LUA DOS AMANTES

"Enlaço-te numa carícia,

Envolvo-te num abraço ardente,

Os corpos transpiram à vontade

E os beijos desenham um arco-íris.

O vento sopra.

E o intenso luar envolve os nossos lábios

Que sem limites se fundem.

Bebo o teu mel e lanço-me no sonho

Entro no teu corpo

E como um vulcão

Derramo em ti a lava de uma paixão.

A Lua sorri!"

(João Espinho)


POV BELLA

*2h30 da manhã*

_Edward, diminua as passadas, por favor. Esses saltos estão matando meus pés - fiz uma careta, revelando minha dor.

Estávamos andando em direção às nossas acomodações, mas até chegar lá, ainda existiam

uns bons metros de distância e os meus pés doloridos, não contribuíam para um caminhar equilibrado. Estava praticamente mancando.

_Oh, amor. Desculpe - estancou no lugar ao ouvir meu pedido, verificando meu estado. Percebendo que eu estava instável naqueles saltos da morte que Alice me presenteou, tentou me pegar no colo, em estilo noiva, mas o impedi.
_O que está fazendo? - interrompi seus movimentos segurando um dos seus braços.
_Não posso carregá-la? - franziu o cenho.
_Não é necessário. Consigo andar até o apartamento - não queria ser levada no colo porque sabia que a brasa que se apossou do meu corpo ao ser tocada por ele sem qualquer hesitação no interior da boate, ainda flamulava em meu íntimo. E qualquer aproximação a mais do seu corpo, instigaria meus hormônios. Não precisávamos promover um voyeurismo alheio. Bastava nesse momento, estarmos de mãos dadas.
_Como sempre uma teimosa - sorriu, aproximando seu rosto do meu, dando-me um beijo casto, porém suficientemente bom, para eu sentir uma corrente elétrica transpassar meu corpo. Segurei seu rosto com as duas mãos, querendo desfrutar daquele momento. Então, percebendo meu desespero, interrompeu o nosso beijo, sussurrando em meu ouvido:

_Você anseia por algo tanto quanto eu. Então sem mais delongas, você vai agir como uma boa menina, ok? - apenas assenti, impossibilitada de pronunciar qualquer palavra, pois a cada lufada de ar vinda de sua boca, que adentrava meu ouvido, provocava sessões de arrepios constantes em minha carne já trêmula. Sem qualquer esforço a mais, pegou-me no colo, recomeçando a caminhada.
_Obrigada - dei-lhe um beijo na bochecha.
_De nada, meu anjo - sua voz soou suave.
_Não agradeci somente por esse gesto - fitei-o intensamente.
_Então foi exatamente sobre o quê? - deu-me um sorriso terno.
_Por cuidar de mim - falei baixinho, apoiando minha cabeça no vão de seu pescoço, inalando a fragrância de seu perfume caro com notas frutadas e picantes; um perfume para homens de bom gosto, que optam por discrição, mas não dispensam seu poder de conquista.

"Oh, minha doce mãezinha, Edward é muita areia para o meu caminhãozinho", pensei, ainda incrédula, por tê-lo somente para mim.

_Você não tem que agradecer, Bella. Quem ama, cuida. E eu te amo. Muito. Simples assim - sua declaração sincera aliada à sua fala mansa, suave e carinhosa, regozijou minha alma, alegrando meu coração.
_Eu também amo você, Edward - dei-lhe um beijo suave em seu pescoço, presenciando um leve tremor de seu corpo.

Estávamos nos aproximando do prédio da nossa delegação, quando algo exótico chamou minha atenção: a cor da Lua. Azul.

_Edward, olhe – apontei na direção do objeto brilhante nos céus.

_O quê? – olhou sem entender sobre o que eu falava.

_A Lua. Olhe a cor dela – olhávamos hipnotizados para a exuberante cor.

_Interessante... sabe que nunca passou pela minha mente que a Lua mudasse de cor? Pelo menos eu nunca presenciei – ele deu algumas passadas a mais até chegar à porta de entrada do prédio.

_Eu também nunca presenciei, mas dizem os esotéricos que a Lua Azul ou a Lua dos Amantes, é o nome que se dá à segunda Lua cheia dentro do mesmo mês. Um fenômeno que acontece, em média, uma vez a cada dois anos e sete meses, sete vezes a cada dezenove anos e trinta e seis vezes no século! – falei de uma vez só.

_Uau! Minha namorada parece uma enciclopédia ambulante – dei um tapa em seu ombro, arrancando uma risadinha sua. _E como é que a senhorita sabe disso? – perguntou, roçando seu nariz no meu, em um beijo de esquimó.

_Dia das Bruxas na Universidade George Washington também é cultura – falei debochadamente, sorrindo em seguida.

_Ah, entendi. A tentação foi maior e você acabou cedendo à curiosidade de saber o seu futuro naquelas várias tendas que os alunos do último ano da faculdade montam no dia 31 de outubro, certo? – perguntou, convicto sobre o assunto.

_Errado. Não fui eu quem caiu em tentação e sim a sua irmã – rolei meus olhos. _Àquela baixinha arrastou eu e Rose para uma das tendas na festa do ano passado – balancei minha cabeça em negação ao lembrar das palavras da vidente.

_E então vocês ficaram sabendo sobre a tal Lua Azul? – sorriu.

_Sim, mas na verdade, eu só fiquei sabendo disso porque a adivinhadora do futuro alheio, disse-me enigmaticamente, que minha vida não seria a mesma a partir da segunda Lua cheia do mês de julho do ano seguinte, já que laços sentimentais que me prendiam a um homem do passado, seriam reforçados pela força magnética e poder espiritual da Lua Azul. Mas também advertiu-me sobre a possibilidade de algo ruim acontecer em minha vida na mesma época – engoli em seco ao lembrar do olhar estranho da mulher.

_Baby, esqueça o que essa pessoa falou. Ela só tentou te impressionar com o que ela pensa saber sobre o futuro das pessoas. Só quem sabe do nosso destino é Deus. E sinceramente, eu acho que Ele já havia entrelaçado nossas vidas desde a maternidade. Apenas nos conhecemos no momento certo. Você é a minha vida. E a partir de agora seremos um só, ok? – perguntou, com sua testa encostada na minha, fitando-me com seus olhos verde-esmeralda, para em seguida beijar-me apaixonadamente, atiçando as faíscas soltas em meu corpo.

