Puts, esse capítulo demorei para eu postar. Eu tinha até esquecido que tinha que postar... Bem, mas a julgar pelo número de reviews, ninguém anda ligando muito mesmo. :P
Disclaimer: Harry Potter não me pertence, quem dera eu ser milionária.
Capítulo 13. Grifinória X Sonserina.
A semana passou voando.
Todas as noites, Agatha treinava o máximo que podia até quando o primeiro dos jogos chegou e eles venceram com 90 pontos de diferença após James pegar o pomo de ouro. Todos os grifinórios estavam contentes com o desempenho da integrante de última hora, assim como Eliza que apesar de muito orgulhosa, não deixava de transparecer que ficava um pouco triste conforme os jogos passavam. Ela havia treinado tanto para poder estar no time e já no segundo ano que participava dele, ela não podia participar...
Na noite de lua-cheia que ela tanto temia chegar, no final das contas acabou nem tendo que preocupar-se porque James desmarcou o treino e disse que era perigoso demais treinar durante noites de lua cheia já que o campo de quadribol ficava próximo à floresta proibida. Ela ficou aliviada, mas mal sabia ela que o verdadeiro motivo era porque James e os amigos ficavam junto com Remus quando ele se transformava em um lobisomem.
Finalmente, após tantos jogos, na manhã de uma quarta-feira iria acontecer a última partida. As aulas haviam sido até mesmo suspensas para que ocorresse o último jogo do ano: Grifinória versus Sonserina. Um dos jogos sempre mais esperados pelas duas casas devido a sua grande rivalidade. Agatha estava com muito medo, sempre havia ouvido falar e visto que os alunos mais violentos eram da sonserina. Sempre em um jogo contra aquela casa um estudante acabava se machucando... Na Lufa-Lufa um rebatedor havia acertado um balaço em cheio no peito de um jogador, o que fez com que ele fosse derrubado de sua vassoura e quebrasse algumas costelas onde o balaço havia o atingido (só não se estatelou no chão por causa de um feitiço lançado pela juíza do jogo para amortecer a sua queda). Na Corvinal uma menina havia sido derrubada da vassoura por um dos artilheiros na disputa pela goles. Concluindo, Agatha tinha medo de sofrer algum "acidente".
Faltavam dez minutos para começar a partida e todos os integrantes já estavam reunidos ao redor de seu capitão, James Potter. O rapaz escreveu algumas coisas no quadro e pediu para que os jogadores seguissem a sua estratégia, estando sempre atentos aos jogadores que ele mencionava que eram os mais perigosos. A meta principal de Agatha era defender o time o máximo possível dos rebatedores, sempre tentando marcá-los para rebater o balaço logo que eles o pegassem.
Por mais que alguns não quisessem que aquele momento chegasse, o sino soou alto e eles ouviram as vozes do lado de fora do estádio começando a ficar cada vez mais altas com o sinal de que eles deveriam entrar. Todos gritavam em voz bem alta os nomes: "Grifinória" e "Sonserina". Apesar de que o som da casa Sonserina parecia estar até um pouco abafado por trás dos gritos da torcida da Grifinória – já que nela havia muito mais torcedores do que para a Sonserina. Todos os alunos da Corvinal e da Lufa-Lufa que estavam presentes torciam pela Grifinória.
Quando entraram em campo, James e o capitão da Sonserina foram até o meio dele e tiraram na cara ou coroa quem começaria com a posse da goles. O capitão da outra casa venceu, portanto quem começaria com a goles seria Sonserina.
Todos montaram suas vassouras e segundos depois soou o apito da juíza e o jogo havia começado. Os artilheiros da casa vizinha voaram com toda a velocidade, batendo nos artilheiros da grifinória, mas quando eles chegaram ao gol, o goleiro da Grifinória defendeu de uma maneira espetacular. Todos os sonserinos vaiaram.
