Desafiando Deus
Capitulo 6 – 'Tem um anjo em seu jardim'
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"Sentou na cama arfando. E respirou aliviada. Soltou o corpo sobre o colchão e adormeceu."
Acordou sentindo-se enjoada. O ar parecia difícil de respirar e seu corpo tremia. Sentou e passou a mão pelas melenas negras. Piscou algumas vezes tentando se lembrar do por que estava dormindo com as roupas que usava para pintar. Olhou para o relógio que marcava três da manha e suspirou. Tirou as vestes e foi tomar um banho.(N/A é uma suíte) Deitou na banheira enquanto a mesmo enchia e voltou a tentar recordar o que acontecera aquela noite. Tudo parecia muito vago. Estava em seu ateliê no sótão e de repende acordara em sua cama. As coisas não se encaixavam. Sentiu uma forte dor de cabeça e viu um rosto conhecido refletido na água em meio à espuma. Olhou para os lados e não viu ninguém. Sua imaginação estava lhe pregando outra peça. Como que num estalo ergueu o corpo da água e ficou de pé. Lembrou-se do ocorrido. Mas era tudo fantasioso de mais para ser verdade. Enrolou o corpo na toalha e se olhou no espelho. Ficou imóvel por alguns instantes. Tocou a marca rocha em sua bochecha. Daquela vez não tinha sido um sonho. A marca do tapa que ele lhe dera era real de mais, assim como a dor no corpo devido as sucessivas quedas. Apoiou-se na pia e chorou as ultimas lagrimas que ainda restavam. Depois de lavar o rosto se vestiu e caminhou até a sacada. Olhou a grande lua prateada e suspirou tristemente. – "preferia morrer ao ver os olhos dele de novo..."
– cuidado com o que deseja a lua... Pode se tornar realidade... – Kagome pulou de susto ao se deparar com quem menos queria, ali sentado no parapeito da varanda. – "Deus... eu devo ter sido um monstro na outra encarnação e to pagando todos os pecados possíveis e imaginados agora..."
– os humanos têm a péssima mania de por a culpa de tudo que acontece no passado. Sabia que uma pessoa só morre depois de cumprir sua missão e pagar por tudo que fez? É impossível você estar sendo castigada pela sua vida passada...
Kagome engoliu seco e fitou-o séria. – para de ler meus pensamentos! "Deixe-me em paz ao menos dentro da minha cabeça!"
– feh! É o preço a se pagar por invocar-me.
– quantas vezes preciso repetir? EU NÃO TE INVOQUEI COISA NENHUMA!!!!
A ergueu pelo pescoço e a jogou perto da cama. – não irei mais ser bonzinho... Se gritares comigo mais uma vez arranco sua língua fora! – Kagome sentou no tapete e tocou cuidadosamente seu pescoço. – e eu nunca mais – continuou o rapaz – irei deixa-la em paz! Até o ultimo segundo de sua vida, estarei ao teu lado! – a risada sinistra foi abafada por um forte relâmpago que rasgou o céu. – Sinto ter que deixa-la alguns instantes, mas preciso retirar-me. Ele – apontou par cima – detesta me ver por aqui durante o dia – riu – não se preocupe, volto em breve! A era das trevas esta apenas começando, e muito em breve não precisarei mais partir... – assim sumiu em meio à escuridão noturna.
O sol foi se levantando preguiçosamente e a chuva foi diminuindo até parar. O dia estava ainda nublado e fazia frio.
– precisa agasalhar-se melhor, minha senhora... – disse a governanta enquanto passava pela sala em direção a cozinha. – teremos um inverno daqueles este ano!
– "aposto que se eu morresse ninguém sentiria falta..." – a moça levantou-se do sofá e correu até a cozinha. – Kaede-baa-chan... Tem noticias de Sango? Sabe se o irmãozinho dela esta melhor?
– oh sim, sim! Sango-chan estará de volta amanha à tarde, parece Kohaku-kun esta bem melhor!
– finalmente uma boa noticia!
– com licença senhora Kaede... Será que eu- – um rapaz moreno e alto, cabelos até os ombros presos por um rabo de cavalo, entrou pela porta dos fundos e se dirigiu a governanta mas parou de falar no momento em que viu Kagome. – e quem seria essa bela dama? Nunca havia a visto por aqui antes... – beijou a mão da jovem que ficou rubra com o ato.
– eu.. err... "nooooossa como ele é bonito!! Respira Kagome, respira!"