_Ok! – dei-lhe um selinho demorado. _Err... o que acha de irmos para o meu apartamento? – sugeri de modo urgente entre seus lábios, interrompendo o beijo. Meu corpo desejava o dele mais do que minha boca desejava a sua.

_Agora – concordou com a voz rouca, beijando-me mais uma vez, mas antes de desgrudarmos nossas bocas escutamos um barulho vindo da lateral do prédio. Olhamos assustados naquela direção, mas não havia nada.

Edward caminhou, comigo ainda em seus braços, até o local e, ao nos aproximarmos, vimos um maço de cigarro cor de rosa nº 9 da marca Camel.

_Alguém estava aqui ou será que esse maço caiu de alguma janela do prédio? – perguntei, olhando para cima na direção das janelas.

_O vento não deixaria essa embalagem cair tão perfeitamente ao lado da parede. Definitivamente, alguém estava aqui e, pior, nos espionava – senti seu corpo tencionar.

_Mas quem, Edward? E por quê? – perguntei, aflita.

_Amor, só há uma pessoa interessada em nos prejudicar – olhou-me de modo receoso. _E essa mesma pessoa é viciada na marca Camel nº 9 – bufou ao terminar de falar.

_Tanya? – perguntei o óbvio de forma sussurrante.

_Exatamente, Bella – sua voz emitia preocupação.

_Mas como ela ainda se encontra nas dependências da Vila? Eu não entendo – estava confusa para especular algo sensato sobre a permanência dela no Victory Park.

_Isso nós vamos descobrir junto com a polícia. Por enquanto, é melhor recolher essa embalagem com cuidado para não retirar as impressões digitais, e guardá-las como possível prova de sua presença aqui.

_Tudo bem – colocou-me rapidamente em pé, abaixando para apanhar a embalagem com a ponta de sua camisa social.

_Vamos, princesa. Isso não estragará a nossa noite – deu-me uma piscada, entrelaçando sua mão livre à minha.

Quando chegamos ao meu apartamento, retirei os algozes sapatos de meus pobres pés, que ansiavam por uma libertação, enquanto Edward procurava por algum recipiente que comportasse o maço de cigarro para guardá-lo.

Recostei no sofá apoiando a minha cabeça no seu encosto, fechando os olhos momentaneamente. Coloquei meus pés em cima da mesinha de centro para descansá-los um pouco enquanto aguardava meu namorado terminar o que estava fazendo.

Devo ter cochilado, pois só percebi que Edward estava livre quando senti suas mãos iniciarem uma massagem relaxante nos meus pés doloridos. Abri meus olhos e sorri para a cena à minha frente: ele manuseava meus pés de modo concentrado com um vinco no meio de sua testa. Soltei uma risadinha chamando sua atenção para mim.

_Qual é a graça? – perguntou, sorrindo.

_Não sabia que além de jogador de vôlei, você era massagista profissional – pisquei, jogando um beijo no ar para ele.

_Sou apenas uma pessoa versátil – deu-me um sorriso enviesado.

_Bom saber – sorri maliciosamente, sendo retribuída por ele ao pressionar um ponto sensível atrás do meu tornozelo direito, que me fez soltar um gemido de prazer.

_É bom? – a voz rouca dele denunciava seu modo excitado e, só de pensar na possibilidade dele já estar assim, o bico dos meus seios entumeceram por dentro do vestido.

_Si-sim – gaguejei, pois a massagem já não era tão relaxante e sim, erótica.

_Você tem algum óleo essencial? – seus olhos estavam mais escurecidos.

_Aham. No primeiro banheiro – minha voz soou fraca.

Edward levantou rapidamente para ir em busca do óleo. Mesmo assim, pude ver de relance, o seu membro volumoso dentro da calça. Fechei meus olhos criando cenas mentais de conteúdo erótico, aflorando o meu desejo.

Tão rápido como foi, ele voltou. Sentou-se no pufe pegando novamente meu pé direito, derramando sobre o mesmo um pequeno fio de óleo de alecrim suficiente para recomeçar a massagem.

A sensibilidade aumentou e eu me remexi no assento, tentando disfarçar minha própria excitação. Porém, minha movimentação o deixou em alerta.

_O que foi, amor? Estou te machucando? – uma ruga de preocupação vincou em sua testa parando imediatamente a massagem.

_Na-não. É que isso está bom até demais – ruborizei ao ver a compreensão tomar conta de seu rosto, olhando-me maliciosamente.

_Então estou tendo êxito no meu propósito? – ao mesmo tempo em que perguntou, pressionou levemente seus dedos na zona do meio dos meus dedos, arrancando de mim, mais um gemido de excitação.

Apenas assenti, pois as palavras haviam fugido.

_Você não sabe o prazer que sinto ao ver a expressão de satisfação em seu rosto.

Não aguentando mais esse tipo de preliminar, puxei meu pé delicadamente de suas mãos, deixando-o com uma expressão confusa no rosto. Agora era hora de aproveitar outro tipo de preliminar, àquela que indiscutivelmente me levaria ao paraíso.

_Vem cá – chamei-o com o dedo indicador, sendo prontamente atendida.

Ele se posicionou entre minhas pernas permanecendo ajoelhado à minha frente, apoiando suas mãos em minhas coxas, acariciando-as suavemente.

_O que deseja de mim, princesa? – deu-me um sorriso insinuante.

_Apenas isso – puxei seu rosto em direção ao meu, beijando-o voluptuosamente.

Edward correspondeu ao meu apelo, apertando-me em pontos estratégicos, despertando minha libido.

Saía de cena uma Bella virgem e tímida e, em seu lugar, entrava uma mulher fogosa e pronta para deleitar-se com os prazeres oferecidos pelo seu namorado.

Precisando de ar para respirar, interrompemos nosso beijo, arfando.

_Uau, baby! Você está me deixando louco – Edward falou baixinho, ainda inebriado pelo desejo.

_Você foi quem me deixou insandecida com a massagem, engraçadinho – rocei meu nariz no seu, dando-lhe um selinho.

Ele levantou do chão e puxou-me do sofá, abraçando-me carinhosamente.

_Eu amo tanto você, Bella – falou entre meus cabelos, afagando-os com ternura.

_Eu também, Edward. Vamos para o meu quarto – sussurrei.

_Sim, meu anjo – beijou minha testa.

Assim que fechei a porta do quarto à chave, virei-me em sua direção, flagrando seu olhar descarado, ao analisar-me dos pés à cabeça. Ruborizei diante de seu olhar.

