Finalmente estou postando o capítulo 8, bem comprido alías. Haha.. E também tenho que informar que a partir de agora vou demorar um pouco mais para postar os capítulos, provavelmente, devido a escola. As aulas começaram essa semana e... Bem... Hoje já tive aulas de manhã e a tarde devido a essa (fdp) da gripe suína... :P Espero que gostem desse capítulo. ^^ Esse é o meu favorito dos que escrevi. Por enquanto... huahuahua ^^

Disclaimer: Harry Potter não me pertence, somente a Agatha, a Eliza e a Justine me pertencem.


Capítulo 8. Hogsmeade.

O despertador deu o seu primeiro toque. Em seus dias mais normais, ele teria que tocar várias vezes para que ela acordasse, mas não aquela manhã. Agatha saltou de sua cama bem antes que o segundo toque pudesse soar. Estava tão anciosa para aquele dia que quase não havia dormido durante a noite... Uma noite demorada para terminar.

Ao ouvir o barulho do despertador e a levantada tão violenta de Agatha, que já andava rápido pelo quarto pegando roupas que havia separado na noite anterior, Eliza abriu os olhos, mantendo-os semi-abertos ainda escondida entre as cobertas. Ela viu Agatha correr pelo quarto, despir seus pijamas e colocar as roupas mais novas que tinha, as quais ela havia deixado em cima da cômoda na noite anterior. Depois Agatha ainda tinha a ousadia de aquele dia ter lhe dito: "Ele definitivamente não faz meu tipo". Se Remus era tão indiferente assim, o que ela faria com alguém que não fosse? Não tinha como agir mais anciosamente do que estava agindo. A semana inteira ouvia: "Eliza, e se eu disser alguma coisa que fizer ele me achar idiota?" E a amiga sempre respondia: "Não passou um tempão com ele na semana antes das provas? Oras, é a mesma coisa!" e Agatha sempre resmungava: "Não é...". Se era um encontro e ela estava tão agitada por causa daquilo, talvez Eliza até entendesse, mas ainda não entendia porque da noite para o dia Agatha havia começado a ficar com medo de Remus, o que ele poderia achar de errado dela e blá blá blá. Agatha realmente lhe assustava.

- Eliza, Eliza, estou bonita? - perguntou Agatha, puxando as cobertas de Eliza até o pé.

Agatha vestia os mesmos uniformes da escola, mas seu cabelo estava arrumado com uma parte presa para trás e ela usava um par de brincos de argola muito brilhantes e bonitos. Seu rosto se iluminava com um sorriso, conforme olhava para a amiga.

- Sabia que não é legal acordar os outros? - resmungou a amiga, escondendo sua cara embaixo do travesseiro.

- Vamos, você já havia acordado!

- Mas não planejava me levantar tão cedo!

- Vai perder a carruagem para Hogsmeade! - disse Agatha, emburrada, arrancando o travesseiro de cima da cabeça da amiga – E olhe só: Quando eu faço algo com você, você reclama. Quando eu fico sem café da manhã porque você não me acorda, você ri da minha cara.

Eliza odiava concordar, mas Agatha tinha razão, mas só porque ela tinha razão não significava que Eliza fosse dizer aquilo. Ela continuou quieta e se levantou, fingindo que Agatha não tinha dito nada. Era certo que se não se arrumasse logo ia perder a carruagem e se perdesse a carruagem, Sirius ficaria chateado e ela não queria chateá-lo. Não a ele...

- Encontro você a noite! - disse Agatha, acenando e depois correu escadaria abaixo sem esperar Eliza lhe responder. Ela queria encontrar Remus logo, mas quando chegou no último degrau do dormitório, se deparou com uma questão crucial... O que ela diria para ele? Foi então que deu um passo para trás, tentou correr novamente para cima para perguntar para Eliza, que provavelmente jogaria alguma coisa na cara dela e diria: "Já chega de me pedir conselhos inúteis!", entretando acabou trombando com alguém que descia logo atrás dela.

- Agatha? Esqueceu alguma coisa? - perguntou Lílian, quase irreconhecível no momento que a viu. Ela havia prendido seus cabelos acajus em um rabo-de-cavalo, deixando mais visivel o seu rosto. Agatha tinha que admitir, Lílian era mais bonita do que aparentava, ela queria ser tão bonita assim...

