Capítulo 19 – Sogra, terapia e casamento
"Oh não... Cuddy...". Ele se afastou. "Se você soubesse o quanto eu quero tomar Vicodin as vezes".
Ela o olhou surpresa.
"Eu estou sem drogas, mas ainda sou um dependente".
Cuddy não pensava muito nisso, ela estava tão absorvida em tudo que esqueceu-se de algo tão relevante. Ele era um viciado, sempre seria e ele seria o parceiro dela, o pai de seu filho e havia... Rachel.
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Nos dias seguintes Cuddy ficou muito pensativa sobre aquela conversa. Ela tentava evitar dar sinais confusos para House, então se atolou de trabalho para não precisar mentir ou fingir.
Naquela manhã, Cuddy estava pronta e iria sair de casa perto das seis, House acordou mais cedo para vê-la. Cuddy se vestia e sua barriga já era grande, ele sorriu orgulhoso e tão atraído por ela.
"Você está com a barriga bonita".
Ela pulou assustada, não esperava vê-lo acordado.
"Oh, obrigada".
"Sério, você está linda!".
"Obrigada".
Ele a puxou.
"House, eu estou me vestindo".
"Há dias não consigo nem te tocar".
"Eu estou muito ocupada atualmente".
"Eu sinto a sua falta".
"Eu sei, eu também, mas essa semana está insana".
"Eu acordei mais cedo pra ficar com você".
"Desculpe, mas eu não posso".
"Sério?".
"Estou de saída...".
"Cuddy, o que está acontecendo?".
"Nada".
"Eu sei quando você mente".
"Depois falamos...".
"É sobre o meu vicio?".
"Depois...".
"Ok, se você quiser que eu saia da sua casa...".
"NÃO!". Ela respondeu bruscamente sem hesitar. "Vamos conversar depois, não é nada demais".
Mas não convenceu House.
"Eu tenho que ir".
"Ok".
Ela pensou em beijá-lo, mas aí então foi ele quem fechou a cara.
O dia de ambos foi péssimo. Cuddy pulou o almoço pra se dedicar ao trabalho e passou mal à tarde, sua pressão caiu. House quase morreu quando soube, Chase contou pra ele, pois havia sido um dos que a acudiram.
"Você é louca?".
"Dez dólares se eu descobrir quem te contou". Ela desmereceu a preocupação dele.
"Você deveria ter me contado".
"Não foi nada demais".
"Mas poderia ter sido. Você se alimentou?".
"Eu só pulei o almoço".
Ele riu nervoso. "Você precisa comer!".
"Não precisa se incomodar comigo".
"Você está grávida de um filho meu, desculpe se eu me incomodo".
"Só isso?".
"Só isso? Você tem 50% de meu DNA no seu ventre e... eu te amo!".
"Não parece".
"Eu farei o que você quiser desde que você coma e pare de ficar brava comigo".
"Eu não estou brava com você. Não totalmente".
Ele olhou suspeito.
Logo a secretária dela entrou trazendo uma salada.
"Você vai comer só isso?".
"Tem proteína vegetariana".
"Porcaria! Eu vou trazer uma comida de verdade".
"House, eu não quero. Vou comer isso e depois tomar minha proteína".
Ele saiu da sala dela contrariado, confuso e muito irritado.
A tarde toda ela sentiu-se mal e pensou que não podia continuar assim, ela precisava fazer algo. De repente ela teve uma ideia.
...
Aquela noite Cuddy voltou pra casa mais cedo, mas então era ele quem não estava, House não voltou, ficou no apartamento dele e Cuddy só soube disso porque ligou dez vezes até que ele atendesse.
"E se eu tivesse algum problema com a gestação? Você simplesmente desaparece e não atende as ligações?".
"Pensei que você não queria proximidade".
"Eu nunca disse isso".
"Mas demonstrou, já que sou tão viciado".
"House... Você usou Vicodin?".
"E se eu tiver usado?".
"House...".
"Tchau Cuddy. Fique com sua vida perfeita longe de um viciado e me deixe viver a minha vida miserável".
Cuddy largou tudo e foi atrás dele, antes ela deixou Rachel na casa de Júlia. Quando ela chegou bateu na porta e ele atendeu relutante.
"Você está bem?".
"Quer examinar minhas pupilas?".
"Não, eu quero que me responda".
"Não Cuddy. Eu não usei drogas. Feliz?".
"Sim". Ela também não hesitou em responder.
