Saudações de Tomoeda!

Puxa, vida! Mais uma vez eu demorei um século para atualizar a fic! Me desculpem!

Teve de tudo na minha vida desde que postei o último capítulo. Um perda que me entristeceu muito, momentos alegres que exigiram mais a minha atenção do que a história, teclado que pifou com menos de 01 ano de uso, uma possibilidade de mudança de vida se desenhando no horizonte lá longe e duas emergências médicas em família no mesmo mês, etc, etc e tal.

Enfim... Com tanto altos e baixos, a preguiça e a falta de inspiração reinaram geral aqui em casa. Ultimamente nem as fics que eu gosto de ler eu estou acompanhando ou deixando reviews, com raras exceções, como Pétalas de Fogo, da Kath Klein, por exemplo, que me viciou! Fic recomendadíssima! Aliás, ainda devo comentários para ela, vou ver se corrijo isso em breve.

Bem, a intenção inicial era atualizar as minhas 03 fics juntas, pelo menos dessa vez, mas já que a da CCS saiu antes, vai sozinha mesmo. Pelo menos tive tempo de sobra para postar no meu fotolog todas as imagens que eu queria relacionadas aos capítulos anteriores a este aqui. Agora, cada vez que a fic for atualizada, vou postar lá imagens ligadas ao novo capítulo. O link está no meu perfil, pra quem quiser ver.

Uma das coisas que atrasou esse capítulo também foi a decisão de inserir nele algo no qual eu não tinha pensando antes. Vi pelas reviews do cap.13 que alguns de vocês estavam ansiosos para ver a reação do Kero-chan e do Touya ao namoro da Sakura com o Shaoran. O Touya já estava nos meus planos, mas eu não tinha pensado no Kero-chan. Tentei fazer como você queriam. Espero que tenha ficado aceitável...

Boa leitura!

Akane Fuu

Atualizado em 18/07/2010

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O lobo e a cerejeira

Cap. 14 – Amor

"O amor calcula as horas por meses, e os dias por anos; e cada pequena ausência é uma eternidade."

John Dryden

Os últimos raios de sol ainda mesclavam o céu de vermelho e púrpura quando Sakura finalmente acenou para Shaoran pela última vez antes de fechar a porta do sobrado amarelo em que vivia, sem ao menos notar aquele belo espetáculo da natureza. Seus pensamentos e sentidos estavam todos concentrados no rapaz chinês que acabava de deixar sua casa, o que fez a sucessora de Clow subir as escadas rumo ao segundo andar esbanjando uma alegria impossível de ser contida. Seu sorriso nunca esteve tão radiante e seus olhos cor de esmeralda nunca brilharam tanto como naquele lindo final de tarde às vésperas de seu aniversário de 15 anos.

Embora estivesse feliz por se tornar a namorada de seu antigo rival, o que Sakura não sabia é que um pequeno guardião tinha assistido a tudo de camarote pela janela do quarto de sua dona e não parecia nada feliz com a cena apresentada ali. A conseqüência disso é que a Card Captor iria enfrentar seu primeiro desafio logo nos minutos seguintes à despedida do jovem Li. Kerberus, porém, nem teve chance de abrir a boca de imediato, pois quando Sakura abriu a porta de seu quarto ela logo gritou alegremente o nome do Guardião do Sol, o segurou pelas patas dianteiras e girou com entusiasmo pelo cômodo antes de o prender em um abraço tão apertado que o bichinho amarelo precisou reclamar.

_ Ei, Sakura! Está querendo me matar sufocado?

_ Ai, Kero-chan! Me desculpe! – a menina exclamou um tanto embaraçada, enquanto soltava Kero.

Kerberus tossiu e levou alguns segundos para recuperar o ar que foi expulso repentinamente de seus pulmões, enquanto Sakura o olhava com preocupação e uma pontinha de remorso.

_ Tudo isso é só por causa do que vi acontecer agora no portão entre você e aquele moleque idiota, por acaso? – perguntou Kero com certa dose de sarcasmo.

Sakura não esperava por aquela pergunta. Por um breve momento seu rosto ficou pálido de susto, mas depois se ruborizou violentamente. A sucessora de Clow sentou atordoada em sua cama e não conseguiu responder e nem encarar o pequeno ser mágico de imediato.

_ Kero-chan, você... Então você... Você viu?

_ Infelizmente sim! – Kero retrucou, cruzando as patinhas com mau humor enquanto ainda flutuava a frente de sua dona - E devo dizer que foi uma cena bem desagradável! Por isso mesmo quero uma explicação sua, Sakura! Primeiro você chega triste e chorosa da escola por causa do moleque, aí ele vem aqui e fica aquele clima de velório entre os dois para depois... Depois... Acontecer aquilo!

A Card Captor não pode deixar de corar novamente e sorrir com a lembrança "daquilo". Mesmo assim sabia que o Guardião do Sol se importava muito com ela e que merecia uma explicação. Com um suspiro resignado, ela esticou uma das mãos em direção ao bichinho alado e este pouso sobre ela. Sakura o acomodou em seu colo e, embora um pouco tímida e constrangida, decidiu contar tudo o que se passou naquele dia, desde a declaração de Ishihara até o pedido de namoro de Shaoran.