Bem longe do gol, Agatha olhava de um lado para o outro, esperando encontrar o rebatedor da sonserina que havia ficado a encargo dela, mas ele não estava em qualquer lugar que sua visão pudesse alcançar. Ela abaixou a cabeça para procurar embaixo e logo que se abaixou, percebeu que aquela idéia havia sido uma inspiração divina porque um estranho vento passar bem forte sobre sua cabeça e ela sentiu um leve sentimento de que algo havia acabado de raspar em seu coro-cabeludo. A ruiva olhou para frente e viu que estava certa quanto ao sentimento, um balaço havia acabado de vir voando para a sua nuca. Ela ergueu o braço logo que ele fez uma curva para voltar atrás dela e o lançou para o mais longe que podia, mirando para o campo da sonserina e para o alto.
- Droga – ela ouviu um resmungo atrás dela, vindo do rebatedor da sonserina do qual ela deveria se encarregar. Então era aquela a origem do balaço que havia quase acertado sua cabeça e, pela maneira que ele a olhava, ele não havia ficado nem um pouco satisfeito com o não "knock out".
O rebatedor voou para onde vinha outro balaço e Agatha tentou voar mais ou menos perto, mas o alvo dele não eram os outros jogadores, era ela. Por pouco que ela não acaba sendo atingida no braço; na última hora acaba conseguindo arremessá-lo para outro lado. Mas o rebatedor não se deu por vencido, ele fazia de tudo para encurralá-la. Continuaram nesse jogo de tentar se acertar por um bom tempo, enquanto isso a sonserina marcava vários gols, estando com o placar de 40 pontos na frente. E quanto ao capitão do time da Grifinória, ele estava parado no alto olhando de um lado para o outro. Nem um sinal do pomo de ouro.
O tempo foi passando e a partida continuava tão intensa quanto no começo. Finalmente o rebatedor havia desistido de Agatha para tentar acertar outros jogadores, mas ela quase sempre conseguia defender. Quando não conseguia o companheiro acabava percebendo e desviava a tempo. Foi então que ela sentiu uma dor muito aguda atingir a sua perna, soltou um grito bem alto de dor, quase abafado pela risada dos sonserinos que assistiam. Ela olhou para o lado de onde deveria ter vindo o balaço e viu que não havia sido o rebatedor que estava tomando conta. O outro rebatedor da grifinória estava parado no ar, chocado, enquanto um sonserino que estava perto dele sorria com um olhar triunfante.
- Me desculpe Agatha! Eu não-.
- Está tudo bem, se concentre no jogo! - gritou ela, interrompendo Alan. Ela mordeu os lábios após terminar de falar, quase os machucando ao ponto de sair sangue. Julgando ao modo como estava doendo, a sua perna estava quebrada e por mais que ela pudesse tentar manter-se forte por muito mais tempo, não sabia até que ponto agüentaria, ela sempre fora muito fraca para dores.
Tentou localizar James com os olhos no lugar onde ele havia estado parado o tempo inteiro, tentando pedir algum conselho, mas ele não estava mais lá. Procurou-o com os olhos rapidamente e por fim o viu mergulhando lado a lado com o apanhador da Sonserina. Se eles já estavam atrás do pomo, ela agüentaria firme, aquele não era o momento de desistir. Ela tinha que fazer o possível para tentar manter os outros jogadores ilesos enquanto James capturava o pomo para eles. Ela sabia, tinha confiança de que ele capturaria antes do sonserino que estava um pouco atrás dele, quase ao seu lado. James era o melhor apanhador de Hogwarts.
Apesar de sua tão grande fraqueza, esforçou-se ao máximo para continuar, então passados apenas cinco minutos que mais pareceram vários anos para ela, o apito soou novamente e eles souberam que a partida havia chegado ao fim. Todos olharam para os dois apanhadores, forçando os olhos para enxergar quem tinha a bolinha dourada nas mãos, mas o locutor anunciou mais rápido: "James Potter pega o pomo! A vitória é da Grifinória!".
