Santa Claus is coming to town
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Por: Faniicat
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"I see your face in my mind as I drive away
'cause none of us thought it was gonna end that way
People are people and sometimes we change our minds,
But it's killing me see you go after all this time
Music starts playing like the end of a sad movie
It's the kind of end you don't really wanna see
'cause it's tragedy and it'll only bring you down
Now I don't know what to be without you around
And we know it's never simple, never easy
Never a cleanbreak, no one here to save me
You're the only thing I know like the back of my hand
And I can't breathe without you,
But I have to.
Breathe without you,
But I have to."
/Taylor Swift
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"Eu prometo que vai ser assim para sempre." Inuyasha murmurou ao pé do meu ouvido, me abraçando mais contra seu corpo. Eu sorri e virei de frente para ele.
"Para sempre com as minhas roupas espalhadas pela casa, compras frenéticas e brigas sem mais nem menos?" Perguntei e ele riu. Fechei os olhos, aproveitando o som que eu mais gostava no mundo.
Inuyasha apoiou a cabeça em uma das mãos e com a outra tirou o cabelo espalhado pelo meu rosto, colocando atrás da orelha, em segundos eu podia sentir os lábios dele sobre os meus novamente.
Incrível como ele era meu namorado desde a adolescência e meu coração nunca deixou de acelerar quando ele me beija. Abri os olhos e um sorriso, me perguntando em silêncio se a vida podia ficar melhor.
Não, não podia.
Seus braços enlaçaram a minha cintura e ele se acomodou para dormir, corri meus dedos pelos fios negros, orgulhosa de mim mesma por estar ali com ele, afinal, sendo nós dois quem somos, superando nosso dia a dia, por mais difícil que às vezes se tornasse.
"Você significa tudo para mim." Sussurrei ao pé do seu ouvido e Inuyasha abriu um sorriso sonolento, me abraçando mais forte.
Agora e sempre.
oOo
Acordei com um sobressalto e o coração batendo rápido no peito.
Por alguns segundos eu fiquei encarando o escuro do quarto, a parede levemente azulada pela luz fria do nascer do sol que se infiltrava pelas cortinas, tentando reorganizar os meus pensamentos.
Nunca foi fácil para mim esquecer Inuyasha de vez, qualquer idiota – até mesmo ele – pode ver isso, mas fazia algum tempo que eu não sonhava com momentos como aquele e acordava com um formigamento no corpo inteiro, como se ele tivesse acabado de me tocar de verdade. Eu não me lembrava que doía tanto.
Suspirei esfregando os olhos e tirando a franja do rosto, sentindo como se eu estivesse voltando no tempo, regredindo cada hora mais. Daqui a pouco eu vou estar de novo com meu antigo uniforme de líder de torcida gritando com Inuyasha pelos corredores.
Se bem que a única diferença seria o uniforme.
(Será que ele ainda caberia em mim? Hum...)
Ok, Kagome, sem surtar a essa hora da manhã.
Levantei da cama e fui até o banheiro da suíte, quase caindo de cara no chão ao tropeçar no tapetinho – nisso que dá não acender a luz -, quase gritando que fiquei cega – nisso que dá acender aquela luz forte sem me preparar -, quase esquecendo que tinha ido ali escovar os dentes.
Olha, o dia hoje promete.
Concluí minha higiene bucal, tomei um banho e saí de lá me sentindo um pouco melhor, talvez eu seja um pouquinho dramática. Procurei uma roupa confortável no armário onde as minhas coisas estavam meio (meio?) desorganizadas, mas acabei achando alguma coisa e decidi ir até a cozinha tomar um pouco de leite.
Coloquei meu Cartier no pulso e descobri que não eram nem seis da manhã ainda. Uau, nossa, porque isso nunca acontecia quando eu estava na escola e tinha que acordar nesse horário?
Droga de vida injusta.
