N/A: Isso não é miragem!


Capítulo Catorze

Sala Sumidouro

A segunda quinzena de março passava lentamente. O calor atípico continuava e Gina já havia desistido de usar a capa de Hogwarts enquanto o clima permanecesse naquele sufoco ensolarado. Também já se desfizera do suéter e passava grande parte do dia com a blusa branca de botões e a gravata desamarrada. Não se atrevia a desabotoar a camisa e muito menos encurtar a saia como muitas outras garotas estavam fazendo.

Ela andava atolada de deveres e estava quase se arrependendo por ter se inscrito no clube de teatro. Os ensaios para a peça haviam começado na noite anterior e nada poderia ter sido pior do que ter que contracenar com Zabini. Felizmente eles ainda não haviam começado a atuação, apenas conversado e lido sobre seus personagens, bem como recebido seus scripts para que começassem a treinar. Mas ainda assim aquele sonserino a punha doente com sua tentativa fajuta de aproximação inocente.

- Então Weasley. – Ele puxou uma cadeira, sentando-se ao lado dela enquanto os outros começavam a chegar.

Os ensaios haviam sido marcados na torre de astronomia, mas era um pouco complicado pelo grande espaço dedicado a telescópios e outros objetos de estudos do universo.

Gina, que até aquele momento estava tentando terminar um dever de transfiguração, levantou os olhos e o encarou com descrença.

- Então o quê? – Perguntou seca, voltando a se concentrar no exercício e desejando que alguém mandasse o garoto calar a boca ou que o ensaio começasse, pelo mesmo motivo.

- Vamos contracenar juntos. – Ele abriu um sorriso deliberado. – O que acha disso?

- Terrível. – Gina limitou-se a responder, terminando o dever de transfiguração e enfiando a cara no livro de poções, sua próxima meta.

- Nossa, Weasley. Que mau humor. – Zabini suspirou se aproximando. – O que aconteceu?

- Posso dizer o que vai acontecer se você não se afastar. – Ela ameaçou sem encará-lo.

Ele soltou uma risada, mas ela pôde notar um tom de irritação. Esboçou um sorriso satisfeito. Se dependesse dela Zabini nunca conseguiria realizar a tarefa de que fora incumbido. Pensou em contar para o trio, mas acho melhor não, ao menos por enquanto. E de qualquer forma, ela queria ver se conseguia descobrir o que tinham em mente para ela. Obviamente que Voldemort não pretendia matá-la...

Não pode devanear muito por que a professora Sinistra entrou e eles iniciaram a reunião. Tudo era bem simples, só tinham que ler o script e avaliar o caráter do personagem durante aqueles dois dias que teria de folga até o próximo ensaio. Neste, de acordo com a professora, eles fariam um mini-laboratório para testar como cada um ficaria melhor e a partir daí o trabalho começaria para valer, mas era bom que eles começassem a decorar os textos logo.

Gina soltou um gemido, voltando à realidade e sentando-se na mesa da Grifinória para almoçar. Carregava uma pilha de livros para estudar e além disso tinha que começar a ler seu script, mal tivera tempo de folheá-lo naquela manhã. Havia terminado os deveres de madrugada, mas para seu pesar, já tinha muitos para fazer de novo. E pensar que seu quinto ano havia sido um inferno. Isso nem se comparava.

Estava pensando se os gêmeos deixariam ela largar Hogwarts e ir trabalhar com eles quando o trio sentou-se ao seu lado.

- Hei. – Harry cumprimentou-a com um sorriso.

- Olá. – Ela respondeu de volta, sorrindo para os três e depositando os livros no banco vazio ao seu lado.

- Muitos deveres? – Hermione perguntou.

- Nem fala. – A ruiva soltou um suspiro cansado. – E vocês?

- Idem. – Rony resmungou fazendo seu prato. – O que Zabini tanto falava com você ontem no ensaio?

- Nada de importante. – Gina resmungou. – Só queria testar minha paciência.

- Não gosto dele. – Harry disse, lançando um olhar para a Sonserina.

