CITY TOUR
POV EDWARD
O tempo passa... o tempo voa...
Arrasado. Essa é a palavra correta para caracterizar minha disposição emocional desde ontem de manhã, após sermos eliminados da competição pelos italianos.
Passamos relativamente fácil pela primeira fase. Como atuais campeões Olímpicos, agimos com segurança e eficiência nas partidas da primeira rodada, assumindo a liderança do grupo ao derrotar os 'mamutes' brasileiros, conhecidos assim, devido à sua potência física. Tivemos sorte da seleção brasileira estar sem ritmo de jogo, isso contribuiu para que perdessem o duelo por 3 sets a 1.
Ganhamos confiança e convicção de que poderíamos chegar à final para disputar o bicampeonato, mas fomos surpreendidos por uma 'zebra' nas quartas de final: a Itália.
Durante 1 hora e 29 minutos a bola foi disputada na rede e nos momentos dos saques, mas para nossa infelicidade, os adversários estavam mais motivados que nossa equipe, garantindo uma tranquila vitória por 3 sets a 0, assegurando desse modo, vaga entre os quatro melhores dos Jogos.
Ficamos completamente desolados ao fim da partida. Alguns companheiros chegaram a chorar, afinal o nosso sonho de conquistar o bi Olímpico havia terminado.
Não houve mal estar entre os jogadores para achar um culpado pela derrota. Todos jogamos muito bem, porém o saque dos italianos foi o ponto alto do jogo. Os caras simplesmente detonaram com a gente nesse fundamento, conquistando 9 pontos e destruindo o passe da nossa seleção. Os berros sucessivos do nosso treinador não surtiram o efeito desejado, já que a equipe não se encontrava dentro da quadra. Estávamos sem comando. Desnorteados.
Antes de retornar ao vestiário, ainda sentados nos bancos, vi a dor da derrota estampada em cada face. Meu irmão chorava compulsivamente e, era até difícil registrar tal imagem na minha mente, pois ele raramente deixava se abalar emocionalmente com fatos que aconteciam em sua vida. Mas a verdade é que àqueles que chegam às Olimpíadas, sonham alto e quando veem seus sonhos serem podados, percebem que a queda é bem maior.
Jasper no entanto, demonstrou serenidade, embora seus pensamentos estivessem bem longe da realidade.
Se a derrota já havia me deixado chateado, o meu humor piorou ao receber um bilhete de um dos voluntários que estava próximo à entrada do corredor que nos levaria ao vestiário.
Em momentos de fragilidade, é que percebemos quem está à espreita torcendo pela sua desgraça. E comigo não foi diferente. Quando li o conteúdo da mensagem senti repulsa por quem escreveu aquilo. Não havia assinatura, mas só pelas palavras que constavam ali, não foi muito difícil imaginar de quem se tratava:
"Parabéns pela derrota.
Adorei assistir a derrocada do imponente Edward Cullen.
Estarei sempre torcendo... torcendo pela sua desgraça".
Lembro de ter praguejado algumas improbidades antes de jogar a porcaria na primeira lixeira que encontrei à minha frente.
Se Tanya Denali ainda estava perambulando em solo inglês, significa que a reprimenda não foi efetiva. Alguém teria que tomar providências mais eficientes.
A única pessoa que entenderia minha tristeza e me consolaria naquele momento, não estava perto de mim. Estava ocupada com o treinamento da equipe feminina, pois haviam passado à semifinal. Pelo menos eu ainda poderia torcer pelo sucesso da equipe. Pela minha Bella.
Lembrar que as Olimpíadas de Londres serviram para nos reaproximar, só me fez ter um carinho especial por essa edição dos Jogos.
Desde o dia em que oficialmente nos acertamos, eu e Bella aproveitamos juntos os raros momentos de folga. Entre risadas e momentos nostálgicos da nossa adolescência, deixamos nossos sentimentos fluírem com naturalidade.
Quando estávamos a sós nos fitávamos intensamente, como se quiséssemos demonstrar todo o desejo que aflorava do nosso íntimo.
Somente admirar a beleza da mulher amada, sem poder chegar aos finalmente é tortura para qualquer homem. Mas eu respeitaria o seu tempo. Não queria ser tão apressadinho e estragar uma amizade recém reconquistada.
Chegamos a experimentar alguns selinhos ocasionalmente quando ficávamos abraçados na minha cama ou na cama dela, conversando horas a fio. Podíamos nos considerar amigos com benefícios.
Estávamos bem desse modo, embora sentíssemos uma enorme tensão sexual se instalar entre nós quando estávamos em alguma posição mais íntima.
Eu sabia que Bella era reticente ao assunto 'sexo' por ser virgem ainda. Mas sabíamos que o desejo carnal, a qualquer momento, prevaleceria sobre seus medos. E eu estaria à sua espera para ensiná-la toda a arte do prazer.
O toque perfeito para o tão ansiado dia seria o amor puro e sincero que permaneceu intocado durante muito tempo.
Isso me lembrou da sua mensagem por email enviada ontem à tarde, na qual pedia desculpas por não estar comigo em um momento delicado, mas a obrigação lhe chamava. Dentre tantas palavras existentes no email, as que mais chamaram minha atenção foram àquelas que confirmaram seus sentimentos por mim:
"Eu esperaria aqui para sempre só para ver você sorrir. Porque é verdade: eu sou nada sem você".
Então, apareceu a foto da nossa campina logo abaixo da mensagem.
Se eu disser que meu sorriso não se alargou e meu coração apaixonado não se derreteu com tais palavras, vou estar mentindo.
