Haaa, já estou escrevendo o capítulo 10 e aqui ainda no 5... Er... Tenho medo de ter uma crise de falta de criatividade e ficar uma semana sem escrever, pelo menos estou postando com frequência assim... :/ O que posso dizer, o capítulo 8 é o mais lindo. ^^

Disclaimer: Harry Potter não me pertence, apenas a Eliza, a Agatha e a Justine são propriedades minhas. :x


Capítulo 5. Um dia quase perfeito.

O dia amanheceu claro sem nenhuma nuvem no céu. Era o tempo perfeito para praticar atividades ao ar livre como jogar quadribol, a não ser se você tivesse que estudar... Pelo menos poderia sentar a fresca sombra de uma árvore e sentir a leve brisa bater sobre seu corpo. Não seria um dia tão ruim assim.

Agatha arrumou o seu material, colocou sua varinha no bolso do casaco e desceu para o salão principal. Esperava encontrar Remus na mesa do café-da-manhã.

Os corredores não estavam movimentados, era muito diferente dos dias de aula. Era por isso e muitos outros motivos que ela adorava finais de semana, aliás, quem não gostava? Sem aulas, sem compromissos, sem muitas pessoas por aqui e alí. Melhor do que isso só eram os feriados e as férias de verão (que por acaso já estavam chegando), quando todos os alunos voltavam para casa e ela tinha o castelo praticamente só para ela. Lupin também sempre ficava lá e Sirius também. Não costumava falar tanto com eles, só de vez em quando, ela tinha o costume de andar com a Corvinal chamada Justine durante as férias.

Quando chegou ao salão principal viu que bem na metade da longa mesa, estava sentado Remus, quase escondido por trás de uma pilha de livros que estava empilhada ao seu lado.

"Pelo visto teremos muito trabalho para fazer hoje..." pensou ela, horrorizada.

- Bom dia – disse ela, parando ao lado dele – Posso se sentar ao seu lado?

- Claro, não estou guardando lugar para ninguém – respondeu ele.

Ela se sentou e pegou algums fatias de pães e começou a passar um pouco de geléia de morango. Encheu o seu copo de suco e começou a comer. A sua frente, James parecia absorto por trás de um Profeta diário daquela manhã. Agatha olhou para a capa, tentando ver qual era a manchete principal, então quando viu o que estava escrito, exclamou, horrorizada:

- Dez nascidos-trouxas mortos?

- E isso não é o pior – disse Sirius – Antes de morrerem, eles foram torturados.

- Isso não está nada bom...

- Nem um pouco, se eles tomarem o Ministério, não queremos nem pensar no que pode acontecer – comentou Remus.

- Só podemos esperar, por enquanto não há nada que possamos fazer. O mínimo é descobrir quem são os futuros comensais da morte, mas não me parece muito produtivo ficar seguindo sonserinos idiotas para cima e para baixo – disse Sirius, com pouco caso.

- Razão... - afirmou Agatha, dando mais uma mordida em seu pão.

Ela entendia agora porque Eliza estava tão preocupada, com mortes assim, logo que se formassem ela estaria virando alvo iminente de ataques. Pelo menos enquanto era uma estudante eles tinham outros bruxos com os quais se preocupar... Alguns que no mínimo fossem um pouco mais "prazerosos de se matar".

Ao seu lado, viu que Remus já havia terminado de comer, então se apressou um pouco para dar um fim na sua comida e não fazer esperá-lo muito. Poucos minutos depois ela terminou tudo e se levantou, deu uma espreguiçada e perguntou:

- Vamos?

- Já acabou? - exclamou ele, assustado – Se comer rápido dessa maneira pode acabar passando mal!

- Ah, não tanto... - disse ela, envergonhada.

Ele se levantou, tirou sua varinha do bolso e fez um gesto para levitar os livros, porque não era possível levá-los nos braços. Agatha se perguntava o porquê de tantos livros, mas ficou quieta, ele que sabia o que fazia, afinal...

