Novo capítulo finalmente! Hahaha. Pelo menos não demoro tanto para postar os dessa quanto demoro certas fanfics.......... *olhar distante*. O que tenho a dizer... Aulas matam o tempo de escrever e por isso demoro mais do que o normal e... Agradeço muito as pessoas que estão lendo e me deixando reviews. Fico sempre muito feliz quando vejo uma "Review alert" no meio e-mail. Espero que apreciem o capítulo. ^^
Disclaimer: Harry Potter não me pertence. :/ Só a Justine, a Agatha e a Eliza me pertencem.
Capítulo 9. Obceção.
Longe, muito longe, Eliza começou a ouvir algumas vozes. Abriu lentamente os olhos e aos poucos a imagem desfocada e as vozes irreconhecíveis começaram a se tornar mais claras. A primeira coisa que conseguiu escutar foi Justine, que dizia: "Que bom que finalmente ela acordou". Podia ser porque estava doente e ainda meio zonza, mas Eliza poderia jurar que havia um tom de alívio na voz de Justine, deveria ser apenas impressão... Apesar de que... Depois de chamá-la de zumbi a jovem havia começado a ser mais amigável com ela.
Quando a imagem finalmente se focou, ela fez um pouco de esforço e sentou na cama, olhou aos arredores e viu que se encontrava na ala hospitalar de Hogwarts, entretanto a pergunta era, como havia chegado lá? Se lembrava de ter sido atacada.
- Como eu vim parar aqui? - foi a primeira coisa que perguntou, olhando para Agatha, que estava ao lado dela.
Agatha olhou para ela, seus olhos se encheram de lágrimas e ela deu um abraço bem apertado em Eliza, fazendo todos os machucados que ela tinha no corpo latejarem. A ruiva só parou quando ouviu Eliza gemer de dor e foi logo exclamando:
- Me desculpe!
- Poderia pelo menos responder a minha pergunta antes de sair me abraçando? - perguntou Eliza, meio mal-humorada.
- Pega leve, ela esteve chorando do seu lado nos últimos três dias! - respondeu Remus, em defesa de Agatha, que corou levemente.
- Três dias? - exclamou Eliza, assustada – Como assim três dias? E volto a repetir: Como eu vim parar aqui?
Todos eles trocaram olhares, então Sirius resolveu começar ele, já que havia sido ele que havia estado com ela quando foi atacada. Ele se sentou ao lado dela na cama e perguntou:
- Lembra-se de ter sido atacada?
- Vagamente.
- Então muito menos lembra quem a atacou.
- Exatamente – assentiu Eliza, coçando a cabeça, tentando pensar em como havia sido atacada, mas não tinha a menor idéia, não sabia nem ao menos quais haviam sido os seus ferimentos.
- Covardes – rosnou Sirius, para o nada.
- Comigo foi a mesma coisa, lembram? Me atacaram, apagaram a minha memória e ficou por isso. Assim como aconteceu com os outros dois casos... Todos perdem a memória – disse Justine calmamente, pegando uma poção que havia em cima da cama – Madame Pomfrey pediu para se você acordasse darmos isso para você.
- E onde está ela? - perguntou Eliza, desconfiada, já que Justine estava sempre brigando com ela e jogando feitiços para que o pé dela se enroscasse e ela caísse no chão, feitiços para o suco dela ficar com gosto ruim, etc. Vai saber se não era algo ruim.
- Não puis nada aqui, ela foi falar com Dumbledore, não é, Agatha?
- Sim – afirmou Agatha – Pode tomar, não fará mal.
Eliza pegou e tomou tudo em um gole só, depois tossiu várias vezes e botou a língua para fora fazendo uma careta.
- Isso tem gosto de estrume de dragão!
- Você já comeu estrume de dragão? - perguntou Justine com um sorriso malicoso em seu rosto – Oras, oras! A cara de monga gosta de coisas "exóticas".
- Cale essa boca, morta-viva!
- Não precisa me elogiar, eu sei como você me ama – riu Justine, fazendo uma reverência. Eliza ficou louca, Justine sabia que aquilo era para ser um xingamento (apesar de que para ela era um elogio), mas quando agia como se gostasse do apelido, aquilo deixava Eliza ainda mais nervosa.
- Cale essa boca apenas! E vê se me explica quem me trouxe aqui!
- Ah, é mesmo, ainda não te explicamos! - exclamou Agatha.
