Ainda sinto falta das reviews... Só o Maninho Vitor me entende... i.i
Disclaimer: Harry Potter não me pertence.
Capítulo 12. Testes para rebatedor.
Mesmo com pouco tempo de sono, na manhã seguinte Agatha acordou se sentindo revigorada. Ela não sabia por que, mas tinha certeza de que tinha tido um sonho tão bom que havia sumido com todas as suas preocupações; agora o que tinha que fazer era se concentrar para o teste e tentar tirar Remus de seus pensamentos. Por Eliza ela venceria aquele teste! Ela se trocou o mais rápido que podia e desceu para o campo de quadribol.
Durante todo o caminho longo, ela já foi correndo, para ir fazendo o seu aquecimento. Foi só quando estava bem na frente do campo que se lembrou de um detalhe muito importante: ela não tinha nenhuma vassoura. Bateu a mão na testa e parou olhando para o nada, furiosa com a própria burrice. Como podia ter esquecido o detalhe mais importante?! Será que a escola poderia lhe emprestar uma? Tentou tirar aquilo da cabeça, não era com isso que ela devia se preocupar no momento, James poderia dar um jeito depois se ela passasse no teste. Tinha era que vencer! Com determinação e garra!
Quando chegou ao vestuário, viu que o time todo de quadribol já estava lá, com o adicional de uma pessoa que não vestia o uniforme de quadribol. Logo que os membros do time a viram se aproximar, um dos membros – uma menina de cabelos castanhos escuro – comentou animada:
- Oras! A Agatha? Você sabe jogar quadribol?
- Bem... Eu ajudei Eliza a treinar nos últimos anos... - disse ela, um pouco envergonhada por acabar de virar o centro das atenções – Mas não sou de perto tão boa quanto ela.
- Hm... É uma pena, mas tomara que possa fazer um bom trabalho! - exclamou ela – Assim como a nossa amiguinha aqui, não? - perguntou, apontando para a que estava sem uniforme, que deveria estar no terceiro ano da escola. Ela era pequena e tímida, mas deu um sorriso e disse:
- Boa sorte para você.
- Ah, muita gentileza sua! - exclamou Agatha – Desejo a você também boa sorte.
Esperaram mais um tempo até que todos os participantes chegassem, esperando apenas mais dois alunos: um jovem alto, moreno e forte, que colocou um pouco de medo em Agatha; e outro mais magro e desajeitado.
- Agora, é o seguinte, é simples, o de vocês quatro que se mostrar mais eficaz defendendo o time dos balaços, será o nosso rebatedor esse ano – explicou James, se referindo aos quatro candidatos – Farei o treino um a um, vocês jogarão durante vinte minutos cada um, enquanto isso – ele complementou se virando para os outros membros do time – todos vocês joguem como se estivéssemos em um jogo de verdade, certo?
- Pode deixar! - exclamou a morena, que havia falado com Agatha logo que a ruiva chegou. Seu nome era Alice.
- Então, alguma pergunta vocês quatro?
- Hm... Vassouras? - disse Agatha, envergonhada – Eu... Sabe... Não tenho uma... Costumava usar algumas da escola quando treinava com Eliza. Posso pegar alguma no armário?
- Sim, todos vocês que não possuírem uma vassoura peguem uma da escola no armário, a Prof.ª McGonagall deu permissão, mais alguma pergunta? - como viu que ninguém dizia nada, ele continuou – Ótimo! Quem de vocês será o primeiro? - perguntou ele, se virando para os quatro candidatos. Os quatro ficaram em silêncio por alguns segundos, até que o moreno alto deu um passo para frente e disse com sua voz grossa:
- Posso começar.
- Então vamos para o campo, marcarei o tempo logo que soltar as bolas.
O time foi até o estádio, enquanto isso Agatha olhou para os dois meninos e disse:
- Que tal assistirmos da arquibancada?
- Ótima idéia! - respondeu o menino com cara de desajeitado e a menina ao seu lado assentiu.
Eles foram até o armário, pegaram as suas vassouras, colocaram os equipamentos de segurança e depois subiram para a arquibancada, onde Agatha viu Lilian, Peter, Sirius e Eliza sentados assistindo o treino. Quando viu que Eliza também se encontrava ali, ela correu animadamente e pulou em cima da amiga abraçando ela, dizendo quase em um grito:
- Você veio!