_Você é tão linda – disse, aproximando-se de mim, enlaçando-me pela cintura. _E é somente minha – abaixou a cabeça em direção ao meu pescoço roçando seus lábios no local, espalhando arrepios por meu corpo ao mínimo toque de sua barba. Agarrei-me mais a ele ao sentir minhas pernas bambas.

_Eu quero tanto você, princesa. Tanto – sussurrou ardentemente.

_Então me tome, Edward – inclinei minha cabeça para trás a fim de olhá-lo. Em seguida, abocanhei seus lábios beijando-o como nunca antes. O gesto foi o estopim para que começássemos a nos acariciar por cima de nossas roupas.

A cada toque suave de nossas línguas, desejosas por maior contato, a nossa excitação aumentava, o que era refletido em nossas atitudes. Em poucos minutos, estávamos trajando apenas peças íntimas.

Edward observou-me minuciosamente naqueles trajes mínimos, mas em nenhum momento retirou suas mãos do meu corpo, que obedientes ao seu dono, passeavam indiscriminadamente pelas minhas curvas.

Também aproveitei-me da situação, acariciando seu peitoral definido e com poucos pelos presentes, sentindo a maciez de sua pele. Desci minhas mãos em direção ao seu abdômen sarado, totalmente definido pelos anos de musculação, sentindo a elevação de cada 'gomo' aparente.

E conforme minhas mãos se aproximavam da 'zona de perigo', sentia meu namorado aumentar suas carícias em meu corpo.

_Bella... Bella... não me torture, linda – nos encaramos deliciados por explorarmos cada contorno de nossas anatomias.

_Edward... você é... lindo – sussurrei, hipnotizada pela beleza masculina à minha frente.

Entregues ao desejo desenfreado, nos beijamos mais uma vez sorvendo nossos lábios.

Uma de suas mãos subiu em direção a meu pescoço enroscando seus dedos nos cabelos da minha nuca enquanto a outra me enlaçava pela cintura pairando um pouco acima da minha bunda.

Eu o abracei pela cintura, mas minhas mãos desobedientes e teimosas, ora arranhavam suavemente as suas costas, causando-lhe arrepios, ora alisavam a borda de sua cueca boxe preta, loucas para despirem aquele deus grego que me beijava sem nenhum pudor.

Sem qualquer aviso prévio, minhas mãos escapuliram para a parte frontal de seu tronco alisando o caminho de pelos que me levaria ao êxtase mais tarde.

Mas meus dedos decidiram brincar um pouco com o elástico de sua cueca, até ouvir sua voz rouca em meu ouvido:

_Baby... seus dedos são tão espertos. Encontraram o caminho da felicidade sozinhos. Gostaria de 'brincar' mais um pouco? – perguntou, incentivando-me a continuar o carinho, ao mesmo tempo, em que sentia minhas terminações nervosas vibrando como uma corrente elétrica ao receber repetitivas mordidas e chupões no lóbulo da minha orelha.

_Si-sim – gaguejei. _Po-posso? – perguntei, nem um pouco segura do que eu almejava.

_Ele é todo seu. Divirta-se – conduziu minha mão até o seu membro extremamente volumoso e duro, pronto para perfurar o tecido que o encobria. Gememos baixinho.

Com alguns resquícios da minha natureza tímida, fiquei sem ação no início. Percebendo meu desconforto com a situação, Edward pousou sua mão na minha incentivando-me a estimular a seu sexo. Em poucos minutos já o estimulava sozinha e sem nenhuma vergonha.

Senti uma de suas mãos tomarem o rumo da minha intimidade, apalpando-a por cima do minúsculo tecido, enquanto a outra acariciava a parte de meu corpo que mais prendia sua atenção: a minha bunda.

A intensidade do momento nos levou ao inevitável: corpos nus, acariciando-se libidinosamente. Havia uma mistura de amor e desejo em nossas atitudes.

Sem mais delongas, fomos em direção à minha cama que parecia mais convidativa hoje do que em qualquer outro dia. Ele me deitou cuidadosamente no colchão, olhando meu corpo em veneração. E eu retribuí o gesto, mas confesso que assim que me dei conta do tamanho de sua masculinidade, um calafrio percorreu minha coluna. Iniciei a respiração sussurrante da Yoga na tentativa de canalizar meu nervosismo.

_Lindos – Edward sussurrou ao fitar meus seios, levando uma de suas mãos em direção aos montes que se exibiam eretos.

_Humm... – gemi, descaradamente.

_Você gosta? – fitei-o, acenando com a cabeça. Fechei meus olhos em apreciação à suavidade de seus toques. Não demorou muito para ele abocanhar um dos meus seios, passando sua língua deliciosamente quente ao redor do meu mamilo, arrancando um gemido profundo da minha parte. Dando leves mordiscos e chupões, foi o suficiente para a minha sanidade desaparecer de vez. Puxei-o para cima de mim, agarrando-o e beijando-o apaixonadamente.

Senti seu membro ereto cutucar a entrada da minha feminilidade quando enlacei seu quadril com minhas pernas, remexendo-me embaixo de seu corpo a fim de roçar nossos sexos.

_Ahhh... – Edward soltou um gemido entre meus lábios. _Você é uma delícia, amor. Já está pronto para mim, mas não quero pressa. Essa noite é sua – sussurrou ofegante enquanto buscava por ar. Em seguida, voltou sua boca ao outro seio negligenciado, repetindo os mesmos movimentos que no outro.

Eu ofegava e gemia completamente desnorteada com sensações até então desconhecidas para mim.

_Edw... Edward – sussurrei, ofegante.

"Céus! A língua desse homem faz loucuras", pensei.

_Shh... – silenciou-me com mais um beijo, dessa vez sensual.

Sentia que precisava de um maior contato entre nossos corpos, então apertei meu enlaço no seu quadril fazendo seu corpo colar ao meu.

_Puta merda! – soltou um palavrão quando seu membro roçou mais uma vez a entrada da minha intimidade, que já se encontrava lubrificada.

_Edward... por... por favor – gaguejei.