– esta é Kagome-sama – respondeu a matriarca – a nossa patroa
– Kaede-baa-chan... assim me faz parecer uma velha! – repreendeu a moça
– ah! Então a senhorita é a dona da casa! Perdão não ter me apresentado antes! Chamo-me Miroku, cuido do seu jardim – ele sorriu iluminando seu belo rosto.
– então você é o responsável por aquele jardim encantador! "Por que ele ainda não soltou minha mão? O que importa! Ele é lindo!! E não me chama de senhora!!" – a jovem sorriu e balançou os cabelos num movimento gracioso. O rapaz parou boquiaberto.
– mirooooooku! – chamou a velha senhora – veio aqui só pra cantar Kagome-sama ou pretendia me perguntar alguma coisa?
Miroku soltou a mão de Kagome e se recompôs.
– é que.. bem... sabe o que é...
– não, não sei! – inquiriu a senhora cruzando os braços.
– err... senhorita Kagome... Poderia nos dar uma licençinha? – pediu o rapaz gentilmente.
– oh claro! – a menina se retirou mas parou logo depois da porta ao ouvir do que se tratava.
– senhora Kaede... – começou o jovem – será que eu poderia ficar essa noite aqui? É que-
– deixe de ser folgado, Miroku!
– mas eu não tenho dinheiro pra pagar a pensão em que eu estava-
A governanta bufou e descruzou os braços. – quem mandou gastar todo o salário em bordel?
– não existem mais bordeis por aqui, vovó Kaede... O que é uma pena...
– se vire Miroku! Não pretendo sustentar vagabundo!
– mas eu trabalho! Não vê o jardim como ta lindo!
– ta cheio de ervas daninhas...
– a senhorita Kagome gosta...
– suma daqui...
– mas-
– suma!
O rapaz saiu, pela mesmo porta pela qual entrou, cabisbaixo. Kagome passou depressa pela senhora e seguiu o mesmo caminho que o rapaz. Kaede sorriu – "isso mesmo... se agarre a ultima chance de salvar sua alma , menina..."
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– hei! Miroku-san!! – Kagome corria em meio ao campo florido atrás do rapaz que estava agachado cuidando de uma rosa.
– senhorita Kagome! – sentou-se na grama e a jovem sentou ao seu lado.
– perdão... Ouvi sua conversa com a Kaede-baa-chan
– isso é muito feio...
– é eu sei – comentou sem graça – sabe aqui têm muitos quartos vagos... Se você quiser... – o rapaz abriu um sorriso esperançoso – pode ficar em um deles... O tempo que quiser!
– é um convite irrecusável, senhorita, mas-
– então irei pedir a Kaede-baa-chan que prepare um dos quartos de hospedes! – a menina levantou-se e se preparou para correr de volta a casa.
– espere! Senhorita Kagome!! Já foi... – o rapaz olhou para a rosa branca a sua frente e sorriu – será que eu consigo mesmo..?
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Uma jovem de longos cabelos castanhos atravessou correndo a ala dos empregados e abriu violentamente uma das portas. Dentro do pequeno quarto a velha senhora folheava o seu livro igualmente, ou talvez mais, velho.
– tenha mais educação mocinha...
– O que pensa que esta fazendo!!?? – gritou enfurecida.
– não fiz nada...
– Como não!? – a jovem arrancou o livro das mãos da senhora e o jogou contra a parede. – acha que eu não percebi!?
Continua...
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Reviewer:: A-há! Eu tenho CERTEZA que sei quem tá perturbando a pobre alma da Kagome e quem era a garota de cabelos castanhos e porque dela estar brigando com a Kaede! xD Eu quero o capítulo capítulo sete!!! Buáááá! Pelo amor de Deus! Não demora!
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Writer:: O.O (assustada até agora) capitulo mais revelador... Que coisa não? Mas eu acho que o sete vai ser melhor... Eu gosto desse numero... Vou caprichar!! A fic esta se desenrolando muito depressa... Isso me dá medo!! O.o" espero que vocês já tenham descoberto, se não todos, a maioria dos personagens. Mais tem um que eu duvido que alguém acerte huhuhu (cara de sádica) quem é o 'amigo' da Kagome? o que deu a casa pra ela?? Ah nem adianta responder por que eu não vou confirmar! (sim, eu amo suspense!) é só pra vocês não esquecerem dele! Ai que nota mais longa...
BjoOoS
Se apegue a ultima chance de salvar sua alma! A real maldição encoberta pelo doce brilho da lua cheia.
Próximo capitulo: 'A noite traz as trevas' e o sol esperanças. Você sabe falar a língua dos anjos? Então por que seu coração se compadece?
Sinto muito pela demora em atualizar. Isto não vai mais se repetir X
