Oi gente T_T Estou triste por cuasa do jogo... Mas o show tem q continuar... O Brasil perdeu, mas nossas heroínas ñ perderão! Enfim... Vamos continuar nossa saga no submundo em busca de alguma coisa estranha enterrada no inferno de gelo do Cocitos. Do q será q elas estão atrás? Q missão é essa afinal? Estamos chegando perto dos q serão adversários de vdd p/ nossas Amazonas? o.o

Bem... É o q veremos em breve. Vamos a mais um Capítulo! Boa leitura, pessoal!

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Mais alguns minutos de caminhada, e puderam ver os túmulos que ainda ferviam em chamas azuis eternas, todos abertos, mas aparentemente vazios. Stella achou que aquilo deveria ser realmente um castigo horrível, mas concordou com Nala que qualquer dos castigos dali era horrível se pensassem bem. Tentaram evitar a proximidade com as chamas, mas sempre mantendo a atenção para qualquer coisa que as pudesse atacar.

E não tardou muito para alguma coisa aparecer. De dentro de um dos túmulos uma sombra saltou na direção das garotas, era como apenas uma nuvem de fumaça, mas quando se atirou para cima delas, desviaram no mesmo instante, cada uma para um lado, e viram que aquela sombra feita de fumaça tomou forma e consistência no lugar em que havia caído, enorme e de corpo grotesco como dos gigantes bicéfalos, mas não tão grande. Devia ter uns dois metros, tinha braços longos e fortes de orangotango, dentes pontiagudos saindo para fora da boca descarnada, não tinha pele, nem carne, seus olhos eram apenas buracos, assim como o lugar onde deveria estar seu nariz. Tinha também um grosso par de chifres sobre a cabeça. Parecia o esqueleto de um Orc, mas agia como um morto vido.

- Um orc morto vivo? – estranhou Nala

Ele imediatamente se virou para ela e a atacou muito desengonçado, Stella tentou ajudar, mas outro ser desses havia saltado também de seu túmulo e caía sobre ela, obrigando-a a se esquivar rapidamente. Elas tentavam atingir os orcs com chutes e socos precisos e ágeis, mas eles não pareciam sentir muita coisa. Cambaleavam um pouco, se desmanchavam e caíam em montes de ossos. Mas logo se recompunham, em estalos agourentos como se fossem ossos de pessoas quebrando, e voltavam a atacar. Mais e mais destes saltavam de suas tumbas e vinham para cima das Amazonas, ávidos por suas energias vitais, provavelmente.

Havia agora uma enorme legião de mortos vivos bizarros em torno das duas, como um verdadeiro exército. Elas atiravam tudo de seus cosmos contra eles, mas mesmo que centenas voassem por todos os lados, novamente se recompunham e voltavam ao ataque, junto com seus outros companheiros. Se tornavam novamente fumaça e avançavam. Nala e Stella começaram a sentir que a temperatura à sua volta estava cada vez maior. Ainda não haviam percebido que os corpos flamejantes dos monstros queimavam, graças à proteção da armadura, mas agora, após tantos golpes, e com tantos deles em volta, sentiam que suas peles começavam a arder.

- Droga... Como é que a gente vence essas coisas? – perguntava Stella, já arfando.

- Eles parecem imunes aos golpes e até aos nossos cosmos... – Nala estava pensativa enquanto afastava mais uma cambada de mortos vivos que avançavam contra ela.

- Tá dizendo que nem o calor dos nossos cosmos pode atingir eles?

- Parece que é isso. – elas haviam mandado pelos ares mais umas dezenas de orcs. – É como se eles fossem imunes ao calor por causa do fogo dos túmulos em que vivem. E são imunes aos impactos porque, simplesmente, estão mortos...

- Olha até que faz sentido... Mas se são imunes ao calor porque vivem nesses túmulos, como foi que conseguiram essa imunidade pra viver neles? – mais tantos voando.

- Essa é uma boa pergunta... – muitos outros pelos ares – A não ser que... Tenham se originado desse fogo!

- Que? Isso não faz sentido!

- E desde quando monstros fazem?

- Ta... Ta certo... Explica então...

- Bom... Esses túmulos arderam por milhões de anos com as almas de infiéis, o sofrimento e as energias malignas eram terríveis. Mesmo quando os mortos foram embora por causa da queda de Hades, os túmulos continuaram a arder com essa maldade. Fogo é vida... Mas esse é fogo do mundo dos mortos, vida morta, mortos vivos...

- Cruses... Isso é horripilante, sabia?