Foi tanto tempo esperando uma chance, que às vezes penso estar vivendo um ilusão, mas basta apenas ver o brilho no olhar da minha melhor amiga para perceber que tudo que está acontecendo com a gente é real.
Mesmo não estando muito disposto a sair hoje, farei um esforço para agradar a minha princesa, que nada tem a ver com meu desânimo.
Terminando de calçar o tênis para seguir com os rapazes em direção ao dormitório das meninas, escutei a risada estrondosa de Emmett vinda da sala, ao mesmo tempo em que o som dos instrumentos musicais de uma bandinha ecoava próximo ao prédio.
Segui para a sala para verificar o que acontecia. Vi o ursão e Jasper debruçados na grade da sacada do apartamento atentos ao movimento lá embaixo. Curioso, me aproximei e percebi que acontecia um desfile musical. Algumas pessoas cantavam enquanto outras formavam o famoso trenzinho. E havia ainda, algumas que dançavam sem a menor coordenação motora. Logo entendi o motivo da risada escrachada do meu irmão.
_Mano, acontece de tudo nessa Vila Olímpica, desde um simples desfile de bandinha até orgias em dormitórios – arregalei os olhos ao ouvir o comentário de Emm.
_Como assim orgias?! – perguntei, surpreso. Mas como o faminto do meu irmão estava devorando um pacote de Donuts, quem respondeu foi Jasper.
_Ora, Edward. Não sabe o que é orgia? Está virando o Emmett que demora a raciocinar? – deu-me um sorriso enviesado e eu estreitei os olhos, ao mesmo tempo em que Emm deu uma risadinha pela comparação.
_É claro que eu sei o que é orgia, cowboy – respondi referindo-me a ele pelo seu apelido texano. _Só achei improvável de acontecer isso aqui. Um lugar repleto de seguranças espalhados por todas as partes.
Ele deu de ombros, dizendo:
_Quando a estratégia utilizada para facilitar a entrada de mulheres nos dormitórios consiste em presentear os seguranças com kits ou pins, você acha que alguém vai barrar? – arqueou a sobrancelha.
_Não – Emmett e eu respondemos juntos nos sentando nas cadeiras da varanda, sendo seguido pelo meu amigo.
_Como vocês souberam do ocorrido? – olhei de um para o outro para ver quem respondia primeiro.
_Garret – responderam em uníssono o nome do informante.
_Garret? Ele tornou-se adepto de orgias? – Garret era reserva de Jasper na seleção.
_Não, mas ele estava na hora certa, no lugar certo e com a pessoa certa – meu irmão falou, dando uma piscadela ao mesmo tempo em Jasper riu.
_Porra, Emmett! Fala logo de uma vez – já estava impaciente.
_O cara estava em uma sessão de massoterapia na Clínica Poliesportiva com o Randall dois dias antes da nossa derrota. E foi o próprio fisioterapeuta quem relatou o fato ao curioso líbero.
_Hum... então a verdadeira fonte da informação foi o Randall? – perguntei, pensativo. _O que me leva a crer... – fui interrompido por Jasper.
_Exatamente o que está pensando – deu-me um sorriso confirmando minhas suspeitas. _Ele participou ativamente da 'festinha' no quarto de um esportista britânico.
Randall era praticante de swing e boa parte dos meus colegas e comissão técnica sabia disso, mas procuravam não dar muita importância ao fato porque sua vida pessoal, até o momento, nunca interferiu na profissional.
_E o fofoqueiro do Garret espalhou a notícia no vestiário no dia seguinte, causando um alvoroço entre os demais companheiros – o Mr. Músculo completou.
_Uau! E por quê eu não soube disso no mesmo dia que vocês? – estava tentando lembrar o que fiz na véspera do jogo para não estar no vestiário no momento da revelação.
_Bella – os dois responderam ao mesmo tempo com um sorriso brincalhão.
_Assim que terminou o treino você correu para o apartamento das meninas e depois acabamos esquecendo do assunto – continuou Emm.
_Ah! – exclamei, dando-me conta de que eu me desligava do mundo real quando o assunto era Isabella Swan. _Enfim, mas o que de tão revelador foi relatado por Garrett? – a curiosidade veio à tona.
_Hum... agora vem a melhor parte – meu irmão deu um sorriso sacana, sendo imitado por Jasper. _Garret nos disse que o Randall e o tal atleta britânico estavam em uma casa noturna da cidade e conheceram duas ucranianas gatas e, as definiram como "lindas atletas com grandes olhos azuis e corpos sensacionais" – Emm gesticulou com seus dedos sinalizando entre aspas – e que ao adentraram o apartamento, depois de barganharem os seguranças com pins e kits, iniciaram a orgia na sala comum de estar, incluindo a troca de casais, tendo a noite mais louca de sexo. Esse foi o relato do fofoqueiro, que acabou deixando os outros companheiros em polvorosa – finalizou.
_Caralho! Isso é... excitante – só de ouvi-lo descrevendo o ocorrido, já comecei a ficar excitado ao imaginar a cena.
"Porra! Preciso transar urgentemente", pensei. E logo veio à mente imagens minhas e de Bella, fazendo altas loucuras na cama. Pena que ainda seja só imaginação.
_Pois é, meu caro amigo. Ainda tem mais... – Jasper emendou. _Segundo as informações do meu reserva, o praticante de bacanal ainda informou que considera as ucranianas as atletas mais "sexies" da Vila Olímpica e classificou as americanas como as mais "acessíveis" e as que mais flertam com os homens do local. As segundas colocadas nesse ranking seriam as garotas provenientes do Leste Europeu.
