ta me enlouquecendo.

- Peter, melhor não... – Logo soltei suspiros enquanto ele mordia meu pescoço, segurando meus cabelos com força.

- Diga que não quer Roy, ou melhor tente.

- Eu...Eu...Eu quero sentir você, dentro de mim.

- Tem certeza Roy? – Perguntou ele com as mãos no botão da minha calça.

- Sim, agora! – Eu o virei, subindo por cima dele e tomando controle da situação. Até que infelizmente seu celular tocou.

- Não vai atender?

- Droga, tenho que atender...

- Porque?

- Pode ser...Emergência. – Respondeu ele com o celular na mão, o olhando fixamente.

- Vamos Peter, atenda então.

- Alo...Sim sou eu... Porque?! Ele parecia bem! Uma cirurgia agora? Eu...Ok, estou indo agora.

- Como assim Peter?

- Eu tenho que ir Roy...

- Porque, não pode ser outro enfermeiro?

- Não.

- Porque não?

- Porque eu sou o único enfermeiro capacitado no hospital pra esse tipo de cirurgia. – Respondeu Peter nervoso andando de um lado pro outro.

- Eu vou com você e fico te esperando então.

- NÃO!

-...

- Fique...Aqui...Eu volto logo.

- Mas porque está tão nervoso?

- Não estou nervoso!

- Lógico que está Peter Porque?!

- É uma cirurgia Roy!

- Mas você nem é o cirurgião! E também não é sua primeira cirurgia,é?

- Mas o paciente não é uma pessoa qualquer!

- Não? Quem é?

-...

- Peter?

- Eu preciso ir Roy, boa parte da vida desse paciente depende de mim.

Continua...