Kerberus a ouviu com seriedade e atenção. Ao final da narrativa ele levantou vôo, bastante pensativo, e manteve-se flutuando na altura dos olhos da adolescente de olhos verdes.

_ Eu bem que desconfiei que aquele ruivo ia ser um problema. Só não esperava que ele chegasse tão longe. Deve ter sido um golpe e tanto para o moleque. E falando no moleque... Você realmente gosta muito dele, não é Sakura?

_ Sim, Kero-chan. Eu gosto muito, muito mesmo do Shaoran-kun! – Sakura respondeu com o seu mais lindo sorriso, emoldurado pelas maçãs do rosto ligeiramente rosadas de satisfação.

Kero balançou a cabeça negativamente, com visível pesar.

_ O descendente e a sucessora do poderoso Mago Clow juntos, uma coisa que nem ele mesmo conseguiu prever e que eu pessoalmente não aprovo, mas... Enfim! Se o moleque é a pessoa capaz de te fazer feliz, Sakura, então não há nada que eu possa fazer para impedir isso. No entanto, quero deixar bem claro que eu NUNCA vou me dar bem com ele, não importa se você gosta do pirralho ou não. No fundo eu preferia muito mais quando você gostava do Chokito branco... Mesmo sabendo que como Yue ele é intratável!

_ Kero-chan! Sabe que não gosto quando chama o Yukito assim! E o Shaoran-kun não é nenhum pirralho!

_ Tá, tá... Isso não importa. – o pequeno ser amarelo respondeu fazendo pouco caso – Yue e eu sempre tivemos nossas diferenças e eu já disse que não vou ser gentil com o moleque só por sua causa. Mas não pense que as coisas serão tão fáceis assim com seu irmão. Eu realmente lamento muito por ele não estar por perto agora a pouco. Adoraria vê-lo colocar o "descendente" pra correr daqui!

Sakura arregalou os olhos, preocupada. Contar ao Guardião do Sol o que tinha acontecido foi um obstáculo superado e isso lhe deu um alívio tão grande que por alguns momentos ela se esqueceu completamente do irmão mais velho. Assim como Kerberus, Touya jamais aceitaria seu namoro com Shaoran e certamente demostraria seu descontentamento de maneira mais radical. Isso a entristeceu, trazendo a menina à força de volta de sua utopia e Kero percebeu isso.

_ Eu não deveria dizer isso, mas... – suspirou o bichinho – Bom, Sakura, se quer um conselho, pense bem em como deixar seu irmão descobrir a novidade. Haja normalmente ou ele vai desconfiar de algo assim que olhar para você. Comece, por exemplo, tirando essa cara de boba-alegre do rosto. Tá certo que esse é seu estado normal, mas ele está mais evidente do que nunca...

_ KE... RO... CHAN! – bufou Sakura, fazendo um biquinho de irritação como se ainda fosse uma linda menininha de 10 anos de idade.

Kero riu com vontade enquanto voava pelo quarto, tentando escapar das mãos de uma adolescente raivosa, mas depois Sakura segiu seu conselho o melhor que pode. Quando o pai e o irmão chegaram em casa, ela se esforçou para agir naturalmente, embora estivesse tão feliz e ansiosa que não houve como não deixar transparecer seu estado de espírito, mesmo que de leve. Aos olhos de qualquer pessoa, essa inquietação seria associada à proximidade da festa, como imaginou Fujitaka, mas Touya tinha quase certeza de que havia algo mais além disso. Mesmo sem poderes, seu sexto-sentido continuava apurado.

Antes de se deitar naquela noite, Sakura sorriu para Kerberus, adormecido em seu quarto-gaveta, depois passou a mão carinhosamente pelo livro rosa e dourado que continha suas cartas mágicas e foi se debruçar na janela, onde ficou olhando por um longo tempo para o céu estrelado enquanto recordava o seu primeiro beijo. Entre suspiros, fechou os belos olhos verdes várias vezes, tocando os lábios com os dedos de modo inconsciente, desejando ver Shaoran de modo tão urgente que seu coração disparava mais do que quando ela descobriu, ainda criança, que gostava dele. Mesmo com o vento fresco que entrava pela janela aberta, seu rosto estava visivelmente corado e ela sentia um pouco de calor. A Card Captor demorou a dormir, mas quando foi finalmente vencida pelo sono seu coração enamorado teve paz por algumas horas.

Quando o primeiro de abril amanheceu, trouxe consigo um sol agradável e uma brisa suave que balançava os galhos das árvores, principalmente das cerejeiras repletas de flores que agora coloriam quase todas as ruas da pequena Tomoeda. Shaoran estava especialmente feliz neste dia, apesar de ter acordado mais cedo do que o necessário para um domingo. Não se levantou logo, antes disso passou um longo tempo deitado pensando no dia anterior e só então seguiu sua rotina de treinos matinais. Mesmo assim, ao final de cada seqüência de golpes, o descendente de Clow parava e soltava um suspiro que certamente não era de cansaço. Simplesmente não conseguia deixar de pensar em Sakura!

Em uma dessas vezes, inevitavelmente se lembrou das palavras de sua amiga Tomoyo, ditas logo depois que ele voltou a morar no Japão:

"... quando você descobriu que gostava da Sakura-chan, nós ainda éramos crianças... só agora o sentimento que une vocês dois vai ter chance de se definir realmente e amadurecer."

