Desafiando Deus
Capitulo 16 – 'Longe da realidade'
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"– Vamos voltar para a nossa casa!
Ele sorriu e se levantou com a ajuda dela."
– creio que deves ter muitas perguntas a fazer... – comentou o demônio começando a caminhar.
– sabe... Eu acho que to me acostumando... Ninguém responde as minhas perguntas... – ela soltou um muxoxo desgostoso e o seguiu.
– princesa...
– hum?
– eu tenho todas as respostas...
Kagome sorriu. – é? E qual é o preço delas?
Ele apenas riu. Passou o braço pelos ombros dela a fazendo tremer. – nada muito caro... Talvez algumas noites de sono...
– e o que me garante que me dará a verdade? E que não vai me bater? – a voz triste dela o cortou. O sorriso morreu em seus lábios. Soltou um suspiro e olhou o céu estrelado.
– eu... Juro que nunca mais vou machucá-la! – parou em frente a ela e beijou as costas da sua mão.
Era tão incrível aquela mudança de comportamento. Como ele conseguia? Em um momento é o mais troglodita dos bárbaros. E num piscar de olhos, o mais nobre dos príncipes.
– quem me garante? – provocou.
– duvidas de mim? – a encarou.
– você é instável! Suas atitudes são movidas pelo seu humor! Você é egocêntrico!
– não fale assim comigo! Respeite-me garota!
– viu só!? Vem bate! – deu leves tapas em seu próprio rosto – ta louco pra fazer isso não é!? Eu te desrespeitei e vou te desrespeitar sempre! – cutucou o peito exposto dele com o indicador – você não manda em mim! Quem você pensa que é!?
– "esquentadinha... às vezes pior que eu... mas não chega a falar mentiras..." – afastou a mão dela de si. – gosta de apanhar? É masoquista? – ela negou, ofendida – então meça melhor suas palavras... – voltou a andar. Dando as costas para ela – por que é sempre assim? Por que não reconhece o que faço por ti? Diga minha princesa, me jogar de um penhasco pra te salvar não serve como argumento?
A jovem teve de baixar a cabeça. Mais uma vez. Lembrou das asas. E de como a beleza delas era cruel. Acelerou o passo até ficar lado a lado com ele. – eu sou uma idiota...
Ele sorriu mais uma vez. Afastou uma mecha negra do rosto da jovem. – vamos recomeçar então...
– ham? – perguntou confusa. – "acabou? Ele não ta bravo? Mas eu briguei com ele de propósito! Aff Kagome... é fim de carreira..."
– já jurei... O preço pelas respostas são algumas noites em claro...
– hum... 'Noites em claro'?
– quero sua companhia...
– "me senti 'A' importante agora..."
Continuou caminhando um pouco mais a frente que a jovem.
– tem certeza que vai perder seu tempo comigo? Tem noção do quanto eu sou chata?
– eu passei quinhentos anos trancado em uma sala escura... – comentou – não sabes o quanto ansiei por te ver...
Kagome apertou o passo – quinhentos? Mas...
– admita... Eu sou perspicaz!
– "o idiota respondeu a minha primeira pergunta... Agora fudeu de vez... O acordo ta feito..."
– já disse que não deves usar dessa linguagem chula, princesa... E eu sou o oposto de idiota...
– não leia meus pensamentos!! – esbravejou.
– não resisti...
O rapaz parou diante o casarão mal iluminado. Sem que a jovem percebesse, havia chego ao seu destino. Abriu calmamente a grande porta de madeira maciça e entrou sendo seguido por ela. Kagome sorriu e o puxou para subir as escadas.
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O jovem casal subiu os longos degraus calmamente. Sob o olhar esperançoso de outro casal.
– é inacreditável... – comentou a morena.
– se nem tu acredita...
Sentiram a brisa gélida arrepiar a espinha. Em meio à escuridão surge um atencioso par de olhos negros. Quase avermelhados. A pele suavemente bronzeada. Os longos cabelos. O costumeiro vestido justo. E seu inconfundível sorriso macabro.
A jovem curvou-se perante a figura feminina, que impunha o respeito apenas com os olhos. O moreno apenas sorriu.
– não imaginava que voltaria em tão curto intervalo de tempo...
A mulher aproximou-se mais – não podia perder essa sena... Oh! Não faça cerimônias querida! – disse se referindo a jovem de cabelos castanhos a sua frente.
– a quanto tempo... Rainha
– sim! Sim! Muito mesmo... Vejo que os dois ainda não tomaram jeito... – comentou travessa.
– esse idiota nasceu no lugar errado...
A mais velha riu – mas se ele tivesse nascido no certo não teria graça, não é mesmo?
– viu só? Até a sua Rainha concorda comigo...
– calado...
– é um belo desfecho não? – a mulher perguntou retoricamente.
– Na hora menos propicia... Menos esperada... Quando todos desejarem que ele não exista... Deus virá e transformará tudo a sua volta... Inverterá o mundo... E acabará com a maldição...
– que memória, meu rapaz...
– certas coisas não dão pra esquecer...