Cheguei à cozinha e meu coração quase saltou pra fora, reconhecendo imediatamente aquelas costas perfeitamente trabalhadas – eu podia me lembrar com toda clareza de cada fricção, elevação e textura daquelas costas -, minha coluna se arqueou e eu senti aquele rebuliço frio e incomodo no meu estômago. Como eu ainda me sinto assim só de olhar para ele é um mistério para o qual eu duvido que um dia ache a resposta, mas talvez tenha alguma ligação com o meu sonho.
Inuyasha se virou e seus olhos prenderam os meus, um sorriso, não aquele sorriso arteiro e sardônico, mas um sorriso de verdade, desabrochou no rosto dele. Direcionado para mim e só para mim, junto com a visão daquele abdômen, eu estremeci.
"Bom dia."
Aí, isso é flashback demais num horário impróprio! Ninguém devia poder relembrar tanto de coisas dolorosas do passado antes do meio dia! Quando eu vi já estava sorrindo de volta e desejando-o bom dia por puro reflexo.
"Não conseguiu dormir?" Inuyasha perguntou, ainda sorrindo, agora indo em direção a geladeira pegar a caixa de leite (oi?!), eu continuei parada como uma estátua velha e estava quase esperando o momento em que um pombo sentaria no meu ombro. Ele serviu o leite em uma xícara e parou a minha frente, estendendo-a. "Deixa eu adivinhar..." Seu tom se tornou mais grave e o volume abaixou, seu sorriso rapidamente se convertendo no supracitado sorriso de diabrete arteiro. "Não conseguia dormir pensando em mim?"
Uh, ele é bom nisso.
"Claro que não, não estava tendo pesadelos." Respondi no automático, hesitando um pouco em aceitar a xícara, sentindo os dedos dele passarem pelos meus com um toque familiar.
"Eu nunca disse que você estaria." Inuyasha piscou para mim e voltou para a bancada onde estava a priori, pegando mais uma vez seu café. Recostou o quadril sobre o mármore e tomou um gole me encarando. "Foi por isso que eu não consegui dormir."
"Mas Inuyasha, pensar em si mesmo é tudo que você faz da vida!" Respondi fingindo surpresa e ele revirou os olhos. Sorri por finalmente achar uma resposta razoável – ainda que infantil – para ele e me sentei na mesa (não à mesa, mas na mesa) cruzando as pernas e bebendo o meu leite.
Pelos próximos minutos, nós apenas bebemos nossas respectivas bebidas sem nos perdermos dos olhos um do outro, em uma intimidade estranha. Quando terminou, Inuyasha largou a xícara na pia e veio até mim com passos largos, apoiando uma mão de cada lado do meu corpo, me deixando encurralada (afinal, tudo que eu posso fazer é deitar na mesa, mas isso além de não ajudar em muito minha situação, não me parece muito certo. Consideravelmente tentador, mas definitivamente não certo).
"Kagome, Kagome... Quando você vai desistir e entender que eu conheço você?" É, talvez eu devesse, porque no final das contas os palpites dele estão sempre certos. Mas é claro que eu nunca vou admitir isso.
"No mesmo dia que você entender que não tem todas as respostas do mundo." De repente o sorriso de Inuyasha estava perto demais, sua boca quase tocando a pele do meu rosto, o hálito fresco e sua respiração se chocando com a minha bochecha me impediram de respirar por alguns instantes. Lutei contra a urgência de fechar os olhos. Não desista sem lutar.
"Pergunte-me o que você quiser e vai descobrir que eu tenho sim."
"Qual... Qual o número completo de PI?" Perguntei a primeira coisa que me veio à mente.
"3,1415(...)¹, trinta e uma casas decimais e geralmente aproximado para 3,14 ou 3." Droga, não tinha como saber se ele estava certo, mas sentia que sim. E a dúvida foi rapidamente varrida quando ele suspirou, parecendo entediado.
"Quais são os melhores sapatos do mundo?"
"Segundo você, os do Manolo Blahnik." Cara, ele realmente ouvia enquanto eu tagarelava sobre moda?
"Verdadeira razão para a Santa Inquisição?"
"Jogos políticos, ajudar a disseminação do catolicismo da bíblia de Constantino minando a crença pagã da religião da Deusa demonizando a mulher." Meu Deus, como diabos Inuyasha sabe disso? Hum, está ficando mais difícil pensar a cada milímetro que ele se aproxima.
