Yo! Mais uma vez estou aki p/ postar mais um capítulo da nossa fic. Vamos aos novos montros mitológicos e seres estranhos q nossas heroinas derrubaram no submundo! Estamos apenas no começo, heim! XD
Espero q estejam gostando e q gostem do q vem por aí! Boa leitura!
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Chegaram mais perto, novamente espreitando por entre as rochas. E se depararam com uma cena um tanto quanto grotesca: Gigantescos seres humanóides semi-nus, com cerca de cinco metros de altura e duas cabeçorras um tanto disformes e carecas. Eles lutavam pesadamente entre si com murros tortos que poderiam derrubar um prédio apenas com a força puramente física. Um deles caiu ensangüentado no chão, com os olhos esbugalhados e sem vida, enquanto o vencedor achegava-se numa que parecia uma fêmea, por seus seios enormes, porém sem curva alguma no corpo além dessas, e a puxou pelo braço. Outros tantos gigantes como ele caíram sobre o vencedor querendo briga.
- Que porcaria é essa? – resmungou Stella meio que sem entender.
- Parece que estão disputando a fêmea do grupo... Ao modo mais animal que tem.
- Credo. Por que fariam isso. Não tem jeito mais descente?
- Se eles são selvagens a ponto de não saber outros modos de conquista... Não.
- Onde foi que viu sobre modos de conquista, heim?
- Digamos que eu gosto de ecologia e comportamento animal. - bricou Nala.
- Sério...? – a outra riu incrédula e sem graça, talvez por que o assunto não lhe chamasse tanto a atenção. Pelo menos não em aulas formais.
Um dos gigantes então parou e começou a farejar o ar, o que deixou Nala pálida e com um sorriso nervoso. Stella estranhou, tocando seu ombro de forma interrogativa.
- Acho que não temos o mesmo cheiro deles... – não precisou que perguntasse.
O monstro foi chegando mais e mais perto. Nala pensara que poderia passar por ali desapercebida como fizera quanto a prisão era guardada por espectros, mas parecia que apenas o silêncio das duas não era suficiente contra o faro dos gigantes bicéfalos. Stella então começou a se afastar por entre as pedras, sussurrando.
- Que tal a gente afastar beeem devagarinho...?
Não deu tempo, uma mão enorme surgiu sobre a cabeça das duas e agarrou Nala. Ela quase sumia dentro dos gigantescos dedos. Stella se assustou e saltou, agarrado-se à mão do gigante.
- Nala-chan!
- Stella-chan, cuidado!
A outra também foi agarrada, pela outra mão, e levada ao meio dos gigantes, onde eram elas, agora, o novo centro das atenções. Eles resmungavam como homens das cavernas em timbre grave, rouco e lento, enquanto as duas se debatiam, pareciam falar algo sobre gostoso, ou assar. Elas se debateram mais ainda.
- HEI! Eu não sou o jantar! – gritou Stella.
- SOLTEM A GENTE, SEUS BRUTAMONTES, OU EU FATIO TODOS! – Nala berrou impaciente.
O que as segurava olhou para elas, bravo, e apertou as duas com mais força. Elas gritaram de dor. Um outro chegou perto e arrancou uma das penas douradas de Nala, fazendo-a gritar e se enfurecer.
- Ora seu retardado, como se atreve!
Mas ele parecia maravilhado com o brilho daquela minúscula pena, e nem deu importância para a histeria da menina. Ela estava vermelha de raiva, explodiu o cosmo com tanta força que o gigante abriu a manzorra e ela caiu de pé no chão, parecendo uma pedrinha bem pequena aos pés do monstro. Uma das cabeças se voltou para a mão, onde havia uma leve vermelhidão, como se tivesse pegado em uma travessa muito quente, suas feições se transformaram em algo ainda mais raivoso e ele começou a pisotear o chão na tentativa de esmagá-la.
Stella também explodiu seu cosmo enquanto Nala se desviava do pé enorme e calejado, com unhonas de mais de dez centímetros de espessura e mais nojentamente imundas que qualquer coisa que já tinham visto. Ela também foi liberada, e agora o monstrengo tentava pisotear a ambas. As duas garotas se desviavam facilmente, embora fosse ainda assustador e muito fedido estar ali embaixo. Então surgiu uma idéia... Stella mergulhou entre as pedras e pegou uma mais ou menos grande, que arremessou contra um dos outros gigantes. Nala fez o mesmo, elas começaram a atirar pedras contra vários bicéfalos enquanto desviavam do primeiro.