Ela tinha razão, como sempre. Foi uma evolução lenta, mas o sentimento que sentia antes por Sakura amadureceu junto com ele. Não era mais um amor ingênuo de criança, onde só ver e conviver com a pessoa amada já satisfaz a alma. "Gostar" se tornou uma palavra muito fraca para descrever o que sentia por sua amiga de infância. Agora Shaoran tinha plena consciência de que estava apaixonado e essa descoberta o empolgava. Seu coração estava inquieto para encontrá-la de novo, porque agora ele sentia necessidade de vê-la como sentia de respirar. Queria abraçá-la mais vezes, por mais tempo, mais apertado. Queria beijá-la de novo, com mais calma e menos medo. Amava Sakura e a queria ao seu lado para sempre. Faria tudo o possível para isso.

Outra vez as palavras de Tomoyo lhe vieram à mente:

"Se o que a profª. Mizuki diz é verdade sobre tudo ser inevitável, talvez a aproximação da Sakura-chan com o Ishihara-kun traga alguma coisa boa até mesmo para você, Li-kun..."

Novamente ela estava certa. Ponto para a Tomoyo! Se a Card Captor não tivesse feito aquele bendito trabalho de História em conjunto com Ishihara no ano anterior, talvez ele não se aproximasse tanto dela a ponto de se tornar uma verdadeira ameaça para Shaoran. Sem esse fato, provavelmente o rapaz chinês demoraria ainda mais para tomar uma atitude e correria o risco real de perder Sakura para outra pessoa.

Em meio a todos esses pensamentos, Shaoran tentou levar o dia normalmente, mas foi em vão. O tempo simplesmente não passava e ele sentia um misto de medo e euforia só com a idéia de encontrar a namorada naquela tarde, diante da família dela e dos amigos. Queria vê-la desesperadamente e ao mesmo tempo não tinha idéia de como deveria agir. Sabia que seus sentimentos por Sakura estavam transbordando como as águas de uma enchente, mas que teria que represá-las neste primeiro momento, e fazer isso ao ver e estar com a Card Captor durante a festa seria o maior desafio de sua jovem vida.

Enquanto isso, na casa da família Kinomoto, as coisas não correram de modo muito diferente do apartamento do descendente de Clow, pois ele não era o único que passava por uma crise de ansiedade. As últimas horas na vida de Sakura também não foram nada tranqüilas. Mesmo dormindo pouco ela acordou cedo e tão cheia de energia que até seu pai e seu irmão se espantaram. Touya logo a olhou desconfiado. Ela precisava se conter! Por alguns momentos desejou morar sozinha como Shaoran, só para não ter que sufocar o que estava sentindo. E foi tentando esconder sua alegria acima do normal e disfarçando a ansiedade e o medo que cada vez mais tomavam conta dela que Sakura ajudou o pai e o irmão com os últimos preparativos da festa e foi se arrumar.

O primeiro convidado a chegar foi, obviamente, sua amiga Tomoyo. A garota de cabelos e olhos cor de ametista estava tão empolgada com o aniversário da prima que a festa mais parecia ser dela própria. Sua mãe Sonomi a acompanhava, mas inevitavelmente soltou farpas pelos olhos quando a boa educação a obrigou cumprimentar Fujitaka, que como sempre ostentava o seu inabalável sorriso e comportamento gentil. Passados os primeiros minutos, até que a Sra. Daidouji se comportou bem e junto com o professor e seu filho Touya manteve uma conversa civilizada no decorrer da noite e teve que render elogios aos talentos culinários do Sr. Kinomoto, pois tudo que foi servido na festa estava, no mínimo, delicioso.

Os demais convidados foram chegando. Yukito foi o seguinte, Yamazaki e Chiharu vieram logo em seguida e depois de um tempo chegaram Rika e Naoko. Eriol e a profª Mizuki marcaram presença por telefone, o que alegrou muito a aniversariante, mas não a distraiu o suficiente para esquecer que ainda faltava alguém muito, muito importante.

_ Felicidades novamente, Sakura! – a professora disse antes de desligar - Eriol e eu nos despedimos agora. Você precisa ir receber seu último convidado e aproveitar a festa.

_ Hoe? – exclamou uma assustada Sakura, principalmente porque ouviu a campainha tocar logo em seguida.

A menina despediu-se apressadamente, desligou o telefone e se dirigiu para a porta de entrada, onde seu pai já recebia a pessoa mais esperada daquela noite. Shaoran e Fujitaka trocavam cumprimentos quando a Card Captor o viu. Imediatamente ela sentiu o ar lhe faltar e a cor lhe subir as faces, mas Sakura não sabia dizer se era porque Shaoran estava especialmente bonito naquela noite ou se era porque agora o via com outros olhos e com outro sentimento. Por outro lado, enquanto o mago chinês cumprimentava o dono da casa, ele ouviu passos atrás do Sr. Kinomoto e viu em seguida a dona da festa parando atrás do pai, reagindo de modo bem semelhante a ela. Os dois adolescentes fitaram-se em igual silêncio, apreensivos e um tanto corados, e Fujitaka sorriu diante disso antes de dar passagem ao convidado, que se esforçou muito para cumprimentar Sakura como de costume enquanto ela tentava fazer o mesmo. Por sorte outros convidados se aproximaram da porta e começaram a conversar com Shaoran e Sakura, tornando o começo daquela noite um pouco mais fácil de se levar, mesmo com Touya implicando com o garoto chinês assim que ele chegou ao deixar claro que ele preferia que o descendente de Clow não tivesse comparecido.