_Mentira... é sério isso? – estreitei meus olhos. _Os idiotas fizeram um ranking? – estava incrédulo.
_Sim. Eles fizeram um ranking. Só espero que não tentem flertar com Alice porque aí, meu amigo, eu arrebento a cara de um – a voz de Jasper soou ameaçadoramente. Quando o assunto era minha irmã, ele perdia toda a pose de Buda e se transformava em um verdadeiro homem das cavernas.
_Eu também desfiguro o rosto do Mané que ousar piscar para a minha ursinha – Emmett rugiu socando uma mão na outra. E eu sinceramente, não queria estar na pele do cara que ousasse fazer isso. Enfrentar o Mr. Músculo seria o mesmo que dar um murro em uma parede de pedra.
Permaneci mudo. Afinal, não tenho namorada. Ainda. Mas só de imaginar algum filho da puta insinuando-se para paquerar minha Bella, meu sangue ferve. Provavelmente agiria como Jasper ou Emmett.
_Ok, seus molengas. O papo está bom, mas acho que precisamos levantar o traseiro das cadeiras e seguirmos logo para o apartamento das meninas – falei, levantando e dando um peteleco na cabeça do meu irmão.
_Ai, porra! Isso dói! – disse, esfregando o local. _Ei! Devolva meu donuts, Edward! – ordenou, assim que 'roubei' a última rosca do pacote, fazendo-me rir da sua cara de chorão.
_Já era – falei com a boca cheia.
_Vocês parecem criança – Jasper apreciava a cena sorrindo de braços cruzados.
POV BELLA
_Bella, que cara é essa? Não vai me dizer que recebeu outra mensagem? – a voz de Alice soou preocupada, enquanto eu me jogava no sofá esfregando meu rosto com as mãos de maneira apreensiva.
_Sim, Aly. Recebi de novo – bufei. _Pior que eu tenho minhas suspeitas, mas não posso provar nada porque a mensagem é anônima.
_Claro! A pirada da Tanya Denali foi esperta – torceu o canto da boca em desgosto ao pronunciar o nome da dita cuja enquanto sentava ao meu lado.
_Opa! Escutei o nome de uma vaca louca? – Rosalie surgiu em nosso campo de visão penteando seus cabelos sedosos. Estávamos nos arrumando para sair com os rapazes para darmos uma volta pela turística Londres. _O que ela aprontou dessa vez? – perguntou, arrastando um dos pufes da sala para colocá-lo à nossa frente, sentando em seguida.
_Enviou mais um recado torpe para nossa amiga. O que dizia o conteúdo dessa mensagem, Bella-Bee? – a anã de jardim chamou-me por um dos vários apelidos que ela própria adora inventar.
Suspirei derrotada antes de falar.
_Na verdade a mensagem me pareceu até poética, se não fosse a palavra-chave contida nela. O recado foi claro: a pessoa deseja a minha morte – passei a mão pelos meus cabelos, nervosa.
_Ai, amiga... não faça suspense. Diga logo o que estava escrito – Rose roia a ponta da unha, apreensiva.
_É, Bella. Fale logo – sininho ordenou inquieta.
_Dizia assim, abre aspas: "A morte não é nada para nós, pois, quando existimos, não existe a morte, e quando existe a morte, não existimos mais" – fecha aspas, entenderam? Olhei de uma para a outra para ver se haviam chegado ao mesmo ponto que eu.
Ambas se entreolharam com os olhos arregalados. Em seguida viraram para mim.
_Bella, acho melhor avisarmos ao chefe da nossa delegação - Alice se pronunciou com uma voz falsamente calma. _Isso já virou caso de polícia – engoliu em seco.
_Concordo com a Aly, amiga – Rose reforçou, fazendo-me avaliar as palavras da sininho.
_Vocês estão certas. Mas prefiro tomar tal atitude seguindo as instruções de Edward. Afinal, da primeira vez foi ele quem reportou o infortunado ocorrido à pessoa responsável pela segurança da nossa delegação.
_Tudo bem. Vamos aguardá-lo chegar – ficamos em um silêncio confortável. Cada uma perdida em seus próprios pensamentos.
Após alguns minutos, levamos um susto com uma batida forte na porta.
_Só pode ser meu ursão – Rose correu para escancarar a porta.
_Querida, cheguei! – Emmett imitou a voz do Dino, personagem da família Dinossauro e seu famoso bordão, adentrando a sala e abraçando a minha amiga, girando-a no ar, fazendo-nos gargalhar da expressão de pavor da loura.
_Emmett! – gritou. _Coloque-me no chão, seu maluco! – ordenou, dando tapas nos ombros dele.
_Calma, ursinha. Não vou deixá-la cair – parou de girá-la, dando-lhe um beijo apaixonado. Desviei meu olhar para qualquer ponto da sala de estar, totalmente sem graça.
_Agora fiquei com uma inveja branca – Alice fez um bico.
Jasper prontamente deu algumas passadas até ela e a pegou nos braços em estilo noiva arrancando um gritinho da mesma.
Dois casais estavam se beijando e nesse momento, sobrava um meio casal encabulado. Sorri sem graça, baixando meu olhar para os pés, apreciando a brancura do meu tênis Ked.
Demorou poucos segundos até eu sentir mãos másculas, porém macias em meu rosto, esquadrinhando-o minuciosamente, fazendo-me fitar àquele olhar verde-esmeralda que estudava em adoração cada mínimo traço da minha face, levando-nos para a nossa bolha particular.