- Muito menos eu. – Gina defendeu-se. – Mas que culpa eu tenho se aquele idiota resolveu ir para o teatro? Pensei em largar, porém não acho justo fazer isso. Além disso, não vou fugir do Zabini. Não tenho medo dele.

- Eu sei. – Harry suspirou. – Você tem medo de alguma coisa, Gina?

Ela deu uma risadinha.

- Rony com TPM. – Respondeu. – É de assustar.

Os três riram enquanto o outro ficou com as orelhas vermelhas, resmungando.

- Escute... Nós estávamos pensando em nos reunir hoje. O que você acha? – Hermione inclinou-se sobre a mesa, falando num sussurro.

- Por mim ótimo. – Gina respondeu com os olhos brilhando. – Já era tempo.

- É mesmo. – Rony concordou, arrancando um pedaço enorme da coxa de frango que segurava nas mãos. – Já estamos quase no fim do ano e nada. Devíamos ter começado mais cedo.

Os outros apenas suspiraram. Eles haviam discutido isso algumas vezes, mas nunca dava certo e o tempo realmente era curto. Quando eram mais jovens tudo era mais fácil, mas cada vez mais que se aproximavam da maior idade a situação apertava até ficar quase insuportável.

- No mesmo lugar? – Gina perguntou, terminando de comer.

- Sim. Quer dizer, espere e verá. – Harry respondeu comendo. E ela franziu o cenho, tentando adivinhar o que eles tinham feito por que seria perigoso se reunir na Sala Precisa de novo já que ela havia sido descoberta no seu quarto ano.

Arriscou um olhar para a mesa da Sonserina e se recriminou. Havia passado o almoço todo evitando olhar para lá e se controlando, mas não resistiu e logo estava procurando os cabelos platinados de Draco de forma discreta. Não se surpreendeu ao vê-lo junto de Zabini e Parkinson, e menos ainda quando segundos depois ele levantou o olhar e a encarou.

Ela sentiu o usual rubor nas faces e pigarreou, puxando um dos livros e enfiando na cara para quebrar o contato e não cair em tentação. Principalmente por que Rony, Harry e Hermione continuavam ali, almoçando e debatendo sobre os ataques que haviam saído no Profeta. Ela soltou um suspiro. Três trouxas mortos e dois bruxos do ministério desaparecidos.

Havia dado uma lida rápida, mas preferiu nem terminar, já se sentia mal o suficiente com a foto mágica de corpos sendo carregados em macas pelos funcionários do St. Mungus de dentro um prédio, com a temível Marca pairando em cima. Eram uma família e o filho não passava dos doze anos. De acordo com a notícia eles estavam jantando quando foram atacados. Não houve defesa e os vizinhos sequer escutaram qualquer grito.

Ela deu um pulo quando pichí soltou um piado agudo e deixou cair uma carta sobre seu prato limpo. A ave chamou a atenção de alguns alunos que logo deram ombros e voltaram a seus afazeres. Gina franziu o cenho e deixou livro de lado - não estava lendo nada mesmo -, pegando a carta e vendo que era endereçada a ela. Imediatamente reconheceu o cheiro de tutti-frutti e se animou.

Em fevereiro havia recebido uma carta da revista dizendo que a promoção tinha tido que ser adiada, mas nem havia dado atenção por estar absorta em problemas em relação ao loiro sonserino. E tudo bem, que de lá para cá não fizera nada se não piorar a situação, então torcia para que naquela carta estivesse sua saída para férias temporárias dali.

Sorriu para Hermione que parara de comer vendo do que se tratava e abriu a correspondência de uma vez, desdobrando delicado e feminino pergaminho para começar a lê-lo em voz alta o suficiente para que o trio escutasse.

O setor de relações públicas do Semanário das Aprendizes deseja informar a . Virgínia Molly Weasley ganhadora do concurso "One Royal Week" realizado no mês de Janeiro em comemoração ao décimo aniversário da revista mais badalada do mundo da magia, que membros da comitiva de recepção e promoção de eventos estarão passando em Hogwarts na manhã de terça-feira para buscar a ganhadora para devida realização do evento, que por motivos maiores ainda não pôde ter sido realizada. Gentilmente pedimos que a V. Sra. Não leve nada além da roupa do corpo e objetos pessoais que considere inseparáveis.