- Eu... Er... Estava pensando em pedir para a Eliza algum... Conselho – respondeu Agatha, envergonhada, seu rosto se tornando ligeiramente escarlate.

- Hahaha, você está com vergonha do Remus? - perguntou Lílian, radiando felicidade – Oras, vocês são amigos, não era isso que havia me dito? - disse ela, provocando-a.

- Eu... Havia... Mas eu... Ele... - murmurou ela, com rapidez, não sabendo por onde começar uma frase. A cada palavra que dizia, seu rosto se tornava mais escarlate, se na hora que visse Remus ela estivesse assim, no mínimo ele ficaria preocupado com a saúde dela.

- Eu com o James era a mesma coisa... - disse Lilian, dando um sorrisinho – Eu não sabia muito bem o que sentia por ele, não sabia como agir, mas eu discutia com ele por causa disso. Só tente continuar a ser gentil...

- O-obrigada... - agradeceu Agatha, ainda parada, com medo de se virar e descer o último degrau.

- Para isso que servem os amigos – respondeu Lilian, colocando a mão sobre o ombro dela – Agora é melhor descermos, ou acabará fazendo Remus esperar, ele já deve estar parado em frente ao retrato a essa hora.

- Ah, claro! Tenho que ir! - exclamou Agatha, tomando fôlego e correndo pelo salão comunal, saindo cautelosamente pelo retrato, olhando para um lado e depois para o outro, vendo que Remus já se encontrava apoiado sobre o corrimão da escada, esperando-a enquanto olhava para alguns quadros na parede.

Os dois olharam um para a cara do outro e por um momento Agatha não soube muito bem o que dizer, sentiu seu rosto corar e desviou o olhar, mas voltou a olhar para ele no próximo instante, percebendo que talvez estivesse agindo tola demais, então sorriu para ele. Ele retribuiu o sorriso e saudou:

- Bom dia!

- Bom dia – respondeu ela – Semana corrida, não?

- Ah, claro, nem tivemos tempo de nos falar... - mentiu ele.

Na verdade ele sabia que não era muito bem aquilo, havia percebido que Agatha havia estado evitando ele desde aquele dia que havia perguntado se ela não queria sair com ele, ele estava até mesmo com medo que quando ele a encontrasse aquela manhã ela lhe desse alguma desculpa dizendo que teria que sair com Eliza e Justine. Se sentiu incrivelmente aliviado na hora que ela saiu sozinha pelo buraco do retrato.

- É verdade – respondeu ela, com um sorriso meio amarelo, se sentindo um pouco culpada por andar ignorando-o – Melhor descermos ou perderemos a carruagem.

- Sim – afirmou ele, tomando a frente sendo seguido por ela logo atrás.

Quanto mais perto eles chegavam aos corredores que levavam ao salão principal, que ficava situado bem na porta da escola, mais viam alunos de Corvinal e Lufa-Lufa se juntarem a eles e mais para frente também alguns sonserinos começaram a aparecer depois de passarem pelas escadarias que levavam as masmorras. Eles passaram pelo portão, junto com todos os alunos, que vinham formando fila conforme se aproximavam do lugar onde ficavam as carroças. Atrás deles na fila, havia um casal de sonserinos, ambos com um olhar superior e enojante, e a frente deles haviam duas corvinais que conversavam animadamente. Provavelmente acabariam sendo colocados com alguma das duplas...

Conforme foram chegando perto, sentiram a espectativa, viram Filch mandar um grupo de três alunos a frente das meninas parar, e eles trocaram um olhar de desanimo quando perceberam que seriam realmente jogados dentro da carruagem com os sonserinos. Aquele dia que Agatha havia tanto esperado já havia começado mal...

Quando a próxima carroça parou e Filch fez um sinal para que Remus e Agatha subissem e os dois sonserinos também, eles já ouviram a discussão:

- Você quer mesmo que entremos na mesma carruagem que esses dois? - perguntou a menina, muito metida.

- Não quero entrar junto com essas aberrações da grifinória! - respondeu o namorado dela, lançando um olhar de nojo para Remus e Agatha, que estavam sentados dentro da carruagem já esperando para sair. Filch olhou para eles, como se fosse decapitá-los, mas aquilo não foi o suficiente para que eles entrassem, então simplesmente disse, ameaçadoramente.