"O que acontece no final de Friends?"
"Você me fez assistir com você, querida, quer mesmo perder de lavada?"
Por um segundo meus olhos brilharam com a esperança dele estar me enrolando por não saber a verdade, Inuyasha claramente pode ver isso e começou a rir.
"Chandler e Mônica adotam não uma criança mas duas, já que são gêmeos, Ross e Phoebe perseguem a Rachel pelo aeroporto errado e no final das contas ela acaba saltando antes do vôo começar, desistindo de Paris para voltar com Ross." Aaaaah, isso não é justo! "Admita."
"Qual é o sentido da vida?" Inuyasha parou de rir, ok, peguei pesado com essa. Mas há, é uma pergunta sem resposta! Não vou ter que admitir nada. Ele se aproximou de mim, posicionando uma de suas mãos em minhas costas, me impedindo de me afastar – como se eu estivesse tentando muito, né – enquanto ele grudava o rosto com o meu, falando ao pé no meu ouvido, perto o suficiente para que eu sentisse seus lábios se movendo.
"Para mim, sempre foi você."
Arregalei os olhos, sem saber se aquilo era uma piada de extremo mau gosto ou, pior ainda, verdade. Meu cérebro parou de funcionar, entre meus neurônios restava apenas um alerta vermelho de 'PERIGO' ecoando por todas as minhas sinapses.
Pelo amor de Deus, eu estou hiperventilando, parece que o oxigênio não vem em quantidade suficiente. Eu quis me soltar e sair correndo dali, mas sabia que não tinha chance de ganhar dele, tremendo como eu estava, por sorte, não precisei. Inuyasha afastou o rosto do meu enfim e seu sorriso sarcástico permanecia intacto, como se nada anormal houvesse ocorrido. Como se eu não estivesse me sentindo como se um carro houvesse acabado de me jogar pro alto e tremendo mais que o chão durante um terremoto.
Não disse nada, apenas percorreu meu rosto com as mãos antes de se afastar e me deixar ali, em estado catatônico. Por mais de quarenta minutos, até Sango resolver acordar e aparecer na cozinha.
"Kagome? Hey, você está bem?"
Ergui os olhos para ela, nem eu mesma sabendo a resposta. Eu não sabia nada aparte de todos os pontos onde Inuyasha encostou ainda estarem formigando. Acho que Sango tomou minha resposta como um não e me enlaçou em um abraço forte, no qual eu me agarrei porque nada mais parecia sólido no meu mundo.
"Vai ficar tudo bem, meu amor. Vocês vão ficar bem." Sango disse, soando reconfortante, mas sem conseguir acalmar o que eu estava sentindo. Sango se afastou de mim o suficiente para segurar meus ombros e me fazer encará-la. "Não vai adiantar fugir e você sabe disso, me promete que não vai fazer nenhuma besteira?"
Como esse povo sempre sabe o que eu estou pensando em fazer?
E eu que achava que não era previsível.
"Prometo."
"Vai dar tudo certo." A morena sorriu e me abraçou de novo. Eu espero que sim, eu sinceramente espero que sim.
Meu único problema é que eu não tenho uma definição exata para 'certo'.
oOo
'Eu prometo que vai ser assim para sempre.'
A voz de Inuyasha soou em minha cabeça, eu a cobri com o travesseiro, tentando com todas as forças mandá-la embora.
'Você significa tudo para mim.'
Por favor, por favor, me deixe em paz!
'Pra mim, sempre foi você.'
É isso, me internem numa clínica porque eu estou enlouquecendo.
oOo
"I wanna be daylight in your eyes, I wanna be sunlight, only warmer..."
Eu cantarolei baixinho, todos nós estávamos sentados na sala, assistindo televisão e a canção antiga, que eu ouvi bastante durante a minha adolescência, pensando no ser ignóbil que sempre atormentou a minha vida, estava na minha cabeça.
Mal eu pronunciei as palavras e pude ouvir a risada de Inuyasha ecoar e eu sabia que era da minha música.
