Desafiando Deus
Capitulo 2 – 'Sangue e morte'
•
•
•
"– aahhh agora eu vou abri isso, e a luz do salão central vai ilumina tudinho e eu vou pode respirar...
Ela estava enganada..."
Era uma sala vazia iluminada apenas pela luz da lua, que entrava por uma estreita janela. No centro uma espécie de altar com um grande livro fechado. De cada lado da obra um castiçal com uma vela negra.
– o.Õ que ser isso??? Algum tipo de ritual satânico??
Kagome esquecera completamente da claustrofobia e aproximou-se mais do livro.
– curiosidade mata... mas é melhor saber do que morreu do que morrer curiosa!
Parou diante do altar e tocou a grossa capa. As velas acenderam.
– AAAAHHHHH – no susto a jovem caiu sentada no chão. Sua face misturava choque com medo. – é... é só... um truque... velas não acendem sozinhas... mas numa mansão medieval que possuiu uma sala de rituais satânicos, velas negras acendem... oh my god...
Pôs-se de pé e observou mais uma vez o grande livro.
– sangue... e... morte..? é um titulo bem sensacionalista... será que vai acontecer alguma coisa se eu abrir..??
Tomada de coragem abriu a obra com a ponta dos dedos. Nada ocorrera. O que a encorajou a ler o conteúdo da primeira pagina.
17 de janeiro de 1514.
– que tudo aqui é velho beleza, mas 1500 já é sacanagem!
O dia amanheceu mais frio que o de costume. A bela dama caminhava no bosque da mansão calmamente, até ser surpreendida por uma figura de longas madeixas prateadas. Depois de uma rápida troca de palavras o sujeito desapareceu.
– existiam pessoas de cabelo prateado naquela época? Nhaaa eu também quero...
A jovem correu para seus aposentos onde permaneceu até o entardecer aguardando-o.
– aguardando quem!? Humm isso ta ficando interessante!
'Ele' entrou como se fosse muito intimo, e realmente era. Aproximou-se da dama que o segurou pela mão e o guiou até uma câmara no subsolo da residência. Ela lhe disse para aguardá-la ali enquanto ia buscar um presente. O 'rapaz' êxitou mas acabou concordando. Assim que ela fechou a porta 'ele' desapareceu do local.
– oohhh ele se teletransportou? Que espécie de historia é essa?
A jovem dama corria aflita rumo à saída da propriedade, mas 'ele' surgiu em sua frente.
– iihhh é teletransporte mesmo...
Os olhos vermelhos pediam por sangue. Em sua face a real aparência de um demônio. A púbere gritou por clemência, mas 'ele' não perdoa traições. Aproximou-se lentamente da moça e ergueu as garras que refletiram a luz pálida e prateada da lua cheia. Sem ter por onde escapar, ela, apenas fechou os olhos e esperou o golpe...
– KAGOME-SAMAAA!!!!
– AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHH!!!! – o grito agudo ecoou pela pequena sala e fez com que a velha senhora que estava pousada na porta levasse as mãos à cabeça. Kagome caiu mais uma vez sentada no gélido chão de pedra. – por kami-sama, ou buda, ou deus, ou seja lá no que tu acredita NUNCA MAIS ME ASSUSTE ASSIM KAEDE-BAA-SAMA!!!!
– oh desculpe-me senhora... mas o dia já esta quase amanhecendo e não a via desde o jantar, conclui que tivesse se perdido novamente e comecei a procurá-la.
A moça torceu a cara com o comentário da idosa. – eu não me perco! Apenas estou fazendo um reconhecimento mais aprofundado do local! Unf!
– desculpe-me mais uma vez... a propósito... me recordo de tê-la alertado para não descer até o porão...
– ah aqui é o porão...
– na verdade é só uma das salas que compõem o subsolo.
– é? É claro que é... eu sabia...
– oh claro... creio também que tenha fósforos... – disse apontando para as velas.
– "acho melhor falar a verdade" na verdade não... quando eu toquei no livro elas acenderam...
– como assim 'acenderam'? – perguntou intrigada.
– acendendo oras... encostei e PUF! Acendeu!
– velas não acendem sozinhas, madame...
– foi a mesma coisa que eu pensei...
