Certamente que, depois daquela declaração, as coisas mudaram entre Holmes e Elisabeth. Não que ela tenha percebido este movimento, afinal, ele sabia muito bem disfarçar o que pensava. Estava agora claro que ela o desejava, sim, mas era tão pura quanto pensara que era. A moça não tinha a menor ideia de que "doença" era aquela que lhe acometia quando estava nas redondezas do detetive e continuava a devotar-lhe o mesmo afeto e dedicação. E ele, que sabia da sua inocência, não era capaz de rechaçá-la ou impedir que um carinho semelhante ao que sentia por seu irmão brotasse em seu peito. Dia após dia, Elisabeth só fazia tornar-se mais agradável.

Agradável como um cãozinho, que ele deixasse sempre claro para si mesmo. Nunca, em hipótese alguma, seria capaz de vê-la como mulher.

//

Em um domingo, John veio avisá-la de que o seu quarto estava ficando pronto.

Três meses se passaram desde que Elisabeth chegara a Londres e ela nunca tinha saído daquele apartamento. Começava a ficar inquieta.

Observava a vida da cidade pela janela e ansiava fazer parte daquilo, ansiava ter alguém a quem perguntar o que era aquilo que sentia ao olhar para ele, perguntar sobre as regras tão duras do mundo em que viviam, brincar no parque. Ansiava por tudo aquilo.

Tanto lhe pediu, que um dia Holmes apareceu em casa com um embrulho debaixo do braço e a cara amarrada.

"Pronto, vamos ao teatro." Sentenciou, colocando o pacote em seu colo. Os olhos dela faiscaram de prazer, já tinha lido livros sobre teatro.

"Ver o quê?" Perguntou, apertando seu presente com força.

Por um breve momento, Holmes arrependeu-se seriamente de ter cedido aos seus caprichos mais uma vez, mas não o bastante para impedi-lo de continuar com aquela loucura.

"Vamos ver um musical, produzido por tal de Mr. Webber." Disse, quase como se não houvesse preparado aquela surpresa especialmente para ela.

Como assim? O que estava pensando? Preparado aquela surpresa especialmente para ela? Que discurso era aquele e o que ele ganhava fazendo surpresas para Elisabeth?

De qualquer forma, durante dias Elisabeth andou com aquele livro debaixo do braço pela casa. Watson que o trouxera para ela e não o largou mais até terminá-lo.

Nesse momento, Holmes saboreava aquele prazer só seu de quando preparava uma trama e ia vendo os participantes agirem como ele queria que agissem, sem o saberem. Elisabeth não sabia quem era Andrew Lloyd Webber e não sabia que iam ver a adaptação de seu livro preferido, mas seus olhos brilharam de felicidade mesmo assim.

"Um musical?" Perguntou com a voz trêmula de felicidade "Oh, obrigada Mr. Holmes, muito obrigada!" Apertou ainda mais o pacote e correu à porta e chamou Mrs. Hudson para que ela a ajudasse a se vestir.

Holmes foi arrumar-se em seu próprio quarto, perguntando qual seria a próxima loucura que faria por um par de olhos brilhantes. Se Mycroft visse a cena, o chamaria de patético com toda a certeza. Estava ficando velho.

//

Elisabeth saiu do quarto radiante, usando pela primeira vez um vestido de gala. Era uma pena que as jóias fossem alugadas, já que tinham assentado tão bem em seu rosto.

Pela primeira vez, Sherlock podia dizer que ela estava verdadeiramente bonita.

Olhou o relógio de bolso e concluiu que Watson deveria chegar em aproximadamente cinco minutos.

"Me escute, Elisabeth, para você ir hoje tem uma condição." Principiou, enquanto desciam as escadas para esperar o coche.

"Sim?"

"Terá de usar esta capa" Tirou um longo tecido negro do cabideiro ao lado da porta de saída do edifício "e não falar com ninguém. Eu e seu irmão compramos lugares em camarote para que ninguém, absolutamente ninguém te veja. Entendeu? Finja que não fala inglês." Ela apenas concordou com a cabeça, enrolando-se na capa e com os olhos ainda loucamente brilhantes.

