Desafiando Deus
Capitulo 7 – 'A noite traz as trevas'
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"– Como não!? – a jovem arrancou o livro das mãos da senhora e o jogou contra a parede – acha que eu não percebi!?"
– já disse que não fiz nada...
– já bastou eu ter saído fora um tempo pra ver se as coisas aliviavam-
– Você saiu daqui por que sabia o que ia acontecer!! – esbravejou a velha alterada.
A púbere socou a mesa enfurecida. Os olhos queimavam demonstrando toda sua ira. – e o que pretende fazer agora? Acha mesmo que 'Ele' não sabe o que esta acontecendo? Essa noite mesmo o seu amiguinho vai vira pó!! Não vão sobra nem as penas!!!
– se você se interessasse mais por literatura saberia realmente o iria acontecer... – levantou-se e pegou novamente seu livro – a única coisa que tu sabes fazer é traçar um futuro trágico e obscuro pra cada passo 'dele'.
– não tenho tempo a perder com romances boçais... – parou em frente ao espelho e ajeitou o cabelo – e cada passo 'dele' traz as trevas, eu posso muito bem saber o futuro!!
– é por isso que você esta aqui...
– cale a boca!!
A senhora suspirou longamente – creio que já estou velha de mais para tolerar tua teimosia... Cuidado... Tem algo escorrendo a sua boca... – comentou irônica.
– É teu sangue velha insolente... – se retirou.
Olhou tristemente para o livro em suas mãos. – "em pensar que fui eu quem escolheu agüentar isso..."
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Um rapaz moreno caminhava pelo corredor mal iluminado que levava aos quartos. Parou em frente à janela e observou a lua.
– hoje não esta chovendo... – o rapaz virou-se e encontrou o sorriso forçado de sua anfitriã.
– que bom não é?
– não sei... – a menina abaixou a cabeça – acho que não faz mais diferença...
– quer conversar?
– não, tudo bem! Eu to indo dormir okay? – deu um leve beijo no rosto do rapaz e correu para seu quarto.
– "um... dois... três... e..." – deu um salto praticamente sobre-humano e parou a alguns metros de distancia da janela. Em frente a ele a figura imponente retirava a espada que havia fincado no chão. O brilho da lua reluzia sobre as vestes negras e iluminava o rosto impassível.
– hei! Hei! Hei! Esse é o teu jeito de dizer boas vindas? Acabei de chegar na cidade...
– o que faz aqui? – perguntou se aproximando.
– adivinhe!
– maldito!! – ergue novamente a espada. Em movimentos rápidos o moreno desviava dos ataques incansáveis do demônio. Miroku parou quando encostou na parede.
– esperava mais de você... mas creio que superestimei o fantochinho emplumado!
O rapaz encurralado derrubou o pequeno vaso que estava próximo e sorriu.
– tens certeza?
A jovem morena saiu no corredor. O rosto meio sonolento e a camisola denunciavam que havia sido acordada. O demônio virou-se e sorriu a vê-la. Quando se voltou para o rapaz, ele já havia desaparecido. – "o pego depois" – Guardou a espada na bainha e caminhou até a moça.
– Veio me receber? Princesinha...
– afastasse de mim seu demônio!! – recuou para dentro do quarto.
– os seres humanos se acham tão inteligentes mas são os mais burros dos animais... – a menina adentrou mais no quarto seguida por ele. – não tem um mínimo de instintos...
– o que quer dizer?
– qualquer um teria ao menos corrido ou pedido ajuda...
– não pense que tenho medo de você!
– a não? Que maravilha! Então hoje a surra não vai ser tanta...
– do... que... você ta... falando..?
– a sua cara de boba inocente me irrita! – a jovem caiu sentada na cama com o empurrão que recebeu.
– me largue!!! – Kagome se contorceu enquanto ele subiu na cama por cima dela e a prendeu pelos ombros. – saia de perto!!
– se ficar gritando vou ter que machuca-la mais...
– pare... – sussurrou enquanto ele lambia seu pescoço.
– sshhh...
O choro silencioso da moça despertou a curiosidade do demônio. Ele a largou e sentou ao seu lado.