"Não reclama."
"Não vou, querida." Revirei os olhos rindo um pouquinho também. "Faz muito tempo que eu não ouço essa música."
"Imagino." Os olhos dele brilharam um pouco, e eu desviei meu olhar dele, voltando para o seriado passando na televisão. Nós alugamos a última temporada de Two and a half man e algumas de House e Supernatural para assistir (Depois de uma longa discussão onde eles queriam ver Smallville e nós queríamos Friends, e assim por diante.) já que foram as únicas que tanto os meninos quanto eu e a Sango queríamos ver.
No entanto, antes que eu pudesse ser absorvida de novo para dentro da ficção, algo em meu bolso começou a vibrar e tocar e todo mundo se virou para mim com uma expressão confusa. Ai Deus, isso sempre acontece... É que toques mp3 normais não são o suficiente para que eu ouça o telefone tocando, então o meu toque é uma sirene absurdamente alta. Ah, que que foi, pelo menos eu atendo!
"Alô?"
"Kagome, é você?" A voz do outro lado da linha perguntou e eu me sentei imediatamente, reconhecendo-a.
"Meu Deus, há quanto tempo." Afastei o bucal do celular do meu rosto por um segundo. "Tem como pausar o DVD só um segundo?" Sango fez o que eu pedi e eu sorri em agradecimento. "Eu nem acredito que você ainda tem meu número!"
"Claro que eu não ia perder seu número assim tão fácil. Então, como você está?" Eu sentia o olhar das pessoas em cima de mim e aquilo estava começando a me incomodar um pouco.
"Eu estou ótima e você, Houjo?"
Várias reações simultâneas se desencadearam a menção do nome do meu antigo amigo com quem eu estava conversando, o queixo de Sango caiu, em choque – faz sentido, já que não ouvimos falar dele há tipo uns três anos, Inuyasha arregalou os olhos em uma expressão hilária que fez Miroku começar a rir aquela risada meio canina que mais parece latidos que ele tem, então Inuyasha se recompôs e ergueu uma das sobrancelhas inquisitoriamente.
Sinto que é melhor eu sair da sala agora, o meu telefone é bem alto e dá para escutar tudo que a pessoa do outro lado da linha diz com facilidade.
"Eu estou muito bem também, as coisas estão se desenrolando bem para mim na Suécia. Tenho um bom emprego, uma... Garota. E você, ainda com o Taisho?"
Ouch, o momento da pergunta complicada. Quando Houjo esteve nos Estados Unidos pela última vez, eu tinha acabado de ser pedida em casamento por Inuyasha. Levantei do sofá e fui para o corredor, em busca de alguma privacidade.
"Hum, na verdade não. As coisas não saíram bem como imaginamos."
"Ah, eu sinto muito por vocês, Kagome, de verdade."
"Não, tudo bem, já tem um tempo." Falei, forçando minha voz a adquirir um tom animado. Até porque eu sabia muito bem que ele não sentia muito, Houjo fora meu namorado há muitos anos e, mesmo tendo permanecido um grande amigo, nunca superou totalmente o rancor de eu tê-lo trocado por Inuyasha.
"Que bom então. Na verdade, eu te liguei para dizer que eu estou aqui em NY por três dias, vim celebrar o feriado com os meus pais. Queria saber se você não gostaria de ir tomar um café ou algo assim. Mas pensando melhor, acho que um jantar seria mais apropriado para colocarmos a conversa em dia." Ele hesitou. "O que você acha?"
Ele está realmente...
"Tem uma garota, ahã, sei. É aquela... Como é o nome dela?" Inuyasha – que está atrás de mim desde só Deus sabe quando – falou e eu quase pulei ao ouvir sua voz. "Ah sim, Megan Fox, não é?"
Eu quis rir e por muito pouco não me controlei.
"Haaam, Houjo eu não sei, eu estou aqui na casa da Sango para comemorar o Natal e nós temos estado... Meio ocupados."
