N/A:

Olha eu aqui de novo! :)
Acho que nem demorei tanto para voltar a postar...hehehe.
Aquelas que estiverem chegando para apreciar esta fic, sintam-se à vontade! :)
obs: ACHO QUE ESCREVI MUITO NESTE CAPÍTULO...rsrsrs
Bem, já sinto saudade desta turma, mas vamos à leitura. Nos vemos lá embaixo.


EPÍLOGO – POV BELLA

Um ano e um mês depois...

Recomeçar.

Essa é a palavra que rege minha vida desde o maldito dia em que soube, ainda em Londres, que ficaria paralítica para o resto da vida.

Naquele momento meu mundo ruiu. Senti-me morta por dentro, do mesmo jeito que minhas pernas pareciam sem vida. Eu encarava-as atônita na cama do hospital. Mesmo que eu quisesse forçar um mínimo movimento, nada acontecia. Nenhuma sensibilidade. Nenhuma ação.

Senti uma raiva descomunal de Tanya porque mesmo morta parecia zombar da minha desgraça, como ela sempre almejou. Ela havia conseguido acabar com a minha vida mesmo eu continuando viva. E o pensamento seguinte foi o que fez a ficha cair: eu viveria em estado vegetativo praticamente. Sempre dependeria de alguém para realizar qualquer mínima tarefa. Foi inevitável entrar em estado de negação. Eu não conseguia aceitar a minha realidade.

Chorei todas as frustrações e tristezas que me assolavam naquela ocasião.

A sensação era de estar vivendo o pior pesadelo, cujo final, era um ponto de interrogação na minha mente.

Sabia que deveria lutar para sair da letargia em que o restante do meu corpo se encontrava, mas ele próprio não contribuía porque minha mente estava bloqueada. Nenhum comando. Nenhuma resposta.

Ela havia sido desconfigurada perdendo todos os dados de memória...

Somente com a chegada de Edward algo dentro de mim foi acionado, compelindo-me a funcionar pela metade e aos trancos. Foi então que encontrei coragem para mover algum músculo da parte funcional de meu corpo. E ao ser abraçada por ele percebi que nós dois estávamos 'quebrados'. Em cacos.

Seus gestos e seus olhos não transmitiam pena, mas sim uma preocupação extrema. Quase beirando o desespero. Suas palavras de conforto e incentivo soaram como uma leve brisa em meu rosto. Se ele não havia desistido de mim, então por que eu mesma desistiria? Absolutamente!

Compreendi que o amor dele era tão mais intenso quanto o meu. Restava-nos recomeçar.

E como todo recomeço, nada foi fácil.

Meus planos acadêmicos foram adiados, assim como os de Edward. Óbvio que tal atitude não me agradou, principalmente quando me avisou que estava desistindo de seguir a carreira promissora como jogador de vôlei profissional. A discussão que se seguiu após a revelação foi tensa, pois ele estava se sacrificando em muita coisa por minha causa, mas quando me confrontou perguntando se minha atitude não seria a mesma, então passei a não julgar mais nenhuma decisão dele como precipitada porque faria exatamente a mesma coisa se estivesse no seu lugar. E como ele me dissera naquela ocasião: "Estou em busca de uma vida mais calma ao seu lado".

E para começar, não havia lugar mais calmo do que a casa dele que passou a ser a minha também.

Não demorou muito para uma 'convalescente' da minha estirpe começar a receber as visitas.

Primeiramente a família Cullen em peso, dando um apoio moral para elevar minha autoestima que havia despencado em um abismo particular. Logo em seguida Jacob, meu melhor amigo, que voou de Forks rumo à capital do país provando-me o zelo que sempre teve por nossa amizade.

Todavia, a visita que mais me emocionou foi justamente das pessoas que me deram a vida: meus pais. Novamente minha mente entrou em conflito porque meu maior desejo era correr para os braços deles pedindo que me acordassem daquele pesadelo, mas minhas pernas forçavam-me a lembrar que eu era uma inválida, e novamente eu senti raiva e uma vontade ensandecida de gritar que eu não merecia aquele castigo.

Mais uma vez meu anjo de cabelos cor de bronze e olhos esmeraldas entrava em ação sussurrando em meus ouvidos que não era para eu desistir de mim mesma.

Edward sempre seria meu porto seguro, o que ficou mais evidente quando tive a real noção de que nossas vidas tinham virado um reality show nacional! Ele em momento algum permitiu a exposição do meu sofrimento e ali eu pude ter a certeza de quão sortuda eu era simplesmente por ter sobrevivido para desfrutar de um amor que transcendia qualquer barreira física ou emocional.

Comprovei que eu não estava errada quando, passados os primeiros meses, voltei a sentir uma sensibilidade mínima nos membros inferiores e ao compartilhar a informação com Edward, o mesmo não perdeu tempo solicitando a ajuda de seu pai para levarem meu caso ao conhecimento dos médicos do Hospital Universitário.

Após avaliações minuciosas e testes específicos, renovei as esperanças de poder voltar a andar um dia como uma pessoa normal, após os médicos serem enfáticos ao afirmar que o diagnóstico em Londres fora precipitado.

A alegria que invadiu meu âmago foi indescritível. Eu não sabia se ria, se chorava, se beijava meu namorado ou se pedia para os doutores repetirem a confirmação.

Desde então, sigo religiosamente meu tratamento no Centro de Reabilitação do complexo hospitalar.

_Bella, desculpe a demora – observei Candice retornar à cabine de tratamento um pouco sem graça. _Minha mãe acabou alongando a conversa sobre a saúde da minha avó – suspirou entristecida, depositando seu celular no bolso de seu jaleco.

_Sem problemas – dei um breve sorriso. _Mas o estado de saúde dela agravou? – perguntei, preocupada.

_Infelizmente sim – acenou a cabeça em afirmação. _Bem, sei que o que vou pedir é contra as normas do hospital, mas será que poderíamos interromper a fisioterapia neste instante? – olhou-me apreensiva.

