Oiiiiiiiii meus amores? Tudo bem?
Imensas saudades de vocês!
Mais um capítulo desta louca história!Vejo vocês lá nas notas finais!
BOA !
Capítulo 5 – Código vermelho
POV BELLA
Dei um sorriso irônico e mesmo com uma voz embargada por causa do choro disse:
- Obrigado, obrigada... er... é um prazer cara! – Dei um soco no ombro num gesto comum entre homens e Edward sorriu genuinamente. Nossos risos se transformaram em gargalhadas e após um tempo eu parei de me acompanhou e ficou sério percebendo que algo me incomodava. –Você não imagina como é!
- Como é o que Bella? – Um vinco se formou na testa de Edward, eu sabia que ele tentava entender o que falava.
O fato é que eu sentia que poderia confiar em Edward, seus olhos estavam brilhando e suplicando por decifrar minha frase. Pela segunda vez, em dois dias ele me salvara e sentia muito grato por isto. Abaixei minha cabeça e pensava nos prós e nos contras de revelar o que aconteceu comigo.
Edward vendo minha hesitação,pegou meu queixo erguendo meu rosto e disse firmemente: - Pode contar comigo Bella, sempre...
- Edward minha vida desmoronou da noite pro dia, vivo prestes a cair num colapso nervoso e... -Falei olhando no fundo dos seus olhos.
- Confie em mim e prometo não te desapontar! –A confiança de Edward era palpável e com um sorriso no canto dos lábios encorajou-me e depois de um suspiro disse:
- Não é questão de confiança Edward. Provavelmente vai me achar um louco, quer dizer, louca ensandecida, eu sou um "ser bizarro". – Fiz aspas com as mãos e Edward me puxou para uma mesa vazia, nos sentando frente a frente.
Edward gargalhou e disse entre risos: - Duvido que você possa me surpreender a tal ponto que ache você louca, minha cota de bizarrices vai além da sua imaginação. Minha família vem do Texas, cresci numa fazenda, e só pra você pra você ter idéia de bizarrices, eu tive um cachorro que tinha cinco patas, a adicional ficava no meio das costas. – Acompanhei o riso imaginando um cão com uma pata no lombo. – E na minha adolescência tive uma época hippie, meio naturalista, eu vestia somente roupas feitas de algodão, comia somente vegetais crus, nada de tecnologia, nada sintético ou industrializado. E eu sou viciado em música sabe, e no auge da minha obsessão pelo meu estilo de vida, cheguei a fazer pequenos tambores de casca de coco e couro pra poder tocar algo e tirar algum som, já que meu piano de estimação estava na seção dos proibidos por ser industrializado...
- Nossa! Edward hippie! – Comecei a rir descontroladamente – Minha mente ensandecida já te imagina, com tranças rastafári, boina a La Bob Marley e puxando uma erva, tocando no teu bumbo "No Woman no cry".
Ríamos tanto que cheguei a ficar com dor na barriga, até que fui interrompida por Edward dizendo suavemente:
- Você devia sorrir mais vezes... seu sorriso é lindo – Encarei-o e fiquei sem graça com o elogio. – Fico feliz que as minhas histórias mudaram seu estado de espírito.
- É... er... Eu... – Ótimo agora estava gaguejando novamente na frente dele. E neste instante fui interrompida por Alice que quase estourou meus tímpanos gritando próximo do meu ouvido:
- Bellaaaaaaaaaaa! Temos que ir embora agora! –Alice puxou minha mão fazendo levantar abruptamente e olhou pra Edward falando: - Desculpe Edward, mas temos que ir pra casa urgente, é que... – Alice olhou pra cima. - Eu me esqueci de por comida pro meu peixinho.
- Peixinho... Mas... – Fui interrompida pela "toquinho" se despedindo de Edward e me deixando levar pela situação disse: - Tchau Edward! - Fui puxada até o estacionamento, virei meus pés umas trezentas vezes até que os tirei para poder acompanhar o ritmo alucinado de Alice e quando entramos no carro perguntei: - O que aconteceu Alice? Quer tirar o pai da forca? Por que tanta pressa?
