Desafiando Deus
Capitulo 12 – 'Me dê a mão'
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"O peso da mão dele ainda fazia-se sentir em seu rosto. O que a deixou visivelmente deprimida. Porém alguma coisa não se encaixava.
– "Será que foi um sonho?"."
Tocou o próprio pescoço. Em seguida os demais locais onde tinha absoluta certeza de que havia machucados. Ou deveriam. Não encontrou absolutamente nada. Sem hematomas, sem dor. – "Kagome... Kagome... tem alguma coisa errada aqui..." – falou para si mesma. Deitou novamente o corpo na cama. Olhou casualmente para o chão perto da parede. Arregalou os olhos e sentiu o coração disparar. Uma pequena mancha vermelha se destacava no piso de madeira antigo. Sentou novamente na cama e afundou o rosto entre as mãos.
– Oh Deus! O que eu fiz para merecer isso!? Por que!? Não acha que eu já sofri o bastante! – as lagrimas brotaram rapidamente – Papai... Mamãe... Vocês fazem tanta falta... por que estão deixando... aquele demônio sádico destruir minha vida?
– a culpa não é deles... – uma voz masculina e calma soou próxima a jovem. Kagome respirou fundo e sentiu cada músculo de seu corpo enrijecer-se.
– "tenho certeza que esta de manhã... não pode ser ele..." – virou-se devagar e viu. Um rapaz de braços cruzados na frente do peito olhando diretamente em seus olhos. Aquele olhar sereno. Sentiu-se sendo hipnotizada por aqueles orbes negros. Negros quase azuis. Ele deu passo em sua direção. A garota berrou agudamente e caiu sentada no chão.
– oh meu Deus!!!
– sinto muito... ele não irá te ouvir... – agaixou-se ao lado da púbere e sorriu. Só então Kagome notou quem era.
– Miroku! Não me assuste desse jeito!
– perdão senhorita...
– o que faz em meu quarto? – inquiriu desconfiada.
Ele sorriu. – vim entregar-lhe isto. – estendeu um papel a jovem que o aceitou de bom grado. Após ler algumas linhas, devolveu-o as mãos do rapaz.
– não sei onde quer chegar, mas não irei embora...
– pense bem... Vamos sair daqui! Por acaso quer sofrer mais? – o rapaz parecia estranhamente seguro a respeito do que falava.
– olha Miroku... O que passou pela sua cabeça pra você achar que eu iria para Paris com você..? – Kagome continuava não entendendo aonde o rapaz queria chegar.
– pensei que tivesse algo lá que você quisesse muito...
– mas o que- "como ele sabe!?Tem muita coisa errada nessa história..."
– vamos buscá-lo! Depois podemos sumir no mundo! 'Ele' jamais iria nos achar! – Miroku perdia o rosto sereno aos poucos. – "por que está êxitando tanto?"
Kagome perdeu as forças. Sentou na cama e passou a mão nervosamente pelos cabelos desarrumados. – vamos por partes... Primeiro: como sabe que meu irmão está em Paris?
– não vem ao caso...
– é realmente não... Segundo: eu não quero sumir no mundo! Não quero envolver outras pessoas! Não quero viver fugindo!
– acha que da próxima vez irá apenas ficar inconsciente?
As palavras sumiram. Em qual momento entre a aparição do demônio e aquela manhã nublada ela havia ficado bêbada e contado tudo para Miroku? Ele por acaso também lia mentes. Depois de ter se encontrado com 'ele' nada mais era impossível.
– como sabe de tudo isso? – perguntou cortante. Negar de nada adiantaria mesmo.
– não sou o que está pensando... Tem até as cinco horas, antes do sol se pôr, para decidir. – abriu a porta do quarto – se a resposta for sim, não leve absolutamente nada desta casa...
– meus quadros...
– eu disse nada! E não conte a ninguém, principalmente para Sango! O carro está na entrada principal... Iremos a hora que decidir, desde seja hoje!
– mi... roku... – ele saiu deixando a púbere transtornada.
Resolveu tomar um banho e arrumar as coisas dentro de sua cabeça. – "o que acontece de verdade nessa casa?"
Logo após o almoço a velha governanta avisou Kagome que sua encomenda havia chego. Duas grandes caixas sendo carregadas por quatro homens cada.
A senhora observou a jovem conduzir-los até o segundo andar. Deixaram as caixas lá e partiram. Kaede a aproximou-se de Kagome e comentou curiosa.
– o que é isso, senhora?
– argila... – respondeu chorosa.