_Claro, Candice. Não precisava nem perguntar – levantei meu tronco da maca, ficando sentada.

_Muito obrigada. Eu realmente preciso sair um pouco mais cedo para poder ir ao hospital em que ela está internada. Não sei quanto tempo de vida minha avó ainda tem. Enfim, na próxima sessão acrescentarei meia hora além do tempo normal, tudo bem? – perguntou, apertando levemente meu ombro.

_Por mim está tudo certo – sorri mesmo sem ânimo para tal gesto.

E ao invés de darmos por encerrada a conversa, ela ficou me encarando desconfiada e aquilo me incomodou, até que se pronunciou:

_Bella, você pode me achar insistente, chata ou sei lá mais o quê... porém, quem está à sua frente agora não é a sua fisioterapeuta, mas sim sua amiga. Tem certeza que não quer desabafar comigo? Vejo que continua com a mesma fisionomia com a qual chegou aqui – comprimiu os lábios em uma linha fina, como se estivesse desaprovando minha postura.

Desviei o olhar de seus olhos inquisidores por puro medo... medo de revelar o que me angustiava...

_Tudo bem. Se não quer falar, vou respeitar o seu silêncio. Mas saiba que sou sua amiga e só quero te ver bem, ok? – seguiu em direção à sua mesa de trabalho para arrumar seus pertences na bolsa.

_Candice? – chamei-a com uma voz baixa, decidida a expor o que me afligia há dias.

_Sim? – virou-se imediatamente para mim, aguardando o meu tempo de falar.

_Eu... – fechei meus olhos momentaneamente, tomando coragem para jorrar as palavras incômodas - ...eu acho que estou grávida – e assim que as palavras saíram de minha boca pude sentir o alívio tomar conta de mim como se tivessem retirado toneladas de chumbo dos meus ombros.

A surpresa em seu rosto era evidente, mas em seguida exibiu um sorriso genuíno que me alentou de certo modo, contudo não consegui retribuir com a mesma intensidade.

_Oh, Bella! Isso é uma ótima notícia, mas... mas parece que você não acha o mesmo que eu – ao me fitar de forma mais prolongada com a testa franzida, não consegui conter a emoção. Eu precisava chorar. _Por Deus, Bella! O que há de errado com você? Por que está chorando? – fui abraçada e reconfortada por minha amiga que apenas aguardava por meu restabelecimento emocional.

Desvanecendo aos poucos o meu choro abrupto, fui tentando me acalmar em seu abraço fraterno até ter coragem suficiente para abrir o jogo.

_Eu... não posso estar grávida agora. Não é... não é o momento certo. Tenho medo. Medo de acontecer algo durante a gravidez e eu não saber me virar porque ainda não sou completamente 'independente'. Medo de encarar um 'mundo' desconhecido para mim. Medo de não saber cuidar de um bebê totalmente dependente dos cuidados maternos. Medo de ser mãe... – sussurrei o final da frase, fitando-a com os olhos marejados.

_Oh, céus! – murmurou, puxando-me mais uma vez para um abraço reconfortante e eu deixei minhas emoções fluírem. _Bella, não seja pessimista. Pensamentos ruins sempre atraem coisas ruins para nossas vidas. O medo é algo que nos deixa muitas vezes impotentes, mas pense bem... você tem o amor do Edward e da sua família. Se realmente estiver gestante todos irão te ajudar, querida. Eu também me prontifico a te ajudar. Faremos um mutirão de ajuda. O que acha? – tentou me animar através de suas brincadeiras.

Acabei rindo da sua tentativa, mas logo a inquietação voltou.

_Deus! Como fui tão descuidada. Eu... – deixei as palavras em suspenso ao me desfazer delicadamente do abraço dela.

_Acalme-se. O estresse pode não fazer bem ao seu bebê – falou de forma afável.

"Meu bebê"... "Meu bebê"... "Meu bebê"..., repeti essas palavras em minha mente como se fossem um mantra.

_Meu bebê – pensei alto.

Candice fitava-me com um sorriso aberto.

_Meu bebê e do Edward – as lágrimas voltaram, mas agora eram lágrimas de felicidade. De constatação.

_Sim. E o que acha de ser sincera com ele? Com certeza ele é a parte mais interessada no assunto – segurou minhas mãos apertando-as levemente como se estivesse me encorajando. _Nossa! Suas mãos estão tão geladas... – olhou-me com os olhos arregalados.

_Puro nervosismo – esbocei um sorriso.

_Entendo, mas não deixe para amanhã o que se pode fazer hoje – piscou-me.

_Você tem razão. Vou falar com ele ainda hoje. E... aproveitando que meu médico solicitou um exame de sangue específico há 15 dias, acho melhor buscar. Assim essa agonia cessa de uma vez.

_Faça isso, Bella. Não se martirize à toa. E... mais uma vez eu repito. Não tenha medo de nada. Você está cercada por pessoas que te amam e com certeza vão estar por perto para ajudá-la no que for preciso.

Acenei a cabeça concordando com sua colocação. Depois de me ajudar a levantar da maca, despedimo-nos e cada uma seguiu seu próprio rumo.

(...)

Primeira. Segunda. Terceira. Quarta chamada.

O som da chamada do celular ecoava pelo corredor do laboratório do complexo hospitalar e eu continuava estática em frente à recepção segurando tremulamente o exame de sangue que afirmava categoricamente que eu estava grávida! POSITIVO.

Oito letras que mudariam o rumo da minha vida a partir deste instante.

_Senhorita? Senhorita? – despertei do meu catatonismo ao ouvir uma voz aguda me chamar em um tom elevado.

_Ah, sim? – olhei na direção da pessoa com o cenho franzido.

_Seu celular está tocando pela quarta vez, senhorita. Já está incomodando o ambiente hospitalar – a mulher repreendeu-me com cara de poucos amigos e eu me apressei em pegar o aparelho na minha bolsa estilo carteiro.

_Desculpe – olhei para ela totalmente sem graça antes de atender a chamada. _Alô?