- É um código vermelho Best! – Alice dizia exasperada e balançando as mãos freneticamente.
Toda vez que Alice estava com problemas por causa de algum homem ou quando eu estava com uma mulher grudenta problemática a perigo na minha cola, nos ajudávamos; e mesmo que o outro estivesse se dando bem, teria que acompanhar o outro, indo embora.
- Como assim Código vermelho? Quem era o imbecil que estava causando problemas com você? Eu pensei que estava se dando bem com o Jasper?
- É este o problema Best! – Alice percebeu minha incompreensão e continuou: - Eu e Jasper estávamos muito bem. Temos muitas coisas em comum, gostamos do mesmo estilo de música, curtimos o tipo de balada e até temos uma esquisitice em comum: ele também come bolacha Orion de chocolate com pasta de amendoim e maionese!
- Ai Alice, me embrulhou o estômago só de lembrar! –Resmunguei fazendo uma cara de nojo. – Não sabia que isso dava um "código vermelho", pra mim dava um código verde Alice! Você fumou orégano por acaso?
- É um código vermelho por outro motivo Best! Se eu não saísse dali, eu pularia no pescoço dele e ficaria atracada no seu corpo e enquanto não estivéssemos nus, suados e exaustos de prazer não iria parar. – Alice falava ora pulando no banco, ora se abanando como se tivesse um calor do Saara, e revirando os olhos disse: – Oh!Papai do Céu, que homem lindo!
- Realmente você fumou alguma coisa, e não acho que foi maconha ou haxixe, foi estrume de vaca! – Zoava Alice - Se vocês se deram tão bem nos gostos e nas maluquices, se você o acha tão atraente qual o problema de você transar com ele?
- Ele é diferente Best! Você sabe que a probabilidade de um cara pensar em algo sério com você quando transa na primeira noite é menos de 10%. – Alice fazia uma cara de nerd e arregalou os olhos dizendo: - 10% amiga, isto quer dizer que eu tinha 90% de chances de não ter nada sério com Jasper se fizéssemos sexo hoje. – Alice suspirou apaixonada. - E ele é pra casar amiga!
- Ok, Alice! Não vou discutir suas teorias e pesquisas de Revista Cosmopolitan pra mulheres.
- Não são apenas teorias, são fatos! – Alice zangou-se – Você levou à sério alguma das milhares de mulheres que foram pra cama logo no primeiro encontro?
Um silêncio instaurou-se no interior do carro, eu tentava puxar pela memória, um nome, um simples nome pra tentar desbancar a teoria, porque isso não tinha nada a ver, minha mente masculina tentava desbancar este mitos.
- Está vendo? Vamos logo embora Best, amanhã temos que agilizar seus documentos, estou enrolada com muito trabalho já que vou ter que acompanhar teu trabalho mais de perto... – Alice falava com um sorriso maroto nos lábios.
- Acompanhar meu trabalho? Questionei e rapidamente a baixinha respondeu:
- Claro Best! Como vou ver o lindinho do Jasper casualmente? Ela piscou e eu revirei os olhos sabendo que a "toquinho" não me daria tranqüilidade enquanto Jasper não fosse dela.
...
A noite passou tranqüila na medida do possível, apesar de sonhar sempre com minha noite de transformação, eu já estava me acostumando com as bizarrices da minha vida.
Amanheceu...
Já era quase oito horas e já tinha servido de Barbie pra Alice,tinha tomado duas canecas de café, já havia ligado pra Angela dizendo que iria chegar mais tarde para resolver problemas pessoais...
Já... E agora? Estava aqui no meio da cozinha esperando Alice e pronta pra realizar o primeiro delito potencialmente grande e se alguém descobrisse teria alguns anos na prisão... Íamos encontrar o Cebola, primo do ex-ficante de Alice no colegial, ele iria fazer documentos falsos pra mim. Ele já tinha feito identidades falsas pra mim e pra Alice quando estávamos no colegial pra poder entrar nas boates e tomar bebidas alcoólicas, mas nunca deu prisão este tipo de coisa, já o que faríamos poderia dar um grande processo judicial.