- Ou entram, ou ficam sem ir, posso dar a ordem a McGonagall para barrar a entrada de vocês em Hogsmeade o ano inteiro.

Os dois trocaram olhares e acabaram entrando na carroça, com a maior cara de nojo que Agatha algum dia já havia visto na vida. Queria saber porque não baniam a casa da sonserina de Hogwarts, deveriam mandar todos aqueles bruxos nojentos com aquele papo de "sangue-puro" para a casa deles antes que aprendessem magia. Sonserina só servia para um treinamento de comensais da morte afinal, praticamente todos os alunos eram ligados a Artes das Trevas de alguma maneira! Ou pais sendo comensais ou qualquer coisa do tipo.

- Argh, onde você arranjou esse cabelo? - perguntou a sonserina, apontando para Agatha logo que entraram na carroça. A menina era do terceiro ano, por isso talvez nunca tivesse tido tempo para tirar uma com a cor do cabelo de Agatha antes, algo que havia sido o passatempo de muitos sonserinos em seus primeiro e segundo anos de escola, agora já haviam se cansado de fazer aquilo, só a paravam algumas vezes para rir dela.

Agatha não respondeu a pergunta da menina, não estava querendo ser mal-educada, havia aprendido que com aquele tipo de pessoas, não se devia conversar nem discutir, mas foi aí que a menina puxou a varinha e a apontou para a testa de Agatha, ameaçando:

- Se você não me responder, a sua ida para Hogsmeade será bem trágica.

Agatha engoliu em seco, ficou olhando fixamente para os olhos da menina, que sorria percebendo que os olhos de Agatha, mesmo que não querendo, estavam implorando por misericórdia.

- A ida de seu namorado também pode acabar assim, se você não tirar a sua varinha da cabeça dela e a guardar agora mesmo – disse Remus, seriamente, e as duas voltaram suas atenções para ele. Agatha apenas com o canto dos olhos, porque tinha medo que a qualquer movimento que fizesse aquela varinha soltasse algum feitiço no meio de sua testa, então enquanto Remus olhava para a menina, Agatha sentiu ele pisar levemente em seu pé e quando ela olhou para baixo viu que ele apontava para a menina, como se ela devesse prestar atenção nela. Agatha virou-se para olhá-la, percebendo o que ele queria dizer. Com aquela ameaça, a menina olhava para ele, distraída, era o momento ideal para tirar a varinha da mão dela, com um movimento rápido, foi isso que ela fez, não dando muito tempo da menina tentar revidar, segundos depois Agatha já tinha a varinha dela em suas mãos.

Remus tirou a varinha da testa do namorado da menina e Agatha e ele trocaram olhares triunfantes e depois viraram-se novamente para a menina, e a ruiva disse, erguendo a varinha da sonserina bem diante de seu rosto:

- Quero ver quem ameaçará quem agora!

- Devolva a minha varinha! - rosnou a jovem, infantilmente, tentando puxá-la da mão de Agatha, que desviou rapidamente e manteve-a longe do alcance da menina.

- Nã Não! - disse Agatha, como uma criança, dando risadinhas – Crianças más ficam sem a varinha até a segunda ordem da mamãe!

Ela e Remus começaram a rir juntos, mas os sonserinos não viram graça alguma naquilo, lógico. Estavam com um olhar mais do que ameaçador em seus rostos, mas Agatha não tinha medo daqueles pirralhos, muito menos Lupin, eles eram muito mais do que aqueles pivetes do terceiro ano, sabiam muito mais magia e o melhor de tudo, não eram sonserinos.

A viagem passou até que rápido, como Agatha estava com a varinha da menina, o casal diante deles se manteve quieto durante toda a viagem, apenas olhando para eles com raiva, enquanto isso ela e Remus aproveitavam para olhar para a paisagem ao redor, sempre mantendo um olho nos "pivetes". Os campos estavam todos muito verdes graças a primavera, as flores que haviam por lá estavam a desabrochar, era realmente encantador.