– mas pra que tanta? – exclamou.
– eu ia fazer um estatua... – respondeu mais uma vez quase deixando as lagrimas de frustração caírem.
– por que 'ia'?
– pare de fazer perguntas vovó...
A senhora se desculpou e voltou aos seus afazeres. A jovem olhou as caixas e suspirou desanimada. – "isso foi tão caro... por que eu não posso levar nada?"
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– Miroku! MIROKU! MIROKU!!!! – a morena se esgoelava no grande salão da mansão. – onde aquele jardineiro foi parar? Miroku! MIROKU! MIRO-
– pois não? – perguntou o rapaz que entrou pela porta da cozinha.
– eu pensei bem e...
– e?
– eu vou com você... Não posso mais viver assim... Você está certo...
O rapaz se aproximou. – sabia que iria aceitar! "Eu consegui!"
– mas... Veja bem... Não sei o que você pensa... "Afinal eu acho que sou a única dessa casa que não lê mentes..." eu... Eu gosto de você... Mas só como amigo... Não sei o que pretendia mas-
Ele riu – Que bom! Não saberia o que responder se dissesse que estava apaixonada por mim... – abraçou a garota. Kagome arregalou os olhos. – você é como uma irmãzinha pra mim, Kagome... – ele beijou a testa da púbere e sorriu – é por isso que eu quero te levar embora... Pra você poder ser feliz...
– Miroku... – uma lagrima escorreu pela pele clara, mas o moreno a secou gentilmente.
– eu quero você dentro do carro daqui a quinze minutos...
– mas já?
– são quatro e meia... Precisamos ir antes do sol se pôr!
– não posso me despedir?
– já disse que não!
– nem da Sango? Ela é minha única amiga...
– a Sango é ultima que deve saber que você foi embora... Não deve nem se aproximar dela!
– o que acha que ela vai fazer? Amarrar-me na cama? Trancar-me no quarto?
– nunca se sabe... – ele se dirigiu a grande porta da entrada. – quinze minutos! – saiu.
– "ai céus... o que eu fiz pra merecer isso?" – subiu depressa os largos degraus da escada – "preciso trocar de roupa rápido..."
– "Nada escapa dos olhos 'dele'..." – um sorriso maligno curvou os lábios femininos. Desapareceu encoberta pelas sombras.
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Ao abrir a exagerada porta, Kagome constatou que caia uma chuva torrencial. – "isso me lembra ele..."
– depressa Kagome! – Miroku gritou já dentro do automóvel.
A menina correu e quase escorregou. Soltou um longo suspiro ao sentar-se. O rapaz deu partida no carro e observou em volta.
– "tem algo muito estranho acontecendo... o que foi que eu não notei?" – começou a andar com o carro devagar, mas aumentou a velocidade repentinamente. Kagome ia colocar o sinto de segurança, quando o rapaz a impediu.
– coloque apenas quando estivermos longe da propriedade! Nunca se sabe quando vai precisar descer correndo...
Kagome assentiu com a cabeça.
– por que está correndo?
– por que foi fácil de mais...
– isso não é bom?
– depende...
Já podiam avistar os grandes portões de ferro. Estavam fechados. O rapaz acelerou ainda mais.
– Miroku! Vai bater!
Faltavam dez metros ainda para o impacto quando ele freou bruscamente. Kagome quase bateu o rosto no painel.
– ah merda!
– nunca mais faça isso... – estava tonta.
O rapaz olhava horrorizado para frente. Kagome acompanhou o olhar do rapaz. Embora a chuva atrapalhasse a menina pode ver o que assustava o rapaz daquela forma.
– não pode ser...
Continua...
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Reviewer: Nossa!! Seria uma fuga perfeita! Hahahahah! Vão todos ficar presos à 'Ele'! huhuhu! xD tadinha da Kagome, mas... Ela ainda tem que ficar lá! Eu ainda não sei o que ta rolando!! ' Adorei o capítulo! xD
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Writer: As vezes essa fic me assusta... Os machucados desapareceram? O.o Miroku acho que você sabe de mais... O que está escondendo, heim mocinho? Quando a esmola é muito até o santo desconfia, né? Fácil de mais, é? Sei não... Miroku, por que você ta assustado? Viu homem pelado? n.n'' aiai... Alguém me da um Gadernal? Rss...
Faça chover sangue. Lave a sua alma negra. Prepare seu velório.
Próximo capítulo:: 'Abra suas asas'. Rompa os grilhões e liberte-se. Suspenda a queda-livre e voe... Pode me levar com você?