Alice marcou um encontro com o tal Cebola numa boate, no Beco da Rua 24 horas, ou seja, aquela rua que era o habitat para vagabundos, drogados e prostitutas nunca fechava nada, tudo funcionava 24 horas.
Estacionamos o carro e uns caras mal encarados estavam na esquina, fumando e apostando algo em cima de uma caixa de madeira, eles pararam e depois de uns assobios e algumas frases tipo: "e aí gatinhas?", "precisam de ajuda?"
Entramos no tal estabelecimento e uma escuridão tomou conta do meu campo visual. Um ambiente sem janelas com as paredes pintadas de preto somente iluminadas por luzes vermelhas e azuis que contornavam o palco e o bar. Um ambiente sufocante causado por vários fumantes presentes era quase impossível respirar.
Sentamos numa mesa afastada do palco onde tinha uma dançarina que vestia somente um fio dental, ela se pendurava num poste de pole dance e depois caminhava de quatro para os clientes que esticavam notas que colocavam no elástico do pedaço de pano que se denominava calcinha.
Na mesa ao lado estava outra dançarina que sentava e rebolava no colo de um gordo seboso onde a luxúria dominava aquele ser asqueroso, na sua expressão tinha um sorriso forçado, fingido, ela não estava se divertindo mas ainda permanecia ali.
Alguns dias atrás, este lugar com garotas pra um sexo rápido e barato até me excitaria, porém isto estava me enojando... Uma mulher se sujeitar a tal promiscuidade... Epa! Um alerta vermelho acendeu na minha cabeça: De onde surgiram estas idéias feministas? Ai Meu Deus! Estou virando boiola, só pode ser!
- Ai,Alice cada lugar que você me mete! Ontem a noite foi no subúrbio pra ver a tal Cigana Ondina, hoje estamos no reduto da escória da cidade, amanhã só Deus sabe... – irritada falei baixinho pra ninguém escutar minha reclamação.
- Oh! Pare com o drama,Best! Tudo isto é pra salvar a sua pele e é assim que me agradece? Oh, mundo injusto! – Alice colocou a mão no peito fazendo uma cena digna de um dramalhão mexicano.
- Desculpe,Alice! É que estou nerv... nervosa ok? Isto pode dar xilindró, cadeira, reclusão total... Falava nervosamente apesar de sussurrar.
- Fica tranqüila, minhas fontes disseram que o Cebola se bem pago, ele faz um trabalho pra lá de profissional, ele tem um contato intimo e direto na Secretaria de Segurança Nacional, onde se faz todos os documentos: identidade, carteira de motorista, título de eleitor, passaporte, tudo fica original nada de falsificação. Mas pra isso o custo é diferenciado, entende?
- Significa que minha poupança no banco vai sofrer um arrombo...
Fui interrompida por um sujeito branco, magricelo, com o cabelo encaracolado desgrenhado. Ele tinha uma boca enorme com os dentes separados, os dois incisivos maiores tipo Bob Esponja e com um sorriso abobalhado disse entre risadas:
- Aliceeee! Minha fadinha em miniatura! Você não cresceu desde última vez que te vi, mas em compensação fica cada vez mais linda!
- Oi,Cebola! Alice estendeu a mão e séria respondeu: - miniatura é a mãe! – Alice espremeu os ossos da mão do Cebola, fazendo o pobre coitado soltar um gemido de dor. – E obrigada pelo "linda"! – Soltou a mão e sorriu docemente como se nada tivesse acontecido.
- De nada,linda! – Ele ria sem graça tentando disfarçar a dor – E aí,gatinha? – Cebola me cumprimentou acenando de longe e sentando na nossa frente perguntou: - Mas diga o qual o motivo da sua visita na minha humilde casa de diversões.
Alice falou que eu precisava de um conjunto completo de documentação e Cebola a interrompeu informando que não queria saber nenhum detalhe, ou seja, não queria estar por dentro da situação do por que estar solicitando este tipo de serviço.
Depois de colocar num papel todas as informações que deveriam conter nos documentos, ele nos levou pra um escritório sujo e mal iluminado nos fundos e pediu para que eu me sentasse num banquinho, tirou algumas fotos de meu rosto, com o cabelo solto, cabelo preso, repartido no meio e com a franja caída no olho.