O plano, aparentemente, deu certo. Os gigantes começaram a se enfurecer, e ao invés de apenas assistirem ao colega tentando esmagar as duas pedrinhas andantes, começaram a tentar acertá-las também às pesadas. Acontece que seus pés eram enormes para as duas criaturinhas ágeis que se desviavam tão bem, e eles começaram a acertar uns os pés dos outros. Uma grande confusão se formou, e eles começaram a brigar entre si. A briga pela fêmea entre dois gigantes vista quando chegaram ao local não era nada comparada àquele show de aberrações. Uma montanha enorme de criaturas horrendas, imundas, fedidas e gigantes se pegando aos tapas, chutes, socos, puxões de cabelo e mais sabe-se lá o que estavam aprontando no meio daquela maçaroca. As duas se entreolharam com cara de espanto, depois se viraram para a gigantesca montanha e concentraram seus cosmos à um nível absurdamente alto. Os monstros perceberam as gigantescas energias, e pararam imediatamente a briga, olhando com caras de tapados bestas em direção das coisinhas miúdas que, agora, brilhavam intensamente. Nenhum deles teve tempo de pensar em nada.
As rajadas de energia delas veio numa velocidade inacompanhável para aqueles seres, era algo muito maior que elas, e suas bocarras se escancararam de surpresa, incredulidade e medo irracional. A luz laranja de Nala e a prateada de Stella de uniram num turbilhão e se enroscaram, atirando os feiosos longe delas. Eles estavam inconscientes, e as duas puderam continuar caminho tranquilamente. Elas se entreolharam de novo.
- Que burros... – comentou Stella com cara de "não acredito nisso".
- É... – Nala tinha o mesmo olhar embasbacados – Que nem umas portas...
Deram risadas com aquilo, e se voltaram para a saída da prisão. Os bicéfalos que não tinham entrado na briga estavam acuados e com estúpidas caras de medo, acompanhando meio que apavorados os passos das meninas. Nem pensaram na possibilidade de tentar impedi-las.
Percorreram mais alguns minutos pelo mundo dos mortos, esperando pelo que viriam a encontrar na sua próxima parada, a quarta prisão. Nala se lembrava muito bem do pântano das trevas, para onde eram mandados os condenados por levarem uma vida de ódio e onde passariam a eternidade afogando uns aos outros.
Mas quando lá chegaram, a cena era bem outra. A superfície sempre tivera aquela textura de petróleo, mas o que se revolvia sob ela não se parecia nada com condenados. Era certamente uma coisa só, muito maior que a montanha de gigantes bicéfalos que haviam visto na terceira prisão, pouco tempo atrás. Elas engoliram em seco,pensando o que diabos seria aquilo, e avançaram cautelosamente em direção ao pântano. De um jeito ou de outro, teriam de passar por ali.
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Sim... Elas talvez estivessem encrencadas com o que quer que estivesse embaixo daquela gosma nojenta. Mas, pensavam, talvez fosse mais alguma coisa com muita massa e pouco cérebro. Avançaram, então, em direção à "água" que se revolvia.
- Como acha que poderemos passar pelo lago? – perguntou Stella.
- Bem... O cara que protegia esse lugar tinha uma jangada de madeira, talvez ela ainda esteja por aqui... Ou do outro lado do lago, porque os últimos a atravessarem foram Kanon com Hyoga e Shiryu desacordados...
- Como você chegou do outro lado? – perguntou ela surpresa.
- Bem... Eu e Dohko pegamos outro caminho... Por cima. Tivemos que fazer um pouco de malabarismo para saltar de uma pedra a outra. Acha que devíamos voar de novo?
- Quem sabe... Ou poderíamos construir uma outra jangada...
- Não sei como, já que não tem madeira aqui embaixo. De qualquer forma, acho melhor a gente dar um jeito na coisa que tá ali embaixo...
- Tem razão. Tacamos pedras de novo? Ou podemos lançar nossos cosmos nela...
- Acho que é o jeito... Venha... Nós lançamos nossos cosmos e nos escondemos nas pedras. Quando a coisa ficar com raiva e sair, estaremos escondidas.
- Poderemos ver o que é e teremos o elemento surpresa do nosso lado.
- Isso mesmo.