Quase todo o estádio pulou de alegria, pelo menos 2/3 do estádio torciam pela Grifinória. Os jogadores desceram para o chão e logo que Agatha pousou no gramado, Alan já veio correndo atrás dela e colocou o braço dela ao redor de seu ombro, a ajudando a continuar em pé, para que assim ela não tivesse que se apoiar em uma perna só.
- Professora, nós precisamos levá-la até a Ala Hospitalar – disse ele à juíza.
- Está certo. Se estiver tudo bem para você, eu posso levá-la com a ajuda de algum outro professor, para que você possa comemorar junto com os outros.
- Não, eu farei isso – respondeu ele, por se sentir muito culpado.
- Está tudo bem, pode comemorar com os outros, um pouco mais tarde eu estarei no salão comunal com vocês para a festa – disse Agatha, mas mesmo assim ele insistiu, e ela foi carregada por ele e pela juíza até a Ala Hospitalar.
Quando chegaram, ela se sentou em uma maca e poucos segundos depois Madame Pomfrey já chegou correndo para fazer os feitiços de reparo em seus ossos e enfaixar a perna dela, dando-lhe também algumas poções, entre elas uma inibidora de dor.
- Sua perna estará boa daqui a três dias. Os feitiços curam rápido, só mantenha-a enfaixada. Fique aqui apenas por mais meia hora, depois pode ir embora. Só preciso ter certeza de que as poções vão realmente funcionar e se você não terá nenhuma reação alérgica – disse a enfermeira – Com licença – e se retirou.
- Ah, que bom que estará tudo bem – suspirou Alan, aliviado.
- Sim, obrigada por se preocupar tanto – respondeu Agatha, sorrindo – Agora, por favor, vá comemorar com os outros, Alan.
- Mas você acabara ficando sozi-.
- Agathaaaaaaaaaaaaaaaaaa! - gritou alguém, entrando correndo pela sala, quase trombando com a juíza que estava saindo – Você está bem?
- Ah, sim, ótima! - exclamou Agatha, rindo – Eliza, você se preocupa demais.
- Não só eu – riu a amiga, apontando para a porta. Atrás dela vinham Alice, Lilian, Sirius e Peter...
Entretanto Remus não estava lá... Como havia feito desde aquele dia, ele continuava a ignorá-la. Ela, por sua vez, não tinha nem coragem de perguntar o que havia acontecido. Quando viu todas aquelas pessoas, mas com a ausência dele, era como se estivesse sozinha. Deu um sorriso o mais real que pôde, e continuou falando:
- Oras! O que fazem todos aqui?
- Não podemos deixar uma amiga que se machucou ficar sozinha! - riu Alice – James e os outros do time estão pegando o troféu. Eles pediram para que eu me desculpasse por não poderem estar aqui. É que você sabe, eles querem pegar o troféu e tal e tal... Mas já ganhamos o torneio nos últimos três anos e eu sempre estive no time desde os últimos quatro anos... Faltar de uma entrega de troféu para conversar com uma amiga hospitalizada não é algo ruim.
Pelo visto ninguém havia notado que o seu sorriso não havia sido o mais verdadeiro que podia dar.
- Fico feliz que se preocupem comigo. Companhia é sempre bom.
Os amigos pegaram algumas cadeiras e se sentaram ao lado dela, junto com Alan, dizendo que eles ficariam lá até o prazo de meia hora acabar. Logo que pegaram algumas cadeiras, Sirius se apressou e se sentou perto de Eliza. Agatha podia ver claramente como a amiga havia ficado feliz, mas ao mesmo tempo aparentava estar meio "incomodada". Agatha não entendia muito bem Eliza... Porque quando era com ela... Quando Remus fazia isso, ela não se sentia... Incomodada...
"Remus..." pensou ela, depressivamente "Ele não está aqui...".
De todos os presentes, Lilian foi a única a perceber que Agatha não estava feliz e em uma tentativa de ajudá-la, começou a puxar assunto. Começou a falar sobre o jogo de quadribol que ela achava que Agatha havia jogado muito bem e estava orgulhosa. James havia lhe dito que não imaginava que Agatha pudesse jogar tão bem devido a aparência fraca dela, mas a garota havia lhe surpreendido bastante. Apesar de o comentário ter sido para animá-la, a ruiva na verdade se sentiu um pouco pior... Então ela tinha aparência fraca...! Mas era bom saber que era uma boa jogadora apesar disso.