- Certo,gatinha! Amanhã ao meio dia pode vir pegar sua nova documentação e claro vinte e cinco mil dólares em notas de cem numa caixa de sapato.
Despedimos-nos de Cebola e deixei a Alice na emissora de TV onde ela filmaria um novo programa e fui pra Editora.
Todo o caminho de certa forma,estava aliviado, apesar de meu investimento bancário ficar vinte cinco mil dólares mais pobre, eu estava solucionando um problema.
Cheguei à editora atrasado para a reunião sobre as matérias da revista em comemoração ao Halloween. Todos estavam sentados em volta da grande mesa de conferências e Emmett tentava passar a pauta daquilo que faltava pra terminar, mas todos estavam falando ao mesmo tempo, ora discordando, ora rindo do que outro dizia, uma bagunça só. Ninguém parecia ter percebido a minha entrada, e fiquei parada na porta observando a muvuca da galera.
Emmett deu um soco na mesa e todos ficaram mudos e num tom de brincadeira direcionou seus olhos pra mim:
- Vai ficar somente observando a cena Senhorita Swan?
- Está bom aqui, podem continuar sem mim... – Brinquei enquanto sentia vários olhos virados pra mim, mas um par de orbes verde brilhante acompanhado por um sorriso escancarado chamou a minha atenção. Edward. E num tom irônico continuei: – Não quero atrapalhar o entrosamento da equipe.
- Vejo que seu senso de humor se assemelha muito com o do teu primo Bob. – Emmett riu e ergueu a sobrancelha. - Vamos ver se terá a mesma esperteza para solucionar os problemas... Sente-se Senhorita Swan.
Acomodei no meu lugar dando bom dia pra todos os presentes e olhei pro meu lado esquerdo, aquele sorriso desconcertante do Edward me causou uma sensação de conforto e confiança, realmente ele era um bom amigo. Isso mesmo, eu consegui dar um nome pra esta simpatia que sentia por ele: Amizade.
Edward aproximou de meu ouvido e sussurrou baixinho, "Boa sorte Bella!". Retribui com um sorriso e comecei a ouvir os problemas dos artigos para a edição da revista. Fiquei feliz em saber que apesar da minha transformação, não havia perdido a capacidade de resolver rapidamente as dificuldades fazendo todos me ouvirem.
- Muito bem Senhorita Bella Swan, se saiu muito bem na sua primeira reunião de pauta, embora tenha deixado o maior do problema para o final. – Emmett anunciou e algumas risadinhas maldosas e burburinhos femininos ecoaram o ambiente.
Desde que virei Bella, a maioria das mulheres passaram a ter um sentimento ainda não conhecido por mim, agora elas pareciam me odiar. Como pode uma aparência mudar tanto o relacionamento das pessoas. Revirei os olhos e esperei o Chefe falar do tal problemão.
- Ok, Emmett! Pode deixar que eu explico... – Sério Edward se dirigia pra mim – É que estamos com dificuldade de achar uma modelo pra capa da revista, todas que entramos em contato com a agência que fornece as modelos, disseram que não estavam disponíveis pro trabalho. E o prazo já está vencendo!
- Certo, procuraremos por outras agências, então! Uma cidade como Seattle tem outras opções, nem que tenhamos que buscar fora daqui: Los Angeles, New York... Sei lá, nem que tiver que buscar uma modelo no Canadá! – Falei como se fosse óbvio.
- Parece que nenhuma modelo quer se vestir de bruxa! – Jessica, que era responsável pelos anúncios dissera ironicamente.
- Uma amiga da minha companheira de apartamento que trabalha na agência de modelos disse que Victoria esparramou cobras e lagartos sobre este trabalho, e como ela tem muito prestígio... Afugentou todas. – Disse Angela timidamente.
- Então temos que agradecer a Bob Swan! – Uma voz irritantemente melosa com uma pitada de sarcasmo ecoou no ambiente, fazendo todos rirem e virarem pra loira falsa que tinha acabado de entrar na sala de conferência.
