Aqui está o capítulo 2. E agradeço pelas reviews!! :D Dá mais animo para continuar. Hauhauhauhau. Ah, decidi chamar o Tiago pela versão em inglês, James. É mais bonito u.ú Assim como Remus e Peter. xD Mas para a mãe do Harry vou deixar Lilian.

Disclaimer: Harry potter não me pertence, mas a Agatha e a Eliza sim.


Capítulo 2. Estranho brilho.

Era uma aula de poções normais e, para a "novidade" de todos, o professor Slughorn havia mandado eles fazerem mais uma daquelas poções complicadas que pelo menos metade da classe não teria êxito em fazer. Agatha era uma delas... Ela picou as raízes de mandrágora, adicionou um pouco de vários outros elementos e... voilá! A poção borbulhou, mudou da cor vermelha para verde, que era a cor esperada, mas muito antes da bruxa dar um pequeno sorriso, a poção se enegreceu rapidamente e cabum! Deu um forte estouro que cobriu a cara da ruiva de fuligem. Novamente ela seria olhada torto pelo professor que gostava tanto daqueles alunos inteligentes que serviam para serem colocados em suas estantes.

A aula terminou e, como o esperado, Lilían e Snape eram duas das raras exceções que conseguiram preparar a poção. Como Agatha queria ser como eles... Bem, provavelmente não era a única, muitos dos alunos pareciam olhá-los com uma certa e inveja e a pobre Eliza... Ahn, Agatha não sabia dizer muito bem se ela estava bem, olhava para a própria poção, que tinha cheiro de rato morto, com uma expressão de tanta frustração que lhe causava até pena.

- Ahn... Espero que os resultados de hoje se tornem um pouco diferentes na próxima semana. Lembrem-se, na quarta-feira que vem teremos uma prova. Se preparem bem e... Boa sorte! - explicou o professor.

- P-p-p-p-prova???? - exclamou Agatha, arregalando os olhos.

- Sim, devia começar a prestar mais atenção no seu calendário, Srta. Greenfield – respondeu Slughorn, que por uma infelicidade do destino havia ouvido o que ela havia dito.

Agatha ficou vermelha e se calou na hora, principalmente ao perceber que vários sonserinos estavam apontando-na e dando risadinhas. Era tãããão difícil não saber controlar a própria língua em situações como aquela...!

Mas dessa vez, Agatha não poderia deixar que suas notas passassem como uma das piores da classe, ela tinha que melhorar! Armaria um plano de ação! Ela olhou aos arredores da sala, a procura de alguma insipração, e foi aí que teve uma idéia. Seus olhos se depositaram sobre a grifinória mais inteligente que ela conhecia. Se ela conseguisse o seu auxílio...!

- Por favor, Lilian! Me ajude a estudar para essa prova! - exclamou ela, quase se ajoelhando na frente da amiga – Eu tenho tantos problemas com poções quanto formigas tem na terra dos gigantes! Por favor, Lilian!

Lilian fez uma careta. Aquilo não era um bom sinal... Definitivamente não era. No entanto logo o seu olhar mudou para uma expressão de pena, e talvez aquilo fosse um bom sinal, mas o que ela disse em seguida cortou todas as suas esperanças:

- Me desculpe, Agatha, é que... Eu já marquei de estudar com o James e... Bem, você sabe... Ele passa tanto tempo pensando nas próprias brincadeiras que... Tem sérios problemas para estudar. Sinto que vou custar a semana inteira tentando ajudá-lo.

Agatha abaixou cabeça, incrivelmente frustrada. Sozinha ela sabia que teria um sério problema e a única pessoa que conhecia que a ajudaria além de Lilian era Eliza e a pobre amiga era tão anta quanto ela naquela matéria! E... Se Lilian ajudaria aquele Tiago...

- Você disse... James? - perguntou Agatha, finalmente notando que havia deixado aquele detalhe passar despercebido.

- A-Ahn... Sim – assentiu Lilian, corando levemente – Porque?

- Você está saindo com... Ele? - era realmente notável o desgosto na voz de Agatha.

- Bem... Sim – afirmou Lilian, mais uma vez.

- Meu deus! - exclamou Agatha, parecendo inconformada – Desde quando?

- Faz... Uns dois dias. Pelo visto as fofocas ainda não chegaram até você – riu a amiga.