Mais e mais orcs continuavam a voar por todos os lados enquanto Nala falava.

- Eu sei... Mas pense. Algumas energias, quando muito fortes, podem tomar uma certa forma, vida própria e até ter instintos. Parece que é o que aconteceu aqui, mas como é uma vida no mundo dos mortos e de algo tão maligno temos isso. Coisas grotescas como orcs mortos vivos...

- O que é que a gente faz então?

- Bom... Se eles são imunes a contusão não adianta bater, e se são imunes ao calor... Acho que temos de usar uma coisa contrária a isso, né?

- Temos de usar frio? Oras, isso é muita sorte, porque gelo você também controla.

- Pois é... – um sorriso desafiador brotou nos lábios de Nala.

Elas, mais uma vez, afastaram com seus cosmos os orcs que as rodeavam, desta vez com ainda mais força, de tal forma que não sobrou nenhum por perto e elas ainda teriam alguns milissegundos até eles se recomporem e voltarem ao ataque. Stella elevou seu como, mas agora com uma natureza diferente da anterior, um ar gélido a envolveu por completo, numa luz branca como neblina densa, seus punhos abertos e próximos um do outro, com a palma voltada para frente, concentravam ainda mais energia, próximos ao seu quadril. Nala também se cobriu de cosmo alvo e congelante, com as mãos acima da cabeça, os punhos unidos e cristais de gelo dançantes por todos os lados. Ela sentiu que sua companheira estava pronta e, nesse instante, quando todos os mortos vivos se lançavam doentiamente contra elas, envergou a coluna para trás e voltou, logo depois, para frente, golpeando o ar e deixando sair de seus punhos unidos uma verdadeira tempestade de gelo. Ao mesmo tempo, Stella desferiu na direção dos monstros um golpe com os punhos próximos e abertos, fazendo uma nova tormenta gélida se formar e avançar para os inimigos.

- Venha a mim, tempestade de gelo! – pronunciou com confiança.

- Trovão Aurora, Ataque! – bradou Nala ao mesmo tempo.

E finalmente sentindo que foram efetivamente atingidos, os orcs mortos vivos arreganharam os dentes em orifícios bucais enormes e grotescos, soltando um guincho agourento e estridente que fez tremer o chão do submundo. Todos foram envolvidos por uma grossa camada de gelo e explodiram em milhões de pedaços. As labaredas azuladas que saíam dos túmulos também congelaram, explodiram e desapareceram.

- Não acredito... – gaguejou Stella – A gente apagou o fogo eterno dos túmulos...

- É... A gente não tem limites mesmo. Não é a toa que os Deuses nos odeiam.

As duas se entreolharam, caíram na gargalhada e continuaram a caminhada rumo ao inferno de gelo de Cocytos.

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A temperatua caiu brutalmente, três quilômetros de caminhada foram suficientes para transformar o chão cinzento de terra pedregosa em um tapete de gelo pálido e tenebroso. Da mesma forma, a temperatura de quase quarenta graus da quinta prisão, tão quente graças aos túmulos em chamas, tornou-se bem mais insuportável que o pior dos invernos que Nala já passara na Sibéria. Não demorou muito a perceberem, porém, que não eram os únicos seres vivos ali... Ou, pelo menos, que se mexessem, porque por ali até que era bem comum se pensar em algo sem vida que pudesse te matar a dentadas ou coisa parecida. O som do que lá que estivesse caminhando por ali era como enormes agulhas batendo na superfície lisa do gelo. Nala olhou para Stella.

- Seja lá o que for, é bom nos lembrarmos que é grande e deve ser imune ao frio...

- Vamos torrar essa coisa então! – sugeriu a garota.

- É... Pode ser uma boa.

As duas avançaram, e de trás de uma imensa parede de gelo viram sair uma criatura quase do tamanho da Hydra. Tinha oito patas articuladas, corpo segmentado, uma cabeça que saia sem um pescoço desse corpo, com vários olhinhos pretos cintilantes e um enorme par de pinças que funcionavam como garras, pegando pedrinhas de gelo do tamanho das meninas pelo chão e as atirando longe quando, certamente, percebia que não seria nada nutritivo. Seu corpo se alongava para trás e se envergava para cima, em segmentos cada vez mais estreitos até findar num enorme aguilhão. Repentinamente ele olhou na direção das jovens, de baixo de seu corpo, uma estrutura estranha parecendo um pente, raspava pelo chão. As duas ficaram brancas, mas sorriram com a ironia.