Atenciosamente,

Setor de Relações Públicas.

Semanário das Aprendizes "a Revista mais badalada do mundo da magia".

- Já era tempo! – Hermione exclamou abrindo um sorriso enorme. – Amanhã!

- Achei que isso fosse só brincadeira. – Rony disse distraído. – Demorou. Você vai mesmo?

- Você ainda pergunta?! – Gina exclamou animada, enfiando a carta num dos bolsos da mochila. – Eu estou esperando isso desde Janeiro!

- É, mas você está atolada de deveres. – Rony lembrou-a.

- Isso eu resolvo. Ou você acha que eu estou cheia de livros por que é um hobby? – Ela perguntou e virou-se para Hermione. – Sem ofensas.

A outra que ia abrir a boca para protestar manteve calada, mas revirou os olhos. Gina e Rony ficaram discutindo sobre isso até que já era hora deles seguirem para suas aulas. Felizmente ela estava com tempo livre, então continuou ali, forçando a mente preguiçosa a começar a se concentrar na pilha de deveres que tinha para fazer.

Rony tinha razão, precisava colocar tudo em dia por que passaria uma semana fora. Mal pode conter o gemido ao pensar nas montanhas de tarefas pendentes que teria quando chegasse, mas ainda assim, não diminuiu em nada sua excitação ante a idéia de ir passar um tempo fora e aproveitar para cuidar de si mesma.

Lembrou-se que tinha que falar com Luna, a outra teria um ataque quando soubesse que Gina partiria no dia seguinte. Tudo bem que ela ainda estava custando a acreditar e olhava para o teto, esperando que a qualquer momento uma coruja irrompesse com outra carta dizendo que tudo havia sido cancelado por 'forças maiores'. Soltou um suspiro, terminando a última frase do último dever de casa daquele dia.

Bocejando ela levantou-se da mesa e arrumou os materiais, com um aceno eles desapareceram e ela olhou para o relógio. Tomou um susto ao constatar que já eram mais de seis horas. Sequer havia visto o tempo passar de tão absorta que estivera em seus pensamentos. Deu ombros, espreguiçando-se, e seguiu para fora do salão principal.

Estava pensando que seria bom tomar um banho para relaxar os músculos quando uma mão fria a puxou para uma sala na altura do quarto andar. Ela sorriu, reconhecendo imediatamente aquele toque, e fitou os olhos cinza de Draco Malfoy.

- Ora, ora. – Estampou um sorriso de deboche, fitando-o. – Achei que você tivesse dito que não ia mais me procurar Malfoy.

Ela repetiu a frase que ele dissera no último encontro deles. Desde o dia da clareira vinham se encontrando clandestinamente. Gina já havia desistido de tentar ignorar seus sentimentos por Malfoy e decidiu que era melhor aproveitar enquanto ainda tinham chance, mas já estava resignada com o fato de que uma hora aquilo terminaria.

- Não te procurei. Encontrei por acaso. – Ele corrigiu levando as mãos até a cintura dela e a puxando mais para perto.

- Ah sim, claro. – Ela arqueou a sobrancelha. – Você não devia me olhar da sua mesa. É suspeito.

- Você olhou primeiro. – Ele retorquiu aproximando-se dos lábios dela e roçando os seus. – Eu apenas retribuí.

- Foi sem querer. Eu estava percorrendo o olhar pelo salão, só isso. – Ela sorriu travessa e levou uma das mãos a nuca dele, encerrando a provocação que o garoto fazia com um beijo.

Ele a guiou até a parede e pressionou-a contra a pedra fria, aprofundando o beijo enquanto acariciava suas costas. Gina passou os braços pelos ombros dele, puxando-o mais para perto e correspondendo o beijo em igual intensidade. Com o ensaio e os deveres, eles não se viam há três dias a não ser nas aulas de poções onde mantinham a pose de sempre.