- Nós a ouvimos gritar quando estavamos... - começou Lupin, mas então parou de repente e começou a ficar vermelho. Todos os outros presentes olharam para ele, curiosos, mas Agatha se apressou logo e continuou a falar bem alto, antes que alguém perguntasse o que havia acontecido.
- Estavamos observando a Casa dos Gritos, aí nós te ouvimos gritar e corremos atrás de você, então quando chegamos lá, vimos você caída no chão e uma poça de sangue e o Sirius estuporado em outro canto. Eu fiquei do seu lado e tentei fazer alguns curativos para estocar o sangue, porque não sabia nenhum feitiço que lhe curasse, enquanto isso o Remus foi buscar ajuda.
- Então eu encontrei a Profª. McGonagall e pedi ajuda – continuou ele – ela chamou o Prof. Berkins e os dois foram atrás de você. Eles fizeram alguns feitiços de emergência e depois a trouxeram correndo para cá. Por pouco você não chega viva...
- E você? - perguntou Eliza, olhando para Sirius.
- Ah, quando voltaram o Remus me lançou um feitiço desestuporante e eu acordei – disse Sirius – Bem que você poderia ter usado antes de chamar os professores...
- E você achava que eu iria pensar direito em uma situação como aquelas? - perguntou Remus, olhando feio.
Sirius soltou um tipo de um rosnado e olhou para o chão, ainda muito nervoso. Remus não continuou a discutir, ele sabia porque Sirius estava assim e sabia que não era com ele. Sirius estava se culpando pelo que havia acontecido com Eliza. Ele havia lhes contado que quando ele e Eliza estavam andando, ele ouviu um barulho e quando se virou, viu um jato de luz vermelha voar detrás de uma árvore e não teve tempo de desviar. Depois daquilo era a história que haviam explicado para Eliza...
- Não faz a menor idéia de quem tenha a atacado? - perguntou Agatha, meio desconfiada.
- Não mesmo – respondeu Eliza, pensativa – Mas pela sua cara, acho que você tem alguma idéia.
- Bem, é apenas uma teoria, não gosto de acusar as pessoas dessa maneira, mas eu acho que tenha sido Snape – sussurrou Agatha.
- O ranhoso? - perguntou Sirius, quase berrando.
- Shhhh! Fale mais baixo! - exclamou Agatha, nervosa.
- Mas o que faz você pensar que tenha sido ele? - perguntou Justine, parecendo um pouco irritada.
- Você não estava quando aconteceu... Bem, os garotos – disse ela, lançando um olhar feio para Sirius e Remus – Fizeram uma brincadeira com ele um dia antes, e a Eliza estava junto com eles.
- Eu não fiz nada! - exclamou Remus, ofendido.
- Extamente, era seu dever de monitor pará-los, mesmo que sejam seus amigos – exclamou Agatha.
Remus ficou quieto e Sirius olhou para o chão, a única pessoa que ainda se atrevia a falar era Justine, que era a única que não estava se sentindo ofendida pelos comentários mordazes de Agatha.
- Não acho que tenha sido ele – disse Justine, convincentemente.
- Não acha? E o que a faz pensar isso? - perguntou Agatha ironicamente.
- Ele é daqueles que gosta das Artes das Trevas, mas não acredito que saia machucando os outros – respondeu Justine, um pouco nervosa.
- Mas eu vi algo que você não estava lá para presenciar. Quando ele saiu, não foi para Sirius que ele olhou feio, nem para Peter e Remus, olhou para James e principalmente para Eliza. Porque será? Eliza para ele é uma sangue-ruim! Ele é um sonserino e sentiu seu orgulho de sangue-puro ferido por ser rebaixado por ela! - exclamou Agatha, nervosa, levantando da cadeira que estava sentada para ficar em pé e da mesma altura de Justine.
- Olha aqui, em primeiro lugar, ele não é sangue-puro, é mestiço, mas isso não vem ao caso. Não é só por causa de algo assim que você deve sair acusando alguém! Há muitos sonserinos piores do que ele! - rosnou Justine, dando um passo para frente fazendo Agatha recuar um para trás.
- E o que faz você acreditar tanto nele? - indagou Agatha ironicamente.
- Não é da sua conta – respondeu Justine, olhando-a mortalmente antes de se virar de costas, mas antes que saísse, Agatha exclamou algo que não deveria dizer, o que a fez virar novamente para olhá-la dessa vez com muito mais ódio do que antes.
