Saudações de Tomoeda!!!

Primeiramente, peço desculpas pela imensa demora em postar aqui novamente. Talvez quem começou a ler essa fic nem se lembre mais dela, mas desde que mudei de casa, em fevereiro, que estou sem internet. Infelizmente tambem não consegui adiantar muito a história nesse grande espaço de tempo, pois mal me mudei e o curso de inglês recomeçou. Muitas vezes quero ligar o computador e escrever, mas o cansaço quase sempre é maior que a minha vontade e a minha inspiração... Muito chato isso!

Aproveitando um dos computadores do Inglês (postar do trabalho é arriscado, né?), vou pelo menos postar o capítulo que estava pronto já faz algum tempo. Espero poder escrever mais em breve, e recomeçar a postar aqui diretamente do meu computador...

Boa leitura!!!

Jump27

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O lobo e a cerejeira

Cap. 03 – Confissões e promessas

Em uma tranqüila rua de Tomoeda, mais exatamente na casa da família Kinomoto, três adolescentes eram a perfeita imagem de sentimentos completamente diferentes. Tomoyo era a satisfação em pessoa, Shaoran beirava o pânico e Sakura era a própria tristeza, por saber que sua melhor amiga precisava ir embora tão cedo.

- Que pena que precisa ir, Tomoyo-chan! Vou lá em cima chamar o Kero-chan para vir se despedir de você.

- Tudo bem, Sakura-chan. Eu espero.

Assim que a Card Captor começou a subir as escadas, um pálido Shaoran olhou para a garota ao seu lado.

- Por que fez isso, Tomoyo?

- Não é simples, Li-kun? - sorriu inocentemente a menina de olhos violetas - Apesar de gostarem um do outro, tenho certeza que você e a Sakura nunca falaram sobre isso nas cartas e telefonemas que trocaram entre si nesses últimos anos. Mas agora que você voltou, é hora de tocar no assunto novamente, e você conhece a Sakura-chan... Às vezes ela precisa de um empurrãozinho!

- A Sakura não tem que me dizer nada, Tomoyo...

- Tem certeza? – perguntou a amiga com voz calma, mas inquisidora.

O rapaz a encarou. Sabia a resposta.

- Eu não quero cobrar nada dela... – suspirou tristemente, desviando o olhar.

- Tenho certeza disso, porque você é um rapaz muito gentil, Li-kun. Mas apesar de saber muito bem o significado daquele ursinho, você só vai se sentir seguro quando ouvir novamente isso da própria Sakura-chan, não é mesmo?

Tomoyo estava certa, como sempre, mas o menino chinês não teve tempo de responder, pois Sakura desceu com Kero para se despedir da prima.

- Sabe, moleque, até que não seria uma má idéia você ir embora também, não acha? – falou Kero, sarcástico, assim que Tomoyo saiu.

- Ora, seu boneco de pelúcia...

- Parem com isso, vocês dois! – interrompeu Sakura, energicamente - Kero-chan, uma vez que você não gosta do Shaoran-kun e já comeu o seu pedaço de bolo, pode subir novamente para o quarto.

- Mas Sakura, não posso comer mais nem um pedacinho? - choramingou o guardião.

A menina respondeu com um olhar duro, que dispensava as palavras, o que fez Kero abaixar a cabeça e sair voando para o segundo andar. Enquanto isso, Shaoran permanecia parado ao lado da ex-rival, com um sorriso de vitória ao ver Kerberos ser expluso do campo de batalha. Logo em seguida, porém, ele ficou muito nervoso, só que mais nervosa ficou Sakura, ao finalmente se dar conta que ficaria sozinha com ele em casa.

- Talvez o boneco de pelúcia tenha razão. Acho melhor eu ir embora também... – falou Shaoran, percebendo o nervosismo dela.

A Card Captor levou um choque.

- NÃO! – exclamou Sakura, corando em seguida, assustada com a própria reação.

Shaoran olhou para ela, muito surpreso.

- Por favor, fiquei mais um pouco... – continuou a menina timidamente, fitando o chão.

- Se você quer assim... – respondeu Shaoran, mais calmo, olhando carinhosamente para Sakura.

Sakura sorriu, confirmando com a cabeça, e os dois tornaram a entrar. Era uma bela tarde de primavera, e o sol entrava suavemente pela janela da sala, tornando o ambiente extremamente agradável. O casal se sentou num dos sofás, em aparente calma, e Sakura fez várias perguntas sobre como tinham sido as últimas semanas de Shaoran na China. Ele falou do fim do seu duro treinamento, de como a mãe e os demais membros da família estavam orgulhosos em ver como seu poder mágico havia aumentado, junto com suas habilidades na luta e na espada, e comentou que, mesmo assim, muitos deles desaprovaram sua volta ao Japão.

