Capítulo 07

-Esme!

Ao ouvir a voz de Bella, a pequena mulher de cabelo curto e negro saiu do avião e correu até ela.

-Mon ange...

Meu anjo. Esme sempre a chamara assim. Encontraram-se no meio do caminho e se abraçaram.

-Esme... – Bella se interrompeu agarrada à madrasta, precisando desesperadamente do conforto.

A mulher mais velha ainda usava o mesmo perfume adocicado, que trouxe de volta antigas lembranças das três. Bella começou a soluçar e não conseguia se controlar.

-Olhando para você, acho que está chorando há algum tempo, não é? –murmurou Esme. – Lembre-se de que sua irmã está com seu pai e sua mãe. Está em paz. Você precisa pensar nessa criança agora. Precisa pensar em Edward e em como tudo isso o afeta. Homens não sabem o que fazer quando uma mulher fica chorando o tempo todo.

Os conselhos gentis levantaram o ânimo de Bella. Tentou se controlar e ergueu a cabeça para encarar a mulher que amava.

-E Paul?

Os olhos negros de Esme se umedeceram.

-É um homem doente que nunca vai melhorar sem aconselhamento. Temo que tal eventualidade nunca aconteça. Parei de escrever e telefonar para vocês porque não queria aborrece-las com meus problemas. Entretanto, a chegada de sua irmã me forçou a tomar uma decisão, e o deixei.

Mas explico tudo isso mais tarde. Me apresente a Edward. Quero conhecer o homem que fez Rosalie feliz demais.

Bella parou de enxugar as lágrimas.

-Feliz demais?

-É a minha opinião, naturellement, mas acho possível que ela não pudesse suportar que ele a amasse, sabendo que tinha um tumor no cérebro. Seria um lembrete muito doloroso de tudo o que ela iria perder.

-Mas isso não faz sentido, Esme.

A francesa ergueu as sobrancelhas especulativamente.

-Talvez fizesse para ela. Sabe melhor do que ninguém como sua mente funcionava. Tem outra explicação?

-Não – sussurrou Bella. – Mas ainda assim...

-Não acha que teria feito a mesma coisa se estivesse no lugar dela?

-Não. Me conheço muito bem. Sou egoísta e muito covarde para ficar só. Mônica sempre foi a valente. –A voz de Bella estremeceu, e ela começou a chorar novamente. – Eu... eu não esperava que ela lhe contasse tudo.

-Non. Ela se concentrou em mim e em meu problema. Na verdade, não sabia nada sobre sua saúde até que ela foi internada no hospital após sofrer um desmaio em meu quarto no hotel. Quando o médico de plantão chamou um neurocirurgião, ela foi forçada a me contar a verdade. Tudo aconteceu tão rápido que ainda estou chocada. Só tivemos alguns minutos antes que ela entrasse em coma e morresse. Ela me pediu para trazê-la de volta para você e Edward, e é exatamente isso o que estou fazendo. Agora, não vamos mais deixa-lo esperando.

Caminharam de braços dados.

-Ele vai ficar decepcionado por você também não poder explicar o comportamento de Rosalie.

Em sua mente, Bella ainda via o semblante marcado de Edward, a expressão sombria e abatida que perdurara durante a viagem até Idaho Falls naquela manhã. Uma vez, quando ele lhe fez uma pergunta, notara a falta de brilho em seu olhar. A expressão fria correspondia à sua, com nuances de angústia e raiva.

-Non, non, mon ange. Se não estiver enganada, Rosalie despedaçou o coração do marido quando optou por manter em segredo. Mas era decisão dela. Agora, é fato consumado, e você e Edward devem continuar suas vidas.

Tudo o que Esme dizia fazia sentido. Mas não aliviava o vazio imenso que Esme experimentava. Sua existência parecia fútil agora, pois Rosalie não estava mais viva. De alguma forma, de uma maneira infantil, acreditara que ver Esme espantaria a dor. Ela sempre lhe parecera capaz de consertar o mundo.