Saiu do prédio antes dele, respirando o ar noturno de maio quase como se estivesse estado na prisão. De certa forma sim, estivera presa em ambientes controlados durante dezesseis anos.

Sorriu pela primeira vez em todos aqueles longos anos desde a morte de seu pai: estava livre. As lágrimas foram inevitáveis bem como os soluços. Assustou Sherlock e seu irmão, que saiu da carruagem que acabara de chegar.

"Lizzie, está tudo bem?" Perguntou, abraçando-a.

Dr. Watson mal reconheceu sua irmãzinha caçula e maltrapilha de meses atrás naquele anjo de branco. Na verdade, Mrs. Hudson era um gênio e ninguém o sabia até então, afinal, como ela conseguira fazer um coque na moça com os fios de Elisabeth mal atingindo seu queixo perduraria como mais um mistério.

Ela assentiu com a cabeça, abraçando-o de volta. Era a primeira vez, também, que não tinha medo dele.

"Estou tão feliz que poderia morrer agora." Murmurou entre lágrimas.

"Não diga isso na frente de seu irmão, Elisabeth, ou – como o médico que é – ele sentirá que todos os seus esforços até agora foram em vão." Ao ouvi-lo dizer tal coisa com tamanha displicência, seu coração esmagou-se até sumir dentro da caixa torácica.

"E o senhor, Mr. Holmes, não sentirá nada se eu morrer?" Antes que ele pudesse elaborar qualquer resposta para livrá-lo de mais um dos embaraços que Elisabeth adorava colocá-lo, começou a chover a chuva finamente londrina, independente da estação em que se encontravam, e correram para dentro do coche.

//

O coração de Elisabeth quase parou quando leu as palavras escritas no pôster que anunciava a exibição do espetáculo O Fantasma da Ópera. Era seu livro favorito e não sabia que tinham adaptado-o para o teatro. Apertou o braço de John com mais força e virou-se para olhar Sherlock, com um sorriso inabalável no rosto.

Aquilo sim era recompensa, retirar de alguém uma reação pouco usual – como o sorriso imenso dela. Holmes adorava ver que tinha o controle das situações, que todos estavam em suas mãos. Ainda mais Elisabeth, que sempre escapava dos seus planos como se fosse feita de areia ou água.

//

Tudo estava indo muito bem e Sherlock mantinha um olho na peça e outro nas reações da jovem mulher sentada ao lado de seu melhor amigo. Elisabeth estava exultante de felicidade com cada cena, cada palavra.

Até que, para cumprir o padrão dela de fugir aos seus planos, tudo ruiu em Whishing you were somehow here again.

You were once
My one companion ...
You were all
That mattered ...
You were once
A friend and father -
Then my world
Was shattered

Ela ficou instantaneamente rígida em sua cadeira logo nas primeiras notas. Quando a letra começou, Elisabeth levantou-se de um salto. John não sabia o que fazer e os nervos de Holmes funcionaram mais alto, indo atrás dela.

"Elisabeth, Elisabeth pare!" Gritava, tentando alcançá-la. "Pela Rainha, Elisabeth, espere! Não aja como uma criancinha! É só um espetáculo!" Finalmente ela parou, virando-se para ele trêmula de raiva.

"'Como uma criancinha'? 'É só um espetáculo'? Você sabe o que é ser a criança bastarda da casa e ninguém se importar com você, nem seus irmãos? Ele foi o único que se importou! O único! Caso não tenha reparado, John levou dezesseis anos para perceber que eu tinha desaparecido! E só notou porque você o obrigou a notar! Esse puritanismo de vocês impede de ver a verdade óbvia: ele não me ama, não dá a mínima para mim, só está sentindo-se culpado porque, por causa da negligência dele, eu me tornei esse estorvo para a sua vida, Sherlock! A sua vida! Ele é médico e não foi capaz de mexer um dedo por mim!" Ela gritava, descontrolada. "E você só o fez, meu caro detetive, porque é intrometido demais para se importar, frio demais para se importar! Eu não preciso de nada disso! Das suas jóias, da sua pena, ..." Começou a arrancar as pulseiras, o colar, a presilha que prendia o coque e os brincos e a jogá-los no chão. "...de nada que venha de você. Nada!"

