3) Decidido

Ela estava no galho de uma arvore do Discovery Park de Seattle, próximo da água. Água a fazia lembrar-se de quando acordara da transformação. Quando Riley estava com ela. Já tinha um mês que não o via. Ele a havia treinado um pouco mais para treinar os outros, porque ela tinha algum poder que os fazia fazer o que ela mandava.

Mas e daí? Ele havia prometido que ia ficar com ela! E agora estava em algum lugar no subúrbio de Seattle, com a outra lá, enquanto ela estava com outros doze recém-criados escondidos na reserva militar do Discovery Park. A outra metade, que estava com um outro recém-criado, estava caçando no centro.

Um raio de sol, um dos últimos do dia, encontrou sua pele pálida, fazendo-a refletir como um diamante, brilhando magicamente e fazendo-a suspirar. Ela não tinha certeza se queria aquilo. Ser vampira, deve-se dizer.

Ta bom que super velocidade, força e tudo mais era muito divertido, muito intenso... Mas às vezes parecia bem vazio. Principalmente quando ele não estava por perto.

Dois recém-criados que ficam com ela se descobriram parceiros. O menino era novo, tinha uns nove dias, só. E isso só piorou a dor de cotovelo de Bree, deixando-a absolutamente mal humorada.

Ficou mais um tempo ali, até que o sol se pôs completamente e pulou da árvore, passando a caminhar nas pedras. A maré estava subindo e quase cobria todas as pedras daquele pedaço de canal. Não tinha importância, ela só queria ficar sozinha um pouco, sem os outros recém-criados estressadinhos que Riley mandara pra ela. Perdeu a noção do tempo que ficou ali na beira do canal andando pelas pedras. Quando voltou para as arvores, todos estavam quietos, em duplas ou sozinhos, escondidos nas sombras. Ela nem falou com ninguém, continuou adentrando mais na mata... Foi ai que o sentiu.

Mais por reflexo que por qualquer outra coisa, Bree se virou, afastando-se e rosnando numa posição de defesa. E mesmo com ele se aproximando com as mãos levantadas e sorrindo pra ela, Bree não desfez a pose.

- Calma, Bree. Sou eu. – Ela rosnou em resposta. – Qual o problema? Vem cá...

Bree deu mais um passo pra trás. Talvez ela não o quisesse mais.

-Bree! O que deu em você?

- O que deu em você, Riley. – disparou. – Você sumiu! Me deixou aqui com esse monte de vampiros descontrolados e sumiu! Quer que haja como?

- Não deu pra voltar antes, a gente estava arrumando os planos...

- Que planos, Riley? Eu estou começando a realmente achar que isso é uma baboseira, oks?

- O cheiro da garota parecia baboseira? – Bree endireitou o corpo, pensando. O cheiro que ele trouxera era realmente bom... – Um bom cheiro, não? Você não quer esse sangue?

Ele conseguira. Deixara Bree desarmada e se aproximou, segurando-lhe a mão e passando os dedos no rosto da garota, tentando trazê-la mais perto de si. Ela foi permitindo o toque, ele a puxou um passo, deixando-a mais próxima de si e enroscou os dedos nos cabelos dela, mas ela virou o rosto, o fazendo bufar frustrado.

- Você realmente acha que é assim? – Bree falou, empurrando Riley de leve. – Que vai passar um mês fora, UM mês, Riley, com a outra, e vai chegar aqui na boa e conseguir o que quer comigo? Você não me conhece.

- Bree, é sério, eu estava resolvendo pepinos. A vida não é festa o tempo todo.

- EU QUE SEI! – gritou e Riley tentou calá-la com um beijo, mas ela se desvencilhou dele. – Eu estou aqui com esses insanos, ensinando. EU. Eu to dando duro, Riley. SAI! – O grito de Bree ecoou na floresta quando Riley tentou beijá-la mais uma vez e ela o empurrou, fazendo os pássaros debandarem. Ela apontou um dedo pra ele. – Não é assim que as coisas funcionam.

- Bree, pelo menos me escuta, oks?

- Você pode falar daí.

Riley bufou novamente. Ela não estava sendo compreensiva. Pelo contrario, encostou numa arvore, com os braços cruzados no peito e uma expressão muito impaciente no rosto. Ele passou a mão nos cabelos, procurando uma forma de começar.

- Uma semana.

- Uma semana o quê? Você vai ficar aqui, pra compensar o mês perdido?

- Dá pra escutar? – Bree fez um gesto impaciente com a mão pra ele prosseguir. – Atacar. A gente decidiu atacar dentro de uma semana. Então mantenha-os sob alerta, oks? – Bree soltou o ar impaciente. Lógico que ele iria incumbi-la de algo. Lógico. Ele só queria dar uma e passar as instruções. – Não faz essa cara... – Ela o olhou numa expressão de puro desprezo. – A gente vai sair de Seattle em dois dias. Você só tem que informar. Só isso. É pedir demais?

- É.

- Seja boazinha, Bree...

-Não! Sai daqui. – Ela falou, se afastando dos braços dele. – Vou fazer o que você disse, só não me encha mais.

- Mas...

- Você não vai vir aqui depois de me dar um bolo gigantesco e conseguir dar uma comigo, não mesmo. Não hoje. – Ele sorriu com essa. Ela estava louca de desejo, mas a raiva era bem maior. Talvez, se ele tentasse um pouco mais... – Sai, Riley!

- Ahh... Vai dizer que você não sentiu nem um pouco de saudades?... – Ele falou baixo, puxando-a a força pra perto de si e respirando em seu pescoço. – Eu sei que você sentiu minha falta, baixinha...

Ele roçou os lábios no pescoço e queixo de Bree, fazendo-a perder um pouco a guarda, descruzando os braços e amolecendo um pouco. Se aproveitando disso, virou-a para si e continuou roçando os lábios no rosto dela, passando a língua de leve em alguns pontos, as bochechas, o canto dos lábios... Ela ofegou, quase entregue e Riley sentiu o gosto da vitória, sorrindo ao encostar os lábios no dela.

- É assim que eu gosto... – murmurou. O erro.

Bree recompôs e deu um soco na altura do estomago de Riley.

- Vai arranjar outra piranha pra hoje. – disse, já saindo de perto e se enfiando pelas arvores.

- Mas Bree! Eu prefiro você, baixinha! Bree!

- Vai se foder, Riley! – a voz dela ecoou e ele conseguiu ouvir algumas risadas dos outros. Droga de menininha difícil.


N/A: Aê galere, cap postado õ/
Obrigada pela paciencia, gente. E obrigada pelos comentarios *-*
keeki-s, Mari e Loveblack Cullen, principalmente =D

Aguardo mais coments nesse capítulo =D
BL