"Ah Sango, quanto tempo! Não falo com ela há mais tempo do que não vejo você." Ai Deus, ele quer um convite. Ele quer um convite! Mas o Inuyasha está aqui, o Inuyasha não gosta do Houjo e é recíproco, o Inuyasha é mais do que impertinente e – HEY, o Inuyasha está pegando o meu celular! "Kagome?"
"Houjo, quanto tempo sem ouvir falar de você! Quase comecei a achar que tivesse desistido da Kagome." Inuyasha saudou-o com uma voz simpática que até parecia verdadeira, olhei aquela cena sem acreditar que isso estava mesmo acontecendo nesse dia e escondi o rosto entre as mãos.
"I-Inuyasha?" A voz de Houjo se transformou completamente, perdendo quase toda firmeza, abri uma fenda entre dois dedos, vendo Inuyasha abrir um sorrisinho levemente ameaçador. Oi, ele não estar aqui para ver sua cara, maníaca, querido.
"Oh, você ainda se lembra de mim, que simpático da sua parte." Inuyasha começou lentamente a andar de um lado para o outro com o celular no ouvido. "Então, sabe o que acontece? A Kagome sente muito, mas não vai poder sair com você. Ela está em uma depressão terrível desde o fim do nosso noivado e apenas os entes mais queridos podem estar com ela neste momento, mas tudo vai dar certo, acho que ela não vai mais precisar voltar para a clínica psiquiátrica onde esteve no outono."
Ai meu Deus! Ai meu Deus! AI MEU DEUS!
Eu. Não. Acredito.
"INUYASHA, O QUE DIABOS VOCÊ PENSA –"
"Vê? Ela mal consegue se manter controlada, tem dificuldade em controlar o volume da voz, tem tremores às vezes..." Inuyasha falou se aproximando de mim, me encurralando pela segunda vez no mesmo dia, só que desta vez contra a parede. Senti meus sentidos serem inebriados pelo seu perfume e não tive outra escolha senão relaxar meus ombros. "Seus olhos ficam desfocados e em um instante ela mal percebe a presença de qualquer outra pessoa, tem até dificuldade para respirar." O pior é que com a proximidade eu realmente estava achando difícil lembrar como inspirar e expirar da forma correta.
"Mas ela parecia tão bem falando comigo..."
"Pois é, não é Houjo? Incrível como nunca se sabe o que a pessoa do outro lado da linha está passando enquanto falamos com ela." Inuyasha correu os lábios pelo meu pescoço e um suspiro escapou ao meu controle. "De qualquer forma, obrigada por telefonar, é muito importante ela se sentir... Querida. Até mais."
Quando eu vi, ele já tinha desligado o telefone.
"Você é tão má, querida. Iria realmente fazer o pobre Houjo sair com você para depois te perder para mim... De novo?"
"E se... E se eu quisesse sair com ele, já considerou essa hipótese?" Eu perguntei assim que reuni o fôlego necessário, já que Inuyasha continuava atacando delicadamente o meu pescoço com mordidas suaves. Droga de ponto fraco.
"Então porque você estaria agarrada a minha camisa dessa forma, quase me pedindo para não me afastar?" Ele desenterrou o rosto do meu pescoço para me olhar nos olhos.
"Talvez porque você seja um tremendo sedutor barato." Repliquei, me sentindo trêmula, os dedos de Inuyasha passaram para os botões da minha blusa, abrindo-os devagar, deixando suas mãos irem roçando pelo meu colo com os movimentos. Deus, está tudo queimando, está tudo queimando!
"Só por isso?"
"Você ser bonito também ajuda um pouco." Minha voz estava rouca e obviamente distorcida, mas eu sorri assim mesmo. Então, ENTÃO, o infeliz me largou, dando dois passos para trás.
Aí eu reparei no olhar ferido estampado em seu rosto.
Algo que eu não via há muito tempo e pensei que não fosse mais capaz de provocar, me senti nua, mesmo estando só com a blusa desabotoada até a cintura e o silêncio que nos abateu pareceu mais sufocante do que o calor absurdo que me corroia antes. Parecia gélido.