-Quero que pense em outra coisa enquanto eu estiver aqui – continuou a francesa. – Quando voltar a Paris, gostaria de levá-la comigo. Graças ao seu maravilhoso pai, tenho dinheiro suficiente em investimentos para comprar um apartamento e viver confortavelmente. Você e eu podíamos morar juntas outra vez. Rosalie me contou sobre o homem que mentiu para você, o pai da criança que carrega. Ele não é digno de você. Quero ajudá-la a criar o bebê até que o homem certo surja em sua vida e se case com você. Enquanto isso me dará grande prazer ser avó, mon ange. E acredito que vá ajudá-la.

Emocionada até as lágrimas ante a generosidade, Bella abraçou Esme, forte. Mas não respondeu à sugestão. Não podia pensar além daquele momento, não quando Edward se aproximava o que significava que o corpo de Rosalie já fora colocado no carro fúnebre. Ele e os Woods estavam prontos para partir. Tudo o que ela queria era chegar ao velório e ficar ao lado da irmã.

-Edward – saudou Bella, quando ele as alcançou. – Esta é Esme Beliveau. Esme, Edward Cullen, o marido de Rosalie.

Edward cumprimentou Esme com as duas mãos por um longo tempo. O gesto era demais para Esme, que precisou desviar o olhar enquanto lutava contra as lágrimas.

-Queria conhece-la já há muito tempo – declarou ele, calmo. – Rosalie adorava você.

-Ela adorava você – corrigiu Esme, com a franqueza característica. Bella percebeu como suas mãos se fecharam, como se mal controlasse os movimentos. –Sei que não acredita, mas é verdade. Senão, não teria se casado com você, semanas após conhecê-lo. Para ela, foi coup de foudre. Amor à primeira vista.

A expressão de Edward tomou um ar de amargura e cinismo, aprofundando as sombras abaixo dos olhos.

-Como disse a Bella, acho que Rosalie o amava demais – Naquele instante, Edward virou a cabeça, mas Esme não se intimidou. – Ela encontrou o amor perfeito em você. Mas quando descobriu que sua vida seria curta, acredito que seus temores tenham imperado. Talvez ela estivesse com medo de reconhecer que logo tudo se acabaria. Seu amor se tornou doloroso para ela. Além disse, também temia que você deixasse de amá-la, porque tinha uma doença fatal e não poderia mais ser a mulher com quem você se casou.

Bella já previa a cara feia de Edward e desejou que Esme parasse com suas teorias. Não percebia que ele não acreditava em nada daquilo. Nem ela acreditava. Pela primeira vez, não era capaz de penetrar nos motivos do comportamento da irmã.

-Tenho certeza de que ela preferiu deixar que pensasse que ela não o amava mais. Em sua mente, era melhor que você guardasse a imagem dela de quando era completa, ao invés de se arriscar deixá-lo vê-la definhar.

-Ela lhe disse isso? – Bella ouviu Max perguntar, num tom frio.

-Non. Sua preocupação maior era poupá-lo de uma longa viagem à França. Ela queria vir até vocês.

Bella não suportava mais e sabia que Edward também não.

-Podemos ir?

Edward lançou um olhar à cunhada.

-Não devia ficar de pé tanto tempo. Está se sentindo bem?

Desde o desmaio, ele vinha mostrando preocupação notável com seu bem-estar.

-Sim. Só estou ansiosa para chegar ao velório.

Ele estudou seu rosto como se não estivesse acreditando em suas palavras; então, voltou-se para Esme.

-Jesse, meu capataz, já pegou a sua bagagem. Se estiver pronta, vou levá-las no carro.

Esme assentiu e deu o braço a Esme enquanto caminhavam os três para as portas do terminal.

-Que arranjos providenciou?

-Vamos realizar os serviços ao lado da sepultura amanhã ao meio dia no cemitério de West Yellowstone – informou Edward. –Depois de velarmos o corpo esta tarde, voltaremos à fazenda. A viagem deve ter sido cansativa, e Bella precisa descansar.