_Oi, princesa – Edward falou com uma voz rouca, passando um de seus polegares ao longo da minha boca, olhando-a em apreciação.
_O-oi – gaguejei miseravelmente, pois na presença dele eu sempre oscilava entre 8 e 80. Ou eu ficava calma ou ficava nervosa. E nesse exato momento, eu estava uma pilha de nervos.
_Beija logo seu lerdo! – a voz grave do ursão ecoou pelo ambiente desfazendo a nossa bolha imaginária, o que nos levou a recobrar os sentidos.
Edward somente grunhiu para o irmão deixando-me sem ação. Não sabia para onde olhar, já que suas mãos ainda seguravam meu rosto. Por fim, decidi fitar o teto e sua pintura branco-gelo.
_Momento fofura total de vocês dois – escutei a voz da tampinha, desviando meu olhar do teto em sua direção, vendo-a bater seus cílios repetidamente. _Amiga, se eu fosse você não deixava o Edward dando sopa por aí completamente solteiro. Sabe como é... homem bonito, charmoso, com sorriso sedutor, olhar penetrante e hétero está difícil no mercado das conquistas – deu-me um sorriso malicioso, arrancando risadinhas de todos os presentes na sala, inclusive do próprio Edward.
_Alice! – chamei-a, repreendendo-a por me constranger na frente dos nossos amigos.
_Ainda bem que você é irmã dele, senão ficaria com ciúmes do seu elogio – Jasper se manifestou, sorrindo para ela, que revirou seus olhos dando-lhe um selinho.
_Só tenho olhos para você, querido – falou com uma voz toda melosa.
_Ah, chega de momento melação! – Emmett bradou. _Vamos logo bater perna pela cidade porque estou curioso para conhecer cada canto da Terra da Rainha – finalizou, fazendo uma reverência de bobo-da-corte, para logo em seguida puxar Rosalie pelas mãos rumo à saída.
_Então, vamos – Jasper emendou.
_Não! Esperem um minuto. Temos algo importante para falar antes – Aly olhou diretamente para mim e para Edward, que franziu a testa sem entender nada.
_O que houve, Alice? – ele perguntou.
_Er... hum... é que... – cortei-a, respondendo a pergunta dele.
_Recebi mais um email anônimo – olhei-o em expectativa, vendo-o fechar seus olhos momentaneamente, cerrando os dentes pela raiva que aflorava.
_Quando você recebeu? – perguntou de forma dura. Ele estava se controlando para não explodir.
_Ontem à noite – sussurrei, temendo sua reação, ao mesmo tempo em que acariciava as costas de sua mão que estava entrelaçada à minha. A carícia fez com que ele relaxasse um pouco, fitando-me.
_Você sabe o quanto estou preocupado com essa situação. Ficaria louco se algo acontecesse à você, Bella – encostou sua testa na minha enquanto acariciava as minhas bochechas com seus polegares, para em seguida, selar nossas bocas com um beijo suave. Totalmente inocente.
_Porra! Até que enfim saíram do zero a zero – Emmett se fez presente.
_Fica quieto, Emm! Não seja inconveniente. O momento é delicado – escutei Rosalie ralhar com ele.
_Bem, nós vamos esperar vocês lá embaixo. Vamos, Jass! – minha amiga sininho, como boa observadora, notou que precisávamos de mais alguns minutos a sós.
_Obrigada, Aly – pisquei para ela, que retribuiu o gesto sorrindo ternamente para mim e para seu irmão, que apenas acenou de volta.
Quando todos já haviam ido embora, Edward me levou até o sofá, sentando e puxando-me para seu colo e, logo encostei minha cabeça em seu ombro deixando meu corpo ser embalado pela forma como ele me ninava. Era tão bom ser cuidada por ele. Até a vontade de sair de casa diminuiu. Fechei meus olhos em apreciação ao movimento.
_Bella? – abri lentamente meus olhos ao ouvir sua voz suave próxima ao meu rosto.
_Hum? – estava sentindo a sonolência se apossar do meu corpo.
_Meu anjo, você está dormindo? – sua mão direita alisava meus cabelos.
_Não... é que isso que está fazendo é tão bom – aconcheguei-me mais em seu colo sendo abraçada por ele.
_Falando sério agora, senhorita. Você sabe que temos que avisar a polícia, certo? – sua voz era séria.
_Sim. Eu sei.
_Eu quero saber o que a pessoa escreveu dessa vez – mal ele terminou de falar, senti meu corpo retesar ao lembrar do aviso, e ele percebeu. _O que houve, Bella? – endireitei meu corpo, fitando-o. Resolvi relatar o conteúdo da mensagem, deixando-o irado.
_O QUÊ?! – exaltou-se. _Ela não sabe com quem mexeu. Agora vou até o fim para desvendar isso tudo – ele bufava e eu não sabia o que fazer para acalmá-lo.
_Calma, Edward – alisava seu rosto.
_Não me peça calma, Isabella – para ter falado meu nome completo, significava que ele estava realmente puto. _Eu morro se algo grave acontecer a você, meu anjo. Eu morro – sua voz soou urgente e desesperada, levando-o a beijar toda a minha face e, não resistindo aos seus carinhos, beijei-o calidamente, pela primeira vez após a nossa reconciliação.
Minhas mãos se alojaram em sua nuca envolvendo-a e repuxando os cabelos que ali estavam. Ele não estava diferente de mim. Suas mãos possessivas giraram meu corpo para que eu sentasse de frente para ele, colocando uma perna de cada lado do seu tronco. Fazíamos todos esses movimentos sem descolar nossas bocas que se mexiam sincronizadamente.
