Capítulo Seis: confissões I
"Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se..." –W. Shakespeare.
Hum... Quinze para as seis. É melhor eu ir logo. Ou então aquele chato vai começar a falar que eu estou atrasada... Aff... Ninguém merece.
Gina desceu as escadas de dois em dois. Vestia uma calça jeans, seu tênis all star e um moletom da grifinória que ganhara na época do torneio tribruxo. Ele ficava um pouco justo, mas ainda sim era confortável.
Por sorte não encontrou ninguém em especial no salão comunal. Continuou descendo as escadas e dando boa-noite para os quadros que costumava conversar de vez em quando. A noite parecia que iria ser das frias. Gina cruzou os braços na altura dos seios e olhando em volta, desceu a escada que levava as masmorras.
-hei, Malfoy, cheguei! –ela avisou fechando a porta. O laboratório estava mal-iluminado e Gina não viu sinal dele, mas as coisas já estavam postas sobre a mesa e a poção borbulhava. –alô, aonde você está? Malfoy?
Olhou por baixo das mesas e no armário. Nem sinal do rapaz.
-hei, isso não tem graça, estamos sem tempo e eu quero terminar logo. –Gina falou impaciente. –ok, você vai ficar escondido é? O problema é seu, eu vou fazer minha parte.
Ela começou a preparar a poção paralisante ao mesmo tempo em que terminava a catalisadora. Estava meio enrolada, porque as duas precisavam de atenção total durante o processo.
Aonde esse idiota se meteu? Isso é algum tipo de brincadeira dele? Droga, não vou conseguir fazer duas poções ao mesmo tempo! Será que é algum tipo de teste pra testar a minha aptidão? Ah fala sério! Eu não tenho aptidão nenhuma pra essa droga!
-estou atrasado. –Draco entrou na sala apressado. Sua expressão era péssima.
-ah, bem que você reconhece. –Gina resmungou. –droga, quase que fico doida! Não tenho aptidão nenhum pra essa coisa! Eu sou péssima!
Franzindo o cenho ele olhou para a poção pronta e para a que Gina estava fazendo.
-mas está certo. –ele falou. –as duas estão do jeito que eram pra estar.
-cala a boca. E seu eu errasse alguma coisa? Como ia ser? –Gina continuou. –por que você chegou agora, hein? Droga Malfoy!
Surpreso pela repreensão ele deu um tênue sorriso. E Gina notou a sua face.
-você está pálido. –ela comentou mais amena. –o que houve?
-não interessa. É problema meu. –Draco rosnou. –anda, deixa que eu faço isso.
Gina baixou os olhos para a faca que segurava, Malfoy havia pegado também, e a mão dele estava sobre a sua. Era tão branca, grande e suave. Como se tivessem pegado um choque, soltaram ao mesmo tempo, e o objeto caiu com um estrépito metálico no chão de pedra. Foi como se o barulho ecoasse durante vários segundos no aposento. Os dois apenas se encararam, analisando as feições.
-você devia ter mais confiança em si mesma. –Draco sussurrou. –para de achar que o que você faz nunca é suficiente, Weasley.
Respirando fundo, Gina concentrou-se em sua poção.
-e você deveria confiar um pouco mais nos outros, Malfoy. Sabe, é muito ruim guardar tudo pra si.
-o que você quer dizer com isso? –ele havia ajuntado a faca do chão.
-não precisa ser nenhum gênio pra saber que tem algo de deixando muito perturbado. Posso ver isso em seus olhos. –Gina falou. –sabe o que quer dizer, Malfoy? Que você precisa desabafar urgente porque seja lá o que for está te consumindo internamente a ponto de abalar essa fortaleza que você tem envolta de si.
Ele ficou em silêncio e Gina não soube dizer se havia deixado-o furioso ou nervoso. Decidiu manter-se calada antes que falasse mais alguma besteira.
E eles ficaram calados até terminarem todo o trabalho e organizarem tudo.
-duas horas exatas! –Gina exclamou olhando no relógio. –o jantar ainda nem foi servido! É um recorde... E ela vai ficar no ponto amanhã de manhã. Acho que fomos bem, Malfoy...
-sabe, é muita pressão... –Draco começou. Estava de costas para Gina. Sua voz era cansada e melancólica. E foi como se o lugar mergulhasse num completo gelo. –não é fácil... Não é mesmo. Eu tento, tento muito, mas nunca é suficiente... Nunca é suficiente pra ele.
-seu pai? –Gina perguntou tocando-lhe o ombro. –vamos Draco, não é tão difícil assim... Me diz, eu juro que não vou dizer nada ou julgar alguma coisa...
-você promete? –ele perguntou virando-se. Gina nunca vira olhos tão cheios de dor. Tão obscuros.
-conte comigo. –Gina tentou sorrir em encorajamento. Mas não conseguiu.
Depois de olhá-la com certa desconfiança ele continuou:
-sim, é o meu pai. Você sabe que ele é um comensal, todos sabem. Assim como eu sou um aprendiz de comensal. Não vou mentir, Weasley, eu me relaciono com eles, o que podia se esperar não? Eu sou um Malfoy é o meu destino. Eu tenho missões, são missões idiotas, mas ainda assim são a serviço de Voldemort... –Gina olhou-o surpresa e completamente arrepiada, mas não disse nada. –meu pai foi pego há dois anos, lembra? E pelo erro dele eu tive que pagar. Voldemort me deu minha primeira missão de verdade... Matar Dumbledore.
Gina olhou-o chocada e afastou-se. Não era de medo e sim de nojo, raiva.