_Bella, até que enfim atendeu a minha ligação. Aonde você está? Estou na ala da fisioterapia há vinte minutos, mas não te encontro – Edward parecia extremamente preocupado.

_Oh, desculpe. Eu... eu estou no laboratório. Tem como você vir aqui? – perguntei nervosa mordendo o lábio inferior.

_Claro que sim. Até já – desligou.

Assim que me dei conta de que estava a poucos minutos de abordar um assunto sério e delicado com Edward meu sistema nervoso deu os primeiros sinais de atividade ao sentir-me nauseada e com uma vontade enorme de vomitar. Procurei ao meu redor algum banco para sentar e poder me recuperar do mal estar. Mas a fileira de cadeiras mais próxima de mim deveria estar a uns 10 passos ou mais.

Apoiando-me nas bordas do andador, tentei aparentar normalidade para não chamar a atenção das demais pessoas que perambulava pelo andar, mas minha respiração começou a ficar entrecortada, o que me assustou porque eu buscava por ar desesperadamente e o meu ato só contribuiu para que eu ficasse tonta; as mãos que já estavam gélidas pareciam querer petrificar e de repente, senti um 'frio' súbito, sentindo meu corpo totalmente desregulado. Eu já sabia o que estava acontecendo: minha pressão estava baixando. Não demoraria muito para ver 'tudo' rodar e desmaiar.

Quando fiz menção de dar mais uma passada com o andador, mesmo sentindo minha visão começar a ficar turva, fui envolvida por braços firmes e fortes escutando em seguida a voz que sempre ma acalmava nos momentos turbulentos.

_Amor, o que está acontecendo? – Edward me pegou no colo e eu aproveitei para encostar minha cabeça em seu ombro.

_Edward... – minha voz saiu em um sussurro - ... deite-me nas cadeiras... por favor.

Algumas passadas depois percebi que estava sendo deitada delicadamente na fileira de cadeiras. Senti-me um pouco melhor na nova posição, pois parecia que o sangue havia voltado a correr por minhas veias, mas permaneci com meus olhos fechados tentando voltar ao normal ao inspirar e expirar lentamente.

Escutei algumas vozes ao meu redor e sabia que meu mal estar havia chamado a atenção dos demais, contudo Edward tentava dissipar o burburinho formado pedindo para se afastarem e solicitando algum atendimento médico.

_Está sentindo-se melhor, amor? – sua voz reverberou como bálsamo em meu ouvido.

_Sim – respondi baixinho, abrindo meus olhos devagar para me situar direito.

_O que houve, Bella? Quando cheguei ao andar, vi que você estava quase caindo no chão. Deus! Se eu chegasse um minuto mais tarde, você tinha desmaiado – falou um pouco exasperado, forçando-me a fitá-lo. Ele estava agachado à minha frente acariciando meus cabelos e o que vi em seus olhos só poderia ser traduzido como amor. _Não me assuste assim – aproximou-se de mim selando nossos lábios em um beijo casto, mas suficiente para eu querer mais.

_Edward, eu quero ir para casa – pedi de modo manhoso.

_Não posso levar você para casa se não me falar o que aconteceu.

Sem desviar em nenhum momento meu olhar, achei por certo que era hora de falar francamente. Ele merecia mais do que ninguém saber o que se passava comigo.

_Eu... eu estou grávida – sussurrei a última palavra para não assustá-lo.

Os olhos dele se esbugalharam de tal maneira que achei que quem ia ter alguma síncope seria ele.

_Edward? Diga alguma coisa – engoli em seco ao vê-lo me encarar sem pestanejar.

_Eu... vou... ser pai? – perguntou de modo hesitante.

Temendo a sua posterior reação não tive coragem de abrir a boca, então apenas balancei a cabeça confirmando.

_Meu Deus! Eu vou ser pai. Eu vou ser pai. Puta que pariu, Bella! – de repente ele estava agindo como se presenciasse a vitória do time de vôlei da UGW em algum campeonato relevante.

_Edward, fale baixo – olhei ao nosso redor e havia algumas pessoas 'admirando' a cena.

_Como posso falar baixo se acabo de receber a melhor notícia da minha vida? Eu te amo, baby – imediatamente devorou meus lábios em um beijo sôfrego, muito bem aproveitado por nós dois. Eu queria mais do que beijos, porém teria que esperar chegar em casa.

_En... então... está... tudo bem... para você? – perguntei em meio ao beijo.

_Não está tudo bem. Está perfeito – o sorriso que ele deu foi tão formidável. _Mas... como você sabe que está grávida?

_Veja – entreguei o exame que estava embolado em um das minhas mãos.

Seus olhos inspecionavam cada letra daquele exame de modo minucioso, como se estivesse à procura da palavra-chave.

_Positivo – seus olhos fitaram-me em adoração.

Meu Deus aquele homem me amava muito mais do que imaginei algum dia ser amada.

_Agora consigo compreender sua falta de apetite durante a manhã, seu emagrecimento, seu mal estar súbito, suas náuseas. Bella tudo estava relacionado a isso. Então... era por isso que estava agindo estranha ultimamente?

_Agora eu tenho certeza que sim. Eu desconfiava, mas não queria preocupar ninguém por isso não comentei com você.

_Mas devia ter falado. Eu faço parte da sua vida ou será que sou apenas um figurante? – perguntou olhando-me seriamente.

_Claro que você não é figurante, Edward. Eu te amo. Sempre te amei – fiz menção de levantar do banco e logo ele se prontificou a me ajudar.

_Porém você não confiou o bastante em mim para compartilhar suas angústias e desconfianças. Só não fico mais triste com sua atitude porque você me deu uma notícia magnífica – disse, sentado ao meu lado. _Mas tire uma dúvida minha... você não estava tomando a pílula? – olhou-me com o cenho franzido como se não entendesse como eu poderia estar grávida se usava um contraceptivo.