Na minha nova posição, pude sentir melhor o seu sexo volumoso e entumecido, pelo leve roçar contra o meu. Edward se movimentava lentamente embaixo de mim, como se estivéssemos iniciando uma transa seca, com uma única exceção:estávamos vestidos.
O tesão foi nos consumindo aos poucos enquanto nosso beijo tornava-se mais selvagem. Nossas línguas se acariciavam sem pudor, explorando cada canto de nossas bocas.
As mãos dele 'voaram' para o meu quadril e, tão logo, começaram a alisar a minha bunda. Como estávamos entorpecidos pelo momento, somente segui seus movimentos. Meu quadril estava em um verdadeiro vai e vem, enquanto minha intimidade era friccionada ao seu membro rijo, fazendo-nos soltar gemidos cada vez mais altos e desavergonhados.
Edward deu uma leve chupada em meu lábio inferior e, qualquer resquício de sanidade mental que ainda teimava em existir naquele momento, foi para o espaço. Precisando respirar, interrompemos o beijo na melhor parte, e ofegantes, encostamos uma testa na outra.
_Bella... – fitei-o, recobrando meus sentidos, ao ouvir meu nome em tom de veneração.
_Edward... – devolvi no mesmo tom. Não estávamos em condições de dialogar e eu não queria. Só queria beijá-lo mais um pouco. E foi o que fiz.
Ficamos tão envolvidos em nossas carícias que esquecemos dos nossos amigos nos esperando no hall de entrada do prédio.
Fomos interrompidos bruscamente pela entrada intempestiva de Emmett que fez questão de se expressar:
_Caralho! – exclamou, ao nos encontrar em uma posição intimamente sexual.
Sem graça por ser flagrada em tal posição, nem movi meu corpo, apenas escondi meu rosto no vão do pescoço de Edward, inalando seu cheiro, sendo reconfortada pelo mesmo.
_Emmett, nós já estávamos descendo – dei uma risadinha devido à formulação de sua frase, pois estávamos fazendo tudo, menos nos preparando para descer. E acho que ele percebeu a mancada porque acabou soltando um riso abafado.
_Sei... – a voz do ursão soou divertida. _Desculpa ser o empata foda de vocês, Bellinha, mas o povo lá embaixo está impaciente.
Corajosamente, levantei minha cabeça e saí do colo do Edward, sentando ao seu lado e encarando Emmett pela primeira vez desde que adentrou o apartamento. Sua expressão era maliciosa e eu corei de vergonha, desviando meu olhar para a mesinha de centro, prendendo minha atenção nas ranhuras do móvel.
_Emm, deixa de ser inconveniente – Emmett riu. _Vamos, princesa – Edward afagou meu rosto e em seguida, me puxou do sofá abraçando-me pelo ombro.
_Bellinha, você sabe que eu adoro te sacanear, certo? – falou alguns passos atrás de nós enquanto fechava a porta do apartamento e nós apertávamos o botão do elevador.
_É... eu sei – disse, ainda sem graça, entrando no elevador assim que as portas se abriram.
Meia hora depois estava completamente empolgada passeando pelas ruas da capital inglesa com meus amigos.
Nossas máquinas fotográficas clicavam sem parar cada decoração diferente e cada monumento histórico.
A cidade estava colorida e abarrotada de pessoas de diversas partes dos cinco continentes. Preferimos nos misturar entre eles como meros torcedores trajando roupas casuais, típicas de quem está 'turistando', do que passear trajando algum uniforme da delegação norte-americana. Porém, para atletas como nós, muito bem conhecidos em seu país, foi difícil passar despercebidos pela multidão.
Quando solicitados, posávamos para fotos com nossos fãs, em sua maioria homens e mulheres, mas havia algumas crianças e muitos idosos também. Infelizmente, meu humor mudava drasticamente quando alguma assanhada se aproximava de Edward pedindo para registrar o momento, mas demonstrava querer algo mais que uma foto. Em casos assim, eu fechava a cara, cruzava meus braços e dava as costas, demonstrando todo meu ciúme. Sei que meu comportamento poderia ser interpretado como infantil, mas pouco me importava. Minhas amigas não agiam muito diferente de mim, em compensação, podiam impor sua presença como namoradas, por direito, ao contrário de mim. O rótulo de melhor amiga já poderia ser considerado defasado. Creio que eu e Edward estamos em um outro nível de relacionamento. A um passo do namoro. Às vezes, me imagino pedindo-lhe para ser meu namorado, mas só imagino, porque na realidade sou uma covarde.
_Ei, por quê está afastada do grupo? Está tudo bem? – perguntou preocupado ao ver minha expressão tristonha, enquanto afagava minhas bochechas.
Permaneci calada com os olhos fechados apreciando seu toque na minha pele, e não respondi. Não conseguia pronunciar absolutamente nada.
_Bella, olhe para mim. Fale comigo, por favor – suplicou ao ver uma lágrima escorrer pelo canto de um dos meus olhos. Lentamente os abri, fitando com prazer suas orbes verdes que varriam meu rosto, analisando cada mínimo detalhe e contorno da minha face.
Suspirei fundo ponderando se eu devia ou não ser franca com ele nesse momento. Não me sentia preparada para arriscar. Nunca fui ousada, apenas impulsiva. E definitivamente, ser impulsiva era a última atitude a ser considerada. Contudo, a angústia predominava na minha mente.
_Edward... eu... você... nós – não conseguia concatenar as ideias.
_Você... – incentivou-me.
_Você acei... – Alice nos interrompeu e eu não consegui concluir a frase, 'engolindo' as palavras. Perdendo a coragem mais uma vez.