Por fim, graças à ajuda de todos ao conversar e tagarelar sobre qualquer coisa que a fizesse feliz, o tempo acabou passando muito mais rápido do que ela esperava e logo Madame Pomfrey veio lhes avisar que Agatha já podia se retirar. O único "porém" era que ela teria que andar com o auxílio de um par de muletas por todo o resto da semana até domingo, o dia que ela deveria voltar para tirar o gesso.
- Então, agora vamos para a festa? – perguntou Alice animadamente.
- Já estava começando a ficar impaciente – riu Sirius – Agatha, você só nos enche de trabalho.
Eliza lhe lançou um olhar de repreensão e ele riu.
Apesar de toda aquela empolgação, todos eles acabaram andando devagar para acompanhar Agatha em sua trajetória lenta com as muletas. Quando chegaram ao salão comunal, porém, todos eles se explodiram de alegria e Agatha não pôde deixar de se sentir culpada por tê-los feito se atrasar tanto. Ela era um estorvo às vezes... Será que para Remus ela era um estorvo?
A festa dentro do salão parecia mais com um mercado de peixe do que com uma festa. A grande taça de quadribol estava em uma mesa bem no meio do salão, rodeada de copos cheios de cerveja amanteigada e whisky de fogo, o que tirava um pouco todo o seu "brilho", mas aquela ainda lhe parecia a maior vitória que já haviam tido desde que ela entrara na escola. Aquela havia sido a primeira vez que ela havia contribuído para a vitória... Nunca imaginara que aquilo lhe traria um sentimento tão satisfatório. Logo que entraram no salão, vários alunos correram e encheram Agatha de perguntas: "Como você está?", ou faziam até comentários: "Aquele sonserino desgraçado, foi culpa dele que o Alan errou o alvo! Se quiser eu acabo com ele essa semana!", "A sua perna vai melhorar quando?" e outros também se dirigiam a Alice e Alan, o rebatedor, lhes parabenizando também.
Todos andaram praticamente juntos até o meio do salão e quando Agatha olhou para os lados, viu que o único que havia sobrado, também achando que ainda havia pessoas ao seu redor, era Peter, que também ficou surpreso com a cara de surpresa dela. Lilian já havia corrido até James e pulado em um abraço. Eliza havia ido até um grupo de alunos junto com Sirius e todos eles estavam enchendo os seus copos com whisky de fogo. Pelo visto Agatha teria que procurar outra companhia... Principalmente agora que Peter havia corrido atrás de Sirius, apesar de que com isso ela não se importava. Ela não gostava de Peter afinal...
Procurou pelo salão quem poderia lhe fazer companhia e acabou encontrando Alice, que estava conversando com vários outros membros do time de quadribol. Pensou em correr até eles e conversar também sobre a partida, no entanto algo lhe chamou a atenção. Em um sofá um pouco mais afastado da multidão, estava sentado Remus, sozinho. Para ajudar ainda mais a situação, havia um acento vazio ao seu lado.
Ele tinha um olhar tão perdido quanto um protozoário em meio a um mar de bactérias. Ele parecia triste...
"Droga, porque fica com essa cara triste quando eu é que deveria estar triste? Não foi ele que me ignorou a semana inteira?" pensou ela, soltando um "Hmpf!". Então se virou para ir até Alice, mas olhou novamente para trás, e viu novamente aquele olhar triste, apenas fitando seu copo cheio de cerveja amanteigada "Talvez seja uma chance que eu não vá mais encontrar em muito tempo..." pensou ela, cerrando o pulso, determinada.
Ela foi até a mesa onde estava o troféu antes, pegou um copo e olhou para o reluzente troféu enquanto tentava tomar coragem. Tomou um gole da cerveja amanteigada de seu copo e se virou, andando até onde ele estava. O rapaz estava tão concentrado no nada que nem notou a aproximação dela.