_Sim, eu estava. Quer dizer, ainda estou e sei que tenho que interromper imediatamente. Mas, lembra que eu adoeci por causa daquela faringite aguda acompanhada da maldita gripe e tive que ser medicada com antibiótico, anti inflamatório e analgésicos?

_Claro que lembro. Você quase não saía da cama. A 'maldita' te derrubou pra valer – deu um sorriso fraco.

_Pois é. Só que a gente "comemorou" do nosso jeito quando eu já estava quase em perfeita saúde novamente e não lembrei que o antibiótico diminui o efeito do anticoncepcional. O médico me avisou sobre isso, mas esqueci porque quando estamos na cama simplesmente não raciocino e não te pedi para usar o preservativo – esbocei um sorriso mínimo, sentindo minhas bochechas arderem em vergonha.

_Agora posso compreender – sorriu com uma sobrancelha erguida.

_Edward, eu sei que errei por ter omitido minhas aflições, mas te peço que me perdoe, por favor. Prometo que a partir de agora dividirei com você tudo que for relevante ou irrelevante em minha vida.

_Tudo bem, Bella. Porém, ponha de uma vez na sua cabecinha linda que minha estadia ao seu lado é permanente. Eu bem sei que você se acha um peso na minha vida depois do que aconteceu, mas saiba que está errada. Estou ao seu lado porque quero. Eu te amo, amor – puxou-me para seus braços e eu aproveitei aquele aconchego para aninhar minha cabeça no vão de seu pescoço. _Agora vamos construir a nossa família.

_Agora vamos recomeçar – levantei minha cabeça fitando o brilho de seus olhos verdes.

_Sim. E em cada recomeço existe um milagre. Este é o nosso milagre – pôs sua mão em minha barriga reta.

_Nossa gotinha de amor – roçamos nossos narizes cessando a conversa com um beijo apaixonado.

Antes de voltar para casa a fim de descansar, fui levada ao consultório de um médico que surgiu algum tempo depois que eu já estava me sentindo melhor. Assim que foi informado sobre a minha gravidez, aconselhou-me a acompanhá-lo para que eu fosse examinada adequadamente. E Edward com todo seu cavalheirismo, levou-me carregada em seus braços. Ele era definitivamente o homem da minha vida.

(...)

_Edward? – olhei para o meu namorado que permanecia concentrado no volante nos guiando para um destino muito conhecido por nós dois.

_O que foi, amor? Sente algo? – olhou-me de soslaio com uma ruga de preocupação entre suas sobrancelhas.

_Estou perfeitamente bem. Só gostaria de saber se o tal jantar que me convidou será na casa dos seus pais? Eles não estavam em Forks? – perguntei estranhando o fato de Carlisle e Esme estarem na casa de Washington, visto que, moravam em Forks, à léguas desta cidade.

_Bem, como você já conhece o caminho sou obrigado a confirmar sua suspeita. Estamos indo para lá sim... meus pais chegaram há dois dias – sorriu virando rapidamente sua cabeça na minha direção.

_Poxa... isso tudo por causa do meu aniversário? Tenho muito crédito com eles mesmo... – murmurei, divertida.

_Eles te amam, Bella – sua mão direita pousou em cima da minha coxa esquerda, exposta pelo fato de estar usando um conjunto saia e blusa, apertando-a levemente. Ação suficiente para arrepiar meus pelos. _Está com frio? – não era bem frio o que eu estava sentindo e sim outra coisa até porque estar ao lado de Edward só me deixava cada vez mais quente. E com a ajuda 'enlouquecida' dos meus hormônios, qualquer mínimo toque dele me atiçava muito.

_Um pouco – menti.

_Vou diminuir o ar condicionado.

Tentando controlar meu ímpeto de agarrá-lo e transarmos no meio de uma avenida movimentada procurei me concentrar no som suave de Clair de Lune que deixava o estreito ambiente do carro mais intimista e calmo. Aproveitando o clima, entrelacei uma de minhas mãos à mão livre de Edward que repousava tranquilamente em minha coxa, deixando-me com pensamentos nada condizentes com o toque musical.

Vi um semblante satisfeito desenhar na sua face máscula, bonita e bem cuidada. Ele estava feliz e eu muito mais.

_Eu te amo, Edward – disse, olhando-o derretida.

_Eu também te amo, Bella. Demais – elevou nossas mãos entrelaçadas à altura de seus lábios depositando um beijo delicado nas costas da minha mão.

Seguimos em um silêncio confortável em direção ao Nordeste de Washington, onde ficava a residência dos pais dele e de boa parte dos abastados da capital do país.

A noite estava agradável com um céu estrelado, totalmente convidativo para os casais apaixonados. Ainda estávamos no verão e a temperatura do dia estava em torno de 26ºC, o que era ótimo.

A paisagem urbana somente reforçava o fato de que construiríamos nossa família nesta cidade, visto que, nossos planos estavam voltados para cá. Além disso, uma parte da família Cullen também adotou a cidade como residência fixa expandindo os próprios negócios, haja vista, que Rose, Emmett e Jasper abriram mão de seguirem como jogadores na liga profissional de vôlei, após a formatura para tornarem-se empresários do ramo de materiais ortopédicos direcionado para atletas paraolímpicos. E é claro que o negócio em família deu certo.

Rose graduou-se em engenharia mecânica, assim como Emmett, mas sensibilizada pelo meu estado físico decidiu conciliar trabalho com o curso de especialização de Engenharia de Desenvolvimento de Produtos na área de Ortopedia, enquanto Jasper atuava na gestão de negócios juntamente com Emmett que apreciava mais esta parte.

De certa forma, a minha falsa invalidez serviu para que nossa amizade se fortalecesse cada vez mais, podendo ser comparada à solidez de um casamento cujos votos diante do altar são eternos. Na saúde e na doença. Na riqueza e na pobreza até que a morte nos separe.

_ Amor? O que há? Está tão pensativa – Edward afagou as costas da minha mão que permanecia entrelaçada à sua.