Sakura e Shaoran evitaram conversar entre si durante a festa, mas era doloroso estarem tão perto um do outro e mesmo assim manter a distância e as aparências como se nada de diferente tivesse acontecido entre eles no dia anterior. Enquanto o rapaz se preocupava em manter as conversas concentradas em Yamazaki, Yukito, na Sra. Daidouji e nas histórias sempre interessantes do Sr. Kinomoto, a Card Captor várias vezes dividia assuntos apenas entre as amigas. Mesmo assim a atenção deles estava completamente voltada de um para o outro, e se não demonstravam isso abertamente era por pura necessidade de manterem-se discretos o máximo que seus corações disparados permitiam. Ainda assim havia uma sutil troca de olhares entre eles e bastava um contato físico inesperado, por menor que fosse, para ambos ficarem sem graça.

Touya não demorou a perceber que havia algo diferente no ar e ficava cada vez mais irritado com isso, lançando olhares furiosos para o amigo da irmã sempre que tinha chance. Seu pai, ao contrário, divertia-se em silêncio observando o jovem casal e não se surpreendeu quando Shaoran foi discreto e pediu para conversar a sós com o arqueólogo. O Sr. Kinomoto assentiu prontamente e conduziu o mago chinês até sua biblioteca. O rapaz, por sua vez, não queria que os demais sentissem a falta deles e por isso tratou de ser breve.

_ Sr. Kinomoto... Ontem eu pedi a Sakura em namoro.

Sentando em sua cadeira atrás da mesa, Fujitaka arqueou as sobrancelhas.

_ Verdade? – ele perguntou, parecendo ligeiramente divertido com o fato – E o que foi que ela lhe respondeu, Shaoran?

A tranqüilidade dele deixou Shaoran inseguro, mas ele continuou.

_ Bem, ela... Ela aceitou, e por isso mesmo eu gostaria muito de ter a sua aprovação.

O Sr. Kinomoto sorriu.

_ Sabia que isso aconteceria um dia. Você e a Sakura são muito sinceros em seus sentimentos. Não foi difícil perceber que você gosta da minha filha, Shaoran.

_ Perdão, Sr. Kinomoto, mas eu não gosto da sua filha... – o rapaz falou em um tom muito sério - Eu AMO a Sakura! De verdade!

O professor olhou para o jovem chinês com uma expressão muito surpresa. Shaoran percebeu que foi mais enfático do que o necessário, ficou envergonhado por sua ousadia e baixou o olhar para o chão sob seus pés.

_ Desculpe-me, senhor! Sei que devo parecer um adolescente imaturo falando assim de um assunto tão sério, mas...

_ De maneira alguma! – o Sr. Kinomoto o interrompeu, sorrindo novamente – Acho que Sakura não te contou ainda, mas a minha esposa só tinha 1 ano a mais que vocês dois quando se casou comigo.

Dessa vez foi Shaoran quem ficou surpreso.

_ Sakura me contou uma vez que a mãe tinha morrido quando ela ainda era pequena, mas isso era tudo o que eu sabia até agora.

_ Então vou deixar que ela mesma lhe fale mais quando julgar ser o momento apropriado. – continuou calmamente o professor - Por enquanto isso é o mais importante que você deve saber. Se existe alguém contrário ao namoro de vocês, certamente eu não sou essa pessoa. Os dois têm a minha total aprovação. Enquanto fizer minha filha feliz você será sempre bem-vindo a esta casa e a esta família, Shaoran. Pena não poder dizer o mesmo em nome do Touya...

_ Eu sei. Seu filho vai me odiar ainda mais quando souber disso...

Fujitaka se levantou e pôs uma mão sobre o ombro do rapaz.

_ Por favor, não julgue mal o Touya. Ele não gosta de admitir, mas depois que a mãe morreu, Sakura se tornou o bem mais precioso dele. É natural que não queria perdê-la ou dividi-la com você. Peço-lhe, por enquanto, que mantenha o namoro de vocês em segredo e deixe o meu filho comigo. Falarei com Touya depois da festa.

Shaoran concordou e agradeceu imensamente pelo apoio. Os dois voltaram para junto dos demais e a noite avançou animada até que a festa foi chegando ao fim. Naoko, Rika, Chiharu, Yamazaki e mesmo Yukito foram se despedindo pouco a pouco, até restarem apenas Tomoyo, a Sra. Daidouji e Shaoran na casa dos Kinomotos.

_ Ela está atrasada! - Sonomi comentou impaciente a respeito de sua motorista, olhando o caro relógio de pulso que já marcava quase 22hs.

_ Por que não esperamos lá fora, então? – sugeriu Fujitaka – A noite parece estar bastante agradável.