-Não é problema seu, Edward. Não sou criança. –disparou Bella. –Está falando em ir para casa, e ainda nem vimos Rosalie. Posso decidir ficar lá a noite inteira.

-Não. Isso é exatamente o que não vai fazer – sentenciou ele, com o tipo de autoridade que ela imaginava ser-lhe útil como agente. – Estou pensando em seu bebê. Se não começar a se cuidar, vai ter problemas.

Como ele se atrevia a lhe dar ordens?

-Acha que alguma coisa mais importa para mim? Ninguém entende. –A voz falhou, e ela se apressou para acompanhar Esme e Edward. Mas apenas deu alguns passos antes de começar a chorar novamente. As palavras sussurradas de conforto não ajudaram.

-Se ela quiser passar mais tempo com a irmã, ficarei num hotel esta noite com ela, Max. Iremos a West Yellowstone amanhã de manhã na limusine fúnebre.

-Agradeço a sugestão, mas, por razões que não desejo externar no momento, pois não seria uma boa idéia, a saúde de Bella está em risco. Ela precisa estar em casa, onde podemos cuidar dela.

Bella não podia ouvir mais nada, e correu para o carro.

-Sr. Cullen?

Edward estava conversando com Jesse a respeito de quando seria a melhor hora para contar a Bella que ele marcara para ela uma consulta com um médico. Ao ouvir o chamado, interrompeu-se e voltou-se para o diretor.

-Se quiser me acompanhar, mostrarei onde alojamos sua esposa.

O momento chegara.

Tudo parecia irreal a Edward. Ele mal acreditava que ia ver Rosalie novamente naquela estranha situação.

Deixando Bella inconsolável num sofá, entre Ida e Esme, acompanhou o homem.

A casa funerária tinha várias salas. No final do corredor, viu uma placa com o nome de Rosalie e uma sensação gelada invadiu-lhe o coração. Dentro da sala cheia de flores, foi tomado pela mistura de perfumes, que acrescentava um toque amargo ao pesadelo que vivera.

Um telefonema ao escritório informara sobre a morte de Rosalie, e parecia que o departamento todo enviara flores ou telefonara para mostrar solidariedade. Da mesma forma, a notícia se espalhara rápido entre os amigos e conhecidos em West Yellowstone e nas áreas vizinhas.

Seus olhos voltaram imediatamente para o caixão num canto da sala.

Rosalie.

Edward se sentiu afundar em areia movediça. Com sentimentos de relutância e temor, deu os passos até alcança-la.

Por causa de seu trabalho, a visão de uma pessoa morta não lhe era uma nova experiência, mas aquela era Rosalie.

Saltou ou um soluço carregado de emoção.

Sem perceber a passagem do tempo, fitou a mulher que roubara seu coração e então o despedaçara.

Sem o espírito a animar-lhe o corpo, teve dificuldade em reconhece-la. A morte roubara o brilho de seu cabelo ruivo, e aqueles incríveis olhos verdes estavam fechados para sempre.

Rosalie. Querida Rosalie. Porque escolheu sofrer sozinha? Não sabia o quanto a amava? Porque me deixou há tanto tempo? Porque não me ajudou? Não me preparou?

Sentiu tristeza ao pensar nas privações que suas ações proporcionaram. Lágrimas umedeceram seus cílios novamente, querendo se libertar. Mais tarde, depois de se entregar à dor, inclinou-se e beijou seus lábios frios pela última vez.

Adeus, meu amor.

Tocou em suas mãos entrelaçadas rapidamente, então virou-se determinado e saiu da sala.

Bella permanecera fora, aguardando. Quando a viu, sentiu o coração falhar, e então ficou completamente imóvel.

Ela o fitou com os olhos verdes umedecidos, o rosto translúcido de dor, mas ainda assim, vibrantemente viva e suave ao toque.

Sentiu raiva, chegando próximo ao ódio. Não queria olhar para ela; não queria ser atormentado por aquele semblante bizarro. Não queria ser tentado por aquele cabelo ruivo brilhante. Não queria sentir a necessidade de se perder em seu perfume.