Avaliando meu desespero, ele me encarou, perdido nas íris dos meus olhos, mas nada comentou. Apenas aproximou-se do meu pescoço dando leves beijos, fazendo minha pele se arrepiar. Depois prosseguiu em direção ao meu baixo ventre, salpicando beijos pelo meu corpo. Passou pelo meu sexo, admirando os poucos pelos pubianos na região frontal da minha pelve, cuja superfície rosada, tanto o aguardava. Desceu mais um pouco, beijando minhas coxas, pernas e pés. Eu repuxava o lençol que recobria o meu colchão em antecipação ao que ele pretendia fazer comigo.

Então, aos poucos foi cessando os beijos e, mais uma vez olhou-me admirando as minhas curvas.

_Edward... por favor... eu quero você. Eu quero...eu quero beijar seu corpo também – pedi, desesperada.

_Shh... eu já vou atender o seu pedido, meu anjo. Só quero fazer tudo bem devagar, pois hoje trata-se de dar prazer à você e não a mim.

_Mas não isso não é justo – fiz um bico. _Eu também quero retribuir.

_Você irá, amor. Mas em outra hora. Agora o que importa é o seu prazer – disse, acariciando minhas coxas, deixando um rastro de fogo por onde elas passavam.

_Então, não me negue seu corpo. Eu preciso de você em mim...agora...por favor, por favor – supliquei.

_Tudo bem, princesa. Não precisa pedir mais uma vez – disse, entendendo o recado.

Levantou caminhando em direção à sua calça que estava jogada no chão e tive uma bela visão de seu traseiro de atleta, fazendo-me suspirar baixinho.

Pegou uma das três embalagens de preservativos, voltando para a cama. Eu olhava atentamente cada movimento seu. Rasgou a embalagem, desenrolando o mesmo ao longo de toda a sua grandiosidade.

Mordi meu lábio inferior, apreensiva. Talvez tudo aquilo não coubesse em algo estreito como a minha intimidade.

_Edward, acho que... acho que, não vai caber – engoli em seco.

_Amor, não se preocupe. Caberá perfeitamente – lançou um sorriso enviesado. _Mas se doer, diga que eu paro na mesma hora, ok? Não quero te machucar, mas será inevitável você sentir um desconforto no início. Prometo ser delicado – tentou tranquilizar-me, afagando minha bochecha.

Aproximou-se do meu corpo, ficando por cima de mim, porém entre minhas pernas.

Pude sentir o roçar de seu imponente membro junto à parte interna e sensível das minhas coxas, aproximando-se do meu centro pulsante.

Quando seu membro viril começou a invadir minha cavidade, meu corpo retesou.

Com toda a sua paciência e habilidade, meu namorado levou um de seus dedos ao meu clitóris, esfregando suavemente e intensificando o movimento, aos poucos. Tal ato, fez com que eu soltasse gemidos cada vez mais altos e desavergonhados.

_Ahh... Ahh... Edward...

Senti meu mel escorrer por minha cavidade enquanto Edward lambuzava seus dedos no líquido, verificando meu estado. Estava mais relaxada. Então, aproximou-se novamente introduzindo seu membro de maneira lenta, mas firme. E em poucos segundos, pude senti-lo completamente nas minhas profundezas.

Arfei e gemi ao mesmo tempo. A sensação era indescritível.

Ele manteve-se imóvel por alguns minutos, fazendo com que eu me acostumasse com o tamanho de sua 'potência' em meu interior. Quando comecei a mover meu quadril de encontro ao seu, incentivando-o a continuar com aquela intimidade prazerosa, nossos movimentos tornaram-se um verdadeiro vai e vem, levando-me à entrega total em pouco tempo. Nossos gemidos ecoavam pelo quarto. E nossos corpos ondulando-se lentamente, intensificavam o movimento.

De repente, comecei a gritar, sorrir, chorar e suplicar, extasiada pelo prazer que ele me proporcionava.

Edward, 'compenetrado' em seu ato, aumentava o ritmo, fazendo-me senti-lo mais fundo. Gemíamos mais agora.

Um formigamento em meu baixo ventre foi sendo formado, ao mesmo tempo em que senti minha intimidade apertar o membro do meu namorado. Então, percebi algo forte vindo até a borda do meu sexo, levando-me a abraçar Edward, que retribuiu o gesto tão desesperado quanto eu naquela entrega, acelerando o ritmo do movimento.

Poucos segundos depois, explodimos simultaneamente, aproveitando as últimas sensações de nosso gozo.

Sentia-me lânguida pelo esforço que fizemos, mas demasiadamente feliz, pois cada gota de amor que brotou em nossos corpos suados foi reflexo de nosso querer entrelaçado.

_Está tudo bem? – Edward analisava minha face deitado ao meu lado, mas de frente para mim.

_Está tudo ótimo – meu sorriso de felicidade o convenceu.

_Esse foi o melhor sexo da minha vida – sorriu, beijando-me na bochecha enquanto colocava uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha.

_Mentiroso – brinquei com o momento, mas logo vi que ele não estava brincando.

_Bella, não duvide da minha afirmação. O que aconteceu aqui foi muito diferente do que ocorreu em minha vida durante dois longos anos. O que fizemos foi amor e, não meramente sexo. Foi simplesmente magnífico – finalizou, com um selinho.

_Desculpe. Não duvidei de suas palavras, Edward. Só estava brincando – alisei toda a sua face, admirando seus traços angulosos.

_Então não brinque com algo sério, amor. Você para mim, é assunto sério – um de seus polegares percorreu toda a extensão de meus lábios. _Que tal tomarmos um banho? – o meu sorriso torto preferido estava de volta.

_Aceito – sorri de volta.

*8horas da manhã*

O sol acordou o dia e pela fresta da cortina vi seus raios adentrarem o quarto silencioso e escurecido, onde nossos corpos relaxados amanheceram entrelaçados, velando o sono tranquilo do meu namorado, que ressonava ao meu lado.

Pela primeira vez desde que descobri minha paixão por Edward, sinto-me plena e realizada como mulher. Ser desejada por um homem viril como ele, teve um efeito positivo em meu ego, diminuindo minha insegurança com relação aos seus sentimentos.

Na Universidade costumava ouvir entre rodinhas de amigas que a primeira vez de uma mulher era uma faca de dois gumes: ou seria boa o suficiente para tornar-se inesquecível ou seria traumatizante. Descobri noite passada, que meu caso se aplica à primeira opção.

Alice e Rose já haviam me avisado de que o ato em si, depende muito do parceiro. Se o rapaz for carinhoso, gentil e dedicado, a transa se desenrola facilmente, mas se for bruto e prezar apenas pelo próprio prazer, o ato torna-se meramente mecânico. Porém, graças aos céus, Edward foi um cavalheiro comigo do início ao fim.