_Apressem-se! Ainda temos muito que conhecer – puxou-me para longe de Edward, que me olhava pensativo, sendo em seguida, abordado por Emmett e Jasper, que estavam alheios à sutil mudança dele.
Segui o grupo pelas ruas, de maneira desanimada e frustrada. Tentei manter-me afastada de Edward a maior parte do tempo possível, fingindo entreter-me com as risadas e palhaçadas das minhas amigas.
Passamos por ruas sinalizadas por bandeiras provenientes de várias partes do mundo alocadas em mosaicos; Vimos a alegria estampada no rosto das pessoas, refletindo em suas atitudes inusitadas, como por exemplo, uma americana pulando de frente para um perna-de-pau vestido com as cores da bandeira britânica, como se fosse possível alcançar a altura dele!
Tiramos fotos dos típicos ônibus vermelhos de dois andares, que mal trafegavam pelas ruas da cidade, devido aos congestionamentos ocasionados pela limitação do uso das faixas na pista, já que havia uma faixa exclusiva para veículos cadastrados, chamada de Linha Olímpica.
E conforme andávamos sentia minhas pernas serem abatidas pelo cansaço, até que em um momento de distração, meu jeito destrambelhado resolveu aparecer, levando-me a pisar em falso em um paralelepípedo, quase sofrendo uma contusão em meu tornozelo e aí, eu daria adeus à competição.
Graças às mãos fortes e precisas de Edward, eu não cheguei a 'beijar' o concreto. Nervosa, dei-lhe um leve sorriso em agradecimento, mas ele não retribuiu. Estava sério, encarando-me. Nossos amigos devem ter percebido o clima estranho e resolveram nos deixar para trás. Estávamos próximos ao rio Tâmisa, à Tower Bridge e à London Eye, que é a famosa roda-gigante de observação, onde é possível ter uma visão de toda Londres. Tentei me desvencilhar de suas mãos ao perceber que estávamos muito afastados dos demais, mas elas se transformaram em garras, e eu temi sua reação.
_O que está acontecendo, Bella? Por quê de repente está agindo de modo estranho comigo? Fiz algo de errado? – sua voz denunciava o quanto estava chateado.
_Não há nada de errado, Edward – respondi, desviando meu olhar para as pessoas que passavam alheias ao nosso redor.
_Você é uma péssima mentirosa – disse, soltando-me. _Será que é tão difícil ser sincero comigo, Isabella? Vamos voltar à estaca zero? – irritou-se.
_Não! Não é nada disso... é só que... – passei as mãos pelo meu cabelo, nervosa – é só que... – fui cortada por ele.
_Tudo bem. Entendi. Você não quer falar – seu jeito frio me fez murchar por dentro.
_Edward... – tentei reiniciar o diálogo, mas ele não deixou.
_Vamos tentar achar os demais – afastou-se, caminhando na mesma direção que nossos amigos tinham seguido. Fui completamente ignorada. Ele nem ao menos olhou para trás.
"Droga! Sua estúpida!" , pensei, sentindo meus olhos arderem em um prenúncio de choro. Não queria passar por uma cena patética de choro-desabafo em plena rua movimentada.
O que me salvou de fazer uma cena deprimente, foi a minha memória. Lembrei que portava uma embalagem portátil descartável de lenço de papel por causa do calor que fazia. Seria útil para limpar o suor, mas acabou tendo outra finalidade.
Enquanto secava meus olhos umedecidos, tentei me localizar, pois havia ficado para trás e agora parecia estar perdida.
"Só me faltava essa", pensei.
Tentando não entrar em pânico, segui o mesmo caminho que Edward, porém não fui muito longe, pois não vi em qual rua ele virou.
Resolvi ser cara de pau perguntando às pessoas que passavam por mim se tinham visto um rapaz alto, de olhos verdes, cabelos cor de bronze desgrenhados, vestindo uma camisa polo vermelha com a marca Tommy Hilfiger impressa na frente. Uns diziam não ter visto; outros diziam não se lembrar. Estava começando a me desesperar.
Tomando coragem, resolvi arriscar. Escolhi virar em uma das várias ruas localizadas próximas aos principais pontos turísticos da capital inglesa, tal como, a London Eye.
Então, avistei uma pequena ponte 'recheada' por cadeados espalhados ao longo dela. E mais à frente pude ver meus amigos agitados, como se estivessem procurando algo ou alguém. Certamente estavam à minha procura. Senti um alívio imediato. Assim como captei um 'click' e dois lugares: mente e coração. Havia chegado a hora de eu dar o próximo passo na minha vida.
Tomando fôlego e algumas respirações a mais, gritei:
_Edwaaarrrddd! – ofegando, percebi ter chamado não só a atenção dos meus amigos, como também, dos demais turistas.
Meus amigos me encaravam de boca aberta, mas meus olhos se fixaram somente no par de olhos verdes que sempre habitou meus pensamentos.
Saí da inércia e corri direto para ele que pareceu despertar quando viu meu movimento, agarrando-me com precisão assim que pulei em seu colo.
_Perdoe-me. Por favor, perdoe-me por ser tão estúpida, meu amor – deixei escapar as palavras antes da declaração.
_Baby, eu que tenho que pedir perdão. Eu abandonei você e depois fiquei desesperado quando tentei te encontrar e não consegui – sussurrou em meu ouvido afagando minha nuca, dando-me um beijo suave quando o fitei.
