Eu agradeço muito as reviews que tem me mandado! *.* Elas estão me dando animo extra para continuar a escrever os capítulos! Espero que eu continue respondendo as expectativas de vocês.

Disclaimer: Harry Potter não me pertence, mas a Eliza má e a Agatha estranha sim.


Capítulo 3. Chocolate

Havia um barulho bem de longe... Um barulho um tanto irritante. Agatha não sabia porque ele não queria parar. Ela soltou um resmungo, então tentou perceber que barulho era aquele. Parecia um apito. Parecia...

- A aula! - gritou ela, dando um salto em sua cama, olhando assustada para a origem do som, seu relógio (N/A: Não lembro/sei como bruxos acordam para a aula, me perdoem) – Essa não!

Agatha olhou para os lados, não havia mais ninguém em seu dormitório, nem mesmo podia ver qualquer sinal de Eliza. A raiva começou a borbulhar dentro dela pela amiga não ter nem se preocupado em acordá-la, bem, podia ter acordado um pouco cedo demais e... É, não era certo se irritar com ela. Foi aí que viu aquele bilhete parado em cima de suas coisas:

"Espero que chegue a tempo para o café da manhã, não me preocuparei em guardar um pouco para você.

Com amor, Eliza".

Sim, havia sido de propósito.

Agatha olhou com mau-humor para o bilhete e o amassou entre seus dedos enquanto trocava de roupa o mais rápido que podia. Ela estava morrendo de fome, se não se apressasse, teria que passar a manhã inteira sem comida!

Quando terminou de se aprontar, correu escadaria abaixo, encontrando o salão comunal também completamente vazio. Até mesmo quando passou pelo buraco no retrato, a mulher gorda lhe disse algo como: "Oh, meu Deus! eu achava que todos os alunos já tivessem saído!". Estava certo que Eliza não era a sua mãe para ter que acordá-la, mas pelo menos dar um cutucão nela quando tivesse descendo ela podia, não podia? Não custava nada! Ou pelo menos não deixar um bilhete tão enfurecedor! Talvez fosse ela que fosse muito nervosa, mas ela jogaria aquele bilhete na cara da amiga quando a encontrasse.

Ela correu pelos corredores vendo que alguns alunos já estavam andando em direção as salas de aula. Todos que a notavam davam sempre leves risadas ao ver que estava correndo para o salão principal. Foi então que ela bateu com tudo em alguma coisa ao virar o último dos corredores e pareceu arremessar quem quer que fosse para o chão também do mesmo modo que ela.

Uma ótima queda, sua bunda estava doendo bastante, mas nada era igual ao medo que estava de com quem havia trombado, quer dizer, poderia ser um professor! Quando ergueu os olhos, viu que aquilo não parecia nem um pouco legal do mesmo modo... Remus Lupin estava a sua frente e ele... Ele era um monitor... Não que fosse mal, eles conversavam um pouco nas férias que passavam em Hogwarts e ela nunca havia o visto sendo mal, mas... Figuras de certa autoridade lhe impunham medo. E se ele quisesse impor sua autoridade a ela?

- Ah! Me desculpe, eu... Estava andando um pouco rápido – se precipitou ele, um pouco envergonhado ao ver a cara de aterrorizada dela.

Ela nem sequer ouviu as palavras dele, já abaixou a cabeça e começou a repetir várias vezes a mesma frase: "Me desculpe, eu não deveria estar correndo pelos corredores". Lupin achou engraçado, não imaginava que pudesse impor medo em alguma pessoa, quando... Bem, antes de saberem da condição dele ninguém jamais havia se assustado com ele. Se perguntou o que poderia acontecer se ela trombasse com um professor. A imagem dela desesperada lhe trouxe uma imensa vontade de rir, que ele não conseguiu segurar muito bem, soltando leves risadas, o que pareceu a acordar de volta para a realidade. Ela o olhou com um par de olhos curiosos e perguntou:

- Do que está rindo?