-não acredito que você fez isso Malfoy! Como você pôde? –Gina preparou-se para tirar a varinha. Uma coisa idiota, já que ele havia matado o diretor...
-eu sei que mereço receber todas as maldições, Weasley. Mas primeiro me deixe explicar o que aconteceu.
Olhando-o desconfiada Gina baixou a varinha e voltou a sentar-se.
-bem, a minha missão era matar Dumbledore... Mas eu não consegui. Não podia matá-lo. Ele estava tão... Velho. E não que eu gostasse dele, mas ele o Alvo Dumbledore... Não sei, mas simplesmente não consegui. –Draco falou olhando para o chão. –então Pansy terminou o serviço. Ela apontou para ele e simplesmente o matou na exata hora em que Snape invadia o espaço.
-oh meu Deus! –Gina exclamou horrorizada.
-ele alterou a memória dela e pareceu que eu havia matado Dumbledore. Só para que quando Voldemort soubesse, ele acreditasse que tinha sido eu. –Draco falava com amargura. –Snape é meu padrinho. Ele quem me protegeu sempre. E ele jurou para minha mãe que se eu não conseguisse completar a minha missão ele completaria pra mim ou então morreria.
Gina apenas olhou-o sem nenhuma palavra. Sua boca estava completamente seca.
-então agora, Voldemort e outros comensais ficam me cobrando a toda hora e final do ano eu vou receber a marca negra. –ele revelou. –o problema é que eu... Eu não sei se quero isso pra mim.
-você não tem certeza do que quer. –Gina respirou fundo. –você está confuso, Malfoy.
Ele riu sinistro.
-e você não estaria Weasley?
-é claro que estaria. Eu nem sei o que faria, acho que sei lá, me esconderia provavelmente. Você é forte, Malfoy. Olha só com o que você convive, mas ainda assim está ai de pé e ninguém sabe dos seus problemas. Sabe... Eu tenho que dizer que é horrível. Eu provavelmente deveria te delatar, mas não vou fazer isso. Se você não conseguiu matar o professor Dumbledore... Então... Então quer dizer que você talvez não queira isso pra sua vida. Porque é isso que os comensais fazem, eles tiram a vida das pessoas sem dó nem piedade... E isso é terrível, não é algo de que se deve orgulhar.
Draco apenas mirou-a. Um olhar diferente. Calmo, respeitoso e caloroso.
-acho que você tem razão Weasley. Mas acima de tudo, eu não quero ser igual ao meu pai.
Gina sorriu.
-você não é igual a ele. Ele é perverso Malfoy e fraco também. A realidade é essa. Você é malvado sim, mas não um assassino é destruidor de famílias como ele é, e acima de tudo, você é forte. E eu tenho certeza que vai escolher o melhor pra você.
-mas o que é melhor pra mim? –perguntou Draco. –eu não sei...
Gina aproximou-se de Draco e pôs a mão em seu peito.
-quem vai dizer é o seu coração Malfoy. Você precisa escutá-lo de vez em quando. –ela guardou a varinha no bolso e ajeitou os cabelos. –agora é melhor nós irmos, o jantar está quase no fim e eu estou com fome.
Estavam no saguão quando Draco a impediu de continuar.
-hum... Obrigado, Weasley. –ele murmurou levemente corado.
-sempre a disposição. –Gina fez algo que nunca imaginaria ter tanta ousadia para executar. Abraçou-o.
Depois do choque inicial ele também a abraçou. E Gina viu que na verdade aquilo era uma sensação muito boa. Mesmo com as mãos geladas dele... Ela gostara de ser abraçada por ele.
-por incrível que pareça Malfoy, você é um cara legal. –ela sorriu e subiu os primeiros lances para o salão principal. –e acho que estou começando a simpatizar com você.
E entrou no salão principal. O trio não se encontrava. Sentou-se ao lado de Colin e começou a preparar seu prato. Estava com muita fome mesmo.
Fim do Capítulo Seis!!
N/a: olha temerosa Olá pessoas! eu sei... eu sei... atrasei horrores, mais de um mês sem atualizar e ainda venho com um capítulozinho de nada que é esse seis aqui. tô com bloqueio pra D/G e também engajei num outro projeto de fic que eu vou postar aqui no fim do mês e espero que vocês dêem uma espiadinha xP sem contar que tive provas e festivais de dança além da preguiça costumeira... mas espero ser perdoada ainda mais porque tenho o sétimo capítulo no forno, recém-feito e pronto pra ser postado!
isso é claro, se eu tiver pelo menos cinco reviews até segunda-feira que vem! (:
agora as Reviews do quarto caps e do quinto caps:
Ana Beatriz Rabelo: Sim! sim! o Draco é um fofo né! O malvado mais fofo que eu já conheci! x)
Thaty: continuei o/ espero que goste desse caps, oks?
EuDy: eu to bem sim! brigada por perguntar! aeee! q bom q você gostou do capítulo! e do final tbm! (:
Tre Star: neeeeem te conto como vai terminar esse trabalho de poções deles... até porque eu tbm naum sei! asoausoausoausoa xP continue lendo pra saber:D
Ana Beatriz Rabelo: Ih, Ana num bate naum mas acho que ainda vai demorar um pouco pro primeiro beijo deles! você espera? espera sim neh?! x
Ly W.: desculpa a demora da att ok? matei você de curiosidade? espero que não xx continue lendoOo tah?!
ahh tão poucas reviews... eu estou triste... sabia que a review é o meu salário, o que me deixa mais motivada a escrever? e não custa nada pra vocês! comentem, PLIS?!!