_Hum? Ah... eu estava pensando em como amo ter Alice,Emmett, Jasper e Rose na minha vida. Eles foram essenciais em um momento em que me encontrava perdida assim como você também, Edward – fitei seu rosto admirando cada traço marcante de uma beleza rara.

_Eles te amam, meu anjo. Só não mais do que eu – soltou um riso fácil.

_Exagerado... não nega ser irmão da Alice – rolei meus olhos.

_A convivência diária tem dessas coisas – deu um risinho. _E por falar em Alice está pronta para ouvi-la tagarelar em seus ouvidos ao darmos a notícia à família? – sorriu enviesado.

_Urgh... – gemi imaginando a cena.

_Acalme-se. Estarei ao seu lado – piscou.

_Tudo bem. Eu aguento o rojão – ri com gosto imaginando a cara de surpresa de todos.

Não demorou mais que alguns minutos para pararmos em frente à mansão da família de Edward. Notei que a residência estava anormalmente iluminada e logo desconfiei que havia vários dedos de Alice naquele jantar.

Já até imaginava a decoração do lugar. E sinceramente não entendia o motivo para tanto, visto que, era somente meu aniversário.

Edward saiu do carro para abrir a porta pra mim. E foi inevitável varrer meus olhos pelo corpo musculoso do meu namorado ao passar na frente do carro. Não havia nada fora do lugar e a roupa que ele vestia deixava-o mais bonito. Trajava uma calça bem cortada, com uma camisa FIT de botões, um estilo mais ajustado ao seu corpo definido e sapato social. Estava espetacular e o melhor de tudo: era só meu.

_Vamos, senhorita? – sorriu abertamente, de modo galanteador, ao abrir a porta do carona.

_Claro, com todo o prazer. Mas cadê minhas muletas personalizadas especialmente encomendadas pela baixinha? – sorri levando tudo na esportiva.

_Você não é totalmente dependente delas, amor. Venha. Eu te seguro – olhei para os braços estendidos dele um pouco receosa. _Não confia em mim?

_Óbvio que confio... até de olhos fechados – rolei meus olhos.

_Então venha. Já está mais do que na hora de perder esse medo de dar passadas a mais sem ter algo artificial para te amparar. Se já consegue realizar tarefas básicas como tomar banho sozinha, andar da cama para a cadeira porque não tenta algo novo? – perguntou tentando me encorajar.

_Edward, é melhor tentarmos em outro momento. Estou toda produzida. Até troquei os sapatos de salto que a louca da sua irmã me deu por um par de sapatilhas formal, algo muito mais confortável e que me dá segurança ao caminhar. Já pensou se depois de toda essa preocupação eu escorregar e cair no chão em pleno jantar de aniversário? – fiz uma careta ao imaginar essa possibilidade.

_Jamais deixarei algo do tipo acontecer com você, mas como se sente mais segura usando as muletas, tudo bem. Deixe-me retirá-las do banco traseiro.

Assim que me apoiei nas minhas "companheiras", entreguei minha bolsa de mão para Edward segurar e seguimos calmamente para a entrada da casa.

Quando ele tocou a campainha, as conversas descontraídas que ouvíamos no interior da residência diminuíram e eu já fiquei tensa ao pensar que seria o centro das atenções. Sempre detestei isso.

_A-há! Até que enfim a aniversariante chegou – Alice nos recepcionou dando-me um abraço apertado, felicitando-me pelo meu dia. _Gostou da surpresa? – perguntou toda animada.

_Gostei muito. Desconfiava que você não deixaria passar em branco meu aniversário, mas sabe que não precisava dessa produção toda – falei ao olhar em volta a decoração do ambiente e ao retornar meu olhar para Alice flagrei-a trocando olhares suspeitos com Edward. Será que perdi algo?

_Claro que precisava. É uma festa. Além disso, é uma festa para você, boba – sorriu mostrando uma covinha no rosto.

_Tudo bem. Sem comentários adicionais – sorri de volta.

_Cadê o meu abraço, Edward? – perguntou exibindo seu famoso biquinho.

Depois dos cumprimentos nos dirigimos à sala e quase caí no chão ao ver meus pais, Jacob e Leah sentados na sala dos Cullen.

_Nossa! Isso sim foi uma grande surpresa – queria correr para abraçá-los, mas não podia. O jeito foi esperar que eles viessem até mim.

_Filha, como está linda – a emoção contida na voz de Renée denunciava o quanto ela sentia minha falta, assim como eu também sentia falta dos meus pais.

_Concordo com sua mãe. Está deslumbrante, Bells – meu pai lançou-me um sorriso terno.

Ambos se levantaram do sofá caminhando na minha direção.

_É óbvio que ela está, Charlie. Eu jamais deixaria minha amiga vestir qualquer peça de roupa em um dia especial. Eu também mereço os créditos. Afinal, as roupas são da minha grife – Alice se intrometeu colocando as mãos na cintura esboçando uma careta e arrancando risos dos demais.

_Parabéns, Alice, pelo ótimo bom gosto. Vejo que fez uma escolha acertada ao seguir como empresária no ramo da moda e vestuário ao invés de lidar com materiais esportivos – minha mãe piscou-lhe, retornando seu olhar para mim.

_Eu não vou negar minha paixão pela área esportiva, mas agora estou em outro momento da minha vida. E já que tenho talento para isso por que não investir? Além disso, terei em breve como sócia a sua filha... – olhou-me convencida com um sorriso aberto – ... assim que ela se formar.

_Veja Charlie. Nossa filha vai tornar-se empresária – minha mãe estava esfuziante com a revelação da baixinha.

_Parabéns, Bells, pela oportunidade – Charlie falou ao meu lado, abraçando-me pela cintura, já que Edward havia se dirigido para o andar de cima.

_Mãe. Pai. Vocês já viram alguma vez a Alice aceitar um 'não' como resposta? – ergui minha sobrancelha olhando para a anã de jardim que prontamente me deu a língua.

_Não – ambos responderam ao mesmo tempo, rindo.