_Shh... – toquei seus lábios impedindo-lhe de falar algo mais. Agora era minha vez de assumir o comando da nossa relação. _Não fale mais nada, Edward. Eu só quero que você me ouça, ok? – olhei-o apreensiva.
Ele apenas assentiu.
_Dizer que admiro e gosto de você é muito pouco, porque uma amizade como a nossa merece mais, merece ser descrita como infinita para que todos possam entender o que ela realmente representa na vida de cada um de nós, não sei se declaro, homenageio ou agradeço. Se eu fosse declarar, diria que sem você em meu caminho não haveria tantas coisas a contar; se fosse homenagear você, gostaria de lhe oferecer o caminho do calor do sol e você ficaria muito mais consciente desse meu gesto, mas prefiro agradecer, agradecer a Deus por sua amizade. Você é realmente um ser iluminado que consegue trazer ao mundo um grande carisma e um grande companheirismo. Obrigada por fazer parte de minha vida. Mas eu quero mais que sua amizade, baby. Eu quero você como meu homem. Como meu namorado. Você aceitaria namorar comigo? – meus olhos transbordavam emoção, assim como os dele, que pareciam mais derretidos do que nunca. Mordi meu lábio inferior aguardando sua resposta.
_Bella, você não sabe quantas noites passei em claro imaginando-a como minha namorada. Como minha mulher. Sim! É claro que eu aceito seu pedido, meu amor. EU TE AMO – gritou a seu bel-prazer, girando-nos, e arrancando aplausos e assovios dos que presenciaram a cena romântica. Em seguida, nos beijamos com intensa paixão, mas fomos interrompidos e abraçados por nossos amigos que irradiavam felicidade por termos assumido nosso amor.
_Isso merece uma comemoração – a voz grave do meu amigo ursão se fez presente. _Vamos à boate da Vila mais tarde. Nosso passeio acaba aqui. Mas a noite promete ser longa.
Algumas horas depois...
Estava terminando de me produzir na companhia das minhas amigas, que estavam mais esfuziantes do que nunca.
Hoje entendo o motivo da tampinha ter escolhido vestidos sensuais para colocar na minha mala. A ocasião era propícia a decotes, brilhos e acessórios.
No meu caso, trajava um vestido sensual, mas não muito revelador. Era preto com detalhe lateral drapeado em um degradê de cor cinza-prateado.
Já Alice optou por um vestido de cetim verde escuro, com decote frontal, acinturado, mas solto na altura do quadril, cujo comprimento, se estendia até o meio da coxa, deixando-a com um look bem sexy.
Rose, a loura fatal, com certeza provocaria muitas olhadas na boate e uma provável taquicardia em Emmett. A mulher estava um espetáculo usando um vestido curto e prateado, adornado por lantejoulas pequenas que proporcionavam um efeito sensual, mas não vulgar, cujo decote, deixava suas costas nuas. Ela estava parecendo uma top model que iria posar para a revista "Sports Illustrated".
_Nossa! Rose, você está um espetáculo – falei admirada com a produção dela enquanto disputávamos o espelho de um dos banheiros, uma vez que, Alice dominou a bancada do banheiro maior.
_Obrigada, Bellinha. Mas você não fica atrás. Duvido meu cunhado deixar você sozinha um minuto – mediu-me dos pés à cabeça com seu olhar perscrutador, piscando em seguida com um sorriso malicioso.
_Também duvido – a intrometida da anã apareceu e eu rolei meus olhos para o seu comentário.
_Estão prontas? – olhei para as duas que terminavam de passar seus respectivos batons.
Seguimos para a sala para aguardar a chegada dos rapazes, porém não foi preciso esperar muito tempo. Logo o som da campainha ecoou pelo ambiente.
Assim que abri a porta, tive a grata surpresa de ver meu namorado com um buquê de lírios rosa. Sorri para esse gesto.
_Que lindo, Edward – peguei o buquê, dando-lhe um beijo apaixonado. _Mas por quê lírios? – perguntei, admirando cada traço de seu rosto másculo.
_Lírios representam pureza, inocência, doçura e nobreza – disse, sorrindo enquanto me dava um beijo de esquimó. _E você é tudo isso, Bella.
_Ah. Meu. Deus! Meu irmão assumiu seu lado marica de vez – Emmett zombou.
_Emmett! – Rose repreendeu-lhe. _Você foi o primeiro a entrar para o time dos maricas, então – deu-lhe um olhar triunfante, fazendo-nos gargalhar da expressão cômica que ele fez para ela.
_Edward, espere só um minuto enquanto vou colocar os lírios em algum recipiente com água.
_Ok, princesa.
Quando descemos, percebemos que a noite no Victory Park estava agitada. Alguns atletas que já tinham encerrado sua participação na competição, seguiram o mesmo caminho que a gente: rumo à boate.
Chegando à porta do local pude ver que a casa noturna parecia muito com uma caixa de aço envolvendo um prisma de vidro. Provavelmente a iluminação deveria ser produzida por alta tecnologia e, as cores diferentes emitidas por poucos feixes de luz que saíam de seu interior, nos convidavam para conhecê-la por dentro.
Logo que passamos pela porta de entrada, os rapazes receberam das mãos de uma promoter, um saquinho lacrado que aguçou a minha curiosidade, mas não consegui saber o que era no mesmo instante porque ainda havia a etapa da revista pelos seguranças.
