O grande momento esta pra chegar! Estão preparadas
Capítulo 03
Rosalie se aproximou do recepcionista do hotel, que a olhou apreciativamente.
-Oui, Mademoiselle?
-Daqui a alguns minutos, um certo monsieur Mike Newton vai perguntar por mim – informou Rosalie, em francês sem sotaque. –Por favor, diga a ele para me encontrar no salão de jantar.
-Pois não, mademoiselle.
Não fazia a mínima idéia de aparência do amante de Bella, por isso decidiu se sentar num lugar bem visível na mesa do restaurante do hotel e deixar que ele a encontrasse.
Antes de sair de Nova York, Rosalie pedira o número da Newton Textiles em Nice ao telefonista internacional e falara com o famoso George.
Explicara que não conseguira falar com Mike na casa da mãe em Cap D'Agde, mas que ainda estava ansiosa para falar com ele. George poderia informa-lo de que ela estava indo a Paris por um período indefinido? Mike poderia entrar em contato com ela no Hotel Beau Rivage.
George não poderia ter sido mais tranqüilo. Ele lhe assegurou de que entraria em contato com o patrão imediatamente.
O secretário cumprira a palavra. Rosalie chegara naquela manhã e, assim que se instalou no hotel, o recepcionista lhe entregou um recado de Mike informando que estava tomando o último vôo para Paris e que a encontraria no Beau Rivage por volta das oito da noite.
Rosalie olhou para o relógio. Eram quase oito horas. Chamou o garçom e pediu uma taça de vinho branco gelado; então se recostou e sorveu a bebida enquanto aguardava.
Havia uma justiça poética no que estava a ponto de fazer. O que mais a deleitava era o fato de monsieur Newton não saber que caíra em desgraça.
-Mignonne...
Rosalie engasgou levemente quando sentiu um par de mãos pousarem sobre seus ombros, apertando-os gentilmente. Já fazia algum tempo desde que fizera amor com Edward pela última vez e, por um breve momento, o toque de Mike Newton reacendera lembranças felizes.
Assim que recobrou a compostura, Rosalie levantou a cabeça e ofereceu a face. Ele a beijou formalmente; então se sentou à sua frente.
À primeira vista, talvez ele realmente lembrasse um pouco Louis Jourdan, especialmente no contorno dos olhos. Rosalie não teve problemas em entender por que a irmã se enamorara dele. Alguns homens ficavam mais atraentes na meia-idade.
-Chèrie... –Ele procurou sua mão -...não sabia que estava tão ansiosa para me ver. Quando George me informou de seus planos, reagendei tudo para podermos ficar juntos. Quanto tempo pode ficar?
-Apenas alguns dias.
Acariciou seus dedos.
-Estamos perdendo tempo –sussurrou ele. –Vamos a seu quarto para ficarmos a sós.
-Esta noite não posso, Mike.
Ele lhe lançou um sorriso persuasivo.
-Está brincando...
-Não brincaria com um assunto desses.
Ele beijou sua mão.
-Não a estou reconhecendo. Tão ... tão séria. Estou morrendo de saudade. Já estamos longe a tanto tempo.
Rosalie não tinha dúvida de que ele queria mesmo dizer aquilo.
-Desculpe se interpretou mal minhas ações. Honestamente, não esperava que viesse até aqui. Só queria conversar com você. –Sorveu mais um pouco do vinho. –De várias formas, você me faz lembrar de meu pai, e preciso dele agora. Pelo menos, preciso de seu conselho.
Mike permaneceu parado como uma pedra, mas Rosalie sabia que sua observação atingira o alvo. Por um momento, ela realmente se sentiu mal por ele, mas o momento passou.
-Vim a Paris para ver Esme. Mas se o marido dela souber que estou tentando entrar em contato, não vai permitir que nos encontremos. Não sei como alerta-la de que estou aqui sem que ele desconfie. Obviamente não poso chegar perto da casa. Tem alguma sugestão?
Mike parecia chocado, as reações lentas. Finalmente, declarou:
-Não. Já lhe disse antes que é melhor deixar essa situação como está.
-Não posso. É um caso de vida ou morte.
-Não sabe ao certo.
Rosalie assentiu e o encarou sem perturbação.
-Sei sim. E Rosalie concorda comigo.
-Mesmo que consiga falar com sua madrasta e ela admita que o marido abusa dela, o que vai fazer?