Logo em seguida, surgiram à minha frente os pais de Edward.

_Parabéns pelo seu dia, querida. Seja muito bem-vinda à sua festa. Achou que havíamos nos esquecido, certo? – Esme perguntou.

_Achei estranho ninguém me ligar, mas como o dia só acaba a meia noite, eu esperaria mais um pouco – sorri sem graça.

_Jamais esqueceríamos uma data tão especial, Bella. Você faz parte da nossa família – Carlisle me desarmou.

_Assim como vocês também são a minha – devolvi com a voz trêmula. Estava tentando me controlar para não chorar, mas meus hormônios estavam em plena ebulição.

_Agora é a minha vez – Jasper se aproximou me parabenizando do seu modo cavalheiro.

_Nós também queremos parabenizar a aniversariante – foi a vez de Jacob se fazer presente e meu sorriso se alargou ainda mais, afinal todas as pessoas importantes na minha vida estavam presentes, porém mal sabiam que logo mais seria eu a surpreendê-los.

_Jacob. Leah. Que bom tê-los aqui – abracei-os apertado querendo demonstrar toda a saudade imposta pela distância geográfica.

O casal começou o relacionamento após as Olimpíadas. Afinal o amor existente, mas encubado, aflorou após uma conversa franca e definitiva e ao saber por Jacob que estavam namorando senti-me extremamente feliz pelo casal. Era tão nítido o amor deles, assim como o meu por Edward.

_Estamos contentes em te ver bem, Bells – Jacob analisava minhas muletas. _Creio que em breve dará adeus às suas "amigas".

_Com certeza. Estou me saindo bem na fisioterapia – sorri.

_Temos certeza que dará tudo certo, Bella – Leah falou confiante.

_Assim espero.

_Ah! Chegou o elemento principal da festa – Emmett desceu as escadas, acompanhado por Rose e Edward. Ele parecia uma criança quando exibia suas covinhas. _Parabéns, cunhadinha – assim que ele me abraçou tirando-me do chão e girando senti uma tontura absurda.

_Emmett, estou tonta - minha voz saiu estrangulada pelo abraço de urso que havia recebido.

_Emmett, não gire a Bella. Ponha ela no chão agora! – a voz grave, urgente e preocupada de Edward ecoou pela sala chamando a atenção dos demais.

_Calma, Ed. Não vou matar a Bella – Emm respondeu, dando-me um beijo no rosto.

_Eu sei, mas... mas é que ela teve um mal estar pela manhã – meu namorado rapidamente se postou ao meu lado apossando-se da minha cintura.

_Mal estar, filha? – minha mãe se pronunciou preocupada e eu tratei de amenizar a situação.

_Não foi nada demais. Apenas passei muito tempo sem comer e aí minha pressão baixou. A senhora sabe como sou complicada – disfarcei fazendo uma careta e arrancando risada de alguns, mas meus pais me olhavam desconfiados.

_Mas é melhor não abusar – Edward falou, carrancudo.

No momento ele parecia mais o meu cão de guarda.

_Dá licença. Será que eu poderia abraçar minha amiga? – Rosalie apareceu deslumbrante no meio de todos. _Parabéns, Bella – abraçou-me carinhosamente.

_Rose. Saudade de você. Agora que virou mulher de negócios quase não tem tempo para nos visitar – esbocei um bico.

_Infelizmente a especialização e a empresa me dão uma canseira imensa, mas como as aulas ainda não retornaram, prometo visitar vocês – piscou-me.

_Então ficarei aguardando a sua visita e a do ursão – olhei para Emmett que estava um pouco mais distante de nós e ele parecia jogar alguma piada muda para Edward. Homens...

_Bom, já que a aniversariante chegou posso servir o jantar? – Esme perguntou olhando para todos os presentes.

_E você ainda tem coragem de perguntar, mãe? Eu estou faminto. Achei que o casal nem viria mais. De repente, tinham algo mais importante para fazer – Emmett provocou, deixando-me com a cara no chão. Se ele soubesse quão 'proveitosa' foi a nossa tarde...

_Emmett! Olha os modos – Esme o repreendeu olhando feio para ele que levou na esportiva tentando prender o riso.

_Não liguem para o Emm. Inconveniência é o nome dele – Rosalie deu-lhe um tapa na cabeça.

Todos riram da careta de dor que Emmett fez.

E assim que o jantar foi disposto na mesa todos nós nos acomodamos ao redor.

Edward sentou-se ao meu lado dando-me um beijo no rosto.

_Está feliz? – sussurrou em meu ouvido enquanto observava os demais tomarem seus assentos.

_Extremamente. Obrigada por tudo – sussurrei emocionada.

_Não tem o que agradecer, amor. Todos nós te amamos – selamos nossos lábios em um beijo rápido antes que alguém aproveitasse o momento para zombar.

O jantar em si apresentava-se impecável. A organização típica de Alice estava evidente em cada detalhe enquanto o buffet encomendado por Esme tinha o seu bom gosto.

Lógico que provei cada prato elaborado com temperos diferentes que aguçavam mais ainda meu paladar mesmo tentando me controlar para não abusar muito. Recomendação médica. Estar grávida não significava ter que comer por dois!

Durante o jantar olhei para cada rosto conhecido daquela grande família de agregados. Em breve a família aumentaria e eu já tinha uma noção do quão mimado meu bebê seria.

Ao final, Edward se levantou pedindo a palavra. Para mim não foi nenhuma surpresa porque eu já sabia o que iria falar. E ao ter ciência de que era o centro das atenções dispôs-se a discursar como um grande orador aguçando a curiosidade dos membros ali presentes, que ora olhavam para ele, ora olhavam para mim. Eu tentava a todo custo manter uma expressão impassível no rosto, mas é óbvio que falhei miseravelmente. Nunca fui uma boa atriz.

E tão logo revelou a notícia do dia, o silêncio na mesa foi ensurdecedor. Alguns me olhavam com cara de espanto enquanto outros sorriam admirados com a novidade, mas o que mais me sensibilizou foi ver meus pais emocionados. Acho que a notícia realmente foi impactante para eles.

