Desafiando Deus
Capitulo 3 – 'Uma canção com ritmo de morte'
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"Em sua contracapa havia algo que despertou sua atenção. Era a mesma imagem do vitral, mas havia algo escrito ao lado.
– oh é uma musica!?"
Detectou facilmente que aquele não era o mesmo idioma do livro.
– vamos Kagome... Você é poliglota! O livro tava em inglês... então aqui ta em... espanhol? Não... italiano? Também não... francês não... japonês muito menos... também num é mandarim... será que é... latim?? Naaaaoooo eu não falo latim!!!! – por alguns instantes observou o emaranhado de palavras sem sentido algum para ela. – eu acho que isso não é uma musica... eu preciso saber o que isso significa!!! – Kagome observou o livro, e com certa velocidade arrancou uma das paginas em branco.
Não se pode impedir que o futuro seja escrito. As paginas de sua vida jamais serão arrancadas de seu coração. Não há como fugir 'dele'.
– pare de falar comigo seu livro maldito!! Eu só quero copiar isso aqui... – fechou o livro, e tirando um lápis do bolso copiou rapidamente a 'musica', tomando muito cuidado para não errar. Depois disso apagou as velas. – amanhã eu volto pra ver se você ainda ta falando!
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– KAEDE-BAA-SAMA!!! Kaede-baa-sama! Kaede-baa-
– estou aqui!
– sabe que língua é essa? Eu pesquisei na internet, mas não consegui traduzir...
A senhora observou o papel amarelado por alguns instantes.
– desculpe mas... não faço idéia...
– ah que pena... – desapontada, começou a subir as escadas, rumo ao seu quarto.
– a propósito... não deveria arrancar paginas de livros antigos, madame...
– "como ela sabe que isso era de um livro??" – Kagome olhou o papel em sua mão e constatou um numero no rodapé. – aaaahhhh
Esse número não tava aqui antes!!!! – Kagome jogou o papel, que não foi muito longe. A velha governanta ouviu o grito.
– Kagome-sama! Tudo bem?
– oh claro! claro! Tudo certo! Não foi nada!! "preciso tomar mais cuidado" – seguiu para seu aposento, deixando a senhora curiosa.
– "essa menina está indo longe de mais... e vai pagar bem caro por isso... que Deus tenha piedade... ou melhor... que 'Ele' tenha piedade..." – a senhora se benzeu e seguiu para a cozinha.
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– vovó? O que foi? Parece preocupada... – uma jovem uniformizada que guardava a louça do jantar se pronunciou ao ver a idosa.
– ah querida... tenho tanta pena de nossa patroa... – disse ela com pesar.
– então ela continua indo lá? –perguntou a púbere sentando em uma das cadeiras.
– ela está passando do limites... já não sei mais o que fazer... – disse também se sentando.
– por que não esquece essa bobagem toda, vovó? Não podemos interferir no destino...
– vou chamá-lo!
– não!
– é a única solução! Sei que vai ser ruim mas não podemos deixar que-
– já disse que não! – gritou a moça, alterada – pare de interferir no destino das pessoas! Quem você pensa que é!?
– só quero...
– escute uma coisa – alertou a menina que já se retirava – você não quer nada, você não sente nada, você não se mete em nada! O que tiver de ser, será! Você querendo ou não...
A jovem saiu do recinto deixando à senhora transtornada.
Kagome observava o papel amarrotado que estava sobre o criado mudo. – "que língua maldita é essa..?" – ela se virou na cama disposta a dormir.
Na manhã do dia seguinte a moça recebeu um telegrama que a alegrou muito.
"Querida Kagome,
Espero que esteja desfrutando do presente que lhe dei. Em breve irei visitá-la. Saudades."
– oh my god! Ele vai vir me ver!!! – a jovem começou a pular pela ampla sala de vídeo.
– com licença... – uma jovem empregada se aproximou. – precisa de alguma coisa?
– ah não! "quem é essa?" não me lembro de você...
– oh! Foi um descuido meu não me apresentar! Sou Hirohina Sango, neta de Kaede-sama. Não costumo sair da cozinha, talvez seja por isso nunca me viu...
– hum... quantos anos você tem?
– dezessete, por que pergunta?
– ah nada... a noite, depois que terminar suas tarefas poderia levar em meu quarto duas xícaras de chá e biscoitos?
– err... claro... "Duas xícaras? Pra que!?"
Perto das onze horas da noite, Kagome ouviu as batidas na porta de seu quarto.
– entre e coloque na cama, por favor. – pediu gentilmente.
A jovem o fez e já se retirava do quarto.
– ei... onde vai?
– para meu quarto, madame...
– o que acha que farei com duas xícaras..?
– não faço idéia...
– volte aqui e sente-se...
– mas...
– vol-te a-qui e sen-te-se! A-go-ra!!
– claro!
Kagome deu uma das xícaras na mão de Sango e pegou a outra. – você disse que tinha dezessete né? Eu tenho dezesseis...
Sango engasgou com a bebida e olhou assustada para sua patroa – de... dezesseis..?
– por que ninguém acredita..?
– oh perdão! Não quis ofender!
– ninguém nunca quer! – sorriu – não se preocupe! Tenho consciência de que não pareço ter menos que vinte... culpa da maquiagem...
– se te trás tanto transtorno por que não para de usar?
– não posso... Sabe... Eu moro sozinha desde que meus pais morreram, quando eu tinha dez anos... Não posso parecer uma adolescente bobinha...
– entendo, mas agora você não esta mais morando sozinha...
– não quero perder o respeito dos empregados...
– hum...
– acho que já percebeu por que lhe chamei não é?
– claro! Também não tinha ninguém da minha idade para conversar aqui! – ambas sorriram e ficaram conversando e rindo até tarde.
Durante dias e dias a mesma coisa foi acontecendo e Kagome foi esquecendo da sala no subsolo, do livro, do poema... 'Dele'...
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Em um quarto pequeno e mal iluminado, na ala dos empregados, a velha governanta folheava um livro antigo e empoeirado. A jovem morena deitada na cama ao lado mantinha os olhos pregados no teto.
– não consegue dormir é? – falou a senhora virando-se para a mais nova.
– não enche... – virou-se para a parede.
– não acha curioso..?
– o que..?
– alguém me disse 'Não podemos interferir no destino' mas está alterando tudo!
– eu não escolhi isso... – a púbere virou-se para a avó – foi 'ela'...
– não fale dela nesse tom... é só uma criança
– criança que nada... – virou novamente para a parede.
– desisto de tentar entender o que se passa na sua cabeça...
Continua...
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Ola!
Terceiro capitulo on-line! Façam suas apostas! Quem é do bem e quem é do mau? Kagome está começando a contar sobre seu passado. Sango... Será que podemos confiar nela? A Kagome carrega um lápis no bolso por que ela é artista plástica... eu não simplesmente fiz o lápis aparecer...
A chuva de sangue caia mórbida e silenciosa. A sede de morte seca a garganta. Cada sombra é perigosa. Não! Não durma!
Próximo capitulo: 'O pesadelo real' enquanto todos dormem as trevas invadem seus corações... Posso dormir com você? Tem um monstro embaixo da minha cama...
Obriga pelas reviews: Gheisinha (que bom que você gosta de mistéro...), Srta. Black (assustutadora? humm...)