- Ah, eu estou planejando ficar lá a tarde inteira, para estudar – disse ele, percebendo que ela olhava para os livros com curiosidade – Quando quiser voltar, pode voltar. Seu único problema é com poções, certo?

- Ah... Certo – disse ela, meio distraída – Mas se quiser me ajudar a treinar alguns feitiços, seria bom. Estudar sozinha não é algo que eu goste tanto.

- Está bem então – sorriu ele – É bom ter uma companhia.

Eles desceram pelos jardins e foram até a árvore onde Lilian havia encontrado Sirius e James da outra vez. Aquele era o lugar onde os marotos costumavam se sentar sempre. Tinha uma vista muito bonita de frente para o lago.

Remus e Agatha se sentaram ali e abriram os seus livros, começando a estudar, os dois sentados em distâncias dessa vez bem maiores do que haviam estado na noite passada. Dessa vez, ela percebeu uma mudança, sempre que se aproximava um pouco para perguntar algo, depois que voltava para o seu livro, ele se precipitava em se distanciar um pouco, para manter sempre a mesma distância.

Ficaram ali sentados por horas, até que ela resolveu pegar a sua varinha e praticar alguns feitiços. Se levantou e foi até um pouco mais para frente, para não desconcentrá-lo, mas quando viu que ela havia começado a praticar feitiços, ele perguntou:

- Não quer praticar alguns feitiços como desarmamento?

- Ah, claro! Aquele que aprendemos em Defesa Contra as Artes das Trevas no outro dia?

- Sim. Talvez não caía nessa prova, mas pode ser útil... - disse ele – Apesar de que o importante seria sabermos usar feitiços estuporantes, mas se usassemos isso um contra o outro, não acabaria sendo algo muito legal...

- É... Não estou com muita vontade de ir para na ala hospitalar – riu ela.

- Eu começo, tente usar um feitiço escudo enquanto eu uso o de desarmamento – disse ele, erguendo a varinha.

- Expelliarmus.

- Protego.

Ela conseguiu criar um escudo a tempo, portanto sua varinha continuou em suas mãos.

- Você é muito mais rápida do que eu imaginava – exclamou ele, surpreso.

- Achava que eu não iria criar o escudo a tempo? - perguntou ela, ofendida.

- Eu... Pensava – afirmou ele, envergonhado ao perceber que havia de certa forma a ofendido.

- Eu gosto de duelos – disse ela – Planejo me tornar uma auror, apesar de que isso não tem muito a ver com feitiços de desarmamento...

- Mas é um bom objetivo.

- Bem, é o que desejo, já que meu pai era um. Apesar de que... Nem tudo saiu bem na vida dele – disse ela, parecendo meio triste – Mas e então, o que você planeja ser?

- Não sei, para onde a vida me levar – riu ele, mas não adiantava fingir, ela podia perceber que aquelas risadas eram falsas, no entanto sabia que quando alguém fingia algo, era porque não queria dizer a verdade, por isso ficou quieta – Que tal continuarmos?

- Ah, está bem. Expelliarmus.

- Protego.

Entretanto, por um pequeno momento de distração, o feitiço dele não foi rápido o bastante. Já o dela, foi na mira errada, não pegou na varinha dele e sim nele, arremessando-o para trás, para dentro do lago. Ela olhou assustada e correu até o lago, atrás dele, mas viu que pelo menos a borda não era um lugar fundo, ele estava sentado na beirada, apesar de estar todo encharcado.

- Me desculpe! Eu não... Eu costumo ter problemas para acertar a mira desse feitiço! - exclamou ela, desesperada, sentando-se a margem do lago para olhar para ele.

Remus a olhou com cara de pouco caso, então deu um sorriso maldoso e, levantando a varinha, movimentou uma grande quantidade de água, a qual jogou bem encima dela. Encharcando-a também.

- Hey! - exclamou ela, começando a rir e mexendo sua varinha para jogar um pouco de água nele também, mas conforme ela fez isso, ele levantou um pouco de água e impediu que a água que ela havia movimentado pegasse nele, então para a surpresa dele, ela colocou a varinha para dentro do bolso e entrou no lago, chegou bem perto dele e mexeu com as próprias mãos para jogar um jorro de água na cara dele.