– por que tu estas chorando? Isso me incomoda...
– pensei que fosse me estrupar...
– mas eu ia... ou vou? ainda não decidi... – comentou pensativo.
– como é absurdo! Sádico!
– Ainda não sabes nada sobre mim menina... Deita ai de novo!
– quuuuueeee!??
O baque do tapa foi abafado pelo trovão provocado pela tempestade repentina. A menina fez cara de choro tocou cuidadosamente a própria face avermelhada.
– seu monstro! Por quê?
– lhe alertei sobre seu tom de voz...
– quantas personalidades você tem..?
O rapaz levantou e caminhou até a varanda. Observou a chuva por alguns instantes e virou-se para a cama. Kagome se encolheu em meio às almofadas ao ver o rosto transformado dele. Os, tão temidos por ela, olhos vermelhos e dentes pontiagudos.
– ... duas ...
– mas o que-
– estou com fome... – e assim sumiu em meio à tempestade.
Kagome permaneceu imóvel por alguns instantes. Apenas digerindo as palavras ouvidas e as assimilando. – "duas... será que ouvi direito? Essa chuva faz um barulho... mau posso escutar meus pensamentos... achei que ele não comece, que estranho!" – ajeitou-se na cama preparando-se para dormir. – "hoje ele nem me bateu tanto... talvez esteja ficando menos hostil..." – adormeceu afundada em pensamentos confusos e distorcidos pela falta de informações.
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– e então? Satisfeita? – a morena tinha os cabelos presos em um coque e vestia seu típico uniforme de empregada.
– não adianta vir zombar de mim, querida... – a velha senhora permaneceu atenta em arrumar a cesta de frutas.
– estou farta... seu amiguinho me irrita... – a jovem bufou e deixou a cabeça tombar sobre a mesa.
– nem ao menos o viu... como pode não-
– apenas o fato dele ser o que é já é motivo suficiente! – levantou repentinamente derrubando a cadeira.
– mais cuidado senhorita... – um rapaz ergueu a cadeira e a colocou no lugar. A moça apenas o fitou caminhar até o outro lado da mesa e pegar uma maça das mãos da senhora. Ele a mordeu e voltou até ela.
– desculpe não me apresentar, sou Miroku, e você? Tem nome minha flor?
– me chame de Sango... Estou bem longe de ser uma flor...
– isso é você quem decide... – num movimento rápido beijou a mão da púbere e correu rumo à porta dos fundos. – Nos veremos em breve minha flor! – acenou e entrou no bosque desaparecendo em meio às árvores.
– o que era... Quem era ele?
A senhora sorriu e bateu na testa da moça como quem bate em uma porta. – o jardineiro...
Sango piscou algumas vezes como se voltasse à realidade. – não pode ser...
Continua...
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Reviewer: Domo! 2 personalidades?! Dei graças a deus! Pensei que ele tivesse umas 4, 5... Voei maneiro! xD Adorei o capítulo! Eu acho que a turminha já tá junta! Falta só 'Ele' dizer o nome! Que falta de educação ele nem falar o nome. ' Bjin!
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Writer: O.O jah estamos no capitulo 7?? Uau... estou chegando a conclusão de que essa fic não será longa... creio que dependerá da aceitação de vocês... errr... neste momento esta desabando o mundo lá fora numa chuva terrível! O.o isso estranhamente me inspira a escrever é só por uma musiquinha bem legal, tipo 'Standy by me – Oasis' (que é a que eu to ouvindo agora) e a imaginação vai fluindo... Eu vou me transportando pra outra dimensão... E a realidade vai ficando longe... Longe... Longe... Daí vem minha mãe e me manda dormir por que amanha tem aula... (o que acabou de acontecer...) eu nem tenho muito pra falar desse capitulo... Acho que não estou superestimando a imaginação de vocês né? Estão entendendo tudinho? Ah! Não fiquem tirando conclusões sobre os personagens! Tem muito coisa ainda pra acontecer e explicar tudo! Até agora ninguém tirou a mascara! Huhuhu... essa nota esta maior do que eu pretendia! Bjus!!! (hoje é dia 19-11-06 não fasso idéia ainda de quando este capítulo será publicado...)