Contemplei a parte exposta de seu corpo que o lençol não cobria, sentindo uma inquietude em meus dedos, parados a milímetros da sua pele. Percorri seus contornos sem tocá-lo, desenhando círculos.

O perfume fraco do sabonete misturado ao seu próprio cheiro, atraiu meu olfato levando-me a inalar esse perfume próximo ao seu pescoço. Mas meus lábios traiçoeiros tocaram aquele local, deslizando num beijo que procurava o caminho de sua boca. Por fim, meu gesto o despertou.

_Humm... – resmungou, abrindo os olhos e sorrindo ao me ver. _Quero outro beijo porque ainda não acordei – puxou-me para selar nossas bocas. Tentou aprofundar o beijo, mas o impedi.

_Edward, ainda não. Preciso fazer minha higiene matinal – sorri sem graça.

_Eu não me importo com isso – agarrou-me novamente, tentando me beijar.

_Mas eu me importo – desvencilhei-me de seu abraço, levantando para apanhar a minha toalha depositada em cima de um dos mobiliários do quarto.

_Bela bunda, princesa – elogiou à sua maneira a parte de minha anatomia que mais lhe agradava.

_Tarado – joguei minha calcinha em cima dele que a pegou precisamente.

_Por você. Somente por você – cheirou o tecido em sua mão na maior cara de pau, fazendo-me corar. _Venha até aqui só um minuto – chamou-me com o dedo indicador e eu prontamente me aproximei. _Quero registrar esse momento de dois apaixonados completamente descabelados – pegou seu celular na cabeceira da cama.

_Edward, você está maluco? Vai tirar uma foto nossa assim, despidos? – estava perplexa com essa possibilidade.

_Claro que não, boba. Vou apenas registrar nossos rostos. Agora vem cá – puxou-me pela mão, fazendo-me cair deitado ao seu lado. Aconcheguei-me mais a ele e ouvi o click da foto sendo registrada. _Agora está liberada, bunda gostosa – deu um tapa em minhas nádegas assim que levantei para vestir uma blusa regata preta e enrolar-me na toalha da cintura para baixo.

Apenas soltei um gritinho, virando-me para ele com um sorriso sacana no rosto. Depois segui para o banheiro.

Observei que o apartamento estava aparentemente silencioso e, desejando que permanecesse assim, eu pus um pé ante pé até a porta do banheiro, mas como não sou tão sortuda, fui surpreendida pela anã de jardim.

_Ahá! Te peguei!

_Nossa, Alice! Que susto! – arfei ao ser surpreendida.

_Desculpe, Bella-bee. Mas não podia perder a oportunidade – deu-me um sorriso jocoso. _Vejo em seu rosto que a noite foi ótima e vou querer saber de tudo mais tarde, menos os detalhes sórdidos com meu irmão.

_E quem te falou que Edward está aqui? – arqueei minha sobrancelha.

_Uh... digamos que eu e Rose chegamos na parte final do espetáculo entre quatro paredes? – sua afirmação soou mais como uma pergunta enquanto encarava-me cinicamente.

_Ok, sininho. Falha nossa. Agora preciso tomar um banho para podermos ir à academia – girei a maçaneta para entrar no banheiro, mas fui interrompida por ela.

_Er... Bella... – virei-me em sua direção – ainda bem que você acordou relativamente cedo porque se demorasse mais um pouco iria te importunar obrigada, pois o que tenho a falar é urgente e sério – olhou-me receosa.

_O que foi, Alice? – perguntei, apreensiva.

_Na verdade, você não vai ao treinamento físico no momento. Você tem que comparecer dentro de uma hora – olhou em seu relógio de pulso – na Clínica Poliesportiva para realizar um exame antidoping. Alec veio te avisar, mas como ainda estava dormindo, passou-me o recado.

Arregalei meus olhos sem entender nada. Costumávamos realizar o exame momentos antes de cada partida ou momentos depois.

_O quê disse, Alice? – Edward escancarava a porta, fazendo-me sair da inércia.

_Aly, alguém mais foi chamado ou somente eu fui selecionada para realizar esse exame fora de hora? – perguntei, preocupada.

_Diga logo! – Edward exigiu.

_Calma, mano – pediu, virando-se para mim. _Bella, foi somente você. Alec encontrou no chão da sala do seu apartamento, próximo à porta de entrada, uma carta anônima endereçada a ele, provavelmente jogaram por debaixo da porta e, nela afirmavam que você havia ingerido substâncias ilícitas juntamente com álcool na noite passada – ela revirou os olhos.

_O QUÊ? – Eu e Edward nos espantamos ao mesmo tempo ao ouvir tal desatino.

_Foi exatamente a reação que tive ao ouvir uma calúnia como essa. Mas já até imagino quem tenha agido na surdina – encarou-nos, aguardando que concluíssemos o óbvio.

_Tanya – nós três falamos ao mesmo tempo.

_Merda! – praguejei, chateada com essa perseguição. _Quando é que isso vai parar? – cobri meu rosto com as mãos, permitindo-me chorar por tanto estresse causado por uma desequilibrada emocionalmente.

_Amor, não chore. Não gosto de vê-la assim, desmoronando. Não vai dar em nada esse exame, pois não ingeriu nada ilegal e muito menos alcoólico. E outra, enquanto você segue para a clínica, eu vou procurar Carlisle e Aro, chefe da nossa delegação. Isso já foi longe demais. Agora tente se acalmar, ok? – beijou minha têmpora enquanto transmitia segurança pelo seu abraço forte.

_Amiga, vou com você. E não aceito não como resposta – Alice foi taxativa. Eu apenas acenei com a cabeça concordando. Precisava do apoio de pessoas queridas, com ela, nesse momento tenebroso.

POV EDWARD

"Seria a vida uma estratégia?", perguntei-me mentalmente enquanto caminhava apressado na direção do meu apartamento.

Eu tive que a certeza que sim, a partir do momento em que vi minha vida pessoal transformar-se em um campo de batalha. De um lado, Tanya Denali, minha ex-namorada perturbada, montando suas estratégias a fim de prejudicar a vida de quem nunca lhe fez mal algum; do outro lado, Bella, minha namorada, amiga e o meu único amor, tentando permanecer firme em suas atitudes, aparentando uma falsa segurança, que somente quem a conhece muito bem percebe o quão aflita e insegura está.