- É guerra? - perguntou ele, guardando sua varinha também no bolso e começando a jogar água nela também usando as próprias mãos. Passaram algum tempo naquela guerra inútil até que os dois se cansaram e ficaram um olhando para a cara do outro, ofegantes, mas logo começaram a rir, rir muito.

- Isso foi divertido! - exclamou ela – Precisava relaxar um pouco e com esse calor... Ah! Água era tudo que eu precisava.

- Tenho que concordar com você. O verão está chegando com tudo esse ano.

- Sabe de uma coisa, você é divertido.

Lupin a olhou, surpreso e encabulado. Seu rosto começou a tomar um tom levemente rosado quando eles ouviram:

- O que estão fazendo aí dentro?

Eles olharam para a margem e viram que lá estavam parados Eliza e James, os dois segurando suas vassouras e vestindo os uniformes de quadribol. Seus treinos eram sempre nos sábados, já devia estar quase na hora do almoço, já deveria estar quase na hora do almoço, o horário que o treino deles costumava terminar.

- Enxarcado dessa maneira, não vão poder almoçar! - exclamou Eliza.

- É para isso que você vai nos secar! - respondeu Agatha, se levantando rapidamente e saindo do lago, abrindo os braços, de frente para a amiga.

- Oras... - disse Eliza, querendo parecer má, mas não conseguindo esconder o sorriso – Porque sou sempre eu que tenho que dar um jeito em você?

- Você é minha mãe adotiva – disse Agatha, alegremente.

- É isso que eu ganho por cuidar de você? Sou muito nova para ser chamada de mãe adotiva!

- Ah, mas é um título tão honorário! - choramingou Agatha.

- Está bem – concordou ela, fazendo pouco caso – Mas e a sua mãe, não acha ruim não? - perguntou como uma última tentativa de fazê-la desistir.

- Não... Minha mãe... Já não está mais aqui... - disse Agatha, distraidamente, um pouco triste – Mas se estivesse... Acho que também não teria problema. Mamãe não costumava se preocupar muito comigo.

Eliza não sabia o que dizer. Agatha nunca havia lhe contado que era órfã de mãe! James e Remus pareciam estar em igual choque. Talvez houvessem muitas coisas que desconhecessem sobre a garota...

- Então, o feitiço? - perguntou a ruiva, percebendo o silêncio incômodo que estava se formando.

- Ah, claro – disse Eliza, rapidamente. Ela tirou sua varinha do bolso, fez um movimento e secou Agatha, em seguida fazendo a mesma coisa com Remus, que havia acabado de sair do lago.

Os quatro subiram novamente para o castelo, levando aquele amontoado de coisas com eles, tendo que deixar tudo no chão enquanto comiam, depois do almoço desceram todos juntos, agora junto também com Lilian, Sirius e Peter, com quem eles encontraram na mesa do almoço. Foi uma ótima tarde, sem contar que qualquer dúvida que surgisse em algum deles, pelo menos um dos outros sabia a resposta. Se não tivessem que estudar, quem sabe não seria o dia perfeito. Só voltaram novamente para a escola quando estava anoitecendo e já não aguentavam mais ver uma folha de papel na frente.

- Ah, até que foi um bom dia! - exclamou Agatha se espreguiçando.

- É, pelo menos agora você irá bem em alguma prova... - ironizou Eliza.

- Ei, não me venha com essa! Eu só vou mal em algumas matérias como por exemplo poções, vou muito bem nas outras!

- Hm... Mas sempre pior do que eu... - continuou a amiga.

- Oras, sua...! - se irritou Agatha, mas parou quando sentiu a mão de Lilian em seu ombro e quando olhou para ela, viu que ela estava apontando para um aglomerado de pessoas que estava bem diante deles.

- O que andou acontecendo por aqui? - perguntou Sirius, desconfiado.