- Mas você não me escreveu uma vez que, ao fim do treinamento, estaria livre para se aperfeiçoar sozinho como e onde achasse melhor?

- Sim, é verdade...

- Então, por que não aqui no Japão? - questionou Sakura, sem entender.

Shaoran se levantou e caminhou até a janela, de onde avistou uma cerejeira florida em uma das casas vizinhas. Sua expressão era séria, mais que o normal, o que deixou a Card Captor intrigada.

- É porque eles sabem que esse não foi verdadeiro motivo para eu ter voltado...

- Então, qual foi? – perguntou a menina, preocupada. Será que iria acontecer mais alguma coisa estranha em Tomoeda?

O jovem descendente de Clow olhou para ela e logo percebeu os rumos dos seus pensamentos, rindo em silêncio. Sakura cresceu, mas continuava ingênua e desligada como antes

- Eu fiz uma promessa no dia em que fui embora, não fiz? – perguntou ele, dando um de seus raros e lindos sorrisos.

Sakura corou imediatamente, percebendo enfim o real motivo.

- E isso... Isso não vai ser ruim para você? Quero dizer... Eles não podem te obrigar a voltar... Podem? – falou Sakura, nervosa, sem olhar direito para Shaoran.

O garoto chinês voltou a se sentar, colocando uma das mãos sobre o ombro de Sakura.

- Não se preocupe. Eu vou ficar aqui pelo menos até terminar os meus estudos.

- Que bom! – suspirou a menina, ficando séria em seguida – Mas, e depois?

Ele não respondeu de imediato, mas seu olhar ficou triste.

- Depois, eu... Eu ainda não sei...

Shaoran estava mentindo. Ele sabia muito bem que, como herdeiro e futuro líder do Clã Li, sua volta definitiva para a China era algo praticamente inevitável. Uma mera questão de tempo. Mesmo assim, sua resposta foi o suficiente para apavorar Sakura. Ela sentiu seu coração dolorido diante daquela incerteza, e as lágrimas começaram a cair sobre suas mãos, pousadas sobre o colo, o que deixou Shaoran desesperado.

- Sakura... – murmurou ele, sem saber o que fazer.

- Eu não quero! Eu não quero que você vá embora! Nunca mais! Porque... Você é a pessoa de quem mais gosto!

A Card Captor se surpreendeu com a própria declaração. Saiu tão naturalmente, muito diferente da primeira vez, em que passou o caminho todo até o ponto do ônibus que seguia para o aeroporto se preparando para dizer isso a ele. Quando imaginava esse momento, esse reencontro, era tudo tão mais difícil! Mesmo assim, não tinha coragem de olhar para o amigo. Não tinha forças, estava triste demais para isso. Shaoran havia voltado, mais a possibilidade dele ir embora definitivamente ainda existia.

Sentado ao lado dela, Shaoran parecia paralisado. Não sabia se ficava feliz ao ouvir novamente essas palavras vindo dela, ou triste por fazê-la chorar. Mas, assim como no dia em que ela chorou por causa do Yukito, seu coração mandou abraçá-la.

- Sakura... Eu sei que estou sendo precipitado, mas se um dia eu tiver que voltar para Hong Kong, você seria capaz de vir comigo?

A menina se assustou com a pergunta e afastou-se um pouco dele, o suficiente para olhá-lo. Poderia deixar para trás seu amado pai, seu irmão, sua melhor amiga, enfim, toda a sua vida em Tomoeda, para acompanhar Shaoran?

- Não sei... – respondeu com sinceridade.

- Por causa da sua família, não é? Especialmente por causa do seu pai...

Ela fez um "sim" com a cabeça.

- Eu também tenho a minha família e minhas responsabilidades em relação a ela, Sakura. Apesar das minhas irmãs, gosto muito da minha mãe e adoro Hong Kong. Mas também gosto daqui. Gosto muito daqui de Tomoeda, gosto das pessoas que conheci aqui, e gosto especialmente de... de você, Sakura. – disse Shaoran, trocando a expressão séria que tinha de início por um automático tom de vermelho, que se refletia perfeitamente em Sakura – Por isso eu lhe prometo que farei tudo o que for possível para ficar aqui!

Sakura pareceu ficar menos tensa.

- Verdade? – ela perguntou sorrindo, com o dedo mindinho apontado para o menino.

- Sim, é verdade! – respondeu o jovem descendente de Clow, estendendo o dedo e selando a promessa, como costumavam fazer quando os dois eram crianças.

- Que bom! Sei que você sempre cumpre suas promessas, Shaoran-kun!

- Eu tento. E essa é uma promessa que quero cumprir especialmente para mim mesmo! Além do mais, ainda temos tempo. Vou ficar em Tomoeda pelo menos até terminar o colegial. Quando isso acontecer, eu já serei maior de idade, e quem sabe eu não possa... quero dizer, você... ou melhor, nós dois...