Quando chegaram, eles desceram na frente, depois Agatha entregou a varinha para a menina, mantendo a sua já preparada caso ela tentasse alguma coisa, mas o casal apenas trocou um olhar e saiu na frente, esbarrando com ela e Remus, enquanto murmuravam desgostosamente:

- Traidores de sangue.

Agatha e Remus olharam um para a cara do outro, ambos segurando as risadas, esperando que os sonserinos se distanciassem um pouco, depois começaram a rir, e Agatha disse, zombando:

- Oh meu deus! Somos traidores de sangue!

- Essa eu não sabia, então quando um bruxo que não é da sonserina não é nascido-trouxa, ele é traidor do sangue?

- Pelo visto... - riu Agatha – Não foi tão ruim quanto eu imaginava, talvez tenha sido mais engraçado vir com aqueles dois do que com as corvinais que estavam a nossa frente.

- Tenho que concordar com você – respondeu ele, sorrindo – Vamos caminhar um pouco?

- Ótimo, quero visitar a dedos-de-mel para comprar alguns sapos-de-chocolate e algumas outras coisinhas.

- Será nossa primeira parada então – disse ele, gentilmente.

Os dois andaram juntos por um tempo, contemplando os arredores, sem trocar palavras. Conforme andavam, Agatha começou a se sentir mais tranquila. Não sabia porque estava se preocupando tanto, Remus era seu amigo, por mais que ela pudesse começar a sentir alguma coisa por ele, ele continuava a ser seu amigo, apesar de que... Ela se sentia um pouco envergonhada de estar andando sozinha com ele. Tinha medo que pudesse fazer alguma coisa errada...

"Droga, estou começando a me preocupar com nada novamente!" pensou ela, balançando a cabeça de um lado para o outro tentando esvaziar a sua mente.

- Você está bem? - perguntou ele, que havia parado para olhar para ela, uma de suas sobrancelhas erguidas e a outra abaixada, parecendo confuso.

- Ah, ótima! - exclamou ela, dando algumas risadinhas nervosas.

- Hm... - disse ele, voltando a ficar quieto, mas após alguns segundos ele soltou um comentário – As vezes você faz gestos estranhos, isso é engraçado.

"Essa não! Ele me acha estranha!" pensou Agatha, desesperadamente, colocando as mãos no rosto.

- Como agora – acrescentou ele, dando algumas risadas.

- E-eu sou... Estranha então? - choramingou ela.

Remus parou e olhou para o rosto dela, meio curioso, piscou algumas vezes e depois começou a rir, percebendo que aquela voz chorada havia sido séria. Era tão imprevisível para ele o modo como ela agia que era difícil saber quando ela estava falando sério ou não.

- Não no mal sentido – riu ele – Você é estranha de uma maneira engraçada, alguém que é divertido estar perto, não se sinta mal por isso.

Um sorriso magicamente apareceu no rosto dela, iluminando-o. Ela olhou para baixo, pegou na mão dele e saiu correndo, puxando-o atrás dela. Remus olhou para a sua mão e sentiu seu rosto corar, ela estava segurando... A mão dele.

- Ei, porque está correndo?

- Não sei! - riu ela, em um tom de voz muito feliz – Eu senti que queria correr! Vamos correr juntos então!

Os dois correram por um bom tempo, parando apenas quando chegaram a loja de doces, onde ela levou a mão ao peito e, ofegante, e exclamou entre respiradas, ainda mantendo aquele sorriso tão alegre em seu rosto:

- Nossa!... Foi uma... Ótima... Corrida!

- Concordo... - respondeu ele, tão ofegante quanto ela. Os dois se apoiaram na vitrine da loja e deram algumas risadas, foi então que ela percebeu que ainda estava segurando a mão dele e percebeu o que havia feito. Sentiu uma onda de calor subir ao seu rosto na mesma hora e soltou a mão dele rapidamente, tão rápido que o fez olhar para ela, mas não conseguia olhar para o rosto dela porquê como estavam de lado e ela estava com a cabeça um pouco abaixada, os cabelos vermelhos tampavam o rosto dela.

"Será que... Ela percebeu que eu gosto dela quando pedi para sair com ela e por isso ela se sente mal de segurar minha mão?" pensou ele, um pouco chateado.

Entretanto ao mesmo tempo ela pensava desesperadamente:

"Não poso deixar que ele perceba...".