Fizeram como haviam dito. Tão logo atingiram a massa amorfa que se movia na lama negra, se atiraram atrás de uma pedra e esperaram. O som da coisa emergindo foi algo grotesco, como lama entrando em ebulição e, de repente, um urro rouco e agudo ecoou tão alto que quase as deixou surdas por um instante. O mais estranho era que não parecia ser um único urro, mas vários de uma só vez, se sobrepondo uns aos outros. O som de líquido gosmento continuou, cada vez mais próximo, como se alguma coisa muito grande nadasse para a borda do pântano. E então a terra tremeu sob os pés das Amazonas, o som de coisas enormes pisando o chão de pedra se repetiu mais três vezes. Elas colocaram a cabeça para fora do esconderijo e viram um mostro gigantesco procurar por todos os lados a coisa que o atingiu. Farejando avidamente. Se apoiava em quatro patas cheias de garras enormes e mortais do tamanho de estalactites, um corpo arredondado, recoberto do que parecia couro, uma longa cauda que devia ser uma perigosa arma, muito musculosa, e nove cabeçorras, saídas de nove longos pescoços, todas com cerdas gigantescas e espinhudas no cocuruto, olhos amarelos flamejantes, com pupilas verticais e repitilianas.
- Caraca, uma Hidra? – sussurrou Nala.
- Que ótimo... Como é q a gente mata isso se não podemos cortar as cabeças?
- Vai saber... Quem sabe se não transformarmos ela em suco de hidra...
- Adoraria fazer isso.
Mas certamente que seria bem complicado fazer um suco de Hidra. Teriam de se lembrar de como ela tinha sido derrotada na era mitológica, para poderem fazer o mesmo. Ao que se lembravam, Hércules tinha matado uma Hidra mandada por Hera como um dos seus doze trabalhos, mas ele não conseguia matar o monstro porque sempre que cortava uma das cabeças outra renascia no lugar, isso se fosse só uma que reaparecesse. Isso era bizarro de se pensar... Mas enfim, se lembravam também que ele havia utilizado fogo quando cortava uma cabeça, para cicatrizar o ferimento e, assim, outra cabeça não poderia crescer ali. Era essa a solução. Mas havia ainda outro problema...
- E a cabeça imortal? – perguntou Stella, ao ouvir o plano de Nala.
Esse era o outro problema, mas não se incomodariam com isso agora, se Hércules a matara, elas, Amazonas, também poderiam.
- Bem... – disse Nala diante da pergunta que ela também se fazia. – Vamos nos preocupar com as cabeças mortais por enquanto. Eu tenho minhas garras, e você controla qualquer elemento, então...
- Você corta e eu cauterizo. Falou e disse, vamos nessa!
Foi quando o mostro chegava bem perto delas. Ele estava a poucos metros do esconderijo onde estavam, já babando ao sentir que o cheiro que buscava estava cada vez mais perto. Mas antes que pudesse por uma das cabeçorras para trás da pedra, Nala saltou rapidamente para cima da cabeça mais próxima, concentrando todo o seu cosmo e bradou:
- DENTES DE SABRE!
Antes que pudesse perceber o que acontecia e reagir, o pescoço foi contado pelo meio como que por uma espada, e o sangue começou a jorrar se misturando com a gosma estranha do pântano. Stella saltou o mais rápido que conseguiu para o lado da cabeça decepada, elevando também o seu cosmo e se envolvendo em chamas.
- Toma essa! Venham, chamas sagradas!
As chamas que a envolviam avançaram na velocidade da luz contra o ferimento que já borbulhava, quase brotando em uma nova cabeça e, de repente... CABUUUUM!
Uma gigantesca explosão atirou cada um, Nala, Stella e a Hidra, para um lado, bem longe um do outro. Será que aquela coisa preta gosmenta era mesmo petróleo? Era o que as duas pensavam. De qualquer forma, não havia dúvidas de que era inflamável. Quando o monstro se ergueu, pelo menos, viram que a cauterização tinha dado certo. Não havia cabeça, apenas a base decepada de um pescoço. Repetiram o feito por mais sete vezes, tomando cuidado para não serem pegas de surpresa pelas explosões. Stella parecia estar se divertindo a beça com aquele show de fogos e, finalmente, só restava uma das cabeças.
- Bom... – disse Stella – Acho que agora não vai adiantar muita coisa a gente tentar o mesmo, né?
- É... Acho que não.
