Como sempre, a escola é meu motivo principal para a demora. Apesar de que dessa vez também foi por conta da série "Crepúsculo" que estou lendo viciadamente e não tenho tempo para revisar os capítulos dessa fanfic que já está no capítulo 19. Se querem culpar alguém pela demora, culpem a Stephenie Meyer que escreveu algo tão viciante.

Obs.: Reviews me estimulariam a revisar mais rápido *chantageando* :)

Disclaimer: Harry Potter não me pertence.


Capítulo 11. Péssima noite.

A noite parecia estar durando anos daquela vez.

Agatha estava deitada em sua cama, rolando de um lado para o outro, tentando esquecer e tirar da cabeça o que havia acontecido. Remus havia a beijado... Ela queria desesperadamente esquecer tudo aquilo! Por mais que fosse tudo com que ela havia sonhado algum dia, ela viu que quando ele percebeu o que havia feito, não havia nada além de arrependimento em seus olhos. Ela... Será que ela era tão ruim assim? Tão feia e inútil? Fraca e imbecil? Porque ele havia a beijado então? Ela tinha... Por um momento ela chegou a ter certeza que ele também gostava dela, mas aqueles olhos... Aquele arrependimento...! Aos poucos seus olhos foram se transbordando de lágrimas e ela se pôs a chorar desesperadamente, quase soluçando. Usava inutilmente seu travesseiro para tentar abafar os soluços altos que soltava, para tentar não acordar as outras meninas, mas era lógico que era inútil. Ela chorava muito alto naquele momento. Se alguém acordasse, ela sabia que teria que contar o que tinha acontecido. A última coisa sobre a qual ela queria conversar... Apesar de que... Talvez fosse bom acordar Eliza! Mas havia algo que ela havia se esquecido. Quando olhou para a cama que estava ao seu lado, viu que ela estava vazia, então se lembrou: Eliza ainda estava no hospital.

Aquela cama vazia lhe pareceu uma flechada que atingia seu peito. Eliza devia saber as respostas de todas as suas incontáveis perguntas. Talvez ela soubesse por que Remus havia se arrependido de beijá-la ou talvez soubesse por que ela havia sentido tanto medo ao olhar para aqueles olhos castanhos tão absurdamente lindos... Talvez Eliza soubesse por que ela era um bebê chorão... Um bebê chorão que queria correr desesperadamente para pedir ajuda de outros sempre que se via caída em um buraco escuro. Era uma fraca que soluçava ao invés de correr atrás de seus problemas.

Estava sempre a cometer erros.

Cometia sempre os piores erros que podiam ser cometidos, assim como havia acontecido naquela noite. Havia sido burra ao deixar que ele voltasse correndo para seu próprio dormitório sem nem ao menos tentar chamá-lo e perguntar o porquê de tudo aquilo. Ela havia sido covarde, como sempre era.

- Agatha, você está chorando? - perguntou alguém que havia se aproximado sem ela perceber, mas Agatha não quis levantar seu travesseiro e mostrar seu rosto que estava todo borrado de lágrimas. Ela apenas tentou mentir sem sucesso:

- Não.

- Hm... Está bem então. Vamos fingir que eu não fiz a pergunta anterior e agora eu afirmo: Eu sei que você está chorando – respondeu Lilian amavelmente, passando a mão nas costas dela – Agora me diga o porquê de estar chorando... Por favor?

- Lilian, você conhece muito bem o Remus, não conhece? - perguntou Agatha, ainda sem mostrar seu rosto.

- Conheço – respondeu Lilian – Então é ele o motivo de você estar chorando?

Ao ouvir a pergunta ela sentiu uma tristeza ainda maior em seu peito e tentou engolir alguns soluços para não fazer muito barulho e acordar também as outras colegas de quarto. Ela estava chorando por causa dele... Porque ela tinha que chorar por causa de alguém que amava tanto?

-Ele... Me odeia? - perguntou desesperadamente.

- Oh meu Deus, Agatha! É claro que não! - exclamou Lilian, e Agatha sentiu que ela estava sorrindo pelo tom de voz dela, então finalmente tirou o travesseiro de cima da cabeça e a olhou nos olhos, perguntando francamente, tentando não voltar a chorar com a imagem daquele arrependimento nos olhos dele que insistia em voltar para a sua mente a cada segundo:

- Então porque ele pareceu tão arrependido depois de me beijar?