- Aquela coisa na barriga dele... Ele usa para perceber movimentações no solo, por mais sutis que sejam. Acho que ele nos percebeu!

E, realmente, o aracnídeo de seis metros vinha com velocidade em sua direção.

- Adoro escorpiões... – disse Stella encenando animação.

- Pois é... Eu também... Pena que ele também vai adorar a gente.

- Na frigideira?

- Ou talvez ele faça raspadinha com a gente.

- Cruel... Acho que ele é imune às nossas agulhas também, né?

- Tenho certeza... E com um esqueleto externo desses...

- Bom... Temos que tentar, né?

A Amazona do Anjo Negro tinha razão, as duas avançaram com socos e chutes todas as técnicas de combate corpo a corpo de que dispunham foi experimentada contra o monstro. Mas como esperavam, nenhuma técnica de contusão foi o suficiente para que a coisa sentisse dor. Além disso, o animal era ágil como não se esperaria de um ser tão grande, tão rápido quanto os dragões do rio Aqueronte, ou os corvos do Vale da Ventania. Ele investia com as pinças, de um lado e de outro, juntamente com a enorme cauda que arrancava rochas imensas de gelo do chão que era liso. Da mesma forma, não se podia chegar perto de nenhuma das oito patas, pois elas estavam prontas para dar um belo coice em qualquer uma das guerreiras, lançando-as a metros de distância. As duas tinham de desviar muito rápido para não serem pegas, e ainda assim não conseguiam evitar certos arranhões. Deram o maior impulso que podiam no lombo do bicho e se afastaram o máximo que conseguiram. Aterrissaram ainda sendo observadas pelos ocelos e sentidas pela estranha estrutura abdominal. O escorpião logo voltaria a atacar, e elas já estavam arfando.

- É, Nala... Como a gente pensou... Ele tem um esqueleto bem forte ali...

- Realmente... Vai ser mais difícil do que apenas dar porrada...

- Ah... Mas suas garras podem dar um jeito. Se você conseguir cortar a carapaça...

- Se eu tentar posso acabar caindo bem nas pinças dele. Ele já está esperto. Mas se o deixarmos desestabilizado, sem saber para onde ir...

- Tá querendo arrancar na unha aquela coisa na barriga dele? – e vendo Nala assentir com um aceno de cabeça – Certo. Eu distraio ele. Manda ver, Nala!

E assim fizeram, Stella bancou a isca viva, se atirando contra o ser venenoso e dando murros pra todos os lados. Ele tentava avidamente acertá-la com suas pinças e cauda, enquanto Nala se levantou levemente do chão usando suas asas. O animal parecia confuso por não sentir a segunda movimentação, e também não conseguia vê-la, pois logo voou para sua lateral. A Amazona de Tigre deu um grande golpe de cima para baixo no chão de gelo, com suas garras, arrancando nacos tão enormes do solo quanto o monstro o fazia, o golpe ia em direção ao corpo do escorpião, que foi atirado de costas. Nala aproveitou a ocasião e lançou mais um golpe, desta vez horizontal, que decepou o "pente" de sua barriga. Stella voltara ao chão, o bicho se recuperou, sentindo dor pela primeira vez e se enfurecendo absurdamente. Ele voltou a ficar de barriga para o chão, mas agora não sabia mais para onde atacar, não tinha idéia de onde estaria seu almoço e provavelmente seus olhos não eram de muita ajuda, principalmente agora que estava desesperado de dor.

- Acho que deu certo... – disse Nala pensativa.

- Agora ele vai dar patadas, pinçadas e ferroadas pra todo lado.

- Mas teremos chances de estar do lado contrário dele.

O bicho dava golpes com todas as extremidades corpóreas possíveis, as duas tentaram dar a volta, mas tinha de ter muito cuidado para não deixar que nenhuma das oito patas, duas pinças e um enorme aguilhão venenoso as encontrasse no caminho. De repente, ele deu um giro rápido em torno de si mesmo, esguichando uma coisa esverdeada pela boca, que caía no chão, borbulhante, e derretia tudo em que encostasse.

- Cuidado!

O jato quase chegara em Stella, mas Nala pulara na frente, elevando seu cosmo e produzindo uma poderosa rajada de vento gelado que mandou tudo de volta para o bicho. Ele não se desintegrou como o resto do que tocava, claro. Com certeza, para quem tem um organismo capaz de criar um corrosivo desses, seu esqueleto externo também seria completamente resistente. Ele se chacoalhou e continuou a espernear, pinçar e açoitar com a cauda tudo em volta, assim como a vomitar aquela coisa. Gosmenta e corrosiva que, sabíamos, era mais uma artimanha dele de que deveríamos manter grande distância.