- Lauren! Que bom que se lembrou da reunião. Achei que havia esquecido que trabalhava aqui... – Emmett lançou um olhar irônico enquanto a lambisgóia que vestia um vestido roxo, caminhava rebolando igual a uma minhoca e se debruçando no ombro de Edward.
- Estava com o representante do Ralph Lauren conseguindo uns modelitos novos para os próximos números da revista. – A uvinha ambulante sorria e mexia na orelha do Edward que tentava desvencilhar, dobrando o pescoço e remexendo os ombros, porém a lambisgóia fingia não perceber.
- Uma mulher ferida é pior que uma cascavel faminta. – Jessica falou com uma voz postada, como se fosse uma grande sábia.
Risadas e burburinhos tomaram conta da sala, piadinhas e comentários maldosos de que não daria tempo... Uma onda negativismo me atingiu, parecia que a maioria daquelas pessoas estavam se divertindo e torcendo pra que desse errado, ou seja, que Bella Swan não conseguisse sucesso na primeira edição sobre minha responsabilidade.
- Podemos colocar um travesti fantasiado de Bruxa! – Mike zoava com a situação – Seria uma edição memorável!
- Ok, pessoal a reunião acabou! Falei séria levantando e colocando minha mão na cintura.
- Então, vamos colocar um traveco na capa? –Emmett questionou apavorado.
- Eu vou resolver esta situação junto com o Edward que fará as fotos. E não terá um traveco na capa, garanto que a qualidade do nosso serviço não cairá, mesmo tendo que enfrentar retaliações de uma mulher despeitada. – Percebi que minha voz estava mais elevada que o normal, eu respirei fundo, com um tom baixo, porém firme, e disse: - Voltem ao trabalho!
As piadinhas pararam e as pessoas se retiraram e, antes de sair, olhei para o Emmett afirmando: - Confie em mim, vai dar certo! – Toquei seu ombro tentando mostrar segurança.
Fiquei trancafiada o restante do dia dentro da minha sala... Combinei com Edward que tentaria alguns contatos e ele faria a mesma coisa em sua sala. Eu tinha uma vasta lista de mulheres: minhas "ex-list", ou melhor, mulheres que já provaram do gostosão, do grande passa rodo, pegador, bico doce, mulherengo assumido com orgulho: Bob Swan.
Ligaria uma por uma, assim poderia encontrar alguma pra ser a modelo da capa. Quando ligava dizia ser a prima de Bob, algumas recebiam meu telefone muito bem, perguntando onde Bob estaria e que estava ansiosa para encontrá-lo novamente; outras xingavam maldizendo o dia que o conheceram e o restante desligavam o telefone na minha cara após pronunciar Bob Swan...
Ninguém que eu conversei podia fazer a tal fotografia pra capa, quer dizer, somente uma pessoa topou, a Lorraine, uma francesinha espetacular. Ficaria perfeita pra capa se não fosse por um pequeno problema: ela estava grávida de oito meses e com vinte quilos a mais...
Minha cabeça estava explodindo, eu tentava encontrar uma luz no fim do túnel, mas a urucubaca que a vagabruxa da Victoria fez pra mim estava forte. Edward entrou na minha sala com uma expressão de derrota, nem precisou falar que também tinha fracassado na busca de uma modelo.
- Eu não consigo entender! – Edward sentou na minha frente. – Têm mulheres que dariam o dedinho do pé pra sair na capa de nossa revista e como um passe de mágica isto ficou impossível conseguir. É mais fácil achar água no deserto do Saara...
Suspirei derrotada e deitei minha cabeça na mesa. Logo após senti um afago nos meus cabelos. Arrepio, queimação, uma coisa tipo um tornado, subia e descia pelo meu peito e fiquei paralisado com o carinho...
- Não perca a fé, Bella! – Edward me consolava com uma voz branda. –Vamos achar um jeito até amanhã, você vai ver...
Um simples toque não poderia fazer isto com um homem que nem eu... Quer dizer eu sou uma mulher-homem e... Aff! Estas sensações só podiam estar acontecendo porque estava nervoso com o lance da foto. Isso mesmo, nada significava.