E virou-se, descendo as escadas com a pouca altivez que lhe sobrava.

Holmes não sabia como prosseguir. Devia segui-la? Devia chamar Watson? O que fazer quando a irmã problemática do seu melhor amigo mostrava de uma tacada só que não era tão tonta e alienada quanto parecia?

Wishing you were
Somehow here again
Wishing you were
Somehow near
Sometimes it seemed
If I just dreamed,
Somehow you would
Be here

Não conhecia nada daquela cidade e não tinha a menor ideia de para onde deveria ir, então apenas sentou-se nas escadarias do teatro, esperando toda a raiva que a estava fazendo enxergar o mundo em vermelho se dissipar um pouco.

Estava cansada de chorar, de ser um peso morto. Não era mais criança, tinha consciência disso, mas também não sabia se portar como adulta. Não pertencia a lugar nenhum.

Contrariando as suas expectativas de que a situação não poderia ficar pior, saiu de dentro do teatro Marie Louise Watson, acompanhada de seu fiel parceiro Yan Tchekhov. Ela estava magnífica, envolta em peles e parecendo quase angelical. Pena que este belo exterior escondesse um coração de pedra.

"...Eu imaginei que talvez viesse a este espetáculo. Embora não tenha levado minha ideia tão a sério. Pensei: 'Marie, é claro que o inteligentíssimo Mr. Holmes não vai levá-la ao teatro, ainda mais em uma peça sobre a pobre garotinha que perdeu o papai!' Mas, veja Yan, eu estava errada! Não vai dizer 'olá' para a sua madrasta, Lizzie?"

A garganta fechou-se naquele momento e Elisabeth levantou de um salto, pensando em correr. Deu dois passos para trás e seu salto ficou preso em um buraco no meio da rua. Percebeu logo que aquele tipo de roupa não era modelado para situações extremas.

"Ah, Lizzie, quer ir embora da festa antes mesmo que ela comece? Não, não, não, não é assim que uma mocinha se porta. Vem com a Marie, vem, que eu vou te levar de volta para casa." Puxou o sapato com violência do chão, quase perdendo-o na tentativa, e deu mais dois passos para trás. "Vamos, Lizzie, eu nunca te deixei chorar, deixei?"

"Isso porque você sempre se assegurou que eu estivesse drogada antes de poder fazer alguma coisa. E não me chame de Lizzie, você nunca teve esse privilégio." Rosnou.

"Muito bem, já que não posso convencê-la pela educação... Yan, conduza Miss Watson até o carro. Este título está melhor para você?" Ao mesmo tempo em que terminava a frase, o enorme russo praticamente se atirou em cima de Elisabeth para domá-la.

"O quê? Não! Não! SOCORRO! SOCORRO!" Começou a gritar a plenos pulmões, não podia ter tido um gostinho de liberdade apenas para voltar para aquele inferno. Deus não podia ser tão cruel, talvez Holmes estivesse certo e não houvesse Deus nenhum, apenas a maldade humana e os poucos idiotas que tentam remar contra a maré. "SOCORRO! SOCORRO!"

"Se conforme, Elisabeth," Gritou Marie Louise em retorno para fazer-se ouvir acima da balbúrdia da enteada. "ninguém veio salvá-la até hoje e ninguém virá agora."

Wishing I could
Hear your voice again
Knowing that I never would
Dreaming of you
Won't help me to do
All that you dreamed
I could

Mesmo sabendo que, provavelmente, todos estariam por demais distraídos com o espetáculo para ouvirem alguma coisa e, àquela hora, ninguém andava pelas ruas, Elisabeth continuava gritando a plenos pulmões. Talvez tivesse esperanças de que seu pai ouvisse, mesmo sendo-o ainda mais impossível.