Teria que montar o meu próprio esquema, escolhendo as peças fundamentais, pois nesse campo ganha quem souber jogar. Um bom jogador não perde nunca, pois ele permanece no ataque sempre.

Como pode um momento maravilhoso como o que tive com Bella ser completamente sobrepujado pelas artimanhas da maldade?

Hoje deveria ser a continuação de um momento único em nossas vidas. Deveríamos estar curtindo um ao outro. Eu poderia muito bem estar preparando alguma surpresa romântica para a minha namorada, ou simplesmente, estar em sua cama relembrando a nossa entrega aos prazeres carnais e sentimentais.

Infelizmente nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Agora o tempo tornou-se meu pior inimigo. Precisava comunicar às autoridades policiais sobre o terrorismo psicológico que Bella estava sofrendo.

Retirei a chave do meu bolso e destranquei a porta, ainda perdido em meus pensamentos.

Fui surpreendido pela presença de Carlisle na sala, examinando meu irmão que estava prostrado no assento do sofá, sendo observado por Jasper que permanecia sentado em um dos pufes.

_Oi, pai. Que bom encontrá-lo por aqui – cumprimentei-lhe um pouco mais animado.

-Olá, filho. Como vai?

_Bem, na medida do possível – meneei a cabeça e, nesse momento, seis pares de olhos me fitaram com uma expressão confusa no rosto.

_O que houve, Edward? – o observador do meu amigo se pronunciou.

_Longa estória, Jasper – suspirei cansado, passando as mãos por meu cabelo. _Mas antes de contar o que houve, alguém me explica o estado moribundo dele? – perguntei, apontando na direção do meu irmão.

_Ah, isso não foi nada, mano. Apenas confundi tequila com whisky – o próprio respondeu-me, tentando brincar com a sua situação, mas a careta que fez revelava o tamanho de sua ressaca.

_Na verdade, ele misturou as duas bebidas e depois não sabia dizer nem qual era o seu nome. Faltou pouco para entrar em coma alcoólico e ainda ganhou um fora da minha irmã – Jasper o delatou, exibindo um sorriso zombeteiro.

_Você está me saindo uma verdadeira fifi, cowboy – a voz abatida de Emmett, denunciava que ele estava mal.

_Emmett, espero que sirva de lição para você. Não é mais uma criança para que te ensinem o que é certo ou errado – meu pai repreendeu-lhe brandamente.

_Tem certeza disso, pai? – foi a minha vez de falar, tentando zombar do Mr. Músculo.

_Você está muito engraçadinho ultimamente, Mr. Universo às avessas – retrucou, fazendo referência ao título masculino de corpo fisiculturalmente esculpido.

_Beba gatorade, Emmett – ordenou Carlisle. _E trate de descansar, se alimentar bem e ingerir bastante líquido. Além de tomar o analgésico que lhe dei – finalizou, em sua postura de médico. _Agora vamos a você, Edward. Não parece nada bem – avaliou-me com seu olhar perscrutador, assumindo agora o 'modo' pai.

Suspirei profundamente, procurando sentar no outro pufe, enquanto Emmett, Jasper e Carlisle aguardavam eu começar a falar.

_Pai, preciso de um conselho seu para seguir a melhor direção – encarei a todos que continuavam com um ponto de interrogação estampado na testa.

_Qual conselho você precisa, filho? Do que está falando? – franziu o cenho.

_Estou falando de terrorismo psicológico causado por uma louca.

_Tanya? – os três enfatizaram o nome da dita cuja.

_Sim. A própria. Ela está solta por aí e, continua perseguindo Bella. _Estava no apartamento das meninas até agora pouco e presenciei a conversa de Alice e Bella, em que minha irmã relatava sobre uma carta anônima endereçada ao treinador delas, o Alec, informando-o de uma possível arbitrariedade da atleta Isabella Swan na noite passada na boate da Vila. Afirmou que ela havia ingerido bebida alcoólica com substâncias ilícitas, supostamente quis insinuar o consumo de drogas. Então, Bella foi convidada a realizar o exame antidoping agora pela manhã.

_Porra! A mulher é o diabo em pessoa mesmo – Emmett bradou com sua voz estrondosa, mesmo estando prostrado.

_Emmett, ninguém é surdo! – Carlisle ralhou.

_Desculpe, mas essa Tanya tira qualquer um do sério. Nunca fui com as fuças dela – meu irmão falou, irritado.

_Edward, você tem certeza que é a Tanya quem está fazendo isso mesmo? – Jasper perguntou.

_Só pode ser ela. É a única pessoa que tem motivos reais para atacar Bella. Isso começou desde o dia em que ela afirmou ter me visto aos beijos com Bella no show.

_Hum... faz sentido. Mas que mulher tresloucada!

_Filho, temos que contatar Aro. Ele tomará as providências cabíveis. Possivelmente ele irá informar o que está acontecendo aos policiais da Scotland Yard, que entrarão em contato com agentes do FBI e Interpol.

_E precisa disso tudo, apenas para conter uma doida? – Emm perguntou.

_Não é apenas para conter alguém emocionalmente abalada, filho. Tanya pode tornar-se um problema para nosso país em Terras estrangeiras. Como ela não está em seu perfeito juízo mental, pode machucar qualquer pessoa de qualquer nacionalidade, causando um problema diplomático, embora até agora não tenha ocorrido nada – Carlisle explicou a situação.

_Cara, isso vai feder – meu irmão emendou.

_Com certeza – Jasper concordou.

_E ainda tem mais... – acrescentei. _Ontem achei isso – mostrei-lhes o recipiente transparente que continha em seu interior o suposto maço de cigarro de Tanya. _Podem ver mas por favor, não toquem. Pode servir de prova contra ela caso os peritos constatem tratar-se de sua impressão digital.

_Maço de cigarro? – meu pai perguntou.

_Sim. Eu estava conversando com Bella na porta de entrada do prédio – menti, pois não precisavam saber que estávamos em um momento íntimo – quando ouvimos um barulho seco de algo caindo no chão, mas quando nos aproximamos do local não havia ninguém, apenas isso que estão vendo – dei de ombros.

_E você acha que pode pertencer à louca? – Jasper perguntou, com seus braços cruzados, analisando de longe o material que estava nas mãos de Carlisle.

_Sim, meu amigo. Tanya era viciada, aliás ainda parece ser viciada, nessa marca de cigarro e nesse modelo.