Respirei fundo e ergui a cabeça onde um par de olhos verdes me encarava com aquele sorriso no canto da boca. Eu tinha que admitir o cara era muito "gente boa" e muito simpático, ele somente estava tentando me ajudar e eu fiquei com pensamentos de boiolagem, estou precisando afogar o ganso, ou melhor, afogar a pata já que o instrumento do prazer ficou meio diferente...
Minha mente desvirtuada levou um susto quando a música de Britney Spears tocava no meu celular. Edward riu e brincou dizendo: - Womanizer? – Aff! Eu tinha que mudar esta música, porque pra minha atual situação não combinava mais.
- Culpa do Bob! Ele gosta sabe... – Sorri sem graça e atendi rapidamente. Um clique aconteceu e aquela lâmpadazinha do lado esquerdo do cérebro acendeu, dei um pulo de alegria e gritei no celular:
- Você! Mesmo Edward sem entender nada, me olhou rindo da minha reação de alegria, afinal fazia uma dancinha de vitória. – Como não pensei antes? Sou um burro, quer dizer, burra! Preciso de você amanhã de manhã pra salvar o mundo!
Agora não tem jeito... Eu decretei minha passagem: sou uma biba paraguaia transloucada! Escutei a voz que falava no celular e rapidamente disse:
- Onde você está?... Hum... Que legal! Claro que sei... – Olhei no meu relógio enquanto falava no telefone. Edward parado a minha frente tentava entender o que se passava, fiz um sinal de jóia com o polegar. - Daqui a vinte minutos eu e Eddie estaremos aí!
- Estaremos aonde, Bella? Pra onde você vai me carregar? Quem era no telefone? – Edward perguntava sem parar enquanto eu juntava minha bolsa feminina da Hèrmes enfiando as quinquilharias, como chave, celular, papéis e até meu notebook... Agora compreendia o quão útil pode ser uma bolsa feminina, principalmente estas grandes. – Hey, Bella! Fala alguma coisa, você está me deixando nervoso!
- Quantas perguntas, Eddie! Fica frio porque até o prazo às onze da manhã, vamos liberar pra gráfica a foto da capa. – Sorri confiante e apesar de Edward retribuir o sorriso, ainda tinha uma ruga de preocupação misturada com curiosidade em seu rosto. – E vamos comemorar no Nan Thai, conhece?
- O restaurante novo, Tailandês? – Edward questionou.
- Sim, e vamos aproveitar porque o rango vai ser na faixa! A nossa futura modelo ganhou uma cortesia e adivinha? Ela pode levar dois acompanhantes! – Sinalizei nós dois e dei um soquinho no ombro em comemoração.
- Não sabia que gostava tanto de comida tailandesa, Bella. - Edward falava enquanto entravamos no elevador.
Era alta hora da noite tudo estava silencioso demais, sem correria, sem conversas, barulhos de teclados digitando ou telefones tocando. O silêncio não era total porque nós dois estávamos fazendo barulho suficiente pra uma trilha sonora de American Pie.
– Bella... Você sabia que este tipo de comida é altamente afrodisíaco?
Edward aproximou seu rosto do meu, podia sentir sua respiração sobre minha pele. Ele sorria matreiramente e me encarava no fundo dos olhos e o verde profundo paralisou minha mente, não consegui responder...
Nós dois sozinhos naquele cubículo de elevador, fez meus sentidos aguçarem: eu via como a pele de Edward era lisa e branca, sem marcas. Eu ouvia o barulho que sua respiração fazia e as batidas alteradas de seu coração. Eu tentei falar, mas minha língua ficou presa. De repente uma pontada no estômago me fez soltar um som que até agora não identificava: estava entre um grunhido de porco ou mugido de vaca. Sentia o sangue pinicar no meu rosto e um calor crescente invadir minhas bochechas. O cheiro de seu pós-barba contrastando com o perfume encheram meus pulmões e reconheci facilmente...
- Gucci. – Minha voz saiu fraca, demorei milhares de segundos pra falar algo e quando abro a boca... Aff! Esta sensação no estômago deve ser uma gastrite nervosa, ou úlcera, pode ser hérnia de hiato, também... Fiquei o dia inteiro sem comer, só tomando café, quem sabe...
