Aqui está o capítulo 6... Não é dos melhores, mas está aqui. O 8 e o 10 são meus preferidos... Haha. Mas em todo caso, espero que gostem desse. ^^

Disclaimer: Harry Potter não me pertence, apenas a Agatha, a Justine e a Eliza são minhas propriedades. xD


Capítulo 6. Visita a Ala Hospitalar.

Aquela manhã, ela acordou bem cedo já com um propósito: visistar Justine. Agatha sabia que depois do ataque, todos iriam querer vê-la então a tarde seria um grande tumulto. Talvez Madame Pomfrey até impedisse os alunos de entrar na ala para fazer visitas, afinal, lá não era lugar de tumulto.

Ela e Eliza desceram em silêncio as escadas do dormitório para não acordar ninguém, deveriam ser as primeiras a acordar, mas ao chegarem lá embaixo, viram que não era bem assim. Na poltrona em frente ao lugar onde ficava a lareira podiam ver sentado um garoto com cabelos castanhos, que não se mexia, saberia lá o que fazia sentado àquela hora da manhã em frente a uma lareira apagada. Um sorriso iluminou o rosto infantil de Agatha quando ela viu quem era que estava lá. A jovem andou silenciosamente, pisando leve como uma pluma para não chamar a atenção dele enquanto se aproximava, então, quando estava bem perto, tapou os olhos dele rapidamente.

- Agatha – respondeu ele, sem pestanejar.

- Ah! Como assim? - indagou ela, chateada, tirando as mãos dos olhos dele.

- Das pessoas que eu conheço, você é a única que faria isso – riu ele – E eu sabia que você iria acordar cedo.

- Sabia? - repetiu ela, curiosa.

- Você está louca para visitar a Justine, não? Vocês andam juntas todas as férias.

- Sim... Eu estou preocupada com ela – respondeu Agatha, respirando fundo – Mas e você? O que faz fora da cama tão cedo?

- Não disse que sabia que você ia visitar ela?

- Ah! Você quer ir junto? - perguntou Agatha, apontando para a porta.

"Ela está sendo mais boba que o normal ou é impressão minha?" pensou Eliza, notando alguma coisa peculiar no comportamento da amiga.

- Sim – assentiu ele, não percebendo que ela havia feito uma pergunta muito idiota.

"Não, retiro o que eu disse. Os dois estão bobos" pensou Eliza, quase rindo, com uma cara de ironia estampada em seu rosto.

- Vamos então, Eliza? - perguntou Agatha, juntando as mãos alegremente.

- Sim, vamos, Srta. Alegre e Sr. Inteligente – respondeu Eliza, colocando as mãos em seus bolsos e saindo na frente dos dois. Ambos o seguiram, até que ouviram bem de longe alguém chamar o nome de Remus, provavelmente aquele grito poderia ter acordado o dormitório, mas se a voz correspondesse a pessoa, aquele cara não estava nem aí para aquilo.

- Sirius? - perguntou Remus, virando rápido para trás.

- Hey! Amigo! Aonde vão tão cedo? E com duas meninas? Porque não me chamou? - disse Sirius, inconformado.

- Fale mais baixo! - sussurrou Remus, colocando seu indicador em frente a boca e abanou o a outra mão para baixo como sinais para que ele falasse mais baixo.

- Ah, me perdoe, tinha esquecido que essa é a hora que o resto está dormindo – disse ele, olhando para as entradas para os dormitórios – Aliás, eu também deveria estar dormindo, mas tive um pesadelo envolvendo um osso que um lobo roubou de mim – disse ele, olhando acusadoramente para Lupin, que por sua vez fez uma cara de raiva tão grande que Eliza achou que ele iria bater em Sirius.

"Osso e... Lobo?" pensou Eliza, erguendo uma sobrancelha.

- Em todo caso, onde está indo com duas garotas? - perguntou Sirius.

- Vamos visitar uma amiga que foi atacada ontem a noite – respondeu Remus – Você ouviu falar?

- Atacada, por quem?

- Não sabemos, mas acreditamos que seja um sonserino, você sabe, aqueles aprendizes de comensais... - respondeu Eliza.

- Assim como os meus parentes – comentou Sirius desgostosamente.

Todos ficaram quietos, nenhum deles encontrando uma palavra para ou consolar Sirius, ou animá-lo, ou qualquer outra coisa. Então, finalmente, ele mesmo levantou a cabeça e perguntou:

- Vamos ficar aqui parados ou vamos visitar a menina?

- Vamos! - se adiantou Agatha, rapidamente, andando a passos bem rápidos. Eles saíram pelo buraco do retrato, e foram até a Ala Hospitalar, onde Madame Pomfrey já se encontrava acordando dando algumas poções para Justine.