Rosalie já pensara longa e profundamente sobre aquilo.
-Eu a incitaria a fugir dele e procurar aconselhamento legal. Quando eu e minha irmã não tínhamos mais ninguém, ela estava lá conosco. Agora, gostaria de retribuir seu favor... antes que seja tarde demais.
Uma sombra atravessou a expressão do francês.
-Alguma coisa está diferente em você hoje, Bella. Sei que está preocupada com sua madrasta, mas não sabia que a crise tinha atingido esse ponto.
-É porque a amo e não tenho notícias dela há meses. De várias maneiras, ela foi uma mãe melhor que a verdadeira. Não me interprete mal, Mike. Amava minha verdadeira mãe também, mas ela tinha vida social intensa e quase não se dedicava anos.
-Não sabia - resmungou ele.
-Nunca discuti isso antes, pois achava injusto. A verdade é que Esme nos deu tudo quando precisamos dela. Nem posso imagina-la sofrendo.
Ela inclinou-se para a frente, pousando a mão sobre a manga do terno dele.
-Sabe do que estou falando. Parte de minha devoção a você advém de sua devoção por sua mãe. –Rosalie viu que ele engoliu em seco. –Se soubesse que a vida dela estava em perigo, você fatia tudo para protege-la. Eu poderia fazer menos por Esme?
Ela lhe lançou um olhar astuto, então voltou ao assunto original.
-Por favor, não fique em Paris por minha causa, Mike. Volte a Cap D'Agde e aproveite o resto de suas férias com sua mãe. Ela precisa de você. Desse modo, me sinto culpada por interromper sua visita a ela para vir aqui quando não era necessário.
O homem a sua frente pareceu envelhecer dez anos. Enredara-se em suas própria mentiras.
Ela notou um movimento traidor quando ele começou a buscar sua mão; depois pareceu mudar de idéia.
-Meu conselho, chérie, é deixar as coisas como estão. Pode acabar se machucando.
Rosalie acabou seu vinho.
-Mais do que já estou, pelo seu silêncio? –Sorriu-lhe tristemente. –Não, não penso assim. Mas obrigada pela advertência.
Ela sabia que ele queria dizer mais alguma coisa, mas temeu ser rejeitado mais uma vez. Ele simplesmente se levantou e despediu-se.
-Dê minhas recomendações à sua mãe. – provocou Rosalie, quando ele se virou e foi embora.
- Já vou me recolher. Há mais alguma coisa que possa fazer por você?
Desde a chegada de Bella no dia anterior, Ida perguntara a mesma coisa de hora em hora. Para piorar as coisas, Bella vomitara após o café da manhã, pois se esquecera de tomar o comprimido na noite anterior. Fingir ser a irmã estava deixando-a exausta e naquela manhã pagara o preço: a planejada voltinha pela casa ficaria para um outro dia.
Infelizmente, Ida escolhera o momento errado para levar-lhe chá e torradas, percebendo que ela passava mal no banheiro. Desde então, a caseira redobrara a atenção, aumentando a culpa de Bella.
O casal era absolutamente um tesouro, mostrando preocupação e devoção emocionantes. Que bênção ver-se cercada de pessoas tão maravilhosas!
-Andou me mimando o dia todo, Ida. Obrigada, não preciso de nada. Já vou dormir.
-Mesmo assim, acho que o médico devia tê-la hospitalizado. Não come comida sólida faz tempo. Edward não vai reconhece-la se continuar assim.
Bella voltou-se de lado para que Ida não visse como aquelas palavras a afetavam.
Edward não vai reconhece-la... Bem, na verdade, e a lembrança, ainda que involuntária, aumentara sua culpa. Mais importante, entretanto, era sua nova preocupação: há quanto tempo Rosalie andava sem apetite? E por que?
-O médico me assegurou de que esse estado vai passar –improvisou uma resposta.
-Ainda digo que não é bom para você e Edward ficarem separados enquanto você está doente assim. –resmungou a mulher.
-Ida, todo mundo fica doente de vez em quando. Edward e eu sabíamos que passaríamos períodos assim –replicou Bella, pouco convincente.
-Se quer saber, isso já é demais. Mas vai se zangar se disser o que penso.
-Nunca me zangarei com você, Ida. –afirmou Bella, humilde. –Boa noite.
-Se precisar, é só chamar.
Para alívio de Bella, a caseira disse boa noite e apagou as luzes, saindo do quarto.