- Será que não foi você quem fez isso então? Para ter tanta certeza de que não foi ele?
A ruiva nem soube o que havia a atingido, não fora um feitiço nem nada, um soco bem no meio do seu rosto havia a arremeçado para o chão, derrubando a divisão entre a cama de Eliza e uma outra cama, que estava vazia. Remus correu e segurou Justine antes que ela jogasse algum feitiço em Agatha, agora que já tinha sua varinha empunhada, enquanto isso Sirius correu para segurar Agatha e ver como ela estava.
- Justine, se acalme! - exclamou Remus, quase não conseguindo segurá-la de tanta força que ela tinha.
- A culpa não é minha se essa daí é uma idiota que não confia nos próprios amigos – resmugou Justine, dando um empurrão em Remus e assim saiu da sala, não fazendo mais nada, não dizendo mais nada e muito menos parando para olhar para trás.
- Você está bem? - perguntou Sirius, ajudando Agatha a ficar em pé.
- Só dói um pouco – disse Agatha, passando a mão em seu rosto, que estava vermelho – E minha boca está com gosto de sangue.
- É melhor irmos lavar isso – disse Sirius, conduzindo-a para fora da ala – Voltamos depois – complementou ele, se virando para Remus e Eliza.
Remus olhou para os dois saindo, ainda meio atordoado e depois se sentou no banco ao lado de Eliza, onde Agatha havia estado todo aquele tempo. Ele jamais havia imaginado que Agatha podia ser tão ameaçadora, apesar de que jamais imaginaria que Justine também pudesse defender Snape e ser tão violenta assim com Agatha, a pessoa com quem ela tinha sempre tanto cuidado.
- Não ache que ela é ruim... - disse Eliza, e Remus olhou para ela, confuso e ela complementou – A Agatha, eu digo...
- Como assim?
- Bem, você está com um olhar estranho e... Estive pensando que talvez você esteja achando que ela não é uma boa pessoa. Sabe, a Agatha sempre é gentil e amável, ela nunca briga com ninguém... Várias vezes que alguém a machucava, ela sempre sorria para mim e dizia: "Está tudo bem", mesmo que chorasse, mas quando alguém me feria, ela brigava com a pessoa mesmo que isso a machucasse. Eu percebi que ela... Não suporta ver pessoas importantes para ela serem feridas.
- A maioria das pessoas é assim, eu suponho – disse Remus.
- Não, não dessa maneira. Agatha me parece meio obcecada... Eu não sei ao certo, mas é como se fosse um trauma ou algo assim. Hm... Acho que eu não deveria estar dizendo isso, ela não se sentiria bem. Apesar de que nem eu sei o motivo dela ser assim. Agatha não costuma se abrir com as pessoas.
Ele não respondeu, parou e olhou para as próprias mãos e logo em seguida lhe veio o pensamento sobre o dia em Hogsmeade no qual ela havia lhe dito sobre se sentir má por se sentir melhor ao saber que outras pessoas também compartilhavam sofrimentos iguais aos dela. Aquele momento ela havia acabado de se abrir com ele, não havia...? Talvez... Algum dia ele pudesse descobrir o motivo para isso também. Eliza tinha razão, não era normal o modo como ela havia ficado enfurecida com Justine...
Fim do capítulo 9.
Dressa: Oh, que lindo, a Justin defendeu alguém!
Justine: Cale essa boca ou você vai terminar como aquela idiota.
Dressa: Ela era sua melhor amiga!
Justine: Na minha vida não tem espaço para aqueles que desconfiam dos próprios amigos.
Dressa: Você tem que descobrir o dom de perdoar! Se não descobrir, sua vida será fria e solitária... ó.ò
Justine: Oh meu Deus, meu nome é Andressa e eu sou a santa da nova era! (caçoando).
Dressa: Ei!
Justine: Lalala... (cantando)
Dressa: Faça o que quiser, você nunca vai ser feliz mesmo, sua desgraçada.
Justine: E eu com isso? Te infernizar é muito melhor do que ser feliz!
Dressa: Ahn... Então... Está bem. Até a próxima, pessoal (morde uma cenoura) Olhem, intertextualidade com o Pernalonga. =D Hauhauhau. *besta*
Justine: (Rouba a cenoura) Hahaha!
Dressa: … ¬¬
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