Yan já havia levantado-a do chão e ia levando-a para o coche que convenientemente aguardava pela dupla – agora acrescida de sua prisioneira.

"Você matou o meu pai! Acabou com a minha vida, com a minha família!" Se debatia como era possível, mas Yan era realmente forte.

Marie riu sarcástica, prendendo atrás da orelha um cacho que escapara ao coque alto e firme.

"Ah, Elisabeth, eu não matei o Jimmy. Nunca tive a intenção de machucá-lo e você é ingênua demais para achar isso. Com ele vivo, eu tinha todo o seu dinheiro somente para mim, quando morreu, tive de me contentar com metade da herança, apenas." Puxou as luvas para cima, esticando-as. "E tudo teria corrido perfeitamente bem se não fosse por você. Você sempre foi uma pedra no sapato daquela casa, garotinha. Você é o retrato vivo do pequeno vício do meu antigo marido: Jimmy nunca soube ser fiel. Bem, nem eu, não é mesmo?" E riu bem alto, subindo na carruagem. "O problema, Lizzie, é que seu pai não suportava estar do outro lado. Ele traía, mas nunca poderia ser traído, não o grande Doutor James Watson."

"Mentira! Meu pai não fazia essas coisas! Ele era um homem bom, um homem honesto!"

"Ah, mas é claro que era bom e honesto, só tinha esse pequeno vício. Além, é claro, de como ficava violento quando com raiva. Se ele nunca tivesse dado ouvidos a você e voltado para casa mais cedo, nunca teria brigado com Yan e caído daquela escada."

Um rasgo de lembranças percorreu sua mente, torturando-a. Não como nos pesadelos, eram lembranças de verdade.

Passing bells
And sculpted angels,
Cold and monumental,
Seem, for you,
The wrong companions
You were warm and gentle

Não se lembrava mais como era enorme o pé-direito de sua casa. Talvez ainda tivesse seis anos naquela memória... O cheiro da grama cortada invadiu suas narinas como se ainda estivesse entrando pela janela naquele exato momento.

Seu pai estava lá, alto como um coqueiro, forte, vivo. Espreitou-o através da fresta. De onde estava assistindo a cena? Olhou para trás, quase em expectativa, ah! Todos aqueles livros! Sim, sim, era o escritório de papai. Normalmente, ela era proibida de entrar ali sozinha, mas ele estava com ela até poucos segundos atrás, quando ela disse que tinha visto Yan pegar Marie com força pelos ombros e ela gemer. Parecia que ele estava machucando-a...

Aí o papai saiu furioso do cômodo, deixando a pequena Lizzie sozinha. Ela achou que papai fosse bater em Yan, mas não, estava brigando com Marie. Por quê? Não era culpa dela se Yan era um bruto, ela até o mordeu e arranhou para tentar se desvencilhar... Foi para tentar se desvencilhar, não foi?

Concentre-se, Lizzie, preste atenção no que o papai e tia Marie estão gritando. Voltou a olhar para cena, papai parecia prestes a bater em tia Marie. Os adultos eram tão esquisitos...

De repente, os gritos se intensificaram.

"Você é uma puta, Marie! Pode acreditar que vai embora desta casa amanhã de manhã e eu vou anular o nosso casamento!"

"Como se você fosse um santo, Jimmy! Acha que eu não sei de todos os seus casinhos? E Elisabeth?"

"Não fale dela!"

"Você seduziu a mãe dela como fez comigo, mas ela era uma tonta, acreditou que você ia deixar Kathy por ela!" Nisso, Marie riu. Do que eles estavam falando? Lizzie não tinha mãe, nunca teve... "E só adotou a menina por culpa de Lauren ter morrido no parto! Se não, nem olharia para ela com toda a certeza!"

"Sai daqui! Sai daqui agora!" Nisso, o empregado, o russo Yan, se aproximou de papai por trás com uma expressão horrível no rosto.

"PAPAI, CUIDADO!" Lizzie gritou, saindo do escritório quando viu que Yan tinha um bastão na mão, mas não rápido o bastante para impedi-lo de acertar seu pai na boca do estômago, fazendo-o perder o equilíbrio e rolar escada abaixo.