- Mas é lógico que eu vim! - respondeu Eliza, incrédula – Eu quero saber quem vai pegar meu lugar! Tomara que seja alguém que valha a pena!
- Me senti... Lixo... - choramingou Agatha.
- Hahaha, não se preocupe você fará bem – disse Lilian, feliz.
- É melhor que faça mesmo! Não podemos perder a taça para a Sonserina! - ameaçou Sirius.
- Você não está ajudando... - resmungou Agatha.
Os outros dois alunos foram até os três e Lilian se virou e olhou para eles, sorrindo:
- Oh, bom dia, Arthur, Miri, imaginava ver vocês aqui.
Lilian como uma monitora, conhecia a maioria dos alunos da casa, já que tinha que tentar mantê-los na linha. Os dois se sentaram ao lado deles e o treino começou. Como Agatha esperava o moreno que havia metido medo nela era muito bom. Ele acertava a maioria das bolas. Eliza pareceu até incomodada com ele, e disse:
- Agatha, você pode fazer melhor! Eu acredito em você!
Aquilo não ajudava muito... Sério. Parecia mais era pressão psicológica.
Passados os vinte minutos, o próximo trocou, depois dele, foi o jovem com nome de Arthur, que também jogou bem, mas não tanto como o moreno e depois dele, Agatha se prontificou a ir, já que viu que a garotinha do terceiro ano parecia tremer um pouco. Ela pegou a vassoura e entrou em campo. Fez todo o possível para atirar todos os balaços e viu que na arquibancada Eliza, Lilian, Sirius e Peter a aplaudiam sempre que fazia algo certo, o que a deu mais força para continuar jogando. Fez todo o possível para acertar todos os balaços para longe dos jogadores, fazendo todo o esforço que podia.
Eliza lhe disse que ela provavelmente havia ido melhor do que os outros dois e que estava orgulhosa dela, mas Agatha não conseguia acreditar que poderia ter ido melhor do que o grandalhão. Ele realmente a preocupava.
Depois dela, a menina tímida do terceiro ano entrou e começou o teste. Jogou tão bem quanto o moreno, Agatha temia até que tivesse ido melhor do que ele. Até mesmo Eliza pareceu se convencer de que ela era uma boa escolha. Foi então que eles se reuniram novamente no vestuário e James anunciou:
- Todos vocês jogaram muito bem, pena que não posso colocar todos vocês no time... Mas quem jogará por nós esse ano será Agatha.
- Como assim? - rosnou o moreno alto – Você só a está escolhendo porque é sua amiga, está protegendo ela.
- Agatha jogou muito bem e ela tem o direito de participar – disse James, sem medo do rapaz, que era muito mais alto e forte do que ele.
O rapaz deu um passo, já se aprontando para pegá-lo pela gola da camisa, então Sirius apontou sua varinha para as costas dele e disse:
- Foi um teste justo, aceite o que tem que ser.
O moreno olhou por cima do ombro e parou, então resmungou:
- Droga, com pessoas como vocês em minha casa, eu preferiria muito mais ter ido para outra delas.
E depois o rapaz saiu da sala, deixando todos olhando para a porta com cara de desgosto. Então Alice disse baixinho, fazendo todos rirem:
- Realmente, esse daí deveria estar era na Sonserina.
- Parabéns! - disse James, apertando a mão de Agatha – Você jogou melhor do que eu imaginava que jogaria. Sinto que fiz a escolha certa em colocá-la no time esse ano.
- O-obrigada! - agradeceu Agatha, envergonhada – E-eu dei o meu melhor.
- Eu sei – sorriu James, e depois se virou para os outros dois, que estavam realmente decepcionados – E quanto a vocês, espero que ano que vem tentem entrar no teste para o time. Alguns de nossos jogadores estarão de saída então ficarei feliz em recebê-los.
- Está certo... - disse Arthur, dando um sorrisinho triste – Obrigado, capitão. E parabéns para você, Agatha.
- Parabéns – disse a outra menina, também decepcionada.
