Então... Aqui está a continuação. Isso é, se alguém ainda ler a fanfic depois do último capítulo.... (Alguém além do Vitor......).

Disclaimer: Harry Potter não me pertence, se não meu amado Remus não teria se ferrado no fim da série... ¬¬


Capítulo 17. O começo.

A noite pareceu durar uma eternidade para Remus e não importava o quanto seus amigos tentassem conversar com ele, ele lhes mandava ir embora. Não queria conversar, queria ficar sozinho... Queria "aproveitar" sozinho o pior dia de sua vida. Como poderia olhar nos olhos de Agatha? Essa era a última coisa que conseguiria... Fugiria dela. Fugiria até que suas lágrimas secassem e seus sentimentos congelassem. Assim poderia olhar novamente nos olhos dela e lhe dizer a verdade sem se magoar. Mesmo que o dia no qual ele fosse capaz de esquecê-la nunca chegasse...

Por sorte a lua cheia seria no dia seguinte e isso lhe daria um dia de falta sem compromissos. Quanto ao dia seguinte... Não agüentaria levantar de sua cama para encarar um dia onde todos podiam ser felizes... Todos exceto ele.

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A manhã estava ensolarada e, apesar de toda a discussão da noite anterior e todo o sofrimento que seu pesadelo lhe causara, Agatha levantou com uma nova disposição para começar um novo dia. Ela desceu as escadarias o mais rápido que pôde para encontrar Remus, que sempre estava lhe esperando na porta, mas ele não estava lá. Era estranho... Talvez tivesse dormido um pouco mais por estar cansado por causa do dia anterior. Decidiu esperar um pouco, para ver se ele aparecia, no entanto todos desceram e ele não aparecia...

Sua última esperança era perguntar para alguém que soubesse alguma coisa sobre ele... Acabou por parar olhando desesperadamente para a porta do dormitório masculino, como uma idiota, esperando que James saísse. Vários alunos saíram dos dormitórios, dando algumas risadinhas dela e batidinhas amigáveis em suas costas, mas apesar de parecer uma louca, continuou esperando. Mais ou menos uns dez minutos depois a figura que esperava apareceu, seus óculos cintilando na luz do sol. Ela o abordou logo que seu pé atingiu o mesmo chão que ela pisava e começou a enchê-lo de perguntas.

— James! James! Onde está Remus? Ele está doente? Está machucado? Está mal? Qualquer coisa?

James lhe olhou com uma expressão que ela não conseguiu decifrar. Parecia algum tipo de raiva, não conseguia entender... Só sabia que ele parecia estar escondendo alguma coisa.

— O Remus... Está meio doente — informou James, nem um pouco convincente.

— Como assim? Ele estava bem até ontem! — exclamou ela, desconfiada.

— Desculpe Agatha, mas estou meio atrasado. Licença — disse James, se afastando a passadas largas e rápidas.

Agatha não entendeu todo aquele problema. Havia começado a pensar que... Talvez a choradeira dela... Tudo aquilo haviam deixado Remus nervoso com ela? Ou talvez... Ele não quisesse proximidade com um bebê chorão como ela. Ou pior, e se ela tivesse falado alguma coisa totalmente inconveniente sobre sua família enquanto dormia? E se ele... Não fosse tão cheio de bondade quanto parecia? E se ela tivesse falado alguma coisa sobre seu pai enquanto dormia? Ele não poderia estar ignorando-a por causa disso! Não Remus, não ele! Continuou a olhar desesperadamente para o dormitório, mas não havia sinal algum dele. Decidiu descer para o café da manhã mesmo sem ele e colocou em sua cabeça que se ele já estivesse lá, ele realmente pensava aquilo dela ou ela realmente havia dito alguma coisa, mas se não estivesse... Talvez algo ruim estivesse acontecendo sem o seu conhecimento. A idéia não lhe agradava nem um pouco.

Viu-se olhando para todos os lados quando chegou ao café da manhã, mas ele não estava lá, por mais que procurasse. Ela respirou fundo, sentindo um tipo de alívio e ao mesmo tempo um grande desconforto, então acabou se sentando ao lado de Eliza, Sirius e dos outros, que ao verem-na pareceram trocar alguns olhares nervosos. É claro que aquilo não lhe passaria despercebido, mas ela não queria perguntar... Sabia que a resposta seria a mesma mentira. Apesar de tudo, Eliza lhe deu um "bom dia" amigável e de certa forma parecia olhá-la com compaixão. Aquilo tudo parecia levá-la diretamente a uma conclusão que decidiu não autorizar a si mesma a pensar. Esperaria mais um tempo.

O dia todo se passou inquieto e insuportável, em lugar algum ela via sinal dele. Tentou ir à ala hospitalar para ver se ele estava mesmo doente e tivesse passado o dia lá, entretanto só havia um aluno na ala e era um do primeiro ano que havia feito um feitiço errado e parado com a cara azul cheia de bolhas.

Uma tristeza incontestável a dominava. Eliza, agora que tinha Sirius, não lhe dava mais atenção e quanto a Lilian e a James, nunca havia sido tão amiga assim deles, sempre haviam sido meio distantes por mais próximos que estivessem. Peter não era alguém com quem ela tinha vontade de conversar e sem Remus... Ela estava praticamente só. Só havia mais uma pessoa que ela podia contar para conversar...

— Agatha? O que faz aqui em frente à ala hospitalar? Doente? — perguntou alguém, aparecendo de repente em frente a ela sem ela nem ao menos ter percebido em meio aos seus pensamentos.

— Ju-Justine? Meu Deus! Havia pensado em você agora mesmo! — exclamou ela, seus olhos se enchendo de lágrimas de felicidade.

— Que cara de morte, o que há com você? — perguntou Justine, assustada, dando batidinhas leves no rosto de Agatha — Você está pálida e seus olhos estão meio... Vermelhos.