Após essa pausa, recebi as felicitações agora destinadas à minha gravidez e ao bebê que se desenvolvia seguro e muito bem amado dentro do meu ventre.

Várias mãos curiosas se apossaram da minha barriga, mas houve duas em especial que me fizeram chorar de felicidade.

_Nossa criança cresceu, Renée – meu pai disse com a voz embargada.

_Sim, Charlie. Agora ela tornou-se uma mulher e futura mamãe do nosso neto ou neta – minha mãe riu chorando de alegria e eu chorei mais ainda porque depois de tantos momentos tumultuosos eu estava vivenciando algo pleno e exclusivo da mulher.

Nesse momento, Edward se aproximou de mim fitando-me de uma maneira tão profunda que parecia que estava vendo minha alma, deixando-me completamente hipnotizada pela cor de seus olhos.

O movimento seguinte foi o que me causou espanto porque ao se ajoelhar diante de mim e de toda a nossa família eu percebi o que significava aquele gesto.

_Bella, nos conhecemos desde a adolescência e sempre fomos confidentes e melhores amigos, mas quando você demonstrou nutrir por mim um sentimento diferente do da amizade eu me acovardei e fugi de você e do sentimento que surgiu naquela ocasião. Passamos dois anos sem nos falar, mas quando você me deu uma oportunidade para conversarmos e agirmos com sinceridade não desperdicei o tempo que eu tinha. Desde então, eu tive certeza de que você era única e eterna. Passaram-se dias, semanas e meses, e o tempo apenas reforçou a minha opinião. Você me dá carinho, conforto, atenção e tranquilidade, além da alegria a cada sorriso ou olhar direcionado a mim, e me dá prazer a cada vez que toca minha pele com suas mãos e com seus beijos. Quando penso em você revitalizo o meu espírito e renovo os meus sonhos de futuro, e você sempre faz parte destes sonhos. Aliás, se não fosse assim, não seriam sonhos!Saiba que este período em que estamos juntos é o período mais belo e feliz que já vivi. O seu amor me transformou, e hoje faz com que eu entenda o mundo e as perspectivas futuras sob uma nova ótica. Uma ótica que privilegia os esforços cooperados e o desejo de conquistar para depois dividir. Dividir com você, desfrutar com você o resultado das boas colheitas. Por tudo isso, meu amor, eu preciso saber... aceita ser minha para sempre? – Edward fez a melhor declaração de amor de todos os tempos. E ainda por cima exibia uma pequena caixa azul com a gravação do nome de uma das joalherias mais famosas do mundo: Tifanny & Co.

Eu estava embasbacada e com a face completamente molhada pelas lágrimas que caíam sem pedir licença. Agora eu podia compreender a troca de olhares conspiratórios entre ele e Alice. Tudo havia sido combinado.

O silêncio foi interrompido por soluços. Os meus soluços e de mais algumas pessoas que não notei porque meus olhos estavam cravados na caixa e nos olhos dele que demonstrava a mesma emoção que a minha.

_Edward... – minha voz havia sumido praticamente. _Aceito. Aceito. Aceito. É lógico que aceito – disparei a falar a palavra que ele queria ouvir.

Imediatamente ele se levantou enlaçando-me em seus braços sugando-me os lábios sedentos por um beijo cálido. Logo ouvimos assobios e aplausos dos nossos amigos e das nossas famílias.

Em seguida, ao colocar a pequena caixa em minhas mãos trêmulas, desfiz o laço branco que a envolvia e o que vi me fez perder o ar. Uma linda aliança cravejada de diamantes.

_Edward... é linda – deixei a emoção tomar conta de mim novamente.

_Você merece, amor. Esta aliança representa um compromisso para um futuro a dois. Representa continuidade e constância, um círculo perfeito e sem final. É assim que vejo o nosso amor. E este diamante maior e central representa um pequeno brilho no nosso romance diário. Eu te amo, futura Senhora Cullen. E amo nosso bebê – sussurrou entre meus cabelos ao me abraçar novamente.

_Eu também te amo, Edward, assim como amo nossa gotinha de amor – abracei-o mais apertado querendo-o sentir mais ao meu corpo.

A emoção tomou conta de todos nós quando Edward colocou a aliança em meu dedo anelar direito, mas é óbvio que Emmett teceria algum comentário jocoso sobre a declaração de Edward.

_Agora o Edward tornou-se um maricas e está fora do 'mercado' oficialmente – soltou em alto e bom som.

_Assim como você, Emmett Cullen – Rose provocou fazendo-me rir.

_Ai que máximo. Daqui a seis meses Rose e Emm se casam e logo depois já teremos outro casamento. Eu tenho que me programar. Nada pode sair errado – Alice já conjecturava tudo naquela cabeça insana deixando-me perplexa.

_Alice, assim você vai assustar a Bella. Ela é quem é a noiva, filha. – Esme falou meneando a cabeça.

_Não exagere, Alice. Ainda nem falamos sobre datas – Edward falou.

_E o que impede vocês dois de se casarem logo? Nada – falou fingindo exasperação.

_Pessoal, deixem a 'ligeirinho' cuidar do assunto, afinal programação de festas é assunto exclusivo dela. Aliás, programação é como sexo: um erro e você estará comprometido pelo resto de sua vida – Emmett riu de modo escancarado, olhando para mim e Edward.

_Emmett, cale a boca. Só fala besteira – Rose interveio batendo na cabeça dele.

_Filho, você está impossível hoje – Esme se pronunciou mais uma vez reprovando a atitude dele com o olhar, assim como Carlisle, mas o grandão nem se sentiu afetado. Ele seria uma eterna criança mesmo. Meus pais apenas olhavam a cena tentando conter o riso, assim como Jacob e Leah. Enquanto Jasper meneava a cabeça rolando os olhos.