- O-obrigada... - agradeceu Agatha de novo, sentindo um péssimo peso nas costas por ter sido escolhida.
Os dois perdedores saíram do vestuário juntos, conversando em voz baixa e os outros viraram para James, esperando que ele dissesse mais alguma coisa, então ele anunciou:
- O primeiro jogo será na semana que vem. Temos o campo livre para treino na segunda, na quarta e na sexta, a véspera do jogo contra Lufa-Lufa – explicou James – Vocês estão liberados.
- Hey! Estamos no primeiro jogo da série! - exclamou Alice, alegremente.
- Droga, porque está tão animada? - resmungou um garoto ao lado dela, o outro rebatedor do time. Não gosto de ser o primeiro.
- Ah, pare de reclamar! - respondeu ela, ainda no mesmo tom de animação, dando um soco fraco nas costas do rebatedor de cabelos castanhos claros – Não é, Agatha?
- S-sim... - riu Agatha, alegre.
- Agatha, eu posso falar um pouco com você? - perguntou James, chamando-a para um canto e ela assentiu e foi até ele, então ele lhe disse:
- Não posso dizer isso para o resto do time se não eles vão querer sair da cama a noite e isso a Prof.ª McGonagall não vai autorizar, mas ela me concedeu uma permissão para treinar com você todas as noites até o jogo. Você pode?
- Ah, mas é lógico que sim! - exclamou Agatha – Eu estava mesmo um pouco preocupada com apenas quatro treinos.
- Ótimo, nos encontramos no buraco do retrato amanhã as dez da noite. Tenho que pegar uma autorização com a McGonagall ainda, ela disse que teria que falar com Filch e Dumbledore primeiro.
- Ok – respondeu Agatha alegremente.
A tarde passou rápido e naquele mesmo dia, principalmente devido à conversa que James e Sirius haviam tido com Minerva sobre a reunião (na manhã seguinte, porque de noite fora algo inútil acordá-la), Dumbledore deu um anúncio para que todos os alunos andassem sempre em grupos, evitando o máximo que podiam ficar sozinhos. Agora que sabiam que o problema não era apenas com nascidos trouxas, o problema havia ficado ainda mais grave. Entretanto o aviso causou uma grande inquietação, principalmente na mesa dos sonserinos, que começaram a gritar bem alto: "É isso aí, seu bando de sangues-ruins!" e "Mandaram bem!".
Quando a noite finalmente chegou, Agatha, Eliza, os marotos e Lilian se sentaram nos sofás em frente à lareira, como não faziam há muito tempo. Com todos os acontecimentos: as provas, ataques e detenções; ficava difícil reunir todo o grupo em um mesmo lugar apenas para jogar tempo fora e conversar. Aqueles momentos fúteis da vida que fazem valer a pena viver.
- Então agora temos uma nova integrante no time! - disse James, levantando uma taça de whisky de fogo – Vamos brindar!
- James, você não deve beber em dias de semana! - repreendeu Lilian, mais como uma brincadeira do que falando sério.
- O que será que eu tenho que fazer para você não brigar comigo? - brincou ele, dando um beijo na bochecha dela e ela riu.
- Vocês dois não podem deixar essa melação para quando não estamos por perto? -brincou Sirius.
- Mas momentos em que ela não está brigando comigo são tão raros! - riu James, fazendo Lilian olhá-lo de esguelha – Está vendo, já começou!
- Vocês não tem jeito mesmo... - disse Sirius, rolando os olhos – Mas concordo com o brinde. Saúde!
Ele ergueu a sua taça e todos os outros fizeram o mesmo e disseram também em uníssono: "Saúde". E viraram as taças de whisky de fogo. Agatha não costumava beber aquele tipo de coisa, mas aquela noite era uma exceção, ela estava no time, tinha que comemorar! Enquanto todos riam, ela olhou para Remus com o canto dos olhos, se esforçando o máximo possível para que ele não percebesse que ela estava olhando para ele. Por fim abou percebendo que se virasse e o encarasse na cara dura, ele também não teria notado, parecia tão absorto em pensamentos que nem com uma bomba explodindo bem a sua frente chamaria a sua atenção.