_Interessante – meu pai falou, pensativo. _Qualquer prova material pode ajudar nas investigações sobre o paradeiro dela e suas intenções.

_Bem, eu preciso de um banho. Estou cansado – levantei-me indo em direção ao banheiro.

_Vai mesmo. Porque você está cheirando a sexo – o mané do meu irmão gritou. _Ai que dor de cabeça – ainda o escutei resmungar antes de adentrar o banheiro.

_Bem feito. E isso vai ter volta – gritei de volta, ouvindo as risadas do meu pai e de Jasper na sala.

Horas mais tarde...

_E então, como foi a conversa com Aro? – Alice perguntou, ansiosa.

_Extenuante – Bella respondeu, sentando-se no pequeno sofá da sala do meu apartamento. Decidi trazê-la para cá, já que todos estavam nos aguardando aqui.

_Está com sede, amor? – já fui abrindo o frigobar.

_Estou sim, baby – respondeu toda manhosa enquanto eu pegava um copo e uma garrafa d'água.

_Mas e aí, o que vocês falaram tanto com o Aro? – a tampinha insistiu em saber.

_Bem, conversamos durante duas horas com ele e alguns agentes federais, assim como, com policiais da Scotland Yard. Relatamos tudo que aconteceu até o momento e entregamos a prova material, assim como, acessei minha conta de email no computador do gabinete da chefia de segurança dos Jogos Olímpicos e, eles ficaram com cópias das mensagens anônimas. Agora, as investigações já começaram. Até amanhã haverá algum agente disfarçado me acompanhando para todos os lados – Bella encerrou o assunto repousando sua cabeça em meu ombro, assim que sentei ao seu lado, mas abri meus braços para aconchegá-la melhor ao meu corpo, beijando sua cabeça. _Estou cansada disso tudo – suspirou, sorvendo um gole de água.

_Eu imagino, amiga – Rose a confortou fazendo um carinho em sua perna enquanto estava sentada no chão com a cabeça do meu irmão pousada em suas coxas.

_Você sabe que seus amigos estão ao seu lado, querida, para o que precisar – foi a vez de Jasper se pronunciar.

_Obrigada, Jasper – sorriu.

_É isso aí, Bellinha. Se precisar utilizar os serviços do ursão aqui, é só me avisar – Emmett piscou para ela enquanto socava uma mão na outra como se estivesse se preparando para uma briga, arrancando uma risadinha dela.

_E quanto a mim, não preciso nem falar nada a respeito, certo? – sussurrei, afagando seus braços. Ela apenas assentiu. Eu queria assegurá-la de que sempre estaria ao seu lado.

_Ei, porque não pegamos emprestado o violão do cowboy e a voz do Edward para alegrarmos um pouco o ambiente? – meu irmão sugeriu, alternando suas sobrancelhas de modo brincalhão.

Todos concordamos. Precisávamos de um momento relaxante, como esse. Somente entre amigos.

Bella estava quase adormecida recostada ao meu peito e eu não queria perturbá-la, mas tive eu ajeitá-la em uma posição mais confortável, já que eu iria cantar.

_Amor, coloque sua cabeça aqui em minhas pernas e estique as suas ao longo do sofá.

Ela nada falou, pois estava cansada, mas encontrou uma posição confortável no estofado. Então iniciei um cafuné em sua cabeça, tentando relaxá-la. Apenas aguardávamos o retorno de Jasper com seu violão e as meninas, que estavam pegando um pacote de doritos e alguns sanduíches naturais armazenados na mini geladeira.

Tão logo nos preparamos, optamos por cantar Brighter Tahn Sunshine – Aqualung, porque a letra dela falava por si só. Falava de amor. Falava da sua essência quando você passa a amar alguém ardorosamente.

Meu amigo afinou as cordas de seu violão e, logo depois, os acordes iniciais soaram pelo ambiente e eu me preparei para soltar a voz.

Bella parecia mais desperta nesse momento, querendo presenciar minha ousadia no ramo musical.

Comecei a entoar as primeiras notas e conforme cantava, a canção se moldava à minha voz.

Brighter Than Sunshine

I never understood before

I never knew what love was for

My heart was broke my head was sore

What a feeling

Tied up in ancient history

I didn't believe in destiny

I look up you're standing next to me

What a feeling

What a feeling in my soul

Love burns brighter than sunshine

It's brighter than sunshine

Let the rain fall I don't care

I'm yours and suddenly you're mine

Suddenly you're mine

And it's brighter than sunshine

I never saw it happening

I'd given up and given in

I just couldn't take the hurt again

What a feeling

I didn't have the strength to fight

But suddenly yet it seemed so right

Me and you

What a feeling

What a feeling in my soul

Love burns brighter than sunshine

It's brighter than sunshine

Let the rain fall I dont care

I'm yours and suddenly you're mine

Suddenly you're mine

And it's brighter than the sun

It's brighter the sun

It's brighter than the sun, sunshine

Love will remain a mystery

But give me your hand and you will see

Your heart is keeping time with me

Oooh what a feeling in my soul

Love burns brighter than sunshine

It's brighter than sunshine

Let the rain fall I don't care

I'm yours and suddenly you're mine

Suddenly you're mine

I've got a feeling in my soul

Love burns brighter than sunshine

It's brighter than sunshine

Let the rain fall I dont care

I'm yours and suddenly you're mine

Suddenly you're mine

And it's brighter than sunshine

Cantei algumas partes dela fitando intensamente os olhos cor de chocolate emocionados da minha namorada, tentando demonstrar a intensidade de cada verso.

E na última nota, ela se levantou passando seus braços por meu pescoço, dando-me um beijo apaixonado, sem se importar com a pequena plateia, que aplaudia nossa demonstração de afeto.

Somente nos separamos quando o som da campainha ecoou pela sala chamando a atenção de todos nós. Alice saiu saltitando para abrir a porta, surgindo à sua frente a figura de Alec com um papel pardo nas mãos.

Sorrindo, pediu licença e adentrou o apartamento. Bella tencionou seu corpo imediatamente e eu afaguei suas costas tentando acalmá-la.

_Calma, baby. Não tem porque temer – sussurrei em seu ouvido.

_Olá a todos – Alec cumprimentou-nos, voltando seu olhar para minha namorada.

_Olá – respondemos em uníssono, menos Bella, que olhava hipnotizada para o papel nas mãos dele.