"Você quer entrar ou é só uma visita breve pra ver o estado geral do pai do seu filho?".
"Você não é só o pai do meu filho".
"Ah não?".
"Você sabe que não. Você é o homem que amo".
Aquilo o desarmou completamente.
"Não me pareceu assim nos últimos dias... Alguém me disse isso hoje".
"Desculpe pelos últimos dias, eu não sabia como agir".
"Teremos sexo de reconciliação?".
"Talvez... Você estraga tudo falando desse jeito". Ela respondeu bem humorada e House se aproximou e a beijou.
Ele sentia tanto a falta dela. Ela também pensou que foi uma idiota por ficar tanto tempo longe dele, ela sentia tanta falta dele.
Fizeram amor e House sempre ficava muito carinhoso, até pegajoso, depois do sexo. Nessa ocasião ele acariciava a barriga dela com tanta delicadeza que a fez chorar.
"O que houve? Você está chorando?".
"House... eu pensei... Acho que você precisa de terapia".
Ele riu alto.
"É sério".
"Por que sou um viciado?".
"Exatamente por isso. Você precisa ter alguém para falar".
"Eu tenho você, Wilson...".
"Não é a mesma coisa. E você não fala tudo pra mim".
House bufou.
"O que foi? É tão ruim fazer terapia?".
"Bom não é...".
"Como você sabe se você nunca fez?".
"Por isso mesmo. Se fosse bom eu teria feito".
"Ok, vamos falar disso amanhã".
"Que tal não falar disso nunca mais?".
"House, vamos dormir".
"E Rachel?".
"Está com Julia. Você lembrou-se dela só agora?".
"Você veio toda gostosa, desculpe se minha mente de macho apagou todo o resto".
Ela sorriu e se aconchegou perto dele. Quando House estava quase dormindo a ouviu dizer, "faça terapia House, vai te ajuda".
...
No dia seguinte Cuddy acordou cedo, foi buscar Rachel e depois tomar um banho, se vestir e ir para o hospital. No meio do dia ela foi vê-lo.
"Ei, posso falar com você?".
"Ok...". Seu time saiu da sala para cuidar do paciente e o casal teve alguma privacidade.
"Tome".
"O que é isso?".
"Indicação de uma psicóloga".
Ele bufou.
"Sério House, tente! Por favor!".
Ele resmungou, mas pegou o papel.
"Obrigada!". Cuddy sorriu e deu um selinho nele. Depois ela saiu andando sensualmente com aquela linda barriga.
"Cuddy está linda grávida". Kutner falou.
"Está". Ele concordou. "Mas tire os olhos!".
"Eu não estava olhando com essa intenção...".
O fato é que House enrolou, enrolou e não marcou nenhuma consulta com a psicóloga.
"Falei com Lis".
"Lis?".
"A psicóloga que você nunca marcou consulta".
"Oh, ela...".
"House... Nós estamos tão bem".
"Por isso mesmo".
"Por favor! Por mim e pelo seu filho!".
"Isso é chantagem".
"Se for pra você ficar bem qualquer coisa vale... Até chantagem".
...
Na semana seguinte ele foi à consulta, mas não saiu exatamente bem.
"Sinto que seus xacras estão desalinhados".
Bastou para House sair de lá e não querer mais voltar.
"Ela é uma ótima psicóloga".
"Charlatã".
Cuddy respirou fundo. "Ok, tenho outra indicação".
"Não!".
Cuddy anotou e entregou pra ele. Um homem dessa vez.
House foi e também não deu certo.
"O ser animal dentro do homem precisa dormir para que o homem racional tome posse". House zombou do sujeito.
"Mas você não gosta de nenhum". Cuddy argumentou quando ele retornou pra casa reclamando. "Nenhum profissional te agrada".
"Eu disse, essa profissão é uma farsa".
"Todos são muito bem recomendados".
"Por quem? Wilson?".
"House, você precisa ceder".
"Eu cedo todo dia quando eu preciso fazer serviço na clinica. E todo dia quando eu tenho que levar o lixo, quando não posso assistir as minhas coisas na televisão, quando eu tenho que dormir com aquele ar condicionado mesmo no frio porque os seus hormônios exigem, quando eu sou obrigado a conviver com a sua mãe".
Cuddy respirou fundo. "Ok, vamos tentar só mais uma vez?".
"Não vai dar certo".
"A última tentativa".
"E quem seria esse ser iluminado que mudaria minha visão sobre terapia?".
"Dan".