- Bu! - exclamou ela, quando chegou perto dele.
Remus deu um salto e olhou para ela assustado de um modo que ela nunca havia visto em toda a sua vida. Fora até engraçado. Ela queria guardar aquela memória para sempre...
- A-a-a-a-a-aghat-t-ta! - gaguejou ele, forçando um sorriso, mas seus olhos continuavam arregalados – P-p-parabéns pelo jogo!
- O-bri-ga-da! - riu ela, separando as sílabas para dar mais entonação – Senhor assustado.
- A-assustado? N-n-não sou assustado! – ele retrucou, abaixando a cabeça e fitando novamente o seu copo, que estava ao ponto de lhe escapar das mãos de tanto que ele tremia.
- Oh meu Deus! Então porque você está gaguejando? Quer que eu te leve a Ala Hospitalar? - exclamou ela, em um tom zombeteiro.
- Não, estou bem – respondeu ele vagarosamente, para que não voltasse a gaguejar – Sua perna, como está?
- Ah, quebrei. Daqui a uma semana vai estar boa... Aliás, posso me sentar? Não é muito bom ficar em pé estando com a perna ruim. A outra dói.
- Claro – disse ele, ainda sem olhar para ela.
Agatha respirou fundo e se sentou ao lado dele. Ver que ele estava tão nervoso quanto ela havia estado quando foi pegar seu copo lhe acalmou e agora ela já havia parado de tremer, entretanto também não sabia o que dizer. Não sabia por onde começar... Era uma situação incrivelmente constrangedora. Ela tomou fôlego e quando se virou para falar alguma coisa, viu que ele havia virado junto e aberto a boca para falar na mesma hora, então ela riu e se antecipou:
- Pode falar!
- Não, fale você.
- Não precisa ser cavalheiro, pode falar! - disse ela, sorrindo.
- Não, eu insisto, fale!
- Não, então eu não vou falar.
O rosto dele começou a corar e ele olhou para o chão.
- É que... Eu... Bem... Eu... Queria lhe pedir... Desculpas, pelo que eu fiz.
- Hm? - disse ela, não acreditando no que havia ouvido. Era como se uma pedra houvesse afundado em seu estômago. Aquilo queria dizer que ele realmente estava arrependido por tê-la beijado. Não era aquilo que ela queria ouvir! Aquele idiota...!
- Me desculpe – repetiu ele, percebendo que ela continuava a olhá-lo com a mesma cara de antes.
- N-não... Eu... Eu não vou te desculpar! - respondeu ela, nervosa.
Remus empalideceu, tentando se explicar rapidamente, mas ela não deixou, interrompendo-o antes que ele começasse:
– Remus, você faz idéia do que eu senti com você fugindo de mim por mais de uma semana?
- Eu não... Eu não conseguia f-falar... Com-.
- Ah, é mesmo? - perguntou ela, seus olhos se enchendo de lágrimas – É mesmo que você não tinha coragem? Está bem! Eu fiz como Lilian me disse, eu te dei um tempo. Tentei até falar com você, mas quem me olhou com aquela cara de: "Eu fiz algo errado" foi você!
- Mas Agatha eu... Eu realmente... Por favor, me desculpe! - insistiu ele, esquecendo que o copo estava em sua mão e derrubando todo o conteúdo no uniforme dela. Ele ficou ainda mais pálido do que já estava, ficando quase da mesma cor que Justine – Eu... Me desculpe! Vou buscar algo! - disse ele, se levantando rapidamente, mas Agatha agarrou o pulso dele para que ele não pudesse fugir.
- Fique aqui até que eu termine de falar com você! - brigou ela.
- O que você espera que eu faça? - perguntou ele, sinceramente, sem virar o rosto novamente para olhá-la.
- Só quero que você me diga por que fez isso... - respondeu ela meigamente – Por favor... Remus...