Isso só o fez rir mais. Ele estava quase gargalhando. Duas alternativas: 1ª: Ele era idiota. OU 2ª e nem um pouco agradável: Ele achava que ela era idiota.

A ruiva observou-o por algum tempo enquanto ele ria, então ouviu por detrás daqueles risos sua barriga roncar e lembrou-se do porque estava correndo tão rápido: o café-da-manhã já deveria estar acabando. Ela se levantou rápido e tentou correr para o salão, mas antes disso ele a interrompeu, finalmente parando de rir:

- O café-da-manhã já... Acabou.

Agatha abaixou a cabeça, atordoada, ele poderia jurar que ela iria chorar, por isso se levantou para consolá-la, mas no mais inesperado instante, ela deu um murro na parede e murmurou, rispidamente:

- Eliza, você pagará muito caro pelo que fez!

Remus se assustou. Poderia jurar que havia visto algumas faíscas saltarem dos olhos dela.

- Ahn... Greenfield, eu... - disse ele, vasculhando os bolsos.

- Agatha, por favor – sorriu ela, mudando rapidamente de personalidade – Não precisa voltar a me chamar de Greenfield sempre que ficamos um tempo sem nos falar.

- Então... Agatha... - continuou ele, ainda meio incerto sobre como ela poderia reagir a qualquer coisa – Se quiser eu tenho um pouco de chocolate.

Ele encontrou em seu bolso a barrinha que estava procurando e a estendeu a ela. Agatha olhou para a barrinha, depois para ele, depois mais uma vez para a barrinha, com uma intensidade e concentração que ele não se admiraria se a barrinha tivesse se partido ao meio.

- P-posso mesmo? - perguntou ela, quase babando.

- Vá em frente – riu ele, e a barrinha foi arrancada de sua mão. Quando se deu conta, não havia mais barrinha, apenas uma Agatha com as bochechas em "formato de retângulo". Com isso ele voltou a rir.

- Melhor irmos andando ou acabaremos para fora da sala assim como você ficou para fora do café – disse, entre as risadas.

Ela soltou algum som indecifrável devido ao chocolate que enchia a sua boca, então viu que ele continuava a olhar para ela, logo ela apenas assentiu e tomou o caminho para a sala, sendo seguida por ele.

Quando se aproximaram do segundo corredor viram que este já estava bem mais cheio do que o anterior e também muito mais barulhento, ao contário do silêncio que havia entre os dois por causa da dificuldade que a ruiva encontrou para mastigar e engolir o chocolate que havia enfiado interamente na boca.

- Haa! Como eu amo chocolate! Muito obrigada, eu estava morrendo de fome! - disse ela, finalmente.

- Dava para perceber – respondeu ele.

- Ei! - exclamou ela, envergonhada.

- Faz muito tempo que não nos falamos tanto assim, não? - perguntou ele, nostalgicamente.

- É mesmo, desde o trem do primeiro ano. Sentamos eu, você e aquela corvinal, a Justine, não? Faz 5 anos... E como nos feriados você está sempre com Sirius, não costumamos nos falar tanto também.

- Sim... E eu nunca mais falei com Justine.

- Se nem entre nós temos nos falado tanto, quem diria com ela – disse Agatha, meio distante – Bem, mas fiquei realmente aliviada! Achava que você tinha se tornado um monitor que repreende qualquer um que fizer alguma bagunça.

- Se fosse assim, eu não andaria com quem ando.

-Ah, James e... Sirius – disse ela, parecendo meio assustada – Ratos... Ratos por toda parte...

Demorou um tempo para que ele entendesse o que ela havia dito e quando entendeu, já haviam chegado a sala. Ela correu e se sentou com Eliza, dando um soco bem no meio do nariz dela quando se sentou, enquanto Lupin foi até as fileiras mais atrás, onde se sentou ao lado de Peter, que estava atrás de James e Sirius.

- Hm... Sozinho com a garota! - riu Sirius.

- Você só pensa nisso? - perguntou Lupin, rispidamente.

