Devido a problemas com 'divulgação inadequada' a fic permaneceu tanto tempo sem ser publicada. Espero, sinceramente, que este problema esteja sanado e que agora vocês possam desfrutar da minha total incoerencia perante texto xD Aproveitem o capítulo! até muito em breve!!


Desafiando Deus

Capitulo 5 – 'Muito além de uma maldição'

"Um relâmpago cortou o céu e logo seu estrondoso barulho ecoou pelos arredores. Foi quando ela ouviu uma voz grossa e duplicada, sussurrando algo desconhecido."

– Os iusti meditabitur sapientia...Et lingua eius loquetur iudicium...

– me... meu Deus... quem... esta... ai... – a jovem estremeceu conforme a voz ecoava mais forte.

– Beatus vir que suffert tentationem... Quoniam cum probatus fuerit... Accipiet coronam vitae...

Começou a ouvir os passos se aproximando. Alguém caminhava pesadamente arrastando algo no chão. Talvez um tecido. Metais batiam acompanhando a marcha. Baixou os olhos para o livro e assustou-se ainda mais com a mensagem.

O destino foi traçado. Não se pode mais voltar a trás nem parar. Apenas continue...

Senhor, fogo divino, tenha piedade.

Continuou lendo temerosa.

– Kyrie, ignis divine, eleison

Oh! Quão santa!

Quão serena!

Quão benigna!

Quão sorridente!

– O quam saneta... Quam serena... Quam benigna... Quam amoena... – a voz ia se aproximando gradativamente. Kagome apertou os punhos e engoliu o choro.

Oh! Lírio da castidade!

– O castitatis lilium... – sentiu o hálito frio em seu pescoço. Cheiro de vinho. A mão fria a virou com violência fazendo-a bater o rosto em seu corpo. Ergueu os olhos devagar para encontrar os dele. Escarlates e assustadores. O rosto indolente e o sorriso macabro curvando os lábios. Kagome estava completamente paralisada. A segurou pela cintura e a puxou para perto. Erguendo seu queixo com a ponta dos dedos tocou-lhe os lábios devagar. O gosto de vinho e sangue já havia se tornado familiar.

(N/A: o dialogo a seguir é em alemão)

– Schließlich bin ich frei! (Finalmente, eu estou livre!)– a risada tétrica ecoou na sala. Os relâmpagos rasgavam os céus e os lobos voltaram a uivar. – Ich war zu Wartezeit schon müd! (Eu já estava cansado de esperar!) – tomou novamente os lábios da jovem que continuava totalmente paralisada de medo. – Ihre Lippen sind meine Prinzessin so lieb... (Seus lábios são tão doces minha princesa)

Kagome recobrou a consciência e o empurrou. Ele apenas deu um passo para trás e sorriu.

– Who are you!? Who are you!? (Quem é você?)– gritou a menina. Ele a olhou meio confuso e diminuiu o espaço entre eles.

– Was sagten Sie? Welcher Sprache sprechen Sie meine Prinzessin? (O que tu disseste? Que tu falas minha princesa?) – encostou a mão na testa de Kagome e fechou os olhos. A púbere sentiu uma forte dor de cabeça e quase desmaiou. Ele riu maleficamente e escorou a jovem cambaleante.

– Então se passaram quinhentos anos desde aquele fatídico dia... – Kagome arregalou os olhos e soltou-se dos braços dele. – "como consegui entender o que ele falou!?"

– Não fujas de mim... Afinal foste tu que me avocaste... – ajeitou uma mexa do cabelo negro da púbere.

– eu... eu não chamei ninguém!! – Kagome correu em direção a porta mas ele surgiu em sua frente.

– chamaste-me sem nem ao menos saber o que fazia!?

– só queria que os pesadelos parassem! – as lagrimas corriam enquanto seu corpo tremia de medo.