Preocupada com a irmã e o cunhado, Bella fechou os olhos, mas as lágrimas continuaram contornando seus cílios. Percebeu tarde demais que Rosalie fora a Nova York procurar consolo.
E eu lhe dei esse consolo? Oh, não. Ao invés disso, despejara os próprios problemas na irmã, não lhe dando oportunidade de desabafar seus problemas com o casamento.
Não surpreendia Rosalie ter decidido ir a Paris. Precisava de alguém em quem confiasse e, como a irmã não estava disponível, fora atrás da madrasta. Bella rezava para que Rosalie pudesse encontrar Esme sem repercussões danosas.
Durante a tarde toda e o começo da noite, esperou o telefone tocar, pronta para atender a extensão ao lado da cama, caso a irmã tentasse contato, mas nada aconteceu. Sentia-se duplamente ansiosa.
Quanto mais pensava, mais se convencia de que não podia esperar pela iniciativa de Rosalie. Daria um telefonema ao hotel em Paris imediatamente e arrancaria dela a verdade. Seriam sete da manhã lá, a hora perfeita para encontra-la. Se possível a convenceria a voltar para casa.
Poderia dizer a Ida e Jesse que pedira para a irmã vir visitá-la, pois sentia sua falta e queria sua companhia. Ninguém precisaria saber que haviam trocado de lugar por algum tempo. Ninguém sairia ferido.
Estendeu-se e acendeu as luzes, então saiu da cama e andou sobre o carpete até o armário. Rosalie escrevera o telefone do hotel num pedaço de papel, o qual guardara na bolsa, junto com o remédio contra enjôo.
Separou um comprimido e o engoliu com um pouco do refrigerante que Ida deixara sobre a mesa. Então, voltou para a cama, pegou o telefone e discou o número. Enquanto esperava que a chamada se completasse, apagou as luzes e se recostou contra os travesseiros, determinada a descobrir toda a verdade.
Edward desceu do jipe e tirou a bolsa do assento traseiro.
-Obrigada, Hap. Devo essa.
-Que nada... –O mecânico de aeronaves do aeroporto de West Yellowstone deu-lhe um sorriso franco.
-Vá para casa e tome um calmante.
Hap assentiu.
-Seria uma boa idéia se seguisse o próprio conselho.
-Certo – resmungou Edward, incapaz de recordar a última vez que tivera uma boa noite de sono. Pensar no casamento abalado o perturbava e sempre acabava andando pelo quarto.
Edward acenou, então passou pelo portão. Já que não contara a ninguém sobre seus planos, não havia luzes à sua espera. De qualquer forma, já era tarde. Jesse e Ida deviam estar dormindo.
Quanto a Rosalie... Sentiu um nó no estômago, o mesmo que o atormentava havia meses. Mas era muito pior naquela noite, pois sabia que a esposa estava doente. Só de pensar em algum mal acontecendo a ela o fazia suar frio.
Não fora capaz de tirar a mensagem de Ida da cabeça; não conseguia mais se concentrar no trabalho, o que o tornava um perigo para os colegas e para as pessoas que devia proteger.
Caminhou até os fundos da casa e entrou pela porta da cozinha, não querendo anunciar a chegada.
Largou a bolsa no corredor escuro e tomou a direção do quarto principal, ansioso por tomar Rosalie de surpresa, antes que ela se retraísse na concha impenetrável que ele tanto repudiava.
Quase à porta, ficou quieto quando ouviu a voz ligeiramente rouca de Rosalie falando rápido num francês ininteligível. Por alguma razão, imaginara-a doente demais até para telefonar.
Naturalmente, ela tinha todo o direito de usar o telefone quando bem entendesse, ainda mais estando ele fora a trabalho por quase seis semanas agora. Mas ele se inclinava à irracionalidade. O fato de ela estar falando com algum de seus velhos amigos, ou com Esme, talvez, machucava demais.
Cansado de ser a última pessoa que ela queria ou de quem precisava, cansado de ser forçado a agir como um estranho na própria casa, ultrapassou a soleira, o que era direito seu, afinal de contas, e procurou o interruptor.
Surpresa quando a luz de repente tomou conta do ambiente, Bella parou a conversa com o recepcionista do hotel e se sentou na cama, imaginando por que Ida, que era sempre tão educada, não se incomodara em bater na porta antes.