A idéia foi bem recebida e todos foram para o pequeno jardim da frente, onde mal tiveram tempo para aproveitar a noite fresca e estrelada, pois o carro que veio buscar Tomoyo e sua mãe apareceu quase no mesmo instante.

_ Não deseja uma carona, Li-kun? – a adolescente de olhos violetas perguntou ao amigo chinês, com uma expressão travessa em seu rosto angelical.

_ Tomoyo tem razão, Li. Já está tarde. Podemos levá-lo até sua casa. – a Sra. Daidouji reforçou o convite da filha.

Um lampejo de tristeza passou pelo rosto de Sakura ao ouvir o convite e Shaoran ficou indeciso. Com certo constrangimento ele recusou a oferta educadamente, fazendo Sonomi, Tomoyo e Fujitaka sorrirem compreensivos. Touya, por sua vez, bufou impaciente, com vontade de atirá-lo sem a mínima cerimônia, não no banco do carro elegante da empresária, mas no porta-malas do mesmo.

_ Sakura-chan, Li-kun... Até amanhã, na escola! - Tomoyo acenou da janela e ela e sua mãe se despediram.

O casal acenou de volta para a amiga. Tão logo o carro sumiu de vista na rua deserta, Fujitaka tomou a palavra com seu tom afável de sempre.

_ Sonomi falou corretamente, Shaoran. Está tarde, especialmente para quem precisa estar na escola pela manhã. Se não se importa, Touya e eu vamos entrar para colocar a casa em ordem. Você e a Sakura, por favor, não se demorem com as despedidas.

_ O QUÊ? Pai, eu não saio daqui enquanto esse moleque não for embora! – enfureceu-se o jovem Kinomoto.

_ Ainda temos muito que fazer lá dentro, filho... – o arqueólogo disse, sem se alterar – E também acordamos cedo amanhã. Boa noite, Shaoran!

Arrastado contra a vontade casa adentro, Touya ainda lançou um último olhar mortal na direção do descendente de Clow que, assim como a Card Captor, piscou surpreso ao ver o universitário sumir por trás da porta que acabava de ser fechada pelo dono daquele simpático sobrado amarelo.

Estavam sozinhos, finalmente, mas a situação não foi exatamente como eles imaginaram. O nervosismo e a timidez tomaram conta de Shaoran e Sakura com uma força inesperada. Foi o rapaz quem quebrou o desconfortável silêncio.

_ Sakura, eu... Eu conversei com seu pai sobre nós...

_ Hoe? Com o papai? – a sucessora de Clow exclamou, muito surpresa, sem saber se a notícia era boa ou ruim – E o que ele disse?

O mago chinês lhe deu o seu melhor sorriso.

_ Ele aceitou! E vai falar com seu irmão a nosso favor.

_ Verdade? – Sakura perguntou com empolgação, antes de ficar com uma expressão séria no rosto – Mas será que vai dar certo? Ah, Shaoran-kun! Acho que o Touya nunca vai aceitar isso!

Shaoran se aproximou mais da namorada, segurou o rosto dela com uma das mãos e a olhou nos olhos.

_ Não tenho medo dele, Sakura. Principalmente agora... – murmurou o jovem Li antes de beijar a menina com delicadeza.

O primeiro beijo de suas vidas seria para sempre inesquecível, mas este beijo foi inegavelmente melhor. Sem as dúvidas, os medos e a insegurança que sentiam na véspera, e satisfazendo a ansiedade que tomou conta de ambos ao longo de todo aquele domingo, o braço livre de Shaoran envolveu a cintura de Sakura naturalmente, trazendo a japonesa de olhos verdes para junto de si enquanto os braços dela encontravam apoio e conforto sobre seu peito, e o beijo foi mais longo e tranquilo que o do dia anterior.

Quando o inexperiente casal de namorados enfim se separou, o descendente de Clow deu um suspiro triste.

_ É uma pena que seu pai esteja certo. Já é tarde e amanhã nós temos aula. Além disso, o seu irmão pode aparecer a qualquer momento também. Não é prudente provocá-lo antes do seu pai contar a verdade. É melhor para nós dois, especialmente para você.

_ Sei disso, mas não queria que você fosse embora! – a Card Captor protestou, melancólica com a inevitável despedida.

_ Também não queria ir, Sakura, mas não temos mais tempo...

_ Tempo! É isso! – exclamou a garota, fazendo o namorado a olhar sem entender o motivo da súbita animação dela.

Sakura riu da confusão de Shaoran, mas seus gestos seguintes explicaram tudo. Segurando a corrente em seu pescoço, ela convocou o Báculo da Estrela e pegou uma das Cartas Sakura.

_ Chave que guarda o poder da minha estrela! Mostre os seus verdadeiros poderes sobre nós e os ofereça à valente Sakura, que aceitou esta missão... TEMPO!

A magia da Carta Tempo se espalhou rapidamente em volta deles e o mago chinês, de braços cruzados, olhou para sua antiga rival fingindo-se de bravo.

_ Sakura! Kerberus nunca te ensinou que você não deve usar as cartas em proveito próprio?

_ Eu sei, mas... Usar uma única vez será que deixaria o Mago Clow bravo? – Sakura questionou, um tanto encabulada.

Shaoran ponderou um pouco.

_ Acho que não... – ele respondeu sorrindo, enquanto erguia novamente o rosto da menina em sua direção.