Às vezes, Gina achava melhor dar um fim naquilo, mas a idéia lhe fugia da mente cada vez que sentia aquele toque frio em sua pele. Quando Malfoy começou a se tornar tão essencial na sua vida? Ela não saberia dizer ao certo. Na verdade, se no início do ano letivo, alguma charlatã barata lhe dissesse que se envolveria com um sonserino, principalmente um chamado Draco Malfoy, ela riria na cara da mulher. Até meses atrás isso era impensável.

- No que você está pensando? – Ele perguntou quando finalmente se separaram.

- Em nós. – Gina respondeu ainda se apoiando nele.

Eles ficaram em silêncio por alguns minutos, e ela finalmente levantou o olhar para encarar o loiro, mas ele fitava o chão, pensativo. Ela mordeu o lábio, arrependida por ter trazido aquele assunto a tona. Eles evitavam falar sobre isso.

- Na verdade, eu também tenho pensado sobre isso. – Draco falou por fim. – Bastante, por sinal.

- E chegou a algum lugar? – Ela perguntou, começando a temer o que ele fosse falar. Sabia que eles tinham que terminar alguma hora, mas ainda não estava preparada para que fosse tão cedo.

- Não. – Ele suspirou, encarando-a. – Estamos sem saída, Gina.

- Eu sei. – Ela falou no mesmo tom de desolação. – Eu acho... Acho melhor falarmos de outra coisa, tudo bem?

- Por mim seria ótimo. – Ele declarou apressadamente, tão desconfortável quanto ela com toda a situação. – Como andam os ensaios? Zabini tem se jogado em cima de você?

- Discretamente, sim. – Ela resmungou. – Que garoto insuportável. E péssimo espião. Quer dizer, não é meio óbvio que parece bizarro ele querer se aproximar de mim do nada, sem nunca ter me dirigido a palavra na vida?

- Eu sei. – Draco deu um sorrisinho de lado. – Zabini é idiota mesmo. Mas não fique tão relaxada quanto a ele, também é bastante traiçoeiro.

- Você que deveria ter cuidado, o amigo é seu. – Gina retrucou. Não gostava quando lhe davam conselhos sobre segurança, como se ela fosse fazer alguma besteira a qualquer momento.

- Ele não é meu amigo. – Draco corrigiu, puxando-a para um beijo. – Por que não esquecemos esse assunto também?

- Que seja. – Ela retorquiu, deixando que ele a beijasse. Mas em seguida se afastou. – Ah, lembrei de uma coisa!

- O que? – Draco perguntou visivelmente frustrado pela interrupção.

- Eu vou viajar nessa semana. – Gina declarou feliz, lembrando-se da carta das Aprendizes que estava guardada no bolso de suas vestes.

- Viajar? – Draco perguntou visivelmente confuso.

- Sim. Ganhei um concurso no início do ano, mas amanhã que vai ser realizado. Trata-se de uma semana de viagem por aí, com direito a compras e essas coisas. – Gina falou animada, estendendo a carta para ele.

À medida que Draco ia lendo, fazia caretas de nojo, as quais Gina tinha vontade de rir.

- Afinal, o que é isso? Aprendizes? – Ele perguntou entregando o papel a ela. – Você lê essa coisa?

- Draco, eu sou uma garota. – Gina retrucou. – É óbvio que eu leio essas revistas.

- Credo. – Ele resmungou. – E pra que isso afinal?

- Ora, eu quero. Já imaginou, uma semana de compras e viajando, tudo pago? – Gina suspirou.

- Ai Weasley, não venha com seu espírito de pobretona.

- Vai se danar, Malfoy. – Gina retorquiu irritada. – Isso não tem nada haver.

- Tem sim. Quem fica animado com uma caridade dessas? – Ele continuou implacável.

- Não é caridade!

- Óbvio que é, bem disfarçada, porém caridade. – Ele falou seco e Gina girou os olhos.

- Claro que não, Malfoy. – Gina argumentou já perdendo a paciência. – E tire esse ar mesquinho da sua cara!

- Não sabia que a sua situação estava tão ruim a ponto de você ter que recorrer a caridades desse tipo, Virgínia. – Ele falou sarcástico.