"Dan?".
"Daniel".
"Oh tão intimo seu... Já não gosto dele".
"Dan é homossexual e melhor psiquiatra de Nova Jersey".
"E porque ele não foi sua primeira indicação então?".
"Porque ele é caro. Mas eu pago".
House riu. "Não... Eu não quero o seu dinheiro".
"Ele é caro e não aceita qualquer paciente".
"Ótimo, perfeito pra mim".
"Mas eu vou ligar pra ele".
"Pra quê esse esforço?".
"Porque eu te amo!".
"Você sempre usa a carta fofa".
"Porque é verdade e porque funciona". Ela começou a beijar a orelha dele.
"Isso é golpe baixo".
Depois disso House não conseguiu mais reagir.
"Não mãe, eu não vou ao casamento".
...
"Eu nunca prometi nada a tia Dora".
...
"Ela me convidou sim, mas eu não converso com Anne há tempos".
...
"Isso foi na infância, eu tinha dez anos".
...
"Eu nunca vou a eventos familiares? Eu fui ano passado...".
...
"Não consigo ir sempre, meu trabalho exige muito de mim. E agora tenho uma filha e estou grávida".
...
"House não faz questão, ele não é exatamente um homem de socializar com a família da namorada".
...
"Ok, não vamos começar com esse assunto outra vez".
...
"Nós não fazemos questão de nos casarmos. Estamos bem assim".
...
"Não me interessa o que o pastor pensa".
...
"Ok, mãe. Eu preciso ir!".
...
"Tchau!".
E ela desligou. Cuddy respirou fundo, falar com sua mãe sempre a deixava tensa. De repente o telefone tocou novamente e ela bufou.
"Alô". Cuddy atendeu com o tom de voz irritado.
"Lisa Cuddy?".
"Sim, quem é?". Ela franziu a testa sem identificar a voz do outro lado da linha.
"Sou Blythe House".
Ela deu um pulo do sofá envergonhada e surpresa.
"Oh, senhora House".
"Wilson me disse que encontraria Greg por aí".
"Oh sim, mas ele saiu...".
"Desculpe a pergunta, mas meu filho fazia alguma coisa especifica na sua residência?".
Cuddy respirou fundo, se o namorado dela não tinha coragem de falar a verdade, ela não mentiria.
"Ele praticamente mora aqui agora".
"O quê? Por quê?". A mulher parecia surpresa de verdade.
"Porque nós dois estamos... estamos namorando".
"OH MEU DEUS!".
Cuddy quase ficou surda.
"Eu estou tão feliz. Há quanto tempo isso acontece?".
"Desde que voltamos da ilha, basicamente".
"Oh Deus! Eu estou tão feliz e tão brava ao mesmo tempo. Meu filho nunca me disse nada".
"Você sabe como ele é...".
"Mas isso é grande! Ele está namorando e morando com você há meses".
"Na verdade... A senhora está sentada?".
"Oh meu Deus! O que mais?". A senhora realmente não tinha a menor ideia do que esperar.
"Eu estou grávida, tipo... muito grávida".
"Céus!".
Cuddy deu o tempo que a senhora precisava.
"Eu mato Greg!".
"Por que ele me engravidou?". Cuddy sentiu-se uma adolescente de repente.
"Não querida, claro que não! Eu sonho em ser avó. Eu o mato porque não me contou absolutamente nada".
"Eu não sabia que você... não sabia".
"Oh, se eu soubesse já tinha ido visitá-los".
Cuddy pensou que essa devia ser a maior razão de House manter sigilo.
"Eu adoraria conhecê-la melhor. A minha nora e mãe de meu neto, ou neta".
"Na verdade é neto. Anthony".
"Oh... Que lindo nome! Eu estou tão emocionada".
"E também tenho uma pequena menininha: Rachel. É adotiva e ela ama House... Greg, como se fosse pai dela".
"Uma família! Quem diria?".
Cuddy sorriu com esse pensamento.
"Oh querida, eu estou tão feliz".
E as mulheres conversaram por uma hora. Falaram sobre House, sobre a vida, sobre tudo. Cuddy gostou muito daquela senhora distinta.
House voltou pra casa tarde da noite, ele estava ocupado no hospital. Rachel ficou muito feliz em vê-lo e começou a balbuciar e pedir colo.
"Ei pequena, pelo menos alguém feliz em me ver".
"Eu não estou infeliz em te ver". Cuddy respondeu.