O rapaz já estava prestes a beijar novamente a namorada quando...

_ SAKURA! – Kero gritou de repente, aparecendo voando junto deles – O que aconteceu? Você usou uma Carta Sakura e...

Os dois observavam o pequeno guardião, ambos paralisados e lívidos de susto. Só então Kero se deu conta do que realmente acontecia ali.

_ Por acaso eu atrapalhei alguma coisa? – ele perguntou, irônico.

_ Infelizmente sim! – Shaoran respondeu entredentes, com visível mau humor, enquanto Sakura se escondia em seus braços, vermelha de vergonha.

O som de asas batendo chamou a atenção dos três e Yue apareceu ao lado de Kerberus. Parecia bastante preocupado.

_ Sakura! O que houve? Senti que usou uma Carta Sakura e vim o mais rápido que pude.

_ Sabe o que é, Yue?A Sakura usou a Carta Tempo para poder namorar o moleque! – Kero respondeu em tom ácido de deboche.

Yue olhou curioso para o casal de adolescentes, como se esperasse uma confirmação do fato. Shaoran, por sua vez, olhou para o Guardião do Sol com raiva evidente.

_ Você sabe mesmo como ser inconveniente, bicho de pelúcia!

_ Não tenho culpa se você me dá motivos, moleque!

Antes que uma briga entre os dois começasse, Sakura se afastou do rapaz chinês e se aproximou de Kerberus e Yue.

_ Kero-chan está certo. Eu usei a carta em proveito próprio. Sinto muito! – a Card Captor se curvou humildemente, triste por preocupar sem motivo os seus guardiões – Não farei isso de novo.

_ Não precisa se desculpar, Sakura. - tranqüilizou o Guardião da Lua – As cartas são suas e está no seu direito de usá-las quando quiser. Apenas ficamos preocupados porque não é do seu feitio fazer isso.

_ O próprio Clow não criou todas as cartas com motivos muito nobres. – Kero explicou, com a consciência pesada por deixar Sakura com sentimento de culpa – Ele também as usou muitas vezes em proveito próprio.

_ Mesmo assim eu concordo com a Sakura. – Shaoran se manifestou – Não faremos isso de novo.

A menina o olhou, concordando em silêncio, e defez a magia da carta.

_ Acho que agora é melhor mesmo eu ir embora, Sakura. Nos vemos na escola.

_ Até amanhã, Shaoran-kun!

Os dois se olharam indecisos por um breve momento, até que o rapaz se virou para os dois seres mágicos ali presentes, parecendo um tanto constrangido.

_ Podem nos dar licença por um instante?

Yue e Kerberus entenderam o recado e viraram-se de costas para o casal de adolescentes. Sakura e Shaoran trocaram um breve beijo de despedida e Yue acompanhou o descendente de Clow em seu retorno. Sakura, por outro lado, entrou em casa com Kero em seus braços, deu boa noite ao pai e ao irmão e subiu feliz para o seu quarto.

Fujitaka acompanhou a filha com o olhar, enquanto ao seu lado Touya quase quebrava o prato que estava lavando de tanta raiva. Ao ver aquilo, o arqueólogo suspirou resignado. Não seria uma conversa agradável, mas adiá-la só pioraria as coisas. Olhando de relance para a escada pela qual Sakura havia acabado de passar, ele deu um sorriso indulgente e soltou um comentário aparentemente ingênuo.

_ Não sei se é porque sou o pai de vocês, mas apesar de serem muito diferentes, sempre consigo ver o quanto você e sua irmã são parecidos.

_ O que o senhor quer dizer com isso? – Touya perguntou intrigado, enquanto colocava mais um prato no escorredor.

_ Quando vocês estão realmente felizes, os dois são muito transparentes para mim. A Sakura, por exemplo... Hoje ela me lembrou muito quando você era pouco mais que um garoto e chegou em casa todo encantado pela sua nova professora de matemática.

O rosto moreno de Touya corou ligeiramente quando a imagem de uma jovem Kaho Mizuki surgiu em sua mente. O professor Kinomoto aparentemente não viu a reação do filho, por isso continuou falando enquanto guardava uma vasilha com comida na geladeira.

_ Eu me lembro até hoje desse dia. Você chegou da escola, comentou sobre ela como se fosse a coisa mais natural do mundo, mas no fundo eu sabia... Eu sabia que algo em você estava diferente. Você sempre foi um tanto reservado, mas nesta ocasião você estava contente como eu nunca o tinha visto antes, depois da morte de sua mãe. Então, quando acabaram as aulas que a profª. Mizuki dava para a sua classe e você juntou coragem para se declarar a ela, eu apenas desejei que isso lhe fizesse feliz. E você foi, enquanto durou.

Embora um tanto constrangido com as lembranças repentinas de sua adolescência, nesse momentoTouya percebeu enfim o que seu pai estava tentando lhe dizer. Por isso ele pousou a última peça de louça limpa no escorredor, se enconstou de costas para a pia e olhou para o arqueólogo, apertando com os dedos a toalha que havia usado para enxugar as mãos.

_ Eu já entendi, pai. Essa conversa é sobre a monstrenga e o moleque, não é?

