Capitulo 39 – Meu casamento! Ou melhor...De Kristen.

Alguns dias se passaram e fomos para o Japão, o casamento de Kris estava perto. Minha mãe não quis ir por medo de andar de avião. Reservamos um hotel e curtimos a cidade, eu adorava cultura japonesa. Jantamos em um restaurante encantador, compramos lembracinhas, fotografamos, rimos, bebemos e nos divertimos demais.

No dia seguinte fui até o apartamento de Kristen para ver seu vestido e ajudá-la com os preparos, enquanto Michael e Peter ficaram desmaiados no hotel, com ressaca.

Logo que a encontrei corri para abraça-a e lhe contar tudo. Tantas novidades, tanta coisa boa.

- Mas e ai me diz a verdade. Vocês já foram pra cama, os três?

- Ah...Não.

- COMO NÃO? PORQUE?

- Ai Kristen! Sei la, nossa relação é tão inocente e...

- Ta, mas alguém tem que botar o negocio pra ferver.

- ...

- Ninguém toma iniciativa não é?

- É...

- E você ta doidinho pra que alguém tome, não é?

- É...NÃO, quero dizer que isso não é...Bem necessário...assim

- Me engana que eu gosto Roy! Eu lembro de você delirando quando teve sua primeira vez.

- Mas agora é diferente, agora vivemos uma vida tão pacifica e...

- E daí? Sexo torna sua vida perturbadora?

- Kristen!

- Corta essa, eu sei que você ta louco pra que isso aconteça!

Era impossível, enganá-la. Durante a semana fiquei o tempo todo ocupado com o casamento de Kristen, tivemos de ir até a igreja ensaiar a entrada, fomos alugar os smokings e por fim compramos um presentinho para ela.

Finalmente o casamento de Kristen estava para acontecer, naquele final de semana eu dormi em seu apartamento e passei o dia todo a ajudando com os preparativos.

Foi chegada a hora. Eu estava em frente à igreja esperando Michael e Peter chegaram. Michael estava se sentindo um pouco mal, mas nada lhe impediu de ir.

Ao vê-los chegando já deu um friozinho na barriga, uma sensação gigante de ansiedade. Parecia até que eu era a noiva.

- Vocês demoraram!

- Meu Deus amor, você está branco! – Disse Peter colocando suas mãos sobre meu rosto e sorrindo.

- Ele está achando que ele é quem vai casar. – Brincou Michael.

- Por mim eu casaria ok?

- Aé? Com quem? – Perguntou Michael sério.

- Com os dois, oras.

- Bobo mesmo...

- Anda meninos, vocês precisam entrar na fila. A noiva entra por ultimo. – Disse a mãe de Kristen.

- Mas cadê a noiva?

- Ela está dentro do carro, quer fazer surpresa pra todo mundo.

Já na fila meu coração parecia prestes a sair pela boca. Eu já imagina uma banca de japoneses nos olhando assustados, com um ar de que: "Mas que diabos três caras de braços dados estão fazendo dentro de uma igreja?". Mas sinceramente? Eu queria que se explodisse a opinião machista e preconceituosa da sociedade. O que importava mesmo era ter as duas pessoas que eu mais amava ao meu lado, o tempo todo.

As portas se abriram, e os passos leves se tornaram pesados. Eu tremia muito e Michael apertava minha mão. Eu estava no meio dos dois. Caminhando devagar, em direção ao altar. Céus, eu me esqueci completamente dos convidados, eu olhava apenas para o altar, para o padre. Parecia que era eu mesmo quem estava se casando. Foi divino. Quando chegamos juntos aos outros padrinhos alguns nos olharam com desprezo. Mas toda a atenção foi desviada para Kristen. Ao surgir na porta não havia uma se quer pessoa que não tivesse parado para olhá-la. Ela estava extremamente maravilhosa, noivo sortudo. Kristen não sabia, mas as alianças estavam comigo. Ao sinal de Masakazu eu levei as alianças até Kristen que chorava emocionada. Foi tudo perfeito.

Na festa nos divertimos muito, relembramos coisas de nossa infância. Mas no dia seguinte precisávamos voltar, Michael precisava trabalhar e eu e Peter estudar muito e trabalhar também.

Finalmente chegamos, exaustos. Nos jogamos na cama e dormimos o dia todo, acordei de madrugada e fiquei pensando no que Kris me disse sobre "Ninguém tomar iniciativa". Até hoje eu não sei o que me deu naquela madrugada, eu mesmo me surpreendi. Acordei Michael com mordidas no seu pescoço, ele surpreso logo tirou a camisa e subiu sobre mim e nisso Peter acordou.

- Posso participar da festa?

- Claro. – Respondi

Foi tudo muito, muito rápido. Peter e Michael passeavam com suas línguas pelo meu corpo todo. Peter sempre foi meio agressivo no sexo e segurava minhas mãos enquanto me beijava. Michael já era mais delicado, me virou com cuidado e penetrou delicadamente. Peter estava por baixo e foi meu passivo, foi tão empolgante. Os movimentos de Michael começaram lentos, mas logo se tornaram ligeiros. Nós todos esperávamos por isso, foi como uma garrafa de água quando se está com muita sede. Foi maravilhoso atingimos os limites juntos. Ninguém pediu mais, naquele dia claro.

Continua...