Agora ele estava surpreso. Aquela resposta ele realmente não estava esperando. Ele podia ver o modo entristecido como ela o olhava... Acabou se sentando novamente, desistindo de buscar algo para limpar a blusa dela. Sua varinha não estava com ele no momento também... Fechou seus olhos por um tempo, como se refletisse sobre algo, então disse:
- Eu-.
- Eu gosto de você – ela interrompeu, sem olhar para ele, as palavras saindo de sua boca quase em um sussurro que parecia apenas mais um ruído no meio daquela multidão barulhenta; no entanto mesmo assim, ele pôde entender o que havia dito, apesar de não acreditar. O rosto dela estava tão corado quanto o seu cabelo avermelhado e as mãos da bruxa, que seguravam com força os próprios braços, tremiam.
- O... Que...? - perguntou ele, não acreditando no que havia ouvido.
- Você ouviu... Eu gosto de você – repetiu ela, falando ainda mais baixo do que antes – Eu... Me apaixonei por você.
Aquelas palavras acabaram pegando-o desprevenido, pois ele não esperava ouvi-las. Não conseguia distinguir se estava feli ou se estava triste. Aquilo era o que ele mais temia que pudesse acontecer. Ele não podia sair com ela! Não na condição dele... Não sendo alguém como... Ele... Lembrou-se novamente das palavras de Lúcio: "Odeio essas criaturas... Vai ser realmente um prazer acabar com esse aluno". Não podia... Mas Agatha... Iria perdê-la para sempre...! A idéia de perdê-la para outra pessoa parecia algo repugnante demais para aceitar.
- Agatha... Eu... - disse ele, sentindo como se faltasse fôlego para dizer aquilo e seus olhos ficavam vermelhos enquanto tentava segurar as lágrimas – Eu...
- Me desculpe por dizer isso... - disse ela, ainda sem olhar para ele, seus olhos escorrendo lágrimas involuntariamente. Ela havia notado o tom da voz dele, era como se soubesse que ele fosse rejeitá-la – É que eu apenas... Não consigo suportar a idéia de que você me peça desculpas. É como se eu... Não fosse nada. Como se eu fosse... Algo substituível.
Não podia mais ouvi-la dizer aquilo. Simplesmente não podia... Como se algum mero dia de sua vida ela pudesse ser substituível! Desde o primeiro dia que havia a visto havia se afeiçoado a ela! Estava tão sozinho naquele trem e com tanto medo quando ela apareceu sorrindo e começou a conversar com ele, se preocupando de imediato com o seu medo. Se havia alguém que ele não poderia perder...
- Não... - disse ele, deixando escapar algumas lágrimas de seus olhos – Você jamais será substituível para mim.
Agatha se virou para olhá-lo, mas antes que pudesse focar seus olhos no rosto dele, ele segurou o rosto dela e a beijou. Um beijo com o gosto salgado de suas lágrimas... Aquilo parecia certo, mas soava errado... Se estivesse certo, nenhum dos dois estaria chorando. Contudo por mais que chorassem, estavam felizes... Felizes de estarem juntos, mesmo que Remus soubesse que aquilo jamais duraria para sempre...
Fim do capítulo 13.
Dressa: Ótimo, Agatha, usando dos artifícios da auto-piedade para conquistar a dó dos outros, isso não é nada legal.
Agatha: Mas eu não... Eu apenas! (vermelha) Eu te odeio! T.T
Dressa: Não não, isso não é legal. Tenho que ensinar minha filhinha a aprender a não fazer coisas erradas!
Agatha: Mas eu... Eu juro que não fiz isso por intenção.
Dressa: Agatha, Agatha... =/
Eliza: Ei... Srta... (sarcastica)
Dressa: Han? (olhando para trás)
Eliza: Se não parar de falar assim, agora, você terá um fim não muito legal (olhar mortal).
Dressa: Não, eu... Me desculpe! Desculpe! Desculpe!
Eliza: Agora é tarde! (aponta varinha)
Remus: Os outros nem me dão tempo de agir como um bom namorado e parar quem machuca a pobre Agatha... .-.
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