"Sério? Pois não parece muito empolgada".
"Você marcou consulta com Dan?".
"Oh não! Outra vez isso?".
"Ainda bem que eu marquei. Amanhã, nove horas da manhã".
"Sério? Tenho compromisso".
"Trabalhar? Mas você nunca chega antes das dez".
"Eu tenho um processo, e olha só que horas saí hoje".
"Ok. Você pode passar para vê-lo e depois vai trabalhar".
"E se ele der em cima de mim? Ele é gay, não é?".
"E você é um idiota, não é?".
"Ei, essa doeu".
"Ah, sua mãe ligou".
"Pra você?".
"Aqui em casa".
"Por quê? Como ela sabia que eu estaria aqui?".
"Wilson".
"Eu o mato!".
"Você vai querer me matar antes".
"O que você fez?". Ele perguntou arregalando os olhos.
"Eu contei pra ela".
"O quê?".
"Tudo!".
"Tudo?".
"Tudo".
"Você contou que me chupou semana passada enquanto eu chupava você?".
"House, Rachel...".
"Ela é uma bebê". House a carregava no colo e a menina se divertia brincando com a barba dele. Ela se arrepiava toda quando colocava a mãozinha, de alguma maneira aquilo era divertido pra ela.
Cuddy sempre dizia que a menina já sabia o que era bom desde pequena, um homem com uma barba estilo alfa macho.
"Eu falei sobre nosso relacionamento e sobre Anthony".
"Oh não!".
"E gostei muito de sua mãe, ela é muito educada e conversamos por uma hora".
"Isso é o pesadelo!".
"Ela disse que virá nos ver em breve".
"Pesadelo completo".
"E vai piorar".
"Cuddy, eu posso ter uma parada cardíaca".
"Vamos ao casamento de Anne".
"Quem é Anne?".
"Minha prima".
"Ok, de onde vem tudo isso? Você abriu o saco do inferno?".
"É uma viagem breve de duas horas. Será domingo. Iremos sábado pela manhã e voltamos domingo à tarde".
"E você decidiu tudo isso sem mim?".
"Você é meu namorado...".
"Por namorado, você diz: escravo?".
"Ok, eu vou sozinha. Bom é que meu namorado de infância estará lá e tem fetiche por grávidas".
"Isso não é verdade".
"Não. Ele era um crush e não tem fetiche por grávidas, mas talvez...".
"Ok, eu irei!".
"E você irá ver doutor Dan também?".
"Também".
Ela sorriu.
"Mas não fique tão satisfeita consigo mesma".
"Eu estou tão feliz que pensei... Quem sabe... sexo...".
"Ok, pode ficar feliz e satisfeita consigo mesma".
No dia seguinte, nove e quinze da manhã, House entrava no consultório do doutor Daniel.
"Você se atrasou".
"Você é preto".
O homem sorriu, seria interessante.
"Então você é o namorado de Lisa Cuddy".
"Desculpe, heterossexual. Soube que você...".
"Que sou homossexual?".
"É o que dizem".
"Você não faz o meu tipo. Além do mais, eu sou casado".
"Você fala isso porque não viu o tamanho de meu pênis".
O homem riu alto. "Você é engraçado".
"Achei que ficaria irritado".
"Não, eu tenho senso de humor".
House ficou calado olhando ao redor. Era sem duvida uma decoração de bom gosto e muito cara.
"O que te trouxe aqui?".
"O carro? Ok, essa foi fraca".
"Digo, porque veio?".
"Eu sei o que você quer dizer... Minha namorada me obrigou a vir".
"Uh, nenhum homem vem obrigado a menos que haja uma razão".
"Sim, eu não quero perder o acesso a vulva dela. Você não gosta, mas eu gosto muito de vulvas".
"Já notei que o fato de eu ser homossexual é um incomodo".
"Nenhum incomodo, é mais... Material para trocadilhos".
"Se você tivesse doze anos iria considerar natural".
"Wow, essa doeu!".
"Meus honorários são caros e tenho certeza de que você não quer desperdiçar dinheiro".
"É dinheiro de Cuddy".
"Ainda assim...".
"Ok, o fato é que ela pensa que eu, por ser um viciado, posso ter mais sucesso em me manter abstinente fazendo terapia do que lidando com isso sozinho. Ela surtou recentemente".
"Você é um viciado em que?".
"Sexo, drogas e rock'n roll".
Ele viu que Daniel ficou sério.
"Vicodin".