- Vamos entrar na loja – disse ela, dando um sorriso um pouco fingido, mas que ainda se escondia por trás dos cabelos vermelhos dela.

Remus assentiu e foi na frente, entrando antes e mantendo a porta aberta para que ela entrasse logo atrás dele. Ela agradeceu quase em um sussurro e depois seguiu para um canto da loja, onde pegou algumas coisas, olhando-as com tanta atenção que Remus tinha medo de falar alguma coisa e levar alguma resposta mal-educada. Não sabia o que havia acontecido para ela mudar de personalidade tão rápido, devia ter sido ele... Ele devia ter dito algum ruim... Devia ser um idiota. Um desgostante lobisomem idiota.

Algum tempo depois, ainda sem dizer nada para ele, ela foi até o caixa, pagou as suas coisas e pegou as sacolas, virando-se finalmente para Remus, que havia ficado para trás olhando para alguns sapos de chocolate que ficavam pulando na vitrine.

- Vamos?

- Ah, sim... - respondeu ele, percebendo que ela parecia um pouco mais animada do que antes. Ele ficou aliviado quando viu o sorriso dela.

- Estou pensando em ir ver a Casa dos Gritos, vamos comigo?

- Pode ser, mas o que se tem para ver lá? - perguntou ele, tentando manter seu tom de voz normal, apesar de estar se sentindo um pouco assustado. Era lá que ele ia todas as noites de lua cheia afinal... Será que ela queria ver o lugar porque sabia que havia lobisomens lá dentro? E queria descobrir quem era?

- Não sei... Dizem que é mal-assombrada. Essas histórias atraem minha atenção – respondeu ela, sacudindo os ombros, o que o deixou aliviado.

- Está bem – disse ele, sentindo até mesmo sua voz um pouco mais leve.

Eles andaram entre algumas árvores e chegaram finalmente até lá, onde havia um cercado para que ninguém se aproximasse demais da casa. Agatha olhou para a casa por trás do cercado por um bom tempo, depois foi até uma pedra bem grande que havia ali, se sentou e pegou um embrulho da sacolhinha de coisas que havia comprado na Dedos-de-mel. Remus foi até o lado dela e se sentou também, olhando para o embrulho que ela estava desembrulhando com uma certa vontade de dar uma mordida naquilo também.

- Você quer? - perguntou ela.

- S-se não se importar... - disse ele, levemente corado.

- Claro que não! Sem problemas! - disse ela, lhe oferecendo todo o embrulho, que era um tipo de um bolhinho de chocolate.

- Não precisa me dar tudo! - exclamou ele, mais envergonhado ainda.

- Eu comprei bastante! – riu ela – Fico feliz de poder dividir com você.

"Comigo?" pensou ele, sentindo que aquelas palavras pareciam ter um efeito indesejado nos ouvidos dele.

Ficaram em silêncio enquanto comiam alguns doces, até que ela abriu a boca para perguntar:

- Acha mesmo que é mal-assombrada?

- Não sei... Se dizem, deve ser – respondeu ele, sabendo que era uma mentira... Aquele lugar só tinha essa fama para manter as pessoas assustadas e não deixar que elas chegassem perto, porque aquilo poderia denunciar a sua identidade. O que será que ela faria se soubesse aquilo?

- Hm... - disse ela, dando uma mordida em um pedaço de chocolate branco – Sabe, eu gosto de histórias de fantasma, mas eu tenho medo delas...

- Se tem medo, porque gosta? - perguntou ele, curioso.

- De alguma forma, me trás paz saber que há coisas ruins pelo mundo... - disse ela, com um olhar meio triste – Conheci coisas tão terríveis desde que era criança que saber que há outras coisas ruins, me faz me sentir melhor. É algo um pouco ruim, posso até dizer que chega a ser um pouco de sadismo da minha parte, me pergunto até se não sou má por isso, mas são meus verdadeiros sentimentos...

Remus sorriu e acariciou a cabeça dela dizendo:

- Não é ser ruim... Eu sei como você se sente. As vezes a vida parece tão injusta com você que saber que outras pessoas também sofrem, a faz se sentir não tão solitária... Se você quebrar uma perna e souber que eu também tenho uma perna quebrada, você vai entender a minha dor. Sei que não está feliz por saber que se alguém sofre, saber que algum lugar é tão ruim quanto outra coisa que conheceu, é apenas saber que não está solitária e que outras pessoas entendem o que quer dizer.