Quando avistou o homem andando em sua direção, agressivo em cada passo, Bella ficou chocada.
Edward! Meu Deus!
Ouvia a voz do recepcionista, mas nada fazia sentido.
Edward chegou até a cama e tirou o aparelho de seus dedos nervosos, fitando-a com olhos inteligentes que pareciam ainda mais negros.
-Ela liga depois –informou, num tom grave e poderoso, recolocando o fone no gancho.
Bella percebeu, tarde demais, que a alça da camisola da irmã escorregara para o braço, expondo o ombro e parte do seio.
Sentiu a boca seca ante o olhar intenso dele, afastou-se e puxou o lençol para se cobrir.
Ele devia ter ficado magoado ante o receio nos olhos dela, pois deu um sorriso triste no rosto marcado, um rosto que indicava que não dormia bem havia muito tempo.
-É bom ver você também.
Bella percebeu o sarcasmo.
-Sabia que as coisas estavam ruins quando não respondeu às minhas cartas –declarou ele, no tom mais frio que ela já ouvira -, mas não fazia idéia de que tinha medo de mim. Não é a reação que esperava de minha esposa amada.
Oh, Rosalie! Seu marido está sofrendo tanto!
A agonia se sobrepôs ao medo e à confusão, atingindo a alma de Bella. Não podia permitir que aquela farsa continuasse. Rosalie não gostaria disso, mas, com a chegada inesperada de Edward, a situação se alterara drasticamente. Recusava-se a magoar ainda mais o cunhado.
-Edward... –Esforçou-se para encontrar as palavras, impressionada com o porte dele. Alto e forte, ele usava uma camiseta simples e jeans desbotado que só reforçavam a aura de liderança. –Eu... eu não sou sua esposa.
Edward lançou a cabeça para trás, os músculos do rosto tensos.
-Pelo menos é honesta –ironizou.
Era pior que um pesadelo.
-Não está entendendo. Sou Bella. Bella Swan. A irmã gêmea de Rosalie.
-Gêmea...
-Eu... eu sei que Mônica lhe disse que era sua irmã caçula, e sou. Mas só por alguns minutos.
Edward refletiu sobre o que ouvia e cogitou se estava tendo uma alucinação. Muitas noites mal dormidas podiam abalar seu sistema nervoso. Então, lembrou-se de que ela estava gripada. Talvez estivesse febril.
Sem hesitar, pousou a mão em sua testa para sentir a temperatura, mas ela o repeliu. O movimento trouxe de volta a raiva, pois não suportava ver que ela nutria tanta repulsa. Não podia acreditar que Rosalie reagia daquela forma a ele, não quando ainda a amava e desejava tão desesperadamente. Sabia que os seus sentimentos nunca mudariam.
Com os punhos cerrados ao lado do corpo, ele comentou:
-Ida me disse que estava com a gripe asiática. Vendo você assim, entendo por que ela estava preocupada a ponto de me notificar. Goste ou não, estou feliz por estar de volta. Vou ficar com você esta noite, caso precise de alguma coisa. Se estiver se sentindo melhor pela manhã, poderemos conversar.
-Eu não sou Rosalie – insistiu Bella, determinada, endireitando a postura, ainda segurando os lençóis que a cobriam. Parecia ainda mais pálida. – Sou Bella e, se tiver paciência e esperar que eu ligue para Paris, se poder falar com Rosalie. Ela vai explicar tudo.
Edward fitou a mulher que era sua esposa, mas parecia completamente estranha. O que acontecera enquanto ele esteve fora?
-Não está falando direito, Bella.
-É porque sou Bella, e a minha doença, bem... é que estou grávida.
Edward sentiu o coração dar um salto.
-O que você disse?
-Vou ter um bebê. O médico me disse para ficar de cama o máximo possível durante os próximos meses, porque minha pressão arterial está alta. Rosalie disse que eu poderia ficar aqui e tentar encontrar algum trabalho para fazer em casa, enquanto ela ia à Europa visitar Esme.
Bella continuava falando, mas Edward só sabia de uma coisa: iam ter um bebê. Mal podia se conter.
-Por que não me escreveu contando? –Dando um passo na direção dela, continuou: -Sabia o quanto isso significava para mim. Me odeia tanto assim? –A voz falhou nas últimas palavras.