- Situação? Pelo amor de Deus, Malfoy! – Gina exasperou-se. – Isso não é caridade, e você é tão mente fechada que não entende nada!

- Quer uns galeões pra ajudar, Weasley? – Ele perguntou, ignorando a irritação dela.

-Seu imbecil. Vai a merda, Malfoy! – Ela esbravejou afastando-se por completo dele. – Licença, mas eu tenho mais o que fazer.

- Onde você pensa que vai, Weasley? – Draco demandou ao vê-la dirigir-se a porta. – Eu não te mandei sair. E eu ainda estou falando!

- Uh, Alteza. – Gina ironizou, cerrando os olhos para ele e saindo da sala, batendo a porta com força. – Idiota.

Seguiu pelos corredores, extremamente mal-humorada. Como ele podia ter uma atitude tão mesquinha e preconceituosa como aquela? Ainda por cima com ela? Gina, praguejou mentalmente, afinal, qual era o problema de Draco? Por que ele tinha que ser tão prepotente assim?

Estava indo para a Sala Comunal quando o anel da Armada brilhou. Ela resmungou, havia se esquecido completamente da reunião. Deu meia-volta e mudou de rumo, pegando algumas passagens pelo caminho para despistar, caso alguém a seguisse. Por fim chegou ao quinto andar e foi andando, relembrando os caminhos para a Sala Precisa.

Não tardou a encontrar Neville pelo caminho.

- Hei Gina. – Ele sorriu.

- Neville. – Ela tentou sorrir, mas ainda estava bastante estressada com Draco para sequer fingir animação. Talvez aquela reunião fosse boa, uns feitiços de ataques seriam ótimos para relaxar os ânimos e descontar sua frustração.

- Aconteceu alguma coisa? – Ele perguntou.

- Nada demais. Apenas Snape me irritando como sempre. – Ela inventou. – Harry te falou alguma coisa sobre as reuniões?

- Não. – Ele deu ombros. – Mas estou bastante animado com a idéia de voltarmos.

- Eu também. – Ela sorriu. – Já era tempo, se você quer saber.

- Aham. As coisas lá fora estão ficando cada vez piores. – Neville estremeceu. – Minha avó está escondida, não trocamos cartas faz um tempo.

- Entendo você. Estamos na mesma situação. – Gina disse, lembrando-se que os pais agora estavam na Toca, mas ainda sim com uma segurança reforçada graças a Ordem agora ali.

- Finalmente. – Escutaram a voz de Hermione e então avistaram um grupo de oito pessoas paradas ali. – Faltavam apenas vocês.

- Chegamos. – Gina falou. – E então?

- É o seguinte. – Harry começou e andou três vezes em frente a parede onde se escondia a Sala Precisa. – Entrem.

O grupo o seguiu e Gina viu-se num local parecido com o que tinha visto antes. Tratava-se de uma sala, e em frente a eles haviam sete portas, todas completamente idênticas.

- Harry? – Gina pronunciou-se, confusa. Assim como os outros membros, à exceção de Rony e Hermione que já deveriam saber o segredo.

- Já sei, Gina. – Ele sorriu para ela. – Bem, como eles descobriram a Sala Precisa, não é confiável que continuemos nos encontrando por aqui, então vocês precisam chegar em frente e pensar no labirinto de portas, pensem nisso para poderem entrar nessa sala. Em seguida, peguem as suas moedas e apontem para cada porta, a que brilhar é a porta verdadeira. A que leva para o nosso novo local de encontro, as outras levam para partes do castelo bem distantes daqui.

- Vejam. – Hermione adiantou-se, tirando sua moeda do bolso e apontando para as portas, a terceira emitiu um brilho dourado, junto com a moeda e Rony aproximou-se abrindo.

Eles entraram agora numa sala parecida com a da antiga armada. Era espelhada e tinha materiais para treinar como bonecos de madeira e outros artigos como objetos para serem enfeitiçados, porém esta era mais ampla.

- Aonde estamos? – Seamus perguntou.