– pesadelos..? – olhou para o teto por alguns instantes e voltou-se novamente a ela. – 'Durante seis dias, a prometida terá maus presságios. E então no sétimo despertará o senhor das trevas, que trará a escuridão outra vez ao mundo dos mortais, até o dia do juízo divino.' – estralou o pescoço e segurou a jovem pela cintura. – maldita profecia... – abriu a boca forçadamente. Os caninos cresceram um pouco. Kagome se debateu mas ele a apertou. Lambeu o pescoço da jovem e ia mordê-la quando a soltou bruscamente. Kagome caiu no chão, desconcertada. O rapaz pareceu estar engasgado e caiu ajoelhado. A moça engatinhou até ele e o sacudiu. Ele pareceu voltar a respirar. Os olhos antes vermelhos foram se abrandando até o âmbar. As presas voltaram ao normal mas mantinha o semblante sério. Abraçando a garota afundo o rosto em meio às melenas negras da mesma.

– Tua alma... É de tamanha pureza... Que um demônio como eu não posso tocá-la...

– você é um... Vampiro?

Ele a empurrou e se levantou. – tu não podes ter me invocado! Não posso nem ao menos possuí-la!

– QUE!? Que historia é essa de possuir!?

– calada humana!

– hei! – se levantando – num me manda cala a boca não! Ta pensando que é quem!?

Aproximou seu rosto do dela – huhuhu... O 'Senhor' do inferno! – Kagome paralisou mais uma vez. – "eu... despertei o Diabo!? Mas eu só li um poeminha!!!"

– Diabo é um nome muito feio, querida... Que tal Lúcifer? Soa melhor... Mas costumam chamar-me de Cão-demônio...

– você ta lendo minha mente!!? Que porra é essa agora!?

– hu que linguagem chula para uma princesa...

– eu não sou princesa coisa nenhuma!

– que temperamento forte desagradável... Prefiro as mulheres submissas...

– sai da minha frente! Vai embora!!

O som da batida ecoou pelo cômodo. O corpo da jovem foi jogado contra a parede e um filete de sangue escorreu pelo canto da boca. Kagome começou a chorar.

– por quê?... Por que me bateu!?

– nunca mais erga o tom de voz para mim! Sua mortal insolente!

Kagome limpou o sangue e se colocou de pé.

– demônio maldito!

– já me chamaram de tantas coisas que 'demônio maldito' não é um insulto.

– me deixe em paz! Volte pro inferno! Merda!

– já disse para moderar seu linguajar... E se eu for pro inferno... Levo-te junto!

Kagome prendeu a respiração e deixou o corpo escorregar pela parede até o chão. – "eu não quero ir pro inferno... eu sempre fui uma boa garota... sempre... por que isso agora? O que ta acontecendo aqui? Será que é outro pesadelo? Eu quero acordar!! Deixa-me acordar!!"

Ao abrir os olhos, Kagome se deparou com o rosto próximo do dele. Estava agachado a sua frente com o mesmo sorriso maléfico e os olhos novamente escarlates. A moça o empurrou com força, fazendo-o cair sentado e correu porta a fora, subindo as escadas, tropeçando nos tapetes até chegar em seu quarto em alguns minutos. Sentou na cama arfando. E respirou aliviada. Soltou o corpo sobre o colchão e adormeceu.

Continua...

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Reviewer: Meu Deus, comecei sem entender nada do que ele dizia... u.u Mas depois eu entendi! Pelo menos a parte em inglês e a em alemão (que tinha a tradução ¬¬'). Adorei o capítulo, pena que a autora para sempre na parte mais legal, interessante... E me deixa aqui esperando o outro capítulo! O que aconteceu depois que a Kagome dormiu? Ele não voltou mais!?!? T.T Tô ansiosa para ler o próximo capítulo! Bjin!

Writer: Oie!!
Espero que tenham gostado do quinto capítulo! Enfim, 'Ele' deu as caras. Huhuhu (risada maléfica) e agora, como que a Kagome-chan vai pular fora dessa!? Huhuhu...

Depois da tempestade sempre chega a calma. Mas depois de ti, não há nada.

Próximo capítulo: 'Tem um anjo em seu jardim' e um demônio na tua cama. Prefere descansar ou ir colher flores?