Ela sorriu mais uma vez – creio que tudo esteja em boas mãos... Preciso voltar...
– tem certeza que ficará tudo bem? – perguntou a moça.
– prove-me que foi uma boa aluna, e uma boa professora...
– eu não queria acabar assim... – o moreno olhou-a surpreso.
– bravo! Sempre me surpreende... – deu as costas – voltarei muito em breve...
– por que não fica? Precisamos tanto d- – foi cortado pelo olhar reprovador da mulher.
– sinto muito meu querido... – virou-se mais uma vez e sumiu na escuridão – diga ao anjo para dar mais valor às coisas simples...
– como assim? – inquiriu ao nada.
– na maioria das vezes a solução está ao nosso lado, mas a sede de desafios nos impede de enxergá-la...
– é por isso que eu amo essa mulher... – o rapaz soltou um gemido com o tapa que recebeu no braço. Dado pela morena ao seu lado.
– quer saber o futuro desastroso que a sua língua grande vai te proporcionar? – perguntou ferina.
– não, não... Muito obrigado...
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Sente ai – a púbere apontou para a cama. O demônio apenas a obedeceu. – deixa eu cuidar desses machucados?
– não precisa...
Ela torceu o cenho. – não precisa ser tão orgulhoso, vai?
– não é uma questão de orgulho – levantou-se e caminhou até a sacada fechada. – o fato é que não há machucados... – abriu-a
Kagome o seguiu e constatou que não havia mais feridas. Apenas manchas.
– err... Ta bom então, né? Eu vou tomar um banho... Me espere aqui...
– certo...
Pouco tempo depois, a jovem voltou e o encontrou sentado no parapeito da varanda. Com seu imponente sobretudo cobrindo o corpo sem camisa. O demônio deu uma rápida olhada para a púbere, que ainda estava com os cabelos molhados, e voltou sua atenção para a escuridão do céu noturno. Calmamente a jovem caminhou até o criado mudo e tirou de lá uma maquina fotográfica. O rápido feixe de luz o assustou. A menina também se assustou, mas foi com o rapaz que surgiu a sua frente.
– como consegue ser tão rápido?! – exclamou colocando a mão sobre o peito, para acalmar o coração.
– o que está fazendo? – perguntou tirando a pequena maquina prateada das mãos da jovem.
– um teste... – respondeu pegando o objeto de volta.
– como assim?
Kagome olhou o visor da câmera e sorriu. – diga-me, se você não tem reflexo no espelho, por que aparece na foto?
O demônio conferiu a imagem na tela e deu as costas para a garota, voltando a subir no parapeito da sacada.
– por que eu deveria saber? É a primeira vez que um louco resolve tirar uma foto minha...
– não me chame de louca... – disse caminhando até ele.
– e não és? – desceu, ficando de frente para ela.
– claro que não!
– e quem conversa com seres sobrenaturais é o que?
A jovem estreitou os olhos. – foi você que veio falar comigo!
– está dizendo que 'eu' sou o culpado por sua loucura? – provocou impassível.
– ora seu- – lhe deu um empurrão que mal o tirou do lugar.
– seu?
– idiota!! – entrou no quarto, derrotada.
Ele riu alto, deixando a garota mais irritada. – ei! Ei! O que foi?
– cale a boca seu chato...
O demônio entrou e sentou-se nos pés da cama onde a menina estava deitando.
– vai embora...
– não quero!
– então vá se- – ele lhe reprovou com o olhar – vá se ferrar! – e afundou o rosto no travesseiro.
Deitou ao lado dela e foi deslizando a mão por suas costas até o pescoço.
– depravado... – murmurou contra o tecido.
– pensei que quisesse respostas...
Kagome sentou de sobressalto. Ele havia cutucado seu ponto fraco. A curiosidade. Mordeu o lábio inferior e aproximou-se mais dele.
– que tal me contar o que realmente você é?
Ele riu e sentou ao seu lado.
Continua...
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Reviewer: Nossa, entrou mais uma nesse meio todo!! Eu já sou confusa com mais essa ai, ai mesmo é que eu me perco!! Eu gosto realmente da parte dos NOMES xD Isso me lembra um negócio que a minha professora de português tinha falado, uma colega minha perguntou o porque de um nome lá. Ai ela respondeu:
"- Tudo tem um nome, já pensou se te chamassem de Ludmilla - criatura cabeluda de cabelo preto?" Eu comecei a rir! xD Bem, não tem nada ver, então eu me despeço de vocês!! Bjin!
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Writer: nem tenho muito pra falar desse capítulo " Meus personagens são muito comedia rss... Kagome-chan... tem certas coisas que é melhor nem ficar sabendo, querida...
Beijos a todos e muito obrigada pelos comentários!
Nem tudo é como você quer. Nem tudo pode ser perfeito. Pode ser fácil se você ver o mundo de outro jeito.
Próximo capítulo:: 'Sentimentos congelados' pelo tempo. Está chovendo sangue? Não, foi apenas mais um anjo que teve as asas arrancadas...