"Uh, por conta de sua perna?".
House pensou em um milhão de piadas, mas desistiu. "Sim".
"Conte-me o que houve, por favor".
House não queria, mas contou. Por alguma razão era como se aquele sujeito fosse um hipnotizador. E a conversa fluiu pelos próximos cinquenta minutos.
"Foi ótimo! Nos vemos semana que vem?".
"Não falamos nada sobre meus anos de abuso de opióides. E nem sobre minha mãe e os traumas que meu pai me causou". House disse com voz dramática.
"Nossa conversa hoje foi muito esclarecedora".
"Sério?".
"Claro que sim. No mais, chegaremos lá quando chegarmos lá".
"E até lá você tira rios de dinheiros de minha namorada?".
"Sabe... Eu gostei de você. Acho que será um caso interessante, por isso cobrarei 50% apenas".
"Caridade para o viciado manco?".
"Algo assim...".
"Ok". House se surpreendeu com aquele sujeito.
Quando chegou ao hospital, já era perto das dez e meia.
"House!".
Ele sabia de que era aquela voz.
"Podemos conversar? Minha sala?".
"Claro chefa!".
Ele entrou atrás dela.
"Como foi com Daniel?". Ela perguntou ansiosa e ajeitando-se pra sentar na cadeira devido a sua barriga em constante crescimento.
"Bem".
"Bem?". Ela abriu um sorriso, pois era a primeira vez que ele não dizia coisas terríveis sobre os psicólogos.
"Bem, não ótimo".
"Uh...".
"Não comece com esperanças demais".
"Você vai voltar semana que vem, não vai?".
"Eu tenho outra escolha?".
"Sim, mas não acho que seria muito inteligente".
"Ok, senhora redonda. Eu voltarei para o seu deleite".
"Obrigada". Ela disse e pegou a mão dele. De repente ela mudou a fisionomia.
"O que houve?".
"Anthony...".
"O quê?". Ele perguntou preocupado.
"Ele está em uma posição desconfortável pra mim. Bem nas minhas costelas".
House se levantou e foi sentir seu filho. "Thony, filho, não mate a sua mãe antes do parto, não é algo inteligente a fazer".
"Obrigada por isso". Ela disse tendo dificuldades para respirar.
"Sente-se no sofá".
"Por quê?".
"Confie em mim".
Ela levantou-se com dificuldade e se sentou.
"Deite-se".
Ela assim fez.
House colocou ambas as mãos na barriga dela e manobrou o seu filho com enorme destreza.
"Melhor?".
"Muito melhor. Como você aprendeu a fazer isso?".
"Com as outras mães de meus filhos".
"Ele está chutando agora". Cuddy colocou a mão dele para sentir.
"Ele não ficou muito feliz. Mas acostume-se Thony, aqui o alfa sou eu".
Cuddy riu alto. "Até os primeiros choros de madrugada".
"Ele vai ter seus seios emprestados apenas, eles continuarão sendo meus pra sempre".
"Pode deixar, tenho certeza de que meu filho não vai querer meus seios por muito tempo".
"Isso foi meio esquisito".
"Você começou".
"Ok chefa, mereço um beijo de agradecimento?".
Ela sorriu e o beijou delicadamente. "Agora vai trabalhar".
"Sim senhora!". E ele se dirigiu para a porta. "Ah, graças a meu carisma incrível você pagará 50% do valor da consulta da terapia".
"Sério?".
"Agradeça ao meu charme!".
No final de semana...
"Eu não quero ir".
"Deixe de ser criança, não fazemos só o que gostamos".
"Mas eu não entendo porque tenho que ir a um casamento estúpido".
"Porque é minha família, quando você está comigo, também está com eles. De alguma forma...".
"Você quer me dizer que eu namoro Arlene indiretamente?".
"NÃO! Você só me namora".
"Não entendi o seu ponto então".
"Ok, faça-se de desentendido".
"Você sabe que vão nos perturbar nesse final de semana porque não somos casados, não sabe?".
Cuddy estava apavorada com isso, ela sabia que todos os parentes perguntariam sobre o casamento. Como uma judia engravidou solteira de um não judeu? Mas ela tentava fingir que estava tudo bem, apesar de que isso a incomodava em primeiro lugar. Ela tentava passar uma ideia de mulher moderna, e de fato ela era independente e tinha a mente aberta pra um monte de coisas, mas não pra isso. Não exatamente.
"Ficaremos bem".
"Se você diz...".
Continua...