- Remus – chamou ela, e todos ficaram quietos no mesmo momento. Desgraça, aquele era um daqueles momentos que ela mais odiava, quando não abria a boca, todos conversavam e quando era para eles continuarem, todos ficavam quietos.
Ele virou o rosto devagar para olhar para ela, seus olhos pareciam espelhar tristeza, tirando todas as forças que ela havia reunido para chamá-lo. Ela desviou os olhos dos dele rapidamente e perguntou:
- Você... Está bem?
- Hn... - afirmou ele, voltando sua atenção para o fogo.
Maldita conversa inútil! Havia tido que reunir tanta coragem para ouvir apenas algo assim?! Se pudesse iria sacudi-lo até conseguir uma resposta descente, mas não tinha coragem. Não depois de ele ter... Beijado ela.
- Ahhhhh, sabem que ontem recebemos uma detenção? - perguntou Sirius, percebendo a situação incomoda.
- Oh meu Deus, mesmo? - exclamou Eliza, também querendo ajudar.
- Sim! - respondeu Sirius, no mesmo tom de voz que Eliza.
- Como? - continuou ela, fingindo grande espanto.
- Batemos na porta da Prof.ª McGonagall no meio da madrugada! - riu ele, bem alto.
Eliza não esperava ouvir aquela resposta e começou a rir também bem alto. Então ouviram alguns alunos gritarem do outro canto da sala:
- Tem gente querendo estudar aqui!
Os dois trocaram olhares e todos os outros também começaram a rir, mas dessa vez tentando fazer um pouco menos de barulho, entretanto Eliza e Sirius simplesmente não conseguiam, eles eram um tanto quanto escandalosos, o que rendeu uma livrada que acertou em cheio a cabeça de Sirius.
- Esses idiotas! – resmungou ele, passando a mão na cabeça, onde um galo certamente iria ter se formado na manhã seguinte.
- Acho que não comentamos com vocês... Mas, Eliza, ontem eu, a Agatha, o Remus e o Sirius vimos as pessoas que te atacaram – disse James.
- Hm? Onde? - exclamou Eliza, assustada, olhando para Agatha, emburrada, como se dissesse: "E você nem se deu ao trabalho de me contar!".
- Ontem vimos a Agatha indo para a floresta proibida seguindo alguns sonserinos e ficamos preocupados e também curiosos, então fomos atrás dela – explicou Sirius – Aí ouvimos uma reunião. Eles disseram que estavam atacando nascidos trouxas e que começariam também a atacar traidores de sangue.
- Isso não está me soando bem... Vocês sabem quem eles são? - perguntou Lilian.
- Lúcio Malfoy, Cristian Macdrin e acreditamos que aqueles Crabbe e Goyle também – explicou James – Os outros dois eu não sei, só sei que havia uma garota entre eles.
- E que Justin tinha razão... - disse Agatha, deprimida – Snape não estava mesmo entre eles...
- Não foi só você, também nos enganamos a respeito dele – disse Sirius, dando um tapinha nas costas dela.
A noite correu e pouco tempo depois eles subiram para o dormitório. Agatha olhou para a lua e pensou: "Amanhã já é lua cheia..." Então se lembrou que James havia marcado o treinamento com ela no dia seguinte. Seu corpo se arrepiou inteiro e ela sentiu um grande medo encher seu coração: "Coragem, Agatha! Você não pode deixar esse medo atrapalhá-la pelo resto da vida".
Fim do capítulo 12.
Sirius: Eu realmente odeio essas pulgas... -.-
James: Hm... Então acho que é hora de darmos um banho no totó! (levanta uma mangueira)
Sirius: E-ei! Não! Água não!
James: Peter, segure-o! Remus, busque o remédio anti-pulgas!
Sirius: Vocês me traíram!
Remus: Aqui está o remédio.
James: Agora Sirius, hora de se transformar em cachorro.
Sirius: E se eu não quiser? (fazendo birra)
James: Vou espalhar os seus segredos porque eu sei de tudo!
Sirius: Nãããããããoooooo! (se transforma em cachorro)
James: Essa ameaça sempre funciona com qualquer um... Eu me pergunto o que eu faria no dia que ele percebesse que eu não tenho nada para espalhar.
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