Quando viu seus lábios estremecerem, sentiu o desejo insano de acalma-los com um beijo. Mas eram os lábios errados. Aquela era a gêmea errada.

Deu-lhe passagem.

Ela o chamou, mas ele não atendeu. Não podia. Naquele momento, precisava ficar o mais longe possível da cunhada.

Bella sentia como se seu coração tivesse sido arrancado do corpo. Ao ver a dor no rosto de Edward, desejara conforta-lo por um instante. Mas ao ver os olhos escuros cheios de raiva, vislumbrou um lado do cunhado que quase a imobilizou.

Não devia ter esperado do lado de fora. Devia ter ficado na sala de recepção com Esme e os Woods. Talvez Edward tivesse se sentido acuado, pois achou que ela o estava observando. Ele não a conhecia suficientemente bem para perceber que ela nunca invadiria sua privacidade.

Queria estar perto de Rosalie, mesmo que isso significasse ficar de pé do lado de fora. Esme e os Woods tinham feito o máximo para dar conforto, mas queria ficar sozinha, e havia pouca privacidade na pequena casa funerária. Não sabia mais para onde ir, a não ser o corredor vazio.

Com peso extra no coração, entrou na sala de velório. Da porta, avistou o cabelo e o rosto de Rosalie e ficou chocada ao ver a irmã deitada tão imóvel.

Nada lhe parecia real. Nem a irmã, nem a sala pequena onde o perfume pesado das flores a fazia se sentir nauseada.

-Remo... –a voz era trêmula – por que fez isso conosco? Nunca foi cruel em toda a sua vida. Em que estava pensando? Odeio o que fez. Não posso perdoá-la. Não vou mais chorar por sua causa. Está me ouvindo?

Alucinada de dor, Bella se voltou e saiu correndo da sala.

Passando pelo salão, correu para fora, procurando um ar que não estivesse carregado do perfume de flores.

-Vamos, Bella. Só mais alguns passos – declarou Max, a voz grave, materializando-se como que saído do nada.

Ele passou um braço forte ao redor de sua cintura e a escoltou até o carro, estacionado numa vaga da casa funerária.

Agradecida pela ajuda, ela se apoiou nele, fraca demais para protestar. Após ajudá-la a subir, ele fechou a porta, deu a volta e foi para trás do volante. Deu a partida no motor.

-Espere. E quanto a Esme?

-Pedi a ela que fosse para a fazenda com Ida e Jesse.

Ela voltou o rosto para encara-lo.

-Por quê?

-Contarei no caminho – murmurou ele, a expressão pouco esclarecedora.

-Me contar o que? Pare de me tratar como criança.

Ela ouviu que ele respirava fundo.

-Não é fácil para mim, mas precisa ser dito.

-Se está preocupado com o fato de eu querer ficar perto de Rosalie até amanhã, não precisa mais. Aquela não era a Rosalie de que me lembro.

-Nem eu – sussurrou ele, com tanta emoção que ela mal pôde suportar.

-Gostaria de não tê-la visto.

-Nós precisávamos vê-la – sentenciou ele. – Ou nunca acreditaríamos que ela realmente se foi.

-Ainda mal acredito.

-Bella...

Ela o interrompeu:

-Não estava me intrometendo agora há pouco. Quero que saiba disso.

-Eu a acusei?

-Não. – Mas nunca esqueceria a expressão fria em seus olhos.

-Bella, me ouça. Antes de sairmos da fazenda hoje, marquei uma consulta para você com o dr. Harvey.

-Você o quê?

-Quando chegarmos a Rexburg, vamos parar no hospital. É por isso que mandei Esme ir com Jesse. Ela há está cansada da viagem e não faço idéia de quanto tempo a consulta vai durar.

Cerrando os dentes, ela disparou:

-Caso tenha esquecido, eu fiz uma consulta há dois dias, e não gosto da maneira como está tentando tomar conta de minha vida. Eu decido quando preciso consultar um médico. Se é assim que você tratava Ro...