- Estamos no terceiro andar. Na Sala Sumidouro. – Hermione respondeu. – Achamos por acaso no terceiro ano. É bem útil para quem quer esconder alguma coisa, por que sempre se modifica. Mas, através da passagem da Sala Precisa, sempre entraremos nela com esse formato. E o melhor é que ela não tem lugar fixo. Sempre muda de lugar pelo castelo.

- Que máximo! – Exclamou Parvati Patil em conjunto com os outros.

- Como vocês acharam isso? – Dino perguntou animado.

- Dumbledore. – Harry falou sorrindo matreiro. – Agora, o que acham de começarmos a treinar alguma coisa, quero ver como vocês estão em duelos.

Gina animou-se, já desembainhando a varinha.

- Faz comigo, Gina? – Pediu Seamus.

- Tudo bem. – Ela sorriu, reparando que Harry queria treinar com ela. Deu ombros, como se pedisse desculpas e o garoto meneou, indo treinar com Neville. – Não seja mal comigo, Seamus.

- Até parece Gina. – Ele riu, assumindo sua posição de duelo. – Não me deixe muito tempo na Ala, certo?

Ela riu e esperou Harry dar as instruções usuais.

- Lembrem-se de se concentrar no oponente e principalmente de que a varinha é o mais valioso que vocês possuem. – Ele disse. – Comecem!

- Estupefaça! – Seamus adiantou-se.

- Speculum! – Gina repeliu o feitiço. – Incarcerous!

- Bombarda! – Seamus explodiu a gaiola em pedacinhos. – Rictusempra!

- Protego! – Gina lançou um escudo. – Impedimenta!

- Alarte Ascendare! – Dino desviou-se dos feitiços dela e lançou o próprio.

- Mobilus! – Gina apontou para uma cadeira, lançando-a contra o jorro de luz que vinha em sua direção. Abaixou-se apontando para um conjunto de caixas de madeira ao lado. – Oppugno!

As caixas começaram a voar contra Seamus que as repeliu com um escudo.

- Petrificus Tottalus! – Gina bradou e com um sorriso satisfeito viu Seamus deixar a varinha cair no chão e tombar como uma pedra.

- Muito bom! – Harry disse e então ela notou que apenas os dois ainda haviam continuado duelando. – Você e Seamus estão bastante bem. A maioria anda meio enferrujada. Inclusive eu e Neville.

Ela olhou para o amigo que tinha furúnculos no braço.

- Eu tenho uma poção para isso, Neville. – Sorriu, desfazendo o feitiço de Seamus. – Nossa, que saudades de treinar!

- Ainda estou inteiro. – Seamus exclamou, se levantando. – Você está boazinha, Gina.

Ela riu.

- Só dessa vez, Seamus.

Eles riram, a maioria já mais relaxada por estar de volta.

Sim, era bom estar de volta. Bom saber que eles podiam fazer alguma coisa contra o que ameaçava invadir os limites do castelo e aterrorizar os alunos.

Fim de Capítulo.


N/A: Eu sei que demorei, mas é a mesma situação da 'O Algo Que Me Falta', no caso, faltou criatividade e tempo. Mas a última pode ser descartada por que eu vivo sem tempo. Enfim, eu gostei desse capítulo por que ele renovou tudo. E não se preocupem, no próximo a Gina vai para a One Royal Week, eu tive que fazer alguns ajustes, por que a tonta aqui continuou escrevendo a história e esqueceu completamente do concurso, mas acho que ficou legal até. De qualquer forma, eu realmente espero que vocês tenham gostado.

Beijos para as pessoas que me mandaram reviews e para aquelas que lêem e não mandam. O que importa é saber que tem gente que espera minhas atualizações. Isso anima qualquer autor, sério mesmo. Ah, e claro, um beijo especial para aqueles me mandam ameaças de morte, com certeza é um incentivo pra atualizar mais rápido! OAJIOJSAIO, amo vocês.

Thaty, Manu Black, Veronica D.M., my ginny, Bella Black Malfoy, Mrs. Mandy Black, Suzana-chan, Princesinha Malfoy, Gaabii, Abeyba Malfoy, Paolaa, Thaty Malfoy, Oraculo, Vitty Weasley e Juuh Malfoy. MILHÕES DE BEIJOS PRA VOCÊS!