Eles pediram licença ao se aproximarem e pegaram alguns bancos que estavam ali por perto e se sentaram ao lado da menina. O rosto dela estava muito pálido e haviam olheiras embaixo de seus olhos, não que sua aparência normal fosse muito diferente, ela era branquela quase cinza e tinha algumas olheiras naturais, lhe davam até um aspecto sombrio que afastava a maioria das pessoas, mas essas características se encontravam naquele dia muito mais acentuadas. Seus cabelos eram curtos, mais ou menos até a altura de seu queixo e eram tão negros quanto uma jabuticaba, porém em contraste a isso, seus olhos eram muito azuis, azuis como o oceano.

- Como você está? - perguntou Agatha, a primeira a abrir a boca.

- Não estou bem – disse Justine calmamente, sem mudar sua expressão de meio morta – Mas não estou mal.

Todos trocaram olhares, menos Agatha.

- Ótimo! Bom saber que já está melhorando!

- Sim – afirmou a outra, normalmente – Quem são esses? - perguntou ela, olhando com aquele par de olhos cristalinos para os três desconhecidos que estavam atrás de Agatha, mas conforme apontava de um para o outro, ela disse – Conheço o das cicatrizes, é o Remus Lupin do trem do primeiro ano. E a outra é a que tem cara de sonsa que vive andando com você.

Eliza deu um pulo, mas logo ao perceber, Sirius já enroscou um de seus braços no dela para impedir que ela avançasse em cima da outra. Ele concordava que ela parecia ser um pouco mal-educada, mas atacar uma pessoa que estava em uma cama de hospital era algo um tanto covarde.

- Aham! Ele é o Remus! E... Bem, a Eliza não tem cara de sonsa. Justin, esqueceu que as pessoas não gostam que as chame assim?

- Tanto faz, a simpatia dos outros não vai mudar a minha vida – disse Justine, dando os ombros – O outro parece um Black.

- Sim, sou Sirius – respondeu Sirius, não gostando muito de ser ligado a linhagem sanguínea de sua própria família.

- Estão aqui para me perguntar sobre quem me atacou, não é?

Aquela jovem estava começando a dar nos nervos de Eliza. Não gostava do jeito que ela estava agindo, não gostava do jeito que ela estava falando e muito menos do jeito que olhava para as coisas! Tinham ido porque estavam preocupados com uma menina que havia sido atacada, não só para tentar descobrir informações sobre seus agressores! Que insolência! E Agatha ainda se atrevia a continuar calma! Não deveriam ner ter sido aprendizes de comensais, deveriam ter sido alguns alunos que estavam putos com ela mesmo.

- Também. Estive preocupada com você também – riu Agatha – Mas você viu o rosto deles?

- Na verdade, não me lembro de nada. Eles apagaram a minha memória.

- Jura? - perguntou Eliza, chocada, esquecendo completamente da cara de brava.

- Sim – respondeu Justine – Vai saber... Mas deve ter sido porque as pessoas dizem que sou nascida-trouxa.

- Não é? - perguntou Agatha, tão perplexa quanto todos os demais.

Justine riu, incrivelmente a expressão dela havia mudado, mas rapidamente ela apenas fez uma cara de ironica, um pouco mais viva do que a de nada que estava antes, e continuou:

- Meu pai é um nascido-trouxa e minha mãe uma trouxa. Para pessoas como comensais ou sonserinos metidos a la sangue-puro, sou tão desgostosa quanto nascidos-trouxas. E com meu jeito de ser, esquecem as diferenças, atacam de uma vez.

Sim, ela tinha consciência de sua personalidade. Agatha teria rido daquele comentário sobre a personalidade dela se não estivessem em uma situação tão séria. O silêncio se tornou incômodo, como se alguém houvesse roubado a voz de todos eles, até mesmo o quarto tinha uma atmosfera estranha.

- Passou bem nesses últimos dias? As provas estão chegando, acredito que esteja um pouco desesperada - perguntou Justine a Agatha, parecendo um pouco mais pacífica agora.

- Estive bem, o Remus está me ajudando a estudar o que tenho dificuldade – respondeu a ruiva, seus olhos quase brilhavam.

- Hm... Que bom – respondeu Justine, voltando a ser irônica. Ela olhou para Remus, cujo sorriso havia aparecido luminosamente logo ao perceber que Agatha havia falado dele com aquela alegria, então Justine deu algumas risadas – Não poderei rir mais da sua cara quando disser que escreveu algo como a poção polissuco ser uma poção que tem o gosto do seu suco favorito?

Todos olharam para Agatha com os olhos arregalados fazendo ela esconder rapidamente a cara no colchão que Justine estava deitada e cobrir a cabeça com os braços. Eles caíram na gargalhada, então era por isso que a ruiva havia ido tão desesperadamente pedir ajuda para Lilian! Quem no mundo escrevia algo como aquilo?