_Ah, eu só quis brincar. Cunhadinha, desculpe – virou-se para mim com cara de menino arteiro e tive que rir.

_Não há nada para desculpar. Eu amo você, grandão, do que jeito que é – ele veio até mim abraçando-me com cuidado. Na certa, receoso de levar um safanão de Edward caso me rodasse novamente.

_Já que você me ama do jeito que eu sou, então não ficará chateada se na minha despedida de solteiro eu levar seu Edward para uma boate, certo? – sorriu enviesado.

_Desde que eu possa ir junto, não serei contra. Você é um perigo, Emm – devolvi o sorriso.

_Sem despedida de solteiro, Emmett. Não quero começar nossa vida de casados com um par de chifres enfeitando minha linda cabeça – Rose interveio na brincadeira dele falando seriamente com os braços cruzados.

_Ursinha, você sabe que sou fiel – ele logo se aproximou dela mansinho, fazendo todos nós rirmos.

_Não existe homem fiel, existe homem sem oportunidade – ergueu a sobrancelha para ele.

_Discordo de você, Rose – Edward falou. _Eu sou completamente fiel à Bella.

_E eu à Alice – Jasper abraçou a baixinha sorrindo para ela.

_Assim como sou para Esme – Carlisle deu um beijo na bochecha da esposa.

_Ok. Já entendi. Há algumas raras exceções – sorriu.

_E eu não estou incluso nessas exceções, ursinha? – Emm exibia um bico.

_Até o momento está. E espero que continue assim – Emmett aproximou-se dela roubando-lhe um beijo.

_Permanecerá do jeito que você quiser.

O restante da noite foi bastante agradável, mas eu já me sentia cansada e louca para estar em casa na companhia do meu noivo. Noivo.

Palavra que me fazia suspirar baixinho ao pensar que logo, logo seria uma Cullen. Eu e meu bebê.

Vendo que eu estava distraída e bocejando sentada no sofá, Edward achou melhor nos despedirmos dos amigos e familiares e seguirmos para nossa casa.

A volta não demorou muito, afinal já era tarde da noite e mesmo para uma sexta-feira, as ruas da cidade estavam relativamente vazias.

Assim que Edward estacionou na garagem, o cansaço se abateu sobre mim, mas ao ser carregada nos braços por ele até a nossa cama, algo dentro de mim despertou de modo ousado impelindo-me a retirar minha roupa, ficando somente de lingerie à espera dele.

Tão logo retornou para o nosso quarto trazendo meus presentes, estancou ao me ver seminua, deixando o que estava nas suas mãos cair no chão.

Caminhando lentamente, vi seu olhar felino demorar-se na minha minúscula calcinha como se estivesse apreciando e em seguida seus olhos pairaram no meu sutiã. Mordi meu lábio inferior chamando sua atenção para o meu gesto, e um leve rosnado saiu de sua garganta.

_Não morda seu lábio. Você não sabe como eu gosto deles – seu corpo estava colado ao meu empurrando-me para deitar no colchão macio.

_Gosta? – sussurrei fitando sua boca.

_Aham – abaixou a cabeça sugando meu lábio inferior de modo lento e sensual.

Suas mãos entrelaçaram-se às minhas.

_Hum... Edward... – somente aquele mínimo gesto causou palpitações num ponto pequeno no meio das minhas pernas.

_Eu quero você, Bella. De novo. Ainda não estou satisfeito com o que fizemos à tarde – uma de suas mãos agora brincava com o elástico de minha calcinha enquanto a outra contornava meus lábios.

_Nem eu, Edward – falei baixinho experimentando seus lábios em um beijo ousado. –Tire minha calcinha... por favor – pedi languidamente.

Senti minha lingerie se rasgar ao ser puxada com força para baixo deixando-me exposta para os olhos apurados de Edward.

_Tire a roupa, Edward. Tire – ordenei, ajudando-o a se desfazer da camisa, da calça, cueca e dos sapatos.

_Vamos com calma, meu anjo. Não quero te machucar – falou com a voz rouca.

_Você só irá me machucar se não atender ao meu apelo neste exato momento – peguei sua mão levando-a diretamente ao meu sexo úmido.

_Bella... tão molhada. Você é o meu calcanhar de Aquiles, danadinha – sua mão esfregou delicadamente meu ponto sensível.

_Humm... Edward você me deixa em um estado deplorável – beijei-lhe suavemente. _Por favor, faça-me sua mais uma vez. Porém, eu quero diferente desta vez. Eu quero sexo selvagem – supliquei com meu olhar para que ele atendesse o meu pedido.

_Baby, pode ser perigoso – mesmo excitado ainda exprimiu preocupação em seu olhar e em sua voz.

_Eu sei que você conduzirá da melhor forma. Confio em você. Por favor, não pense muito. Faça-me sua do jeito que te peço – pedi, manhosa.

_Ah, Bella... Bella. Você ainda será a minha morte. Porém, se é assim que deseja não precisa pedir uma segunda vez.

Nossas bocas dançavam em sincronia, em um beijo apaixonado, mas nossas mãos agiam de forma desobediente procurando explorar cada extremidade e ponto fraco de nossos corpos.

Isso era apenas o prenúncio de que a noite seria longa. Ainda tínhamos muito a aproveitar porque a minha nítida alteração hormonal compelia-me a ter um desejo sexual incontrolável. O meu anjo interior viraria um demônio facilmente nas mãos viris do meu noivo e com a performance incansável de Edward eu seria obrigada a concordar com um ditado popular: a noite é apenas uma criança...

#FIM#


"O ponto mais alto da vida é aquele no qual descobre-se a força que há no recomeço".

César Jihad (Vulto Madhiba)


N/A:

Bem, este o fim! :(
E então, digam-me o que acharam deste último capítulo. Estarei aguardando pelos reviews..por favor, façam a alegria de uma autora...rsrsrsrs
Para quem ainda não leu as minhas outras fics, deem uma passadinha e vejam se gostam. Se gostarem, comentem... :)
bjinhossssssss