- Puxa... Valeu, Nala...

- Não esquenta.

- Aquilo é ácido?

- Dos melhores, pelo visto. Vamos... Temos que continuar o plano.

- Certo!

Elas continuaram a se aproximar aos poucos. Mais e mais perto, cada vez precisando ser mais ágeis nas esquivas, cada vez com mais coisas de que desviar. Os jatos de ácido não paravam, quase não havia mais onde pisarem. Não fossem pelos pequenos picos de gelo em volta, estariam em sérios problemas. Nala se postou num pico muito próximo, o monstro se debateu tão fortemente, que esbarrou com tudo no lugar, mas antes que tudo viesse abaixo, ela recompôs o equilíbrio e saltou em direção à coisa desesperada.

- DENTES DE SABRE!

Suas garras vincaram as costas do aracnídeo, um líquido viscoso e esbranquiçado que era seu sangue jorrou dali, e agora dava para se ver a carne estranha a pálida do bicho. Stella quase fora acertada pelo aguilhão, mas de propósito, era sua ponte para ter a visão perfeita do local que deveria acertar. Ela saltou daí para baixo e envolveu seu corpo num turbilhão de pedras e, depois num fogo tão intenso quanto o do centro da Terra. O solo em volta de si fundiu e virou lava, que ela lançou contra o ferimento aberto do escorpião. Ela pousou ao lado de Nala, que acabara de desferir seu golpe pouco antes dela, o monstro esticou todo o corpo, deu um guincho tão agudo e potente que quase as ensurdeceu, deixando-as zonzas, e seu aguilhão desceu pesadamente contra suas próprias costas. Stella agarrou a mão de Nala e a puxou para longe. Saltaram de pico em pico de gelo e pousaram bem longe, vendo a coisa de contorcer em desespero até ficar completamente imóvel.

Quando fitaram a cena estavam ofegantes e com olhar apavorado com tamanho sofrimento. Era só um animal, elas preferiam que não tivessem de matá-lo desse jeito. Mas, infelizmente, era ele ou elas, não tiveram lá muita escolha. Elas se afastaram, procurando o centro de Cocytos, a temperatura baixava cada vez mais, e a energia era cada vez mais pesada também. Nala fitou Stella por um momento.

- Obrigada, Stella. Você salvou minha vida.

- Não teria salvo se não fosse por você, né? Eu estaria morta ou muito mal se você não tivesse rechaçado o veneno.

- Bom... Eu não podia deixar barato...

- Nem eu.

Elas riram. Olharam novamente em frente, não haviam percebido que estavam se aproximando de uma funda depressão, com uma borda muito íngreme. Nala torceu o nariz.

- Credo... Até parece o Yomotsu congelado.

- Veja pelo lado positivo... Pelo menos dá pra ver o fundo...

- Tem razão. – e fitando o centro da depreção – Que luz é aquela?

Era uma luz dourada que parecia estar muito fundo no gelo. Uma energia completamente diferente emanava dali, como que um raiozinho de esperança, uma coisa cálida e alegre, algo impossível no Mundo dos Mortos de Hades.

- Será o portal? – disse Stella animada.

Ela desceu derrapando o mais rápido possível a encosta, Nala logo atrás, também muito animada. Parecia que a missão estava prestes a terminar, e muito bem, aliás...

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Continua...

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É isso aĩ! Os monstros foram vencidos c/ estilo e um grande trabalho em equipe de nossas heroínas! Agora vem a parte decisiva da jornada... Será q as missão está no fim? O q será esse portal e para onde ele leva? Qual é, afinal de contas a missão dessas duas? E o q raios isso td tem a ver c/ o Ikki? XD

Bom... Os próximos capítulos terão de esperar um poukinho. Ñ sei se poderei estar em um computador na semana q vem, então talvez vcs tenham de aguentar o suspense por uma semana mais ou menos. Mas pretendo voltar a postar o qto antes, afinal, agora vem a parte mais legal (na minha opinião, claro) q são as idéias q quis colocar nessa fic, e os kras q vão surgir, tenham certeza, são muuuuuito fodas *-*

Então, espero q me desculpem por deixar sem postar por tanto tempo, e q voltem a ler qdo eu postar os próximos capítulos! E espero q estejam gostando e q estejam curiosos =P Enfim... Bjus e até a próxima! Comentem, onegai! ^-^v