Shaoran não conseguiu completar seu pensamento. Ficou muito sem-graça e novamente vermelho, enquanto Sakura, curiosa, tentava decifrar o que ele estava tentando dizer. O garoto chinês, então, se levantou subitamente.

- Preciso ir embora... Seu irmão deve estar para chegar, não é mesmo?

- Tem razão! – exclamou assustada a menina – É melhor que ele não o veja aqui. Eu já falei para o meu pai, mas Toya ainda não sabe que você voltou!

Shaoran pegou sua pasta escolar e foi com Sakura para a porta de entrada, mas antes que a Card Captor tocasse na maçaneta, eles ouviram um "click" e a porta se abriu.

- Monstrenga, eu já cheg... MAS O QUE SIGNIFICA ISSO?

Toya nem chegou a entrar na casa. Olhava Shaoran ainda da entrada, num misto de fúria e incredulidade.

- Você não tinha ido embora, moleque? O que faz novamente aqui, e ainda por cima sozinho com a minha irmã???

O menino não respondeu, mas encarou o irmão de Sakura com um olhar sério e decidido, praticamente em posição de batalha. A menina, por sua vez, já começava a entrar em pânico, imaginando o irmão e o amigo prestes a brigar, como no dia em que Shaoran chegou a Tomoeda e tentou tomar as Cartas Clow dela a força. Apesar de tudo, só uma pessoa permanecia calma, tentando ver o que estava acontecendo.

- Toya, o que houve? – perguntou Yukito atrás do colega, ainda do lado de fora da casa.

Com muito custo, o rapaz de cabelos cinzentos conseguiu uma brecha entre a porta e amigo, e seu rosto tranqüilo apareceu para os presentes dentro da sala.

- Ora, mas que surpresa! Olá, Shaoran! O que o traz novamente ao Japão?

- Yuki, isso não é hora de ser educado! – esbravejou Toya.

Com toda essa confusão, Kero desceu novamente só para ver o que se passava e ficou assistindo a briga atrás de uma parede, torcendo para Toya, é óbvio! Yukito, por sua vez, ignorou o amigo furioso e sorriu para o menino chinês. Shaoran baixou a guarda e cumprimentou educadamente a forma humana do guardião de Sakura, ignorando Toya também.

- Voltei a morar em Tomoeda. Recebi autorização da minha família para estudar aqui novamente.

- Que ótima notícia! Aposto que a Sakura-chan está muito feliz com isso! – falou o rapaz, fazendo os dois adolescentes corarem.

- Será que você não vê que é exatamente esse o problema, Yuki? – falou Toya, transferindo agora seu olhar raivoso para o companheiro.

Yukito respondeu Toya com um sorriso inocente, depois se abaixou um pouco, para ficar mais próximo do casal.

- Vão para fora... – sussurrou ele, dando uma piscadela – Deixem que eu cuido do Toya!

- Obrigado! – Sakura e Shaoran responderam ao mesmo tempo, dirigindo-se para a porta, que Toya havia desbloqueado para a passagem de Yukito.

- Onde pensam que vão? Você ainda me deve uma explicação, moleque!

- Eu não devo nada. Já falei que voltei para estudar, e pretendo ficar aqui por muito tempo! – respondeu mal-humorado o garoto chinês, saindo da sala junto com Sakura.

A menina, por sua vez, fechou a porta atrás deles logo que chegaram na varanda da entrada. Ainda assim podiam ouvir Toya parecendo um vulcão em plena erupção dentro da casa, enquanto Yukito ria e tentava argumentar com o irmão de Sakura quando ele precisava parar para recuperar o fôlego.

- Tenho tanto medo que um dia vocês acabem realmente brigando! – falou Sakura, preocupada.

- Não se preocupe, eu não tenho medo do seu irmão. Eu sei me defender.

- Mas Shaoran-kun...

- Seu irmão também sabe, Sakura. Provavelmente daria empate. – disse Shaoran calmamente – Podemos não gostar um do outro, mas nos respeitamos como adversários. É diferente do que acontece entre Kerberos e eu. Pode ficar tranqüila!

Sakura suspirou, aliviada. Depois ambos ficaram em silêncio, tentando ouvir o que se passava dentro da casa.

- Parece que as coisas se acalmaram um pouco... – murmurou a menina.

- Espero que sim. Vai ficar tudo bem com você?

- Vai sim! – sorriu Sakura – Já estou acostumada com meu irmão.

- Que bom! – ele suspirou, aliviado - Então eu vou indo. Até amanhã.

- Até amanhã, Shaoran-kun!

Deixando a menina acenando atrás de si, o jovem descendente do Mago Clow seguiu para casa.

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Dessa vez não vai ter "Notas da autora". Simplesmente salvei o capítulo no disquete e nem pensei nessa parte...

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