- Seja o que for, não é nada bom... - disse James, e eles se aproximaram do amontoado de pessoas.

Conforme se aproximaram, viram que um caminho estava se abrindo no meio daquele monte de gente para que pudessem deixar alguém passar. No meio da multidão, surgia um professor alto de cabelos negros sedosos, rosto um pouco envelhecido e olhos azuis preocupados. Em seus braços, havia uma menina com o uniforme da Corvinal, inconsciente, com suas roupas cheias de sangue. Agatha soltou um gritinho de horror e correu até eles, perguntando:

- Professor Berkins, o que aconteceu com Justine?

- Foi atacada por alguém – respondeu o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas – Não posso entrar em detalhes, tenho que correr para a ala hospitalar, mas acho que a professora Minerva pode exclarecer as suas dúvidas – disse ele, fazendo sinal com a cabeça apontando para a professora que o seguia, vindo junto com o Professor Flitwick logo atrás.

- Professora McGonagall-.

- Me desculpe, Srta. Greenfield, não tenho tempo para conversar agora – se antecipou a professora, lançando um olhar de irritação para o professor que havia jogado os alunos curiosos para ela – Mas se quiserem, amanhã podem procurar essa aluna na ala hospitalar, acredito que ela ficará contente em receber visitas.

E os três professores correram pelos corredores em direção da ala hospitalar, deixando a multidão de alunos cochichando no meio do caminho. Eles se aproximaram, tentando ouvir o que diziam, então encontraram algumas grifinórias que estavam na mesma série que eles e se aproximaram.

- Ah! James! - exclamou uma delas – Você viu o que está acontecendo por aqui?

- Vi uma menina machucada – respondeu ele, esperando que elas lhe explicassem com detalhes o ocorrido.

- Os rumores estão dizendo que ela foi atacada por Artes das Trevas – respondeu uma outra – Pelo visto os comensais começaram a mandar estudantes aprendizes começarem a fazer seus trabalhos logo na escola.

- Mas isso seria muito grave! - exclamou Lilian, horrizada.

- Eu não acredito que seja isso, – disse Sirius – eles só estão querendo treinar suas próprias magias e estão usando de alvo pessoas que sabem que Você-sabe-quem quer mesmo eliminar. Afinal, aquela Justine, era uma nascida-trouxa, não era?

Todos se entreolharam. Sirius tinha razão, porque Voldemort estaria se preocupando com vermes como estudantes de Hogwarts? Ele tinha muitas coisas para fazer antes de até pensar em se preocupar com algo tão banal.

Agatha olhou de esguelha para Eliza e viu que a menina estava um pouco pálida. Ela já havia lhe contado sobre os rumores, já havia se preocupado com antecipação, agora deveria estar desesperada. Mas Agatha pôde ver que ela não era a única... Lilian também estava um pouco pálida.

- Lilian, não se atreva a andar sozinha por esses corredores – disse James, passando seu braço sobre os ombros dela, preocupado.

- Você também, Eliza – disse Agatha, fazendo cara de brava – Eu não vou deixar nada acontecer com você!

- Como eu me sinto confiante agora... - brincou a amiga, dando algumas risadinhas.

"Acho melhor começar a olhar essas duas mais de perto..." pensou Remus, preocupado.


Fim do capítulo 5.

Dressa: Oh, que gracinha o Remus preocupadooo!

James: Coitado, você fez ele quebrar os próprios principios sobre ser um lobisomem.

Lilian: E se apaixonar por alguém que pode odiar ele.

James: E ele vai sofrer.

Lilian: E chorar.

Sirius: E então nós te mataremos por fazer nosso Remus sofrer.

Agatha: E arrumaremos um caixão bem bonito... (caçoando)

Eliza: Sim, um de madeira podre cheio de vermes dentro.

Todos: BWAHAHAHAHA (risada maléfica).

Remus: Como eles exageram... Bem, melhor para mim, pelo menos a história vai ter um final feliz por causa do medo que ela vai ter de acabar morta.

N/a: Ok, isso foi sem graça.


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