Assim que entramos, admiramos toda a luxuosidade do local. Acho que suportava mais de 1000 pessoas. Em seu interior havia um espaço lounge e um dançante. Era bem interessante. Os meninos ficaram logo hipnotizados pelo bar que oferecia desde a vodka Absolut 100, que é uma bebida de alto luxo, até Red Bull. Porém, as bebidas alcoólicas somente eram vendidas a atletas que comprovassem não estar mais em competição. A autorização era dada, por escrito, pelo técnico de cada esportista ou seleção. Eu achava um ato falho, muito fácil de ser burlado, mas até o momento estava dando certo.
Enquanto caminhávamos em direção ao bar, minha curiosidade veio à tona mais uma vez.
_Edward, o que tem dentro desse saquinho? – perguntei assim que nos acomodamos em uma das banquetas.
_Também estou curioso – respondeu, rasgando o saquinho e, logo vimos que havia três embalagens de preservativos. _Hum... interessante – lançou-me um olhar malicioso e eu senti minha face ruborizar, sendo logo afagada pelas mãos dele.
_Nossa! – Alice espantou-se pelo fato inusitado.
_Será que a transa rola solta aqui? – foi a vez de Emmett falar, lançando um sorriso insinuante para Rose, que somente rolou seus olhos.
_Bem, isso a gente vai ver em breve quando o lugar estiver fervilhando – Jasper opinou, ganhando um olhar travesso da tampinha.
Não demorou muito para o lugar ficar cheio. Os meninos resolveram pedir uma tequila José Cuervo. Eu e as meninas pedimos coquetel de frutas sem álcool.
Enquanto brindávamos, senti as mãos possessivas do meu namorado passearem na altura do meu quadril dando leves apertos no local. Esse gesto foi suficiente para sentir um formigamento no meu baixo ventre. Estava com minhas costas apoiadas em seu peito enquanto ele me enlaçava pela cintura.
_Já disse que você está linda? – sussurrou em meu ouvido, eriçando os poucos pelos dos meus braços.
_Ainda não – respondi, tentando fazer uma voz sensual.
_Você é a mulher mais linda daqui – disse, apertando minha cintura.
_E você é o homem mais babão daqui – falei, roçando minha bunda em seu membro recém despertado.
_Humm... não faça isso, amor. Eu posso não responder pelos meus atos – puxou-me mais para seu corpo e foi a minha vez de gemer apreciando a sensação de puro tesão com nossos corpos colados.
Olhei para nossos amigos e eles também estavam em sua própria bolha.
Então, escutamos o DJ nos dar as boas-vindas e iniciar a noite com uma sequência de músicas eletrônicas.
Os meninos pediram mais um dose de tequila e seguimos para a pista de dança. Eu procurava dançar sempre colada em Edward. Tinha uma necessidade urgente de sentir toda a sua 'potência' roçando em mim.
A boate parecia mais cheia a cada minuto que passava. E eu já não estava aguentando mais o salto alto do meu sapato. Pedi a Edward para sentarmos um pouco na parte do lounge, mas não fui a única a sentir desconforto nos pés, pois Alice e Rose me imitaram.
Conversávamos um pouco com nossos amigos, mas vez ou outra, Edward me beijava.
A sequência de música foi trocada, passando a um ritmo mais dançante, do tipo R & B.
Assim que o DJ tocou nas carrapetas um mix de músicas sensuais e das antigas, Alice saltou do sofá arrastando Rose e eu para a pista de dança. Dei uma olhada para trás e vi os rapazes rindo do jeito desesperado da baixinha.
Dançamos todas que foram tocadas, mas a música que nos levou à loucura foi Don't Cha – The Pussycat Dolls. Lembrou-nos do começo da faculdade e das boas festas que rolavam na UGW.
Cada uma de nós dançava sensualmente na pista de dança ao lado de outras pessoas, mas como sabíamos de cor a coreografia, imitamos na medida do possível, as meninas do famoso grupo, atraindo olhares cobiçosos de alguns homens.
Eu rebolava até o chão incitada pela batida da música e, logo senti um par de mãos fortes agarrar minha cintura virando-me em sua direção. Era Edward com seus olhos escurecidos, que denunciavam luxúria, desejo e tesão. Enlacei seu pescoço colando nossos corpos. Minhas pernas se acomodaram confortavelmente entre as suas. Nossos corpos suados ondulavam sensualmente ao som da música. E eu pude sentir seu membro volumoso e duro, exigindo a sua libertação.
Decidindo provocá-lo, cantei o refrão da música ao pé do seu ouvido e imediatamente ele apertou minha cintura deixando suas mãos pousarem um pouco acima da minha bunda, exatamente na altura do meu cóccix. Mas conforme eu o incitava, ele ia ficando mais excitado. Suas mãos já alisavam minha bunda, demonstrando sua preferência por essa parte da anatomia do meu corpo e, seus lábios já beijavam o vão do meu pescoço, causando arrepios com sua barba por fazer.
Perdi a noção de onde estávamos quando recebi uma lambida e um chupão no lóbulo da minha orelha. Ainda bem que a única pessoa que escutava meus gemidos era a que estava me beijando nesse exato momento.
Não resistindo aos meus desejos desenfreados, beijei-o selvagemente. Nossas línguas adoçadas pelo sabor de nossas bebidas duelavam indiscriminadamente. Enquanto ele beijava e sugava meu lábio inferior eu fazia o mesmo com seu lábio superior, até que ouvi sua voz extremamente sensual. 'Gotejava' sexo.
_Eu quero você, Bella. Hoje. Agora – exigiu.
_Eu também quero você, Edward. Faça-me sua – respondi entres seus lábios.
_Minha. Somente minha – beijou-me mais uma vez, para logo depois me arrastar em direção à saída da boate.
Agora estávamos irremediavelmente na mesma página.
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
(Fernando Pessoa)