Sirius pareceu dar um tipo de rosnado e não voltou a responder. Tiago por sua vez virou e perguntou:

- Contou a ela que vai ajudá-la?

- Esqueci! - disse ele, surpreso – Tenho que avisá-la no almoço, faltam 6 dias apenas!

"Como se fosse pouco tempo" pensou Sirius, ironicamente.

-------------------------------------------------xx---------------------------------------------------

A aula terminou e estavam todos reunidos já no salão principal quando Agatha viu alguém cutucar suas costas. Ela se virou e viu ele, novamente.

- Teve algo que eu esqueci de te falar hoje cedo...

- Hm? - exclamou Agatha, curiosa.

- A Lilian conversou comigo e me pediu se eu não podia te ajudar com poções.

- Ah, claro! Quando começamos? - perguntou Agatha, alegre.

- Que tal todos os dias depois das aulas no salão comunal? No sábado e domingo temos mais tempo livre, então podemos marcar outro horário.

- Está bem. Vejo você depois então – disse ela, alegremente.

- E hoje não vou poder ajudar porque tenho que fazer alguns trabalhos de monitor, me perdoe por não poder ajudar, já estava combinado.

- Está tudo bem, eu é que deveria estar agradecendo por estar perdendo o seu tem comigo – riu ela, meigamente – Então, até mais!

- Até! - acenou ele, voltando para o lugar da mesa onde estavam James, Sirius, Peter e Lilian.

- Hmm.... Estou vendo – brincou Eliza.

- Não comece! - cortou a outra, rispidamente.

- Não sei não – continou Eliza, ignorando a ameaça.

Agatha olhou com Eliza com raiva e desejou que Lupin tivesse lhe dito isso não na frente da amiga, mas não era culpa dele afinal. Se havia alguém com quem se irritar, aquele não era ele.

- Ele não faz meu tipo – declarou a ruiva olhando de longe para ele e seus amigos.

Eliza ficou quieta, sabia que continuar com a provocação era no mínimo arriscado. Já havia deixado aquele bilhete mais cedo para fazer a amiga tentar tomar alguma consciência de que devia aprender a ouvir o despertador, mas aquilo só lhe rendera um soco. Conhecia muito bem os limites de tolerância de Agatha antes de um feitiço estuporante que a levaria para a ala hospitalar.

"Definitivamente... Não faz meu tipo" pensou Agatha, enquando o via sorrir para seus amigos. Seu olhar se concentrou tanto naquele sorriso, que ela até mesmo esqueceu de perceber o quão quente as sus bochechas estavam ficando conforme tomavam uma colocação avermelhada.


Fim do capítulo 3.

Agatha: Uma barata! (olhando para o chão) Tenho medo de baratas também...

Eliza: Hm... (olhando maldosamente para um canto).

(Agatha se retira)

Eliza: Rapazes, próxima brincadeira já está formada! Vamos fazer uma multiplicação de baratas!

Peter: Colocaremos uma barata dentro do livro dela?

Sirius: Ah não, só isso não. Que tal se fizermos chover baratas sobre a cama dela enquanto ela dorme?

James: E se fizermos uma avalanche de baratas? Assustaremos não ela, mas todas as outras meninas!

Eliza: Não! Deveriamos fazer a comida dela se transformar em baratas enquanto ela come! Estou certa de que isso vai assustá-la muito mais, além de deixar com nojo todos da mesa.

Sirius: Ótimo, voto na idéia da comida!

James: Hahaha, essa vai ser demais! (bate a mão com Sirius e Eliza)

Remus: E depois Agatha acha que nós marotos é que não prestamos... (olhar distante)

Dressa: Multiplicação de baratas? Eles são como Cristo e sua multiplicação de pães e peixes...? Salvem os deuses do novo mundo. :x O mundo de piadas que Fred e Jorge sempre sonharam.


Se gostarem, deixem uma review.

Se odiarem, deixem uma review.

Se não souberem o que acharam, deixem uma review.

Se não for nenhuma das opções acima, deixem uma review. o.o