Minhas deduções médicas foram interrompidas pela voz suave:
- Gostou do meu perfume? – Edward levantou a mão e colocou uma mecha da minha franja atrás da orelha.
- Eu... er... É... – quer formular uma frase seu idiota?Dizia para o meu cérebro que estava pra lá de retardado. Edward diminuiu ainda mais a distância e aquela luz vermelha de perigo começou a piscar, agora eu ouvia uma sirene em alto e bom som dizendo pra mim: FUJA! CódigoUltraMegaPower VERMELHO! Reaja Bob, seu bicha do caralho!O cara vai te beijar!
Suas mãos deslizaram na minha bochecha e seu dedo traçou o contorno de meus lábios, seus olhos não piscavam, era como se meu corpo estivesse hipnotizado, minha mente funcionava e entendia o que estava prestes a acontecer, mas nem um músculo meu mexia, nem um passo pra trás eu conseguia dar, nem uma palavra impedindo o beijo que estava prestes a ganhar.
- Bella... Você é perfeita e... tão linda. Eu não consigo resistir à tentação de provar seus lábios. – No mesmo tempo que Edward falava, o meu estômago dava sinal de vida, minha respiração foi diminuindo e fechei meus olhos lentamente...
Uma sensação de que estava caindo no vazio... Braços fortes me envolviam e uma voz suave e doce, bem de longe, chamava meu nome...
O que estava acontecendo comigo? Será que Edward estava me beijando? Ou será que estava morrendo e um anjo me chamava? Seja com for, estava acontecendo... eu sentia uma grande paz, me sentia leve como uma pluma e parecia que meu corpo estava flutuando como as nuvens do céu...
Mas como tudo que é bom, dura pouco, o momento "ghost" passou e uma voz esganiçada gritava perto de mim:
- Ai meu Deus! O que aconteceu?
Nota da Deah: E aí gurias lindasssss do meu coração verde e amarelo, gostaram? Eu tive que dividir este capítulo pra poder postar logo, se não ia demorar mais ainda... É que o próximo capítulo será hilário, e com muitas emoções com o nosso casal, mas estou sem pique pra escrever comédia... Muito trabalho e muita encheção de saco! Aff... Estou quase surtando estes dias então me desculpem pela demora... Torçam por mim amadassss!
Obrigada do fundo do meu coração pelos reviews e peço que deixem um recadinho pra mim, mesmo que seja um "posta mais" ou "não demore pra postar", isto dá um gás super sônico pra poder escrever mais... Thanksssss mesmoooooooooo!
Próximo post será CONNECTION! Nos veremos lá!
Beijinhos especiais nos corações das TDG e das CORUJINHAS... You're greattssssssss! Sem vocês eu não conseguiria!
Beijinhos verde e amarelo e muita sorte pra nós domingão...ARRIBA BRASIL!kkkk!
Deah.
Nota da GicaCullen[cojuraMor]
Carlisle![meu jeito de falar o palavrão]
Eu não via a hora de ler o capitulo, e quando a DEah chega com o Beta pra eu fazer, ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!...OME! EU INFARTO! AMO AMO AMO AMO...esta Fic me deixa muito feliz, e este capitulo foi tudoooooooooo! Nossa LPP detalhou bem os fatos! WooHOO!capitulo muito muito muito bom, estava com tantas saudades! Ohh my! Amei amei amei!
Esta foi a melhor frase pra mim, eu raxeiiii muitooo: - FUJA! CódigoUltraMegaPower VERMELHO! Reaja Bob, seu bicha do caralho[ meu carlisle!]!O cara vai te beijar!
OME! O beijo do Ed foi tão fodao que nem mesmo o BOB safado resistiu...ohh ele eh demais neh gentem? Então... tipo assim... eu sei oque vai acontecer, mas se eu contar, vai perder a graça, so posso adiantar que vai SER MEGAULTRASUPEREXTRASHOW!
Como diz minha diva LPP – quem VIVER...LERÁ !
Beijos
GicaCullen ^^