Agatha deu um sorriso triste e olhou para o rosto dele e vendo aquelas cicatrizes, ela percebeu uma coisa que não havia percebido antes... Ela disse amavelmente:

- Você me entende, não?

- Talvez sim... - disse ele, sendo tão amavel quanto ela – Você não está sozinha, isso te garanto.

A compreensão que os olhos dele lhe mostravam, era algo que ela nunca havia visto em toda a sua vida, era como se mesmo sem saber o problema, ele soubesse o seu sofrimento... Os olhos dele eram tão lindos que ela não podia parar de olhar para eles, tinha medo de perder aquele olhar, tinha que fazer o possível para guardá-lo em sua memória e nunca esquecer. Queria se perder para sempre nos olhos dele. Assim como ele que também queria ter para sempre os seus olhos presos aqueles olhos azuis acinzentados.

Foi como em um sonho, mas não um sonho, ele não entendeu porque, mas sentia que aqueles olhos pediam que ele demonstrasse seu amor... Ele se aproximou devagar, cerrando levemente os olhos, e ela não se afastou. Ela ficou parada, ainda a olhar para aqueles olhos semi-cerrados. Ela fechou os seus e sentiu a testa dele se tocar com a sua. A respiração dele aquecia os seus lábios, e os lábios dele estavam tão próximos, que ela podia sentir o toque antes mesmo de ele tocá-los...

Mas foi um grito que os fez saltarem para trás e trocarem olhares assustados, percebendo com um choque que aquilo não era um sonho. Apesar de ter parecido um.

- Eliza! - exclamou Agatha, assustada.

- Tem certeza? - perguntou ele, segurando no braço dela, não sabendo o que fazer para acalmar o tamanho desespero que havia surgido no rosto da ruiva.

- Sim, não tenho dúvidas! - exclamou Agatha, correndo com toda a velocidade que podia para onde havia ouvido o grito.

Remus a seguiu, eles foram até um caminho que havia ali por perto onde poucas pessoas costumavam caminhar e depois de correr um pouco pela passarela, encontraram quem esperavam ali, caída no chão deitada em uma poça de sangue. A poucos metros dela, estava Sirius, também caído no chão, parecendo desmaiado. Remus correu até ele, para verificar como o amigo estava, enquanto Agatha se ajoelhou ao lado de Eliza e e pegou no pulso dela, tentando sentir a pulsação. Estava bem fraca, tinham pouco tempo.

- Remus, temos que chamar alguém!

- Estou indo, cuide da Eliza, o Sirius está apenas estuporado.

- Está certo – disse ela, meio rouca, se voltando então para a amiga, de quem segurava a mão amavelmente – Não se preocupe Eliza, você vai ficar bem, eu prometo...


Fim do capítulo 8.

Dressa: Uau! Cheguei realmente longe nessa fanfic, não esperava isso quando comecei a escrever. A idéia de postar no site de fanfics também não era muito legal... Mas agora postando, até ao fim irei!

Agatha: Mas... Você iria me abandonar? (cara de cachorro sem dono)

Dressa: Não se preocupe, o Remus cuidará de você se eu te abandonar.

Justine: É, mas quero ver quem cuidará de você, se algum dia abandonar essa fanfic.

Dressa: (Olha para leitores segurando tochas e se esconde atrás do sofá)

Justine: Aliás, porque é que eu não estou nesse capítulo, huh? É tudo Agatha, Eliza, Agatha, Eliza (puxa a varinha) Você vai morrer!

Dressa: Não! (tremendo de medo)

Agatha: Depois essa fictionwriter se queixa que no teste dela deu Corvinal e não Grifinória... Medrosa dessa maneira é meio complicado.

Dressa: Eu ouvi isso!

Agatha: E o que pode fazer?

Dressa: O poder do mundo... (puxa o lápis e começa a escrever) Era uma vez uma menina chamada Agatha cujo maior amor era por um lobisomen...

Agatha: Nãããããããooooooo! (sai correndo chorando)

Dressa (pensando): Mal sabe ela que eu só escrevi a verdade...


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