Quando disseram isso era porque já haviam tentado três vezes o mesmo artifício com a Hidra, mas o pescoço não sofrera nenhum dano como os outros. O mostro investia sobre as duas de forma feroz, era muito mais rápido que os gigantes da prisão anterior, o que deixava as escapadas muito mais difíceis. Além disso, uma única baforada que dava nas rochas quando as garotas escapavam de suas presas por um triz fazia com que o chão se desfizesse como sorvete no sol. Tinha hálito de ácido, e as meninas agradeciam muito mesmo por suas armaduras nestas horas. Stella chamou Nala para o seu lado uma hora.
- Vamos tentar o mesmo que fizemos com os gigantes!
- Mas ela é bem mais forte!
- Bem, então usemos alguma técnica... Afinal... Ela tá melecada de...
- Alguma coisa que explode... Claro!
Elevaram novamente seus cosmos às alturas, Nala ergueu os braços e deixou o turbilhão de seu cosmo laranja a envolver junto daqueles meteoritos pontiagudos como garras. Stella cobriu seu corpo também com um turbilhão de seu cosmo, mas o dela era de puro fogo, contou um, dois, três e, no já, disparou sua rajada de fogo mais poderosa do que antes, assim como Nala disparou sua técnica mais poderosa, a Tempestade de Tygra. Mais uma vez os poderes se uniram num turbilhão, a Hidra o recebeu quando fazia o seu bote, bem de frente para o perigo, para a sua morte. Uma explosão muito maior a atirou pesadamente contra a parede de pedra e as rochas enormes caíram sobre sua última cabeça e a esmagaram. Nala e Stella arquearam uma sobrancelha diante da cena.
- Olha só... Acho que foi assim que Hércules matou ela... – disse Stella
- É... Nem inconscientemente escapamos de nossa falta de criatividade...
Stella riu, Nala a acompanhou, a risada se tornou uma gostosa gargalhada. Elas deram as costas e se voltaram para o lago negro como a noite sem estrelas. Como atravessariam? Foi quando elas olharam para as cabeças monstruosas decapitadas. Voltaram os olhares uma para a outra e sorriram. Nala arrancou duas das cerdas que tinha nas cabeçorras, passando uma para Stella, e elas perceberam que aquele espinho era mais compridos que elas. Daria um bom remo. Depois, cada uma empurrou uma cabeça para o lago e viram que ela flutuava, assim como esperavam. Saltaram para cima e remaram. Por um longo tempo de silêncio, apenas quebrado pelo som estranho da água gosmenta sendo remexida pelos remos improvisados, elas remaram em direção à próxima prisão. Quando finalmente chegaram em terra firme foi que voltaram a falar.
- Ufa, até que enfim... Não agüentava mais ficar em cima dessa coisa molenga e estranha... – resmungou Stella.
- E não é só isso... – respondeu Nala – essas cabeças fediam mais que os gigantes lá atrás. Estava quase ficando intoxicada.
- Argh, nem me fale! Mais um pouco e eu desmaiava! E agora o que é que vem?
- A prisão dos túmulos em chamas, onde os infiéis queimavam eternamente em seus túmulos num fogo que não seria apagado por nada.
- Cruel... Bem... Mau posso esperar pra ver que monstro nos espera aqui.
- Nem eu.
Ambas riram, e continuaram a caminhar.
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Continua...
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Bom, é isso aí por hj! Só p/ comentar... Na real mitologia, a Hidra é tipo uma serpente c/ um monte de cabeças, tem versão em q tem três, sete, nove ou bem mais q isso... Eu escolhi a mais aceita/conhecida, q é a de nove. Mas nessa mitologia, como é uma serpente, naum tem pés e a cauda é só a continuação de seu corpo, e ela tb naum é tão grande, tanto q tem uma imagem do Hércules matando ela em q o mostro é mais ou menos do tamanho dele (td bem q ele era grande, mas ainda tinha estatura de humano xD). Mas eu achei legal o desenho da hidra no filme do Hércules, da Disney, q era desse jeito q eu descrevi. Então eu escolhi dar essas mudadinhas pq achei q, de aparência, ficava mais interessante, e de tamanho ficava muito mais legal e desafiador XD.
Enfim... É isso! Amanhã postarei mais um capítulo. O q será q elas encontrarão no inferno dos túmulos em chamas? E após ele? Para q lugar irão e o q encontrarão? Bom... Espero q estejam gostando e curiosos. Até lah! Comentem, onegai! ^-^v