— O Remus... Meio que... Sumiu — respondeu Agatha com incerteza. Até aquele momento não havia percebido como estava se segurando para não chorar. Ela era tão fraca!

— Como assim sumiu? — indagou Justine, percebendo a incerteza na voz e Agatha — Ele não largou de você largou? Ai dele se largou... — ela rosnou, cerrando os punhos e fazendo uma cara de muito ódio.

— Não! Não precisa fique assim com o Remus... Ele... Ele...!

Justine espantou-se ao ver todo aquele desespero de Agatha e começou a rir descontroladamente. Era estranho vê-la rindo tanto. Justine costumava ser tão fria e fechada que não parecia a mesma pessoa com aquele sorriso tão grande em seu rosto.

— Tem tanto medo assim de mim? — riu ela, se acalmando aos poucos — Está tudo bem. Só não quero que... Você sabe... Passe por um sofrimento como... — ela interrompeu a frase, olhando para baixo, como se terminar a frase já fosse algo doloroso demais. Agatha entendeu o recado então já foi logo respondendo.

— Eu sei. Obrigada Justin, você é uma boa amiga.

— Eu sei — disse ela convencidamente, mas seu sorriso desapareceu aos poucos e ela confessou humildemente — Nem tanto. Se realmente fosse, estaria rodeada de pessoas. Ao contrário disso, magoei a única que tinha.

— Não foi nada. Você sabe disso — riu Agatha — Mas está meio diferente depois de tudo.

— Tirar aquilo do meu peito foi... Revigorante — ela riu, sorrindo novamente, um fato que estava começando a ser muito assustador para Agatha — Mas... Quer conversar um pouco?

— Sim. Seria uma boa idéia — confessou Agatha. Então elas partiram pelo corredor, falando bem baixo para que os ouvidos curiosos não se metessem na vida alheia de outras pessoas e a conversa não se espalhasse para o resto da escola — Hoje de manhã o Remus não estava me esperando quando eu desci para o dormitório.

— Esperar para descer juntos... Que coisa de namorados felizes... — resmungou Justine, rolando os olhos.

— Quer me deixar falar? — reclamou Agatha.

— Desculpe, eu não me pude me conter. Continue.

Agatha respirou fundo, se perguntando se conversar sobre o assunto realmente faria bem a ela, já que falar sobre sentimentos nunca fora seu forte, mas continuou:

— Então eu perguntei a James o que aconteceu e ele falou que o Remus estava doente, mas de uma maneira como se escondesse algo e não quisesse realmente tocar no assunto. Por fim eles me olhavam estranho sempre que eu os via e o Remus acabou não aparecendo em nenhuma aula do dia... Eu não sei Justine... Eu tenho tanto medo de que... Possa ter feito algo errado!

— Você não se lembra de nada? — perguntou Justine, levando a mão ao queixo, pensativa.

— Eu não sei... A única coisa que eu consigo pensar é no fato de que eu estava dormindo quando ele chegou perto de mim e... Naquele sonho... Eu acabei revivendo... Um dia terrível em minha vida... — ela respirou fundo, olhando para cima — Eu acordei chorando muito e me mostrando uma criança fraca e inútil na frente dele... Eu pensei que talvez-

— Por favor, olha para a cara dele Agatha, você acha que ele ligaria para uma menina chorando em seu ombro? Principalmente você! Eu vejo o modo como ele te olha, como se fosse uma pedra preciosa.

— Ele me olha assim? — perguntou Agatha, abrindo um sorriso tão espontâneo que nem parecia que havia estado quase chorando de preocupação.

— Sim — disse Justine, rolando os olhos para o sorriso dela — Ele gosta muito de você! Agatha, não tem mais nada? Olhe, eu não conheço aquele rapaz direito, mas ele te olha assim desde que nos conhecemos. Eu duvido que ele seja capaz de fazer algo que pudesse te machucar, isso a não ser que você o fizesse se machucar demais...

— Mas... Como eu poderia tê-lo... Machucado...? — perguntou-se Agatha, levando a mão à cabeça e levantando sua longa franja vermelha que quase caía sobre seu olho. Sua preocupação passando rapidamente para alguma coisa que havia feita, mas seus pensamentos voltando a desviar-se para seu problema de falar enquanto dormia. Aquele era o pior defeito que poderia existir em uma pessoa, falar enquanto dormia! Pelo menos sim para aqueles que tinham algo para esconder... — Para falar a verdade, há outra coisa que eu pensei que pudesse ser capaz de fazê-lo ficar assim... Mas...

— E o que seria? — perguntou Justine curiosa com a súbita palidez no rosto de Agatha.

— Eu posso ter revelado alguma coisa também sobre aquela noite que pudesse fazê-lo temer a mim... Temer a minha família... Justine, você acredita que o Remus pudesse...

— Pudesse? — encorajou Justine, percebendo que ela havia interrompido a frase como se não fosse capaz de falar.

— N-Nada... Não é nada. Acho que só é besteira minha. Tudo voltará ao normal, só eu que sou uma idiota que acaba conduzindo o pensamento para conclusões ridículas — riu ela.

"Menina louca" pensou Justine, entortando a boca em incredibilidade.

"Eu estou certa... É besteira minha. Só pode ser besteira minha. Não tem como eu ter dito aquilo dormindo... Não tem como. Não tem como... Mas será que... Remus me odiaria se soubesse a verdade?" pensou ela, encolhendo os ombros e mordendo os lábios em agonia "Eu sempre estive tão feliz que jamais havia parado para pensar nisso... Talvez meu destino não seja poder estar ao lado de alguém que eu amo... Não há como alguém entender que não sou filha de um... Assassino...".


Fim do capítulo 17

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