Tarde demais para se interromper, arrependida por ter sequer pensado tal coisa, ela simplesmente improvisou:

-Des...desculpe. Não queria dizer isso. Para falar a verdade, detesto incomodá-lo, acrescentando mais preocupações a você. Rosalie nos colocou numa situação difícil e...

-Foi uma coisa boa o que ela fez. – A voz solene estava vários tons mais baixa. – De outra forma, poderíamos continuar pensando que sua inexplicável pressão alta, seu desmaio, nada tivesse a ver com os sintomas de... –A voz pareceu falhar. – Que você talvez possa ter um tumor no cérebro também.

Bella piscou engasgou. Não porque estivesse com medo de morrer, particularmente, mas porque, pela primeira vez na vida, não relacionara o estado de saúde de Rosalie com o seu próprio. Estivera ocupada demais lidando com as realidades da gravidez e em como sustentaria o bebê para pensar em outra coisa. Estava tão confusa que foi preciso Edward alertá-la. Edward, que, mesmo na dor da perda, chegara a uma conclusão que fazia sentido.

-Desculpe por ter sido tão estúpido – declarou ele. –A idéia me assustou muito também, mas por razoes óbvias, precisava ser dito.

-Não se desculpe. Devia ter me ocorrido assim que soube dos acontecimentos.

-Se o médico descobrir um tumor, não vou deixar que morra sem lutar. Rosalie me tirou a oportunidade de fazer alguma diferença. Isso não vai acontecer novamente – prometeu ele.

-O tumor maligno era inoperável – ponderou Sílvia, em voz baixa. – Muito provavelmente o meu está em estágio mais avançado, como o de Rosalie, o que significa que não tenho muito tempo e não há nada que alguém possa fazer.

-Como pode ficar aí dizendo tais coisas, quando não faz a mínima idéia se o médico pode ajudar ou não? Estamos falando sobre a sua vida, Bella! E a do seu bebê! –alertou ele, então acelerou o carro.

Bella se retraiu ante a raiva dele enquanto voavam pela auto-estrada rumo a Rexburg. A placa na estrada informava que faltavam apenas cinqüenta quilômetros.

Como uma vítima de afogamento, a vida passou na frente de seus olhos. De repente, ela lamentou:

-É por isso que Rosalie queria que trocasse de lugar com ela! Ela estava com medo de que partilhássemos da mesma situação fatal. Quando ela descobriu que eu estava grávida, não queria que ficasse sozinha quando o fim chegasse, e sabia que você não me daria as costas.

Bella o encarou. Tinha certeza de que ele chegara à mesma conclusão.

-Desculpe se ela o colocou numa posição tão terrível – lamentou Bella. –Talvez em uns poucos dias ou semanas você se livre de mim e...

-Se disser isso de novo...

Bella engoliu em seco e desviou o olhar, assustada com a agressividade de seu tom.

-Não sei ao certo o que estava se passando na mente de minha mulher – comentou ele, com voz menos ameaçadora do que a de poucos instantes – mas, se ela acreditava que você sofria do mesmo tumor, acho inconcebível que não tenha entrado em contato com você assim que recebeu o diagnóstico, para que procurasse um neurocirurgião imediatamente.

Bella acabara de pensar nisso, mas não queria admitir; amava Rosalie demais e odiava ser-lhe desleal. Então, outra idéia se formou, uma mais plausível, e se agarrou a ela.

-Talvez ela quisesse me poupar de meses de sofrimento inútil.

-Talvez. Nunca saberemos. – Balançou a cabeça. – O que quer que tenha se passado na mente de Rosalie, qualquer segredo, se foi com ela.

-Se soubéssemos o nome do méd...

-Contratei um investigador para descobrir isso. –Ele antecipara seus pensamentos mais rápido do que ela pudera dar vazão às palavras. –Pode levar algum tempo até que apareça com alguma informação. Mas nada disso importa agora. Você e o bebê são as principais preocupações.

O bebê. Oh, meu Deus, o bebê.

É, vcs conseguiram, obrigada pessoas

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