A mandíbula de Lilian pareceu quase se deslocar quando ela abriu a boca em um "O" quase perfeito. Parecia que ela havia levado um choque, entretanto também parecia, olhando para seus lindos olhos verdes, que ela sabia a resposta. Uma resposta que Agatha soube que ela escondeu apenas ao observar o modo como seus olhos se tornaram estranhamente evasivos, tornando nítida a sua mentira.

- Remus... Tem alguns problemas com relacionamentos – mentiu Lilian, não sabendo como fazer suas palavras soarem verdadeiras. Ela sabia que a verdade cabia a ninguém mais do que o próprio Remus contar... Por mais que lhe parecesse antiético esconder aquilo por mais tempo, não seria ela que quebraria sua promessa sobre manter segredo. Contar a Agatha era uma decisão que ele deveria tomar.

- Como assim? Por quê?

- Acho que é um segredo dele, a única coisa que sei é que ele possui problemas... - respondeu Lilian, parando de hesitar com suas mentiras e omissões para olhar bem nos olhos dela e dizer verdadeiramente – Mas posso te garantir que ele jamais iria querer vê-la chorando dessa maneira. Ele realmente se importa com você, Agatha.

- E como pode ter tanta certeza? - perguntou ela, querendo confirmar a resposta.

- Eu o conheço. Dê um tempo a ele, tenho certeza que ele irá aceitar os próprios sentimentos.

Um sorriso começou a se formar involuntariamente nos lábios de Agatha. Era impossível para ela não confiar em Lilian quando ela alegava algo com tanta certeza.

Percebendo que o trabalho já estava feito e Agatha havia se acalmado, Lilian resolveu voltar para a sua própria cama. Ainda estava com muito sono. Todavia quando estava para se levantar, Agatha chamou sua atenção novamente e ela se virou curiosa para ver o que a ruiva tinha a dizer. Pelo modo como ela havia se mexido rápido ao vir que Lilian estava se levantando, parecia ser algo importante.

Como Lilian era tão experiente em dar conselhos, Agatha resolveu arriscar a outra de suas preocupações na esperança de que ela pudesse dar uma resposta.

- E posso te fazer apenas... Mais uma pergunta? - perguntou timidamente.

- Claro.

- Sempre que eu o vejo, meu coração se enche de alegria, mas essa noite... Essa noite quando ele me beijou... – ela parou, procurando as palavras certas, então continuou dizendo – Eu estive verdadeiramente feliz, no entanto... Havia algo... Algo no fundo do meu coração... Algo que me apavorou. Você saberia dizer por quê?

Lilian ficou nitidamente assustada. Seus olhos estavam arregalados e por alguns segundos ela havia prendido a respiração por conta do espanto. Quando falou, sua voz saiu rouca e Agatha soube rapidamente, por conta de todo aquele pavor, que Lilian estava mentindo...

- Deve ser por que você não estava acostumada com uma situação como essa – riu ela sem humor nenhum – E se não se importa, tenho que dormir agora. Amanhã cedo vou assistir ao teste para rebatedor. Você irá participar, não vai?

- Ah... Sim – respondeu Agatha, um pouco insegura – Vou...

- Então tente dormir um pouco, vai fazer bem. Eu te vejo amanhã nos testes e... Boa sorte!

- Obrigada – agradeceu Agatha, fechando os olhos e quando os abriu novamente para ver se Lilian ainda estava ali, ela viu que a amiga já havia se deitado em sua própria cama. Então parou para se perguntar: Sabia que Lilian havia mentido para ela, mas porque será? Talvez houvesse coisas sobre Remus que ela desconhecesse... Mas infelizmente não conseguia descobrir o que era...


Fim do capítulo 11.

N/a: Antes que vocês me digam que a Agatha é boba ou lerda por não perceber tudo que está em sua frente, tentem entender que quando não queremos ver algo, não vemos de maneira alguma e, por conta disso, Remus ser um lobisomem é a última coisa que poderia passar por sua cabeça.


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