- Não riam de mim! Isso machuca meus mais puros sentimentos! - disse Agatha, com uma voz chorosa, mas por trás da sua cara de dó, havia uma pequena contração em sua boca tentando esconder a risada que queria se formar.

- Vamos! Até você está querendo rir! - disse Eliza, dando um tapinha fraco na cabeça da amiga.

- Depois vocês se reclamam das coisas que eu digo! - riu Sirius.

- Vocês dois me divertem – disse Lupin, enxugando as lágrimas que se formaram em seus olhos de tanto rir.

Sirius e Agatha trocaram olhares. Isso queria dizer que eles falavam tantas besteiras que faziam os outros se divertirem... Ou eles eram palhaços, ou eles eram burros.

Enquanto riam, Madame Pomfrey se aproximou com um olhar zangado de quem não queria que eles estivessem atrapalhando o silêncio-mor que deveria estar naquele lugar, e foi logo resmungando:

- Agora tenho que trocar as ataduras dela, tentem voltar amanhã.

- Ok – disse Sirius, se levantando primeiro.

- Te vejo depois! - disse Agatha meigamente.

- Até mais ver! - respondeu Justine, acenando. Um leve sorriso parecia estar se formando em seu rosto, mas logo que Eliza levantou a mão para se despedir, o sorriso desapareceu e a garota mostrou a língua para ela.

O rosto de Eliza começou a até tremer de raiva e Justine sorria triunfante de ver que havia a afetado. Agatha olhou para Justine rapidamente, balançou a cabeça negativamente várias vezes e muito rápido, e pegou nas costas de Eliza para empurrá-la rápido para fora. Não deu muito tempo para eles estarem voltando para o quarto, finalmente longe daquela corvinal.

- Quando ela sair desse lugar, eu prometo que ela irá voltar por outro motivo – disse Eliza, estralando os dedos.

Os outros três trocaram olhares, então Sirius deu uma risadinha nervosa e disse:

- Oras, não se atormente com coisas tão pequenas.

- Ela disse que eu tenho cara de sonsa e depois me mostrou a língua! Ahhhh, e ainda com aquela cara de morta, aquele jeito de falar irritante, aquele jeito de: "Eu sei que estão aqui só para ter informações!". Aquela garota devia ter é morrido! - rosnou Eliza, seus nervos a flor da pele.

- N-n-n-n-n-n-não! - exclamou Agatha, assustada – P-p-por f-favor! Ela não é tão r-r-uiim ass-vim!

- Assvim? - repetiu Eliza, desfazendo a cara de brava.

- E-e-e-eh, me desculpe – riu Agatha, ficando vermelha e levando a mão em frente a boca, como se quisesse tapá-la antes que algo mais constrangedor saísse de dentro dela contra a sua vontade.

- Como eu posso ficar nervosa perto de alguém que fala coisas assvim? - riu Eliza, se apoiando de costas em uma parede – Droga, assim não posso ficar com raiva!

- Você não sabe arrumar amigas normais, han? - cochichou Sirius para Agatha, antes de dar o seu ombro para que a outra se apoiasse antes que acabasse perdendo as forças e caindo no chão de tanto rir.

Os quatro foram indo e depois de um tempo, estavam de novo no salão comunal, estudando. Remus e Agatha sentados novamente na mesa da primeira noite, e agora do outro lado onde haviam estado Peter e Sirius, estavam Sirius e Eliza, parecendo mais se divertir conversando do que particularmente estudando. Pelo menos finalmente Sirius não estava mais prestando atenção em cada movimento que Remus e ela faziam... Ele havia encontrado uma acompanhante feminina para ele também, apesar de que... Agatha estava meio duvidosa sobre se ele conseguiria algo mais com aquela.


Fim do capítulo 6.

N/A: Cara, eu adoro a Justine. Ela é esperta, ironica e ela e a Eliza formam uma ótima dupla que briga por tudo. Já havia um tempo que eu queria criar uma personagem assim para uma fanfic. O tipo que vê uma bomba atômica explodir e fala: "Olha, é um cogumelo".

Agatha: Eu sei que nós deveriamos falar inglês, mas... Em português, sabemos o que é espelho, ele reflete coisas. E a palavra Expelliarmus não parece espelho? E se a J. queria ser tão legal pesquisando latim, porque não colocou um nome que parecesse um pouco para tirar a varinha do outro? Expelliarmus deveria refletir o feitiço de alguém, não?

Eliza: Mas daí ficaria...Varalonge?

Remus: Voualonge!

Sirius: Tiravara!

James: Isso deve doer... (olhando para Sirius com cara de dor)

Sirius: (demora um tempo para se tocar) Sim! Inventei o feitiço que destruirá Você-Sabe-Quem! BWAHAHAHAHA

Agatha: Deixa para lá.... ¬¬


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