De costas para o rapaz, Fujitaka respirou profundamente enquanto guardava as últimas coisas nos respectivos armários. Sentia ao mesmo tempo alívio e cansaço, mas encarou o filho com um olhar sereno.

_ Shaoran veio falar comigo hoje, durante a festa.

_ E o que ELE queria? – Touya bufou ao cruzar os braços com irritação, mas sem desviar o olhar do pai.

_ Ele pediu meu consentimento para ser o namorado da Sakura e eu permiti. – o professor disse com simplicidade.

_ ELE... O QUÊ? Como aquele MOLEQUE teve a audácia de pedir uma coisa dessas? E o senhor ainda aceitou!

_ Shaoran parece ser um excelente rapaz, Touya, e sua irmã gosta dele. Não vejo porque proibir os dois.

_ Eu sou contra, pai! A Sakura só tem 15 anos! – o rapaz chegou ao auge de sua raiva, atirando a toalha amassada em suas mãos com força sobre a bancada da cozinha.

A expressão de Fujitaka ficou visivelmente triste ao ouvir isto.

_ Você parece o seu bisavô falando assim, Touya. Afinal, eu me casei com sua mãe quando ela tinha apenas 16 anos, e mesmo assim fomos muito felizes. Você e sua irmã são as maiores provas disso! Além do mais, você tinha essa mesma idade quando começou a namorar a prof. Mizuki e eu nunca fui contra esse relacionamento. Por que agora deveria agir diferente com a Sakura?

Touya percebeu que o que tinha dito havia magoado profundamente seu pai e procurou se acalmar. Não havia nem mesmo como contra-argumentar com o arqueólogo, pois ele tinha razão em todos os pontos. No entanto, ver diante de si a certeza de que Sakura deixava de ser a sua irmãzinha, um pedaço da mãe que ele tanto amava andando pela casa, algo quase que exclusivamente seu, lhe doía mais do que o rapaz podia admitir. Ele nunca quis pensar no momento em que ele e o pai não seriam mais os únicos homens importantes na vida dela, mas assim que colocou os olhos sobre o pequeno Shaoran que tentava tirar à força as Cartas Clow de sua irmã anos antes, Touya soube que aquele menino marrento era o inimigo que ele não poderia vencer. Era uma questão de tempo para que o moleque levasse Sakura embora para longe de sua proteção de irmão mais velho, por isso nunca foi com a cara do mago chinês. Só não pensou que um dia esse seu enorme ciúme fraterno pudesse machucar os sentimentos de seu pai. Agora que isso aconteceu, Touya sentia–se imensamente arrependido e não sabia se sentia mais raiva de Shoran por causa disso ou de si mesmo.

Ainda com o semblante triste, Fujitaka deu as costas para o filho e se dirigiu para fora da cozinha. O cansaço da festa somado a discussãoentre eles pareciam ter envelhecido o professor ligeiramente.

_ Eu vou me retirar agora, Touya. Quando você estiver mais calmo, voltaremos a discutir esse assunto. Tudo o que peço, nesse meio tempo, é que você não brigue com a Sakura...

Alheia totalmente ao que se passava no andar de baixo, Sakura não se continha de tanta felicidade em seu quarto. Esse tinha sido o seu melhor aniversário de sua vida, e tudo porque Shaoran havia lhe dado o melhor dos presentes. Ela tomou banho e trocou de roupa cantarolando baixinho pelo quarto, depois cobriu Kero, que dormia com a barriga estufada depois de comer os últimos doces que a Card Captor e Tomoyo davam um jeito de levar para ele de tempos em tempos. Quando a menina finalmente se deitou, ouviu seu telefone tocar.

_ Alô? Residência dos Kinomotos.

_ Espero não ter te acordado...

_ Shaoran-kun!

_ Eu só... Eu só liguei para te desejar boa noite!

Sakura ficou encantada com aquele gesto de carinho e seu rosto feliz corou levemente.

_ Obrigada, Shaoran... Boa noite para você também!

Ele ficou surpreso com o modo dela falar.

_ É a primeira vez que você me chama só por Shaoran...

_ Ah, me desculpe! - respondeu Sakura, sem graça.

Do outro lado da linha, Shaoran sorriu diante da reação da namorada.

_ Tudo bem. Acho que agora não precisamos mais desse tipo de formalidade, não é?

_ Acho que não... – respondeu incerta Sakura.

Os dois ficaram em silêncio por um momento, até Shaoran retomar a palavra.

_ Oyasumi, Sakura. Até amanhã... Minha namorada... – respondeu o rapaz, com voz carinhosa, o que fez a Card Captor suspirar do outro lado da linha.

_ Até amanhã, Shaoran... – respondeu ela, no mesmo tom.

Desligado o telefone, Sakura pegou o ursinho preto que estava na cabeceira de sua cama. Abraçou "Shaoran" com muito carinho e adormeceu com ele nos braços e um sorriso no rosto.

No seu apartamento, Shaoran ainda ficou algum tempo olhando a lua pela janela do quarto. Nunca em sua vida havia se sentido tão bem consigo mesmo. Lembrou de quando era criança, chegando ao Japão para capturar as Cartas Clow. Seu jeito arrogante e orgulhoso, a implicância e rivalidade com Sakura, tudo isso sendo quebrado aos poucos pelo sorriso, inocência e o coração bondoso dela.