– conhecendo o pouco que conheço da senhora, creio que o que direi a deixará mais curiosa mas é extremamente necessário que saiba que há coisas nessa casa que vão alem da sua imaginação, e coisas que não devem ser despertadas'... – falando isso começou a refazer seu caminho. – ah e se não quiser mais fazer o seu 'reconhecimento aprofundado' é melhor vir atrás de mim...
– Kaede-sama... não é do meu feitio dizer isso mas... seu tom irônico me irrita!
– perdão madame...
Antes de sair assoprou as velas – "eu vou voltar com certeza... quero saber o final dessa historia..." – assim retirou-se do recinto.
o0o0o0o0o
Kagome dividiu seu tempo entre seu ateliê de pintura e a sala no subsolo. Quase todos os dias, ia até lá ler mais um pequeno trecho do livro. Sempre tomando o maior cuidado para que sua governanta não desse por sua falta. Em cerca de duas semanas já havia lido o suficiente para entender do que se tratava a obra. Era um livro muito peculiar.
– "o personagem principal é sempre tratado por 'ele'... será medo de registrar seu nome? Pelo que entendi, ele era um demônio, a menina o traiu não faço idéia como... o cara de cabelo prateado num apareceu mais... o 'ele' matou a menina... aiai... melhor eu dormir..."
No dia seguinte Kagome disse a senhora Kaede que iria até a cidade, mas na verdade ela desceu até a 'sua' sala de leitura.
Com as mãos cobertas por sangue, ajoelhou-se ao lado do corpo sem vida da moça, e jurou nunca mais amar alguém. Antes era visto como um demônio. Agora 'ele' é o próprio senhor das trevas. Seu coração foi consumido pelo fogo junto com o corpo de sua amada, que 'ele' mesmo havia arrancado a existência.
Deitou em seu leito, no fundo da mais espessa escuridão. Uma forte luz erradiou-se no local. Suas longas asas o permitiam planar sobre o 'outro'. 'Ele' não se moveu, era como se pedisse por aquilo. Afastando as melenas prateadas do rosto, desembainhou sua espada, cuja lamina reluzia um brilho celestial, e apontou para 'seu' pescoço. 'Ele' apenas sorriu. 'Não, você ainda não pode me matar...' murmurou para seu oponente. O outro manteve o semblante serio e calmo. A luz que iluminava o local desapareceu.
Seu quarto foi tomado por sua energia sinistra. O desejo de destruição paira pela mansão. Ele não teme nem mais a própria morte, pois é imortal...
Ao virar a pagina constatou que a mesma estava em branco. Repetiu o ato em todas as outras paginas. Branco...
– que tipo de pessoa escreveria um livro pela metade? A não ser que ela esteja tirando uma com a minha cara! Ou então... não teve tempo para terminar... ou ainda pode não ter acontecido mais nada desde aquele dia... ihhh viajei agora... isso é só uma historia de terror... impossível ser real...
Nada é impossível, quando se é imortal...
– aaaahhhh!!! Isso não tava escrito aqui antes!!! Eu tenho certeza!!!
É inútil ter certeza. Não se pode confiar em nada além de si mesmo.
– isso também não tava!!! Aaahhh esse livro ta falando comigo!!!
Kagome fechou com violência o livro. Mas em sua contracapa havia algo que despertou sua atenção. Era a mesma imagem do vitral, mas havia algo escrito ao lado.
– oh é uma musica!?
Continua...
o0o0o0o0o
Domo!!
Ta ai o segundo capitulo! Espero que tenham gostado!! Aiai eu disse que a fic era doida! Eu to adorando escreve-la!! Agradecimento especial à Isabelle! Você foi a primeira a deixar review... Sinto muito por você não ter entendido nada n.n" Desculpe mesmo... O começo das minhas fics são mesmo confusos o.O Creio que este capítulo seja ainda mais confuso que o anterior! E respondendo sua pergunta: é bem provavel que tenha hentai!
E como de costume, a duvida paira no ar...
'Nada é impossível, quando se é imortal.' Até mesmo palavras surgirem em um livro escrito a mais de 500 anos. O que as paredes dessa casa escondem?
Próximo capitulo: 'Uma canção com ritmo de morte' , você quer cantar pra mim?
Se não for pedir muito deixe uma review n.n
by Sanetoki-san