E eu que sempre desejei tanto nunca mais ter que ver os olhos de Inuyasha desse jeito. Antes que eu pudesse me controlar, cortei os dois passos de distância que ele havia imposto e me pendurei em seu pescoço, finalmente colando nossos lábios e sentindo aquela descarga elétrica percorrer meu corpo todo. De repente todas as partes de nossos corpos estavam se atritando e eu estava consciente de cada uma delas, como se estivessem acordando depois de um longo período. Uma das enormes mãos de Inuyasha agarrou minha cintura e a outra puxou meu pescoço, quase me esmagando contra si, aprofundando o beijo num frenesi inacreditável.
O gosto dele me atingiu em cheio.
Inuyasha sabia cada movimento, cada local, cada pequeno detalhe... Sempre soube. Sempre soube como me deixar louca em todos os sentidos possíveis para essa frase, e agora, perdida entre seus lábios, seus braços e seus cabelos, eu me perguntei por que algum dia eu saí daqui.
Nos separamos, ofegantes e vermelhos, eu podia sentir meus lábios inchados pelo beijo.
"Diga."
Uma única palavra me trouxe de volta à realidade, ao aqui e agora, o lugar no tempo onde eu sou uma mulher e não mais uma menina irresponsável que tinha a vida toda pela frente, alguém que já havia estado ali antes e sabia o quanto podia doer.
"Não vai dizer, não é?" Inuyasha riu sem humor.
Eu me sentia incapaz de qualquer coisa, eu sentia meu coração se partir em fragmentos ainda menores do que estavam antes, eu sentia que ele se sentia da mesma maneira.
"Tem razão, vai ver é porque eu sou bonito."
Então Inuyasha me deu as costas e saiu andando em direção ao hall de entrada e tudo que eu consegui fazer foi deslizar pela parede até sentar no chão, finalmente liberando a frustração e a mágoa presos entro de mim em lágrimas que eu queria poder mandar voltarem.
Mal reparei quando Sango saiu da sala e me viu naquele estado e me levou para a cama, deitando-se nela comigo e fazendo carinho nos meus cabelos enquanto eu chorava como a adolescente que eu deixei de ser até apagar.
oOo
¹: O site come o número, então eu tive que apagar.
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N/A: Pingüins, meus adorados pingüins! Como vocês estão?
Esta autora que vos fala está ótima – o que uma viagem não faz com uma pessoa, não é?
Fico feliz que estejam gostando da história, eu estou adorando escrevê-la, verdade seja dita, estou tão empolgada. O triste é que ela é curtinha, deve acabar em dois ou três capítulos...
De qualquer forma, meus planos estão se formando e tomando o rumo certo, na minha humilde – não tão humilde assim, mas whatever, opinião. Só pra constar e isso eu acho legal as meninas terem uma noção, eu imagino esse Inuyasha com a cara e a atitude meio badboy do Ian Somerhalder, porque aquele homem é uma perdição e eu acho que é a imagem perfeita para retratar o meu personagem. *wink*
Só para avisar, agora é a hora da mudança, espero que continuem se divertindo, acompanhando e, é claro, deixando reviews. Elas são maravilhosas e eu as adoro, de verdade.
Ou seja, obrigada especialmente à:
Kagome (sami), DaySerafini, Bunnie Boo (hahaha, fico feliz que ache meu Inuyasha irresistível, eu tenho uma queda por esse jeito dele também :x), Aline L. (Não vão ser muitos capítulos não, como eu já disse termina em breve, e vem uma oneshot por aí... Leia o aviso no final), Nika Valliere, Ay-chan g, Kagome Juh.
Aproveitem bem as férias que a tortura já vai recomeçar, esse vai ser o meu terceiro ano de ensino médio e as minhas atualizações vão cair MESMO de freqüência, então acostumem-se a esta idéia, ok? Mas prometo fazer o possível. E sinceramente espero terminar esta fic até lá!
E UM AVISO:
Estarei postando muito em breve uma oneshot chamada 'Três badaladas até o fim' que, para quem se interessar, é uma espécie de flashback com os últimos momentos do Inuyasha e da Kagome antes de eles terminarem oficialmente o noivado.
Obrigada por tudo, beijos, beijos,
Fanii.