Agatha ainda estava surpresa e inconformada. Como podia Lilian Evans, a tão exemplar aluna, estar saindo com James Potter, o tão irresponsável (cretino)? Aquele que estava sempre fazendo brincadeiras com todos, aquele que... Que... Junto com Sirius Black... Havia... Havia... Pregado aquela peça tão... Tão... Repugnante nela. Se bem que não era apenas culpas deles, era? Uma certa pessoa mais conhecida como Eliza havia deixado escapar algum dia sobre o medo de ratos da "tão querida" melhor amiga. Em suma, Eliza sabia que alguém iria lhe pregar uma peça e como amava vê-la apavorada, aproveitou-se disso. Por que? Simplesmente porque depois poderia sair feliz gritando que Agatha era uma grifinória medrosa. Aquilo era um paradoxo para quem ouvia, mas ninguém se lixava com aquilo, apenas riam. Ninguém conhecia sua verdadeira e tão forte coragem. Não sabiam nada sobre ela, assim como ela não queria que soubessem.

- Porque essa cara? - perguntou Lilian, percebendo uma certa aura negra começar a se formar sobre a cabeça de Agatha.

- Bem, se não se lembra do ocorrido, não sou eu que a lembrarei disso – disse Agatha, respirando fundo para ver se acalmava-se um pouco.

- Ah... Sim... - disse Lilian, mais para si mesma do que para Agatha.

- Então, te vejo mais tarde, Lilian, tenho alguns livros que tenho que devolver na biblioteca – despediu-se Agatha, pegando os seus livros, que havia colocado sobre a mesa de Lilian.

- Espere! Eu iria lhe oferecer... Se quiser posso arrumar alguém para lhe dar aulas, se isso não for incomodá-la.

Sim! Aquela era uma luz que estava caindo do céu! Oh tão grande luz! Não desvie o seu caminho! Apesar de que... Se Lilian saia com caras como James, ela tinha medo do tipo de pessoa que a amiga poderia arrumar para ajudá-la. Bem, teria que esperar para ver, mesmo que tivesse com um pouco de medo, agradeceu:

- Obrigada, se conseguir alguém, posso lhe afirmar que jamais vou negar uma ajuda.

- Ok, vou ver o que posso fazer. Até mais! - despediu-se Lilian, saindo na frente.

- Ei, Eliza, se continuar sentada aí com essa cara o professor não poderá sair da sala – comentou Agatha – Te vejo no salão principal.

E saiu também, deixando apenas a frustrada amiga como a última aluna na classe. É lógico que ela seria chutada para fora pelo professor... Não seria algo agradável.

Já estava começando a entardecer quando as aulas se encerraram e agora os alunos teriam os seus tempos livres de descanso e para estudar para as provas que estavam se aproximando. Como havia combinado que iria ajudá-la, Lilian saiu pela porta do salão principal e correu pelos jardins de Hogwarts, procurando por uma árvore em frente ao lago onde sabia que James sempre se reunia com seus amigos. Tinha uma pessoa em mente que seria perfeita para o trabalho.

- Boa tarde! - saudou ela, cumprimentando Sirius, Peter e James, que estavam sentados embaixo da árvore que esperava.

- Lilian, que surpresa maravilhosa! - disse James, com um sorriso de orelha a orelha – Sente-se aqui! - continuou, indicando um lugar ao seu lado.

Lilian andou até o lugar onde Tiago havia indicado e se sentou ao seu lado, sendo logo acolhida por um braço ao redor de seus ombros.

- Oras, o que faz aqui a essa hora? - perguntou Sirius, parecendo ser o único que achava aquilo um fato incomum. A essa hora Lilian deveria estar indo para o salão comunal estudar ou algo um pouco mais produtivo – Será que o Tiago está te tirando para fora do eixo?

- Não – riu Lilian – Queria conversar com vocês.

- Isso não soa legal – comentou Sirius, lançando um olhar fuzilante para Peter, quem era sempre culpado por serem pegos em suas brincadeiras.

- Não tem nada a ver com suas brincadeiras de mau gosto – logo Sirius pareceu aliviado – É algo sobre uma amiga... Tenho que arrumar alguém para ajudá-la com poções. Ela pediu a mim, mas como eu já ia ajudar James, disse que tentaria arrumar outra pessoa.

- Que amiga? - perguntou James.

- Agatha, ela é da grifinória. Está em nossa classe, aliás.

- Ah, sim. Nós a conhecemos, é uma das únicas com quem Sirius nunca saiu – comentou James, rindo.

- Posso ajudá-la! - se prontificou Sirius rapidamente, levantando a mão e sacudindo-a no ar com empolgação.