_Bem, estive no dormitório de vocês, mas como não havia ninguém, imaginei que estivesse aqui. Estou com o resultado do exame – balançou o documento às nossas vistas, entregando-o à Bella, que o pegou com suas mãos trêmulas. Todos a olhavam em expectativa. _Eu tenho permissão para abri-lo, mas achei mais educado trazê-lo até você, Bella – sorriu, confiante de que tudo ficaria bem.

_Obri-obrigada, Alec – gaguejou, nervosa.

Ela rasgou rapidamente o papel, retirando o documento de dentro. Seus olhos foram em busca das oito letras que decidiriam seu futuro nas Olimpíadas.

_Ne-negativo – balbuciou, suspirando aliviada mesmo sabendo que o provável resultado seria esse. Na verdade, Bella tinha medo de alguém conseguir manipular o resultado, pois desconfiávamos que a louca da Tanya tinha cúmplices dentro da Vila Olímpica.

Todos suspiramos aliviados, principalmente seu técnico.

_Ótima notícia! Mas eu sempre soube que você não é uma atleta adepta de coisas ilícitas. Pronta para mais uma batalha amanhã? – Alec sorriu entusiasmado.

_Com certeza – ela afirmou.

_Então pessoal, desejo um bom fim de tarde. Até breve – despediu-se, encaminhando-se para a saída, deixando-nos eufóricos devido ao resultado do documento.

_Que alívio. Parece que retirei um peso dos meus ombros – Bella me abraçou.

_Sim, meu amor. Eu sabia que não ia dar em nada – beijei-lhe a têmpora.

_Bellinha, 1 a 0 para você. A cruela dançou nessa – Emmett bagunçou seus cabelos.

_Mas devemos ficar atentos. Estamos igual a um cego em tiroteio. Temos que deixar nossos sentidos em alerta – Alice avisou.

_Concordo – Rose falou.

_O lema agora será: olhos abertos e ouvidos atentos – Jasper se pronunciou.

Logo depois, ouvimos novamente o som da campainha.

_Será que Alec esqueceu de avisar algo? – a tampinha perguntou, se dirigindo até a porta, mas ao abri-la não havia ninguém. _O que é isso? – pegou uma caixa de presente preta envolta em um belo laçarote, mostrando a todos nós.

Eu e Bella nos entreolhamos, desconfiados.

-Há algum cartão? – Rose quis saber.

_Sim. E... está endereçado à Bella – olhou da caixa de presente para sua amiga, receosa.

_Será que isso vem de quem estamos pensando? – Emmett perguntou, nos encarando.

_Provavelmente – Jasper respondeu, fitando a embalagem nas mãos de sua namorada.

_Dê-me isso aqui, Alice – minha curiosidade tornou-se maior que minha cautela. Eu queria ver qual era a presepada dessa vez.

_Não abra, Edward. Não sabemos o que tem aí. E se for uma bomba? – a voz da minha namorada denunciava o seu medo.

_Acalme-se, meu anjo. Vamos abrir com cuidado, ok? – peguei seu queixo dando-lhe um selinho. _Alice, traga a tesoura que está na gaveta do meu criado-mudo, por favor – ela saiu em disparada ao meu quarto.

Quando voltou, entregou-me o objeto. Posicionei a caixa no chão com cuidado, cortando o laçarote e com a ponta da tesoura abri lentamente a tampa da embalagem.

_Cuidado – Bella alertou-me, segurando firmemente em meu braço que estava livre.

Para o alívio geral, não se tratava de uma bomba, mas sim de um porta-retrato com uma foto minha e da Bella nos beijando em frente à entrada do prédio ontem à noite. Mas ao pegar a foto de dentro do porta- retrato, percebemos que o rosto da minha namorada estava marcado com um ponto de interrogação e, ao virar a foto havia uma mensagem:

"Tic Tac Tic Tac... o tempo está passando;

Viver ou morrer, faça a sua escolha;

Até a próxima".

_Meu Deus, Edward! O que é isso? Eu virei peça de um jogo macabro, é isso? Vou mesmo morrer? – Bella bradou, desesperada com as mãos no rosto.

_Calma, amor. Bella! Bella! Preste atenção em mim, baby – segurei-a, tentando acalmá-la, mas seu corpo tremia e ela se balançava para frente e para trás abraçando a si mesma. _Amor, olhe para mim, por favor – segurei seu rosto firmemente, forçando-a a me encarar e, quando vi seu rosto vermelho e banhado por lágrimas senti uma erupção de emoções aflorar em meu âmago. Eu faria o possível e o impossível para protegê-la de qualquer perigo. _Eu não vou deixar nada acontecer a você. Absolutamente nada. Acredita em mim? – supliquei fervorosamente com o olhar para que a resposta fosse sim.

_Si-sim – gaguejou, agarrando-se a mim de modo desesperado. E eu apenas a aninhei em meus braços a embalando para acalmá-la.

_Caralho! Essa puta está parecendo o JigSaw de jogos mortais – Emmett se pronunciou, porém com uma frase infeliz.

_EMMETT! – todos nós o repreendemos, até que ele se deu conta do que disse.

_Oh, merda! Desculpe, desculpe, desculpe, Bellinha. Não foi minha intenção comentar algo tão...tão... – ele não encontrava as palavras certas devido ao seu nervosismo por achar que feriu mais ainda sua amiga.

_Tudo bem, ursão. Eu entendi que você não fez por mal – ela virou-se para ele, olhando-o com ternura, sorrindo levemente.

_Essa pessoa – Alice falou com desdém – não vai conseguir atingir seu objetivo porque antes terá que nos enfrentar. E eu acho bom entregarmos isso o mais rápido possível às mãos da polícia. Só de olhar para essa coisa, sinto ojeriza.

_Temos que ser vigilantes, agora – Rosalie alertou.

_Concordo com você, Rose – emendei.

_Posso ser seu segurança particular, Bella, afinal estou sem fazer nada. Um tremendo vagabundo – Jasper tentou descontrair o ambiente e acho que conseguiu porque minha princesa levantou a cabeça novamente, enxugou as lágrimas e disse:

_Eu amo vocês. Vocês são os melhores. Por favor, eu preciso de um abraço coletivo – pediu, ensaiando um sorriso e, logo sendo abraçada por todos.


"Amar os outros é a única salvação individual que conheço: ninguém estará perdido se der amor e às vezes receber amor em troca".

(Clarice Lispector)