-Não, Edward! –gritou, sentindo uma forte dor no coração. –Precisa falar com Rosalie. Aí vai entender tudo. Ela disse que você não estaria em casa por um mês. Ela... Ela achou que seria engraçado enganarmos Ida e Jesse trocando de lugar por algum tempo, exatamente como costumávamos fazer quando éramos mais novas. Não queríamos magoar ninguém.
Edward lembrou-se do caso em que teve de proteger uma testemunha que sofria de ataques de malária esporádicos. Sempre que a febre subia, o mercenário falava coisas completamente em sentido, que lhe passavam na mente naquelas ocasiões.
Apoiando-se na cama, ele inquiriu:
-Para quando é o bebê?
Ela se retraiu.
-Edward, por favor. Me ouça. Eu não sou a sua esposa! Quando perguntei a Rosalie como você reagiria se voltasse para casa inesperadamente e descobrisse o que tínhamos feito, ela disse que você acharia... engraçado.
Que brincadeira era aquela?
-Pare com isso, Rosalie. Quero a verdade, e quero agora. –o peito se inflou. –Essa é a sua maneira de me dizer que vou ser pai? E a idéia a deixa doente?
Sílvia balançou a cabeça, aterrorizada.
-Não, Edward. Juro que tudo o que disse é verdade. Me deixe chamar Rosalie ao telefone e vai ter a prova.
-Esqueça o telefone –ordenou ele. –Vamos começar examinando seu corpo atrás de evidências, certo? Se estiver grávida, que droga, vou saber –jurou ele, com ferocidade assustadora.
-Não! –gritou ela. –Não toque em mim!
Mas as emoções de Edward estavam fora de controle. Ignorando os apelos dela, que só aumentavam sua dor e raiva, ele baixou as alças frágeis da camisola e a encostou junto à cabeceira da cama, expondo a parte superior do corpo a seu olhar.
Bella sentiu as faces se inflamarem enquanto ele inspecionava atento, sem dúvida percebendo as mudanças que começavam a aparecer desde a concepção. Devagar, encarou-a e ela percebeu uma luz intensa em seus olhos.
-Você está grávida –grunhiu ele.
Bella escapou de seu jogo tempo suficiente para se cobrir.
-Mas não é seu filho, Edward . –Sentiu o corpo estremecer, não apenas a voz. –É... –Quase ia dizendo o nome de Mike, então, mudou de idéia, porque aquilo poderia irritá-lo ainda mais. –É de outra pessoa.
-Rosalie! Pelo amor de Deus, não faça isso conosco! –Ele quase soluçava de dor. –Sejam quais forem os seus problemas, vamos conversar. Não me deixe de fora! –implorou. –Não agora. Sinto tanto a sua falta. Já faz tanto tempo. –Pousou as mãos em seu rosto e se inclinou para um beijo.
-Não, Edward! –gritou Bella, pânico puro na voz, mas ele abafou seu grito com um beijo profundo, procurando por ela com todo o coração e alma.
Bella sentiu que era subjugada e sabia que tinha e reagir com todas as forças. Pousou as mãos no tórax musculoso e o afastou com toda a força. Ele era muito forte, mas ela o tomara sem guarda, o suficiente para que ele afrouxasse o toque a ponto de ela escapar para fora da cama.
-Edward... –Ela soluçava, as lágrimas correndo por seu rosto. –Vai lamentar muito se tocar em mim. Eu sou Bella! –gritou. –Telefone ao Beau Rivage em paris. Rosalie está lá. Quando entrou, há um minuto, eu estava falando com o recepcionista do hotel, pedindo que a acordasse, pois assim poderia implorar que ela voltasse para casa!
-Ela está falando a verdade, Edward – interveio Ida, resoluta, à porta junto de Jesse.
Sílvia agradeceu aos céus pela intervenção divina.
-Essa mulher não é a sua esposa –repetiu Jesse, como se estivesse pronunciando uma sentença. –Sabíamos que havia algo de diferente nela assim que chegou ontem, mas o mistério não se desfez até que a ouvimos declarar que era Bella. Assim faz sentido.
Ida olhou para Bella, o olhar mais curiosos do que acusador.
-Então, você é a irmã caçula. -Balançou a cabeça. –Já viu algo tão espantoso, Edward?
Bom gente,
disse que não ia postar essa semana porém amanha eu não tenho aula e me ocupei hoje de adaptar o capitulo!
Obrigada pelos comentários meninas!
Ana Krol o livro contém 16 capitulos