Riu em silêncio, meio envergonhado, ao se lembrar das disputas e ciúmes pela atenção de Yukito, tudo porque ele era, na verdade, Yue, e tanto Shaoran quanto Sakura sofriam fortemente a influência do poder da Lua que ele emanava, mesmo em sua identidade falsa. Apesar de já saber que as pessoas que possuem magia são atraídas (ou repelidas) naturalmente por outras com o mesmo dom, na sua inexperiência de criança tinha se deixado levar totalmente. Por isso demorou tanto para entender seus verdadeiros sentimentos e descobrir que a pessoa de quem realmente gostava era Sakura. Ainda agradecia a Yue por tê-lo ajudado nisso. Apesar de nunca ter se dado bem com Kerkeros, se entendia muito bem com o sisudo juiz, que lhe dava conselhos sempre que ele precisava, mesmo sem que Shaoran pedisse.

O jovem chinês deu um bocejo. Se não fosse dormir, acabaria perdendo a hora e chegaria atrasado na escola, igual a sua namorada.

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* Notas da autora:

1- A Carta Tempo: só relembrando, embora a fic seja baseada na história do mangá, às vezes tomo a liberdade de incluir na história algumas cartas que só aparecem no anime. A Carta Tempo é uma delas, Ok?

* Reviews:

- stranger12: Eu sou suspeita para elogiar o Shaoran, eu sempre acho ele fofo! Quanto ao Eriol, estou enrolando um pouco para colocá-lo na história de novo, porque preciso preparar o terreno para que ele apareça no momento certo, Ok? E, puxa, se você não fala, eu nem teria me tocado que a fic fez aniversário! Tks!

- Angel Cullen McFellou: Ok, menina! Kero e Touya descobriram a novidade, mas o confronto entre Shaoran e seu candidato a cunhado vai ficar para a próxima. Os dois ainda vão conversar entre eles, provavelmente no próximo capítulo, porque achei melhor o Fujitaka colocar panos quentes primeiro. Quanto a Tomoyo, ela ganhou uma importância bem maior no capítulo passado do que pensei a princípio, mas eu gostei da mudança, embora estivesse incerta se deixava assim ou como era antes.

- Vanessa S.: Como acontece muitas vezes, a gente valoriza o que tem depois que perde. O Shaoran chegou perto disso. O Ishihara foi criado justamente para ser o "empurrãozinho" que o nosso querido chinês precisava para agir. Já sobre o Kero e o Touya, todo mundo ficou esperando pela reação deles e isso realmente me preocupou. Como eu mencionei lá em cima, eu tinha pensando no Touya, mas não no Kero. Tentei atender aos pedidos e espero que tenha ficado do agrado de vocês.

- Anne Asakura: Primeiramente, você pode mandar review a qualquer hora que será bem-vinda! Não se apresse e nem se condene, Ok? Fico contente que tenha gostado do capítulo 12 e mais uma vez agradeço por me ajudar a decidir a forma final dele com suas opiniões sempre bem colocadas. E o Shao deve voltar a estudar com as amigas no futuro, também não imagino ele sempre longe delas, mas achei que uma separação seria importante neste ponto para testar e reforçar os laços entre o trio principal. Agora, quanto ao kendou... Eu estava na dúvida se o Shaoran iria fazer kendou ou esgrima. Vou colocar isso em votação mais adiante... Nem eu sei o que escolher!

- Shimiko Tsumi Chi Yoru: Olá, moça! Não sei o que aconteceu para não responder seu comentário do capítulo 12 antes. De qualquer modo, agradeço os elogios e espero que tenha gostado do novo capítulo. Eu posso demorar para atualizar, mas não abandono minhas fics!

- Kaiton: É engraçado ver como o Ishihara desagradou aos leitores. Não achei que teria essa reação tão forte. De qualquer modo, ele fez o seu papel na história. Talvez apareça de novo só +1x, nada mais. Quanto ao Kero e ao Touya, vamos ver o que você achou agora... Aliás, todos vocês!

- Gheisinha Kinomoto: Obrigada pela review! Sobre o Ishihara, como disse ao Kaiton, o "ruivo" já fez a sua parte. É hora da Shaoran e da Sakura aproveitarem o namoro como qualquer casal normal, né? Pelo menos por enquanto!

- Aniqua-chan: Independente de deixar ou não review, o importante é gostar da história. Sei que muita gente apenas lê a fic, eu mesma faço isso em algumas ocasiões. Não é porque não deixou review que não gostei. Às vezes a gente simplesmente não está inspirada para deixar um recado, ou tantos outros motivos! Normal, não esquenta. Mas é bom saber que você está curtindo! Espero continuar agradando.

- Naty Li: Olá, Naty! Me sinto honrada com sua presença aqui, pois gosto muito da sua fic Um anjo em minha vida." A Yume é uma das coisas mais fofas que já vi em fics de CCS! Mas, falando da review, fico feliz que esteja gostando da história! Quanto ao mangá, exatamente por ter fãs que só conhecem o anime, sempre que tiver diferenças significativas entre as duas versões eu vou mencionar no final, mesmo correndo o risco de virar uma enciclopédia chata e ambulante!