Tia Marie olhou para ela com os olhos arregalados, antes de se virar para papai.

"NÃO!" Voltou-se para Yan. "O que você fez, seu idiota?! Vai estragar tudo! NÃO, JIMMY! NÃO!"

Mas ela não mexeu um músculo para salvá-lo. Lizzie desceu as escadas sem parar para respirar ou pensar. Jogou-se ao lado do corpo de seu pai, apertando seu braço.

"PAPAI! PAPAI! FALA COMIGO!" Podia ver o sangue se entranhando para sempre na madeira, os vergões pelo rosto dele, a massa nojenta atrás de sua cabeça... Sequer parecia seu pai, sempre tão arrumado e bonito.

"Lizzie..." Ele chamou-a uma última vez, baixinho. "Saia daqui, minha princesa, isso não é coisa para uma menininha ver..."

Não lembrava mais de imagem nenhuma, apenas de alguém pegando-a no colo e lutando contra ela, que se debatia.

"Não, Elisabeth, não. Sou eu, a titia Marie, querida. Nada aconteceu, você não viu nada. Não viu nada, princesinha, não viu nada. Isso tudo foi um acidente horrível. Um acidente. Seu pai tropeçou no carpete e caiu. Foi isso o que você viu, querida. Mais nada. Mais nada." O cheiro doce e forte de sua madrasta ficaria impregnado para sempre em suas narinas.

"MAS FOI ELE! FOI ELE QUE MACHUCOU O PAPAI!" Outra imagem, o rosto meio borrado de um Yan despenteado figurava em sua mente.

"Não, Lizzie, ele nem estava aqui quando o seu pai caiu, ele veio depois, porque eu chamei por socorro. Você está agitada, é normal. Agora, pare de se debater, meu bem, fique quietinha, seja uma mocinha."

"NÃO! VOCÊ ESTÁ MENTINDO PARA MIM! FOI ELE! FOI ELE QUE MACHUCOU MEU PAPAI! VOCÊ TAMBÉM! POR QUE ESTÁ MENTINDO PARA MIM?!" Uma dor aguda dilacerou seu braço direito e então, pela primeira vez em muitas outras que viriam, o torpor gelado da morfina.

Too many years
Fighting back tears
Why can't the past
Just die?

Sherlock Holmes quase chegou tarde demais ao hall do teatro. Acabara por se decidir em segui-la, Elisabeth tinha um dom para se meter em encrencas.

Foi quando a viu sem se debater no forte aperto do brutamonte russo que Mrs. Watson tinha como seu braço direito.

"Elisabeth!" Gritou, interrompendo a cena. A mulher mais velha inclinou a cabeça para fora da carruagem em que se encontrava para dirigir a ele um sorriso vitorioso.

"Bem, Mr. Holmes, creio que tem de cuidar melhor de seus protegidos."

"Elisabeth!" Gritou de novo, perguntando-se por que ela não respondia. Foi quando viu a seringa vazia nas mãos da francesa.

Cruelmente, foi com essa mão que ela acenou antes de Yan entrar na carruagem e fechar a porta.

Wishing you were
Somehow here again
Knowing we must
Say goodbye

Try to forgive!
Teach me to live!
Give me the strength
To try!

No more memories,
No more silent tears!
No more gazing across
The wasted years!
Help me say
Goodbye.

--

Nota da Autora:

Bem, meus queridos, mais um capítulo no ar.

Sim, eu sei que o FdO só foi escrito mais de 20 anos depois e sua adaptação para o musical foi nos anos 80 nos EUA. Mas eu tomei essa pequena liberdade poética.

Esse foi especialmente difícil de escrever, por conta das grandes revelações contidas. (Ok, quem não sabia que o pai da Elisabeth e do Watson tinha sido assassinado? Hahaha)

Obrigada à Leo no Nina que betou para mim, muchas gracias querida.

Gostaram?

Beijos ansiosos por comentários,

Nii