- Oras, mas pensei que essa não lhe interessasse! Não foi você quem outro dia concordou com a brincadeira dos ratos para assustá-la? E depois disse que um gatinho assustado como ela não deveria estar na grifinória e sim na Lufa-Lufa? - indagou James, parecendo indignado. Podia ter brincado com o fato de Sirius nunca ter saído com ela, mas querer algo depois daquilo também era demais.

- Mas não posso dizer que ela não é bonitinha – respondeu Sirius, passando a mão no queixo – Apesar de não ter um corpo muito atraente... Talvez se ganhasse um pouco mais de peso-.

- Sirius! - apreendeu Lilian, horrorizada. Sirius olhou para ela envergonhado, depois se calou. Parecia que ele havia se esquecido que Lilian estava entre eles, ainda não estava muito acostumado com a presença dela – Em todo caso – continuou ela, querendo retornar ao assunto – eu havia pensado no Remus, o que acham?

- Hm... Uma garota para ele? Seria bom, mas acho que ele não irá aceitar, você sabe... - disse Sirius seriamente, o que na certa incoformava mais ainda a pobre Lilian, que havia ficado tão sem palavras que nem havia pensado no que dizer para cortar aquele "belo" comentário.

- Então acham que o Remus aceitará ensinar uma menina, sem segundas intenções? - perguntou Lilian, enfatizando as três palavras e olhando para Sirius, para que ele lembrasse de privar qualquer comentário inoportuno para ele mesmo.

- Ensinar quem sem o que? - eles ouviram alguém perguntar e quando viraram-se, viram Lupin olhando para eles por detrás da árvore.

- Ah, Remus! - exclamou Lilian, alegre – Está se sentindo bem?

- A Lilian arrumou uma garota para você – exclamou Sirius, mais alegre do que ela.

Lupin olhou para Lilian, depois para Sirius, apreensivo, e disse:

- Estou certo de que não é do feitio dela fazer algo assim, apenas você e James fazem coisas desse tipo.

Todos começaram a rir, exceto Sirius, que produziu um som semelhante ao de um cachorro enraivecido.

- Então, quer que eu faça o que? - perguntou Lupin, voltando a sua atenção a Lilian.

- Ajude uma garota a estudar poções, ela é realmente ruim nessa matéria, hoje a poção que estava fazendo explodiu na cara dela. Então ela veio desesperada me pedir ajuda, mas eu disse que não podia porque iria ajudar James, então lhe ofereci se não queria que eu arrumasse alguém para ensiná-la. Pode ajudá-la? - perguntou ela, esperançosa.

- Claro, mas... Quem é essa garota, por acaso? - perguntou ele, interessado. James pode perceber uma pequena expectativa na voz dele.

- Agatha Greenfield. Ela está na nossa sala, estou certo de que deva conhecê-la. Apesar de que ela é um pouco quieta e não costuma falar muito com outros alunos...

- Ah, conheço, é claro! - sorriu ele – Vou me sentir honrado em poder ajudá-la.

- E quem sabe talvez-.

- Não, Sirius! - exclamaram todos, em uníssono.

Aquilo lhe rendeu boas risadas, até mesmo em Sirius. Passados alguns minutos todos ficaram quietos, apesar de algumas discussõesinhas entre Sirius e Peter. James olhou para Remus, que ainda estava em pé, agora com a cabeça encostada na árvore. Ele não sabia bem ao certo dizer se era reflexo do por-do-sol, mas os olhos do amigo pareciam ter um estranho brilho que ele nunca vira antes, acompanhados de um sorriso que pareciam encher de alegria aquele rosto sofrido cheio de cicatrizes.


Fim do capítulo 2.

N/A: Só quero esclarecer uma coisa, a Agatha não odeia o James ou algo assim, só tem uma implicancia por causa de uma brincadeira. Não vão ficar com raiva dela por causa disso, ela vai ser amiga dele e do Sirius, certo? ^^"""

Sirius: Oras, como alguém como ele pode ter a moral de rir de mim? (aponta para Peter).

Peter: O que eu fiz para me dizer isso? (fingindo de vítima)

Sirius: Por sua culpa que sempre somos mandados para detenções!

Peter: Mas eu-.

Sirius: E além do mais, você é um rato! Ratos não tem moral para discutir com cachorros, eu sou muito superior a você.

Peter: Pelo menos eu não sou um veado...

(Todos os olhares se voltam para James)

Remus: Ele tem razão, posso ser um lobisomem, mas pelo menos não me transformo em um veado.

James:(excluído e isolado em um canto, chorando) Eu sempre quis ser um leão... Um leão... Leão... Leão... Leão...


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